domingo, 31 de dezembro de 2023

REPORTAGEM: ALTER DO CHÃO, NO PARÁ, [...] , A DEPENDER DA ÉPOCA - DENISE DE ALMEIDA - COM GABARITO

 Reportagem: Alter do Chão, no Pará, tem apenas duas estações no ano e pode oferecer praia ou floresta alagada, a depender da época

Por Denise de Almeida – 04/01/2021 10h00. Atualizado há 2 anos

        No oeste do Pará, a vila balneária de Alter do Chão tem atraído visitantes nacionais e estrangeiros com águas cristalinas, areia branquinha e o verde da Amazônia ao redor. A vila, que ganhou até o apelido de Caribe Amazônico, pode ser destino de praia ou de floresta alagada, dependendo da época do ano em que você a visita.

        Alter do Chão não fica no litoral apesar de ser mais conhecido por suas praias que se formam no rio Tapajós apenas em alguns meses do ano. A vila, distrito de Santarém, virou um dos principais destinos turísticos paraenses.

        Mas, se você chegar a Alter do Chão na época da cheia, a vila vai ter outra cara e a principal atração será a floresta alagada.

        Para entender a mudança tão drástica na paisagem, vale lembrar que Alter do Chão está próxima da Linha do Equador, que divide o planeta nos Hemisférios Norte e Sul. Por ali não há primavera nem outono. Existem apenas duas estações: o inverno amazônico e o verão amazônico.

        [...]

        Praias no verão amazônico

        É no verão, o período mais seco, que o rio recua e surgem praias de areia clara e água esverdeada e transparente. Mas fica o lembrete: o verão amazônico não coincide com o do verão do resto do Brasil. Esse período de seca começa em junho por ali, mas é entre agosto e novembro que o turista encontra as praias em seu melhor momento.

        [...]

        Em dezembro já começam as chuvas, mas, dependendo do ano, as praias resistem, com faixas de areia mais estreitas, até o começo de março.


Ilha do Amor, na seca e na cheia — Foto: Secretaria de Turismo do Pará

        A principal atração de Alter do Chão é a Ilha do Amor. Apesar do nome, o lugar na verdade é um banco de areia que fica bem em frente à vila, entre o Lago Verde e o Rio Tapajós.

        [...]

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgDoeEwBVgKImIn8PY-ydSxSQnQx0QcEEtuH80AfX0tfuRQUr_ejXnug5MrtNH1ebG2rlitgnaBbSqSFPPF0_yHz_2ORyL00Wim8qokM35WxYeGP2Cgd3pzNBsUNfVlCzGm0H0riF-zHzL5AVDJc9tmDa9rD2WSCGuLeMyubj1q9b6NA1d3peccV0OKa7c/s320/praia.png

        Nos meses mais secos dá para chegar andando à chamada ilha, cruzando as águas a pé. No resto do ano é preciso recorrer a barquinhos chamados de catraias, que fazem a travessia em poucos minutos.

        Floresta alagada

        No chamado inverno amazônico, que começa em dezembro e dura até maio, os passeios são todos de barco.

        Cruzando as águas do Lago Verde, as embarcações levam visitantes para conhecer a Floresta Encantada do Caranazal. É como fazer uma trilha pela mata, mas de dentro do barco. É uma espécie de labirinto que dá o efeito de encantamento do nome.

        Desse jeito, dá para ver de perto árvores que passam seis meses do ano parcialmente debaixo d’água. É a oportunidade de admirar de outro ângulo a diversidade de plantas e animais da Amazônia.

        A Floresta Nacional do Tapajós, também chamada de Flona, é outra atração imperdível. O melhor jeito de chegar ali é de barco, seja no inverno ou no verão. Por lá, há visitas a comunidades ribeirinhas e tribos indígenas, além de trilhas pela mata, observando fauna e flora.

        [...]

        Pertinho de Alter dá para presenciar o encontro das águas dos rios Tapajós e Amazonas, que acontece na orla de Santarém. Os dois rios correm paralelos por alguns quilômetros, sem se misturar, até que as águas mais escuras do rio Amazonas dominam o Tapajós.

        Origens da cidade

        Habitada originalmente pelos índios Boraris, a região de Alter do Chão viu os primeiros portugueses chegarem ali há quase 400 anos, em 1626. Pouco mais de cem anos depois, em 1758, os europeus batizaram o lugar em homenagem a uma vila no interior de Portugal, também chamada Alter do Chão.

        Nos séculos 17 e 18, jesuítas organizaram algumas missões religiosas para catequizar o povo indígena que ali vivia. Até o século 18, os índios eram a maior parte da população em Alter do Chão.

        [...]

Disponível em: https://g1.globo.com/turismo-e-viagem/descubra-o-brasil/noticia/2021/01/04/alter-do-chao-no-para-tem-apenas-duas-estacoes-no-ano-e-pode-oferecer-praia-ou-floresta-alagada-a-depender-da-epoca.ghtml. Acesso em: 12 abr. 2021.

Fonte: Coleção Desafio Língua Portuguesa – 5° ano – Anos Iniciais do Ensino Fundamental – Roberta Vaiano – 1ª edição – São Paulo, 2021 – Moderna – p. MP230-234.

Entendendo a reportagem:

01 – Qual é o assunto da reportagem?

      A vila balneária de Alter do Chão, que fica no oeste do estado do Pará.

1.           Quem a escreveu e quando foi publicado?

A reportagem é de autoria de Denise de Almeida e foi publicada em 4/1/2021.

02 – Em sua opinião, o que levou a jornalista a escrever essa reportagem?

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: A intensão da jornalista foi divulgar um destino turístico com apenas duas estações no ano, além de orientar e dar dicas ao turista a respeito de Alter do Chão.

03 – Releia os três primeiros parágrafos do texto.

1.           Alter do Chão tem atraído apenas visitantes brasileiros?

Não. Além dos brasileiros, Alter do Chão tem atraído turistas estrangeiros.

2.           Quais atrativos de Alter do Chão têm chamado a atenção dos visitantes?

As águas cristalinas, a areia branca, a vegetação da Amazônia e o fato de oferecer paisagens que mudam conforme a época do ano (praia ou floresta alagada).

3.           Na época das chuvas, o turista pode ir às praias em Alter do Chão? Por quê?

É provável que não, porque no período das cheias a vila se transforma em uma floresta alagada.

04 – O que as fotografias mostram na reportagem?

      Mostram a principal atração de Alter do Chão (a Ilha do Amor) nos dois períodos: na seca ou na cheia.

4.           Qual é a principal função delas no texto?

Complementar o texto, informando o leitor e instigando a curiosidade dele.

05 – O texto apresenta título e vários subtítulos.

1.           Qual é o título do texto?

Alter do Chão, no Pará, tem apenas duas estações no ano e pode oferecer praia ou floresta alagada, a depender da época.

2.           O título deixa claro do que a reportagem vai tratar? Por quê?

Sim, pois a reportagem apresenta peculiaridades sobre Alter do Chão.

3.           Quais são os subtítulos?

Praias no verão amazônico, Floresta alagada, Origens da cidade.

4.           Qual foi a provável finalidade de introduzir subtítulos no texto?

Provavelmente, organizar o texto e facilitar sua leitura.

06 – Após a leitura do texto, você ficou motivado a conhecer Alter do Chão? Converse com o professor e os colegas: quais estratégias, na reportagem, foram mais eficientes para convencê-lo a conhecer o local? Por que foi convencido por essas estratégias?

      Resposta pessoal do aluno.

07 – Alter do Chão não fica no litoral do estado do Pará, mas tem praias.

1.           Explique como isso é possível.

Resposta pessoal do aluno.

2.           Com o professor, consulte um atlas e localize Alter do Chão.

Resposta pessoal do aluno.

REPORTAGEM: INSETOS CORREM RISCO DE SUMIR DO PLANETA - JORNAL JOCA - COM GABARITO

 Reportagem: Insetos correm risco de sumir do planeta, diz estudo

        Quase metade (40%) da população de insetos corre o risco de sumir do planeta nas próximas décadas por causa da perda de seu hábitat, do aquecimento global, da agricultura e dos agrotóxicos usados nesse processo. A conclusão é de uma pesquisa feita com base em 73 estudos dos últimos 13 anos sobre o assunto. O relatório será publicado na edição de abril da revista Biological Conservation.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1QJdNIR0yIfj5NjUA4us2HfAtWZfArFmi2oIXHCfleF0y5PBgTHBD0bVylkdP7Eb-YvtKJ9aH2b_IImWwPv8K8PpTLQyDbKoPvAs0WqlVtZNH2PYHYZ3ol8bcWcW4r3noRzwItYX_Xi6HY6UhEEpLHNjEKh6ieatNam2Oo4mo-mxj2Li-mvRWYcwQXe8/s1600/INSETOS.jpg 

        Como o volume de insetos diminui 2,5% a cada ano, daqui a cem anos muitos deles podem desaparecer da Terra, calculam pesquisadores das universidades de Sydney e Queensland, na Austrália, e da Academia de Ciências Agrônomas, na China.

        Apesar de o risco de extinção atingir todos os animais, o processo com os insetos está ocorrendo oito vezes mais rápido e é duas vezes mais abrangente do que entre vertebrados como mamíferos, répteis e pássaros.

        Abelhas, libélulas, borboletas, mariposas e besouros estão entre os mais ameaçados por, entre outros fatores, serem os mais atingidos pelas causas do processo de extinção. Por outro lado, o número de baratas e moscas deve aumentar. Mais adaptáveis, essas espécies devem ocupar o espaço deixado por outros insetos.

        Os números se baseiam em dados da Europa e dos Estados Unidos, mas, como a agricultura intensiva (que tenta tirar o máximo de proveito da terra, reduzindo seus nutrientes) e as mudanças climáticas estão presentes em todo o mundo, eles refletem um cenário mundial, argumentam os cientistas.

        Para os pesquisadores, uma das medidas que podem ser tomadas para frear o processo de extinção dos insetos é substituir pesticidas (produtos químicos que matam pragas, incluindo insetos) e fertilizantes sintéticos (que aumentam a produtividade da terra de forma artificial) por produtos menos prejudiciais ao meio ambiente.

        Por que os insetos são importantes?

        Eles controlam pragas, alimentam-se de animais e plantas mortas (ajudando na sua decomposição), melhoram a qualidade do solo, espalham sementes de plantas por meio da polinização e servem de comida para outros animais. Aves e peixes que se alimentam de insetos também podem ser prejudicados pelo declínio deles.

                          Disponível em: https://www.jornaljoca.com.br/insetos-correm-risco-de-sumir-do-planeta-diz-estudo/. Acesso em: 18 jun. 2021.

Fonte: Coleção Desafio Língua Portuguesa – 5° ano – Anos Iniciais do Ensino Fundamental – Roberta Vaiano – 1ª edição – São Paulo, 2021 – Moderna – p. MP103-MP105.

Entendendo a reportagem:  

01 – Em quanto tempo os cientistas calculam que muitos dos insetos podem desaparecer da Terra?

a)   100 anos.

b)   13 anos.

c)   73 anos.

02 – Dos insetos atingidos pelo processo de extinção, quais se encontram entre os mais ameaçados?

a)   Abelhas, libélulas, baratas, mariposas e moscas.

b)   Abelhas, borboletas, baratas e abelhas.

c)   Abelhas, libélulas, borboletas, mariposas e besouros.

03 – Qual é a função dos fertilizantes sintéticos?

a)   Matar pragas, incluindo insetos.

b)   Aumentar a produtividade da terra de forma artificial.

c)   Parar o processo de extinção dos insetos e de outros animais.

04 – Quais são os insetos que devem aumentar em quantidade nos próximos anos? Justifique sua resposta com uma frase retirada do texto.

      As baratas e as moscas. “Mais adaptáveis, essas espécies devem ocupar o espaço deixado por outros insetos.”

05 – Quais as espécies de animais podem ser prejudicadas com a diminuição no número de insetos? Por que elas seriam afetadas?

      As aves e os peixes, porque se alimentam de insetos.

06 – Releia o trecho observando as palavras destacadas.

        “Quase metade (40%) da população de insetos corre o risco de sumir do planeta nas próximas décadas por causa da perda de seu hábitat, do aquecimento global, da agricultura e dos agrotóxicos usados nesse processo.” Substitua essas palavras destacadas por seu sinônimo abaixo.

·        Aplicados – Meio ambiente – perigo.

      Risco: perigo; Hábitat: meio ambiente; usados: aplicados

FÁBULA: O BICHO-PREGUIÇA - HENRIQUETA LISBOA - COM GABARITO

 Fábula: O bicho-preguiça

             Henriqueta Lisboa

        Dizem que o gato tem sete fôlegos e que o bicho-preguiça tem sete preguiças.

        Uma vez, uma preguiça estava embaixo de uma embaúba esperando ela florescer. Quando as flores roxas viessem, a preguiça, que é muito gulosa por bananinhas de embaúba, começava a subir. Pensava que, até chegar lá em cima, já as frutas tinham vindo e estavam maduras.

        Então ela foi subindo, subindo. Sete anos se passaram. Sete vezes a embaúba

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsnlm24yJOaYhYtY0lWRt9_5fhbopWh0IXNb9gqa1o0XtMnT2gRxv2qXocjT0WBclyYXzqvzleV5nPo9DGi7bOiFYaJPDwXWcSIiR3wFLdxkIEYVT0HcnFvp9mYZ2a1gilhiRuA2b1JgICbxRheYCeoOWrEpHe0eWhyphenhyphenicxV6PYvgCwVghT2kicJPlOHUg/s320/bicho-preguica.jpg

floresceu e frutificou. Quando a preguiça acabou a viagem e ia comer os frutos, arrebentou o galho, e ela veio para o chão que nem um bolo. Santa paciência! Voltou à árvore e começou a subir, mas sete anos.

        Ainda está lá.

Henriqueta Lisboa. Em: Literatura oral para a infância a juventude: lendas, contos e fábulas populares no Brasil. São Paulo: Petrópolis, 2002.

Fonte: Coleção Desafio Língua Portuguesa – 5° ano – Anos Iniciais do Ensino Fundamental – Roberta Vaiano – 1ª edição – São Paulo, 2021 – Moderna – p. MP131-2.

Entendendo a fábula:

01 – Indique o sujeito dos verbos destacados no texto:

·        Estava: uma preguiça.

·        Viessem: as flores roxas.

·        Passaram: sete anos.

·        Frutificou: a embaúba.

·        Acabou: a preguiça.

·        Veio: ela.

02 – Se o sujeito do verbo estava fosse “a preguiça e o jabuti”, como deveria ser escrita a frase abaixo?

        “Uma vez, uma preguiça estava embaixo de uma embaúba esperando ela florescer.”

      Uma vez, uma preguiça e um jabuti estavam embaixo de uma embaúba esperando ela florescer.

03 – Como ficaria a frase: “Sete anos se passaram” se a preguiça tivesse demorado um ano para subir a árvore?

      Um ano se passou.

04 – Reescreva a frase “Sete vezes a embaúba floresceu e frutificou” considerando que isso tenha ocorrido apenas uma vez.

      Uma vez a embaúba floresceu e frutificou.

·        Houve mudança nos verbos da frase? Explique.

Não. Pois os verbos concordam com o sujeito, que é embaúba, e não com o termo modificado.

 

TEXTO EXPOSITIVO: COISAS DO COTIDIANO DA TERRA QUE ASTRONAUTAS NÃO PODEM [...] - PATRÍCIA GNIPPER - COM GABARITO

 Texto expositivo: Coisas do cotidiano da Terra que astronautas não podem fazer no espaço

Patrícia Gnipper 05/02/2019 – 26 de abril de 2020

        Não costumamos dar tanto valor a algumas coisas comuns do dia a dia aqui na Terra, como, por exemplo, saborear uma fatia de pão com manteiga ou tomar um banho quente de chuveiro. Já os astronautas que vivem na Estação Espacial Internacional (ISS) acabam sentindo na pele o quanto essas coisas são menosprezadas por nós, que no máximo já viajamos de avião dentro da atmosfera do planeta e nunca tivemos a oportunidade de experimentar como é a vida em um ambiente com sensação de ausência de peso.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdnrm4KdAYzzrWa0VdllJBl8pWeBVpTQO0Bn6x7PEMZpJVNL1mDp9Vd4smFouN48Ln5XcAOIfSSmY25efhaEmerBAcPU5JVdaBAmac2L8AaeGwotllv4FcScFMygshlSLaRYY5MGIgoMbTyd7sHS9Dmvz8B9EfihiSi-Swfuhi1yvvsb1XTvQfsUytZe8/s1600/ASTRONAUTAS.jpg


        Esses astronautas enfrentam, além dos perigos das viagens espaciais, a microgravidade como um empecilho para a realização de tarefas da vida cotidiana. Hábitos básicos e essenciais, como comer e dormir, também precisam de ajustes e sacrifícios por lá. E, abaixo, você confere algumas coisas do nosso cotidiano que os astronautas simplesmente não podem fazer da mesma maneira quando estão no espaço.

        Chorar

        No espaço, as lágrimas não caem pelo rosto das pessoas. Afinal, é preciso de gravidade para isso. Então, se um astronauta começar a chorar de saudade de casa, forma-se uma "bola" líquida de lágrimas em seus olhos, o que incomoda os olhos da pessoa até que essa bola fique grande o suficiente para se desprender. Essa bola de lágrimas, quando é liberada, acaba flutuando dentro da ISS.

        [...]

        Saborear alimentos

        No espaço, o paladar é afetado após um certo período de estadia. É que os fluidos do corpo se movem de maneira diferente por conta da microgravidade, então fluidos acabam indo para a cabeça, podendo preencher as passagens nasais. Ao menos essa é uma possibilidade, enquanto outra é que os odores fortes na cabine da ISS fazem com que o sentido do olfato seja afetado, o que, por sua vez, impacta o paladar.

        [...]

        Fazer o "número 2"

        Defecar no espaço pode ser um momento peculiar e desastroso, além de constrangedor. Não há vasos sanitários na ISS, obviamente, e a cabine destinada a essa finalidade não tem portas (apenas uma cortina). Então, sim, é possível ouvir seu colega fazendo o "número 2". E, para não flutuarem enquanto estão ali naquele momento de concentração, os astronautas ainda precisam se amarrar à estrutura.

        Além de não ser lá muito fácil acertar o "alvo", que é pequeno e menor do que um assento sanitário comum, a microgravidade pode causar complicações um tanto quanto desagradáveis, já que eventuais escapes do recipiente de coleta podem acontecer, com as fezes flutuando pela ISS. Eca!

 

        Dormir direito

        Aqui na Terra, podemos (se quisermos ou precisarmos) coordenar os horários do sono com o nascer e o pôr do Sol. No espaço, isso não é possível. Como a ISS está orbitando a Terra a uma velocidade média de 27.700 km/h, completando 15,77 órbitas por dia, os astronautas podem experimentar cerca de 15 pores-do-sol em apenas 24 horas.

        Assim, seus horários de sono simplesmente não podem depender dos padrões de luz. Então, parte do treinamento dos astronautas, antes de irem à ISS, inclui justamente a capacidade de adormecer e acordar independentemente de ser dia ou noite.

Disponível em: https://canaltech.com.br/espaco/coisas-do-cotidiano-da-terra-que-astronautas-nao-podem-fazer-no-espaco-132173/. Acesso em: 22 abr. 2021. (Fragmento)

Fonte: Coleção Desafio Língua Portuguesa – 5° ano – Anos Iniciais do Ensino Fundamental – Roberta Vaiano – 1ª edição – São Paulo, 2021 – Moderna – p. MP238-240.

Entendendo o texto expositivo:

01 – Ao ler o título do texto, o leitor fica informado do que o texto tratará?

     Sim, pois o título contém o assunto tratado de forma bem resumida.

·        O texto apresenta também subtítulos. Qual é a função deles no texto?

Mostrar as curiosidades da vida dos astronautas no espaço de maneira organizada e também facilitar a leitura.

02 – Releia o segundo parágrafo do texto. Por que os astronautas não podem fazer as mesmas coisas que fariam na Terra quando estão no espaço?

      O texto esclarece que, no espaço, várias tarefas cotidianas não podem ser realizadas por causa da microgravidade.

03 – O texto da reportagem tem uma linguagem clara? Por quê?

      Sim, o texto utiliza uma linguagem simples, de fácil compreensão.

04 – O texto cumpre o objetivo que se propõe?

      Sim, pois ele informa o leitor a respeito das curiosidades da vida na ISS.

05 – Por que os astronautas não podem chorar da mesma maneira no espaço como fazem na Terra?

      No espaço, a ausência de gravidade impede que as lágrimas fluam pelo rosto, formando uma espécie de bola líquida nos olhos que só é liberada quando atinge um certo tamanho.

06 – Como a microgravidade afeta o paladar dos astronautas na Estação Espacial Internacional?

      A microgravidade interfere nos fluidos corporais, podendo deslocá-los para a cabeça, impactando as passagens nasais. Além disso, odores fortes na ISS afetam o sentido do olfato, influenciando o paladar.

07 – Quais são os desafios enfrentados pelos astronautas ao "fazer o número 2" no espaço?

      Não existem vasos sanitários convencionais na ISS, e a falta de portas na cabine destinada a essa função pode tornar esse momento constrangedor. Além disso, a microgravidade torna difícil acertar o "alvo" e pode causar vazamentos desagradáveis.

08 – Como é o ciclo de sono dos astronautas na Estação Espacial Internacional?

      Devido à velocidade de órbita da ISS, os astronautas podem experimentar até 15 pores-do-sol em um período de 24 horas. Por isso, eles não podem sincronizar seu sono com padrões de luz e precisam aprender a adormecer e acordar independentemente do ciclo solar.

09 – Por que é necessário que os astronautas se amarrem à estrutura ao utilizar a cabine para "fazer o número 2" na ISS?

      Na ausência de gravidade, é preciso se prender à estrutura para evitar flutuações durante esse momento delicado na cabine, já que não há gravidade para manter a pessoa no lugar.

10 – Qual é o desafio principal que os astronautas enfrentam em relação ao sono na Estação Espacial Internacional?

      A velocidade de órbita da ISS resulta em múltiplos pores-do-sol em um dia, impossibilitando a sincronização do sono com os padrões de luz natural. Portanto, os astronautas precisam aprender a dormir independente do ciclo solar.

 

CANÇÃO: O BLOCO DOS PASTELEIROS I - GUSTAVO KURLAT - COM GABARITO

 Canção: O Bloco dos Pasteleiros I

              Gustavo Kurlat

Nós somos os pasteleiros

Da loja da rua da feira

Os pastéis são bem gostosos

Mas um dia deu bobeira

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWZ_vAPr_ydVtSsGktabrSzyO6Nh68JOmIV4VBATdU7vzDNTmbxnaq6juxGuVveUYcVAkhRKEW9Nqa1_ukbfyTKXbotK9za8bLhoW80sIvD8Ldn_BFb_jpx4D8pa5bALUe8oEFs-ngTIzo5p7Z1OaOAVm9_TDG_anLiC8lCXhSgq_dqxJDONeylPYeGME/s1600/PASTEIS.jpg 


Em lugar de óleo quente

A gente pôs água fria

O pastel virou sorvete

E ficou uma porcaria!

CD Roda gigante – Canções de Gustavo Kurlat. São Paulo: Palavra Cantada, 1998.

Fonte: Coleção Desafio Língua Portuguesa – 5° ano – Anos Iniciais do Ensino Fundamental – Roberta Vaiano – 1ª edição – São Paulo, 2021 – Moderna – p. MP117.

Entendendo a canção:

01 – Por que os pastéis deram errado?

      Porque os pasteleiros puseram água fria no lugar d óleo quente.

02 – É possível o pastel virar sorvete colocando água fria nele?

      Resposta pessoal do aluno.

03 – Qual é a graça dessa canção?

      A falta de sentido é que produz a graça, o humor. O texto poético trabalha mais a arrumação das palavras visando à sonoridade; mais o ritmo do que propriamente o sentido.

 

 

 

POEMA: PRIMEIRA VIAGEM SOZINHA - SÉRGIO CAPPARELLI - COM GABARITO

Poema: Primeira viagem sozinha

             Sérgio Capparelli

Mochilas, valises, malas

E risos na manhã fria,

Meu coração batendo no peito

Como há tempos não batia.

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_g-cHJvnmfGKlRA994msDSmHq4Jwz8r0CaUADflQn3ZQgWwj9uddttLMn1qEIiRSNQ_eM-snaKhkPDRWFNqiHiVuQmR7caJkQc0C6VawVsD2iwHcTahgt_FBiSYxfFGzRzGu19P2Mo5pTe5PZ7Ad6TiH_XxshnLODQCzjMzXU9r4q5LqfM6xnrYngUSU/s1600/MALAS.jpg

E vou eu, com minha escola,

Solta, na estrada vazia,

Meu coração, maravilhado,

Como há tempos não sentia.

 

A montanha ao longe brilha:

Geou de madrugada

E a grama esbranquiçada

Até parece farinha.

Sérgio Capparelli. 111 poemas para crianças. Porto Alegre: LP&M, 2018.

Fonte: Coleção Desafio Língua Portuguesa – 5° ano – Anos Iniciais do Ensino Fundamental – Roberta Vaiano – 1ª edição – São Paulo, 2021 – Moderna – p. MP243.

Entendendo o poema:

01 – Qual é o assunto do poema?

      A primeira viagem da menina (sozinha, sem a família).

02 – Complete a frase abaixo com as palavras do quadro.

Título – poema – versos – estrofes – numeral.

        O poema tem rimas e está organizado em quatro versos e três estrofes. O título apresenta o numeral ordinal primeira e o adjetivo feminino sozinha.

03 – Sublinhe no texto os versos que rimam em cada estrofe.

      1ª estrofe: “E risos na manhã fria” / “Como há tempos não batia”.

      2ª estrofe: “Solta, na estrada vazia” / “Como há tempos não sentia”.

      3ª estrofe: “Geou de madrugada” / “E a grama esbranquiçada”.

04 – Na segunda estrofe, aparece uma comparação entre quais elementos? Por que é possível estabelecer essa comparação?

      O poema compara a grama esbranquiçada com farinha. É possível fazer essa comparação porque a grama está coberta de cristais de gelo por causa da geada.

 

 

 


FILME(ATIVIDADES): VISTA MINHA PELE - DIREÇÃO: JOEL ZITO ARAÚJO - COM GABARITO

 Filme(ATIVIDADES): VISTA MINHA PELE

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdB4jwW79PTqhUx3jmkMaaydC7sA82f7uA0SZA5w8j2X24MDoe63HR9vs4a_ZvYfoHBlqHH1ygLhTeOyOaifb7ZCdr4H8KehpVr8bgaxp09yWhJgHtKVCqwEPGmeBJpxF2kRePpqqZ4mhzCx7goMBqMefLqhVPQea7q9G2JBjlSXOHshIY6PgWA3WYt6s/s1600/VISTA.jpg 

Gênero: Ficcional Educativo

Duração: 24 min

País: Brasil

Lançamento: 2003

FICHA TÉCNICA

Direção: Joel Zito Araújo

Argumento: Maria Aparecida Bento

Coordenação geral: Hédio Silva Jr.

Roteiro: Joel Zito Araújo & Dandara

Patrocínio: CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades.

ELENCO

Bruna Bonéo

Thuanny Costa

Samira Carvalho

Abayomi Oliveira

Annete Moreira

Marcio Julião

Ana Paulo Mendonça

Gabriel Mota

Maria Ceiça

Bukassa Kabengele

SINOPSE

        Trata-se de uma paródia da realidade brasileira, para servir de material básico para discussão sobre racismo e preconceito em sala-de-aula. Nessa história invertida, onde os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados. Os países pobres são, por exemplo, Alemanha e Inglaterra, e os países ricos são, por exemplo, África do Sul e Moçambique.

        Maria, é uma menina branca pobre, que estuda num colégio particular graças à bolsa-de-estudos que tem pelo fato de sua mãe ser faxineira nesta escola. A maioria de seus colegas a hostilizam, por sua cor e por sua condição social, com exceção de sua amiga Luana, filha de um diplomata que, por ter morado em países pobres, possui uma visão mais abrangente da realidade.

        Maria quer ser Miss Festa Junina da escola, mas isso requer um esforço enorme, que vai desde a predominância da supremacia racial negra (a mídia só apresenta modelos negros como sinônimo de beleza), a resistência de seus pais, a aversão dos colegas e a dificuldade em vender os bilhetes para seus conhecidos, em sua maioria muito pobres. Maria tem em Luana uma forte aliada e as duas vão se envolver numa série de aventuras para alcançar seus objetivos.

        Vencer ou não o Concurso não é o principal foco do vídeo, mas sim a disposição de Maria em enfrentar essa situação. Ao final ela descobre que, quanto mais confia em si mesma, mais possibilidades ela tinha de convencer outros de sua chance de vencer.

Entendendo o filme:

01 – Qual é o objetivo principal do filme "Vista Minha Pele"?

a)   Entreter o público com uma história de aventura e comédia.

b)   Inverter os papéis sociais para discutir racismo e preconceito.

c)   Promover a cultura brasileira através de uma trama fictícia.

d)   Destacar a beleza dos modelos negros na sociedade contemporânea.

02 – Qual é a relação entre Maria e Luana na trama?

a)   Rivalidade intensa pela posição de Miss Festa Junina.

b)   Maria é a empregada de Luana na escola.

c) Luana é a única amiga de Maria, filha de um diplomata com visão ampla.

d) Não possuem relação, são personagens independentes na história.

03 – O que Maria aprende ao longo da narrativa do filme?

a)   Que a beleza é a única forma de vencer na sociedade.

b)   A confiança em si mesma e a persistência são fundamentais para superar desafios.

c)   Que a sua cor de pele não influencia em suas possibilidades de sucesso.

d)   A importância de desistir diante das dificuldades para evitar problemas.

04 – Qual é o tema central do filme "Vista Minha Pele"?

a)   Desigualdade de gênero.

b)   Racismo e preconceito.

c)   Integração social.

d)   Imigração e diversidade cultural.

05 – Qual é o nome do personagem principal do filme e qual é a sua situação social?

a)   Luana, filha de um diplomata rico.

b)   Maria, uma menina branca pobre.

c)   Samira, uma estudante negra talentosa.

d)   Annete, uma artista de sucesso.

06 – Qual é o objetivo principal de Maria no filme?

a)   Ser a melhor aluna da escola.

b)   Ganhar um concurso de talentos.

c)   Tornar-se Miss Festa Junina da escola.

d)   Conseguir uma bolsa de estudos.