quinta-feira, 10 de setembro de 2026

VOZES VERBAIS; PARTÍCULA SE - COM GABARITO

 Vozes Verbais; Partícula SE

01 – Classifique as vozes verbais nas frases a seguir:

(a)   ativa

(pa) passiva analítica

(ps) passiva sintética

(r)    reflexiva

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01. Os dois vizinhos insultaram-se. (reflexiva)

02. Nós ouvíamos música na sala. (ativa)

03. Aquele político é corrompido pelos amigos. (passiva analítica)

04. O dinheiro foi retirado da carteira. (passiva analítica)

05. A atleta foi jogar vôlei na praia. (ativa)

06. Os pais encontraram os professores na reunião. (ativa)

07. Vendeu-se o sítio da família. (passiva sintética)

08. A criança admirava-se no espelho. (reflexiva)

09. Não se identificam os termos da oração. (passiva sintética)

10. Os meninos admiravam a cachoeira. (ativa)

11. O problema tinha sido resolvido pelo aluno. (passiva analítica)

12. O animal foi resgatado pelos voluntários da ONG. (passiva analítica)

13. Eu pesquisei o assunto no site. (ativa)

14. Todos completaram os exercícios. (ativa)

15. Nunca se viram pessoas estranhas no condomínio dele. (passiva sintética)

16. O professor foi agredido pelo aluno. (passiva analítica)

17. Estudantes falavam-se frequentemente. (reflexiva).

18. O garoto feriu-se com a faca. (reflexiva)

19. Abraçaram-se com satisfação. (reflexiva)

20. Amassaram o carro no estacionamento. (ativa)

21. Mamãe colhia uma margarida. (ativa)

22. Consertavam-se fornos elétricos. (passiva sintética)

23. Fazem-se tranças naquele salão. (passiva sintética)

24. Alugam-se todos os quartos da casa. (passiva sintética).

 

02 – Transpondo-se para a voz ativa a forma verbal em: A carne foi roubada pelos bandidos., obtém-se:

a) Tinha sido roubada

b) Tinham sido roubados

c) Roubaram

d) Foram roubados

e) Tinham roubado

      Frase na voz ativa: Bandidos roubaram a carne.

 

03 – O agente da passiva está corretamente destacado em:

a) Na delegacia, os envolvidos na briga eram contidos pelos policiais.

b) A estante de Jordana era enfeitada pelas bonecas.

c) Pela lama a cidade foi invadida.

d) No lixo, muitos remédios são encontrados pelos repórteres.

e) A entrevista foi feita pela comediante.

 

04 – Suponhamos que você precise escrever placas para comercializar certos produtos.

        Lembre que todas as orações devem seguir o padrão formal da língua e a construção deve ser na voz passiva sintética no tempo presente do indicativo:

a) Consertar computadores.  Consertam-se computadores.

b) Alugar kits. Alugam-se kits.

c) Vender pães de queijo. Vendem-se pães de queijo.

d) Alugar salas comerciais. Alugam-se salas comerciais.

e) Ensinar crianças. Ensinam-se crianças.

f) Vender ingressos de shows. Vendem-se ingressos de shows.

g) Dar banho em cães. Dá-se banho em cães.

 

05 – Classifique a palavra SE como:

(1) Índice de indeterminação do sujeito

(2) Partícula apassivadora

a) Vivenciou-se uma grande situação. Partícula apassivadora

b) Necessitou-se de braços fortes no serviço. Índice de indeterminação do sujeito

c) Acredita-se em palavras emocionadas. Índice de indeterminação do sujeito

d) Preparavam-se festas sofisticadas. Partícula apassivadora

e) Assistia-se a todos os acontecimentos dali. Índice de indeterminação do sujeito

f) Nunca se fez uma análise do fato tão bem feita. Partícula apassivadora

g) Obedeceu-se às legislações do lugar. Índice de indeterminação do sujeito

h) Não se viam nuvens pesadas no céu. Partícula apassivadora

i) Formava-se uma grande tempestade na serra. Partícula apassivadora

j) Entregara-se aos exercícios de gramática. Partícula apassivadora

k) Respeitava-se a natureza local da região. Partícula apassivadora

l) Acreditou-se em milagres financeiros. Índice de indeterminação do sujeito

m) Leram-se muitas obras ontem à noite. Partícula apassivadora

n) Capacitou-se muita gente experiente. Partícula apassivadora

o) Gostava-se de pessoas honestas. Índice de indeterminação do sujeito

p) Consertou-se muita máquina de lavar. Partícula apassivadora.

 

 

DIFERENÇAS ENTRE ESTAR E ESTÁ - COM GABARITO

 Diferenças entre ESTAR e ESTÁ

 

        Sempre eu sou questionada sobre a diferença entre o verbo no infinitivo (estar) e o verbo em sua forma conjugada (está). Ou em uma locução verbal.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkV0sq196S3qVaWrH_Qu3QUzFnM9pO4sdGpwiFcEs362jOaKYIQdNYUhibQ_a6MtepRHvyDCn1J4Tz5SQ36XCoMU7QUJKjbb8VGrbnsxlidgiilrhDdpDvhyphenhyphen__UUvSjWQ8ovJuKfDvYXjGDrH9eLMPOmLR8Fj1CBpM4tyR5qh3zQdfhcrFE_JgfBlmV5w/s320/images.jpg


Veja o exemplo:

        A explicação é bem simples. Quando se usa "estar", ele vem em uma locução verbal, no infinitivo do verbo principal

a) Vou estar (= estarei) amanhã o dia inteiro ocupada. – Futuro do presente, modo indicativo

b) Deve estar bem alegre com o resultado no concurso.

c) É preciso estar aqui na hora certa,

        Observe que o verbo estar vem acompanhado de outro a que chamamos auxiliar (Vou, Deve, Preciso).Sendo assim, ele aparecerá em forma de infinitivo.

        Já nos seguintes exemplos, observe como a forma verbal se apresenta:

a) Você está bem?

b) Aquela situação está insustentável.

c) A criança está na escola?

        A forma verbal "está" aparece flexionada na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo. É no tempo simples, portanto ocorre sozinha, isto é, sem seu auxiliar.

        Observe a forma verbal "está" também executando o papel de verbo auxiliar. Nesse caso, aparece em tempos compostos, isto é, em locuções verbais.

a)  A garota está brincando com a colega.

b) Você está respondendo à questão?

c) A aula está terminada.

 

Testando seus conhecimentos: Use, corretamente, está ou estar:

 

a) Se você precisa estar na festa às 21h, é preciso sair cedo de casa.

b) Fique tranquilo. Nada ainda está nos afligindo.

c) Ainda que pareça terrível a história que me contou, a investigação não está concluída.

d) Está pronto para mais uma semana de provas específicas para a sua área?

e) Frequentemente, está comprando muitos produtos no mercado para a família dela.

f) Ela vai estar na consulta, amanhã de manhã.

g) Sua saúde está estável hoje em dia, senhora.

h) Um grande fila de desempregados está chamando a atenção dos transeuntes na via muito movimentada.

i) Está assustado com os novos rumos da política no Distrito Federal?

j) Procure estar em paz consigo mesmo.

 

 

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS - COM GABARITO

 Orações Subordinadas Substantivas

 

Período Composto por subordinação

LISTA DE EXERCÍCIOS

01 – Transforme os termos grifados por uma oração substantiva.
MODELO – O importante é sua determinação nos estudos.
                    O importante é que seja determinado nos estudos.
a) É conveniente seu otimismo em 2014.
      É conveniente que você seja otimista em 2014.

b) Convém sua esperança em dias melhores.
      Convém que você tenha esperança em dias melhores.

c) O melhor seria a sua vitória no bimestre.
      O melhor seria que você vencesse no bimestre.

d) Eles sempre falam em sucesso anual.
      Eles sempre falam em ter sucesso anual.

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e) Nosso melhor objetivo é o crescimento pessoal em 2014.
      Nosso melhor objetivo é que tenhamos crescimento pessoal em 2014.

f) Aquela garota sempre fala isso: em vitória.
      Aquela garota sempre fala isso: que vencerá.

g) Meu desejo será sua luta por um ideal concreto.
      Meu desejo será que você lute por um ideal concreto.

h) Insistimos em seu crescimento pessoal em 2014.
      Insistimos em que você cresça pessoalmente em 2014.

i) Todos desejam sua aprovação final em 2014.
      Todos desejam que você seja aprovado no final de 2014.

02 – Indique a função sintática e a classificação de cada oração formada no exercício anterior:
Modelo
-- O importante é sua determinação nos estudos.
-- O importante é que seja determinado nos estudos
Função sintática: predicativo.
Classificação da oração: oração subordinada substantiva predicativa.

a) Função sintática: Sujeito do verbo é.

   Classificação: Oração subordinada substantiva subjetiva.

b) Função sintática: Sujeito do verbo convém.

    Classificação: Oração subordinada substantiva subjetiva.

c) Função sintática: Predicativo do sujeito (O melhor).

    Classificação: Oração subordinada substantiva predicativa.

d) Função sintática: Objeto indireto do verbo falam.

    Classificação: Oração subordinada substantiva objetiva indireta.

e) Função sintática: Predicativo do sujeito (Nosso melhor objetivo).

    Classificação: Oração subordinada substantiva predicativa.

f) Função sintática: Aposto do pronome isso.

   Classificação: Oração subordinada substantiva apositiva.

g) Função sintática: Predicativo do sujeito (Meu desejo).

    Classificação: Oração subordinada substantiva predicativa.

h) Função sintática: Objeto indireto do verbo insistimos.

    Classificação: Oração subordinada substantiva objetiva indireta.

i) Função sintática: Objeto direto do verbo desejam.

   Classificação: Oração subordinada substantiva objetiva direta.


03 – Observe o texto abaixo e identifique e classifique a(s) oração(ões) subordinada(s) substantiva(s):
VIVA A VIDA 

"Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver.
Um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;
até que você volte para a faculdade;
até que você perca 5 quilos;
até que você ganhe 5 quilos;
até que você tenha tido filhos;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até sexta à noite;
até segunda de manhã;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão, outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque;
...não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO...”.

Lembre-se: “Felicidade é uma viagem, não um destino" (Alfred Henfil).

      O texto apresenta 4 Orações Subordinadas Substantivas:

      "...que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade."

      Termo regente / Oração principal: "Por muito tempo eu pensei..." (quem pensa, pensa algo).

      Classificação: Oração subordinada substantiva objetiva direta (atua como objeto direto de pensei).

      "...de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade."

      Termo regente / Oração principal: "Por fim, cheguei à conclusão..." (completa o sentido do substantivo conclusão).

      Classificação: Oração subordinada substantiva completiva nominal (atua como complemento nominal).

      "...que não existe um caminho para a felicidade."

      Termo regente / Oração principal: "Essa perspectiva tem me ajudado a ver..." (quem vê, vê algo).

      Classificação: Oração subordinada substantiva objetiva direta (atua como objeto direto do verbo ver).

      "...que o tempo não espera ninguém."

      Termo regente / Oração principal: "...e lembre-se..." (quem se lembra, lembra-se de algo; a preposição "de" está elíptica).

      Classificação: Oração subordinada substantiva objetiva indireta.

 

 

TEXTO: ORIGEM DA EXPRESSÃO "PEGAR O BONDE ANDANDO" - MÁRCIO COTRIM - COM GABARITO

 Texto: Origem da expressão “Pegar o bonde andando”

         Vejam só que interessante a origem da expressão " Pegar o bonde andando", uma contribuição da Revista Língua Portuguesa

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjAk88vI-DlZaOff9ls5sFNZu_NDonldYBP9MafLDaYi6SVNLTiha0Fjyr5wdRS-At1ouz9c-5MKF7c1EQ4YQm8uucwNU25G0LcLRSIgw27u05DhDCyknrRg0xA691-csMW-IsSl4HDLZ3RqT3P0cWTm7dYvl0prfMz-4vqFbZYEo7ALGE1U5tZZ1V95ps/s1600/bonde.jpg

 

Berço da palavra

Pegar o bonde andando

A história desse meio de transporte e como ele está presente em diversas expressões

Por Márcio Cotrim

        Expressão antiga. Literalmente, era tomar o veículo em movimento, com cuidado para não levar um espetacular tombo e perder uma perna na estripulia. Em linguagem figurada, significa “pegar uma conversa pela metade, entrar num assunto sem saber direito do que se trata”. Mas falemos do bonde propriamente dito. Se você é jovem, não deve tê-lo conhecido. Então, é bom saber que, durante décadas, ele foi figurinha fácil na paisagem urbana das maiores cidades brasileiras.

        O berço do vocábulo é curioso. O dinheiro que financiou os primeiros desses veículos que circularam entre nós no século 19 veio de um empréstimo negociado com a Grã-Bretanha. Para garanti-lo, foram emitidos bonds (“bônus”, “debêntures”, “títulos a receber”). Esses bonds, usados pelos passageiros, exibiam a figura do veículo. O nome pegou e o povo passou a chamar de “bonde” não só o bilhete, mas a própria viatura. Dessa palavra derivaram algumas expressões como “pegar o bonde andando” e “comprar um bonde” – adquirir produto sem valor.

        Uma curiosidade sobre o bonde: o que percorria, no Rio, uma linha suburbana em direção ao Real Engenho usava em sua tabuleta frontal a expressão abreviada “Real Engº”, ou seja, Realengo, que acabou virando o nome de um populoso bairro carioca.

        O bonde deixou saudade. Gente da terceira e até da quinta idade ainda se lembra da popular figura do “almofadinha”. Como os bancos dos bondes eram de madeira, sem muito conforto, esses sujeitos levavam almofadas onde se sentavam durante a viagem e, vento no rosto, iam cultivando seus sonhos. Enquanto isso, o trocador, pendurado no estribo, ia cobrando a passagem, que os mais gozadores assim imitavam: “Din din din din, dois pra Light e um pra mim” (Light era a concessionária do serviço...), e um cartaz colado perto dos balaústres dizia, com espírito, os versos do poeta Bastos Tigre:

“Veja ilustre passageiro / o belo tipo faceiro / que você tem a seu lado / no entanto, acredite, quase morreu de bronquite / salvou-o o Rhum Creosotado”. (Revista Língua Portuguesa, edição nº 100, p. 62).

Entendendo o texto:

01 – Qual é o duplo sentido da expressão "pegar o bonde andando", segundo o texto?

      No sentido literal, a expressão se refere ao ato físico e arriscado de embarcar no veículo enquanto ele já estava em movimento, exigindo cuidado para evitar quedas graves. No sentido figurado, significa entrar em uma conversa ou assunto pela metade, sem ter o conhecimento prévio ou o contexto necessário sobre o que está sendo tratado.

02 – Explique a origem etimológica (o "berço") da palavra "bonde" no Brasil.

      A palavra "bonde" surgiu a partir de um empréstimo financeiro negociado com a Grã-Bretanha no século 19 para financiar o transporte. Para garantir esse empréstimo, foram emitidos títulos chamas de bonds (bônus ou debêntures), que traziam a imagem do veículo impressa. Com o tempo, a população brasileira passou a chamar de "bonde" não apenas o bilhete de viagem, mas o próprio veículo de transporte.

03 – Segundo o texto, qual é a origem do nome do bairro carioca "Realengo"?

      O nome do bairro originou-se da abreviação impressa na tabuleta frontal do bonde que percorria uma linha suburbana no Rio de Janeiro em direção ao Real Engenho. A placa indicava "Real Engº", expressão que, pela leitura contínua e popular, acabou sendo assimilada e deu origem ao nome "Realengo". 

04 – Quem eram os chamados "almofadinhas" e por que recebiam esse apelido no contexto dos bondes?

      Os "almofadinhas" eram passageiros que, em busca de mais conforto durante a viagem nos bondes — cujos bancos eram de madeira dura —, levavam suas próprias almofadas para sentar. A expressão acabou sendo associada a esses sujeitos mais delicados ou vaidosos que buscavam esse comodismo ao viajar.

05 – Além de "pegar o bonde andando", qual outra expressão derivada da palavra "bonde" é citada no texto e qual o seu significado?

      A outra expressão citada é "comprar um bonde", que significa figurativamente adquirir algo sem valor, fazer um mau negócio ou ser enganado em uma compra.

 

 

MÚSICA(ATIVIDADES): MUITO ESTRANHO (CUIDA BEM DE MIM) - DALTO - COM GABARITO

 Música (Atividades): Muito Estranho (Cuida Bem de Mim)

          Dalto

Hum! Mas se um dia eu chegar
Muito estranho
Deixa essa água no corpo
Lembrar nosso banho

Hum! Mas se um dia eu chegar
Muito louco
Deixa essa noite saber
Que um dia foi pouco

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcib8e21yDfjxYJ2OyiblQmCBak3jqkVEciziKz4StxT_Lkdb1i_ynuqqOSyW2vRrmQwbT7kJStDsrCGYPktmWS66KTI9Ttd6lK8qYQTk6pPxmEUmRsTufXZMQB3t_2dNGtDbQ9krfnLdgW8TKIW4jFSiC2P90UYPiXLebanbAugZwzMihkfyFEKVcm_Q/s320/images.jpg


Cuida bem de mim
Então misture tudo dentro de nós
Porque ninguém vai dormir
Nosso sonhos

Hum! Minha cara, pra que
Tantos planos?
Se quero te amar e te amar
E te amar muitos anos

Hum! Tantas vezes eu quis
Ficar solto
Como se fosse uma Lua
A brincar no teu rosto

Cuida bem de mim
Então misture tudo dentro de nós
Porque ninguém vai dormir
Nosso sonhos

Hum! Quantas vezes eu quis
Ficar solto
Como se fosse uma Lua
A brincar no teu rosto

Cuida bem de mim
Então misture tudo dentro de nós
Porque ninguém vai dormir
Nosso sonhos

Composição: Claudio Rabello, Dalto.

Entendendo a música:

01 – Qual é o pedido central que o eu-lírico faz à pessoa amada no refrão da música?

      O eu-lírico pede repetidamente para ser cuidado ("Cuida bem de mim") e sugere que eles misturem tudo dentro de si, afirmando que ninguém vai interromper ou dormir diante dos sonhos que compartilham.

02 – O que o eu-lírico sugere que a parceira faça caso ele chegue em casa "muito estranho"?

      Ele pede que ela deixe a água no corpo lembrar o banho deles, sugerindo um momento de intimidade e acolhimento para relaxar e amenizar o estranhamento.

03 – Qual é a reflexão trazida pelo eu-lírico em relação aos planos futuros no verso "Minha cara, pra que tantos planos?"?

      Ele questiona a necessidade de excesso de planejamento porque o seu desejo primordial e imediato é apenas amar a parceira intensamente por muitos anos, valorizando mais o sentimento presente do que a rigidez de planos futuros.

04 – A qual elemento da natureza o eu-lírico se compara ao expressar o desejo de liberdade?

      Ele se compara a uma Lua ("Como se fosse uma Lua / A brincar no teu rosto"), ilustrando o desejo de ficar solto, leve e brincalhão junto à pessoa amada.

05 – Qual é o tom predominante e a temática principal abordada na letra da canção de Dalto?

      O tom é de intensa intimidade, afetuosidade e vulnerabilidade. A temática central gira em torno do amor romântico, da busca por refúgio emocional nos braços do parceiro e da entrega completa em um relacionamento profundo.

 

 

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS - COM GABARITO

 Orações Subordinadas Adverbiais

           



        Uma oração é considerada subordinada adverbial quando se encaixa na oração principal, funcionando como adjunto adverbial. São introduzidas pelas conjunções subordinativas e classificadas de acordo com as circunstâncias que exprimem. Podem ser: causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, proporcionais e temporais.

 

Vejamos

a) Causais (causa): Como estava chovendo bastante, fiquei em casa. A causa para se ficar em casa foi a forte chuva. A consequência, com isso foi o fato de se ter ficado em casa.

b) Consecutivas(consequência): Chovia tanto que fiquei em casa. O efeito causado pela forte chuva foi permanecer em casa.

c) Concessivas (concessâo): Embora os ingressos do Rock in Rio estivessem esgotados, eu consegui um. Nesse caso, o valor semântico é de oposição ao fato expresso pela oração principal. O normal seria não haver mais possibilidades de compra de ingressos, porém o inesperado ocorreu (a compra do ingresso). A concessiva, no período composto por subordinação, possui a mesma relação semântica da coordenada adversativa, no período composto por coordenação.

Veja:

A venda de ingressos encerrou, mas consegui comprar um.

d) Conformativas(conformidade): Segundo afirmaram, as tropas leais ao ditador entraram em combate com os rebeldes.

e) Comparativas (comparação): Eles estudam como os colegas (estudam). O verbo da oração subordinada fica implícito, já que existe uma partícula comparativa, ligando as duas orações.

f) Condicionais (condição): Caso termine a tarefa de casa, poderá se divertir.

g) Finais(finalidade): Estudava muito, a fim de aprender bem mais.

h) Proporcionais (proporção): À medida que crescia, ia recebendo novos ensinamentos sobre a vida.

i) Temporais (tempo): "Quando a chuva passar, abre a janela..."

        Orações reduzidas – aquelas que podem ser sintetizadas, usando as formas nominais de infinitivo, gerúndio ou particípio.

        Relido o texto, comecei a interpretá-lo. (oração subordinada adverbial temporal reduzida de particípio)

        Logo que reli o texto, comecei a interpretá-lo. (desenvolvida-oração subordinada adverbial temporal)

        Cantando assim, ficará rouca. (oração subordinada adverbial condicional reduzida de gerúndio)

        Se cantar assim, ficará rouca. (oração subordinada adverbial condicional).

        Por estar doente o garoto ficou internado no hospital. (oração subordinada adverbial causal reduzida de infinitivo)

        Como estava doente, o garoto ficou internado no hospital.   (oração subordinada adverbial causal).

        A transformação de desenvolvida em reduzida realiza-se quando se omite a conjunção ou locução conjuntiva e se coloca uma forma nominal no infinitivo, gerúndio ou particípio.

 

EXERCÍCIOS


1 – Nos fragmentos destacados, há períodos completos de oração principal e oração subordinada adverbial e em outros excertos, há apenas orações subordinadas adverbiais. Classifique-os adequadamente, a depender do caso:

        Incêndio atinge área próxima ao estacionamento do Detran
Publicação: 02/09/2011 19:01Atualização: 02/09/2011 19:21
Correio Braziliense

 

a) "Um incêndio florestal atingiu a área próxima ao estacionamento do Detran, ao lado do Autódromo, no fim da tarde desta sexta-feira (2/9). Os bombeiros limparam a área para que o fogo não se espalhasse".

      Oração Subordinada Adverbial: Final (desenvolvida).

      Explicação: A oração introduzida por "para que" indica o objetivo, a finalidade com que os bombeiros limparam a área.

 

MEC vai distribuir tablets para alunos de escolas públicas em 2012

b) "O ministro disse que o MEC está em processo de transformação. “Precisamos, agora, dar um salto, com os tablets. Mas temos que fazer isso de maneira a fortalecer a indústria, os autores, as editoras, para que não venhamos a sofrer um problema de sustentabilidade, com a questão da pirataria.” (Correio Braziliense 02/09/11)

      Oração Subordinada Adverbial: Final (desenvolvida).

      Explicação: Novamente introduzida pela locução conjuntiva "para que", expressando a finalidade da ação de fortalecer a indústria e as editoras.


c) "Pra que falar
Se você não quer me ouvir?
Fugir agora não resolve nada.

Mas não vou chorar
Se você quiser partir.
(...)

Quando a chuva passar,

Quando o tempo abrir,
Abra a janela e veja:
Eu sou o Sol!
Eu sou céu e mar;
Eu sou céu e fim
E o meu amor é imensidão.

(Quando a Chuva Passar
Ivete Sangalo)

      Trechos da música de Ivete Sangalo:

      "Se você não quer me ouvir?" – Oração Subordinada Adverbial Condicional (indica a condição para a fala ser inútil).

      "Se você quiser partir." – Oração Subordinada Adverbial Condicional (indica a condição para que o eu-lírico não chore).

      "Quando a chuva passar / Quando o tempo abrir" – Orações Subordinadas Adverbiais Temporais (indicam o momento em que a ação de abrir a janela e ver o sol deve acontecer).


d) "Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Esse samba no escuro"

(Apesar de Você – Chico Buarque)

      "Quando chegar o momento / Esse meu sofrimento / Vou cobrar com juros. Juro!"

      Oração Subordinada Adverbial: Temporal (desenvolvida).

      Explicação: A conjunção "Quando" estabelece a circunstância de tempo em que o sofrimento será cobrado.


e) "Se meu amor me deixar
Eu não posso me queixar
Vou sofrendo sem dizer nada a ninguém
A razão dá-se a quem tem."
(A Razão dá-se a quem tem-Arnaldo Antunes)

      "Se meu amor me deixar / Eu não posso me queixar"

      Oração Subordinada Adverbial: Condicional (desenvolvida).

      Explicação: A conjunção "Se" expressa a hipótese ou condição para que a consequência (não poder se queixar) ocorra.


f) Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia

E quem eu queria bem me esquecia... (Não vou me adaptar – Arnaldo Antunes)
      "Os anos se passaram enquanto eu dormia"

      Oração Subordinada Adverbial: Temporal (desenvolvida).

      Explicação: A locução "enquanto" denota simultaneidade temporal, indicando o momento em que os anos se passavam.


g) "E por mais que você
Se esquivasse

Eu tinha certeza
Que no fim do baile
Na minha lambreta
Aquele broto bonito
Ia me abraçar..."
(A Raposa e as Uvas-Lenine)

      "E por mais que você / Se esquivasse / Eu tinha certeza..."

      Oração Subordinada Adverbial: Concessiva (desenvolvida).

      Explicação: A locução conjuntiva "por mais que" introduz uma ideia de oposição ou concessão (mesmo que você se esquivasse, o eu-lírico tinha certeza).

 

 

ARTIGO DE OPINIÃO: UM RELATO VERÍDICO DE UMA CIDADÃ - IVANILDES SILVA - COM GABARITO

 Artigo de Opinião: Um relato verídico de uma cidadã

 

        Brasília pede socorro – Ivanildes Silva

 

        Domingo, noite de 14 de outubro de 2012, centro da cidade de Brasília, W3 Sul, Setor Comercial Sul. Eu e minha filha ao retornarmos de um passeio que julgava ser promissor, experimentamos os momentos de medo e terror em pleno centro da capital, a alguns metros da Esplanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes. A volta para casa tinha tudo para terminar bem, porém não foi bem assim.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiWcWedg4PGVCeahlpE32K2XDfeCVL-o_cx-HBEpm4KGpOIE9e_DZ1KtMwy_aky-G3VEl23ADirpLTn_BNYfi_7PGDS11fT96Ron2c0G7JfpPCUk-R8jgXthq44dYP9-8u8iSbMLSjy-gCjqlRaDQF9_jXDnMfgP7zpBhl2Jvgra2Z7GLfftWhOoozv-Is/s320/images.jpg


        Viemos de um shopping, perto da Nova Rodoviária. A Estação do Metrô fechou às 19 horas e foi necessário pegar um transporte para um local onde pudéssemos tomar outro até nosso destino final: Sobradinho. Perto da Nova Rodoviária, a parada de ônibus mal localizada, mal iluminada, e, na qual, embora estivesse uma placa de proibição de estacionamento, isso era desobedecido. Já que não havia fiscais para ordenar o tráfego no local, os passageiros ficaram no meio dos veículos estacionados. Tomamos o ônibus e a ideia era descer em um local mais seguro, pois em toda a extensão da W3 Sul, as paradas estavam vazias e escuras. A opção foi saltar em frente a um local mais movimentado e bem iluminado.

        Assim que descemos do ônibus na W3 Sul, entre as 20 e 20h30min, percebemos um clima não muito agradável. Justo bem em frente a um grande e famoso shopping, estavam ali meninas, meninos, homens, crianças, comercializando drogas, disputando o local de venda de “seus produtos” com os transeuntes e intimidando os passageiros que esperavam o ônibus. A parada de ônibus foi completamente ocupada por essas pessoas. Os bancos foram ocupados e nós ficamos em pé, tentando nos distanciar daquilo e todos juntos, como se estivéssemos agarrados a uma tábua como único meio de salvação num barco que lentamente naufragava.

        A Praça do Setor Comercial Sul, um dos endereços mais famosos de Brasília, tinha sido tomada por “comerciantes” de todas as idades, transformando-se em um shopping popular. Enquanto isso, temíamos acontecer algo de mais grave conosco. Além disso, o outro problema era a demora do ônibus. Foi aterrorizante, pois imaginávamos que, a qualquer hora, alguém tomasse ou arrebatasse nossos pertences e nosso dinheiro. Toda hora vinha um pedir um trocado para comprar um lanche. Mas sabemos que aquela conversa era “para boi dormir”, pois, na verdade, queria angariar um dinheiro para alimentar seu vício. Isso era flagrante na feição do jovem. Quando um viu passar uma viatura, avisava aos demais que debandavam para as galerias do Setor Comercial Sul ou atravessavam para os arredores do shopping e se escondiam, momentaneamente, sabendo que nada aconteceria.

        Durante esses momentos de terror, nenhum carro da polícia parou ou fez alguma investida pelas imediações, o que nos causou espanto. Até os turistas sentiram-se intimidados com aquela situação e depois de longa espera, atravessavam no meio dos carros, em busca de um táxi em frente ao shopping. O comentário geral era que as ruas estavam entregues ao tráfico, assim como pairava um clima de tristeza, presenciando aquelas cenas terríveis. Muitos de nós nos lembrávamos de um passado não tão distante em que tínhamos a liberdade de transitar livremente pelo centro de Brasília em busca de diversão com nossas famílias. Logo depois, voltávamos tranquilamente para nossas casas, incólumes, no fim de semana.

        À medida que o tempo passava, todos iam se juntando ali num espaço pequeno, tentando se resguardar, assim como proteger a família: mulheres com crianças de colo, pessoas mais idosas, famílias, casais de namorados, jovens que saíram do shopping, assim como funcionários. Minha filha respirava forte e aflita, não só pelo que testemunhou como também pela demora do ônibus. Eu a acalmei, porém também estava também aterrorizada com o que via. Todos passavam pelo mesmo sentimento de terror e revolta. A perplexidade era enorme com o que víamos ali estampados em nossos olhos, em plena noite de domingo. O que dava mais medo era saber que o transporte demorava mais e o medo aumentava.

        Na tentativa de “fugir” daquele clima ameaçador, tivemos que pegar um ônibus até Rodoviária do Plano Piloto, a fim de encontrar o ônibus para Sobradinho. Mesmo assim, verificamos que, embora as ruas estivessem escuras, o local parecia mais tranquilo e seguro. Ali a ronda policial estava mais intensa e por isso, talvez, não tenhamos visto cenas deprimentes como as que vimos na W3 Sul. Toda hora passava uma viatura e o esquema ostensivo de policiais no local, diminuía o poder de ação dos infratores.

        Como cidadãos honestos que somos, pagamos altos impostos e taxas exorbitantes. Nessa hora, não temos o retorno disso, que ao menos se resumiria a uma ronda policial mais intensa, afastando aqueles indivíduos. Ao menos, poderiam zelar pela nossa integridade física e moral. Minha sensação de cidadã caiu por água a abaixo. O clima de insegurança da gente e a noção de impunidade daqueles menores e jovens infratores fazem com que as ruas sejam cada vez mais lotadas de gente como essa. Foi deprimente ver nossos familiares compartilharem esse clima de insegurança. Usuários fumavam ali mesmo, na W3 Sul, lugar central e privilegiado. Traficantes anunciavam e vendiam ao lado de demais pessoas. A quem recorrer? O que nos esperava?

        Apesar de a mídia divulgar, amplamente sobre a violência do centro da cidade, isto é, que as ruas de Brasília estão entregues aos meliantes, menores infratores e usuários de drogas, é difícil de acreditar. A ideia que temos é que há exagero nessas informações para ganhar pontos na audiência diária nas emissoras. Entretanto, o que vimos e passamos foi exemplo de que, realmente, a imprensa está certa. Infelizmente são dados concretos de que as vias públicas estão se tornando, cada vez mais palcos de impunidade por parte de pessoas inescrupulosas e que estão ali para “comercializarem” todo o tipo de produto ilícito.

        Pelo que eu, minha filha e outras pessoas pagadoras de seus impostos pudemos testemunhar, o problema da violência urbana está piorando a cada dia. Temo pelo que poderá acontecer em um futuro próximo. O clima gerado pela tensão só nos tira a vontade de jamais voltarmos àquele local com nossas famílias. Também foi fator negativo para os turistas, que, provavelmente farão um comercial negativo lá fora. Além disso, estamos prestes a receber dois grandes eventos: a Copa das Confederações em junho de 2013 e, em 2014, a Copa do Mundo. Brasília, portanto, a cidade sediará eventos internacionais dessa importância e precisa se adaptar à nova realidade, dando segurança, conforto e bem estar aos seus moradores, aos turistas nacionais e estrangeiros.

        Depois do que passamos, continuo a afirmar que o caso da violência no centro da cidade está grave. Chegou o momento de as autoridades, urgentemente, tomarem medidas eficazes em favor de nossa segurança. O intuito de tais ações efetivas é garantir mais qualidade de vida aos usuários do transporte urbano e também a outras pessoas. Deve haver maior fiscalização dos horários dos ônibus, aumento da frota e punição das empresas pelo descaso e descumprimento de horários, a fim de não deixarem os passageiros expostos a qualquer ameaça.

        É imprescindível também que haja, por meio dos poderes públicos, mais sensibilização para com os cidadãos. A carga tributária é muito alta e o retorno muito pouco ou quase nada em termos de segurança, saúde, educação e transporte, não só para os turistas, mas também para os habitantes dessa cidade, centro das grandes decisões e exemplo de modernidade para o resto do país. Com todos esses problemas vão se esvaziando ainda mais, a W3 Sul, a W3 Norte, o Setor Comercial Sul e Norte, as quadras e entrequadras da moderna Brasília. Aos poucos também vai morrendo um passado de glória e tradição em 52 anos de fundação da cidade. Brasília agoniza, pedindo socorro urgente às autoridades públicas, antes que morra à míngua, entregue à violência e entregue à sua própria sorte.

 

Entendendo o artigo:

01 – Qual é o principal acontecimento motivador que impulsionou a autora a redigir este artigo de opinião?

      O evento motivador foi a vivência de momentos de medo, terror e insegurança na noite de domingo de 14 de outubro de 2012, no centro de Brasília (W3 Sul e Setor Comercial Sul). A autora e sua filha, ao retornarem de um passeio, ficaram presas em uma parada de ônibus escura, mal localizada e tomada por traficantes, usuários de drogas e menores infratores, sem o apoio de policiamento ostensivo.

02 – De que maneira a autora caracteriza a infraestrutura do transporte público e as condições urbanas locais no trecho inicial de seu relato?

      A autora aponta sérias falhas estruturais, como o fechamento precoce do metrô aos domingos (às 19h), paradas de ônibus mal localizadas e mal iluminadas, ausência de fiscais de trânsito para ordenar veículos estacionados irregularmente e grande demora na circulação dos ônibus. Essa combinação deixou os passageiros vulneráveis, expostos e aglomerados em locais desprotegidos.

03 – Como o Setor Comercial Sul e a W3 Sul foram transformados, segundo a percepção e o relato testemunhal da autora?

      Os locais foram apropriados por traficantes, usuários e menores de idade de todas as idades, que comercializavam drogas abertamente, disputavam pontos de venda, intimidavam os pedestres e ocupavam completamente os bancos das paradas de ônibus. A praça e as vias públicas funcionavam, na prática, como um "shopping popular" do crime, provocando a fuga dos criminosos apenas de forma momentânea quando viaturas distantes eram avistadas.

04 – Qual era o sentimento predominante entre os cidadãos, famílias e turistas que aguardavam o transporte público naquele momento?

      O sentimento geral era de profundo terror, revolta, perplexidade e forte tensão. As pessoas se mantinham aglomeradas e juntas para tentar se proteger mutuamente, enquanto crianças, idosos, casais e turistas compartilhavam o temor de sofrer roubos ou agressões físicas diante da inércia das autoridades.

05 – Qual é a crítica central que a autora faz em relação à atuação do Estado e ao retorno dos impostos pagos pela população?

      A autora critica duramente a falta de retorno prático da alta carga tributária paga pelos cidadãos honestos. Ela aponta a total ausência de rondas policiais ostensivas nas áreas críticas, o que gera uma forte sensação de impunidade para os infratores e destrói o sentimento de cidadania e segurança da população que financia a máquina pública.

06 – Como a experiência vivida modificou a visão prévia da autora em relação às notícias veiculadas pela imprensa sobre a criminalidade na capital?

      Inicialmente, a autora e grande parte da população acreditavam que a mídia exagerava nos dados sobre a violência urbana no centro de Brasília com o objetivo exclusivo de alavancar a audiência diária. Contudo, após vivenciar diretamente o terror e a criminalidade escancarada nas ruas, ela concluiu que os jornais estavam corretos e que os dados divulgados são reais e concretos.

07 – Quais medidas urgentes a autora sugere que sejam tomadas pelas autoridades governamentais para sanar o problema antes da chegada de eventos internacionais?

      A autora exige ações eficazes de segurança pública, aumento da fiscalização e da frota de ônibus, punição para empresas de transporte negligentes, intensificação das rondas policiais e investimentos reais que garantam o bem-estar dos moradores e dos turistas que visitariam a cidade para a Copa das Confederações (2013) e a Copa do Mundo (2014).