quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

FILME(ATIVIDADES): TERRA - ALASTAIR FOTHERGILL, MARK LINFIELD - COM QUESTÕES GABARITADAS

Filme(atividades): TERRA

Duração 1h 30min
Gênero Documentário
Nacionalidades Reino UnidoAlemanha

SINOPSE E DETALHES

        No Ártico um urso polar e seus dois filhotes despertam com os raios solares, o que faz com que tenham que buscar comida antes que o gelo à sua volta derreta. No deserto do Kalanari uma aliá e seu filhote encontram água após uma longa caminhada, mas precisam dividi-la com um grupo de leões. Uma baleia precisa manter seu filhote a salvo durante a migração do Equador à Antártida, um percurso de mais de 6500 km.
Vários
- É o 1º filme lançado pela Disneynature, selo de cinema da Disney destinado a produzir documentários sobre a natureza.
- A Disneynature é o 1º selo de cinema criado pela Walt Disney Pictures em 60 anos.
- Baseado na série de TV Planet Earth (2007), da qual foram usadas algumas das cenas do filme.
- As filmagens foram feitas em helicópteros, usando o sistema de câmera aérea Cineflex giro-estável. Isto permitiu seguir as trilhas dos animais por longas distâncias sem perturbá-los.
- É o 1º filme a apresentar cenas aéreas do Everest.
- Seu lançamento nos cinemas ocorreu no Dia da Terra, em 22 de abril.
- O orçamento de Terra foi de US$ 15 milhões;
- Seguido de Oceanos (2009).

Entendendo o filme:

01 – Com que proposta foi produzido este documentário?
      De conscientizar as pessoas da importância de se conservar a natureza.

02 – O que a Disney prometeu fazer?
      Prometeu plantar uma árvore para cada ingresso vendido entre 22 a 28 de abril de 2009.

03 – Em que série foi baseado este filme-documentário?
      Na série da TV Planet Earth (2007) da qual foram usadas algumas cenas do filme.

04 – Como foram feitas as filmagens?
      Foram feitas em helicópteros, usando o sistema de câmera aérea, que permitiu seguir as trilhas dos animais.

05 – Do que você mais gostou neste filme? Por quê?
      Resposta pessoal do aluno.



POEMA: CAMILA É SONHO - ELIAS JOSÉ - COM GABARITO

Poema: Camila é sonho
                               Elias José

Camila é sonho, é luz
que entra no quarto,
dá brilho aos meus olhos
e me aquece e me leva de leve
para o país só da ternura.

Camila é o azul
e o verde se misturando
em nova cor,
de um arco-íris
feito só de carinho.

Camila é estrela
que surge no quarto
e toca minhas mãos
e beija meu rosto
e alisa meus cabelos
e fica quando acordo.

Camila está sempre no ar,
com seu perfume, sua luz,
suas cores e formas
de flor e estrela.

Camila, cansei de você
vivendo só no sonho
Eu te quero só minha
no mundo do real.
          Elias José. Cantigas de adolescer. 20. ed. São Paulo: Atual, 2009. p. 67.
Entendendo o poema:

01 – Nas primeiras quatro estrofes do poema, o eu lírico descreve Camila.
Observe o primeiro verso das quatro primeiras estrofes do poema:
“Camila é sonho, é luz
“Camila é o azul
“Camila é estrela
“Camila está sempre no ar.”

a)   Quem é Camila? Como o eu lírico a vê?
Camila é a garota por quem o eu lírico está apaixonado. Ele a vê de modo idealizado, como um ser superior, pois utiliza para caracterizá-la elementos imateriais ou inacessíveis, como sonho, luz, cores (azul, verde), estrela, ar.

b)   Tente substituir as palavras ou expressões destacadas nos versos acima por outras, de sentido aproximado.
Sonho, luz:..............................
Azul, verde:.............................
Estrela: ...................................
Está sempre no ar: ...............
Resposta pessoal do aluno.

02 – Observe a descrição de Camila na segunda estrofe. Com base nessa descrição, marque os itens que expressam o tipo de visão que o eu lírico tem de Camila.
a)   Subjetiva.
b)   Figurada.
c)   Materialista.
d)   Realista.
e)   Idealizada.

03 – Na última estrofe, o eu lírico mantém em relação a Camila a mesma postura que tem nas estrofes anteriores? Por quê? Justifique sua resposta com elementos dessa estrofe.
      Não, ele muda de postura. Camila deixa de ser alguém de quem o eu lírico fala e passa a interlocutor dele (Camila, no primeiro verso da estrofe, é vocativo), ou seja, torna-se alguém que está no mesmo plano que ele, o do real.


CRÔNICA: A FUGA - FERNANDO SABINO - COM QUESTÕES GABARITADAS


Crônica: A FUGA
                Fernando Sabino
       
                        
   Mal o pai colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
   -- Para com esse barulho, meu filho – falou, sem se voltar.
  Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
        -- Pois então para de empurrar a cadeira.
        -- Eu vou embora - foi a resposta.
        Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de plástico com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa – a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesourinha enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.
        A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:
        -- Viu um menino saindo desta casa? – gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.
       -- Saiu agora mesmo com uma trouxinha – informou ele.
       Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, iam deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e - saíra de casa prevenido - uma moeda de 1 cruzeiro. Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à Avenida, como disposto a atirar-se diante do ônibus que surgia à distância.
        -- Meu filho, cuidado!
        O ônibus deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:
        -- Que susto você me passou, meu filho – e apertava-o contra o peito, comovido.
        -- Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.
        Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:
        -- Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai.
        -- Me larga. Eu quero ir embora.
        Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala – tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
        -- Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.
        -- Fico, mas vou empurrar esta cadeira.  E o barulho recomeçou.

                           SABINO, Fernando. A vitória da infância. São Paulo, Ática, 1995. p. 43.

Entendendo a crônica:
01 – No trecho: “Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira”, o que significa dizer que o garoto “sabia reagir como homem”?
      Significa que ele já sabia tomar uma atitude quando se sentia injustiçado; sabia defender-se de uma acusação. Que ele não iria apenas ficar chorando como uma criança.

02 – O que é na sua opinião injustiça?
      Resposta pessoal do aluno.

03 – De que forma o garoto reagiu à repreensão do pai?
      Resolveu fugir de casa.

04 – O pai teve uma atitude responsável ao deixar a porta aberta?
      Não, porque poderia ter acontecido coisa piores.

05 – Que valores há nos pertences que a criança levou consigo ao sair de casa?
      Era a sua bagagem: um caminhão de plástico com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa – a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesourinha enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

06 – Na sua opinião, o fato de o menino estar arrastando a cadeira teve algum motivo além de fazer barulho?
      Resposta pessoal do aluno.

07 – A repreensão feita pelo pai no início do texto pode ser considerada justa ou injusta dependendo do ponto de vista. Responda:
a)   De acordo com o ponto de vista do garoto, por que ela foi injusta?
Porque ele não tinha a intensão de fazer barulho, seu objetivo era apenas empurrar uma cadeira.

b)   De acordo com o ponto de vista do pai, por que ela foi justa?
Porque o filho, ao empurrar a cadeira, estava fazendo barulho e atrapalhando o seu trabalho.

08 – Quem são personagens do texto?
      O pai, a mãe, o filho e o operário.

09 – Durante a história, as atitudes do pai em relação ao filho se modificam. Transcreva do texto trechos que comprovem as atitudes do pai abaixo relacionadas:

a)   Desatenção: “Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras”.

b)   Carinho: “O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho”; “— Que susto você me passou, meu filho – e apertava-o contra o peito, comovido”.

c)   Indecisão: “Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas”.

10 – No final da história, o garoto foi bem-sucedido? Ele conseguiu realizar seu desejo inicial?
      Ele foi bem-sucedido, pois continuou empurrando a cadeira.



TEXTO: QUE PAÍS...RICARDO BOECHAT - COM QUESTÕES GABARITADAS

Texto: QUE PAÍS...

        Dissecando os gastos públicos no Brasil, um economista descobriu barbaridades no Orçamento da União no ano de 2001. Por exemplo: Considerada a despesa geral da Câmara, cada deputado federal custa ao país, diariamente, R$ 3.700. Ou R$ 1,3 milhão por ano. 
        Entre os senadores, a loucura é ainda maior, pois o custo individual diário pula para R$ 71.900. E o anual, acreditem, para R$ 26 milhões. 
        Comparados a outras “rubricas”, os números beiram o delírio. É o caso do que a mesma União despende com a saúde de cada brasileiro - apenas R$ 0,36 por dia. E, com a educação, humilhantes R$ 0,20.
                                                         (Ricardo Boechat, JB, 6/11/01)

Entendendo o texto:
01 – Considerando o sentido geral do texto, o adjetivo que substitui de forma INADEQUADA os pontos das reticências do título do texto é: 
a)   Autoritário. 
b)   Injusto.  
c)   Estranho. 
d)   Desigual. 
e)   Incoerente.

02 – O termo “gastos públicos” se refere exclusivamente a:
a)   Despesas com a educação pública. 
b)   Pagamentos governamentais. 
c)   Salários da classe política. 
d)   Gastos gerais do Governo. 
e)   Investimentos no setor oficial.

03 – A explicação mais plausível para o fato de o economista citado no texto não ter sido identificado é:
a)   Não ser essa uma informação pertinente. 
b)   O jornalista não citar suas fontes de informações sigilosas. 
c)   Evitar que o economista sofra represálias. 
d)   Desconhecer o jornalista o nome do informante. 
e)   Não ser o economista uma pessoa de destaque social.

04 – O item do texto em que o jornalista NÃO incluiu termo que indique sua opinião sobre o conteúdo veiculado pelo texto é: 
a)   “...um economista descobriu barbaridades no Orçamento da União...”  
b)   “Entre os senadores, a loucura é ainda maior...” 
c)    “E com a educação, humilhantes R$ 0,20. 
d)   “...os números beiram o delírio.” 
e)   “...cada deputado federal custa ao país, diariamente, R$ 3.700.”

05 – O Orçamento da União é um documento que: 
a)   Esconde a verdade da maioria da população. 
b)   Só é consultado nos momentos críticos.
c)   Mostra a movimentação financeira do Governo. 
d)   Autoriza os gastos governamentais. 
e)   Traz somente informações sobre as casas do Congresso.

06 – Os exemplos citados pelo jornalista:
a)   Atendem a seu interesse jornalístico. 
b)   Indicam dados pouco precisos e irresponsáveis. 
c)   Acobertam problemas do Governo. 
d)   Mostram que os gastos com a classe política são desnecessários. 
e)   Demonstram que o país não dispõe de recursos suficientes para as despesas.

07 – “Considerada a despesa geral da Câmara, cada deputado federal custa ao país, diariamente, R$ 3.700.”; o cálculo para se chegar ao custo diário de cada deputado federal foi feito do seguinte modo: 
a)    A despesa geral da Câmara foi dividida pelo número de deputados federais. 
b)    A despesa com os deputados federais foi dividida igualmente por todos eles. 
c)     Os gastos gerais da Casa foram repartidos por todos os funcionários. 
d)    Os gastos da Câmara com os deputados foram divididos pelo seu número total.
e)     As despesas gerais da Câmara foram divididas entre os deputados federais.

08 – “Comparados a outras ‘rubricas’, os números beiram o delírio.”; o comentário correto sobre o significado dos elementos desse segmento do texto é: 
a)   O termo rubricas, escrito entre aspas, tem valor irônico. 
b)   O delírio refere-se aos gastos ínfimos com saúde e educação. 
c)   As outras rubricas referidas no texto são a educação e a saúde. 
d)   Comparados com a educação, os gastos citados são humilhantes.
e)    Os números referem-se à grande quantidade de deputados e senadores.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

FILME(ATIVIDADES): O PESCADOR DE ILUSÕES - TERRY GILLIAM - COM QUESTÕES GABARITADAS

Filme(ATIVIDADES): O PESCADOR DE ILUSÕES

Duração 2h 15min
Direção: Terry Gilliam
Nacionalidade EUA
Fonte da imagem - https://www.google.com/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Fwww.eovideolevou.com.br%2Fdetalhe%2Fcompleto.asp%3Fcp%3D37345&psig=AOvVaw2XE07l0Ysge0NATf3xkyEG&ust=1619289365767000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCLik6Z6BlfACFQAAAAAdAAAAABAJ

SINOPSE E DETALHES
        Jack Lucas (Jeff Bridges) é um locutor de rádio egocêntrico, que fala o quer em seu programa sem pensar nas possíveis consequências. Um dia um ouvinte conversa com ele ao vivo, dizendo que conheceu uma mulher por quem se apaixonou em um bar yuppie. Jack de imediato descarta que ela tenha se interessado por ele, dizendo que todos os yuppies deveriam morrer. O ouvinte não pensa duas vezes: pega o rifle, vai até o bar e mata seis pessoas, antes de se suicidar. A tragédia provoca forte impacto em Jack, que desaba no alcoolismo e larga a carreira. Três anos depois, Jack conhece Parry (Robin Williams), um mendigo que o salva de ser espancado. Logo Jack descobre que Parry enlouqueceu após sua esposa ser assassinada, no bar yuppie onde seu ouvinte provocou uma tragédia. Disposto a ajudá-lo para livrar-se do peso na consciência, Jack conta com o apoio de sua namorada Lydia (Amanda Plummer), que o sustenta.

Entendendo o filme:
01 – Que nomes Jack Lucas pensa em dar a sua biografia quando se vê como mendigo?
      “Não era uma festa – A História de Jack Lucas” ou “Uma Droga de Festa Nouveau”.

02 – O filme aborda que temática?
      Aborda a Esquizofrenia, a questão do outro e as Relações Humanas.

03 – Em que ele se estrutura?
      Basicamente em três aspectos conflitantes e de extrema importância como por exemplo, a depressão, diferentes formas de psicose e as consequências de um trauma.

04 – Em que contexto histórico este filme foi produzido?
      Por volta da década de 80 e retrata algumas instituições, meios de comunicação, modos de vida e outros aspectos da sociedade contemporânea.

05 – Jack estava embaixo de uma estátua, conversando com o boneco Pinóquio que ganhou de uma criança e pergunta para o Pinóquio se ele leu Nietzsche, e ele mesmo responde o quê?
      Que Nietzsche disse que há dois tipos de pessoa. Gente destinada à grandeza, como Walt Disney e Hitler e há o resto, nós.

06 – Jack sofre um atentado, onde vândalos tentam ateá-lo fogo, mas ele é salvo. Por quem?
      Por Parry (um morador de rua) que aparece e resgata Jack, espantando os vândalos.

07 – Jack acorda onde?
      Acorda na casa de Parry que acredita que o Jack é um cavaleiro medieval e tem a “missão” de recuperar o Santo Graal.

08 – O que Jack fica sabendo pelo zelador do prédio sobre Parry?
      Que na verdade, chama-se Henry Sagan e que era professor de história medieval em uma faculdade antes da tragédia que ele, Jack, havia “começado”. Parry perdeu sua esposa nessa noite.

09 – Desde a morte de sua esposa Parry sofre de transtornos psicóticos, como: delírios, alucinações, fala desorganizada entre outros. Que nome se dá a este transtorno?
      Esquizofrenia.

POEMA: CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - COM GABARITO


Poema: Congresso Internacional do Medo 
              Carlos Drummond de Andrade
                                    

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

Carlos Drummond de Andrade. Antologia Poética. 12ª edição.
Rio de Janeiro: José Olympio. 1978. p. 108 e 109.
Entendendo o poema:

01 – A partir da leitura desse poema e do conhecimento dos poemas da Antologia poética, de Carlos Drummond de Andrade, assinale a alternativa INCORRETA:
a) O poema “Congresso internacional do medo”, como a maioria dos poemas que compõem a Antologia poética drummondiana, volta-se para uma temática mais subjetiva.
b) A ideia de congresso internacional expressa no título do poema sugere o caráter de universalidade do sentimento de medo. Se se considerar que Drummond vivenciou as duas guerras mundiais do século XX, fica mais clara essa opção por cantar o medo em vez do amor ou do ódio.
c) O advérbio “provisoriamente” (1º verso) expressa, de certa forma, uma mensagem de esperança, pois sugere que cantar o amor ainda é possível.
d) O verso cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas apresenta ambiguidade, pois sugere que os ditadores e democratas tanto causam medo como têm medo.
e) Além de cantar o medo, Drummond, em sua antologia poética, também canta o amor, a família, os amigos, a província e o próprio fazer poético.

02 – O poema acima apresenta aspectos de continuidade a algumas características presentes na 1ª fase modernista, mas por outro lado também apresenta diferenças básicas em relação a essa fase. Considerando essas informações, assinale as afirmativas abaixo que correspondem às características convergentes nas duas fases:
(X) Valorização de aspectos do cotidiano.
(X) Linguagem simples.
(   ) Temática social, que fala sobre as mazelas de sua época.
(X) Estruturação com versos livres.
(   ) Questionamento de valores da existência humana.

03 – Assinale a alternativa que apresenta os versos que melhor exemplificam a recusa do eu lírico em explorar uma temática mais alienante, e em seu lugar, mostrar uma poética da temática social, engajada nas causas de seu tempo.
a) “Provisoriamente não contaremos o amor, / que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.”
b) “Contaremos o medo, que esteriliza os abraços, / não contaremos o ódio porque esse não existe.”
c) “Existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, / o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos.”
d) “O medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas / cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas.”

04 – Apesar de “cantar o medo”, nas várias acepções que esse sentimento pode se manifestar, o eu lírico deixa transparecer uma esperança pelo uso:
a) Do advérbio “apenas”, no 5° verso, demonstrando que o medo é somente um sentimento prejudicial ao ser humano.
b) Do verbo “refugiar”, no 2° verso, expressando que ainda há um lugar para o ser humano fugir da condição de mundo apresentada.
c) Dos adjetivos “amarelas” e “medrosas”, no 11° verso, argumentando que até as flores são prejudicadas pelo sentimento humano de medo.
d) Do advérbio “provisoriamente”, expressando que a ausência do canto ao amor não se perpetuará no tempo.
e) Do advérbio “não”, repetido várias vezes no poema para demarcar a negação e resistência frente ao sentimento humano.

05 – Por se tratar de um poema crítico reflexivo, percebemos, por fim, que através de uma linguagem simples e de usos constantes de repetições, o que pode provocar no leitor?
      Uma reflexão profunda, pois o medo torna-se tão poderoso que chega a ser agressivo.

06 – O medo está vigorando em vários lugares e em várias ações no poema. O que este sentimento gera?
      Gera desequilíbrio, angústia, dúvida e insegurança.

07 – Podemos perceber que o medo serve paradoxalmente, como um verdadeiro pai e seguidor, por quê?
      Devido ao contexto social da época, pois o período que o poema foi escrito tinha um pano de fundo em clima de Guerra Mundial, túmulo, morte, dor, sofrimento e muito medo.

08 – O poeta utiliza diversas vezes o verbo cantaremos. Qual é o sujeito? Como esse sujeito é classificado?
      O sujeito é o pronome pessoal reto nós; sujeito oculto.

09 – No verso “não cantaremos o ódio porque esse não existe”, há duas orações.
a)    Qual é o sujeito da segunda oração?
      Esse.

b)   Do ponto de vista morfológico, qual é a classe da palavra que exerce a função de sujeito?
      Pronome de demonstrativo.

c)    A que outra palavra do texto ela está se referindo?
      Refere-se a ódio.

10 – No trecho “existe apenas o medo [...]” (verso 5), qual é o sujeito?
      O medo. Sujeito simples.

11 – Coloque a oração a seguir (verso 11) em ordem direta (sujeito + predicado). Em seguida, classifique o sujeito e o predicado, destacando os seus núcleos.
      E flores amarelas e medrosas nascerão sobre nossos túmulos.
      Sujeito simples: flores amarelas e medrosas.
      Predicado verbal: nascerão sobre nossos túmulos.