quinta-feira, 10 de setembro de 2026

CONTO: DIA DOS NAMORADOS - MARÇAL AQUINO - COM GABARITO

 Conto: Dia dos namorados

         Marçal Aquino

 

        O rapaz e a moça entraram na pousada e, de um jeito tímido, ele perguntou o preço da diária. O velho Lilico informou e o rapaz e a moça trocaram um olhar em que faiscaram joias de diversos tamanhos. A maior delas era a cumplicidade.

 Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiiN9pwkEeaHSEbrnLoFDeVG2q-dYNY8GSTZT1VZlXjoZhwSrY-FHgRzjBgWDb_RfynY4EbIAYQPmbJj4_C2NMSn39fPQnzxtEhE-B94qvLeXLLWSbCjjaS8s-hvvT0HbuVa_kmq4psVnY7dlGphah22Szr01zIYdkBtjkELh1kLba_hDb1PxC-0ehhQvk/s320/images.jpg


        Enquanto o rapaz preenchia a ficha de entrada, a moça se afastou um pouco para examinar melhor o quadro na parede — e pude vê-la por inteiro.

        Era muito bonita. Tinha os cabelos e a pele claros. Alta, magra, ossos salientes nos ombros. Estava no mundo há pouco mais de uma década e meia e, com certeza, alguém que recusara já havia escrito poemas desesperados pensando nela. Ou cortado os pulsos — o que é quase a mesma coisa.

        Embora não merecesse, o quadro recebeu toda sua atenção por alguns instantes. Era uma pintura ordinária. Eu já tivera a oportunidade de analisá-la durante as longas tardes em que a chuva me impedia de sair para caminhar pela cidade. Uma cidade habitada, fora da temporada turística, por velhos, aposentados e hippies extemporâneos. Gente que tentava, de um jeito ou de outro, ser esquecida.
        O quadro: penso que o artista havia experimentado um momento de genuína felicidade ao contemplar, em algum canto do país, aquelas montanhas, aquele prado, aqueles cavalos. E, generoso, decidira compartilhar esse momento com o resto da humanidade.

        Mas a verdade é que fracassara. A arte não é feita de boas intenções.

        O olhar com que a moça se despediu — para sempre — daquela obra continha um pouco de piedade. E, com isso, ela me conquistou em definitivo.

        O velho Lilico entregou a chave ao rapaz, que se voltou e sorriu para a moça. Seu ar era de alguém vitorioso. Mas sou capaz de apostar que a mão que ele juntou à dela, antes de subirem a escada de madeira, tinha a palma molhada de suor. Havia um princípio de rubor no rosto dela. Eram muito jovens e estavam vivendo um grande momento, mas não sabiam disso ainda. Essas coisas a gente só compreende depois.

        Lilico deixou o balcão da recepção e foi até a copa, onde falou alguma coisa para Jair, um de seus empregados. Em seguida veio até a mesa que eu ocupava.

        "Gosto de gente que chega para hospedar-se sem nenhuma bagagem", ele comentou.

        "E a felicidade que eles carregam, não conta?", eu perguntei.

        Ele examinou o tabuleiro, como se estivesse tentando rememorar a jogada que pretendia fazer antes de ser interrompido pela chegada do casal.

        "Mandei o Jair levar uma garrafa de champanhe para eles. Cortesia da casa”.

        "Fez bem", eu disse.

        "Gozado, sabe quem essa moça me lembrou?"

        Eu disse: "Sei".

        "Acho que foram os olhos dela", ele falou. "Muito parecidos."

        Retomamos o jogo e não falamos mais do casal. Eu, porém, continuei pensando neles. Num dia como aquele, anos antes, uma mulher, que entrava comigo num hotel bem diferente daquela pousada, me dissera: "Hoje eu vou te dar um presente muito especial".

        Um pouco depois da meia-noite interrompemos o jogo e o velho Lilico recolheu as peças e guardou o tabuleiro. E eu já estava no meio da escada, a caminho do meu quarto, quando ele perguntou:

        "Você ainda pensa nela?"

        "De vez em quando eu penso."

        "E por que você não vai atrás dela? Vocês dois ainda têm alguns anos pela frente."

        "A mágica não acontece duas vezes", eu disse.

        O velho Lilico balançou a cabeça.

        "Você sabe que só em filme francês antigo o herói termina seus dias em hotéis vagabundos, escrevendo livros que nunca irá publicar”.

        Eu me limitei a sorrir. Então ele me desejou "boa noite" e voltou para a recepção.

        Eu subi a escada e, ao chegar ao corredor, parei diante da porta do quarto que o casal ocupava e tentei ouvir alguma coisa. Mas tudo estava silencioso. Entrei nó meu quarto e, enquanto me despia, pensei no velho Lilico. Ele tinha razão: ainda me restavam alguns anos pela frente. E essa era a pior parte da história.

Conto reproduzido do site: http://www.releituras.com/

Entendendo o conto:

01 – Qual é o papel da voz narrativa no conto e de que forma o narrador se posiciona diante da chegada do jovem casal à pousada?

      O conto é narrado em primeira pessoa por um personagem observador que se encontra hospedado na pousada. Ao observar a chegada do jovem casal, o narrador adota uma postura melancólica, contemplativa e analítica. Ele projeta na juventude e na cumplicidade dos jovens a sua própria nostalgia e as memórias do seu passado amoroso. A voz narrativa funciona como uma ponte entre o entusiasmo da mocidade (representada pelos recém-chegados) e o desencanto da maturidade (representado pelo próprio narrador e pelo ambiente da cidade).

 

02 – Como o narrador descreve a cidade e os seus habitantes? Qual é a relação entre essa ambientação e o seu próprio estado de espírito?

      A cidade é retratada como um lugar calmo, fora da temporada turística, habitado por velhos, aposentados e "hippies extemporâneos" — pessoas que buscam, de uma forma ou de outra, ser esquecidas. Essa ambientação decadente e estática reflete diretamente o estado de espírito do narrador, que se encontra isolado e estagnado em suas próprias memórias. O ambiente espacial espelha a sua própria tentativa de se afastar do mundo e aceitar a solidão.

 

03 – No texto, a moça observa um quadro na parede da recepção. Qual é a crítica feita pelo narrador a essa obra de arte e o que a reação da moça revela sobre o seu caráter aos olhos dele?

      O narrador considera o quadro uma "pintura ordinária", afirmando que o artista fracassara na tentativa de transmitir a sua felicidade genuína ao espectador, pois "a arte não é feita de boas intenções". Quando a moça se despede do quadro com um olhar que contém "um pouco de piedade", o narrador percebe nela uma sensibilidade estética e uma maturidade refinada, o que o faz sentir-se definitivamente conquistado e atraído pela figura dela.

 

04 – Analise a afirmação do narrador: "Eram muito jovens e estavam vivendo um grande momento, mas não sabiam disso ainda. Essas coisas a gente só compreende depois." O que esse trecho revela sobre a percepção do tempo e da juventude no conto?

      O trecho destaca a efemeridade e o valor inconsciente da juventude. Para o narrador, os momentos mais intensos e felizes da vida são muitas vezes vivenciados sem a plena consciência da sua dimensão temporal. Apenas com o passar do tempo, com o amadurecimento e com o distanciamento da velhice ou da perda, é que se compreende o valor daqueles instantes de cumplicidade e felicidade.

 

05 – Qual é o significado da interação entre o narrador e o velho Lilico a respeito de ter "bagagem" e de lembrar de uma mulher do passado?

      Quando Lilico comenta que gosta de hóspedes sem bagagem, o narrador questiona o valor da "felicidade que eles carregam", sugerindo que as bagagens emocionais são mais significativas que as físicas. Em seguida, a semelhança da jovem com uma mulher do passado do narrador desencadeia um momento de memória compartilhada com Lilico. Essa conversa evidencia que tanto o narrador quanto Lilico carregam marcas do passado e que a presença do casal atua como um espelho de saudades que ambos tentam lidar.

 

06 – Como o narrador justifica a sua recusa em ir atrás da mulher do seu passado quando confrontado pelo velho Lilico?

      O narrador justifica sua recusa com a frase "A mágica não acontece duas vezes". Ele demonstra a crença de que tentar reviver uma paixão ou uma época de felicidade idealizada no passado seria inútil, pois as circunstâncias e os sentimentos que tornaram aquele momento único já não podem ser replicados. Ele prefere manter a lembrança intacta a arriscar uma nova decepção.

 

07 – Explicite o significado da frase final do conto: "Ele tinha razão: ainda me restavam alguns anos pela frente. E essa era a pior parte da história."

      A frase encerra o conto com um profundo tom de desilusão e desamparo existencial. Saber que "ainda restavam alguns anos pela frente" não é visto como uma oportunidade de recomeço, mas sim como um fardo longo e doloroso. O narrador compreende que terá de viver o restante de seus dias na solidão, consciente de que a intensidade, a "mágica" e a felicidade genuína de sua vida já ficaram definitivamente no passado.

 

 

 

 

SIMULADO DE LÍNGUA PORTUGUESA - COM GABARITO

 Simulado de  Língua Portuguesa

 

01 – (Cesgranrio) Tendo em vista as regras de concordância nominal, assinale a opção em que a lacuna só pode ser preenchida por um dos termos colocados entre parênteses:

a. cabelo e pupila _____ (negros / negras)

b. cabeça e corpo _____ (monstruoso / monstruosos)

c. calma e serenidade _____ (invejável / invejáveis)

d. dentes e garras _____ (afiados / afiadas)

e. galhos e tronco _____ (seco / secos).

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj2elq2Jcut7TfxiEgk1lNwrZ_tdIdQ4AoBaeZ3uDIEelOzspdvX6bZ-7EUjXVmpMWL1uqFCOb1PQ62fyJAzxSKUQFAd5ZV9N-pTwstw5URJ3bm6eFEkVxcXnDlBb48a0Xu2KKwdE40It1G_ENtAEjfSv7V0NG_Gcm7P8zLHjZ-Q41tQEY2Bz4aT_iDfNQ/s320/images.jpg

02 – (Ibmec) Assinale a alternativa que preenche de forma adequada e correta as lacunas nas frases abaixo, respectivamente.

I – Seguem _____ às cartas minhas poesias para você.

II – Polvo e lula _____ serão servidos no jantar.

III – Para a matrícula, é _____ a documentação pedida.

a. anexa – frescos – necessária

b. anexas – fresca – necessária

c. anexos – frescos – necessários

d. anexas – frescas – necessária

e. anexas – fresco – necessária.

 

03 – (FGV-SP) Assinale a alternativa em que ocorra erro de concordância.

a. Entre um copo de cerveja e outro, foi considerado, por algum tempo, a possibilidade de eclodir uma revolução.

b. A maioria dos alunos chegou às 13 horas.

c. Não se sabem os motivos que levaram Chico Leitão a essas diatribes.

d. A entrada dos bois nos currais atrapalhou a contagem.

e. Chegaram de Brasília os ajudantes para fazer a faxina no consultório.

 

04 – (UnB) Em todas as alternativas a concordância nominal fez-se corretamente, exceto em:

a. Eu observava no velho guerreiro o destemor e a força quase lendários.

b. Estavam emudecidos, para sempre, as almas, as vozes e os risos dos homens.

c. Aquelas mesmas figuras pareceram a nós meio estranhas.

d. O presidente quer o decreto o mais breve e incisivo possíveis.

 

05 – (ITA) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do texto a seguir:

        "Todas as amigas estavam _____ ansiosas _____ ler os jornais, pois foram informadas de que as críticas foram _____ indulgentes _____ rapaz, o qual, embora tivesse mais aptidão _____ ciências exatas, demonstrava uma certa propensão _____ arte."

a. meio – para – bastante – para com o – para – para a

b. muito – em – bastante – com o – nas – em

c. bastante – por – meias – ao – a – à

d. meias – para – muito – pelo – em – por

e. bem – por – meio – para o – pelas – na.

 

06 – (Uneb) Assinale a alternativa em que, pluralizando-se a frase, as palavras destacadas permanecem invariáveis:

a. Este é o meio mais exato para você resolver o problema: estude só.

b. Meia palavra, meio tom – índice de sua sensatez.

c. Estava só naquela ocasião; acreditei, pois em sua meia promessa.

d. Só estudei o elementar, o que me deixa meio apreensivo.

e. Passei muito inverno só.

 

07 – (ESPM) Na frase: “Analfabetismo, saneamento básico e pobreza combinados explicam 62% da taxa de mortalidade das crianças com até cinco anos no Brasil” (O Estadão), o termo em negrito:

a. transgride as normas de concordância nominal.

b. concorda em gênero e número com o elemento mais próximo.

c. faz uma concordância ideológica, num caso de silepse de número.

d. poderia ser substituído pelo termo "combinadas".

e. concorda com todos os termos a que se refere, prevalecendo o masculino plural.

 

08 – (Acafe) Corrija a frase. Depois, justifique.

        “Ela está meia nervosa”

      Ela está MEIO nervosa. O vocábulo "meio" é advérbio, palavra invariável, logo não sofre variação de gênero ou número.

 

09 – (PUC-Campinas) "Não foi ________ a pesada suspensão que lhe deram, porque você foi o que ________ falhas apresentou; podiam ter pensado em outras penalidades mais ________ ."

a. justo – menas – cabível

b. justa – menos – cabível

c. justa – menos – cabíveis

d. justo – menos – cabível

e. justo – menas – cabíveis.

 

10 – (Unemat) Assinale a alternativa em que a concordância nominal está de acordo com a norma-padrão da língua.

a. Encaminho alguns documentos anexo para conhecimento dos projetos institucionais.

b. O menino não era tal qual seus irmãos.

c. Era meio-dia e meio quando as autoridades deram início à solenidade.

d. Tenho menas informação que você sobre o resultado da pesquisa.

e. É necessário a participação dos alunos nos eventos da escola.

 

11 – (Unirio) Assinale a opção em que a concordância nominal contraria a norma culta da língua:

a. Uso louça e copo velhos.

b. Uso louça e copo velho.

c. Uso copo e louça velhos.

d. Uso copo e louça velha.

e. Uso copo e louça velhas.

 

12 – (Unemat) Assinale a alternativa cuja concordância verbal ou nominal está incorreta.

a. Não encontramos na cidade nem vereador e nem prefeito reeleitos.

b. Meus pais e meus filhos estão quite com a justiça eleitoral.

c. Professores, acadêmicos, funcionários: ninguém comentou a perda salarial na reunião sindical.

d. Os portugueses, como se sabe, foram responsáveis pelas grandes descobertas, uma vez que eram bons navegadores.

e. Receber quinhentos e sessenta reais por mês é insuficiente para sustentar uma família com dois filhos.

 

13 – (Unisinos) O caso de concordância nominal inaceitável aparece em:

a. Nunca houve divergências entre mim e ti.

b. Ele tinha o corpo e o rosto arranhados.

c. Recebeu o cravo e a rosa perfumado.

d. Tinha vãs esperanças e temores.

e. É necessário certeza.

 

14 – (UFSM) Considerando a concordância nominal, assinale a frase correta:

a. Ela mesmo confirmou a realização do encontro.

b. Foi muito criticado pelos jornais a reedição da obra.

c. Ela ficou meia preocupada com a notícia.

d. Muito obrigada, querido, falou‑me emocionada.

e. Anexo, remeto‑lhes nossas últimas fotografias.

 

15 – (Unicap) Esta questão se refere à concordância nominal. Assinale as afirmativas verdadeiras e as afirmativas falsas.

a. A senhora é servida um cafezinho? – Não, muito obrigado – respondeu a cliente. (F)

b. Meio irritadas, as donas de casa pediam menos tolerância para com os remarcadores de preços. (V)

c. Há bastantes pessoas no Brasil que não estão quites com o Fisco. (V)

d. O proprietário da fazenda não queria só a cooperação dos amigos Silvestre e Nogueira. (V)

e. Após conversarem longamente, Bentinho e Capitu olharam-se afetivamente um para a outra. (F)

 

16 – (UEPG-PR) Marque a frase absolutamente inaceitável, do ponto de vista da concordância nominal:

a. É necessária paciência.

b. Não é bonito ofendermos aos outros.

c. É bom bebermos cerveja.

d. Não é permitido presença de estranhos.

e. Água de Melissa é ótimo para os nervos.

 

17 – (PUC-Campinas) Assinale a alternativa em que "meio" funciona como advérbio.

a. Fica no meio do quarto.

b. Quero meio quilo.

c. Está meio triste.

d. Achei o meio de encontrar-te.

e. n.d.a.

 

18 – (Mackenzie) Aponte a alternativa em que há erro:

a. Ante o perigo, os guardas se mantinham alertas.

b. Sua família tinha muito menos riquezas que a nossa.

c. Há bastantes meses, falou-me de seu grande amor.

d. Seus quadros eram os mais clássicos possíveis.

e. É necessário explicação.

 

19 – (FAMECA) Observe a concordância:

1) Entrada proibida.

2) É proibido entrada.

3) A entrada é proibida.

4) Entrada é proibido.

5) Para quem a entrada é proibido?

a. A número 5 está errada.

b. A 4 e a 5 estão erradas.

c. A 2 está errada.

d. Todas estão certas.

e. A 2 e a 5 estão erradas.

 

 

DIFERENÇAS ENTRE VÊ / VER E VERBOS SEMELHANTES - ATIVIDADES COM GABARITO

 DIFERENÇAS ENTRE VÊ / VER E VERBOS SEMELHANTES

 

        Na língua portuguesa existe uma dúvida muito grande em relação a formas verbais acentuadas que se assemelham aos infinitivos pessoais e impessoais. Por exemplo, qual seria a ocasião correta para se usar e VER? Em que situações um e outro devem ser empregados?

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1k_SySG-z8I5OqmPLXYJmhEQ7zjErsExySB5XWg-naysKuNUNVeXMTWvBoUo_RjOdCLYZG_DYtn0UXqD2BwH8jIicPVMzlHIBKF-sBLQlpDaIZBlkLY1q4Cx0KrHw4_pR7x_4_MzT4T_PAdVaSMHF7StgrH_mliVQ46j6fZ99qnjObsEL6IMmedTSLiw/s320/images.png



        As formas VER, CRER, LER, DAR e ESTAR são infinitivas (nome do verbo) e, quando conjugadas na terceira pessoa do singular (ele, ela ou semelhante) perdem o "R" e são acentuadas. Então o verbo CRER tornar-se-á CRÊ na conjugação; o verbo VER tornar-se-á e assim por diante.


        Ele ainda crê na recuperação da equipe. (certo)

        Ele ainda crer na recuperação da equipe. (errado)

        A atenção que Edson dá a seus alunos é insuficiente. (certo)

        A atenção que Edson dar a seus alunos é insuficiente. (errado)


        Percebam que usar, nesses casos, o verbo no infinitivo seria alguma coisa estranha, como observamos na comparação seguinte:

        Antônio faz com que os processos sejam agilizados = Edson dá atenção aos alunos.

        Antônio fazer com que os processos sejam utilizados = Edson dar atenção aos alunos.


        O infinitivo, no entanto, funcionará como verbo principal no caso de locução verbal (mais de um verbo valendo como um só), como no esquema abaixo:

        Edson pode dar atenção a seus alunos de forma mais eficiente. (certo)

        Edson pode dá atenção a seus alunos de forma mais eficiente. (errado)


        Na comparação,

        Edson pode fazer tudo mais corretamente = Edson pode dar atenção a seus alunos.

        Edson pode faz tudo mais corretamente = Edson pode dá atenção a seus alunos.


        Então, para resumir, as formas verbais com "R" vistas aqui são infinitivas e serão utilizadas nas locuções verbais, como verbo principal; as formas verbais acentuadas serão utilizadas de forma simples, como verbo flexionado na oração.

 

Entendendo as diferenças:

01 – De acordo com o texto, qual é a diferença gramatical entre as formas verbais terminadas em "R" (como VER, CRER, DAR) e as formas verbais acentuadas (como VÊ, CRÊ, DÁ)?

      As formas terminadas em "R" pertencem ao infinitivo (o nome do verbo em seu estado natural). Já as formas acentuadas representam o verbo flexionado/conjugado na terceira pessoa do singular do presente do indicativo (ele/ela), nas quais o verbo perde a terminação "R" e recebe o acento gráfico.

 

02 – Em quais contextos sintáticos o texto indica que se deve utilizar a forma verbal no infinitivo (terminada em "R")?

      O infinitivo deve ser empregado quando o verbo atua como o verbo principal de uma locução verbal (quando há dois ou mais verbos juntos com valor de um só). Nesses casos, o primeiro verbo (auxiliar) é flexionado e o segundo (principal) permanece no infinitivo, como no exemplo: "Edson pode dar atenção...".

 

03 – Qual é o teste prático de substituição apresentado pelo texto para identificar se uma frase exige o verbo no infinitivo ou o verbo flexionado?

      O texto sugere substituir o verbo em dúvida por um verbo de outra conjugação no infinitivo ou conjugado (como o verbo fazer). Se na estrutura couber a forma no infinitivo ("fazer"), deve-se usar a forma com "R" ("dar", "ver"). Se couber a forma conjugada ("faz" ou "fazem"), deve-se usar a forma acentuada sem o "R" ("dá", "vê").

 

04 – Análise de erro: Explique por que a frase "A atenção que Edson dar a seus alunos é insuficiente" está incorreta segundo as regras apresentadas no texto.

      A frase está incorreta porque o verbo não está inserido em uma locução verbal nem desempenha papel de infinitivo; trata-se de uma ação direta praticada pelo sujeito da terceira pessoa do singular ("Edson" / "ele"). Portanto, o verbo deve ser flexionado, devendo-se utilizar a forma acentuada dá em vez do infinitivo dar.

 

05 – Como o texto resume a regra geral para a escolha entre usar as formas verbais acentuadas ou as formas terminadas em "R"?

      O texto resume que as formas com "R" (infinitivas) devem ser usadas como verbo principal em locuções verbais, enquanto as formas acentuadas devem ser empregadas quando o verbo é utilizado de forma simples, ou seja, flexionado/conjugado diretamente na oração.

 

 

NOTÍCIA: A VIDA ANTES E DEPOIS DO COMPUTADOR E DA INTERNET - ANDRÉ MACHADO - COM GABARITO

 Notícia: A Vida Antes e Depois do Computador e da Internet

 

        Professora usa blog para informar sobre deficiências.

 

        Usar um computador pode de fato dar uma nova dimensão ao dia de um deficiente físico. A professora Marcela Cálamo Vaz Silva, 36, moradora de Guarulhos, SP, é tetraplégica desde os seis anos de idade e conta que a tecnologia mudou sua vida. Ela também cita o Motrix e o Dosvox como exemplos de softwares que ajudam os deficientes, embora seu caso não os exija:

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWX_f7wTxu36-IaXLfJOhOHur6KJljoavHUCjh1oVwcmU4cu79m873MtIS3kyQbX6iN219hkdufCFx_dVYSAEC8IYwjIEknl9lT3QUCtXz-8bz6tW2LW-enlteQxdfwEqEoR-qEMHoS70QDz20QX5pM_qz7WHkbaygB6r1MbzxqWLsF1_4Qw9S7crHmig/s320/images.jpg 


        -- Nunca usei nenhum software específico para portadores de deficiência, pois, mesmo com uma lesão num nível muito alto, que me classifica como tetraplégica, tenho preservados os movimentos de braços, mãos e dedos – explica, por e-mail. Mas posso dizer, com toda segurança, que minha vida se divide em duas fases: antes e depois do computador, sobretudo a Internet. Meu contato com a rede começou há quatro anos, através dos chats. A fase do chat durou uns dois anos e meio e foi no final dela que descobri o quanto meu mundo poderia crescer através da Internet. Mesmo sendo paraplégica desde os seis anos de idade, meu contato com outros portadores de deficiências Iimitara-se aos poucos anos em que frequentei a AACD (Associação de Apoio à Criança Deficiente). Foi através da Internet que retomei o contato com pessoas com necessidades especiais, como eu, e comecei a me interessar por assuntos relativos à deficiência, como luta por direitos, preconceito, acessibilidade.

        Foi também através de um amigo de chat que Marcela teve o primeiro contato com o mundo dos blogs (em julho, seu blog Maré fará um ano). Hoje, ela é uma blogueira convicta.

        -- No início era apenas um blog com assuntos despretensiosos. Mas, depois, percebi que o estava direcionando para informar meus leitores, a maioria formada por pessoas sem qualquer tipo de deficiência, sobretudo que minha experiência como "cadeirante" permitia. Percebi o quanto as pessoas são mal informadas a respeito de como um portador de deficiência vive e que essa ignorância se deve à falta de convivência ou de alguém que possa dizer a elas como as coisas realmente são. Decidi que faria isso em meu blog.

André Machado, foi adaptado da seção Informática, etc., do jornal O Globo, de 30 de junho de 2003, p. 2.

Entendendo a notícia:

01 – No fragmento "(...) tenho PRESERVADOS os movimentos de braços, mãos e dedos (...)." (2º parágrafo), o ajuste de flexões em "preservados" se explica por um processo de:

a) concordância nominal com “braços”.

b) concordância verbal com “movimentos”.

c) concordância nominal com “movimentos”.

d) concordância verbal com “braços, mãos e dedos”.

e) concordância nominal com “dedos”.

02 – De acordo com o depoimento de Marcela Cálamo Vaz Silva, como a Internet transformou sua relação e interação com outras pessoas com deficiência?

      Antes do acesso à Internet, o contato de Marcela com outras pessoas com deficiência era muito restrito, limitando-se apenas ao período em que frequentou a AACD (Associação de Apoio à Criança Deficiente). Com o surgimento da Internet e o uso de chats, ela conseguiu se reconectar com esse público, o que expandiu seu mundo e despertou seu interesse por pautas sociais importantes, como a luta por direitos, o combate ao preconceito e a busca por acessibilidade.

03 – Apesar de ser tetraplégica, por que Marcela explica que não precisa utilizar softwares adaptados, como o Motrix ou o Dosvox, para usar o computador?

      Marcela explica que, embora sua lesão seja classificada em um nível alto como tetraplegia, os movimentos de seus braços, mãos e dedos continuam preservados. Por esse motivo, ela consegue manusear o teclado e os periféricos convencionais sem a necessidade de tecnologias assistivas ou softwares específicos para acessibilidade.

04 – Qual foi a mudança de objetivo que ocorreu no blog "Maré", mantido por Marcela, e o que motivou essa transformação?

      Inicialmente, o blog tratava de assuntos despretensiosos. No entanto, Marcela percebeu que a maioria de seus leitores era formada por pessoas sem deficiência que ignoravam a realidade das pessoas cadeirantes por falta de convivência. Diante dessa constatação, ela redirecionou o objetivo do blog para informar e conscientizar a população sobre a vida real de uma pessoa com deficiência, usando sua própria experiência pessoal.

05 – Por que a frase "minha vida se divide em duas fases: antes e depois do computador, sobretudo a Internet" sintetiza a ideia central da notícia?

      A frase resume o impacto profundo que a tecnologia teve na autonomia, na inclusão e na vida social de Marcela. O computador e a Internet representaram um divisor de águas que expandiu seus horizontes além do isolamento físico, permitindo-lhe criar novos laços, engajar-se ativamente na defesa de direitos e tornar-se uma educadora e formadora de opinião digital.

 

 

CRÔNICA: BRASILEIRO NÃO GOSTA DE LER? LYA LUFT - COM GABARITO

 Crônica: Brasileiro não gosta de ler?

            Lya Luft


        Não é a primeira vez que falo nesse assunto, o da quantidade assustadora de analfabetos deste nosso Brasil. Não sei bem a cifra oficial, e não acredito muito em cifras oficiais. Primeiro, precisa ser esclarecida a questão do que é analfabetismo. E, para mim, alfabetizado não é quem assina o nome, talvez embaixo de um documento, mas quem assina um documento que conseguiu ler e... entender. A imensa maioria dos ditos meramente alfabetizados não está nessa lista, portanto são analfabetos – um dado melancólico para qualquer país civilizado. Nem sempre um povo leitor interessa a um governo (falo de algum país ficcional), pois quem lê é informado, e vai votar com relativa lucidez. Ler e escrever faz parte de ser gente.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiePwzsLyGSXY2ghv8dzeM2dPXAb03DT1avJM6y0pWrAnCrlSZ5hrwbe8iWsfwa3Vmd1Yq8NBs6uL2illWmqiBRCLicSPS7j6Gj2XyCFIgrNPeyq8IzLN9CVLKcS5sXkHIYFM18TQdcYsIiVhWxp8FHLET4o1rFleiBlgG3JHXNg6azHsIk5BuNY2jq62k/s320/images.jpg


        Sempre fui de muito ler, não por virtude, mas porque em nossa casa livro era um objeto cotidiano, como o pão e o leite. Lembro de minhas avós de livro na mão quando não estavam lidando na casa. Minha cama de menina e mocinha era embutida em prateleiras. Criança insone, meu conforto nas noites intermináveis era acender o abajur, estender a mão, e ali estavam os meus amigos. Algumas vezes acordei minha mãe esquecendo a hora e dando risadas com a boneca Emília, de Monteiro Lobato, meu ídolo em criança: fazia mil artes e todo mundo achava graça.

        E a escola não conseguiu estragar esse meu amor pelas histórias e pelas palavras. Digo isso com um pouco de ironia, mas sem nenhuma depreciação ao excelente colégio onde estudei, quando criança e adolescente, que muito me preparou para o mundo maior que eu conheceria saindo de minha cidadezinha aos 18 anos. Falo da impropriedade, que talvez exista até hoje (e que não era culpa das escolas, mas dos programas educacionais), de fazer adolescentes ler os clássicos brasileiros, os românticos, seja o que for, quando eles ainda nem têm o prazer da leitura. Qualquer menino ou menina se assusta ao ler Macedo, Alencar e outros: vai achar enfadonho, não vai entender, não vai se entusiasmar. Para mim esses programas cometem um pecado básico e fatal, afastando da leitura estudantes ainda imaturos.

        Como ler é um hábito raro entre nós, e a meninada chega ao colégio achando livro uma coisa quase esquisita, e leitura uma chatice, talvez ela precise ser seduzida: percebendo que ler pode ser divertido, interessante, pode entusiasmar, distrair, dar prazer. Eu sugiro crônicas, pois temos grandes cronistas no Brasil, a começar por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, além dos vivos como Verissimo e outros tantos. Além disso, cada um deve descobrir o que gosta de ler, e vai gostar, talvez, pela vida afora. Não é preciso que todos amem os clássicos nem apreciem romance ou poesia. Há quem goste de ler sobre esportes, explorações, viagens, astronáutica ou astronomia, história, artes, computação, seja o que for.

        O que é preciso é ler. Revista serve, jornal é ótimo, qualquer coisa que nos faça exercitar esse órgão tão esquecido: o cérebro. Lendo a gente aprende até sem sentir, cresce, fica mais poderoso e mais forte como indivíduo, mais integrado no mundo, mais curioso, mais ligado. Mas para isso é preciso, primeiro, alfabetizar-se, e não só lá pelo ensino médio, como ainda ocorre. Os primeiros anos são fundamentais não apenas por serem os primeiros, mas por construírem a base do que seremos, faremos e aprenderemos depois. Ali nasce a atitude em relação ao nosso lugar no mundo, escolhas pessoais e profissionais, pela vida afora. Por isso, esses primeiros anos, em que se aprende a ler e a escrever, deviam ser estimulantes, firmes, fortes e eficientes (não perversamente severos). Já se faz um grande trabalho de leitura em muitas escolas. Mas, naquelas em que com 9 ou 10 anos o aluno ainda não usa com naturalidade a língua materna, pouco se pode esperar. E não há como se queixar depois, com a eterna reclamação de que brasileiro não gosta de ler: essa porta nem lhe foi aberta.

                          Fonte: Educar pra Crescer.

Entendendo a crônica:

01 – O que significa ser verdadeiramente alfabetizado segundo a autora?

      Para Lya Luft, ser alfabetizado não é apenas conseguir assinar o próprio nome, mas sim ter a capacidade de ler um documento e compreender completamente o seu conteúdo.

02 – Qual é a crítica feita aos programas educacionais em relação à escolha das leituras escolares?

      A autora critica a obrigatoriedade de impor a leitura de clássicos da literatura brasileira (como Macedo e Alencar) a adolescentes imaturos. Para ela, apresentar obras complexas antes de despertar o prazer de ler assusta e afasta os estudantes dos livros.

03 – Que estratégia a autora propõe para atrair e seduzir os jovens leitores?

      Ela sugere iniciar a formação do leitor com textos mais acessíveis e dinâmicos, como as crônicas, além de permitir que cada pessoa escolha temas de seu próprio interesse (como esportes, artes, história, ciências ou revistas e jornais), mostrando que a leitura pode ser divertida e prazerosa.

04 – De acordo com o texto, qual é o papel do hábito de ler no desenvolvimento do indivíduo?

      A leitura exercita o cérebro, permite o aprendizado contínuo e torna a pessoa mais crítica, curiosa e integrada ao mundo. Além disso, ao informar o cidadão, a leitura o fortalece como indivíduo e possibilita escolhas mais lúcidas e conscientes, inclusive no momento do voto.

05 – Por que a autora considera os primeiros anos de escolarização cruciais para a formação do leitor?

      Porque é na infância que se constrói a base do aprendizado e a atitude em relação ao conhecimento. Se a porta da leitura não for aberta de forma estimulante e eficiente nos primeiros anos, o aluno dificilmente usará a língua com naturalidade, tornando injusto cobrar dele o hábito de ler no futuro.

 

 

 

 

 

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS 1 - COM GABARITO

 Orações Subordinadas Substantivas 1

 

01 – Permute o substantivo grifado por uma oração substantiva, segundo o modelo que segue.

        Tínhamos interesse na sua colaboração.

        Tínhamos interesse em que você colaborasse.

a) Detectamos facilmente a existência de um erro.

      Detectamos facilmente que existiu um erro.
b) O corretor garantia a valorização do terreno.

      O corretor garantia que valorizava o terreno.
c) Preocupava-se com a fuga dos inimigos.

      Preocupava-se que os inimigos fugissem.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhawPZ1io0PZWO3j5Ymml02pLEhfybeLwej-LAkYfCV3PTDXN_jTDChf9LOqBS8_VEPmEjXUs3zmpGTHIcQTWyFRAHs54xK7eqLcgFe1262E_tIIo2uGQWYUyNnUVeKQp7j5PN7JLcEy9GUKAFi7wcdU-mBap4DDUzJsn3FzQFs-_vVeeksQ9cLQI1Oywg/s320/images.jpg~



02 – Classifique as orações substantivas abaixo em completiva nominal ou objetiva indireta.

a) Aqui ninguém duvida de que marmota existe. (Rachel de Queiroz)
      Objetiva indireta
b) Estava convencido de que todos os habitantes da cidade eram ruins. (Graciliano Ramos)
      Completiva nominal
c) Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo. (G. Ramos)
      Completiva nominal
d) Essas ocorrências servem para prevenir a população de que nunca estamos seguros nos grandes centros urbanos.

      Objetiva indireta
e) O lazer não deve estar restrito a ideia de que se possa viajar à praia ou ao campo durante as férias. 

      Completiva nominal

03 – Classifique as orações substantivas abaixo em subjetiva ou objetiva direta.

a) É verdade que parte da imprensa aumentou muito o noticiário acerca da delinquência. (Folha de S. Paulo) Subjetiva
b) Sabia eu que não tinha mais trança de moça no detrás daquelas paredes (...) (J. C. de Carvalho) Objetiva direta
c) Constava também que Aurélia tinha um tutor. (J. Alencar) Subjetiva
d) Aqui, não: sabe-se que cada um traz a sua alma. (M. de Assis) Subjetiva

e) Sinhá Inácia que lhe diga se não chorei muito... (M. de Assis) Objetiva direta

04 – Classifique as orações substantivas abaixo:
a) Tenho certeza de que aqui é o meu lugar. (Clarice Lispector) Completiva nominal
b) Ela não entendeu se ele se referia à hora ou a toda a vida passada sem compreensão. (Drummond) Objetiva direta
c) Pareceu-me que o mundo se tinha despovoado. (G. Ramos) Subjetiva
d) Karl Marx acreditava em que a barbárie era a ausência de socialismo. (J. da Tarde) Objetiva indireta
e) A oposição salvadorenha tem consciência disso, que há uma diferença “fundamental” entre a Guarda Nacional de Somoza e as Forças Armadas de El Salvador como instituição. (Folha de S. Paulo) Apositiva
f) Pensei compreender por que os noivos se presenteiam. (C. Lispector) Objetiva direta
g) Mas até hoje não sei quem matou a irmã Geórgia. (F. Sabino) Objetiva direta
h) Não tenho dúvida de quanto fui amado. Completiva nominal
i) Pergunto-lhe quantas horas são. (Drummond) Objetiva direta
j) Olha para todos os lados para descobrir de onde sai a voz. (L. F. Veríssimo) Objetiva direta
k) O vizinho Pires de Melo mandou saber se eu queria barganhar a pele da onça. (J. C. Carvalho) Objetiva direta
l) A comadre viu que o vento se lhe ia tomando absolutamente contrário. (M. A de Almeida) Objetiva direta
m) Dizia-se que os feiticeiros iam celebrar ali os seus sortilégios em noite de São João. (F. Távora) Subjetiva
n) É evidente que ninguém pode condenar o governo por gastar dinheiro com saúde pública. (J. Tarde) Subjetiva
o) Afinal me convenci de que tudo aquilo eram tolices. (G. Ramos) Objetiva indireta
p) É quase certo que Alexandre poderá ter o lugar de Lúcio no time. Subjetiva
q) Vocês podem achar graça, mas não se esqueçam de que o cearense é um sujeito fino, prático. (M. Palmério) Objetiva indireta
r) É pouco provável que a economia brasileira caminhe para recessão como a dos anos 80. Subjetiva
s) Não há dúvida de que Lucas conseguiu um bom negócio. Completiva nominal
t) Parecia que Luíza queria esfolar-se. Subjetiva
u) A frase de White é o reconhecimento implícito de que uma revolução é de fato necessária em El Salvador. (Folha de S. Paulo) Completiva nominal
v) Desde os primórdios, sabemos que o homem é mortal. Objetiva direta
w) “Será necessário que vós vades para o deserto”. Subjetiva
x) Vocês sabem se eles voltarão amanhã? Objetiva direta
y) Desejo que vocês viajem bem e descansem bastante. Objetiva direta
z) É necessário que tenhamos confiança no próximo. Subjetiva

 

05 – Classifique as orações destacadas:

a) O importante foi ajudar as vítimas do desabamento. PREDICATIVA - Reduzida de infinitivo

b) O médico falava o mesmo conselho: preparar a família do paciente. APOSITIVA - Reduzida de infinitivo

c) É preciso receber mais verbas para a construção da igreja. SUBJETIVA - Reduzida de infinitivo

d) Prometia acabar com a corrupção no partido. OBJETIVA DIRETA - Reduzida de infinitivo

e) Duvidei de haver atos ilícitos na empresa. OBJETIVA INDIRETA - Reduzida de infinitivo

f) Não tinha dúvida de haver atos ilícitos na empresa. COMPLETIVA NOMINAL - Reduzida de infinitivo

g) Foi importante ajudar as vítimas do desabamento. SUBJETIVA - Reduzida de infinitivo.

 

06 – Observe as orações destacadas abaixo.

Responda:

a) Era necessário retirar os acidentados da via pública.
b) O necessário era retirar os acidentados da via pública.

      Elas possuem a mesma classificação? Justifique sua resposta.

      Elas não possuem a mesma classificação. A oração destacada no primeiro período classifica-se como subjetiva reduzida de infinitivo, pois tem a função de sujeito. No segundo período, a classificação da oração destacada é predicativa reduzida de infinitivo, pois vem após um verbo de ligação, funcionando como predicativo da oração principal.

 

Divida os períodos em orações e as classifique corretamente:
1 - Como a conheço bem, / não fiz nada contra ela.
      Or. sub. adv. causal / OP

2 - Fazia tudo / que lhe viesse à cabeça, / já que ia morrer.
      OP / or. sub. adjetiva restritiva / or. sub. adv. causal

3 - Ele decorava tudo / como papagaio.
      OP / or. sub. adv. comparativa

4 - Por mais que eu cantasse, / ela continuava triste e calada.
      Or. sub. adv. concessiva / OP


5 - A vista seria ótima, / se não fossem os prédios altos.
      OP / or. sub. adv. condicional


6 - As eleições serão em outubro, / como avisamos.
      OP / or. sub. adv. conformativa


7 - Nadei / como um cão.
      OP / or. sub. adv. comparativa


8 - Embora comprasse as frutas, / não fez a salada da receita.
      Or. sub. adv. concessiva / OP

9 - Conforme afirmava, / era um bom jogador de futebol.
      Or. sub. adv. Conformativa / OP

10 - Tanto fiz / que recobrei minha antiga condição de gerente.
      OP / or. sub. adv. consecutiva


11 - Caso queira ir ao cinema, / telefone-me.
      Or. sub. adv. condicional / OP


12 - Ainda que comprovem a fraude, / não acredito no que dizem.
      Or. sub. adv. concessiva / OP

13 - Era uma voz tão grave / que metia medo.
      OP / or. sub. adv. consecutiva

14 - A criança morre / para que o homem possa viver.
      OP / or. sub. adv. final


15 - Quanto mais pensava no salário, / mais triste ficava.
      Or. sub. adv. proporcional / OP

16 - A ideia me veio / quando cheguei aqui.
      OP / or. sub. adv. temporal

17 - Embora tudo tenha sido planejado /, a festa foi desorganizada.
      Or. sub. adv. concessiva / OP

18 - Sentei-me na primeira fila, / a fim de ver melhor o filme.
      OP / or. sub. adv. final

19 - Quanto menos trabalho, / tanto menos vontade tenho de trabalhar.
      Or. sub. adv. proporcional / OP

20 - Tudo correu / como estava previsto.
      OP / or. sub. adv. conformativa

21 - Ele tem estudado / como condenado.
      OP / or. sub. adv. comparativa

22 - A cidade foi alagada / porque o rio transbordou.
      OP / Or. sub. adv. causal


23 - Deixe um recado / se você não me encontrar em casa.
      OP / or. sub. adv. condicional

24 - Eu me sinto seguro / quando vejo policiais nas ruas.
      OP / or. sub. adv. temporal

25 - A casa custava tanto / que ela desistiu da compra.
      OP / or. sub. adv. consecutiva

26 - Por mais que se esforçasse, / não era um bom funcionário.
      Or. sub. adv. concessiva / OP


Faça a correspondência:
(1) Conformidade
(2) Proporção
(3) Tempo
(4) Condição
(5) Finalidade
(6) Causa
(7) Concessão
(8) Consequência
(9) Comparação.

(9) Chorava como bebê desmamado.
(4) Vai sair, caso arrume o quarto
(3) Avise-me , quando chegar aqui.
(5) Estudava para passar de ano.
(2) Ao passo que lia, aprendia mais.
(8) Choveu tanto que as ruas alagaram
(3) Quando cheguei, abri as janelas
(7) Ainda que trabalhasse bem, não recebia elogios do chefe.
(6) Como cantei muito, fiquei rouca.
(1) Como anunciaram, vai faltar água amanhã.
(6) Como não conhecesse ninguém, saiu logo da festa.
(9) "Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto o poento caminheiro (...)"
(Álvares de Azevedo)
(9) Ele escreve tão bem quanto lê.
(6) "Foram amigos até a morte, posto que Oliveira não frequentasse a casa de Magalhães."
(Machado de Assis)
(4) Devolveremos seu dinheiro, se você não ficar satisfeito.
(4) Cumprirei minha promessa, a menos que fique doente.
(4) "Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena."
(Fernando Pessoa)
(1) Como ele mesmo afirma, sua situação é difícil.
(5) A fim de que vençam a partida, todos devem jogar bem.
(8) Seu olhar era tão profundo que mal pude suportá-lo.
(2) Quanto mais eu leio, mais eu aprendo.
(3) “Enquanto os homens exercem seus
podres poderes, motos e fuscas
avançam os sinais vermelhos."
(Caetano Veloso).