terça-feira, 15 de janeiro de 2019

FILME(ATIVIDADES): DIVÃ - JOSÉ ALVARENGA JR. - COM SINOPSE E QUESTÕES GABARITADAS

Filme(ATIVIDADES): DIVÃ

Data de lançamento 17 de abril de 2009 (1h 33min)
Criador(es): José Alvarenga Jr.
Gêneros DramaComédia
Nacionalidade Brasil

SINOPSE E DETALHES
        Mercedes (Lília Cabral) é uma mulher casada e com dois filhos que, aos 40 anos, tem a vida estabilizada. Um dia ela resolve, por curiosidade, procurar um analista. Aos poucos ela descobre facetas que desconhecia, tendo que contar com o marido Gustavo (José Mayer) e a amiga Mônica (Alexandra Richter) para ajudá-la.

Entendendo o filme:
01 – Que tema é abordado no filme?
      A busca pelo autoconhecimento.

02 – Por que o título é Divã?
      A personagem Mercedes decide procurar um psicanalista, ela no Divã e ele permanece como ouvinte o tempo todo.

03 – Mercedes busca a ajuda do psicanalista por qual motivo?
      Ela achava que sua vida era muita perfeita, segundo sua própria análise e queria descobrir o motivo de sua vida ser assim.

04 – Mercedes sente que sua vida está sem emoção, não se sente segura de si, feliz, quer viver emoções que até então não experimentou. Que faz?
      Ela quer se sentir jovem e por esse motivo passa a envolver-se com homens mais jovens.

05 – Como finalizar o filme?
      Mercedes se dá alta terapêutica, acha que já atingiu o seu autoconhecimento e que, portanto já pode seguir sua vida sem seu terapeuta, sendo capaz de enfrentar os problemas que aparecerem em sua vida.

     


HISTÓRIA: O HERÓI DO BANHEIRO - DILÉA FRATE - COM GABARITO

História: O herói do banheiro
            Diléa Frate
         
                              
        Era Dia da Criança no Japão. No metrô de Tóquio, um faxineiro entrou no banheiro e sentiu um cheiro esquisito de produto químico: cianeto de hidrogênio, suficiente para matar dez mil pessoas. Uau! Em segundos, aquele faxineiro japonês salvou milhares de vidas: era Tomiko San, o Faxineiro Super-Herói! Tomiko San passou a agir em todos os banheiros do metrô de Tóquio. Em todos, vestido com seu uniforme de faxineiro japonês, ele atacava de super-herói, evitando tragédias e salvando milhares de vidas. Os meninos ficaram vidrados em Tomiko San: logo milhares de bonecos invadiram as lojas e quando vinha a pergunta: “O que você quer ser quando crescer?”, os japonesinhos falavam, sem hesitar: “Faxinelo”. Foi uma febre que durou meses. Quando ficou velhinho, Tomiko San, o Faxineiro Super-Herói, ganhou uma estátua de guerreiro bem em frente ao banheiro.

                                          DILÈA, Frate. Histórias para acordar. 
Entendendo a história: 
01 – O texto fala sobre uma pessoa muito especial. 
a)   Qual o nome dessa pessoa? 
Tomiko Sam.

b)   Qual sua profissão?
Faxineiro. 

c)   O que essa pessoa fez para que se tornasse alguém especial? 
Ele descobriu uma bomba de cianeto de hidrogênio.

02 – O nome do personagem é escrito com letra maiúscula ou minúscula? E o nome da profissão? Por que ocorre essa diferença? 
      O nome é escrito com letra maiúscula e o da profissão com letra minúscula. Isso ocorre porque nome de pessoas é substantivo próprio e de profissão é substantivo comum.

03 – Observe a frase “Em segundos, aquele faxineiro japonês salvou milhares de vidas: era Tomiko San, o Faxineiro Super-Herói!” Que intenção a palavra faxineiro passou a ser escrita com letra maiúscula? 
      Porque o faxineiro transformou num herói, por isso para destacar escreveu com as iniciais maiúsculas.

04 – Na frase: “... os japonesinhos falavam sem hesitar: “Faxinelo”. Como seria “correto” de escrever a palavra faxinelo? Seria faxineiro. 
a)   Por que essa palavra foi escrita desse modo? 
Porque quem falavam eram crianças bem pequenas.

05 – No texto aparecem outros substantivos próprios. Há também vários substantivos comuns. Faça uma lista com:
·        SUBSTANTIVOS PRÓPRIOS: Japão – Tóquio – Tomiko Sam – Faxineiro Super-Herói.

·    SUBSTANTIVOS COMUNS: metrô – faxineiro – pessoas – vida – banheiro – vestido – uniforme – meninos – lojas – velhinhos.

06 – No trecho: “Foi uma febre que durou meses”. A palavra em negrito significa:
( ) uma doença.
( ) todos esquentaram.
(X) foi uma epidemia.

07 – Classifique as palavras quanto a sílaba tônica: 
Metrô: oxítona.
Químico: proparoxítona.
Japonês: oxítona.
Tóquio: paroxítona.
Produto: paroxítona.

08 – Complete as palavras com X ou CH:
Chinelo
Xale
Chique
Choque
Faxina. 


MENSAGEM ESPÍRITA: DESDOBRAMENTO ESPIRITUAL - DIVALDO FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS - O LIVRO DOS ESPÍRITOS - SOBRE OS ESPÍRITOS PERISPÍRITO - PARA REFLEXÃO

Mensagem: DESDOBRAMENTO ESPIRITUAL


        O fisiológico, mui propriamente denominado como "um estado de morte", por propiciar o torpor das faculdades pensantes e fazer desaparsono ecer a parente realidade do mundo objetivo, faculta ao Espírito um parcial desdobramento, no qual se movimenta além dos limites corporais. 
        Conforme as suas inclinações, desejos e hábitos, tão logo sente afrouxarem-se os liames perispirituais, o Espírito desloca-se para os lugares onde encontra respostas para as necessidades cultivadas. 
        Mediante automatismo de sintonia da faixa vibratória na qual se localiza durante o estado de lucidez física, transfere-se sem qualquer esforço para outra equivalente, graças ao clima psíquico no qual se compraz. 
        Normalmente, nesse estado, encontra-se com Entidades que fazem parte do seu conúbio habitual, com elas se comprazendo, ou temendo-as, de acordo com o estado evolutivo que lhes seja peculiar. 
        Da mesma forma, vai conduzido por esses comensais da sua simpatia às regiões nas quais se homiziam com outras semelhantes, ou agem no bem, afeiçoadas ao programa da solidariedade e do progresso da Humanidade, conforme a evolução das mesmas. 
        Ao retornar ao corpo, nos neurônios cerebrais, na área da memória, são impressas as cenas vividas ou vistas, decorrentes dos pesadelos, sonhos e fenômenos mediúnicos transcendentes, podendo ou não recordar-se, de acordo com o estado de desprendimento em que vive. 
        Sem qualquer dúvida, durante o sono fisiológico, natural ou provocado, especialmente na ocorrência do primeiro, o ser espiritual participa da vida estuante e causal, de onde todos procedemos e para a qual todos retornamos.
         A vivência diária, geradora da psicosfera própria a cada um, faculta a sintonia equivalente, graças à qual o desprendimento ocorre com naturalidade, submisso ao mecanismo das ocorrências afins. 
        O apóstolo Paulo, em decorrência dos seus extraordinários sacrifícios pela causa do Cristo, não poucas vezes foi arrebatado ao terceiro céu, região superior de onde hauria a inspiração e as forças para o ministério e apostolado. 
        Maomé, em parcial desprendimento, foi conduzido a uma Esfera Superior, a fim de confirmar a imortalidade da alma, de onde retornou, transformado. 
        Afonso de Liguori, enquanto dormia, em Arienzo, deslocou-se em espírito até Roma, assistindo à desencarnação do Papa Clemente XIV. 
        Dante Alighiere conheceu regiões inferiores conduzido por Virgílio e vislumbrou as paisagens célicas sob o amparo de Beatriz.
Voltaire, em momento de lúcido desdobramento pelo sono fisiológico, compôs todo um canto de sua obra Henriade. 
        Tartini, igualmente desdobramento parcial do corpo, escreveu a emocionante Sinfonia do diabo. 
        Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo sacramentano, deslocando-se com facilidade enquanto o organismo repousava, socorria doentes, gestantes e necessitados... 
        É expressivo o número dos médiuns que, em desdobramento espiritual, atuam conscientemente, participando de experiências extracorpóreas, ou cooperando com os Mentores em tarefas socorristas, ou aprendendo comportamento, ou iluminando-se pelo conhecimento, de cujas experiências volvem com plena lucidez.
Não é indispensável que a consciência do fenômeno permaneça, como condição essencial para a ocorrência. 
        O conhecimento dos mecanismos da vida espiritual, o exercício do desapego às paixões mais grosseiras, a preparação mental antes do repouso através da oração, a irrestritas confiança no amor de Deus e a entrega tranquila aos próprios Guias Espirituais, permitem que as horas do sono se transformem em realizações edificantes para si mesmo e para o seu próximo.
        Cultivada, mediante os recursos da moral salutar, da dedicação ao bem, esta faculdade psíquica enseja abençoado intercâmbio mediúnico, graças ao qual se ampliam os horizontes da vida, embora a permanência na roupagem carnal. 

(Obra: Momentos de Esperança - Divaldo Franco/Joanna de Ângelis)

Mensagens Espírita: O livro dos Espíritos
ALLAN KARDEC – Tradução Matheus R. Camargo
Perguntas e respostas
                      Livro Segundo
MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS
                       Capítulo I
        SOBRE OS ESPÍRITOS PERISPÍRITO

93 – O Espírito propriamente dito encontra-se descoberto ou, como pretendem alguns, circundado por uma substância qualquer?
      -- O Espírito é envolto por uma substância que, para ti, é vaporosa, mas ainda bastante grosseira para nós; no entanto, vaporosa o suficiente para que possa elevar-se na atmosfera e transportar-se para onde quiser.
      Assim como o germe de um fruto é revestido pelo perisperma, o Espírito propriamente dito é circundado por um envoltório que, por comparação, pode-se chamar de períspirito.

94 – De onde o Espírito tira seu envoltório semimaterial?
      -- Do fluido universal de cada planeta. Por isso ele não é o mesmo em todos os mundos; ao passar de um mundo para outro o Espírito troca de envoltório, assim como vós trocais de roupa.

94 a) Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm até nós, eles tomam um períspirito mais grosseiro?
      -- É preciso, como já dissemos, que se revistam da vossa matéria.

95 – O envoltório semimatrial do Espírito assume formas determinadas, podendo ser perceptível?
      -- Sim, a forma que seja do gosto do Espírito, e é assim que ele vos aparece algumas vezes, seja nos sonhos, seja no estado de vigília, podendo assumir uma forma visível e mesmo palpável.

CONTO: UMA ILHA CHEIA DE ENCANTOS - JOSTEIN GAARDER - COM GABARITO

Conto: Uma ilha cheia de encantos
                          
                    Jostein Gaarder

        Sentia-me aliviado por ter encontrado um lugar de terra firme, que não se resumia a rochedos estéreis no meio do mar. Mas isso ainda não era tudo: aquela ilha parecia ocultar um segredo muito além da minha compreensão, pois eu era capaz de jurar que ela aumentava de tamanho, à medida que eu avançava para o seu interior. Era como se cada um de meus pequenos passos seu tamanho se multiplicasse em todas as direções; como se ela fosse se expandindo espontaneamente, a partir de não sei o quê.
        Continuei a avançar por aquela trilha estreita, que logo se dividiu em duas, e tive de escolher uma direção a seguir. Tomei o rumo da esquerda, que mais à frente também se bifurcou. E novamente escolhi o caminho da esquerda.
        Logo a trilha desapareceu num vale profundo entre duas montanhas. Ali, tartarugas gigantescas arrastavam-se por entre arbustos. As maiores tinham mais de dois metros de comprimento. Já ouvira falar de tartarugas assim tão grandes, mas era a primeira vez que as via com meus próprios olhos. Uma delas esticou a cabeça fora de sua carapaça e olhou para mim, como se quisesse me dar as boas-vindas à ilha.
        Durante todo o dia continuei a caminhada. Vi outras florestas, vales, planaltos, mas nada de ver o mar. Tive a sensação de estar perdido numa paisagem mágica, uma espécie de labirinto às avessas, dentro do qual os caminhos nunca chegaram a uma parede.
        Já no fim da tarde cheguei a um campo aberto, uma paisagem plana e vasta com um grande lago, cujas águas cintilavam intensamente à luz do sol da tarde. Deixei-me cair à margem e saciei minha sede. Pela primeira vez em semanas bebia uma água diferente da água do navio.
        Há muito tempo também não tomava banho. Resolvi, então, arrancar aquela apertada roupa de marujo e saí nadando. Depois de toda a tarde andando sob o sol escaldante dos trópicos, experimentei uma indescritível sensação de frescor. Só então percebi o quanto meu rosto e meu couro cabeludo tinham sido queimados pelo sol durante todos aqueles dias sem proteção no bote salva-vidas.
        Mergulhei algumas vezes e quando abria os olhos dentro da água via enormes cardumes de peixes que tinham todas as cores do arco-íris. Alguns eram verdes como as folhagens da margem, outros azuis como pedras preciosas e outros ainda tinham um brilho dourado em suas escamas vermelhas, amarelas e alaranjadas. Ao mesmo tempo, cada um deles tinha uma faixa de todas as cores.
        Nadei de volta até a margem e me deitei ao sol do fim da tarde para me secar. Só então senti como estava faminto. Olhei à minha volta e descobri um arbusto carregado com pesadas pencas de umas frutinhas amarelas do tamanho de morangos. Nunca tinha visto aquelas frutinhas, mas supus que fossem comestíveis. Tinham o gosto de uma mistura de nozes e de bananas. Depois de ter me fartado de comer, vesti de novo minhas roupas e acabei adormecendo, exausto, à margem do grande lago.
        Na manhã seguinte, antes mesmo de o sol nascer, acordei daquele sono profundo e me senti desperto na mesma hora. Tinha sobrevivido a um naufrágio! Pensei. Só agora me dava conta disso. Era como se tivesse nascido de novo.
        À esquerda do lago erguia-se um paredão rochoso absolutamente intransponível. Era coberto por gramíneas amarelas e flores vermelhas em forma de sinos, que se moviam com leveza à brisa fresca da manhã. Antes de o sol aparecer no céu, eu já tinha chegado ao ponto mais elevado de uma colina. E mesmo ali de cima não conseguia ver o mar. O que via na minha frente era uma vasta paisagem de dimensões continentais. Já tinha estado na América do Norte e do Sul, mas não era possível que estivesse lá. E em parte alguma via um vestígio sequer de gente.
        Fiquei lá em cima da colina até que o sol apareceu no Leste: vermelho como um tomate, mas trêmulo como uma miragem. E com a linha do horizonte tão distante, aquele era o sol maior e mais vermelho que já tinha visto em toda minha vida, inclusive durante os tempos que passei no mar.
        Seria aquele sol o mesmo que estaria iluminando meus pais lá em Lubeck?
        Durante toda a manhã, continuei caminhando de paisagem em paisagem. Quando o sol estava a pino, cheguei a um vale cheio de roseiras amarelas. Borboletas gigantes voavam de roseira em roseira; as maiores tinham asas tão grandes quanto as de uma gralha, mas eram infinitamente mais bonitas. Eram de um azul-profundo e tinham nas asas duas grandes estrelas vermelha-sangue. Para mim era como se fossem flores vivas; era como se de repente algumas flores da ilha tivessem se libertado do chão, ganhando o ar e aprendido a arte de voo. O mais curioso, porém, era que o ruído das borboletas era como música. Elas sibilavam em diferentes tonalidades e espalhavam por todo o vale o som suave de suas flautas. Parecia que os flautistas de uma grande orquestra estavam afinando seus instrumentos. Às vezes, quando passavam por mim, suas asas macias roçavam minha pele. Percebi que elas tinham um perfume mais forte e mais doce do que o mais caro perfume.
        Um rio de águas agitadas cortava o vale. Decidi seguir o seu curso para não ficar errando sem direção por aquela imensa ilha. Além disso, estava certo de que mais cedo ou mais tarde encontraria o mar. Pelo menos era o que eu achava. Só que isso era mais difícil do que eu pensava, pois a uma certa hora da tarde aquele extenso vale chegou ao fim. Primeiramente ele foi ficando estreito como um funil e então, de repente, vi-me bem na frente de um rochedo maciço.
        A princípio não entendi nada. Afinal, um rio não pode simplesmente dar meia-volta e correr em sentido contrário sobre o leito de onde tinha vindo. Foi então que percebi que o rio entrava por uma caverna. Fui até a entrada da caverna no rochedo e olhei par dentro. No interior da caverna, a água corria mais calma e formava um canal subterrâneo.
        Diante da entrada da caverna no rochedo alguns sapos enormes saltavam na margem do rio. Eram do tamanho de coelhos, coaxavam sem parar numa confusão de ruídos e provocavam um barulho infernal. Para mim era novidade que existissem na natureza sapos daquele tamanho. Pela relva úmida das margens também se arrastavam gordos lagartos e iguanas maiores ainda. Já estava habituado a ver animais como esses nas muitas cidades portuárias por onde tinha passado. Mas não daquele tamanho e nem naquelas cores: na ilha, os répteis eram vermelhos e amarelos e azuis.
        Descobri que era possível adentrar a caverna seguindo pela margem do rio. Decidi entrar para ver até onde eu chegava.
        [...]
        Continuei minha jornada vale adentro. E ali descobri os milucos...
        Já tinha ficado espantado com as abelhas e as borboletas da ilha; mas embora elas fossem mais belas e maiores do que seus parentes na Alemanha, ainda assim continuavam sendo abelhas e borboletas. E o mesmo valia para os sapos e répteis. Agora, porém, o que eu via eram animais brancos, de grande porte, tão diferentes de tudo o que eu já tinha visto ou ouvido falar na minha vida de esfregar os olhos várias vezes para acreditar no que via.
        Era um rebanho de uns doze ou quinze animais. Eles eram do tamanho de cavalos e vacas, mas tinham uma pele grossa e branca, que lembrava a pele dos porcos. E todos tinham seis patas! Suas cabeças eram enormes e mais pontiagudas que as do cavalos e vacas. E de vez em quando erguiam o pescoço para o céu e emitiam um som mais ou menos assim: Brasch, brasch!
        Não tive medo: os animais de seis patas pareciam tão tolos e amigáveis quanto as vacas que eu conhecia na Alemanha. A sua aparição só me deixava clara uma coisa: eu estava num lugar que não existia no mapa. Literalmente! E a sensação que tive ao constatar isso foi comparável, talvez, à sensação de encontrar uma pessoa sem rosto.

                          GAARDER, Jostein. O dia do Curinga. São Paulo,
Companhia das Letras, 1996. p. 97-103. (Título nosso).
Entendendo o conto:
01 – Embora não haja uma descrição do narrador-personagem, é possível ao leitor conhecer algumas características dele. Escreva o que o texto permite saber do narrador.
      É um marujo alemão que sofreu um naufrágio. Ao chegar à ilha, ele está cansado, com sede, faminto e queimado de sol. É um homem curioso.

02 – Como ele chegou à ilha?
      Num bote salva-vidas.

03 – O que, inicialmente, fez com que o narrador achasse que aquela ilha escondia um mistério?
      O fato de a ilha parecer aumentar à medida que ele caminhava por ela.

04 – Cite pelo menos quatro elementos vistos pelo narrador durante sua caminhada que permitem afirmar que a ilha possuía uma natureza exuberante.
      As tartarugas gigantes; os peixes multicoloridos; as frutas exóticas; as borboletas gigantes.

05 – Um recurso frequente em textos descritivos é o uso de comparações. Com o que o narrador compara:
a)   O sol?
Com um tomate e com uma miragem.

b)   As borboletas?
Com flores que aprenderam a voar.

c)   O som das borboletas?
Com os flautistas de uma orquestra afinando seus instrumentos.

d)   A sensação que ele tem depois de encontrar os milucos?
Com a sensação de encontrar uma pessoa sem rosto.

06 – Ao se deparar com as borboletas gigantes, o narrador as descreve através de vários sentidos. Como ele as descreve através:
a)   Da visão?
Eram gigantes, muito bonitas, coloridas (de um azul-profundo e com estrelas vermelho-sangue nas asas), pareciam flores vivas.

b)   Da audição?
Seu ruído era como uma música, sibilavam em diferentes tonalidades, espalhavam um som de flautas.

c)   Do olfato?
Tinham um perfume mais forte e mais doce do que o mais caro perfume.

07 – Ao chegar ao vale, o narrador tem a maior surpresa desde que chegara à ilha. O que ele viu?
      Os milucos.

08 – Por que essa foi sua maior surpresa?
      Porque ele sabia que aqueles seres só existiam ali.

09 – A que conclusão o narrador chegou após encontrar aqueles animais tão estranhos?
      Que aquela ilha não existia no mapa.

10 – Como você interpreta a “sensação de encontrar uma pessoa sem rosto” tida pelo narrador?
      Resposta pessoal do aluno.

POEMA: AULA DE BORDADO - SÉRGIO CAPPARELLI - COM GABARITO

Poema: Aula de bordado
                      Sérgio Capparelli

O gato Serafim
Foi pra aula de bordado
Pra bordar um belo manto
De céu estrelado.

Riscou no manto uma lua,
A via láctea, um cometa,
E bordou em cores vivas,
Satélites e planetas.

Debaixo do belo manto,
Ferrou no sono, cansado,
E ao acordar descobriu
Um sonâmbulo sol dourado.

                 Sérgio Capparelli. 111 poemas par crianças. Porto Alegre: L&PM, 2003. p. 129.

Entendendo o poema:

01 – Identifique o substantivo, ou seja, o núcleo de cada uma das expressões:
a)   Debaixo do belo manto: manto.

b)   Em cores vivas: cores.

c)   Um sonâmbulo sol dourado: sol.

02 – O gato serafim bordou no manto várias coisas. Releia a segunda estrofe do poema e identifique os substantivos que nomeiam as coisas bordadas pelo gato.
      Lua, via láctea, cometa, satélites, planetas.


NOTÍCIA: POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - VALMIR SANTOS - COM GABARITO

Texto: Por mares nunca dantes navegados

 Orçado em R$ 2 mi, "Os Lusíadas", baseado no clássico de Camões, inaugura Estação das Artes em São Paulo
                                                                              VALMIR SANTOS

        Depois de enfrentar rajadas que a impediram de ancorar na praia dos 500 anos do Descobrimento, em 2000 (para ter uma ideia, houve três substituições de diretores), a epopeia musical "Os Lusíadas" finalmente aporta amanhã em São Paulo, para convidados, e a partir de sábado, para o público.
        A superprodução de R$ 2 milhões é um projeto da empresária Ruth Escobar, que trocou a realização de mais uma edição do Festival Internacional de Artes Cênicas (FIAC) pela encenação da epopeia musical.
        O espetáculo inaugura a Estação das Artes, espaço conjugado à Estação Júlio Prestes, na região central de São Paulo, que servirá como palco de outras realizações da Secretaria Estadual de Cultura, em parceria com a Companhia Paulista de Trens Urbanos.
        Quem assina a adaptação do clássico do poeta português Luís Vaz de Camões (1524-1580) é o dramaturgo José Rubens Siqueira, que promete não perder o "prazer lúdico" do texto original.
        Publicado pela primeira vez em 1572, em Lisboa, ""Os Lusíadas" é o poema dos descobrimentos, do desvendamento dos mares e das terras, da afirmação do poder do homem sobre os elementos, mas também da afirmação dos valores cavalheirescos caracteristicamente medievais", afirma a pesquisadora Cleonice Berardinelli em "Estudos Camonianos" (editora Nova Fronteira).
        São dez cantos poéticos que narram, à altura do grego Homero ("Ilíada" e "Odisseia") e do latino Virgílio ("Eneida"), a viagem do navegador Vasco da Gama, que em 1498 descobriu um novo caminho para as Índias. Navegadores, soldados, colonizadores, reis, enfim, são muitos os personagens que surgem na narração do próprio Vasco da Gama. Ao mesmo tempo que faz uma retrospectiva histórica de Portugal, inclusive sobre os primórdios míticos do país, ele lança profecias.
        Camões estruturou seu épico a partir da metade do trajeto, quando a tripulação chega à cidade africana de Melinde. Ao final, a caravela alcança a Ilha dos Prazeres, o paraíso prometido por Vênus a seus protegidos que retornam à pátria. Nessa instância, deuses e homens se amam.
        Encenador de óperas como "Il Guarany", de Carlos Gomes, o diretor Iacov Hillel define o espetáculo como um épico musical, que apoia-se com frequência no universo erudito, sobretudo no canto lírico. "Há cenas de canto e representação, mas fujo do realismo psicológico em favor da projeção simbólica do poema de Camões", diz Hillel, 51. São 53 atores, cantores ou dançarinos, mais 30 profissionais atrás da coxia.
        Na Estação das Artes, uma concepção do arquiteto Ruy Ohtake, o público senta em cadeiras dispostas lateralmente no corredor de 50 m de comprimento e 16 m de largura. "Os espectadores ficam de frente um para o outro, como testemunhas da história", diz Hillel. Um dos destaques da cenografia, de Renato Theobaldo, é a caravela de 4,40 m de altura, feita com tramas de ferro.

                     SANTOS, Valmir. In: Folha de São Paulo, p. 1, 22 mar. 2001, Folha Ilustrada.

Entendendo o texto:
01 – Qual é a finalidade de um texto como esse? Para responder a essa questão, considere a referência do texto.
      Orientar o leitor do jornal quanto a um espetáculo que está em cartaz.

02 – A que se refere o título do texto?
      O título é a transcrição de um verso da epopeia de Camões, Os Lusíadas.

03 – O que o título sugere sobre o espetáculo em questão?
      Sugere que o espetáculo é grandioso, único, constitui uma “travessia” inédita.

04 – É possível saber do que trata a obra de Camões através do texto? Explique.
    Sim. Porque os parágrafos 5,6,7 e 8 referem-se ao conteúdo de Os Lusíadas.

05 – Uma epopeia é uma narrativa em versos. O que se narra em Os Lusíadas, de Camões?
      A viagem de Vasco da Gama, que, em 1498, descobriu um novo caminho marítimo para a Índia.

06 – Releia o primeiro parágrafo e observe o campo semântico utilizado para caracterizar o espetáculo.
a)   O que foi levado em conta na escolha das palavras e expressões desse primeiro parágrafo?
O assunto da epopeia: a viagem, por mar, feita por Vasco da Gama.

b)   Como poderiam ser substituídas as expressões metafóricas abaixo, sem prejuízo para o sentido global do trecho?
·        “Enfrentar rajadas que a impediam de ancorar na praia”.
Enfrentar dificuldades que a impediam de apresentar o espetáculo.

·        “Desfruta de vento em popa e aporta amanhã”.
Desfruta de circunstância favoráveis e se apresenta amanhã.

07 – Identifique no texto duas marcas linguísticas que sugerem ao espetáculo um caráter grandioso. Copie-as abaixo.
      “A superprodução de 2 milhões” / “São 53 atores, cantores ou dançarinos, mais de 30 profissionais atrás da coxia” / “Um dos destaques da cenografia é a caravela de 4,40 m de altura”.

08 – O texto constitui, enfim, uma resenha ou uma notícia?
      O texto em questão possui mais características da notícia: limita-se a informar sobre o espetáculo, sem fazer apreciações críticas, pois, afinal, a estreia estava para acontecer quando o texto foi publicado.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

FILME(ATIVIDADES): O CIRCO - CHARLES CHAPLIN - COM SINOPSE E QUESTÕES GABARITADAS

Filme(ATIVIDADES): O CIRCO

  Data de lançamento 1928 (1h 12min)
Direção: Charles Chaplin
Gêneros Comédia DramaRomance
Nacionalidade EUA

SINOPSE E DETALHES
        Um batedor de carteiras (Steve Murphy) está agindo em meio à multidão. Para evitar que seja pego, ele coloca uma carteira roubada no bolso do vagabundo (Charles Chaplin), sem que ele perceba. Quando a polícia se afasta, o batedor volta para recuperar o dinheiro perdido. O vagabundo foge, tanto do batedor quanto da polícia, e acaba entrando sem querer no picadeiro de um circo local. Suas trapalhadas fazem enorme sucesso junto ao público, sem que ele perceba. O dono do circo (Al Ernest Garcia) resolve então contratá-lo e fazer dele sua atração principal.

Entendendo o filme:

01 – Por que este filme pode ser considerado uma metáfora dos tempos atuais?
      Apenas de ser um filme de 1928, tem uma relação muito forte com a atualidade, pois mostra a hostilidade em que trabalhadores são submetidos em prol da meta e lucro de uma pessoa ou corporação.

02 – Como Carlitos foi parar no palco do circo?
      Ele estava fugindo dos policiais, que o julgavam criminoso. E o público pensava ser uma apresentação e o aplaude euforicamente.

03 – O dono do circo, ao perceber a facilidade com que o Vagabundo conseguia arrancar risadas da plateia, que proposta ele faz ao vagabundo?
      Ele o contrata para trabalhar junto com a trupe.

04 – Por quem Carlitos se apaixona? Ele é correspondido?
      Ele se apaixona pela filha do dono do circo, Merna. Não, porque ela ama Rex, o equilibrista.

05 – O que Carlitos tenta fazer para conquistar Merna?
      Decide treinar o bastante para tornar-se também um equilibrista.

06 – Por que Carlitos se entristece?
      Porque como equilibrista não consegue fazer o público rir, então desanima.

07 – A última cena é emblemática por quê?
      Resume muito o que todos nós somos de fato, humanos buscando por espaço e por uma vida melhor. Temos que tentar todas as possibilidades de felicidade e de carreira, até nos encontrarmos de verdade.

08 – Carlitos, após a partida do circo, que atitude ele têm?
      Senta no picadeiro, observa ao seu redor, pega a estrela no chão, suspira sobre o que passou naquele momento, chuta a estrela, abre um sorriso e segue seu caminho, sempre em busca da felicidade. Vencido sim, derrotado nunca!