Reportagem: Artistas de BH ganham as ruas para levar cultura ao público e garantir ganha-pão – Fragmento
Bernardo
Almeida
Publicado
em 01/06/2019 às 21:30.
“Viver do chapéu” é um desafio motivado
pela noção de tornar a arte acessível a todos, pelas necessidades financeiras
ou por um movimento natural de quem inicia a carreira artística nas ruas e dali
não se imagina fora. Em Belo Horizonte esses artistas estão por toda parte, mas
são mais facilmente encontrados em praças, parques, sinais de trânsito ou
enchendo de cultura os arredores da feira de artesanato da avenida Afonso Pena,
aos domingos.
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNRpomvJl84E6LwFn7LY5grXtWW9q0qacUYVDbHTw3iJE3qz-qE6CAnXuEAKzHOTmVR592XpKP0FXISKcO8vifpM-qguWGU9hvjlejlybzeHHZE4su78NWY0E5PHSRBVb-hnXg0px_hR_KDyIhQXJqw1AKfpSPzv1mxxafUfPHFtvx_kjZQEEA5JMUoMM/s320/CULTURA.jpg As origens e a faixa etária variam,
como no caso do saxofonista Tanure Lisboa, de 48 anos. [...]
Tanure iniciou as apresentações na rua
por necessidades financeiras há cinco anos, mesma época em que o violinista e
acordeonista Mateus Henrique Vitório, hoje com 22. [...].
[...] “Vivo de arte de rua, sempre
trabalhei com isso. Comecei na época em que estudava. Hoje o gosto musical
enveredou muito para sertanejo universitário, funk, e procuro levar (ao
público) um Moacyr Braga, uma valsa-choro, baião, músicas francesas e
argentinas”, explica Mateus, que recebe reações bastante emotivas no meio do
corre-corre. “Muita gente me procura para agradecer, tem quem chore, ou pare
para dizer que eu mudei a vida deles”.
[...]
Bernardo Almeida. Artistas de BH ganham as ruas para levar cultura ao
público e garantir ganha-pão. Hoje em dia, 3 jun. 2019. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/almanaque/Artistas-de-BH-ganham-as-ruas-para-levar-cultura-ao-p%C3%BAblico-e-egarantir-ganha-p%C3%A3o-1.718131. Acesso em: 22 out. 2020.
Fonte: Coleção Rotas.
Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura
Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 240.
Entendendo a reportagem:
01 – De acordo com o texto, o
que motiva os artistas de Belo Horizonte a "viver do chapéu"?
A motivação é
variada: passa pelo desejo de tornar a arte acessível a todas as pessoas, por
necessidades financeiras imediatas ou, ainda, por ser um movimento natural de
quem inicia a carreira nas ruas e opta por permanecer nesse ambiente.
02 – Quais são os locais em
Belo Horizonte onde esses artistas de rua são encontrados com maior facilidade?
Eles estão
presentes em toda a cidade, mas concentram-se principalmente em praças,
parques, sinais de trânsito e no entorno da feira de artesanato da Avenida Afonso
Pena, especialmente aos domingos.
03 – Qual é a principal
diferença de perfil mencionada entre os músicos Tanure Lisboa e Mateus Henrique
Vitório?
A principal
diferença citada é a faixa etária. Tanure Lisboa tem 48 anos, enquanto Mateus
Henrique Vitório tem 22 anos, demonstrando que a arte de rua em BH atrai
pessoas de diferentes gerações.
04 – Como o músico Mateus
Henrique Vitório busca se diferenciar do cenário musical comercial atual?
Enquanto o gosto
popular atual pende para o sertanejo universitário e o funk, Mateus opta por um
repertório mais clássico e diversificado, incluindo gêneros como valsa-choro,
baião, músicas francesas, argentinas e obras de Moacyr Braga.
05 – Qual é o impacto do
trabalho de Mateus Henrique Vitório no público que circula pelas ruas?
O impacto é
profundamente emocional. Apesar do "corre-corre" da cidade, muitas
pessoas param para agradecer, algumas chegam a chorar e há quem relate que a
música apresentada mudou suas vidas naquele momento.
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