sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

MÚSICA(ATIVIDADES): CABOCLO NA CIDADE - ZILO E ZALO - COM QUESTÕES GABARITADAS

Música(Atividades): Caboclo na Cidade

                                      Zilo e Zalo

Seu moço eu já fui roceiro
No triângulo mineiro
Onde eu tinha o meu ranchinho

Eu tinha uma vida boa
Com a Isabel minha patroa
E quatro barrigudinhos

Eu tinha dois bois carreiros
Muito porco no chiqueiro
E um cavalo bom, arriado

Espingarda cartucheira
Quatorze vacas leiteiras
E um arrozal no banhado

Na cidade eu só ia
A cada quinze ou vinte dias
Para vender queijo na feira

No demais estava folgado
Todo dia era feriado
Pescava a semana inteira

Muita gente assim me diz
Que não tem mesmo raiz
Essa tal felicidade

Então aconteceu isso
Resolvi vender o sítio
E vir morar na cidade

Já faz mais de doze anos
Que eu aqui estou morando
Como eu vivo arrependido

Não me dou com essa gente
Tudo aqui é diferente
Vivo muito aborrecido

Não ganho nem pra comer
Já não sei o que fazer
Estou ficando quase louco

É só luxo e vaidade
Penso até que a cidade
Não é lugar de caboclo

Até mesmo a minha velha
Já está mudando de ideia
tem que ver como passeia

Vai tomar banho de praia
Está usando mini-saia
E arrancando a sobrancelha

Nem comigo se incomoda
Quer saber de andar na moda
Com as unhas todas vermelhas

Depois que ficou madura
Começou a usar pintura
Credo em cruz que coisa feia

Minha filha Sebastiana
Que sempre foi tão bacana
Me dá pena da coitada

Namorou um cabeludo
Que dizia ter de tudo
Mas foi ver não tinha nada

Se mandou para outras bandas
Ninguém sabe onde ele anda
E a filha está abandonada

Como dói meu coração
Ver a sua situação
Nem solteira e nem casada

Voltar "pra" Minas Gerais
Sei que agora não dá mais
Acabou o meu dinheiro

Que saudade da palhoça
Eu sonho com a minha roça
No Triângulo Mineiro

Eu não sei como se deu isso
Quando eu vendi o sítio
Para vir morar na cidade

Seu moço naquele dia
Eu vendi minha família
E a minha felicidade!

                                 Composição: Geraldo Viola e Dino Guedes (1970).

Entendendo a canção:
01 – Identifique o tipo de atividade que é desempenhada pelo caboclo citado na música, e em que estado do Brasil ele vive.
      A atividade que desenvolvia é pecuária e agricultura. Vive em Minas Gerais.

02 – O caboclo fala de uma vida boa na zona rural. Faça uma descrição do que significa para o caboclo essa “vida boa”.
      “Vida boa” para ele, porque tinha seu ranchinho, uma família unida, fartura e todo dia podia pescar.

03 – Num determinado momento o caboclo decide vender o sítio e vir morar na cidade. Que mudanças financeiras isso acarreta na sua vida?
      Na cidade não ganha nem pra comer, é só luxo e vaidade.

04 – A “modernidade” da cidade traz modificações também no modo de ser da família do caboclo. Que mudanças são essas descritas na música?
      A mulher vive passeando, toma banho na praia, usa mini saia, tira a sobrancelha e esmalta as unhas.
      A filha namorou um cabeludo que a deixou.

05 – Por que para o caboclo a cidade não é o seu lugar? O que você pensa a respeito disso?
      Porque ele não acostumou a vida da cidade, e viu sua família perdendo toda aquela vida simples e humilde.

06 – Por que para o caboclo é impossível ele voltar a viver no sítio? Você concorda com a justificativa que o caboclo dá para esse motivo? Justifique sua resposta.
      Resposta pessoal do aluno.

07 – Na sua opinião, a modernidade realmente modifica o cotidiano da vida das pessoas? Justifique sua resposta.
      Resposta pessoal do aluno.

08 – Qual motivo você acredita que dez o caboclo resolver ir morar na cidade?
      Resposta pessoal do aluno.

09 – Ele ficou feliz em viver na cidade?
      Não, pois há um choque de cultura rural e urbana, os costumes são outros. Ele diz que tudo é diferente e vive muito aborrecido.

10 – Encontre na canção e escreva:
a)   Três palavras começadas com a letra C: carreiros, cavalo, cartucheira.

b)   Dois nomes de pessoas: Isabel e Sebastiana.

c)   Um nome de Estado: Minas Gerais.

11 – O que significa as expressões:
a)   “Depois que ficou madura”.
Significa experiente, consciente e com certa idade.

b)   “Não me dou com essa gente”.
Significa que não tem ad em comum com essas pessoas, se sente deslocado.

c)   “Andar na moda...”.
Usar roupas, acessórios que outras pessoas estão usando porque a mídia faz propaganda.


POEMA: A LUA NO CINEMA - PAULO LEMINSKI - COM QUESTÕES GABARITADAS

Poema: A LUA NO CINEMA
                       
       Paulo Leminski

A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.


A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
— Amanheça, por favor!

In: LEMINSKI, Paulo. Distraídos venceremos. 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 1987. p. 49.

Entendendo o poema:
01 – De acordo com o poema "A lua no cinema", a estrela
(A) era pequena e solitária.                  
(B) parecia grande na janela.
(C) tinha um namorado apaixonado.   
(D) viveu uma bela história de amor.

02 – O último verso "– Amanheça, por favor!" sugere que a lua:
(A) achou o filme da estrela que tinha namorado engraçado.   
(B) acreditava que a estrela era pequena e sem graça.
(C) desejava esquecer a história da estrela solitária.                 
(D) gostava mais do dia do que da noite.

03 – O texto "A lua no cinema" é um poema por usar:
(A) orações.   
(B) períodos.  
(C) parágrafos.    
(D) versos.

04 – Da leitura do poema percebe-se que a estrela:
(A) era um astro insignificante.   
(B) era uma artista engraçada.   
(C) tinha inveja da lua.   
(D) tinha uma história feliz.

05 – O poema trata:
(A) da solidão.   
(B) da tristeza.    
(C) da amizade.   
(D) do ciúme.


CRÔNICA: A TECNOLOGIA - NACÉLIO SIMOA - COM QUESTÕES GABARITADAS

Crônica: A Tecnologia
                   
        Acordei cedo. Sem o que fazer naquela manhã, resolvi ir à praça da minha localidade. Antes, um espaço sem construção, cavalos amarrados nas estacas esperando seus donos que assistiam à missa. Hoje, observava o pouco movimento da comunidade alguns poucos carros, motos e os pássaros que insistiam em alegrar aquela manhã nos pés de cajueiros.
        Com o vento lambendo meu rosto e um calor de mil graus em plena manhã, percebi um casal de idosos que acabara de sentar naquele banco quase quebrado. Acho que esperavam algum transporte para ir à cidade, já que precisamos nos deslocar do nosso pacato lugar para resolvermos nossos problemas.
        Ele parecia meio que revoltado, algo o intrigava. Aproximei-me sem despertar sua atenção, descobri que falava de internet. Não era bem essa palavra que ele fazia uso, mas desvendei que esse era o assunto. Ele dizia para aquela senhora que ouvia suas inquietações:
        -- Esse povo de hoje só vive nesse tal de facebook.
        -- Verdade. A minha neta ganhou de presente um celular e agora não faz outra coisa, senão cutucar aquele troço. Não gosto disso! Falou aquela senhora.
        Entre tantas conversas naquele banco da praça, o senhor então resolveu amenizar o tom do diálogo:
        -- Me recordo da dona Toinha que comprou uma televisão e resolvi ir a sua casa para vê-la depois de tantas conversas na vizinhança sobre a novidade. Saí correndo desesperado tropeçando os pés no batente da porta da casa quando a vi funcionar.
        -- É o ônibus!
        -- Vamos então.
        -- O importante é valorizar e respeitar esta nova tecnologia, afinal, não podemos fazer nada para detê-la, apesar dela tanto nos ajudar.
        -- Cuidado com o batente, não vá bater o pé de novo!
        -- Claro que não!
        Aquela cena chamou minha atenção, pois percebi como a tecnologia influencia diretamente na vida das pessoas, jovens ou idosos.
                                                                       Nacélio Simoa
Entendendo a crônica:

01 – Em relação às características do texto, escreva:
a) Gênero: Crônica.
b) Tipo discursivo ou tipologia (expositivo, argumentativo, narrativo, descritivo, injuntivo...): Narrativo.
c) narrador (personagem, observador ou onisciente): Personagem.
d) Domínio discursivo (literário, jornalístico, religioso, acadêmico...): Literário.
e) Tipo de discurso (direto ou indireto): Direto.

02 – Qual o assunto do texto?
      Tecnologia.

03 – O que alegrava a manhã daquela comunidade?
      Os pássaros.

04 – No trecho: Com o vento lambendo meu rosto e um calor de mil graus em plena manhã...” as figuras de linguagem presentes no trecho, são, respectivamente:
a) ironia e eufemismo.
b) personificação e hipérbole.
c) metáfora e hipérbole.
d) catacrese e metonímia.

05 – No trecho: “Ele parecia meio que revoltado, algo o intrigava. Os termos destacados indica que o homem estava:
a) entristecido e com raiva.
b) indignado e angustiado.
c) com raiva e desconsolado.
d) triste e incomodado.

06 – “Me recordo da dona Toinha que comprou uma televisão...”, neste trecho, percebemos o uso da linguagem
a) formal.
b) informal.
c) técnica.
d) gíria.

07 – “Saí correndo desesperado tropeçando os pés no batente da porta da casa quando a vi funcionar.” A palavra em destaque se refere a:
a) porta.
b) batente.
c) televisão.
d) casa.

08 – Segundo o texto, o homem se aproximou para ouvir a conversa. Que diálogo de um dos personagens abaixo revela o assunto da conversa entre os moradores?
a) “-- Verdade. A minha neta ganhou de presente um celular...”
b) “-- Vamos então.”
c) “-- Me recordo da dona Toinha que comprou uma televisão...”
d) “-- Esse povo de hoje só vive nesse tal de facebook...”

09 – Na fala da personagem: “... senão cutucar aquele troço.”, o que podemos compreender sobre o cotidiano vivido por aquela senhora?
a) Ela faz uso das tecnologias apesar de não gostar.
b) Ela demonstra repúdio com o uso de algumas tecnologias.
c) Apesar de detestar a tecnologia, ela apoia claramente o seu uso por familiares.
d) Aborrece quem faz uso das tecnologias.

10 – “-- Cuidado com o batente, não vá bater o pé de novo!” Que fato este diálogo retoma?
      Retoma a história contada pelo velho anteriormente quando viu a televisão pela primeira vez.

11 – Apesar da inquietude por parte dos personagens sobre o uso de algumas tecnologias, que frase revela o apoio a tecnologia de um dos personagens?
      “O importante é valorizar e respeitar esta nova tecnologia, afinal, não podemos fazer nada para detê-las apesar dela tanto nos ajudar”.    

12 – A frase que revela uma opinião é:
a) “Ele parecia meio que revoltado, algo o intrigava.”
b) “... a tecnologia influencia diretamente na vida das pessoas...”
c) “O importante é valorizar e respeitar esta nova tecnologia...”
d) “Não era bem essa palavra que ele fazia uso, mas desvendei que esse era o assunto...”

13 – Na frase: “Não era bem essa palavra que ele fazia uso, mas desvendei que esse era o assunto.” A palavra em destaque introduz uma:
a) conclusão.
b) explicação.
c) oposição.
c) adição.


DIÁRIO: QUINTA-FEIRA, 05 DE MARÇO - COM QUESTÕES GABARITADAS

DIÁRIO: Quinta-feira, 05 de março

        Meu pai avisou que não viria almoçar nem que o Juca tivesse coqueluche. Mamãe ficou nervosa e bateu o telefone. Fiquei nervoso porque quando ela fica nervosa o almoço sai um grude. Engano. Ela simplesmente o torrou. Fui obrigado a abrir todos os pacotes de bolacha e todos os sacos de batatas fritas. Finalizei com um sanduíche queimado. Tive de aguentar os gritos de mamãe de “vá limpar a bagunça do seu quarto, pois a faxineira deu o cano!”. O telefone tocou. Era o meu pai avisando que viria almoçar. Tive de tolerar o mau humor da mamãe e virei filho-recado, tipo “avise seu pai que estou atrasada para a aula e ele que se vire.”

O diário (nem sempre) secreto de Pedro. São Paulo: atual, 1992. (Texto adaptado).
Entendendo o texto:
01 – O texto é um diário. Justifique essa afirmativa, apresentando três características dessa tipologia textual.
      Apresenta data, traz comentários pessoais, está escrito em 1ª pessoa.

02 – Explique com suas palavras como se sente o narrador no ambiente familiar.
      Ele se sente nervoso.

03 – Em que nível de linguagem o texto foi escrito? Comprove sua resposta, transcrevendo um trecho do texto.
      Na linguagem informal. “Fiquei nervoso porque quando ela fica nervosa o almoço sai um grude.”

04 – Explique o que Pedro quis dizer em “...a faxineira deu o cano!”
      A faxineira faltou, não veio trabalhar.

05 – Quais são os personagens que aparecem na história?
      O narrador (Pedro), o pai, a mãe.

06 – Por que Pedro ficou nervoso?
      Porque quando o pai avisa que não vem para o almoço a mãe fica nervosa e queima a comida.

07 – O que de fato aconteceu?
      O pai ligou novamente avisando que viria almoçar.

08 – Por que a mãe de Pedro estava gritando com o filho?
      Porque ela estava de mau humor por que o marido avisou que não viria para o almoço.

09 – O telefone tocou:
a)   Quem era?
    O pai.

b) O que queria?
        Avisar que viria para o almoço.

c)   Como a mãe de Pedro reagiu?
Ficou nervosa, mandou o filho dizer ao pai que estava atrasada para a aula e saiu.

SIMULADO- LITERATURA INFORMATIVA - COM GABARITO


SIMULADO LITERATURA INFORMATIVA


01 – As primeiras manifestações literárias que se registram na Literatura Brasileira referem-se a:
a)   Literatura informativa sobre o Brasil (cronistas) e literatura didática, catequética (obra dos jesuítas).
b)   Romances e contos dos primeiros colonizadores.
c)   Poesia épica e prosa de ficção.
d)   Obras de estilo clássico, renascentista.
e)   Poemas românticos indianistas.

02 – A literatura de informação corresponde às obras:
a)   Barrocas.
b)   Arcádicas.
c)   De jesuítas, cronistas e viajantes.
d)   Do Período Colonial em geral.
e)   N.D.A.

03 – (UNIV. FED. DE SANTA MARIA) – Sobre a literatura produzida no primeiro século da vida colonial brasileira, é correto afirmar que:
a)   É formada principalmente de poemas narrativos e textos dramáticos que visavam à catequese.
b)   Inicia com Prosopopeia, de Bento Teixeira.
c)   É constituída por documentos que informam acerca da terra brasileira e pela literatura jesuítica.
d)   Os textos que a constituem apresentam evidente preocupação artística e pedagógica.
e)   Descreve com fidelidade e sem idealizações a terra e o homem, ao relatar as condições encontradas no Novo Mundo.

04 – “BRANDÔNIO: ...começando, digo que as riquezas do Brasil consistem em seis coisas, com as quais seus povoadores se fazem ricos, que são estas: a primeira, a lavoura de açúcar; a segunda, a mercancia; a terceira, o pau a que chamam do Brasil; a quarta, os algodões e madeiras; a quinta, a lavoura de mantimentos; a sexta e última, a criação de gados. De todas estas coisas, o principal nervo e substância de riqueza da terra é a lavoura dos açúcares.”
Vocábulo = mercancia: comércio.
Este trecho, de Ambrósio Rodrigues Brandão, foi extraído de uma obra pertencente ao Quinhentismo, isto é, às primeiras manifestações literárias. Pelo tom, pode-se dizer que o texto é:
a)   Informativo.
b)   Catequético.
c)   De viajantes estrangeiros.
d)   Propagandístico.

05 – Qual das afirmações NÃO corresponde à Carta de Caminha?
a)   Observação do índio como um ser disposto à catequização.
b)   Deslumbramento diante da exuberância da natureza tropical.
c)   Mistura de ingenuidade e malícia na descrição dos índios e seus costumes.
d)   Composição sob forma de diário de bordo.
e)   Aproximações barrocas no tratamento literário e no lirismo das descrições.

06 – (UNISA) – A “literatura jesuítica”, nos primórdios de nossa história:
a)   Tem grande valor informativo.
b)   Marca nossa maturação clássica.
c)   Visa à catequese do índio, à instrução do colono e sua assistência religiosa e moral.
d)   Está a serviço do poder real.
e)   Tem fortes doses nacionalistas.

07 – A importância das obras realizadas pelos cronistas portugueses dos séculos XVI e XVII é:
a)   Determinada exclusivamente pelo seu caráter literário.
b)   Sobretudo documental.
c)   Caracterizar a influência dos autores renascentistas europeus.
d)   A de terem sido escritas no Brasil e para brasileiros.

08 – São características da poesia do Padre José de Anchieta:
a)   As temáticas indianista e propagandística, visando a ensinar os jovens jesuítas chegados ao Brasil.
b)   Linguagem cômica, visando a divertir os índios; expressão em versos decassílabos, como a dos poetas clássicos do século XVI.
c)   Temas vários, desenvolvidos sem qualquer preocupação pedagógica ou catequética.
d)   Função pedagógica; temática religiosa; expressão em redondilhas, o que permitia que fossem cantadas ou recitadas facilmente.

09 – Anchieta só NÃO escreveu:
a)   Um dicionário ou gramática da língua tupi.
b)   Sonetos clássicos, à maneira de Camões, seu contemporâneo.
c)   Poesias em latim, português, espanhol e tupi.
d)   Autos religiosos, à maneira do teatro medieval.
e)   Cartas, sermões, fragmentos históricos e informações.

10 – (CESMAZON) – O culto à natureza, característica da Literatura Brasileira, tem sua origem nos textos da literatura de informação.
Assinale o fragmento da Carta de Caminha que já revela a mencionada característica.
a)   “Viu um deles umas contas de rosário, brancas; acenou que lhas dessem, folgou muito com elas, e lançou-as ao pescoço.”
b)   “Assim, quando o batel chegou à foz do rio, estavam ali dezoito ou vinte homens pardos, todos nus, sem nenhuma roupa que lhes cobrisse suas vergonhas.”
c)   “Mas a terra em si é muito boa de ares, tão frios e temperados como os de Entre-Douro e Minho, porque, neste tempo de agora, assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas e infindas. De tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem”.
d)   “Porém o melhor fruto, que dela se pode tirar, me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.”
e)   “Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo; tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como quem diz que os havia ali.”

11 – Assinale com E nas erradas e C nas corretas:
(E) A literatura dos viajantes é ocorrência exclusivamente brasileira, não tendo nenhum similar em nenhuma outra parte do mundo.
(E) A literatura brasileira da fase colonial é autônoma em relação à Metrópole.
(E) A poesia de Anchieta está presa aos modelos renascentistas e reflete, em seus sonetos, uma transparente influência de Camões.
(E) Toda a literatura colonial é basicamente advinda dos membros da Companhia de Jesus, sem nenhuma contribuição dos colonos.
(C) A literatura de informação ressalta a importância do trabalho com o estilo, com a forma.
(C) A Carta de Pero Vaz de Caminha é considerado como nossa “certidão de nascimento”.
(E) A atitude de Caminha em frente à terra recém-descoberta é de decepção e de repulsa pelo índio.
(C) A literatura dos cronistas é basicamente informativa, geográfica e curiosa das coisas locais.
(C) A produção informativa do Quinhentismo tem maior valor histórico-documental que literário.
(C) Autores românticos e modernistas valeram-se de sugestões temáticas e formais das crônicas de viagem.
(C) A exaltação das virtudes da terra prestava-se, também, ao incentivo à imigração e aos investimentos da Europa na Colônia.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

MÚSICA(ATIVIDADES): CRIANÇA NÃO TRABALHA - ARNALDO ANTUNES - COM GABARITO

Música(Atividades): Criança Não Trabalha

                                    Arnaldo Antunes
Lápis, caderno, chiclete, peão
Sol, bicicleta, skate, calção
Esconderijo, avião, correria,
Tambor, gritaria, jardim, confusão

Bola, pelúcia, merenda, crayon
Banho de rio, banho de mar,
Pula sela, bombom
Tanque de areia, gnomo, sereia,
Pirata, baleia, manteiga no pão

Giz, merthiolate, band aid, sabão
Tênis, cadarço, almofada, colchão
Quebra-cabeça, boneca, peteca,
Botão. Pega-pega, papel papelão

Criança não trabalha
Criança dá trabalho
Criança não trabalha

1, 2 feijão com arroz
3, 4 feijão no prato
5, 6 tudo outra vez
                              Composição: Arnaldo Antunes / Paulo Tatit.
CD Palavra cantada. World Music, 2000.
Entendendo a canção:
01 – O poema enumera muitas coisas relacionadas com o mundo da criança. O que representam para a criança coisas como:
a)   Bola, boneca, peteca, botão, pega-pega, bicicleta, pelúcia, crayon, pirata, banho de mar, etc.?
As brincadeiras de crianças.

b)   Merenda, bombom, arroz, feijão, manteiga de pão?
Coisas gostosas de comer.

02 – As palavras merthiolate e band-aid parecem ser diferentes das outras. Por que, na sua opinião, elas estão nessa lista de coisas?
      Porque às vezes as crianças se machucam brincando e, por isso, precisam fazer curativos.

03 – No trecho “Criança não trabalha / Criança dá trabalho / Criança não trabalho”, há uma oposição entre o trabalho e o lazer da criança.
a)   Qual é o ponto de vista da canção sobre o trabalho infantil?
A canção rejeita o trabalho infantil.

b)   O que significa, no texto, a expressão dar trabalho?
Ela dá a entender que criança exige cuidado e atenção, ou que criança causa preocupação.

04 – A quinta estrofe reproduz os versos de uma brincadeira infantil que é cantada. Você conhece outras? Se conhecer, conte para seus amigos como é uma delas.
      Resposta pessoal do aluno.