terça-feira, 2 de junho de 2026

MÚSICA (ATIVIDADES): MÁSCARA NEGRA - ZÉ KETI E PEREIRA MATOS - COM GABARITO

 Música (Atividades): Máscara Negra

            Zé Keti e Pereira Matos

Tanto riso, oh quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina
No meio da multidão.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghSXDwrs65qWv8HK-W4r_9pEZRuzhkkU2aLKObSu4r6Hq02aioa8DNYasrOGqo07GDUCN4uRAvEeNd-7xuw-7wozvSOn4r-Fb7IFx-TFurhW2W9XA4cBNca_GSZjTMnih86aixYzxAdL7nXSe6-JAGlgwZ2Wy3pf2AwHwa8n_EdmVMsiFLi57lMUPTbyI/s320/MASCARA.jpg


Foi bom te ver outra vez
Tá fazendo um ano
Foi no carnaval que passou
Eu sou aquele pierrô
Que te abraçou
Que te beijou, meu amor
Na mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade.

Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnaval.

Composição: Zé Kéti, Pereira Matos. Saudade seresteira. Belo Horizonte, Leme. v.2, p. 218. [Marcha-rancho gravada por Dalva de Oliveira para o carnaval de 1967.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 6ª série. 17ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 57.

Entendendo a música:

01 – A primeira estrofe da música estabelece um forte contraste de sentimentos no ambiente do salão. Explique que oposição é essa e quais personagens a protagonizam.

      O contraste ocorre entre a euforia coletiva do Carnaval e a tristeza individual de um dos personagens. Enquanto o salão está repleto de "tanto riso", "quanta alegria" e "mais de mil palhaços", o Arlequim aparece chorando "no meio da multidão" pelo amor perdido da Colombina.

02 – O eu lírico da canção se identifica explicitamente na segunda estrofe. Quem é ele, com quem ele está falando e qual é o contexto temporal desse reencontro?

      O eu lírico se identifica como o Pierrô ("Eu sou aquele pierrô"). Ele está falando com uma mulher que reencontrou no salão de festas. Esse reencontro acontece exatamente um ano após o primeiro envolvimento deles, que também ocorreu no Carnaval passado.

03 – Qual é a importância do objeto que dá título à música ("máscara negra") para o desenrolar da narrativa e o que ela simboliza no contexto da festa?

      A máscara negra serve para esconder o rosto da mulher amada, mantendo o mistério de sua identidade. No contexto da marchinha e do próprio Carnaval, ela simboliza o disfarce, a fantasia e a liberdade de agir sob o anonimato, permitindo que os afetos do passado sejam revividos no salão.

04 – Na segunda estrofe, o Pierrô relembra as ações que marcaram o envolvimento do casal no ano anterior. Quais foram essas ações e qual é o desejo dele no presente?

      O Pierrô relembra que, no Carnaval passado, ele a abraçou e a beijou. No presente, motivado pela lembrança e ao ver que ela usa a mesma máscara negra, o desejo dele é "matar a saudade" daquele momento.

05 – Na última estrofe, o eu lírico faz um pedido para a sua amada ("Não me leve a mal"). Como ele justifica a sua ousadia e o seu comportamento impetuoso de querer beijá-la imediatamente?

      Ele justifica sua ousadia com o argumento de que "hoje é carnaval". Essa expressão resume a ideia tradicional de que o Carnaval é uma época de permissividade, em que as regras sociais rígidas são temporariamente suspensas e os impulsos de amor e prazer são perdoados e aceitos.

 

 

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