Música (Atividades): Máscara Negra
Tanto riso, oh quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina
No meio da multidão.
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghSXDwrs65qWv8HK-W4r_9pEZRuzhkkU2aLKObSu4r6Hq02aioa8DNYasrOGqo07GDUCN4uRAvEeNd-7xuw-7wozvSOn4r-Fb7IFx-TFurhW2W9XA4cBNca_GSZjTMnih86aixYzxAdL7nXSe6-JAGlgwZ2Wy3pf2AwHwa8n_EdmVMsiFLi57lMUPTbyI/s320/MASCARA.jpgFoi bom te ver outra vez
Tá fazendo um ano
Foi no carnaval que passou
Eu sou aquele pierrô
Que te abraçou
Que te beijou, meu amor
Na mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade.
Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnaval.
Composição: Zé Kéti, Pereira Matos. Saudade seresteira. Belo Horizonte,
Leme. v.2, p. 218. [Marcha-rancho gravada por Dalva de Oliveira para o carnaval
de 1967.
Fonte: Linguagem Nova.
Faraco & Moura. 6ª série. 17ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São
Paulo. 2003. p. 57.
Entendendo a música:
01
– A primeira estrofe da música estabelece um forte contraste de sentimentos no
ambiente do salão. Explique que oposição é essa e quais personagens a
protagonizam.
O contraste
ocorre entre a euforia coletiva do Carnaval e a tristeza individual de um dos
personagens. Enquanto o salão está repleto de "tanto riso",
"quanta alegria" e "mais de mil palhaços", o Arlequim
aparece chorando "no meio da multidão" pelo amor perdido da
Colombina.
02
– O eu lírico da canção se identifica explicitamente na segunda estrofe. Quem é
ele, com quem ele está falando e qual é o contexto temporal desse reencontro?
O eu lírico se
identifica como o Pierrô ("Eu sou aquele pierrô"). Ele está falando
com uma mulher que reencontrou no salão de festas. Esse reencontro acontece
exatamente um ano após o primeiro envolvimento deles, que também ocorreu no
Carnaval passado.
03
– Qual é a importância do objeto que dá título à música ("máscara
negra") para o desenrolar da narrativa e o que ela simboliza no contexto
da festa?
A máscara negra
serve para esconder o rosto da mulher amada, mantendo o mistério de sua
identidade. No contexto da marchinha e do próprio Carnaval, ela simboliza o
disfarce, a fantasia e a liberdade de agir sob o anonimato, permitindo que os
afetos do passado sejam revividos no salão.
04
– Na segunda estrofe, o Pierrô relembra as ações que marcaram o envolvimento do
casal no ano anterior. Quais foram essas ações e qual é o desejo dele no
presente?
O Pierrô relembra
que, no Carnaval passado, ele a abraçou e a beijou. No presente, motivado pela
lembrança e ao ver que ela usa a mesma máscara negra, o desejo dele é
"matar a saudade" daquele momento.
05
– Na última estrofe, o eu lírico faz um pedido para a sua amada ("Não me
leve a mal"). Como ele justifica a sua ousadia e o seu comportamento
impetuoso de querer beijá-la imediatamente?
Ele justifica sua
ousadia com o argumento de que "hoje é carnaval". Essa expressão
resume a ideia tradicional de que o Carnaval é uma época de permissividade, em
que as regras sociais rígidas são temporariamente suspensas e os impulsos de
amor e prazer são perdoados e aceitos.
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