terça-feira, 15 de setembro de 2026

CRÔNICA: SOBRE O FOOTBALL - LIMA BARRETO - COM GABARITO

 Crônica: SOBRE O FOOTBALL

            Lima Barreto

 

        Nunca foi do meu gosto o que chamam Sport, esporte ou desporto; mas quando passo longos dias em casa, dá-me na cisma, devido, certamente à reclusão a que me imponho volun­tariamente, ler as notícias esportivas, pois leio os jornais de cabo a rabo.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi2z_ttI27QHZ4Gk9RgOjANdXl6fns3Awj7rJF5ZbGM2-Tl4xmnykr_-8DBNoxxe_wE83OHkWnEklEVhJruwPDHcU5Ed19RT9Yy_xG86pExMCp_OWt856z0GVfgbTO3Dwl39079fxY-fT0d1LSFYFSk6NbBSuJtDGldG8dPtbOu6wHVQhGm07wdKGvx0jU/s320/images.jpg 


        Nestes últimos dias, todas as notícias sobre um encontro entre jogadores de football daqui e de São Paulo, não me escaparam. Em começo, quando toparam meus olhos com os títulos espalhafatosos, sorri de mim para mim, pensando: estes meninos fazem tanto barulho por tão pouca coisa? Much ado about nothing... Mas, logo ao começo da leitura tive o espanto de dar com este solene período:

        “As acusações levantadas, então, por certa parte da imprensa paulista – manifestações que estamos já agora dispostos a esquecer, mas que não podemos deixar de rememorar – contra a competência e a honestidade do árbitro que ser­viu naquela partida, atribuindo à obra sua a vitória alcançada por nós, preparou o espírito popular na ânsia de uma prova provada de que, com este ou aquele juiz, os jogadores cariocas estão à altura dos seus valorosos êmulos paulistas e são capazes de vencê-los.”

        Diabo! A coisa é assim tão séria? Pois um puro divertimento é capaz de inspirar um período tão gravemente apai­xonado a um escritor?

        Eu sabia, entretanto, pela leitura de Jules Huret, que o famoso match anual entre as universidades de Harvard e Yale, nos Estados Unidos, é uma verdadeira batalha, em que não faltam, no séquito das duas equipes, médicos e ambulâncias, tendo havido, por vezes, mortos, e, sempre, feridos. Sabia, porém, por sua vez, o que é o ginásio da primeira, verdadeiro sanatório de torturas físicas; que o jogo de lá é dife­rente do usado aqui, mais brutal, por exigir o temperamento já de si brutal do americano em divertimentos ainda mais brutais do que eles são. Mas nós?...

        Reatei a leitura, dizendo cá com os meus botões: isto é exceção, pois não acredito que um jogo de bola e, sobretudo jogado com os pés, seja capaz de inspirar paixões e ódios. Mas, não senhor! A coisa era a sério e o narrador da partida, mais adiante, já falava em armas. Puro front! Vejam só este período:

        “As nossas armas, neste momento, são, pois, as da defesa, e da defesa mais legítima, respeitável, mais nobre possível porque ela assenta numa demonstração pública, esperada com cerca de trinta dias de paciência.”

        Não conheço os antecedentes da questão; não quero mesmo conhece-lo; mas não vá acontecer que simples disputas de um inocente divertimento causem tamanhas desinteligên­cias entre as partes que venham a envolver os neutros ou mesmo os indiferentes, como eu, que sou carioca, mas não entendo de football. Acabei a leitura da cabeça e fiquei mais satisfeito. Tinha ela um tom menos apaixonado; tinha o ar dos finais das clássicas discussões jornalísticas sobre arrendamentos ou concessões de estradas de ferro e outras medidas da mais pura honestidade administrativa. Falava na “dura e bem merecida lição para certos jornalistas que não compreendem o espírito que deve mover as suas penas que malbaratam a honra alheia”, etc., etc.

        Continuei a ler a descrição do jogo, mas não entendi nada. Parecia-me todo aquilo escrito em inglês e não estava disposto a ir à estante, tirar o Valdez e voltar aos meus doces tempos dos “significados”. Eram só backs, forwards, kicks, corners; mas havia uma “chutada”, que eu achei engraçado. Está aí uma palavra anglo-lusa. Não é de admirar, pois, desde muito, Portugal anda amarrado à sorte da Inglaterra; e até já lhe deu muitas palavras, sobretudo termos de marinha: revolver vem de “revolver”, português, e commodoro de “comandante”.

        Passei o dia, pensando que a coisa ficasse nisso; mas, no dia seguinte, ao abrir o mesmo jornal e ler as notícias esportivas, vi que não. A disputa continuava, não no ground; mas nas colunas jornalísticas.

        O órgão de São Paulo, se bem me lembro, dizia que os cariocas não eram “cariocas”, eram hebreus, curdos, anamitas; enquanto os paulistas eram “paulistas”. Deus do céu! exclamei eu. Posso ser rebolo (minha bisavó era), cabinda, congo, moçambique, mas judeu – nunca! Nem com dois milhões de contos!

        Esta minha mania de seguir coisas de football estava a fornecer-me tão estranhas sensações que resolvi abandoná-la. Deixei de ler as seções esportivas e passei para as mundanas e para as notícias de aniversário. Mas, parece, que havia algum gênio mau que queria, com as histórias de football, dar-me tenebrosas apreensões.

        Há dias, graças à obsequiosidade de Benedito de Andrade, o valente redator do Parafuso e não menos valente diretor da A Rolha, mandou-me uma coleção deste último semanário, pelo que já lhe agradeci do fundo d’alma.

        Todos os dois magazines são de São Paulo, como sabem. Uma noite destas, relendo o número de 14 de julho, da Rolha, fui dar com a sua seção “esportiva”.

        Tinha jurado não ler mais nada que tratasse de tais assuntos; mas a isso fui obrigado naquele número da Rolha porque vi o título da crônica – “Rio versus São Paulo”. Admirei-me! Pois se o encontro de que já tratei, foi nos pri­meiros dias deste mês, como é que o Baby já o noticia quase um mês antes? Li e vi tratar-se de outro de que nem ti­vera notícias, e isso é tanto assim de notar que o autor da crônica deixa entender que todos nós tínhamos os olhos vol­tados para ele. Leiam isto:

        “Rio versus São Paulo – A Capital Federal está em festas. De vinte em vinte e quatro horas as fortalezas salvam, as bandas de música executam hinos festivos e nas diferentes sedes esportivas o champagne corre a rodo como se estivésse­mos festejando o último dia de guerra. Nas avenidas, praças, ruas e becos, homens já na casa dos cinquenta, matronas escondendo a primavera dos sessenta e crianças ainda mal de­sabituadas dos cueiros, só falam no grande acontecimento que encheu de júbilo um milhão e pouco de almas nascidas e domiciliadas na encantadora Sebastianópolis: a vitória do scratch carioca... Nas redações, os cronistas esportivos já não dormem há uma semana: são os cumprimentos, as telefonadas, os telegramas, os convites, para almoços e para jantares. Tudo isso... porque depois de dezoito anos de lutas o famoso scratch da Metropolitana conseguiu a sua terceira vitória.”

        Meu caro Baby: isto deve ser Bizâncio, no tempo de Justiniano, em que uma partida de circo, com os seus azuis e verdes”, punha em perigo o império; mas não o Rio de Janeiro. Se assim fosse, se as partidas de football entre vocês de lá e nós daqui, apaixonassem tanto um lado como o outro, o que podia haver era uma guerra civil; mas, se vier, felizmente, será só nos jornais e, nos jornais, nas seções esportivas, que só são lidas pelos próprios jogadores de bola adeptos de outros divertimentos brutais, mas quase infantis e sem al­cance, graças a Deus; dessa maneira, estamos livres de uma formidável guerra de secessão, por causa do football!

Brás Cubas, Rio, 15-8-1918.

Entendendo a crônica:

01 – O que leva o narrador, que afirma nunca ter sido partidário de esportes, a ler com atenção as notícias esportivas na imprensa?

      O narrador explica que lê sobre esportes apenas quando passa longos dias em casa devido a uma reclusão a qual se impõe voluntariamente. Nessas ocasiões de isolamento, seu hábito de ler os jornais "de cabo a rabo" faz com que acabe cruzando com essas editorias, gerando uma curiosidade momentânea sobre a repercussão pública dessas disputas.

 

02 – Qual foi a primeira reação do autor ao deparar-se com os títulos espalhafatosos e com a seriedade dos textos sobre a partida entre cariocas e paulistas?

      Inicialmente, o autor reagiu com um sorriso irônico, pensando que aqueles rapazes estavam fazendo "muito barulho por pouca coisa" (Much ado about nothing). No entanto, ao avançar na leitura e deparar-se com trechos que tratavam o jogo de forma excessivamente grave e passional, ele demonstrou grande espanto por ver um mero divertimento tratado com tanta hostilidade e combatividade.

 

03 – Que contraste o cronista estabelece entre o futebol praticado no Brasil e o esporte praticado nos Estados Unidos, conforme sua leitura de Jules Huret?

      O cronista reconhece que nos Estados Unidos, a partida anual entre Harvard e Yale é uma verdadeira batalha violenta — que envolve ambulâncias, feridos e até mortos —, reflexo do temperamento e do ambiente brutal do país e de seus ginásios. Em contrapartida, ele se espanta ao ver que, no Brasil, um esporte teoricamente lúdico e pacífico ("um jogo de bola jogado com os pés") também gerasse tanta paixão, ódios e termos bélicos na imprensa.

 

04 – O que o narrador pensa sobre o uso de termos estrangeiros na crônica esportiva e que curiosidade histórica ele aponta sobre isso?

      O narrador confessa não entender nada da terminologia técnica do esporte, achando que o texto parecia escrito em inglês devido ao uso excessivo de vocábulos como backs, forwards, kicks e corners. Ele diverte-se apenas com a palavra abrasileirada "chutada". Como reflexão histórica, ele observa que a adoção de termos estrangeiros não é de estranhar, lembrando que Portugal sempre esteve ligado à Inglaterra e incorporou termos marítimos britânicos ao seu vocabulário ao longo dos séculos.

 

05 – Qual foi a ofensa velada publicada por um jornal de São Paulo que provocou a indignação bem-humorada do autor?

      O jornal paulista publicou que os jogadores cariocas não eram propriamente "cariocas", mas sim "hebreus, curdos, anamitas", numa tentativa pejorativa de desqualificá-los. O autor reagiu com humor e espanto, afirmando que podia aceitar diversas origens ancestrais de sua árvore genealógica, mas recusava veementemente ser chamado de judeu ("Nem com dois milhões de contos!"), o que o levou a abandonar momentaneamente a leitura daquela seção.

 

06 – O que o semanário paulista A Rolha afirmava de forma exagerada sobre o clima na capital federal após a vitória do scratch carioca?

      O semanário ironizava o clima do Rio de Janeiro exagerando que a cidade estaria em festa máxima — com salvas de fortificações, bandas de música e champanhe correndo a rodo nas ruas —, como se a vitória do time carioca após dezoito anos de derrotas fosse o maior acontecimento histórico do mundo, envolvendo o júbilo de mais de um milhão de habitantes de todas as idades.

 

07 – A qual episódio histórico o autor faz referência ao comparar o fanatismo clubístico e qual conclusão final ele chega sobre os perigos reais dessas rivalidades?

      O autor faz referência ao Império Bizantino no tempo de Justiniano, época em que as disputas entre as facções de circo ("azuis e verdes") eram capazes de colocar o império em perigo. Contudo, concluindo sua crônica de forma irônica e aliviada, ele avalia que, no Rio de Janeiro, o fanatismo pelo futebol não passa de um divertimento infantil e restrito aos jornais, garantindo que a sociedade está livre de uma guerra civil ou de secessão por causa de uma partida de bola.

 

 

CRÔNICA: AS FORMIGAS E O PREFEITO - LIMA BARRETO - COM GABARITO

 Crônica: AS FORMIGAS E O PREFEITO

             Lima Barreto

 

        Esse negócio de saúvas preocupa-me desde menino, quando o meu velho amigo Policarpo Quaresma narrou à minha infância curiosa os suplícios que elas o fizeram sofrer, ao         tempo em que se improvisou agricultor.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTxDmIfMQrL4Rpki6jmvup9vh4p3fe3-nfOkO6KRDQCfKIz0eGFrkcIxg2YQDwX9_gLfelwEx5kZ_HJ8XAafTpeY8XJvDaz3cywW_366DcOdSW4_ygjUMNAshanx70dRvoiPmXWDi5oZDQZKsoFfqeO3rMpkrfbI6chdf7jOD3IBgvlw4arAJRtLFebPw/s320/images.jpg
 

        Já narrei alguns dos episódios da sua luta com elas, em um modesto livro onde expus grande parte de sua vida e descrevi o seu triste fim.

        De uns tempos a esta parte, toda gente, especialmente os agricultores da administração, deu em se preocupar com tão daninhos e inteligentes insetos; e, se Policarpo vivesse, ficaria exuberantemente satisfeito com isso.

        O senhor prefeito, em boa hora, deitou um regulamento, que cogita desse assunto, sobremodo importante para todas espécies de cultura.

        Não li todo o regulamento, mas os jornais deram extratos e, por eles soube que sua excelência por artigo do mesmo, manda o proprietário, o arrendatário ou o locatário extinguir os formigueiros que houver nas respectivas propriedades.

        Sem ser versado em leis, julgo que já existia uma velha postura municipal nos mesmos termos. Creio que foi Policarpo Quaresma quem me informou isso.

        Essa velha postura nunca produziu efeito, como o artigo do regulamento do senhor Amaro nada adiantará, e isto pelo simples fato de não determinar precisamente quem deve ma­tar as formigas.

        A lei cita três espécies de tenentes do terreno, mas não diz claramente qual deles é o responsável, de modo a estar sempre disposto o locatário a empurrar a bucha para o proprietário, e este para aquele; e, durante esse jogo de empurra, as formigas vão ficando em paz e devastando hortas, jardins, pomares e outras plantações.

        Nada entendo de leis, nem quero entender. Sou radicalmente contra elas, pois me julgo de algum jeito maximalista; mas estou disposto a transigir a esse respeito, algumas vezes. Vou ceder agora, neste caso...

        O senhor Amaro, que entende delas e foi o alto juiz, pode bem dar mais precisão ao artigo, indicando precisamente quem tem o dever de matar as saúvas que ocupam tal ou qual terreno.

        Podia o senhor doutor prefeito fazer ainda mais. Organizar uma brigada – não precisava brigadas: bastava um re­gimento de homens afeitos ao mister de extinguir formiguei­ros, acantoná-los em determinadas zonas e oferecer os servi­ços deles mediante módico pagamento, aos que tivessem a obrigação legal de exterminar dos seus terrenos os depredadores himenópteros.

        Não se faz e se fez isso com os mosquitos?

        Poder-se-ia, penso eu realizar modestamente o mesmo para guerrear as formigas.

        Então, desde que o regimento ou a brigada estivesse organizada e cantonada nas zonas que necessitam dos seus serviços, o governo municipal devia perseguir os refratários com todo o rigor da lei.

        Julgo tudo isso prático, porque, morando em pequena chácara, em Todos os Santos e tendo o porão da casa cheio de formigueiros, não os extermino por dois motivos: 1º) não as sei matar e não conheço quem saiba; 2ª) mesmo que soubesse matar saúvas muito humanamente, em face da lei dúbia, es­tava disposto a empurrar a bucha para o proprietário que pode mais do que eu. Eis aí.

Lanterna, Rio, 4-5-1918.

Entendendo a crônica:

01 – Como o narrador introduz a sua preocupação com as saúvas e qual é a figura literária do próprio autor que ressurge nessa lembrança?

      O narrador revela que a preocupação com as formigas saúvas vem desde a infância, período em que ouviu o seu velho amigo Policarpo Quaresma narrar os suplícios sofridos por elas ao tentar se tornar agricultor. Essa menção resgata diretamente o protagonista do romance mais famoso de Lima Barreto (Triste Fim de Policarpo Quaresma), servindo de gancho nostálgico e afetivo para introduzir a discussão sobre o combate a esses insetos.

 02 – Qual é a avaliação que o cronista faz sobre a nova medida adotada pelo senhor prefeito a respeito dos formigueiros?

      O cronista reconhece a importância do tema para a agricultura, mas aponta que a nova medida — um regulamento baixado pelo prefeito que obriga o proprietário, o arrendatário ou o locatário a extinguir os formigueiros — é ineficaz. Para ele, o texto legal repete o erro de velhas posturas municipais ao não definir com precisão de quem é a responsabilidade direta pela execução da tarefa.

 03 – Por que, segundo o texto, a indefinição da lei favorece a proliferação contínua das saúvas?

      A indefinição da lei gera o famoso "jogo de empurra". Como o regulamento cita três figuras diferentes ligadas ao terreno (o proprietário, o arrendatário e o locatário) sem apontar um culpado exclusivo, cada um transfere a obrigação para o outro. Enquanto os envolvidos discutem e evitam assumir o encargo, as formigas permanecem em paz, destruindo hortas, pomares e jardins sem qualquer interferência.

 04 – Como o narrador define sua própria relação ideológica com as leis e de que maneira ele ironiza essa posição no contexto da crônica?

      O narrador afirma de forma bem-humorada que nada entende de leis e que é radicalmente contra elas, considerando-se de algum modo um "maximalista". Contudo, ele ironiza sua própria postura ao dizer que está disposto a transigir e ceder exceções naquele momento específico, demonstrando que, apesar de sua repulsa teórica às normas, reconhece a necessidade de regras claras para solucionar problemas práticos da sociedade.

 05 – Qual é a solução prática e inovadora sugerida pelo cronista para que o poder público realmente ajude a combater as formigas na cidade?

      O cronista sugere que o governo municipal vá além da exigência legal e organize uma brigada ou um regimento de trabalhadores especializados na extinção de formigueiros. Esses profissionais deveriam ser acantonados em zonas críticas e oferecer seus serviços mediante um pagamento módico aos cidadãos que têm a obrigação legal de limpar seus terrenos, facilitando o extermínio prático dos insetos.

 06 – Qual analogia o autor utiliza para defender a viabilidade de sua proposta de combate às saúvas pela prefeitura?

      Para fundamentar sua ideia, o autor faz uma analogia direta com as medidas de saúde pública adotadas contra os mosquitos. Ele questiona se o mesmo esforço prático e organizado que já se fazia (e se faz) no combate aos vetores de doenças não poderia ser modestamente replicado para guerrear as formigas nas zonas urbanas e suburbanas.

 07 – Que motivos pessoais o próprio narrador utiliza para justificar o fato de não eliminar os formigueiros localizados em sua própria residência?

      Morando em uma pequena chácara no bairro de Todos os Santos com o porão cheio de formigueiros, o narrador justifica sua inércia com dois argumentos principais: primeiro, porque não sabe como matar formigas e desconhece quem saiba fazê-lo; segundo, porque mesmo que soubesse eliminá-las de forma humanitária, a ambiguidade da lei o faria preferir "empurrar a bucha" para o proprietário do imóvel, já que este detém maior poder financeiro ou jurídico.

 

 

 

 

CRÔNICA: O QUE É ENTÃO? - LIMA BARRETO - COM GABARITO

 Crônica: O que é Então?

             Lima Barreto

 

        Conheço de nome, o senhor Múcio da Paixão, há muitos anos. Não há revista de teatro, daqui e dos Estados, onde não se encontre sempre alguma coisa dele...

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7d4VC8tiKbNG2_W1vAkEmvesfMM97vrfJ0UAZyH27bwTnQlRkCeYJ7HoPITgBDRM_bY8mAPDvkX-OFPgfPgwQr1DpPzT6GuI2p1jRsRJCQzvEZJH4pNcJeiNdOOxeFouQHoCR4UvE6BYMLhVB6Cpy2y_30DFUoMIZJyAgwVddF02vwd0EzviUtCXciCw/s320/images.jpg 


        Habituei-me a estimá-lo por esse profundo e constante amor as coisas da ribalta. Gosto dos homens de uma única paixão. Não é pois, de estranhar que tivesse lido, há dias na Gazeta do Povo, de Campos, com todo o interesse um artigo seu sobre uma troupe sertaneja que andou por aqui, estando na ocasião naquela cidade. Li-o com tanto interesse quanto a leitura de um outro jornal da rainha da Paraíba me havia deixado uma desagradável impressão. É o caso que A Notícia de lá anunciava o furto de 1:500$000 feito a uma quitandeira espanhola, com o título – “Um grande roubo”. Imaginei logo a bela cidade do açúcar dos ministeriais Meireles Zamiths & Cia, muito pobre a ponto de classificar tão pomposamente um modestíssimo ataque a propriedade alheia. Abandonando a “A Notícia”, e encontrando no então jornal cam­pista, o artigo do senhor Múcio, apressei-me em lê-lo para esquecer o julgamento desfavorável que fizera antes.

        O senhor Múcio gabara muito a troupe, tinha palavras carinhosas para os sertanejos de todas as partes do Brasil, mesmo para aqueles da turma em espetáculos na cidade, que tocavam nas violas a Cavalaria Rusticana e a Carmen. Só ao tratar da cidade do Rio de Janeiro, é que o senhor Múcio foi áspero. Classificou-a de – a menos brasileira das nossas cidades. Eu quisera bem que o escritor campista me dissesse as razões de tal julgamento. Será pela população? Creio que não...

        O último recenseamento desta cidade, feita pelo Prefeito Passos, em 1890, acusava para ela a população total de 811.443 habitantes, dos quais 600.928 eram brasileiros e os restantes 210.515, estrangeiros. Não se pode, creio eu, dizer que uma cidade não é brasileira quando mais de dois terços de sua população o são. Convém ainda reparar que, no número dos estrangeiros, estão incluídos 133.393 portugueses, mais da metade do total de forasteiros, fato de notar, pois os lusitanos muito pouco influem para a modificação dos costumes e da língua.

        Se não é na população que o senhor Múcio foi buscar base para a sua asserção, onde foi então? Nos costumes? Mas que costumes queria o senhor Múcio que o Rio de Ja­neiro tivesse? Os de Campos? Os da Bahia? Os de São Ga­briel?

        Julgo que o confrade das margens do Paraíba tem bastante bom senso para ver que o Rio de Janeiro só pode ter os costumes do Rio de Janeiro.

        E sou levado a pensar assim porque, nesse mesmo artigo seu, o ilustre colega afirma que cada terra cria a sua poesia popular, etc., etc.

        O meu Rio a tem também e, se o estimado publicista lembrar-se dos trabalhos dos estudiosos dessas coisas de folclore, como os senhores João Ribeiro e Sílvio Romero, por exemplo, verão que eles têm registrado muitos cantos, muitas quadras populares próprias ao Rio de Janeiro.

        Poucas informações tenho do esforçado escritor campista, mas imagino que ele conhece muito mal o Rio de Janeiro. Quando vem por aqui adivinho, anda pela Rua do Ouvidor, Avenida, Praia de Botafogo, por todos esses lugares que as grandes cidades possuem para gáudio dos seus visitantes; mas o que constitui a alma, a substância da cidade, o senhor Múcio não conhece e dá provas disso em sua afirmação.

        O Rio de Janeiro é brasileiro a seu modo, como Campos é, como São Paulo é, como Manaus é, etc. Nesta região, preponderaram tais elementos; naquela, houve uma influência predominante, naquela outra, apagaram-se certas tradições e avivaram-se outras; e assim por diante. Mas, um brasileiro de condição média quando vai daqui para ali, compreende perfeitamente tais usanças locais, sejam as do Rio Grande do Sul para as do Pará ou vice-versa. O nosso fundo comum é milagrosamente inalterável e basta para nos entendermos uns aos outros.

        Se o Brasil não é o Rio de Janeiro, meu caro Senhor Múcio da Paixão, o Rio de Janeiro também não é a Rua do Ouvidor. Não se deve, portanto, julgá-lo pela sua tradicional via pública.

        E, se quiser ver, como isto é verdade, venha no mês que vem, assistir o carnaval. Não só o senhor verá que o Rio tem muita coisa de seu, má ou boa como também espontaneamente soube resumir as tradições e cantares plebeus do Brasil todo – o que se vê durante os dias consagrados a Momo.

        Um observador como o senhor é, não há de admitir que só sejam brasileiros a sua “mana-chica”, e o seu “carabas” de Campos e não seja o “cateretê” de São Paulo, se é esse o nome que ali é dado aos saraus de sua gente pobre e rús­tica.

        O Rio de Janeiro é cidade bem brasileira, senão, o que é então? Diga-me, o senhor Múcio da Paixão.

Lanterna, Rio, 22-1-1918.

Entendendo a crônica:

01 – Como o narrador demonstra conhecer o escritor Múcio da Paixão e qual é o sentimento que ele nutre por esse colega de profissão?

      O narrador afirma conhecer Múcio da Paixão de nome há muitos anos, acompanhando sua presença constante em revistas de teatro de diversas regiões do país. Ele revela que adquiriu o hábito de estimá-lo devido ao seu "profundo e constante amor às coisas da ribalta", declarando uma admiração sincera por homens movidos por uma única paixão.

 

02 – O que motivou o narrador a ler o artigo de Múcio da Paixão publicado na Gazeta do Povo e qual contraste o levou a buscar essa leitura?

      O narrador foi motivado pelo interesse em acompanhar o trabalho de Múcio sobre uma troupe sertaneja. Esse interesse surgiu como um alívio e um contraste após ter tido uma impressão desagradável com uma notícia de um jornal da Paraíba (A Notícia), que classificou pomposamente o furto modesto de uma quitandeira espanhola como um "grande roubo", demonstrando o empobrecimento editorial local.

 

03 – Qual foi a crítica específica feita por Múcio da Paixão ao Rio de Janeiro que causou o inconformismo do narrador da crônica?

      A crítica que desagradou o narrador foi a afirmação de Múcio de que o Rio de Janeiro seria "a menos brasileira das nossas cidades". Lima Barreto se incomodou com esse julgamento pejorativo e passou a questionar as bases em que o escritor campista se sustentou para fazer tal afirmação, decidindo refutá-la com dados e argumentos socioculturais.

 

04 – De acordo com os dados apresentados por Lima Barreto com base no recenseamento, como ele desqualifica o argumento demográfico contra a brasilidade do Rio de Janeiro?

      Lima Barreto utiliza o censo de 1890 (atribuído ao Prefeito Passos) que indicava uma população total de mais de 811 mil habitantes, sendo mais de 600 mil brasileiros — ou seja, mais de dois terços da população. Ele argumenta que uma cidade com essa proporção não pode ser considerada "não brasileira", destacando ainda que, entre os estrangeiros, a maioria absoluta era de portugueses, cuja influência sobre a língua e os costumes locais era mínima.

 

05 – O que o narrador quer dizer ao afirmar que "Se o Brasil não é o Rio de Janeiro... o Rio de Janeiro também não é a Rua do Ouvidor"?

      Com essa frase, Lima Barreto aponta um erro comum de perspectiva cometido por visitantes e observadores superficiais. Ele explica que Múcio da Paixão mal conhece o Rio de Janeiro real, pois restringe sua vivência aos cartões-postais e locais de agito burguês (como a Rua do Ouvidor, a Avenida e a Praia de Botafogo). Para o cronista, a verdadeira alma e a substância da cidade residem longe dessas vias tradicionais de exibição turística.

 

06 – Como o carnaval carioca é utilizado por Lima Barreto como prova da autenticidade e da brasilidade do Rio de Janeiro?

      O narrador convida Múcio a assistir ao carnaval do mês seguinte para comprovar que a cidade possui uma identidade própria marcante. Segundo o cronista, durante os dias de Momo, o Rio de Janeiro não apenas exibe suas próprias manifestações, mas também consegue resumir espontaneamente as tradições e os cantares populares de todo o Brasil, integrando a cultura plebeia nacional.

 

07 – Qual é o significado e o propósito da pergunta que dá título à crônica ("O que é Então?") no encerramento do texto?

        O título e a pergunta final funcionam como um desafio retórico e provocativo direcionado diretamente a Múcio da Paixão. Após desconstruir os argumentos infundados sobre a suposta falta de brasilidade da capital, Lima Barreto conclui a crônica exigindo que o colega apresente uma justificativa coerente. Se o Rio de Janeiro — com sua população majoritariamente nacional, sua folclorística própria e sua capacidade de sintetizar a cultura do país — não for considerado uma cidade genuinamente brasileira, o cronista ironicamente pergunta o que ele seria, afinal.

 

 

 

PROPAGANDA: TOPPER CORAÇÃO MANDA - COM GABARITO

 Propaganda: Topper Coração Manda



Entendendo a propaganda:

01 – Qual o tema central do texto?

      O tema central da propaganda é a paixão pelo futebol e a importância da marca (Topper) e de seus produtos na vivência intensa desse esporte.

02 – Em que lugar(es) usualmente este texto é encontrado?

      Este tipo de texto publicitário é encontrado usualmente em revistas, jornais, outdoors, painéis de rodovias, sites de internet e redes sociais.

03 – Observe o personagem do texto.

a) Em que local ele se encontra?

      Ele se encontra em um campo de futebol, possivelmente durante ou logo após uma partida.

b) Qual você acha que é a profissão dele?

      Ele é um jogador de futebol profissional.

c) Como você acha que ele está se sentindo nesse momento?

      Ele está se sentindo extasiado, emocionado, vibrando intensamente (provavelmente comemorando uma vitória ou um gol).

04 – Considerando que a publicidade é uma forma de anunciar um produto, diga que efeito causa no leitor e para a venda do produto – a imagem do personagem e o local em que se encontra.

      A imagem do jogador em plena vibração e o cenário do campo de gramado geram no leitor uma sensação de empatia, entusiasmo e desejo de vivenciar essa mesma emoção. Para a venda do produto, isso associa a marca Topper à adrenalina, ao sucesso, à alta performance e à paixão inerente ao esporte, agregando valor emocional ao calçado ou artigo esportivo anunciado.

05 – O jogador parece expressar uma grande emoção. Por que os leitores percebem esta emoção?

      Os leitores percebem essa emoção por meio dos elementos visuais e corporais do jogador, tais como a expressão facial de euforia (grito de comemoração), os braços abertos ou tensos e a postura corporal dinâmica típica de quem está vivendo o ápice de uma conquista esportiva.

06 – A primeira fase do texto é: “Sem ele...” a quem se refere a palavra ELE?

      A palavra ELE refere-se ao coração (ligado ao slogan da campanha da marca, "Coração Manda") ou ao próprio produto/futebol (cuja ausência tornaria a prática ou a emoção incompleta).

07 – A propaganda apresenta uma informação sobre o futebol.

a) Que informação é essa?

      A informação de que o futebol é um esporte movido pela emoção, pela entrega total e pela pulsação dos atletas e torcedores.

b) Quem faz a homenagem citada?

      A própria marca publicitária (Topper) em parceria com o universo do esporte.

c) Por quê?

      Porque o objetivo é valorizar a garra, a tradição e o sentimento genuíno de quem joga por amor à camisa.

d) Há um grupo de palavras e expressões na propaganda que assumem sentidos diferentes. Identifique quais são e, a seguir, dê o significado.

      (Como o enunciado faz referência a uma peça gráfica específica de campanha da qual não temos a imagem exata na tela, sugere-se observar termos polissêmicos ou metafóricos comuns no futebol usados na peça, tais como "manda" — que pode significar enviar ou ter o comando/autoridade — ou "garra" — força física/unha de animal versus determinação e vontade).

 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

MÚSICA(ATIVIDADES): Ó CABELO, CABELO MEU (NATURA) - TEMAS DE TV - COM GABARITO

 Música (Atividades): Ó Cabelo, Cabelo Meu (Natura)

           Temas de TV

Oh, cabelo
Cabelo meu
Tão belo, tão poderoso, tão eu
Rebelde às vezes, às vezes dócil
Crespo, liso, ondulado, pichaim
Jeitoso assim, de qualquer jeito
Solto, preso, molhado, cheiroso, brilhante e macio
Cabelo meu
Tão belo, tão poderoso, retrato fiel de quem sou eu
Comprido como deve ser
Curto se ficar melhor
Da cor que nasceu
Da cor que eu quis
Cabelo, de fio a fio, em cada olhar eu vejo um elogio
Oh cabelo, cabelo meu
Se você não fosse meu, eu não seria tão... eu.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgRTWanO4HlAolXSun25bIG6trV99eGQ251MR691t8Ja5K8rUOCciw-jgMvE9tE2N2Qc9-M1B6SH72Qaz65Lw9mjlP6XaTeO0dO5CyTC2jzA107-IXjq0eOQE_T7qXjonVMe9TiGMipQHcX62N8vQh9vu-h84yDoxA2c0rD3crjpJfg4w4mlm_XVxV_CDg/s320/images.jpg


Entendendo a música:

01 – Quais são os tipos de cabelos que são falados na letra da música?

      Os tipos de cabelos citados na letra são: crespo, liso, ondulado e pichaim.

02 – Como o cabelo pode ser descrito?

      O cabelo é descrito como belo, poderoso, rebelde, dócil, jeitoso, solto, preso, molhado, cheiroso, brilhante, macio, comprido, curto, e podendo ter a cor natural ou modificada (da cor que nasceu ou da cor que quis), sendo um retrato fiel de quem a pessoa é.

03 – O que significa a palavra “pixaim”?

      É um termo popular usado na língua portuguesa para se referir a cabelos crespos, cacheados bem fechados ou volumosos, muitas vezes com os fios ressecados ou emaranhados, embora o contexto da música o celebre como parte da identidade e beleza natural.

04 – Como você descreve o seu cabelo? Como você gostaria que ele fosse?

      Resposta pessoal. Sugestão: Você pode responder detalhando o comprimento, a textura (liso, cacheado, crespo ou ondulado) e a cor atual dos seus fios, e complementar dizendo se gostaria de mantê-los assim ou alterá-los (por exemplo: "Meu cabelo é castanho e ondulado, e eu gosto dele exatamente como é").

05 – Como você cuida dos seus cabelos?

      Resposta pessoal. Sugestão: Exemplos comuns incluem: lavar regularmente com shampoo e condicionador, usar cremes de hidratação semanalmente, aplicar protetor térmico antes de secar ou usar chapinha, e cortar as pontas com frequência.

06 – Dos cabelos que aparecem no comercial, qual deles lhe chama mais a atenção?

      Resposta pessoal. Sugestão: Escolha o estilo que mais se destaca para você no vídeo da campanha (por exemplo, um cabelo crespo bem volumoso, um cacheado definido ou um liso brilhante) e explique o motivo de sua escolha.

07 – Observe as modelos do vídeo. Como você descreve Cinthia Keller, Jaqueline Sato e Luciana Del Rei, fisicamente?

      Resposta pessoal. Sugestão: baseada nas características visuais das atrizes/modelos. Geralmente, a descrição física envolve observar a tonalidade de pele, a cor e o corte dos cabelos, o formato do rosto e o sorriso de cada uma delas no material publicitário.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

TEXTO: ÉPOCA TEMERÁRIA - COM GABARITO

 Texto: Época temerária

 

        Atualmente, temos percebido toda uma onda de negatividades e notícias ruins. Entretanto há que se ter esperança, pois, sem a mesma, torna-se difícil a vida. A toda hora são passados os números atualizados da taxa de mortos nessa pandemia. Reportagens nas variadas emissoras insistem em conscientizar a população contra os males da Covid. 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUogNTfndY5gqYMw6UvW4wQkVhqPak4h2T0G6bkquSMh3eFxZqSDHeoWExK9MLictvuDVAr-4KydFKwhjsoxCOMWmZrERI673SbGnw6EOlu6oAf9tPFecgXXVyVHdCOxOrraiKtQo1wutIYjcsIlyYsKlKWsewZ0cNl1tj_3JIkfNhC8OgmQBVWtW7ZkA/s320/images.jpg


É gente se aglomerando em festas clandestinas, nas ruas, nos transportes públicos, nas paradas de ônibus, etc. O que podemos notar é uma total irresponsabilidade dos meios públicos nesse combate a um mal maior que é a incompreensão humana.

        Quando eu penso que pessoas inocentes estão perdendo a batalha para o Coronavírus, fico mais aterrorizada com a situação. É inegável que sem a prevenção os índices jamais baixarão rapidamente. Quantos conhecidos têm morrido. A cada semana, eu sei que algum amigo ou conhecido faleceu. Ainda existem as celebridades que também têm perdido a vida por causa da doença. É estarrecedor saber que o mal chega mais perto, pois é constante a informação da morte de colegas professores e professoras. Quem não fica mal, ao receber a mensagem de falecimento de alguém?

        Portanto, façamos a nossa parte. Não vamos nos esquecer das orientações científicas quanto ao uso de máscara e quanto ao isolamento social aliado à manutenção, limpeza das mãos e uso de álcool em gel.

 

Entendendo o texto:

01 – Com base no primeiro parágrafo, qual é a dupla contradição ou conflito apontado pela autora em relação às atitudes da população e à atuação dos meios públicos diante da pandemia?

      A autora aponta que, apesar do constante fluxo de notícias ruins, estatísticas de mortes e reportagens que tentam conscientizar as pessoas sobre a Covid-19, parte da população continua agindo com irresponsabilidade ao causar aglomerações (em festas clandestinas, ruas e transportes públicos). Além disso, ela destaca a omissão e a falta de eficiência dos órgãos e meios públicos em combater um problema ainda maior: a falta de conscientização e a incompreensão humana diante da gravidade da situação.

02 – Como a autora constrói o sentimento de proximidade e gravidade em relação ao vírus ao longo do segundo parágrafo?

      A autora constrói esse sentimento ao relatar sua própria experiência pessoal e emocional. Ela demonstra que a doença deixou de ser um fato distante para se tornar algo cotidiano e aterrorizante, pois semanalmente recebe a notícia da morte de amigos, conhecidos, celebridades e, em especial, de colegas de profissão (professores e professoras). Essa proximidade constante com o luto reforça a ideia de que o vírus está atingindo a todos de forma assustadora. 

03 – Qual é o papel do sentimento de "esperança" ressaltado no início do texto para o enfrentamento desse período de crise?

      Apesar de o texto retratar um cenário repleto de negatividades e notícias tristes, a autora defende que a esperança é essencial para a sobrevivência do indivíduo. Sem ela, torna-se insustentável encarar a realidade difícil e continuar lutando no dia a dia. A esperança funciona como um suporte emocional indispensável em meio à crise sanitária.

04 – Qual é o argumento principal do texto para defender que a redução dos índices da doença não acontecerá rapidamente?

      O argumento principal é de que os índices só baixarão se houver prevenção efetiva por parte de todos. Como ainda há atitudes irresponsáveis de aglomeração por parte de muitas pessoas e falhas na conscientização coletiva, o vírus continua se espalhando, impedindo a diminuição dos casos e das mortes.

05 – No último parágrafo, a autora faz uma convocação aos leitores. Quais são as ações práticas defendidas por ela com base nas orientações científicas?

      A autora convoca cada pessoa a fazer a sua parte assumindo a responsabilidade individual e coletiva. As ações práticas recomendadas são: o uso de máscaras, a prática do isolamento social, a higiene e limpeza frequente das mãos e o uso do álcool em gel.

 

 

EXERCÍCIOS DE REVISÃO: FUNÇÕES SINTÁTICAS - COM GABARITO

 Exercícios de revisão: Funções Sintáticas

 

01 – Classifique os termos sublinhados em complemento nominal ou objeto indireto:

a) Todos pediram ajuda aos funcionários da empresa.   (complemento nominal)

b) Algumas pessoas se referiram aos funcionários da empresa. (objeto indireto)

c) Foi executado o licenciamento da empresa de mineração.   (complemento nominal)

d) Muita gente ainda depende da empresa de mineração. (objeto indireto)

e) Necessitamos de mais órgãos fiscalizadores de empresas públicas. (objeto indireto)

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7auWum8cmxfAv3xlfoxF0Vz8ilTAU5LJXrZhHvkmmq8XjzVsqjk74ogsryoyLiU4Vf-OkJWRmldthmv6fkRhnvzeHGqUEExwZl76o7Hl-UZ28ARjXFLyEg2PBpDHQe8gsmvt0EmLf7o5-jiFwkXHJ98MAhMaFmrf_wI55miKds9XYTWwMFbRBLnTQ0Lw/s320/images.jpg


f) A necessidade de mais órgãos fiscalizadores de empresas públicas é importante para o país. (complemento nominal  nas duas ocorrências)

g) O acesso à saúde de qualidade torna-se o objetivo primordial do governo. (complemento nominal)

h)  O ministro se referiu à saúde de qualidade na palestra, ontem, à noite. (objeto indireto).

 

02 – Classifique os termos sublinhados em adjunto adnominal, predicativo do sujeito ou adjunto adverbial:

a) Várias (adjunto adnominal) crianças necessitam de roupas novas (adjunto adnominal), naquela comunidade carente. (adjunto adverbial).

b) Ontem, aquele (adjunto adnominal) garoto de dez anos (adjunto adnominal) iniciou uma campanha de arrecadação (adjunto adnominal) de donativos, na internet (adjunto adverbial).

c) Precisamos de pessoas com espírito solidário (adjunto adnominal) nessa nova era. (adjunto adverbial)

d) Seu (adjunto adnominal) novo (adjunto adnominal) carro do ano (adjunto adnominal) chegará amanhã (adjunto adverbial)?

e) O (adjunto adnominalprimeiro (adjunto adnominal) texto do concurso (adjunto adnominal) estava muito (adjunto adverbial) confuso (predicativo do sujeito).

f) O (adjunto adnominal) texto confuso (adjunto adnominal) deixou nervosos os candidatos.

g) Revoltada (predicativo do sujeito) permanece a mãe do jogador (adjunto adnominal) morto no centro de treinamento do clube carioca (adjunto adverbial).

h) As (adjunto adnominal) últimas (adjunto adnominal) notícias são desoladoras (predicativo do sujeito), no Brasil (adjunto adverbial).

i) Crianças têm, atualmente, (adjunto adverbial) altas taxas de colesterol

j) Nossos (adjunto adnominal) melhores (adjunto adnominal) jogadores continuam inconformados (predicativo do sujeito) com a (adjunto adnominal) trágica (adjunto adnominal) notícia.

k) Chuvas causam inúmeros (adjunto adnominal) transtornos nas regiões mais baixas da cidadezinha (adjunto adverbial).

l) Você sempre pesca naquele (adjunto adnominal) rio de águas cristalinas (adjunto adnominal)?

m) Cada (adjunto adnominal) pessoa contribuiu com certa (adjunto adnominal) quantia para os desabrigados, em Brumadinho. (adjunto adverbial)

n) A (adjunto adnominal) Reforma Previdenciária (adjunto adnominal) ainda é um (adjunto adnominal) tema polêmico (adjunto adnominal) na sociedade brasileira (adjunto adverbial).

o) Os (adjunto adnominal) perigos da  (adjunto adnominal) alimentação aumentam todos os dias. (adjunto adverbial)

p)  Não compraram nossas (adjunto adnominal) frutas e verduras.

q) As (adjunto adnominal) profundas (adjunto adnominal) desigualdades sociais (adjunto adnominal) assolam o país.

r) Muitos (adjunto adnominal) hospitais trabalham sem os materiais.

s) Bastantes (adjunto adnominal) internados saíram, às pressas (adjunto adverbial), do Centro de Saúde, em Brasília (adjunto adverbial).

t) Foi destinada (predicativo do sujeito) uma (adjunto adnominal) imensa (adjunto adnominal) área para a construção do empreendimento.

 

03 – Classifique os verbos destacados em: verbo de ligação, intransitivo, transitivo direto, transitivo indireto e transitivo direto e indireto:

a) Oferecerei uma festa para as crianças de minha comunidade. (transitivo direto e indireto)

b) Aumentaram as vendas pela internet. (intransitivo)

c) Sua ajuda é necessária para nós. (verbo de ligação)

d) Continuam as buscas pelos desaparecidos. (intransitivo)

e) As notícias continuam sem novidades. (intransitivo)

f) Muitos cães estão abandonados nas ruas. (verbo de ligação)

g) Escreverei uma mensagem para ela. (transitivo direto e indireto)

h) A reportagem da tragédia está premiada. (verbo de ligação)

i) Sua blusa nova está no armário. (intransitivo)

j) Surgiram novas imagens da tragédia. (intransitivo)

k) A menina gosta de sorvete de flocos. (transitivo indireto)

l) Eu entendi bem o assunto. (transitivo direto)

m) O problema precisa de solução. (transitivo indireto)

n) Acontecem tragédias todos os dias. (intransitivo)

o) Às famílias a empresa ofereceu certa quantia. (transitivo direto e indireto)

p) O sucesso do grupo depende de todos. (transitivo indireto)

q) Obedecíamos ao regime da sociedade. (transitivo indireto).