terça-feira, 25 de dezembro de 2018

CRÔNICA: A CRIAÇÃO DO CARNAVAL - DECLEV DIB-FERREIRA - COM GABARITO

Crônica: A criação do carnaval           

                Declev Dib-Ferreira

        O povo andava triste. Estava todos cabisbaixos, de rostos cansados, sem ânimo. O rei andava preocupado. Queria seu povo feliz, ele precisava disso, pois assim seria mais fácil manipula-lo. Poderia aumentar impostos, criar alguns novos, viajar a vontade, roubar, fazer leis absurdas e outras coisas deste tipo; precisava deixar o povo feliz apesar de todos os absurdos que ele o faz sofrer.
       Como parecia uma missão quase impossível, o rei contratou os melhores especialistas em diversas áreas de todo o mundo: psicólogos, músicos, artistas, animadores de festas, humoristas, bobos da corte, filósofos, entre outros.
        O rei ordenou que ficassem reunidos o tempo que fosse necessário para realizar o trabalho. Então esses profissionais ficaram discutindo durante horas e horas, dias e dias, semanas... Após vários meses de reuniões interruptas dentro do castelo, eles estavam cansados e abatidos como o povo do reino. Decidiram então, que deveriam descansar e se divertir um pouco. Pediram ao rei comidas e bebidas a vontade, dizendo que esta festa seria indispensável à continuação do trabalho. O rei atendeu. Comeram e beberam até ficarem tão embriagados que começaram a cantar e pular e agarrarem-se. Resolveram fazer uma brincadeira: todos iriam trocar de roupas uns com os outros. Sentiram-se tão alegres que dançaram e cantaram o mais que podiam. Do lado de fora da sala, o rei nada entendia, ouvindo toda aquela cantoria.
        No dia seguinte estavam exaustos, jogados pelo chão, de caras amarrotadas e com a maior ressaca de suas vidas. Mas estavam felizes como nunca. Foi ai que ocorreu-lhes um estalo: a resposta estava ai! O rei deveria organizar uma festa, regada à muita bebida, muita música e muita dança, onde todos trocariam de roupas com todos. O rei adorou a ideia.  
        Assim instituiu o carnaval
        E assim o rei alcançou seu objetivo...

Entendendo o texto:
01 – Por que o título do texto, é “A criação do carnaval”?
      Porque de acordo com o texto, foi o tipo de festa onde aconteceu tudo como o rei queria.

02 – Esta narrativa explica a origem de que festa popular? 
      A festa do carnaval.

03 – Quem são os personagens dessa história? 
      O rei e os especialistas.

04 – Onde se passa a história? 
      No castelo.

05 – Em que época acontece essa história.
      No texto não aparece tempo ou época.

06 – Qual o clímax da história, ou seja, qual é a parte de suspense?  
      Quando o rei fica curioso. “Do lado de fora da sala, o rei nada entendia, ouvindo toda aquela cantoria.”

07 – Qual é o desfecho da história, ou seja, como termina a história? 
      O rei deveria organizar uma festa, regada à muita bebida, muita música e muita dança, onde todos trocariam de roupas com todos.   
   
08 – Assinale qual é o gênero textual desta história:
(X) Crônica          (  ) Fábula         (  ) Lenda          (  ) Reportagem

Escreva como você chegou à conclusão:
      Porque é um texto narrativo e curto, que traz um fato do cotidiano.

09 – Faça uma leitura nas entrelinhas deste texto e escreva o seu entendimento.
      Resposta pessoal do aluno.

10 – Quais são os tipos de especialista que foram contratados pelo rei? Cite 03 tipos que você acha ser mais importante.
      Resposta pessoal do aluno.





TEXTO: POR QUE GOSTAMOS TANTO DE DOCES? COM GABARITO

Texto: Por que gostamos tanto de doces?


        Em diferentes fases na história da humanidade, o homem precisou comer alimentos adocicados para sua sobrevivência, pois os doces são ricos em glicose, que fornece energia para as células. Além disso, o sabor adocicado servia para indicar quais alimentos eram saudáveis, venenosos ou estragados. Essa necessidade tornou o homem um ser programado para ingerir doces. A língua e o nariz, por exemplo, são forrados de células com a função de detectar o sabor e o aroma dos doces. Por isso, as pessoas gostam tanto de comer guloseimas, pois a humanidade pode estar “programada” para comer doces. Mas vale lembrar: nunca é bom comer demais! O melhor é comer o suficiente para fornecer energia ao organismo.

              Disponível em: http://bioferams.org/2010/12 - perguntas sobre açúcar.
Acesso em: 223 jan. 2011. (Adaptação).
Entendendo o texto:
01 – Você prefere doces ou salgados? Geralmente, quais são mais saudáveis?
      Resposta pessoal do aluno. Geralmente o mais saudável são a base de frutas e verduras.

02 – Quais são os principais sabores que as pessoas costumam reconhecer? Deem exemplos de alimentos que tenham esses sabores.
      Doce, salgado, azedo, amargo, apimentado.

03 – Pela leitura do texto, é possível dizer que é necessário comer doces? Por quê?
      É necessário, pois, além de fazer parte da “programação genética” da humanidade, os alimentos doces fornecem energia para o corpo.

04 – Repare no nome da fonte de onde foi extraído esse texto. Com base nisso, pode-se prever que, no site:
(X) Há outras informações sobre o assunto e que elas estão organizadas no formato perguntas/respostas.
(   ) Só há essa pergunta/resposta.

05 – Liste algumas guloseimas que você gosta de comer. Avalie se não exagera na quantidade.
      Resposta pessoal do aluno.

06 – Hoje, as pessoas comem doces pelos mesmos motivos que o homem pré-histórico? Explique.
      Em parte sim, em parte não. As pessoas continuam tendo, nos doces, uma fonte de energia para as células de seu organismo, por outro lado, não é mais preciso identificar, pelo sabor adocicado, se os alimentos são saudáveis, venenosos ou estragados.

07 – Quando se gosta do sabor de um alimento, é possível dizer que ele é saboroso, pois essa palavra dá uma característica ao alimento. Note outros exemplos com palavras que estão dando características:
·        Alimentos venenosos;
·        Alimentos estragados;
·        Alimentos adocicados.

Agora é a sua vez! liste algumas palavras para caracterizar comida.
      Algumas possibilidades: Apetitosa; quente; fria; saudável.

08 – Observe a palavra destacada a seguir e, depois, reescreva o enunciado trocando-a por uma escolhida no quadro:
Desejar – sentir – saborear – perceber – procurar – notar.    
·        A língua e o nariz, por exemplo, são forrados de células com a função de detectar o sabor e o aroma dos doces. 
      Pode ser: Sentir – perceber – notar.

QUIZ: HOJE É O DIA DE N.SRA. APARECIDA O QUE VOCÊ SABE SOBRE ISSO? COM GABARITO

QUIZ: Hoje é o dia de N. Sra. Aparecida o que você sabe sobre isso?                         

       Ricardo Mari – 12 out 2016

    Dia 12 de outubro dia das crianças e também de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, em todo o pais esta festa católica faz com que as igrejas devotas a Senhora Aparecida lotem em Missas com a temática Mariana.
  Mas, nós do Mais de Deus elaboramos um quiz para te ajudar a saber o quanto você conhece sobre a história desta devoção Mariana, não estamos medindo a sua fé, isso só Deus que sonda os corações sabe, apenas estamos te ajudando a aprender um pouco mais de forma criativa e divertida. Vamos lá?

01 – Qual o nome correto dado a Maria nessa devoção católica?
a – Nossa Senhora da Assunção Aparecida
b – Nossa Senhora da Anunciação Aparecida
c – Nossa Senhora da Conceição Aparecida

02 – Quando a imagem de Aparecida foi encontrada?
a – 1716
b – 1717
c – 1719

03 – Como ela foi encontrada?
a – 3 pescadores lançaram a rede no rio e pegaram a imagem
b – 3 pescadores estavam a margem do rio e viram a imagem boiar
c – 3 pescadores pegaram a imagem enroscada nos cestos lançados no rio

04 – Qual o nome do rio em que a imagem foi achada?
a – Rio Paranaíba
b – Rio Paranaguá
c – Rio Paraíba

05 – Quando foi inaugurada a Basílica velha de Aparecida?
a – 1734
b – 1888
c – 1954

06 – Desde quando o dia 12 de outubro é considerado feriado nacional?
a – 1917
b – 1954
c – 1980

07 – Qual foi o primeiro milagre creditado à Senhora de Aparecida?
a – Cura do pescador Domingos Garcia
b – Grande pesca após o encontro da imagem
c – A correnteza do rio diminuiu e o sol se moveu

08 – Quem ofereceu uma coroa de ouro a imagem de Aparecida?
a – Princesa Isabel
b – Dom Pedro 2
c – Getúlio Vargas

09 – No ano de 1978 um atentado contra a imagem esmigalhou a mesma, você sabe como isso aconteceu?
a – Um assaltante roubou a imagem do altar e na fuga deixou cair
b – Um jovem protestante jogou a imagem no chão para destruí-la
c – Uma mulher com problemas mentais pegou a imagem achando que era sua filha e deixou caí-la.

10 – Qual o tamanho da imagem de Aparecida?
a – 40 centímetros
b – 53 centímetros
c – 60 centímetros


segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

MÚSICA(ATIVIDADES): O DIA EM QUE A TERRA PAROU - RAUL SEIXAS - COM GABARITO

Música(Atividades): O Dia em que a Terra Parou

                                       Raul Seixas

Essa noite eu tive um sonho
de sonhador
Maluco que sou, eu sonhei
Com o dia em que a Terra parou
com o dia em que a Terra parou

Foi assim
No dia em que todas as pessoas
Do planeta inteiro
Resolveram que ninguém ia sair de casa
Como que se fosse combinado em todo
o planeta
Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém ninguém

O empregado não saiu pro seu trabalho
Pois sabia que o patrão também não tava lá
Dona de casa não saiu pra comprar pão
Pois sabia que o padeiro também não tava lá
E o guarda não saiu para prender
Pois sabia que o ladrão, também não tava lá
e o ladrão não saiu para roubar
Pois sabia que não ia ter onde gastar

No dia em que a Terra parou (Êêê)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou

E nas Igrejas nem um sino a badalar
Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá
E os fiéis não saíram pra rezar
Pois sabiam que o padre também não tava lá
E o aluno não saiu para estudar
Pois sabia o professor também não tava lá
E o professor não saiu pra lecionar
Pois sabia que não tinha mais nada pra ensinar
No dia em que a Terra parou (Ôôôô)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Uuu)
No dia em que a Terra parou

O comandante não saiu para o quartel
Pois sabia que o soldado também não tava lá
E o soldado não saiu pra ir pra guerra
Pois sabia que o inimigo também não tava lá
E o paciente não saiu pra se tratar
Pois sabia que o doutor também não tava lá
E o doutor não saiu pra medicar
Pois sabia que não tinha mais doença pra curar

No dia em que a Terra parou (Oh Yeeeah)
No dia em que a Terra parou (Foi tudo)
No dia em que a Terra parou (Ôôôô)
No dia em que a Terra parou

Essa noite eu tive um sonho de sonhador
Maluco que sou, acordei

No dia em que a Terra parou (Oh Yeeeah)
No dia em que a Terra parou (Ôôô)
No dia em que a Terra parou (Eu acordei)
No dia em que a Terra parou (Acordei)
No dia em que a Terra parou (Justamente)
No dia em que a Terra parou (Eu não sonhei acordado)
No dia em que a Terra parou (Êêêêêêêêê...)
No dia em que a Terra parou (No dia em que a terra
parou)

                          Compositor: Raul Seixas E Claudio Roberto

Entendendo a canção:
01 – O que o autor da canção quis dizer ao escrever “a Terra parou”?
      Resposta possível: que as pessoas resolveram que, naquele dia, não sairiam de casa.

02 – Você acha que em nossa sociedade as pessoas dependem uma das outras? De que forma?
      Sim, cada um tem uma função da qual dependem outras pessoas, direta ou indiretamente.

03 – Leia de novo a letra da música e tente achar nela exemplos dessas relações.
      Empregado – patrão; dona de casa – padeiro; doente – médico, etc.

04 – Analisando a canção, é possível perceber que a Terra em si não parou de verdade. Quando o autor se refere à parada da Terra, está querendo dizer o quê?
      Que o espaço geográfico é que parou, pois não havia ação humana para habitar, produzir, estudar e transformar esse espaço.




CRÔNICA: A CASA DAS ILUSÕES PERDIDAS - MOACYR SCLIAR - COM GABARITO

Crônica: A casa das ilusões perdidas
                                           
 MOACYR SCLIAR

        Quando ela anunciou que estava grávida, a primeira reação dele foi de desagrado, logo seguida de franca irritação. Que coisa, disse, você não podia tomar cuidado, engravidar logo agora que estou desempregado, numa pior, você não tem cabeça mesmo, não sei o que vi em você, já deveria ter trocado de mulher havia muito tempo. Ela, naturalmente, chorou, chorou muito. Disse que ele tinha razão, que aquilo fora uma irresponsabilidade, mas mesmo assim queria ter o filho. Sempre sonhara com isso, com a maternidade -e agora que o sonho estava prestes a se realizar, não deixaria que ele se desfizesse.
        --Por favor, suplicou. --Eu faço tudo que você quiser, eu dou um jeito de arranjar trabalho, eu sustento o nenê, mas, por favor, me deixe ser mãe.
        Ele disse que ia pensar. Ao fim de três dias daria a resposta. E sumiu.
        Voltou, não ao cabo de três dias, mas de três meses. Àquela altura ela já estava com uma barriga avantajada que tornava impossível o aborto; ao vê-lo, esqueceu a desconsideração, esqueceu tudo - estava certo de que ele vinha com a mensagem que tanto esperava, você pode ter o nenê, eu ajudo você a criá-lo.
        Estava errada. Ele vinha, sim, dizer-lhe que podia dar à luz a criança; mas não para ficar com ela. Já tinha feito o negócio: trocariam o recém-nascido por uma casa. A casa que não tinham e que agora seria o lar deles, o lar onde – agora ele prometia – ficariam para sempre.
        Ela ficou desesperada. De novo caiu em prantos, de novo implorou. Ele se mostrou irredutível. E ela, como sempre, cedeu.
        Entregue a criança, foram visitar a casa. Era uma modesta construção num bairro popular. Mas era o lar prometido e ela ficou extasiada. Ali mesmo, contudo, fez uma declaração:
        -- Nós vamos encher esta casa de crianças. Quatro ou cinco, no mínimo.
        Ele não disse nada, mas ficou pensando. Quatro ou cinco casas, aquilo era um bom começo.
                                      Moacyr Scliar. Folha de São Paulo, 14/6/1999.

Entendendo a crônica:
01 – No texto, a ideia de ilusões perdidas diz respeito à:
a)   Realização da maternidade que, na verdade, não atinge a sua plenitude.
b)   Desolação da jovem mãe ao ver que a casa recebida não era luxuosa como concebera.
c)   Alegria da mãe com a casa e à superação da tristeza pela doação da criança.
d)   Melancolia da mãe por programar todas as crianças que teria para trocar por casas.
e)   Certeza do homem de que a mulher não formará com ele um lar na casa nova.

02 – O texto pertence ao gênero:
a)   Notícia.
b)   Crônica.
c)   Poema.
d)   Conto.

03 – Em “Quando ela anunciou que estava grávida” [...], a palavra grifada na frase estabelece relação de:
a)   Causa.
b)   Tempo.
c)   Oposição.
d)   Adição.

04 – O casal age de modo contrário aos sentimentos comuns de justiça e dignidade. No contexto da narrativa, tais comportamentos explicam-se:
a)   Pela falta de amor que há entre a mulher e o companheiro, fazendo com que tudo que os rodeia se torne um negócio vantajoso.
b)   Pelo ódio exagerado que a mulher sente do companheiro e pela forma displicente e pouco amável como ele a vê.
c)   Pelo amor exagerado que a mulher sente e pela confusão de sentimentos que o companheiro vive na descoberta desse amor.
d)   Pela submissão exagerada da mulher ao companheiro e pela forma mesquinha e interesseira como ele resolve as coisas.

05 – As duas frases finais do texto deixam evidente que ter mais filhos:
a)   É uma possibilidade pouco atraente para o casal que, por hora, já conquistou algo à custo de sofrimento.
b)   Será para o casal uma forma de alcançar a felicidade, já que a mulher e seu companheiro poderão ter a casa cheia de crianças.
c)   Pode tornar-lucrativo na ótica do companheiro, embora a mulher ainda veja isso com olhos sonhadores.
d)   Se torna uma forma de compensar o episódio pouco feliz da doação do primeiro filho do casal.



SONETO: ENQUANTO QUIS FORTUNA QUE TIVESSE - LUIZ VAZ DE CAMÕES - COM GABARITO


Soneto: ENQUANTO QUIS FORTUNA QUE TIVESSE
                                     Luiz Vaz de Camões


Enquanto quis Fortuna que tivesse
Esperança de algum contentamento,
O gosto de um suave pensamento
Me fez que seus efeitos escrevesse.

Porém, temendo Amor que aviso desse
Minha escritura a algum juízo isento,
Escureceu-me o engenho co tormento,
Pera que seus enganos não dissesse.

Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos
A diversas vontades! Quando lerdes
Num breve livro casos tão diversos,

Verdades puras são e não defeitos;
E sabei que, segundo o amor tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos.
                              Luís de Camões. Lírica Completa – II Lisboa: IN-CM, 1994. p. 12

Entendendo o poema:
01 – De que fala o soneto?
      Faz uma reflexão sobre os efeitos avassaladores do Amor.

02 – Nos dois quartetos do soneto acima, duas divindades são contrapostas por exercerem um poder sobre o eu lírico. Identifique as duas divindades e explique o poder que elas exercem sobre a experiência amorosa do eu lírico.
      As divindades são Fortuna e Amor. Tais entes modulam a apreensão amorosa no poema. Por um lado, enquanto Fortuna permitiu, o eu lírico pôde ter “esperança de algum contentamento”. Por outro lado, Amor “escureceu-me o engenho com tormento”. Dessa forma, essas alusões mitológicas geram o conflito entre forças opostas no qual o eu lírico está imerso.

03 – Um soneto é uma composição poética composta de 14 versos. Sua forma é fixa e seus últimos versos encerram o núcleo temático ou a ideia principal do poema. Qual é a ideia formulada nos dois últimos versos desse soneto de Camões, levando-se em consideração o conjunto do poema?
      A ideia contida nos dois últimos versos é a de experiência comum entre eu lírico e o leitor, já que, depois de o leitor experimentar o amor, ele poderia compreender melhor os conflitos amorosos do eu lírico.

04 – Nos sonetos de Camões, inclusive no soneto apresentado acima, é frequente que substantivos que, em circunstâncias normais da língua, são reconhecidos como substantivos comuns apareçam nos poemas como substantivos próprios. No soneto acima, as palavras “Fortuna” e “Amor” aparecem como substantivos próprios, e esse fato é importante para a interpretação do texto. Assinale a alternativa correta, que leva esse fato em consideração:
a)   A “Fortuna” e o “Amor” são representados como força que agem desde fora do sujeito, influindo-lhe atitudes contraditórias e limitando o domínio total de sua própria liberdade individual.
b)   A “Fortuna” e o “Amor” são representados como personagens de ficção, participando da ação dramática de modo dinâmico por meio de falas entre si.
c)   No poema de Camões, apesar de “Fortuna” e “Amor” aparecerem como substantivos próprios, isso não tem nenhuma consequência drástica para a interpretação do texto. Ao escrever substantivos como iniciais maiúsculas, o objetivo do autor é apenas realçar sua importância na economia do texto.
d)   No poema de Camões, a “Fortune” e o “Amor” são representados como estados psicológicos do eu lírico, que se sucedem no desenrolar do poema para lhe incutir sentimentos diferentes diante da mesma experiência.

05 – Podemos dizer que o poema põe em evidência:
a)   Apenas o amor a as armadilhas que este cria para o sujeito.
b)   Somente a inocência daqueles que amam cegamente.
c)   Principalmente a ausência de amor, que faz com que não se compreenda o que o poeta diz.
d)   A arte literária que estabelece um vínculo entre o escritor e o leitor por meio das experiências de ambos.
e)   A ambiguidade da mulher que, representada pelo Amor, é vista como um ser que engana.

06 – Descreva a Fortuna na 1ª estrofe.
      Ela é destino ou entidade mística e espera que o poeta escreva os efeitos dela: a “esperança de algum contentamento” e “o gosto de um suave pensamento”.

07 – Já na 2ª estrofe, o que a voz poética introduz?
      Outra entidade mística: o Amor.

08 – O Amor busca impedir o eu lírico de quê?
      De advertir aqueles que não amam, sobre os perigos desse sentimento.

09 – De que forma é mostrada a força do Amor nas 3ª e 4ª estrofes?
      Do Amor que submete os amantes a seu domínio. E quando os amantes lerem sobre casos de amor, entenderão os versos do eu poemático de acordo com o tipo de amor a que estão submetidos.
                    


POEMA: CADA UM É DE UM JEITO (FRAGMENTO) - COM GABARITO

Poema: Cada um é de um jeito (fragmento)

[...]

Cada um dança como quer.
Cada qual é de um jeito diferente.
Uns são vermelhos, outros brancos.
Pretos ou amarelos.
Uns são jovens, outros velhos.
Bebês e adultos.
São todos retratos de gente.
[...]
             Katia Canton. O trem da história – Uma viagem pelo mundo da arte.
               São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2003.
Entendendo o poema:
01 – De acordo com o texto, você acha que as pessoas são mesmo diferentes?
      Resposta pessoal do aluno.

02 – Qual é o título do poema?
      Cada um é de um jeito.

03 – Este poema possui quantos versos?
      Possui 07 versos.

04 – Quem é a autora do poema?
      Katia Canton.





TEXTO: HISTÓRIA DO SORVETE - GAZETA DO POVO - COM GABARITO

Texto: História do Sorvete

     A ideia de misturar frutas com gelo começou com os egípcios e árabes, mas foi na China, há três mil anos, que o sorvete foi realmente criado. A nobreza oriental preparava uma pasta feita de leite, arroz e frutas que era colocada na neve para solidificar. O principal problema era armazenar neve para o verão em rudimentares, câmaras frigoríficas, subterrâneas com grossas paredes de pedra.
        Na Idade Média, Marco Polo, o explorador veneziano, levou o sorvete para a Itália. Dali, os famosos sucos de frutas congelados alcançaram a França e viraram mania em outros países.
        No Século 16, o italiano Bernardo Buontalenti inventou o sorvete a base de leite, mais macio e nutritivo. No século seguinte, um outro italiano, Procópio Colteli, criou a máquina de fazer sorvete.
        Hoje essa já é uma delícia mundial! De acordo com a Associação Brasileira de Indústrias de Sorvete, só em 2004, no Brasil, foram consumidos 493 milhões de litros dessa gostosura, o que significa o consumo de 2,75 litros por habitante, em média.

                                       Gazeta do Povo. 7 jan. 2006. Caderno Gazetinha, p. 6.
Entendendo o texto:
01 – Você conhece alguém que não goste de sorvete?
      Resposta pessoal do aluno.

02 – Quais os sabores de sorvete que você mais gosta?
      Resposta pessoal do aluno.

03 – Qual das maneiras antigas de preparar o sorvete se parece mais com o “geladinho” ou “raspadinha” que existe hoje?
      A ideia de sucos de frutas congelados.

04 – Os fatos apresentados na reportagem são:
(   ) Do mundo da imaginação.
(X) Do mundo real.

05 – Qual é a ideia principal de cada parágrafo do texto?
    Primeiro parágrafo: como, quando e onde surgiu o sorvete; primeiros ingredientes e dificuldades de armazenamento.
      Segundo parágrafo: Marco Polo levou o sorvete para a Europa.
     Terceiro parágrafo: A criação do sorvete à base de leite e, posteriormente, da máquina de fazer sorvete.
      Último parágrafo: O sorvete é conhecido em todo o mundo e, no Brasil, a média anual de consumo é de 2,75 litros por pessoa.

06 – O que significa a expressão “nobreza oriental”? Pesquise quem são os povos chamados orientais.
      Nobreza oriental é uma referência aos imperadores da China.
     Os povos orientais são: China, Tailândia, Coreia, Taiwan, Indonésia, Filipinas, etc.

07 – Por que o termo “rudimentar” foi empregado para se referir às câmaras frigoríficas? Se necessário, procure essa palavra no dicionário.
        Porque as câmaras frigoríficas da época eram bem primitivas.

08 – Qual era o procedimento realizado para solidificar o sorvete no verão?
      Armazenava-se neve em rudimentares câmaras frigoríficas subterrâneas com grossas paredes de pedra.

09 – É possível saber, pelo texto, por que se diz, hoje, tomar sorvete e não comer sorvete?
      Porque o sorvete é, de início, líquido, e se solidifica ao ser congelado. Assim, vendem-se litros de sorvete e não quilos de sorvete.

10 – Em 2004, no Brasil, as pessoas tomaram, em média, 2,75 litros de sorvete. Isso significa que:
(   ) Somando todos  os sorvetes consumidos no ano, cada brasileiro tomou quase 3 litros de sorvete.
(X) Há pessoas que tomaram mais que 2,75 litros no ano e outras que tomam menos, por isso se diz “em média”.
(   ) O total de sorvete que cada brasileiro tomou, em 2004, foi exatamente igual.