domingo, 23 de março de 2025

POEMA: DEBUSSY - MANUEL BANDEIRA - COM GABARITO

 Poema: Debussy

             Manuel Bandeira

Para cá, para lá...
Para cá, para lá...
Um novelozinho de linha...
Para cá, para lá...
Para cá, para lá...
Oscila no ar pela mão de uma criação
(Vem e vai...)
Que delicadamente e quase a adormecer o balança
— Psiu... —
Para cá, para lá...
Para cá e...
— O novelozinho caiu.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYEXJ1K-oZhPwSzIf-ld7WYQmSZiiLPoRXPry4rfWr8j-W-s-kkM_TR-bD4kDcLAmm3NsTlr3xvogvopTI0M4sXbWZRNRTE_rO4yVNkQYC3X4WamPH0fNP4RZQ6TFQvlkG6CI5ukJfzsB4NqMDdnYNEjC_PHwLi-FrjP-pt039NdUBZWfaALPw3ka0O30/s320/gato_novelo.jpg


Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira. 4. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973. p. 64.

Fonte: Lições de texto. Leitura e redação. José Luiz Fiorin / Francisco Platão Savioli. Editora Ática – 4ª edição – 3ª impressão – 2001 – São Paulo. p. 351.

Entendendo o poema:

01 – Qual a atmosfera predominante no poema?

      A atmosfera predominante é de delicadeza e fragilidade, evocada pela imagem do novelo de linha oscilando no ar e pela referência à música de Debussy, conhecida por sua sutileza e nuances.

02 – Qual a importância da sonoridade no poema?

      A sonoridade é essencial, com a repetição dos sons "para cá, para lá" criando um ritmo suave e hipnótico, que imita o movimento do novelo e a melodia da música.

03 – Qual o significado da expressão "criação" no poema?

      A "criação" pode ser interpretada como uma figura feminina, talvez uma criança ou uma musa, que manipula o novelo com delicadeza, como se estivesse criando uma melodia ou um momento de beleza efêmera.

04 – Como o poema dialoga com a música de Debussy?

      O poema busca capturar a essência da música de Debussy, conhecida por sua atmosfera onírica e pela exploração de sonoridades sutis e delicadas. A repetição e a simplicidade das palavras remetem à musicalidade do compositor francês.

05 – Qual a interpretação possível para a queda do novelo no final do poema?

      A queda do novelo pode simbolizar a fragilidade da beleza e a brevidade dos momentos de encantamento. Ela também pode representar o fim de um sonho ou de uma melodia, deixando um rastro de silêncio e melancolia.

 

 

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