Poema: Debussy
Manuel Bandeira
Para cá, para lá...
Para cá, para lá...
Um novelozinho de linha...
Para cá, para lá...
Para cá, para lá...
Oscila no ar pela mão de uma criação
(Vem e vai...)
Que delicadamente e quase a adormecer o balança
— Psiu... —
Para cá, para lá...
Para cá e...
— O novelozinho caiu.

Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira. 4. ed. Rio de Janeiro: José
Olympio, 1973. p. 64.
Fonte: Lições de texto.
Leitura e redação. José Luiz Fiorin / Francisco Platão Savioli. Editora Ática –
4ª edição – 3ª impressão – 2001 – São Paulo. p. 351.
Entendendo o poema:
01
– Qual a atmosfera predominante no poema?
A atmosfera
predominante é de delicadeza e fragilidade, evocada pela imagem do novelo de
linha oscilando no ar e pela referência à música de Debussy, conhecida por sua
sutileza e nuances.
02
– Qual a importância da sonoridade no poema?
A sonoridade é
essencial, com a repetição dos sons "para cá, para lá" criando um ritmo
suave e hipnótico, que imita o movimento do novelo e a melodia da música.
03
– Qual o significado da expressão "criação" no poema?
A
"criação" pode ser interpretada como uma figura feminina, talvez uma
criança ou uma musa, que manipula o novelo com delicadeza, como se estivesse
criando uma melodia ou um momento de beleza efêmera.
04
– Como o poema dialoga com a música de Debussy?
O poema busca
capturar a essência da música de Debussy, conhecida por sua atmosfera onírica e
pela exploração de sonoridades sutis e delicadas. A repetição e a simplicidade
das palavras remetem à musicalidade do compositor francês.
05
– Qual a interpretação possível para a queda do novelo no final do poema?
A queda do novelo
pode simbolizar a fragilidade da beleza e a brevidade dos momentos de
encantamento. Ela também pode representar o fim de um sonho ou de uma melodia,
deixando um rastro de silêncio e melancolia.
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