sexta-feira, 4 de setembro de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO: PSICOLOGIA DA ADOLESCÊNCIA - DESPERTAR PARA A VIDA - FRAGMENTO - FERNANDA PAROLARI NOVELLO - COM GABARITO

 Artigo de opinião: Psicologia Da Adolescência – Despertar Para A Vida – Fragmento

        Fernanda Parolari Novello

        [...]

        Crise da adolescência, fase difícil, idade ingrata... são as taxações mais comuns. Você começa a ter reações que lhe são estranhas. Vêm à tona milhares de dúvidas inesperadas e persistentes que passam a martiriza-lo.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-DHeCH9Xc71oKP8uXSVrF4wA1FUUndnkhsmpWFOw_q2DCdzNg8RA8LEzG-IOEA_jVaa9FQq1VP9RjO5L2j7wuLJYnTGGu6ToNQZamC9-SJFLF6O-AbPtoRV5e_3Wjo1XpDvhJxYNuofqXvdrdS9wCfkFQamGrJq6XiPnDnZk7TUvhYy3mQ1CuQQmvJSA/s1600/images.jpg


        Durante a infância foi absorvido, sem valorização, seleção ou crítica, todo um cabedal de conhecimentos. Como uma semente, começa a germinar, a brotar uma força interior muito forte que necessita sair de dentro de você para a formação de seu Eu individual.

        Mudam as manifestações afetivas, você adquire maior capacidade de especulação, aguça-se o espírito crítico, a sexualidade evolui, surgem os problemas existenciais e a revolta contra os valores preestabelecidos pelos educadores.

        Tudo isso é natural, pois existe dentro de você a importância da criação de uma filosofia de vida sua, particular, que esteja de acordo com o que você é.

        A confiança e o apoio nos pais desaparecem repentinamente, pois você sempre sente necessidade de se diferenciar deles. Ao tentar adquirir segurança em si mesmo, tudo parece embaralhar-se.

        Você não aceita o que lhe foi imposto, mas também não possui ainda ideias próprias. Contudo, as experiências passadas devem ser aproveitadas quando válidas, levando em conta os prós e os contras vivenciados.

        Você, que deixou de ser criança mas não é ainda adulto, começou uma longa caminhada para ao amadurecimento, que vem lento e gradual. Num entreabrir-se sereno.

        Em fase, embora às vezes lhe pareça uma barreira intransponível, passará mais depressa do que você imagina. Não desanime, tenha paciência e confiança em você. Nada é tão difícil nem impossível que não possa ser bem vivido.

        A convivência continuada com você, adolescente, e com o processo da psicologia moderna, permitem afirmar que as dificuldades são, em linhas gerais, as mesmas para todos os adolescentes, variando apenas de intensidade e duração.

        Indubitavelmente, se acompanhada de esclarecimentos físicos e psicológicos, esta evolução pode ser mais tranquila. Trata-se de preparar-se para enfrentar as dificuldades e prevenir-se contra problemas que podem atingir tanto você, adolescente, como seus pais.

        [...]

Fernanda Parolari Novello. Psicologia da adolescência: o despertar para a vida. São Paulo, Paulinas, 1990. p. 41-3.

Fonte: Língua Portuguesa. Trabalhando com a linguagem. Givan Ferreira/Isabel C. Cordeiro/Maria Ap. Almeida Kaster/Mary Marques. 6ª série – 7º ano. 1ª edição – São Paulo – 2004. Quinteto Editorial. p. 21-22.

Entendendo o artigo:

01 – Quais são as rotulações ou taxações mais comuns atribuídas à adolescência citadas no início do texto?

      As taxações mais comuns são "crise da adolescência", "fase difícil" e "idade ingrata".

02 – Como a autora descreve o processo de transformação interna que o adolescente vivencia em relação aos conhecimentos absorvidos na infância?

      Ela explica que o conhecimento absorvido na infância começa a germinar como uma semente, fazendo brotar uma força interior necessária para a formação do "Eu individual".

03 – Segundo o texto, o que acontece com a relação de confiança e apoio que o jovem tinha com os pais?

      A confiança e o apoio nos pais desaparecem repentinamente, pois o adolescente sente uma necessidade constante de se diferenciar deles para adquirir segurança própria.

04 – Qual é a justificativa da autora para o fato de o adolescente se revoltar contra os valores preestabelecidos?

      Ela afirma que essa revolta é natural, pois existe no jovem a necessidade de criar uma filosofia de vida própria e particular, alinhada com quem ele é.

05 – De acordo com o texto, o que pode tornar a evolução da adolescência um processo mais tranquilo?

      A evolução pode ser mais tranquila se for acompanhada por esclarecimentos físicos e psicológicos, ajudando a prevenir problemas tanto para o adolescente quanto para seus pais.

 

ALGUNS PARÔNIMOS E HOMÔNIMOS - COM GABARITO

 ALGUNS PARÔNIMOS E HOMÔNIMOS

 

        Disponibilizo a seguir alguns casos de palavras semelhantes, que causam muitas dúvidas quando da escrita de textos. São os chamados PARÔNIMOS e HOMÔNIMOS.


acender: atear fogo; ascender: subir.

acerca de: sobre, a respeito de; cerca de: aproximadamente.

arrear: pôr arreios em; arriar: abaixar.

caçar: pegar animais; cassar: anular, tirar o direito de.

cela: pequeno quarto de dormir; sela: arreio.

censo: contagem demográfica; senso: juízo, discernimento.

cerração: nevoeiro espesso.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfYdUljwcNkFPyVZveCUYc7TjbZdGMmzPeCpLdOuifyCc9YYR3xcDL5FL9EWA49pBAjom9Qg-JqMvW66i6GkM-kV9JX5E7aBiqsmJiDwLbUKATfd66qY6RTa5xhDXrxvvVesD8woC7b6d76lBWVMIHkn7bL0J06OKpp3HoiKMt0kcxBYPYMPzLne1zSJM/s1600/images.jpg


serração: ato de serrar, cortar.

cessão: ato de ceder.

sessão: em reuniões/espetáculos.

seção ou secção: corte, divisão, setor.

comprimento: tamanho; cumprimento: saudação, realização.

conjectura ou conjetura: hipótese, suposição.

conjuntura: situação, circunstância, momento.

descrição: ato de descrever, retratar.

discrição: qualidade de discreto.

dispensa: isenção, licença.

despensa: lugar para mantimentos.

despercebido: não percebido.

desapercebido: desprovido.

emergir: vir à tona. 

Imergir: afundar.

emigrar: sair de um país.

imigrar: entrar em país.

eminente: notável, celebre.

iminente: prestes a ocorrer.

estada: tempo de permanência de uma pessoa.

estadia: tempo de permanência de veículo.

flagrante: evidente, ato de flagrar.

fragrante: cheiroso, perfumado.

fluir: correr. 

fruir: desfrutar.

história: narrativa de fatos reais. 

estória: narrativa de ficção.

imoral: contra a moral.

amoral: sem moral.

infligir: aplicar pena.

infringir: transgredir.

mal: advérbio de modo, substantivo (contrário de bem).

mau: adjetivo (= ruim, antônimo de bom).

precedente: antecedente.

procedente: que procede, proveniente.

previdência: antevidência.

providência: medida; sabedoria divina.

sobrescrever: escrever sobre.

endereçar, subscrever: assinar.

sustar: interromper. 

suster: sustentar, reprimir.

tacha: pequeno prego, tacho grande.

taxa: tributo, imposto.

tráfego: trânsito.

tráfico: comércio, lícito ou não.

vultoso: enorme, volumoso.

vultuoso: vermelho (na face).

 

EXERCÍCIOS:

Preencha a lacuna com uma das formas entre parênteses:

1. Não conseguiu arriar a cortina. (arrear – arriar).

2. O jóquei é um cavaleiro não cavalheiro (cavaleiro – cavalheiro).

3. O prisioneiro sacudia as grades da cela (sela – cela).

4. Durante sua estada em Salvador, não dormiu. (estada – estadia).

5. O diretor queria prorrogar seu mandato (mandato – mandado).

6. Foi suspenso por infligir o regulamento. (infligir – infringir).

7. O cientista deve ser amoral. (amoral – imoral).

8. Ali, poucos conseguem ascender a chefe. (acender – ascender).

9. É iminente o retorno do eminente cientista. (eminente – iminente).

10. Houve cessão de ingressos para esta sessão. (cessão – sessão – secção).

 

MÚSICA(ATIVIDADES): MEU MUNDO E NADA MAIS - GUILHERME ARANTES - COM GABARITO

 Música (Atividades): Meu Mundo e Nada Mais

           Guilherme Arantes

Quando eu fui ferido vi tudo mudar
Das verdades que eu sabia
Só sobraram restos que eu não esqueci
Toda aquela paz que eu tinha

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLbw6x4cZ5uGj3e3nv5zXETpS8ciiBN4KtTt5fNIKqq88kwR0DTbMaUwPLiQT-hb-aie0Th1pynaZOfjRz7vHeXPoei3LkzlLHJ5WjYNITpiVFmJ4RHG4cuzLmmrbNWPAzk0A8xB43GuGZUrLaDfFH3fmnA68MDV6B6rpQWHGEePfiNzQizYtI8j-xy_U/s320/images.jpg


Eu que tinha tudo hoje estou mudo, estou mudado
À meia-noite, à meia luz, pensando
Daria tudo, por um modo de esquecer

Eu queria tanto estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz, sonhando
Daria tudo, por meu mundo e nada mais

Não estou bem certo se ainda vou sorrir
Sem um travo de amargura
Como ser mais livre, como ser capaz
De enxergar um novo dia

Eu que tinha tudo hoje estou mudo estou mudado
À meia-noite, à meia luz, pensando
Daria tudo, por um modo de esquecer

Eu queria tanto estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz, sonhando
Daria tudo, por meu mundo e nada mais

Eu queria tanto estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz, sonhando
Daria tudo, por meu mundo e nada mais

Eu queria tanto estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz, sonhando
Daria tudo, por meu mundo e nada mais.

Composição: Guilherme Arantes. Discos com essa música: Guilherme Arantes, 1976. SIGLA/Som Livre; Meu Mundo e Tudo Mais ao Vivo, 1991. CBS/Sony; Maioridade, 1997. Globo/Polydor. Ao Vivo, 2000. PlayArte Music. Guilherme Arantes Ao Vivo, 2001. Sony/Epic. Intimidade, 2007. Som Livre/Coaxo de Sapo (BA).

Entendendo a música:

01 – Qual é o acontecimento que marca o início da transformação do eu lírico (a voz que canta a música) e como ele se sente após esse evento?

      O eu lírico menciona que tudo mudou quando ele foi "ferido". Ele se sente desiludido, pois das verdades que conhecia restaram apenas "restos", e perdeu a paz que tinha antes, ficando "mudo" e "mudado".

02 – Em quais momentos da canção fica evidente o desejo de isolamento do eu lírico? Que expressão da letra confirma esse sentimento?

      O desejo de isolamento fica evidente no refrão, quando ele expressa a vontade de estar no "escuro do meu quarto", "à meia-noite, à meia luz". Ele busca refúgio e proteção em seu próprio mundo diante da dor que sente no mundo exterior.

03 – Na segunda estrofe, o eu lírico faz um questionamento sobre o seu futuro emocional. O que ele dúvida que conseguirá fazer novamente?

      Ele dúvida se ainda será capaz de sorrir sem sentir um "travo de amargura", além de questionar como poderá ser mais livre e capaz de enxergar um "novo dia" com esperança.

04 – Qual é o contraste apresentado no trecho "Eu que tinha tudo hoje estou mudo, estou mudado"?

      O trecho apresenta um contraste (antítese) entre o passado e o presente: no passado, ele sentia que "tinha tudo" (paz, certezas, estabilidade); no presente, perdeu essa plenitude e se encontra "mudo" e sem forças, incapaz de se expressar como antes.

05 – O que a expressão "Daria tudo por meu mundo e nada mais" significa no contexto da canção?

      Significa que o eu lírico valoriza a paz de seu universo interior e de sua privacidade acima de qualquer outra coisa externa. Diante das desilusões do mundo exterior, ele prefere se recolher e ter de volta apenas a sua própria essência e tranquilidade.

 

MÚSICA(ATIVIDADES): TRIBUTO - GUILHERME ARANTES - COM GABARITO

 Música (Atividades): Tributo

          Guilherme Arantes

Eu queria que você soubesse
Que pra mim não existe diferença de cor
Tudo que ainda trago no peito engasgado

Sobre preconceito e raça superior

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh43zqrVrOr56G7upkhc7YG2fzJdK3-O9O2QdGyW0LViiS8p-FjOsl4rX5zP8Eg8yAtC5L2SgQ6887meJ7u-Gehff0gArXC9v2LiXHVtICtzM5X4iszAWBjd_Z52NHajUlei6i0992NY_TUt-qIm_B9cyBAn0ERb8wcCywuhzX_DMhrn6cgxVsW_Mw85Tw/s320/images.jpg


Desde pequeno, eu escutava calado
As façanhas do mito ariano opressor
Homens na sala, meu tio
Depositando as armas na estante
Me enchendo de pavor

As inocentes piada infames
De negros, judeus, muçulmanos, orientais
Índios e latinos, como se não fossemos Também genes misturados
Como se não fossemos
Também discriminados

Mesmo sem saber
Mesmo sem querer, nem saber
Mesmo inconscientemente
Vivendo numa redoma de ilusão
Me feria ver um mundo
Apartado em guetos

Algo me dizia que eu não via futuro
Favelas, distritos, conflito
O bairro dos ricos
O ovo da serpente e a semente do mal

Culto ao fascismo, fascínio do nazismo Hitler, Stalin, Mussolini, Franco e Salazar
E todos os tiranos de qualquer lugar
Fizeram a história aprendida na escola

E quase que passou em branco
O Quilombo de Palmares, saga de Zumbi
Aprendemos mais a Guerra do Paraguai
Chacina, assassinato, nódoa que não sai

Enquanto isso, Repórter Esso
Martin Luther King e o rei Classius Clay
Eu vi as lutas todas, round por round
Nocaute por nocaute
Muhammad Ali

Por aqui, era enrustido, hipocrisia pura
A lenda do povo cordial
Ainda bem que tudo mudou
E tinha que mudar
Meu país, o último da fila da abolição
O primeiro da classe em miscigenação

Hoje eu consigo entender
Porque estrangeiros me fazem
Sempre, estranhas perguntas
Where are you from, are you na Afghan
Are you from Pakistan?
E sinto na pele o que querem dizer

Deve ser a minha herança indígena
No sangue, na cara, na pele vermelha
Dourada de sol, o sol do Brasil
Onde as mulheres são lindas
E tardam a envelhecer

Eu preciso fazer um tributo a você
A todos os amigos de todas as cores
Que me quiserem bem
Que me fizerem ser o que sou
E desprezar a discriminação

Ídolos da minha mocidade
Foram, são e serão, Ray Charles
Chuck Berry, Little Richards, Otis Reding Jimmy Hendrix, Bob Marley, Stevie Wonder
Marvin Gaye, Sly & the Family Stone
Kool and the Gang e por aqui, também
Jorge Ben, ou melhor, Benjor
Milton, Tim Maia, Baden e Gil.

Composição: Guilherme Arantes. ARANTES, Guilherme. Tributo (Cena de Cinema). in Lótus: Som Livre/Coaxo de Sapo: SP/BA, 2007.

Entendendo a música:

01 – Na primeira estrofe da música, o eu lírico relata memórias da infância relacionadas à convivência familiar: "Desde pequeno, eu escutava calado / As façanhas do mito ariano opressor / Homens na sala, meu tio / Depositando as armas na estante / Me enchendo de pavor / As inocentes piada infames...". Analise de que maneira a música aborda o processo de normalização e perpetuação do preconceito no ambiente doméstico e cotidiano.

      A música mostra que o preconceito e o racismo muitas vezes são aprendidos de forma sutil e naturalizada dentro do próprio lar, através de conversas casuais, comportamentos opressores ("mito ariano") e "piadas infames" disfarçadas de inocentes. O eu lírico ressalta o pavor e o incômodo gerados por essa violência velada e reproduzida culturalmente entre gerações.

02 – O eu lírico menciona criticamente o ensino de História que recebeu durante o período escolar: "Fizeram a história aprendida na escola / E quase que passou em branco / O Quilombo de Palmares, saga de Zumbi / Aprendemos mais a Guerra do Paraguai / Chacina, assassinato, nódoa que não sai". Com base no trecho, explique qual é a crítica feita à historiografia tradicional e à forma como a história da população negra e periférica costuma ser retratada no ensino formal.

      O eu lírico critica o eurocentrismo e o foco militar/militarista do ensino de História tradicional, que priorizava guerras e conflitos oficiais (como a Guerra do Paraguai), enquanto invisibilizava e silenciava a resistência negra e as lutas sociais do país (como o Quilombo dos Palmares e a liderança de Zumbi). A crítica aponta para a necessidade de valorizar a história e a identidade afro-brasileira nas escolas.

03 – Em determinado trecho, a canção utiliza a expressão "A lenda do povo cordial" para caracterizar a sociedade brasileira em relação às questões raciais. Explique o significado dessa expressão no contexto da música e como ela se contrapõe à ideia de que o Brasil viveu uma "democracia racial".

      A expressão se refere ao mito do "povo cordial" (ou da democracia racial), a falsa ideia de que o brasileiro é naturalmente pacífico e isento de preconceito racial. A música desmascara esse mito ao qualificá-lo como "hipocrisia pura" e "enrustido", demonstrando que o preconceito existia e atua de maneira velada e dissimulada na estrutura social do país.

04 – No trecho "Meu país, o último da fila da abolição / O primeiro da classe em miscigenação", o autor estabelece um contraste entre dois fatos históricos e sociais marcantes do Brasil. Interprete o significado desse contraste e explique como a miscigenação é abordada na música (inclusive na experiência pessoal do eu lírico no exterior).

      O contraste evidencia o atraso histórico do Brasil no combate à escravidão (sendo o último país das Américas a aboli-la em 1888) em contrapartida ao intenso processo de miscigenação étnica da população. Na música, essa miscigenação faz com que o eu lírico, ao viajar para o exterior, seja confundido com pessoas de diversas nacionalidades (como afegãos ou paquistaneses) devido à sua forte herança indígena e miscigenada refletida na pele e nos traços.

05 – A parte final da música é dedicada a um tributo expresso através do reconhecimento de diversos nomes da música negra nacional e internacional. De que modo essa lista de ídolos reforça a mensagem central da canção e atua como uma forma de reparação e exaltação cultural?

      A citação de grandes artistas negros nacionais (como Jorge Ben, Milton Nascimento, Tim Maia, Gilberto Gil) e internacionais (como Ray Charles, Jimi Hendrix, Bob Marley, Stevie Wonder) reforça que a formação cultural, moral e afetiva do eu lírico foi profundamente impactada pela contribuição intelectual e artística da cultura negra. É um ato de tributo, gratidão e combate à discriminação, reconhecendo a centralidade desses ídolos na história da música mundial.

 

AUTOBIOGRAFIA: SYLVIA ORTHOF - COM GABARITO

 Autobiografia: Sylvia Orthof

1. Não sou “carioca da gema”, porque nasci no Rio... Mas foi no Hospital dos Estrangeiros. Mas sou carioca.

2. Faço aniversário no dia 3 de setembro... Ora, não precisa mandar presente!

3. Ano em que nasci? Agora piorou! Foi em 1932. Tenho dezoito anos e muitos, muitos meses!

4. Fiz teatro no Teatro Brasileiro de Comédia. Fui atriz. Fui e sou diretora de teatro.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEik5GPjmfTz1N_KHCLL1wQtCPkRZVbnIE2DpKperl5tYhbVvih_83uh-prFQttCf_zDCRIPVVNkANmK6WfxdkUL6koQ9HVtMS8XuyA6SUutgWUmzDy8KBTw-mP3ZGjDUEIUhVFAvc2fJkbkFTfi48obgAm4iVCG24jK5bBHhmz99flKIpRP-_69ZCyHEDA/s320/images.jpg


5. Depois de trabalhar em teatro adulto, passei pro infantil. Adoro!

6. De 1981 pra cá, além de fazer teatro (escrever peças, fazer bonecos de vara, fantoches e dirigir espetáculos), danei de escrever livros.

7. Não sei gramática, mas não tenho raiva de quem sabe.

8. Tchau!

9. Esqueci de dizer! É ótimo ter entrado pro “Quinteto”. Se não me convidassem... eu ia chorar no banheiro.

10. Adoro chorar no banheiro e rir no mundo. É isso aí! E você? Como é você?

Sylvia Orthof. Sou Miloquinha, a duende. São Paulo, Quinteto, 1988. p. 16.

Fonte: Língua Portuguesa. Trabalhando com a linguagem. Givan Ferreira/Isabel C. Cordeiro/Maria Ap. Almeida Kaster/Mary Marques. 6ª série – 7º ano. 1ª edição – São Paulo – 2004. Quinteto Editorial. p. 11.

Entendendo a autobiografia:

01 – Onde e em que ano Sylvia Orthof nasceu?

      Sylvia Orthof nasceu no Rio de Janeiro, no Hospital dos Estrangeiros, no ano de 1932.

02 – Qual é a data do aniversário de Sylvia e de que maneira bem-humorada ela se refere à sua idade?

      Ela faz aniversário no dia 3 de setembro. Sobre sua idade, ela brinca dizendo que tem "dezoito anos e muitos, muitos meses!".

03 – Qual foi a trajetória de Sylvia Orthof no teatro?

      Ela atuou no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), trabalhou como atriz e atuou como diretora de teatro. Após trabalhar com teatro adulto, passou a se dedicar ao teatro infantil.

04 – Além de fazer teatro, que outra atividade artística ela começou a exercer intensamente a partir de 1981?

      A partir de 1981, além de escrever peças, fazer bonecos e dirigir espetáculos, ela começou a escrever livros.

05 – O que Sylvia Orthof diz sobre chorar e rir no final do texto?

      Ela revela que adora "chorar no banheiro e rir no mundo".

 

MÚSICA (ATIVIDADES): TEMPOS MODERNOS - LULU SANTOS - COM GABARITO

Música (Atividades): Tempos Modernos

           Lulu Santos

Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia
Que insiste em nos rodear
Eu vejo a vida mais clara e farta
Repleta de toda satisfação que se tem direito
Do firmamento ao chão

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9M3hrllTZOwSTa-uVJOotu5uUEaLEAxl6qxf69XEBYvC1-mfiuLGy7ZthlVb9nIjNGqK1dcyc3h2dNOR8z43GqZ6evTbHgZeeqAU4YjTPeZBJT45OJXQhiWY5BEInMVVShphdPNyEqfNHTESFgdnDcdKQFNea1C55psXI0Yu-6L8H9aDyot0pXQIrzYA/s1600/images.jpg


Eu quero crer no amor numa boa
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer mais sim do que não

Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir

Eu quero crer no amor numa boa
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade pra dizer mais sim do que não

Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir

Não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir.

Composição: Lulu Santos.

Entendendo a música:

01 – Qual é o significado da metáfora do "muro de hipocrisia" no início da canção e como o eu lírico se posiciona em relação a ele?

      O "muro de hipocrisia" representa as falsidades, os preconceitos e as convenções sociais sufocantes da sociedade que tentam bloquear o avanço das relações humanas sinceras. O eu lírico se posiciona olhando por cima desse muro, o que demonstra uma atitude de elevação, esperança e otimismo, recusando-se a ser limitado pelas atitudes fúteis que o cercam.

02 – O que caracteriza o "novo começo de era" desejado e descrito por Lulu Santos na letra?

      Essa nova era é caracterizada pelo surgimento de pessoas verdadeiras e abertas à vida ("gente fina, elegante e sincera"). A "elegância" descrita não é estética, mas comportamental — manifestada no respeito e na "habilidade pra dizer mais sim do que não", o que indica abertura para novas experiências, afeto e coragem de viver sem travas morais ou medo da rejeição.

03 – Como a percepção sobre a efemeridade do tempo surge nos versos "Hoje o tempo voa, amor / Escorre pelas mãos / Mesmo sem se sentir" e qual conselho ela fundamenta?

      O tempo é retratado de forma fluida e irreversível (uma metáfora da água que escorre sem que percebamos). Essa constatação da efemeridade serve de justificativa para o conselho central do refrão: a urgência de viver plenamente o presente ("Não há tempo que volte [...] Vamos viver tudo que há pra viver / Vamos nos permitir"), já que o adiamento de desejos equivale à perda irreparável da própria vida.

04 – Análise a dimensão democrática do amor expressa nos versos "Eu quero crer no amor numa boa / Que isso valha pra qualquer pessoa".

      O eu lírico defende uma visão inclusiva, livre e universal do afeto. O amor e a entrega à paixão não devem estar restritos a padrões tradicionais, normas sociais ou julgamentos morais, devendo ser um direito pleno acessível a "qualquer pessoa", independentemente de gênero ou convenções impostas pela sociedade.

05 – A canção estabelece um contraste entre o presente e o futuro. Como esse contraste se constrói na estrutura da música?

      O presente é descrito como um tempo marcado pela hipocrisia e pela rapidez com que a vida escorre sem ser desfrutada. Em contrapartida, o futuro surge como um ideal de claridade, fartura e realização plena ("do firmamento ao chão"). A ponte entre a insatisfação do presente e a utopia do futuro é a permissão para viver e o ato de se entregar às paixões no agora.

 

 

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

ATIVIDADES SOBRE: PRONOME RELATIVO(SUJEITO, PREDICATIVO DO SUJEITO, OBJETO DIRETO, OBJETO INDIRETO, COMPLEMENTO NOMINAL, AGENTE DA PASSIVA, ADJUNTO ADNOMINAL E ADVERBIAL) - COM GABARITO

 EXERCÍCIOS

 Dê a Função Sintática do Pronome Relativo  (sujeito, predicativo do sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva ,adjunto adnominal e adjunto adverbial):

 

01. Desapareceu a dor / de que tanto reclamava.(objeto indireto)

02. Comprei a casa / que você indicou. (objeto direto)

03. Poucos conhecem o artista / que sou. (predicativo do sujeito)

04. Estudamos os autores / que formam um dos grupos românticos. (sujeito)

05. Não encontrei o livro / a que te referiste. (objeto indireto)

06. Recolha o material / que está sobre a mesa.(sujeito)

07. Ainda não vi o filme / a que você se refere. (objeto indireto)

08. Há pessoas / que sofrem pelos outros.(sujeito)

09. Encontrei o garoto / que você estava procurando.(objeto direto)

10. O motor trabalhava com a força / de que era capaz.(complemento nominal)

11. Você não é aquele / que parece. (predicativo do sujeito)

12. Não é este o lugar / a que eles se referem? (objeto indireto)

13. Quais são as frases / que você errou? (objeto direto)

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiyf6YFfMJwQ4RPry-fs2rpJI1QO76L14FZlqmnSIDt9X54poZtWh9l9nPdWVpIZmrg2bVQxInuIxcMFycLZ_7QF4sBXSb42lCs-7B1pWAsdXXkyuExqU09ZPZ04niq3JHDgNolmPnZyopWLdV7zY7w7-nUm_U9h7GDz6Vf1W7nguymefYI1c-PNGurM3Q/s1600/images.jpg


14. Comprei o livro / que estava em liquidação. (sujeito)

15. A loja / em que comprei o vestido /estava em liquidação. (adjunto adverbial)

16. Devolveu os ingressos / que havia comprado. (objeto direto)

17. As pinturas / que faço/ me dão prazer. (objeto direto)

18. Gostei da roupa / que você comprou. (objeto direto)

19. O homem rico / que ele era, /hoje passa por dificuldades. (predicativo do sujeito)

20. Voltarei a ser a boa aluna / que eu era. (predicativo do sujeito)

21. O bandido / por quem fomos atacados/ fugiu. (agente da passiva)

22. O trecho / onde o chofer parou, /estava deserto. (adjunto adverbial)

23. O avião / em que nós viajamos/ fez escala em Recife. (adjunto adverbial)

24. Hoje reconheço a pessoa leal e amiga / que você se tornou.(predicativo do sujeito)

25. A máquina fotográfica / que nós compramos/ é japonesa. (objeto direto)

26. O apartamento / onde residia /está à venda. (adjunto adverbial)

27 Eu vi o rapaz / que era seu amigo.(sujeito)

28. Nós assistimos ao filme / que vocês perderam. (objeto direto)

29. Precisamos do documento / que o assessor encontrou. (objeto direto)

30. Roubaram a peça / que era rara no Brasil.(sujeito)

31. Eis os ingredientes / de que necessitamos.(objeto indireto)

32. Os funcionários / cujos crachás foram entregues /podem ir.(adjunto adnominal)

33. Esta é a casa / em que nasci. (adjunto adverbial)

34. O filme / a que fizeram referência/ foi premiado. (predicativo do sujeito)

35. Mal podia esconder a doença / que o consumia.(sujeito)

36. Este é o remédio / de que tenho necessidade. (complemento nominal)

37. Você é o artista / que eu gostaria de ser. (predicativo do sujeito)

38. A cidade / em que moro/ é limpa. (adjunto adverbial)

39. Não conhecemos o aluno / que saiu. (sujeito)

 

II. Dê a função sintática dos pronomes relativos nas frases a seguir.

a) Chovia muito no dia/ em que cheguei de viagem. (adjunto adverbial de tempo)

b) Ela é uma das poucas pessoas /em quem ele tem confiança. (complemento nominal)

c) É bastante moderna a estação de trem /onde desembarcamos.(adjunto adverbial de lugar)

d) Os alunos/ cujos trabalhos serão expostos no pátio /devem procurar o professor de artes.(adjunto adnominal)

e) Há, na vida, momentos/ em que devemos ter muita coragem.(adjunto adverbial de tempo)

 III- Use um pronome relativo e junte as duas orações, formando um período composto. Depois, dê a função sintática do pronome relativo que você usou em cada caso.

a) Essas são as fotos. Preciso dessas fotos. 

Essas são as fotos de que eu preciso.

b) Esse homem quer falar com o delegado. Cujo  carro  foi roubado. 

Esse homem cujo  carro  foi roubado quer falar com o delegado .

c) A cidade atrai muitos turistas. Meu primo mora nessa cidade.

A cidade onde meu primo mora atrai muitos turistas. 

d) Vamos conversar com o professor. Esse professor vai aplicar o teste amanhã.

Vamos conversar com o professor que  vai aplicar o teste amanhã.

e) Não vi essas fotos polêmicas. Muita gente escreveu sobre essas fotos nos jornais.

 Não vi essas fotos polêmicas que muita gente escreveu  nos jornais.

 

IV- Complete com o pronome relativo QUEM antecedido da preposição adequada. Depois identifique a oração subordinada adjetiva.

a) Chame o rapaz com quem o gerente está conversando.

b) Meu tio Roberto é uma pessoa a /por quem tenho muito respeito.

c) Ela não tem muitas amigas com quem possa conversar sobre isso.

d) Não conheço o homem a quem ele entregou o envelope.

e) O presidente é a pessoa de quem todos esperam uma resposta.

  

V- Leia esta frase e responda:

  "Conversei com a mãe do menino, que parecia feliz com o resultado do teste".

a)            A quem se refere o pronome relativo QUE nessa frase? 

Ao menino.

b)       Se quiséssemos afirmar que a mãe estava feliz, que outro pronome relativo poderia ter sido utilizado para eliminar a ambiguidade? Reescreva a frase usando esse pronome.

 Conversei com a mãe do menino, a qual parecia feliz com o resultado do teste

 

Exercícios retirados da Gramática de Douglas Tufano.

 

PARTE II – Emprego e funções dos pronomes relativos

 

01. Assinale a frase em que se verifica uma transgressão ao registro culto e formal da língua no que se refere ao emprego do pronome relativo.

 a) O resultado a que chegaram confirmou sua intuição.

b) O funcionário o qual me referi não tem nenhuma dose de carisma. (ao qual) " referir-se A"

c) Recebi o relatório de um gerente de cujo nome não me recordo.

d) São várias as reivindicações por que estão lutando os trabalhadores.

e) Os colegas de trabalho com quem não simpatizava foram excluídos do processo.

 

02.Abaixo foram feitas alterações na redação da oração adjetiva no final do período

 "É possível utilizar a política para acelerar a aquisição de direitos e o fim do déficit de reconhecimento que as atinge" (6º parágrafo).

 Das alterações feitas, está INCORRETA quanto ao emprego do pronome relativo, de acordo com as normas da língua culta, a seguinte:

 a) com que elas convivem. 

b) de que elas se envergonham.

c) cuja existência está encoberta pelo preconceito.

d) contra o qual elas tanto lutam.

e) onde se reduz o papel da mulher na sociedade.O pronome ONDE é usado para adjunto adverbial de lugar.

03. Em relação à regência nominal ou verbal, qual a frase em que NÃO se emprega o pronome relativo precedido de preposição?

a) O físico de cuja frase sempre me recordo quebrou paradigmas com sua nova forma de pensar.

b) A conferência a que assistimos marcou o início de uma nova etapa em nossa vida.

c) Era impossível aceitar as provocações a que foram submetidos durante o discurso.

d) Os obstáculos que transpusemos ao longo da vida profissional nos ajudaram a atingirmos o sucesso.

e) As provações a que  estamos expostos são importantes para descobrirmos novas oportunidades

.

04. As palavras destacadas na frase abaixo pertencem, respectivamente, as seguintes classes de palavras:

O material didático mais barato que existe na praça é o professor.

a) adjetivo; advérbio; adjetivo; conjunção; advérbio; e substantivo.

b) adjetivo; advérbio; adjetivo; pronome relativo; substantivo; e substantivo.

c) substantivo; advérbio; adjetivo; conjunção; substantivo; e substantivo.

d) adjetivo; conjunção; substantivo; pronome relativo; e advérbio.

e) adjetivo; advérbio; adjetivo; conjunção; substantivo e substantivo.

 

05. A respeito do emprego dos pronomes relativos, assinale a opção correta.

 a) O pronome relativo “que” admite ser substituído por “o qual” e suas flexões de gênero e número.

b) O relativo “cujo” expressa lugar, motivo pelo qual aparece no texto ligado ao substantivo mapa na expressão "cujo mapa".

c) O pronome “cujo” é invariável, ou seja, não apresenta flexões de gênero e número.

d) O pronome relativo “quem”, assim como o relativo “que”, tanto pode referir-se a pessoas quanto a coisas em geral.

e) É correto colocar artigo após o pronome relativo “cujo” (cujo o mapa, por exemplo).