domingo, 6 de janeiro de 2019

MENSAGEM ESPÍRITA: PACIÊNCIA ANTES DA CRISE - JOANNA DE ÂNGELIS-LIVRO DOS ESPÍRITOS - ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS - PARA REFLEXÃO


Mensagem: Paciência Antes da Crise
                                 Joanna de Ângelis

        O homem moderno tem urgente necessidade de cultivar a paciência, na condição de medicamento preventivo contra inúmeros males que o espreitam.
        De certo modo, vitimado pelas circunstâncias da vida ativa em que se encontra, sofre desgaste contínuo que o leva, não raro, a estados neuróticos e agressivos ou a depressões que o aniquilam.
        A paciência é-lhe reserva de ânimo para enfrentar as situações mais difíceis sem perder o equilíbrio.
        A paciência é uma virtude que deve ser cultivada e cuja força somente pode ser medida, quando submetida ao teste que a desafia, em forma de problema.
        O atropelo do trânsito; a balbúrdia geral; a competição desenfreada; o desrespeito aos espaços individuais; a compressão das horas; as limitações financeiras; os conflitos emocionais; as frustrações e outros fatores decorrentes da alta tecnologia e do relacionamento social levam o homem a inarmonias que a paciência pode evitar.
        Exercitando-a nas pequenas ocorrências, sem permitir-se a irritação ou o agastamento, adquirirá força e enfrentará com êxito as situações mais graves.
        A irritação é sinal vermelho na conduta e o agastamento é arma perigosa pronta a desferir o golpe.
*
        Todas as criaturas em trânsito pelo mundo são vítimas de ciladas intencionais ou não.
        Saber enfrentá-las com cuidado, é a única forma de passar incólume.
        Para tanto, faz-se mister desarmar-se das ideias preconcebidas, infelizes, que geram os conflitos.
*
        Se te sentes provocado pelos insultos que te dirigem, atua com serenidade e segue adiante.
        Se erraste em alguma situação que te surpreendeu, retorna ao ponto inicial e corrige o equívoco.
        Se te sentes injustiçado, reexamina o motivo e disputa a honra de não desanimar.
        Se a agressão de alguma forma te ofende, guarda a calma e a verás desmoronar-se.
        A convivências com as criaturas é o grande desafio da evolução porque resulta, de um lado, da situação moral deles, e de outro, do seu estado emocional.
        O amor ao próximo, no entanto, só é legítimo quando não se desgasta nem se converte em motivo de censura ou queixa, em relação às pessoas com quem se convive.
        É fácil amar e respeitar aqueles que vivem fisicamente distantes.
        O verdadeiro amor é o que se relaciona sempre bem com as demais criaturas, quando, porém, o indivíduo pacientemente amar-se a si mesmo, podendo compreender as dificuldades, do ponto de vista do outro, antes que da própria forma de ver.
*
        Fariseus e saduceus, simbolicamente estarão pelo caminho das pessoas robustecidas pelos ideais superiores, tentando, armando-lhes ciladas.
        Ama, em toda e qualquer situação, assim logrando a tua própria realização, que é a meta prioritária da tua existência atual, vivendo com paciência para evitares as crises devastadoras.
De "Alegria de Viver"
De Divaldo Pereira Franco
Pelo Espírito Joanna de Ângelis.

Mensagens Espírita: O livro dos Espíritos

ALLAN KARDEC – Tradução Matheus R. Camargo
Perguntas e respostas
                      Livro Segundo
MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS
                       Capítulo I
        SOBRE OS ESPÍRITOS
ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS

76 – Que definição se pode dar dos Espíritos?
      -- Pode-se dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da Criação. Eles povoam o Universo fora do mundo material.
      Nota: A palavra Espírito é aqui empregada para designar as individualidades dos seres extracorpóreos, e não mais o elemento inteligente universal.

77 – Os Espíritos são seres distintos da Divindade ou são, na realidade, apenas emanações ou porções da Divindade, e por essa razão chamados de filhos de Deus?
      -- Ó Deus! Eles são Sua obra, precisamente como um homem que faz uma máquina; essa máquina é obra do homem, e não ele próprio. Sabes que quando o homem faz uma coisa bela e útil, ele a chama de Seu filho, sua criação. Pois bem! O mesmo se dá em relação a Deus: somos Seus filhos, pois somos obra d’Ele.

78 – Os Espíritos tiveram um princípio ou, assim como Deus, existem desde sempre?
      -- Se os Espíritos não tivessem tido um princípio, seriam iguais a Deus, mas são Sua criação e submetidos à sua vontade. Deus existe desde sempre, isso é incontestável. Porém, quando e como Ele nos criou não o sabemos. Podes dizer que não tivemos um princípio, se com isso entendes que, por ser eterno, Deus deve ter criado ininterruptamente. No entanto, quando e como cada um de nós foi feito, eu insisto, ninguém o sabe – nisto consiste o mistério.

79 – Visto que há dois elementos gerais no Universo, o elemento inteligente e o elemento material, poderíamos dizer que os Espíritos são formados pelo elemento inteligente, da mesma forma que os corpos inertes são formados pelo elemento material?
      -- É evidente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, assim como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo dessa formação é que são desconhecidos.

80 – A criação dos Espíritos é permanente ou só ocorreu na origem dos tempos?
      -- Ela é permanente, o que quer dizer que Deus nunca parou de criar.

81 – Os Espíritos se formam espontaneamente ou se originam uns dos outros?
      -- Deus os criou, assim como todas as outras criaturas, por Sua vontade; mas – mais uma vez – sua origem é um mistério.

82 – É correto dizer que os Espíritos são imateriais?
      -- Como se pode definir uma coisa quando faltam termos de comparação, e com uma linguagem insuficiente? Um cego de nascença pode definir a luz? Imaterial não é a palavra adequada; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, por ser uma criação, o Espírito deve ser alguma coisa. Trata-se de uma matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós, tão etérea que não pode ser percebida pelos vossos sentidos.
      Dizemos que os Espíritos são imateriais porque sua essência difere de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Um povo de cegos não teria termos para exprimir a luz e seus efeitos. O cego de nascença julga ter todas as percepções pela audição, o olfato, o paladar e o tato; ele não compreende as ideias que lhe indicaram o sentido que lhe falta. Da mesma forma, em relação à essência dos seres sobre-humanos, somos verdadeiros cegos. Só podemos defini-los por meio de comparações sempre imperfeitas, ou por um esforço de nossa imaginação.

83 – Os Espíritos têm um fim? Compreende-se que o princípio de que eles emanam seja eterno, mas o que perguntamos é se sua individualidade tem um término e se, num certo tempo, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se dissemina, retornando à massa, como ocorre com os corpos materiais. É difícil compreender que uma coisa que teve começo possa não terminar.
      -- Há muitas coisas que não compreendeis, porque vossa inteligência é limitada, e esta não é uma razão para rejeitá-las. A criança não compreende tudo o que seu pai compreende, nem o ignorante tudo o que compreende o sábio. Nós te dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim; é tudo que podemos dizer agora. 

CRÔNICA: CHEGAM OS SUPER-HERÓIS - WALCYR RODRIGUES CARRASCO - COM GABARITO

CRÔNICA: CHEGAM OS SUPER-HERÓIS     

Walcyr Rodrigues Carrasco

    O Super-Homem chegou à cidade!
  Não só ele, não! Um monte de super-heróis!
  Foi assim. A Heloísa estava lendo o jornal da mãe dela quando viu, na primeira página, o Super-homem. Correu a ler. E ficou sabendo que ele e mais uma porção de heróis americanos tinham feito um filme, chamado Legião de Super-Heróis contra os invasores do espaço. O filme ia começar a passar naqueles dias e todos os super-heróis estavam num grande hotel da cidade falando com repórteres e desfilando pelas ruas.
        – Que maravilha! – disse o Tomé quando soube.
        E só porque a Heloísa tinha visto no jornal, ele abriu o coração. Contou como tinha vontade de conhecer os super-heróis de perto, e ser um deles também. De voar, de ver mundos, de segurar trem com uma mão só! Ele pensou que a Heloísa ia rir. Mas não riu não.
        – Eu sempre achei que você era mesmo vidrado em super-herói! – disse ela.
        Então o Tomé viu que não tinha outro jeito.
        – É agora ou nunca! Heloísa, eu vou até o hotel em que eles estão.
        – Eu vou com você.
        Tomé não gostou muito da ideia.
        – Mas será que eles vão deixar os dois se transformarem em super-heróis?
        – Ué, por que não?
        – Mas fica feio... você é menina.
        – E daí? Tem mulher que é super-herói também, não tem?
        Tomé decidiu:
        – Tá, você vai. Mas, se só puder ser um, eu estou na frente. Tive a ideia primeiro!
        – Certo!
        Mas Tomé pensou uma coisa:
        – Heloísa! Nenhum Homem-Fogo, nenhum super-herói vai querer ajudar a gente assim sem mais nem menos, vai? Mas e se eu mostrar que sou um grande cientista? Vou levar minha barata!
        – E eu, minha bola! Vou mostrar meu chute!
        Heloísa correu a pegar a bola, Tomé vestiu a fantasia de Super-Tomé, que andava esquecida no fundo do armário, pegou a panela cheia de baratas. Se o antídoto ainda não tivesse funcionando, ele ia mostrar um baratão! Juntaram todo o dinheiro que tinham e foram até o centro da cidade. Pergunta daqui, pergunta dali encontrou o hotel. Que era, por sinal, enorme, com escadarias e um homem todo fardado, mais fardado que polícia, parado na porta.
        – Onde é que vocês vão?
        – Falar com o Super-Homem.
        – Não pode, ele tá muito ocupado! – riu o homem.
        Heloísa e Tomé se olharam. Nesse instante ia saindo um casal cheio de malas. O homem foi obrigado a abrir a porta. E os dois entraram correndo. O homem foi atrás, gritando:
        – Voltem aqui! Moleques!
        Tomé e Heloísa corriam no meio das pessoas com malas, e mais uma porção de homens e mulheres uniformizados. No meio da confusão, eles viram que estavam na frente do elevador vazio. Entraram e apertaram o último botão.
        Bem a tempo! O porteiro já estava chegando. Mas as portas se fecharam e ele começou a subir, subir tanto que até dava vertigem. Ainda mais porque o elevador era todo transparente, e dava pra ver até o chão!
        –- Tomé, como a gente vai fazer pra ir embora? O homem vai chamar a polícia.
        –- Depois que a gente virar super-herói, ninguém mais vai nos prender!
        Subiram, subiram.
        As portas do elevador se abriram para um salão maravilhoso, todo cheio de tapetes. E ali, com copos na mão, comendo empadinhas, sanduíches, croquetes, coxinhas, mil sanduichinhos que garçons serviam em bandejas, estavam ELES! Sim, os super-heróis, vestidos como nos filmes, conversando com jornalistas de pé que escreviam tudo o que eles diziam. 
        [...]
        Um fotógrafo que estavam perto começou a bater fotos. Alguns jornalistas se aproximaram, perguntaram o nome completo do Tomé e da Heloísa, em que colégio eles estudavam, quantos anos tinham. Aí, todos os super-heróis se reuniram em torno dos dois, falando sem parar numa língua esquisita, que devia ser inglês, e abriram a maior bocona no maior sorriso pra tirar fotos. Tomé estava emocionado. Nunca pensou que fosse ser tão bem recebido. Mas sabia que tinha alguma coisa a explicar:
        – Heloísa, eles não estão entendendo nada!
        – Eles pensam que a gente é fã!
        Foi ela quem teve a ideia primeiro.
        – Mostre pra eles, Tomé!
        – Mostrar o quê?
        – A tua barata poderosa! Assim eles vão ver que estão falando com um cientista de verdade!
        – É mesmo!
        Tomé estendeu a panela.
        O Homem-Aranha riu, entusiasmado:
        – What is this, popcorn?
        Estendeu a mão.
        Tomé abriu a panela! As baratas saíram voando em todas as direções ao mesmo tempo. E com elas foi um corre-corre, uma gritaria danada. Os super-heróis corriam como um bando de gansos assustados!
        – Help me, help me! – gritavam todos.
        O Super-Homem, que no cinema todo mundo pensa que é o máximo, subiu numa mesa, gritando e dando tapinhas numa baratona que estava pousada na capa. O Homem-Aranha correu pra trás da cortina. As super-heroínas saltaram em direção ao elevador. Os jornalistas foram para baixo das mesas. Os garçons derrubaram as bandejas.
        Ninguém voou, ninguém lançou raios, nada!
        Tomé e Heloísa não conseguiram entender. Que decepção!
        Se eles tinham poderes, por que não usavam? Ou só faziam truque de cinema?
        Que bobagem! E como eram medrosos! Tanto barulho por umas baratinhas de nada!
        Tomé jogou a panela num canto, Heloísa segurou a bola. Foram para o elevador.
        Nem conseguiram falar nada. Quando desceram, o porteiro gritou:
        – Ah! Achei! Fora daqui!
        Nem ligaram. Saíram de cabeça baixa.
        Que decepção!
        Como podia ser?
           CARRASCO, Walcyr Rodrigues. Cadê o super-herói?
6. ed. São Paulo, Global, 1988. (Título nosso).
Entendendo o texto:
01 – Quem viu primeiro a notícia de que os super-heróis chegariam à cidade?
      Foi Heloisa.

02 – O que o narrador quer dizer ao afirmar que Tomé “abriu o coração”?
      O narrador quer dizer que Tomé revelou um desejo muito íntimo, o qual ele não contava a ninguém por receio de parecer ridículo.

03 – Qual era o grande desejo de Tomé?
      Tornar-se um super-herói.

04 – Tomé tenta fazer Heloísa desistir de acompanha-lo ao hotel onde estão hospedados os super-heróis. Mas acaba consentindo com isso mediante uma condição. Qual a condição?
      A condição era que, se apenas um deles pudesse se transformar em super-herói, seria ele que se transformaria.

05 – Por que o menino se vestiu de Super-Tomé?
      Porque ele pensava que desse modo chamaria a atenção dos verdadeiros super-heróis.

06 – Como as crianças conseguiram fugir do porteiro e entrar no hotel?
      Aproveitaram a saída de um casal carregado de malas para entrar correndo.

07 – Por que Tomé e Heloísa ficaram incomodados com a ideia de parecerem fãs dos super-heróis?
      Porque eles não queriam simplesmente tirar fotos ou obter o autógrafo dos super-heróis. Eles queriam ser um deles também.

08 – Qual foi a grande decepção de Tomé e Heloísa?
      Foi ver que os super-heróis eram medrosos e não tinham superpoderes.

09 – O narrador conta a história como se fosse um menino falando, com expressões da linguagem informal do dia-a-dia. Cite dois exemplos dessa linguagem no texto, nas falas do narrador.
      “... um homem todo fardado, mais fardado que polícia...”; “... o elevador era todo transparente, e dava pra ver até o chão!”; etc.

10 – As expressões propositalmente exageradas do texto são um recurso que o autor usa para dar ao leitor a ideia do entusiasmo e ansiedade dos garotos por causa da chegada dos super-heróis.
Em vez de dizer, por exemplo, “vários super-heróis”, o autor escreve “Um monte de super-heróis”.
Encontre no texto as expressões que substituem os trechos destacados abaixo, reescrevendo as frases:

a)   As portas do elevador se abriram para um salão maravilhoso, com muitos tapetes.
As portas do elevador se abriram para um salão maravilhoso, todo cheio de tapetes.

b)   E ali, com copos na mão, comendo empadinhas, sanduíches, croquetes, coxinhas, vários sanduichinhos... estavam ELES!
E ali, com copos na mão, comendo empadinhas, sanduiches, croquetes, coxinhas, mil sanduichinhos... estavam ELES!

c)   Aí, todos os super-heróis se reuniram em torno dos dois, falando muito...
Aí, todos os super-heróis se reuniram em torno dos dois, falando sem parar.

d)   ... e abriram a boca num sorriso largo para tirar fotos.
... e abriram a maior bocona no maior sorriso pra tirar fotos

CRÔNICA: CELEBRAÇÃO DA FANTASIA - EDUARDO GALEANO - COM GABARITO

CRÔNICA: Celebração da fantasia
                                Eduardo Galeano

 
        Foi na entrada da aldeia de Ollantaytambo, perto de Cuzco. Eu tinha-me livrado de um grupo de turistas e estava sozinho, olhando de longe as ruínas de pedra, quando um menino do lugar, esquelético, esfarrapado, se aproximou para me pedir que lhe desse como presente uma caneta. Eu não podia dar a caneta que tinha, porque estava a usá-la para fazer sei lá que anotações, mas ofereci-me para desenhar um porquinho na sua mão.
        Subitamente, correu a notícia. E de repente vi-me cercado por um enxame de meninos que exigiam, aos berros, que eu desenhasse nas suas mãozinhas, rachadas de sujidade e de frio, pele de couro queimado: havia os que queriam um condor e uma serpente, outros preferiam periquitos ou corujas, e não faltava quem pedisse um fantasma ou um dragão.
        E então, no meio daquele alvoroço, um desamparadozinho que não chegava a mais de um metro do chão, mostrou-me um relógio desenhado com tinta negra no seu pulso:
        — Quem me mandou o relógio foi um tio meu, que mora em Lima — disse ele.
        — E funciona bem? — perguntei.
        — Atrasa um pouco — reconheceu.

                                             Eduardo Galeano, O livro dos abraços.
Entendendo o texto:

01 – Na sua opinião, o título do texto é adequado? Por quê?
      Resposta pessoal do aluno.

02 – Leia estes pares de orações:
I – Eu tinha me soltado de um grupo de turistas e estava sozinho.
II – Eu não podia dar a caneta porque estava usando-a.
III – Os meninos pediram que eu desenhasse em suas mãos.

a)   Do modo como estão dispostas, as orações de cada pares estão relacionadas por alguma palavra?
Não.

b)   Volte ao texto e identifique a palavra que liga as orações.
E, porque, que.

c)   No texto, a relação entre as orações de cada pares é explicitada por meio da palavra que as liga?
Sim.

03 – No texto, em qual pares de orações da questão anterior a palavra que liga uma oração à outra:
a)   Introduz a causa ou a explicação relativa ao que se afirmou antes?
No pares II.

b)   Estabelece uma relação de adição?
No pares I.

c)   Introduz uma oração que serve de objeto direto do verbo?
No pares III.




SUBSTANTIVO - GÊNERO - EXERCÍCIOS COM GABARITO


EXERCÍCIOS

01 – COMPLETE ADEQUADAMENTE COM O ARTIGO MASCULINO(o) OU FEMININO(a) AS PALAVRAS ABAIXO:
A)   O PADRASTO                   B) O PARDAL
C)   A                               D) O MARIDO
E)   A FREIRA                        F) A FÊMEA
G)   A POETISA                     H) O GIGANTE
I)    O ALFAIATE                    J) A IRMÃ
K)   A ALCATEIA                    L) A TIGRESA
02 – PASSE AS FRASES PARA O FEMININO:
A)      MEU FILHO FOI TESTEMUNHA DO CASAMENTO.
Minha filha foi testemunha do casamento.   
B)      O ATOR ATUOU NO FILME.
    A atriz atuou no filme.
C)      O COSTUREIRO FEZ UMA LINDA ROUPA.
    A costureira fez uma linda roupa.
D)      O RÉU FOI CONDENADO.
    A ré foi condenada.
03 – TRANSFORME OS SUBSTANTIVOS ABAIXO EM FEMININO E FORME UMA FRASE PARA CADA UM:
A)   BARÃO: O barão se casou com uma mulher fazendo-a de baronesa.
B)   ANÃO: A anã participou das apresentações no circo.
C)   ANCIÃO: A anciã tem muitos filhos.
D)   PRÍNCIPE: A princesa se veste lindamente.
E)   GENRO: A nora tem problemas com a sogra.
F)  LADRÃO: A ladra roubou minha bolsa.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

MÚSICA(ATIVIDADES): ONU, ARMA MORTAL - TOM ZÉ - COM GABARITO

Música(Atividades): ONU, Arma Mortal

                                         Tom Zé
No reco-reco u.n. onu
Teleco-teco onu u.n.
Nesse pagode u.n. onu
Naquele rock onu u.n.

Uma onu pra manter a paz
E a turma lá, que turma,
Fabrica armas mortais

Bis fuzil, metralhadora, cruzador
No squindô squindô dô
Bazuca, bomba, tanque arrasador
No squindô squindô dô
                                        Composição: Tom Zé
Entendendo a canção:
01 – Qual o nome da canção? Quem é o compositor?
      ONU, Arma Mortal. Tom Zé.

02 – De quantas estrofes e quantos versos têm na canção?
      Possui 03 estrofes e onze versos.

03 – Com base no que você aprendeu sobre a ONU, comente a letra da canção.
      Resposta pessoal do aluno.

04 – Que outro título você daria para a canção? Justifique sua resposta.
      Resposta pessoal do aluno.


CRÔNICA: CORAÇÃO MATERNO - PAULO MENDES CAMPOS - COM GABARITO

Crônica: Coração Materno
            Paulo Mendes Campos
                           
        Duas horas da tarde. Ali no início do Morro da Viúva fizeram sinal: duas senhoras, ambas de cabelos brancos, preparavam-se para entrar no lotação, quando o motorista gritou: “Um lugar só”. A velhinha mais velha, já com o pé colocado no carro com imensa dificuldade, conseguiu retirar a perna comprometida, com dificuldade ainda maior, sob os protestos persuasivos da velha mais moça, que dizia:
        -- Vai, mamãe, vai a senhora, eu vou em outro.
        A mãe se desmanchando em timidez, medo e bondade, sorria:
        -- Não, minha filha, eu não posso te deixar aqui sozinha.
        -- Vai, mamãe.
        -- Não, minha filha.
        -- Pelo amor de Deus, mãe; o homem está esperando.
        -- Mas... minha filha?!
        Os passageiros aguardavam com a tolerante paciência de quem tem ou já teve mãe. O motorista fez força (e o conseguiu, parabéns) para refrear a sua fúria de Averno.
        -- Vai, mãezinha; aqui neste ponto é difícil arranjar dois lugares.
        -- Não posso te deixar sozinha, minha filha. Nunca!
        Diante do impasse, levantou-se, resoluto, um senhor sentado no banco da frente, oferecendo-se para ir em pé, as duas senhoras iriam sentadas. Ah, mas isso não, aparteou o motorista, era contra o regulamento, dava multa. O amável passageiro descompôs o regulamento do tráfego e os demais regulamentos: eram desumanos. Ao pé da calçada, o torneio sentimental de mãe e filha continuava:
        -- Vai, vai, mãe.
        -- Não posso ir sem você, minha filha.
        Quem viu a necessidade eventual de perder docemente a paciência foi a filha. Usando de energia adequada ao momento, segurou o braço da velhinha (mas velhinha mesmo, frágil, frágil), empurrou-a com o mínimo de força necessária, proferiu uma ordem imperiosa:
        -- Vai, mãe.
        E a velha mais moça se afastou em passadas compridas, impedindo a contramarcha da velha mais velha, que estava no limite extremo de sua timidez, e não teve outro jeito senão agarrar-se ao braço do motorista, entrar penosamente, sorrir pedindo perdão para todos os passageiros. Ajeitou-se no banco, esperou o barulho do motor e comentou para a vizinha (que a olhava, compreendendo tudo, as velhas, as mães, o cosmos):
        -- Coitadinha! Eu fico morrendo de pena de deixar ela aí, só, tão longe!
        Longe de onde? Das entranhas que criaram uma menina. Longe. Só.
        A viagem para o centro foi recomeçada, sem novidades, todos voltaram para dentro de si mesmos, esquecidos do episódio. A mãe, no entanto, furtiva (certa de que já causar bastantes transtornos naquele dia) inspecionava todos os lotações que ultrapassavam o nosso, aflita em sua quietude, buscando lobrigar a filha. Mas foi só quando o lotação entrou na Avenida, e parou diante de um sinal, que, enfim, a velha mais moça, a filha, apareceu em um lotação ao nosso lado. As duas se sorriram como depois de uma longa e apreensiva travessia. A velhinha chegou a fazer graça:
        -- Graças a Deus, minha filha! Você ainda chegou antes de mim.
        -- Eu não disse, mãe, que não tinha perigo?
        A filha desceu na esquina, chegou até perto da janela do nosso lotação, segurou a mão de sua mãe:
        -- Agora vai direitinha, viu?
        -- Você pode ir descansada, minha filha.
        O lotação arrancou de novo, gestos de adeus, a harmonia voltou ao rosto da nossa velhinha, que tranquilizou também a vizinha de banco:
        -- Ela vai trabalhar no Ministério; eu vou para casa, moro no Rio Comprido.
           CAMPOS, Paulo Mendes. In: Para gostar de ler. 8. ed. São Paulo,
Ática, 1987. v. 2, p. 50-2.
 Entendendo a crônica:

01 – O autor diz: “A mãe se desmanchando em timidez, medo e bondade, sorria”. Que atitude revela o sentimento da mãe em relação à filha? Observe bem os diálogos para responder.
      O fato de a velha mãe não querer separar-se da filha em nenhum momento.

02 – O medo da velha mãe tem razão de ser? Por que ela giu daquela maneira?
      Não, ele (o medo) não tem razão de ser. A atitude da velha mais velha se explica por um exagerado sentimento materno.

03 – O humor é um recurso do texto para tornar a situação menos “dramática” (sob o ponto de vista, claro, da velha mãe). Quem se utiliza do humor no texto? Exemplifique com uma frase.
      O autor-narrador do texto. Possível exemplo: “Os passageiros aguardavam com a tolerante paciência de quem tem ou já teve mãe”.

04 – O que demonstra a filha ao empurrar a mãe para dentro do lotação?
      Demonstra desejo de pôr um fim à situação constrangedora; demonstra, ainda, independência em relação à vontade da mãe.

05 – Como se mostra a velha mãe ao entrar no lotação? Por quê?
      Extremamente tímida. Porque, apesar da aflição em que se encontrava por ter de se separar da filha, conseguia perceber o transtorno que estava causando a motorista e passageiros.

06 – O que significa para você, o último diálogo das duas?
        “— Agora vai direitinha, viu?”
        “— Você pode ir descansada, minha filha.”
      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Quem se preocupa, agora, é a filha, que passa por “mãe” da mãe. E essa troca de “preocupações” significa acordo, harmonia, estabilidade no afeto de mãe e filha.