Poema: Eta Nóis
Ela fala sem parar
Às vezes esquece de se depilar
Eu tenho um pouco de chulé,
Minha barba é dura e espeta,
Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7k6vWSxuGaM32fp_X74vhbD2THiUJV12S4kdFP2xjBBzjY9mF1w3siuSYVB3OR_T5AdxpnufI0v4G0wlxJMpW2_NGaUBfzLK-seVaqctYYNnNLmdlQ33HZ-4g2vW5dHz4874UklSywQOD1HeanIG6JDyVV9G1W4wkRJnVgc8m4hhgAv-Nwx2cepsVZA8/s320/images.jpgVamos descobrindo aos poucos
O que estava por baixo dos panos:
Dois seres bem humanos.
Ulisses Tavares. Diário de uma paixão!
São Paulo: Geração, 2003.
Entendendo o poema:
01 – Que tipo de sujeito aparece no segundo
verso?
No segundo verso ("Às vezes esquece de se
depilar"), o sujeito é oculto (também chamado de elíptico ou desinencial).
Embora ele não esteja explicitamente escrito nesse verso, nós
conseguimos identificá-lo pela desinência do verbo "esquece" e pelo
contexto do primeiro verso ("Ela fala sem parar"). Trata-se da
terceira pessoa do singular: Ela.
02 – Reescreva o segundo verso incluindo o
sujeito que falta.
“Às vezes ela esquece de se depilar”.
03 – Reescreva o quinto verso acrescentando o
sujeito que está oculto. Como você o identificou?
Reescrita: "Nós vamos descobrindo aos poucos"
Como foi identificado: O sujeito foi identificado através da desinência
número-pessoal do verbo "vamos" (-mos), que indica a 1ª pessoa do
plural (Nós).
04 – De acordo com o sentido do poema e com os
sujeitos que você identificou, quais são as personagens desse diário poético e
o que ele conta?
As personagens são um casal (composto pelo eu lírico, que é
um homem, já que menciona "Minha barba é dura", e por sua parceira, a
quem ele se refere como "Ela").
O poema conta o processo de convivência íntima desse casal. Ele mostra
que, conforme o tempo passa e a intimidade aumenta, as idealizações românticas
vão sumindo e eles começam a descobrir os pequenos defeitos e imperfeições
físicas um do outro (chulé, pelos, barba espetando). No fim, o texto celebra o
fato de que, por trás das aparências ("por baixo dos panos"), eles
descobriram que são apenas "dois seres bem humanos", que se aceitam
como realmente são.
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