sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

ANÁLISE DA POESIA : MANIFESTO PAU-BRASIL - OSWALD DE ANDRADE - COM GABARITO

Análise da Poesia: Manifesto Pau-Brasil
                           
               Oswald de Andrade

        "A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.
        O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança.
        Toda a história bandeirante e a história comercial do Brasil. O lado doutor, o lado citações, o lado autores conhecidos. Comovente. Rui Barbosa: uma cartola na Senegâmbia. Tudo revertendo em riqueza. A riqueza dos bailes e das frases feitas. Negras de Jockey. Odaliscas no Catumbi. Falar difícil.
        O lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportado e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Esquecemos o gavião de penacho.
      A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas da saudade universitária.
         Mas houve um estouro nos aprendimentos. Os homens que sabiam tudo se deformaram como borrachas sopradas. Rebentaram.
        A volta à especialização. Filósofos fazendo filosofia, críticos, critica, donas de casa tratando de cozinha.
           A Poesia para os poetas. Alegria dos que não sabem e descobrem.
          Tinha havido a inversão de tudo, a invasão de tudo: o teatro de tese e a luta no palco entre morais e imorais. A tese deve ser decidida em guerra de sociólogos, de homens de lei, gordos e dourados como Corpus Juris.
        Ágil o teatro, filho do saltimbanco. Ágil e ilógico. Ágil o romance, nascido da invenção. Ágil a poesia.
          A poesia Pau-Brasil. Ágil e cândida. Como uma criança.
        Uma sugestão de Blaise Cendrars: – Tendes as locomotivas cheias, ides partir. Um negro gira a manivela do desvio rotativo em que estais. O menor descuido vos fará partir na direção oposta ao vosso destino.
        Contra o gabinetismo, a prática culta da vida. Engenheiros em vez de jurisconsultos, perdidos como chineses na genealogia das ideias.
     A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos.
        Não há luta na terra de vocações acadêmicas. Há só fardas. Os futuristas e os outros.
         Uma única luta – a luta pelo caminho. Dividamos: Poesia de importação. E a Poesia Pau-Brasil, de exportação.
        Houve um fenômeno de democratização estética nas cinco partes sábias do mundo. Instituíra-se o naturalismo. Copiar. Quadros de carneiros que não fosse lã mesmo, não prestava. A interpretação no dicionário oral das Escolas de Belas Artes queria dizer reproduzir igualzinho... Veio a pirogravura. As meninas de todos os lares ficaram artistas. Apareceu a máquina fotográfica. E com todas as prerrogativas do cabelo grande, da caspa e da misteriosa genialidade de olho virado – o artista fotógrafo.
        Na música, o piano invadiu as saletas nuas, de folhinha na parede. Todas as meninas ficaram pianistas. Surgiu o piano de manivela, o piano de patas. A pleyela. E a ironia eslava compôs para a pleyela. Stravinski.
        A estatuária andou atrás. As procissões saíram novinhas das fábricas.
        Só não se inventou uma máquina de fazer versos – já havia o poeta parnasiano.
        Ora, a revolução indicou apenas que a arte voltava para as elites. E as elites começaram desmanchando. Duas fases:
1º) A deformação através do impressionismo, a fragmentação, o caos voluntário. De Cézanne e Malarmé, Rodin e Debussy até agora.
2º) O lirismo, a apresentação no templo, os materiais, a inocência construtiva.
        O Brasil profiteur. O Brasil doutor. E a coincidência da primeira construção brasileira no movimento de reconstrução geral. Poesia Pau-Brasil.
        Como a época é miraculosa, as leis nasceram do próprio rotamento dinâmico dos fatores destrutivos.
A síntese
O equilíbrio
O acabamento de carrosserie
A invenção
A surpresa
Uma nova perspectiva
Uma nova escala.
        Qualquer esforço natural nesse sentido será bom. Poesia Pau-Brasil
        O trabalho contra o detalhe naturalista – pela síntese; contra a morbidez romântica – pelo equilíbrio geômetra e pelo acabamento técnico; contra a cópia, pela invenção e pela surpresa.
        Uma nova perspectiva.
        A outra, a de Paolo Ucello criou o naturalismo de apogeu. Era uma ilusão ética. Os objetos distantes não diminuíam. Era uma lei de aparência. Ora, o momento é de reação à aparência. Reação à cópia. Substituir a perspectiva visual e naturalista por uma perspectiva de outra ordem: sentimental, intelectual, irônica, ingênua.
        Uma nova escala:
        A outra, a de um mundo proporcionado e catalogado com letras nos livros, crianças nos colos. O redame produzindo letras maiores que torres. E as novas formas da indústria, da viação, da aviação. Postes. Gasômetros Rails.
        Laboratórios e oficinas técnicas. Vozes e tics de fios e ondas e fulgurações. Estrelas familiarizadas com negativos fotográficos. O correspondente da surpresa física em arte.
        A reação contra o assunto invasor, diverso da finalidade. A peça de tese era um arranjo monstruoso. O romance de ideias, uma mistura. O quadro histórico, uma aberração. A escultura eloquente, um pavor sem sentido.
        Nossa época anuncia a volta ao sentido puro.
        Um quadro são linhas e cores. A estatuária são volumes sob a luz.
        A Poesia Pau-Brasil é uma sala de jantar domingueira, com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas, um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal. No jornal anda todo o presente.
        Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com olhos livres.
        Temos a base dupla e presente – a floresta e a escola. A raça crédula e dualista e a geometria, a álgebra e a química logo depois da mamadeira e do chá de erva-doce. Um misto de "dorme nenê que o bicho vem pega" e de equações.
        Uma visão que bata nos cilindros dos moinhos, nas turbinas elétricas; nas usinas produtoras, nas questões cambiais, sem perder de vista o Museu Nacional. Pau-Brasil.
        Obuses de elevadores, cubos de arranha-céus e a sábia preguiça solar. A reza. O Carnaval. A energia íntima. O sabiá. A hospitalidade um pouco sensual, amorosa. A saudade dos pajés e os campos de aviação militar. Pau-Brasil.
        O trabalho da geração futurista foi ciclópico. Acertar o relógio império da literatura nacional.
        Realizada essa etapa, o problema é outro. Ser regional e puro em sua época.
        O estado de inocência substituindo o estada de graça que pode ser uma atitude do espírito.
        O contrapeso da originalidade nativa para inutilizar a adesão acadêmica.
        A reação contra todas as indigestões de sabedoria. O melhor de nossa tradição lírica. O melhor de nossa demonstração moderna.
        Apenas brasileiros de nossa época. O necessário de química, de mecânica, de economia e de balística. Tudo digerido. Sem meeting cultural. Práticos. Experimentais. Poetas. Sem reminiscências livrescas. Sem comparações de apoio. Sem pesquisa etimológica. Sem ontologia.
        Bárbaros, crédulos, pitorescos e meigos. Leitores de jornais. Pau-Brasil. A floresta e a escola. O Museu Nacional. A cozinha, o minério e a dança. A vegetação. Pau-Brasil."
              Lançado por Oswald de Andrade, no Correio da Manhã, em 18 de março de 1924.
TELES, Gilberto M. Vanguarda Europeia e Modernismo Brasileiro. Petrópolis: Vozes, 1977.

Entendendo a poesia:
01 – Duas características da poesia modernista que aparecem sugeridas no último parágrafo do Manifesto da Poesia Pau-Brasil são:
a) incorporação da temática cotidiana – enfoque no presente.
b) valorização dos encontros familiares – enaltecimento da natureza.
c) aproveitamento do elemento musical – retrato de cenas familiares.
d) citação jornalística da realidade – reprodução do noticiário histórico.

02 – U. F. Uberlândia-MG Muitos autores brasileiros do Modernismo foram influenciados pelas vanguardas artísticas europeias, as hoje chamadas vanguardas históricas. Leia o texto abaixo e indique a que vanguarda ele se filia.
“O pastor pianista
Soltaram os pianos na planície deserta
Onde as sombras dos pássaros vêm beber.
Eu sou o pastor pianista.
Vejo ao longe com alegria meus pianos
Recortarem os vultos monumentais
Contra a lua.
Acompanhado pelas rosas migradoras
Apascento os pianos que gritam
E transmitem o antigo clamor do homem.”
                                            Murilo Mendes.
a) Surrealismo.
b) Futurismo.
c) Cubismo.
d) Dadaísmo.

03 – PUC-RS A produção poética da transição do século XIX para o XX evidencia duas tendências principais: uma que rejeita formalmente o Romantismo, outra que busca a genuína expressão poética. Registra-se, ainda, na época, o caso isolado do poeta _________, cuja reduzida produção caracteriza-se pela linguagem __________ e, ao mesmo tempo, ___________.
a) Alphonsus de Guimaraens / subjetiva / plástica.
b) Augusto dos Anjos / cientificista / corrosiva.
c) Eduardo Guimaraens / erudita / sugestiva.
d) Augusto dos Anjos / impressionista / sonora.
e) Alphonsus de Guimaraens / cientificista / grotesca.

04 – PUC-RS Associar a “Consciência Humana” à imagem de um “morcego”, assim como fazer poesia sobre o “verme”, ou afirmar que o homem, por viver “entre as feras”, também sente necessidade “de ser fera” são algumas das imagens poéticas de ________. Apesar das críticas contundentes de que foi alvo, o poeta, muito distante da obsessão _________ pela forma, ou da sugestão das imagens __________, já revelava, a seu tempo, elementos de modernidade.
a) Cruz e Sousa / simbolista / parnasianas.
b) Augusto dos Anjos / parnasiana / simbolistas.
c) Alphonsus Guimaraens / parnasiana / realistas.
d) Cruz e Sousa / romântica / parnasianas.
e) Augusto dos Anjos / simbolista / parnasianas.

05 – PUC-RS INSTRUÇÃO: Para responder à questão, enumerar a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as ideias, expressões, autores e obras ao que convencionou denominar de Pré-Modernismo e Geração de 22.
1. Pré-Modernismo.
2. Geração de 22.
( ) Oswaldo de Andrade
( ) Lima Barreto
( ) Mario de Andrade
( ) Os Sertões
( ) fragmentação da narrativa
( ) ruptura com a tradição
( ) ecletismo
( ) irreverência.

A sequência correta, de cima para baixo, é a da alternativa:
a) 2 – 2 – 2 – 1 – 1 – 1 – 1 – 2.
b) 2 – 1 – 2 – 1 – 2 – 2 – 1 – 2.
c) 2 – 1 – 2 – 2 – 1 – 2 – 2 – 2.
d) 1 – 1 – 1 – 1 – 2 – 2 – 1 – 2.
e) 1 – 1 – 2 – 1 – 2 – 2 – 1 – 1.

06 – FEI-SP Manuel Bandeira é um importante poeta:
a) realista.
b) barroco.
c) romântico.
d) modernista.
e) árcade.



SONETO: BRINQUEDOS DE CRIANÇA - MÁRIO QUINTANA - COM GABARITO

SONETO: Brinquedos de Criança


Recordo ainda… E nada mais me importa…
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança
Algum brinquedo novo a minha porta…

Mas veio um vento de desesperança
Soprando cinzas da noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança…

Estrada afora após segui… Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iluda o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente
Sou um pobre menino… Acreditai…
Que envelheceu, um dia, de repente!...

                                                       Mário Quintana. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1966).
Entendendo o poema:
01 – Por que o poema “Brinquedos de Criança” é considerado um soneto?
      Porque ele é caracterizado exatamente como um poema de 14 versos – com dois quartetos e dois tercetos.

02 – Na sua leitura e entendimento do texto. O que o autor recorda?
      Seu tempo de infância, seus brinquedos.

03 – Como as crianças brincavam antigamente?
      Elas faziam seus próprios brinquedos, bonecas de pano e carrinhos com latas.

04 – Para o autor, o que significa “Eu quero meus brinquedos novamente”?
      Significa que ele quer voltar ao tempo de criança, a inocência, a alegria.

05 – Quem é o eu lírico que fala da infância, no poema? E que sentimentos deixa transparecer quando fala no poema?
      Uma pessoa idosa. Ela sente saudades da infância.


HISTÓRIA: PAIXÃO DE MENINO - DILÉA FRATE - COM GABARITO

História: PAIXÃO DE MENINO 
               Diléa Frate
                                        
        Luisinho tinha dez anos e uma fantasia: casar coma professora de trinta. Vinte anos pode não ser muita diferença quando se trata de dona Mariana, mulher bonita, [...] ah! Luisinho morria de amores por aquela professora.       Um dia, dona Mariana aproximou-se de Luisinho e viu um coração vermelho e flechado que ele fazia durante a aula. ''O que é isso Luisinho?'' Luisinho ficou vermelho como um tomate e escondeu a página. '' Me deixa ver o que você está fazendo.'' "Não posso é segredo.'' Respondeu Luisinho. A molecada da sala começou a cantar: '' Com quem será.... Com quem será.... Com quem será que o Luisinho vai casar...''. Nervoso sem saber direito o que fazer, Luisinho encheu o peito de coragem, estendeu o papel com o coração para a professora e disse brincando, '' Quer casar comigo?''. Toda a sala aplaudiu. Dona Mariana sorriu. Ela sabia como pode voar a imaginação apaixonada de um menino de dez anos.

Diléa Frate. Tirada do livro: Histórias para acordar. São Paulo:
Companhia das Letrinhas, 1996. p. 8.
Entendendo a história:
01 – Complete as frases, substituindo as palavras destacadas por substantivos abstratos que indiquem ações equivalentes. Veja o modelo:
O time de futebol da escola tem muitas chances de se recuperar.
O time de futebol da escola tem muitas chances de recuperação.

a)   Ele participa de festas de peão para se divertir.
Ele participa de festas de peão por diversão.

b)   O diretor vai permitir que os alunos excursionem no final do ano.
O diretor vai dar permissão para que os alunos façam uma excursão no final do ano.

c)   A indústria e o comércio têm possibilidade de expandir seus negócios nessa região.
A indústria e o comércio têm possibilidade de expansão de seus negócios nessa região.

d)   Depois da copa, muitos jogadores vão rescindir seus contratos com os clubes.
Depois da copa, muitos jogadores vão fazer a rescisão de seus contratos com os clubes.

02 – O que é, o que é? Responda com um substantivo simples e comum:
a)   Nasce grande e morre pequeno? Lápis.
b)   É surdo, mudo e conta tudo? Livro.
c)   É verde mas não é capim, é branco mas não é algodão, é vermelho mas não é sangue, é preto mas não é carvão? Melancia.
d)   Quanto mais se tira mais se tem? Fotografia.
e)   Está sobre o coração e também em cima da mão? O til.
f)    Se quebra quando se fala? Segredo.
g)   Uma caixinha de bom parecer e não há carpinteiro que a possa fazer? Amendoim.
h)   Tem braços mas não é gente; tem leito e não é cama? Rio.



POEMA: DOENTE ANÔNIMO - SÉRGIO CAPPARELLI - COM GABARITO

Poema: Doente anônimo
         
    Bilhete encontrado na sala de aula pela turma da limpeza
                                Sérgio Capparelli


Doutora, meu amor adoeceu,
Anda perrengue, estropiado,
Tem fígado roto
E o coração em descompasso.

--Doutora, não sei o que faço!

Meu amor sofre de artrite,
Stress, falta de viço,
Magro, magérrimo,
Quase morre de cansaço



--Doutora, não sei o que faço!

Meu coração,
Não sai mais a galope,
Nem a trote, como antes.

--Doutora, ele agora, muito triste,
Segue a passo, lento passo.
Doutora, linda doutora,
O que é que faço?
                                  Restos de arco-íris. 8. ed. Porto Alegre: L&PM, 2005. p. 32

Entendendo o poema:

01 – Abaixo do título do poema, há a informação: “Bilhete encontrado na sala de aula pela turma da limpeza.”
a)   Levante hipóteses: Por que há esse tipo de informação no texto?
Para sugerir que o eu lírico é uma pessoa em idade escolar.

b)   Quem é o “doente anônimo”?
É o eu lírico do poema.

c)   Discuta com os colegas: O texto é um poema ou um bilhete?
Trata-se de um poema, pois apresenta versos, estrofes, rimas, etc. Contudo, o conteúdo do poema simula uma situação em que um estudante escreve um poema par uma “doutora”.

02 – O locutor ou enunciador se dirige a uma pessoa.
a)   A quem ele se dirige? Que palavra(s) usa para nomeá-la?
Dirige-se a uma “doutora”, que é chamada assim por quatro vezes e uma vez como “linda doutora”.

b)   Qual é a função sintática desse termo no poema?
Vocativo.

c)   Qual é a profissão dessa pessoa? Justifique sua resposta.
É uma médica, pois há referência, no poema, a várias doenças, como artrite, stress, magreza, cansaço.

03 – O eu lírico, ao recorrer a esse tipo de profissional, tem uma finalidade em vista.
a)   Para que ou para quem ele procura ajuda?
Para o seu amor.

b)   Levante hipótese: O que pode ter acontecido a ponto de o eu lírico procurar ajuda?
Provavelmente, o amor do eu lírico não á mais correspondido; por isso anda fraco, doente, sem ânimo.

04 – Note que, na última estrofe, o eu lírico deixa de chamar seu interlocutor de “doutora” e passa a chama-la de “linda doutora”.
a)   O que essa mudança sugere?
Sugere que ele passou a observá-la melhor e notou que a doutora é linda.

b)   Você acha que o eu lírico vai conseguir resolver seu problema? Por quê?
Resposta pessoal do aluno. Sugestão: É possível que a expressão “linda doutora” seja penas uma gentileza do enunciador. Contudo, pode ser que o eu lírico esteja começando a se apaixonar pela doutora. Nesse caso, ele resolveria rapidamente o problema de seu coração, desde que seja correspondido.

05 – O vocativo foi empregado seis vezes no poema. Levante hipóteses: O que justifica o emprego tão frequente desse termo no texto?
(  ) O eu lírico destaca seus próprios sentimentos; logo, coloca-se em destaque constantemente por meio do vocativo.
(X) O eu lírico procura persuadir seu interlocutor a ajuda-lo a resolver seu problema sentimental; daí a ênfase no interlocutor, expressa pelo vocativo.
(  ) O interlocutor do eu lírico, a doutora, procura enfatizar os sentimentos dele por meio do vocativo; daí a frequência desse termo no poema.


TEXTO: ARRAIAS SÃO ANIMAIS PERIGOSOS - LUÍS INDRIUNAS - COM GABARITO

Texto: Arraias são animais perigosos


       O apresentador nadava acima dela e o cinegrafista por baixo. Encurralada, a arraia atingiu-o no peito com seu ferrão. Steve, ferido no coração, morreu na hora.

      As arraias, que vivem tanto no mar quanto em rios, são mansas e só atacam quando se sentem ameaçadas. Foi o que aconteceu com a que matou o apresentador de TV australiano Steve Irwin, “o caçador de crocodilos”, em setembro. Apesar de a polícia não ter liberado o vídeo que Steve fazia quando morreu, há relatos de que a arraia de ferrão se assustou com a presença dele e do cinegrafista. O apresentador nadava acima dela e o cinegrafista por baixo. Encurralada, a arraia atingiu-o no peito com seu ferrão. Steve, ferido no coração, morreu na hora. “Não dá para saber exatamente qual a espécie que atacou Irwin, mas todas elas agem de maneira semelhante”, afirma o zoólogo Hugo Ricardo Santos, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
        Existem 39 espécies de arraias com ferrão – ele equipa todos os peixes com a aparência clássica de uma arraia, chata e com cauda em forma de chicote. Esses animais são encontrados em toda a costa brasileira e na maioria de nossos rios.
        A vítima da ferroada sente uma dor aguda e sofre um ferimento de cicatrização difícil, de consequências como necroses (morte de tecidos) ou problemas cardiorrespiratórios. Ainda assim, acidentes fatais com humanos são bastante raros – é preciso que um órgão vital seja atingido ou que a pessoa seja muito sensível à peçonha.
        Assim, é bom ficar longe delas. Evite nadar quando a maré está baixa (e elas ficam mais expostas). Lugares com lama e com poucas ondas são alguns dos prediletos das arraias. Pescadores e ribeirinhos, vítimas comuns desses animais, costumam dar outra dica: ao entrar na água, não dê passos largos – arraste os pés para avisar a arraia, que tem tempo de fugir sem que ninguém saia ferido.
        O jornalista Luís Indriunas teve o pé direito ferroado por uma arraia em 1999, no Pará.
      Luís Indriunas. Revista Superinteressante. São Paulo.
Abril, ed. 231, out. 2006. p. 50.
Entendendo o texto:

01 – Esse texto foi publicado em uma seção da revista chamada “SuperRespostas”.
a)   O texto responde objetivamente à pergunta “arraias são animais perigosos”? Explique.
Não, apenas traz informações, como os possíveis efeitos de ataques ou como evita-los, para que o leitor tire sua conclusão.

b)   Com base na leitura desse texto, o que você responderia se lhe perguntassem se as arraias são perigosas?
Resposta pessoal do aluno.

02 – Das alternativas abaixo, copie em seu caderno aquelas que correspondem a tópicos abordados no texto.
a)   Classe a que pertencem.
b)   Dimensões de cada espécie.
c)   Habitat.
d)   Aparência das espécies mais conhecidas.
e)   Aparência das espécies com ferrão.
f)    Consequências da ferroada.
g)   Incidência de mortes depois de uma ferroada.
h)   Precauções para evitar ferroadas.

03 – Qual pode ser a razão de não terem sido abordados todos os tópicos?
      A pergunta que motivou o texto diz respeito especificamente ao perigo representado pelas arraias aos seres humanos; por isso, o texto fala de características desses animais que tenham relação com os acidentes em que ocorrem ferroadas.

04 – No final do texto, o autor adverte o leitor. Releia o trecho.
        “[...] ao entrar na água, não dê passos largos – arraste os pés para avisar a arraia, que tem tempo de fugir sem que ninguém saia ferido.”
a)   A quem se refere o pronome ninguém?
À arraia e à pessoa que tenha entrado na água.

b)   Se uma pessoa pisar na arraia, ou seja, se a arraia for ferida, qual é a probabilidade de a pessoa também ser ferida?
Pode-se entender que a arraia sempre rege com uma ferroada aos pisões acidentais; então, numa situação dessas é grande a probabilidade de a pessoa ser ferida.

c)   O uso do pronome ninguém permite ao leitor perceber um pouco da visão de mundo do autor. Como você imagina que ele considera a relação entre as pessoas e os animais?
Pode-se imaginar que ele respeita os animais e que deseja evitar-lhes sofrimento desnecessário.



quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

FILME(ATIVIDADES): OS ESTAGIÁRIOS - SHAWN LEVY - COM SINOPSE E QUESTÕES GABARITADAS

Filme(ATIVIDADES): OS ESTAGIÁRIOS

Data de lançamento 30 de agosto de 2013 (2h 00min)
Direção: Shawn Levy
Gênero Comédia
Nacionalidade EUA

SINOPSE E DETALHES
Não recomendado para menores de 12 anos
        Billy (Vince Vaughn) e Nick (Owen Wilson) são grandes amigos e trabalham juntos como vendedores de relógios. Eles são pegos de surpresa quando seu chefe (John Goodman) fecha a empresa, por acreditar que o negócio esteja ultrapassado. Com problemas financeiros, eles conseguem a inscrição em uma seleção de estágio no Google. Mesmo sem terem a garantia que serão contratados, eles partem para a sede da empresa e lá precisam lidar com a diferença de idade entre eles e os demais competidores.

Entendendo o filme:
01 – Qual o grande desajuste no Processo de Atração dos candidatos Billy e Nick frente aos demais candidatos para trabalhar no Google desde que resolveram se aplicar para ser estagiários?
      O grande desajuste no Processo de Atração dos candidatos Billy e Nick em frente aos demais candidatos é fato deles terem mentindo sobre a formação deles, e também pelo fato dos dois serem mais velhos.

02 – Quais habilidades interpessoais é possível reconhecer em cada um deles, dê exemplos das situações demonstradas no filme.
      Resolver conflitos, liderança e trabalho em equipe. Resolver conflito: na entrevista, quando os colocaram na situação do liquidificador. Liderança e Trabalho em equipe: No jogo de Quadribol, quando estão perdendo o jogo, Billy lidera o grupo dando exemplos pessoais, e assim eles começam a trabalhar em equipe e melhoram no jogo.

03 – Tais habilidades interpessoais foram realmente checadas em algumas das etapas que se submeteram durante o Processo de Recrutamento e Seleção para estagiários?
      Quando fala que eles encolheram e caíram dentro do liquidificador e assim eles têm que descobrir o que fazer. Nessa parte podemos ver a habilidade resolver conflito, quando eles tiram proveito da situação e conseguem solucionar o problema.

04 – Comportamento de Billy e Nick era previsível dentro do ambiente da empresa? Por que?
      Sim, pois eles tinham acabado de sair da zona de conforto deles, e estava indo para um mercado totalmente diferente do que eles conviviam. O fato deles não estarem realmente estudando e nunca ter tido contato com aquele ambiente tecnológico, também mostra que estava evidente o comportamento deles.

05 – É possível afirmar que eles estavam Satisfeitos no Trabalho, Envolvidos com o Trabalho e demonstravam Compromisso Organizacional?
      Sim, Apesar de eles estarem em um novo ambiente, eles se mostraram um bom compromisso no quesito de tentar conseguir a vaga de estágio. Eles tiveram algumas dificuldades, mas nem por isso desanimaram.
Eles estavam satisfeitos, pois eram produtivos, dessa forma também estavam envolvidos, pois tentavam dar o máximo de si para conseguir cumprir as tarefas, mesmo não sabendo exatamente como conseguir. Isso leva ao compromisso organizacional, já que eles estavam empenhados e sempre tentavam chegar ao objetivo proposto.

06 – Qual é a ideia central do filme?
      A ideia central do filme é a aventura pela qual passaram dois homens que foram estagiar para a Google, mesmo sem qualificações para isso.

07 – Como os protagonistas Billy e Nick se comportam na busca pelo emprego?
      Billy e Nick precisam ambos de emprego. Então, desesperados, resolvem tentar um estágio na Google, o que foi imprudente, visto que não possuíam as qualificações necessárias para isso.

08 – Faça um breve comentário sobre a influência das tecnologias e o conhecimentos para o desenvolvimento do profissional.
      Hoje em dia, em quase todos os trabalhos é necessário ter alguns conhecimentos tecnológicos, dado que o mundo está a evoluir e com isso as empresas mudam a sua maneira de conectar com outras empresas e vários clientes de todo o mundo. Ou seja, a tecnologia é sinal de evolução na maneira de trabalho, por isso qualquer pessoa que pense trabalhar para uma empresa do gênero da Google deve considerar os seus conhecimentos acerca deste tema.

09 – Os personagens passaram por dificuldades profissionais e tiveram que recomeçar do zero e arriscar em um trabalho que poderia não dar certo. Se você estivesse na mesma situação dos personagens o que você faria?
      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Eu arriscaria, mas estudava antes de começar o estágio, para saber pelo menos o básico.

10 – Billy e Nick entraram na Google sem nenhuma formação e tiveram que estudar muito e aprender algo novo para conseguir realizar os desafios propostos. Qual a importância do aprendizado contínuo e de se manter sempre informado para o profissional da atualidade? 
      O mundo é um local de evolução constante. Tudo muda a cada segundo, e nós temos de mudar se quisermos acompanhar aquilo que nos rodeio. Porém, mudar não é necessariamente mau. Aprender coisas novas ao longo da nossa vida é o que faz dela colorida e cheia de sensações novas e vibrantes. Se não fosse necessário ir à descoberta do desconhecido, mais valia ficarmos sentados numa cadeira até às morte, porque a vida seria apenas um relógio com os ponteiros a andar.


FÁBULA: O CAMPONÊS E A SERPENTE - ESOPO - COM GABARITO

Fábula: O Camponês e a Serpente
           Esopo

        Não há boa ação capaz de desfazer os efeitos já consumados de uma má ação...
 
        Um agricultor, homem simples do campo, caminhava pela sua pequena propriedade numa bucólica manhã de inverno a examinar seu plantio, quando, sobre o chão ainda coberto pela neve da noite anterior, viu uma Serpente que jazia completamente enrijecida e congelada pelo intenso frio.
        E embora soubesse o quanto aquela Serpente poderia ser mortal, ainda assim, comovido pelo estado da pobre criatura, pegou-a com cuidado, e com a intenção de aquecê-la e salvar sua vida, colocou-a no bolso do seu casaco.
        E em pouco tempo, a Serpente, aquecida naquele confortável ambiente que a protegia do frio, foi recuperando suas forças. Ao sentir-se viva outra vez, colocou a cabeça para fora do bolso do sobretudo daquele homem que lhe salvara a vida e mordeu seu braço. E ao sentir a inesperada picada, o lavrador logo se deu conta da gravidade daquele ferimento. E caindo desfalecido pelo efeito do mortal veneno, sabia que apenas poucos minutos de vida lhe restavam.
        E em seu último suspiro, ergueu com dificuldade a cabeça, e disse: 
        -- “Aprendi com o meu trágico destino, que nunca deveria apiedar-me de alguém que por natureza já nasceu mau...”
        Moral da História 1: Do ponto de vista de um ingrato, não há boa ação que o favoreça, nem benfeitor que o apeteça...
        Moral da História 2: Maldade de berço não se corrige com reza nem terço...
                                                                          Fábula de ESOPO

Entendendo a fábula:

01 – Explique o que é fábula?
      Narrativa curta contendo lição de moral. Os personagens são animais que agem como se fossem pessoas.

02 – Quem é o autor da fábula “O Agricultor e a Serpente”?
      ESOPO.

03 – O que você entendeu ao ler essa fábula? Explique.
      Resposta pessoal do aluno.

04 – No dicionário, procure o significado das seguintes palavras:
- Bucólica: Poesia pastoril, écloga.
- Plantio: Efeito de plantar, plantação.
- Enrijecido: Enrijar.
- Lavrador: Aquele que trabalha na lavoura.
- Gravidade: Quantidade de grave.
- Desfalecido: Tirar as forças, enfraquecer.
- Apeteça: Desejar, ter apetite de.

05 – Qual foi a reação da Serpente quando acordou?
      Colocou a cabeça para fora do bolso do casaco e mordeu o braço do homem.

06 – O agricultor se arrependeu de ter ajudado a Serpente?
      Sim. Porque a cobra deu como agradecimento a sua mordida mortal.

07 – Qual é a moral da fábula?
      “Maldade de berço não se corrige com reza, nem terço.

08 – De acordo com o texto, explique estas expressões com suas palavras:
a)   “E embora soubesse o quanto aquela Serpente poderia ser mortal...”
Que mesmo ele sabendo que poderia ser morto, ainda assim quis ajudar.

b)  “Ao sentir-se viva outra vez...”
Ela achou que podia tudo, se sentiu a poderosa.