sexta-feira, 12 de junho de 2026

POEMA: CAVERNA - ROSEANA MURRAY - COM GABARITO

 Poema: Caverna

       Roseana Murray

 

Houve um dia,

no começo do mundo

em que o homem

ainda não sabia

construir sua casa.

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipywfMwZckGVNnyvkt7CSSc7NfCQUUB0g0W3lNYmmfgZdar9Gman7jENCc32-vfy6um-EJoLumXhyphenhyphenOWBnH1P4dxw24t5U9XnRyBcUYy5ddWlHCcej9vqlMhwZKY5_Ap9ZvjSsgzDj3GQt9Ch656zbGsTRfsE_4e9ujL1Zc2JtuyJxCrQjjVz8Zt9wcq-4/s320/images.jpg 

Então disputava

a caverna com bichos

e era aí sua morada.

 

Deixou para nós

seus sinais,

desenhos desse mundo

muito antigo.

 

Animais, caçadas, danças,

misteriosos rituais.

 

Que sinais

deixaremos nós

para o homem do futuro?

                     Roseana Murray. Casas. Belo Horizonte: Formato, 2004.

Entendendo o poema:

01 – No último verso da segunda estrofe: “e era aí sua morada”, a expressão em destaque pode ser substituída por: 

(A) sua casa.  

(B) o homem.  

(C) do mundo.  

(D) com bichos.

02 – De acordo com a terceira e a quarta estrofe, de que forma os homens do começo do mundo se comunicaram com as gerações futuras?

      Eles se comunicaram através de pinturas rupestres ("deixou para nós seus sinais, desenhos desse mundo muito antigo"). Esses registros retratavam o cotidiano deles, como os animais da época, as estratégias de caça, suas danças e os rituais religiosos ou misteriosos que realizavam.

03 – O que a disputa da caverna "com bichos" (segunda estrofe) revela sobre a relação entre o homem primitivo e a natureza?

      Revela uma relação de igualdade na luta pela sobrevivência. Como o homem ainda não dominava a tecnologia de construção, ele não estava no topo da cadeia de forma soberana; ele precisava competir diretamente com os animais selvagens pelo mesmo espaço físico de proteção contra o clima e predadores.

04 – O poema faz uma transição temporal ao longo de suas estrofes. Como essa linha do tempo está organizada no texto?

      O poema começa no passado remoto ("no começo do mundo", "mundo muito antigo"), passa pelo nosso presente ao analisar os sinais que recebemos ("deixou para nós") e termina projetando o futuro ("para o homem do futuro"), criando uma linha de continuidade da história humana.

05 – Qual a principal reflexão ou provocação que a autora faz na última estrofe do poema?

      A autora faz uma provocação filosófica e ecológica. Ela nos questiona sobre o legado da nossa sociedade atual. Enquanto os homens primitivos deixaram registros de arte, conexão com a natureza e rituais, ela nos faz pensar se nós deixaremos coisas positivas ou se deixaremos destruição, poluição e ruínas para as próximas gerações.

06 – O poema faz parte de um livro chamado "Casas". Como o conceito de "casa" evoluiu do início do texto até os dias de hoje, com base na leitura?

      No início do texto, "casa" era um elemento puramente biológico e de sobrevivência, um refúgio natural (a caverna) disputado com animais. Hoje, a casa é algo que o homem aprendeu a construir, transformando-se em um espaço cultural, tecnológico e social. No entanto, a última estrofe sugere que o nosso conceito atual de "construir" e habitar o planeta pode estar deixando marcas preocupantes para o futuro.

 

 

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