domingo, 15 de maio de 2022

POEMA: CANÇÃO DE OUTONO - GUILHERME DE ALMEIDA - COM GABARITO

 Poema: Canção de Outono

             Guilherme de Almeida


Estes lamentos
Dos violões lentos
Do outono
Enchem minha alma
De uma onda calma
De sono.

E soluçando,
Pálido, quando
Soa a hora,
Recordo todos
Os dias doidos
De outrora.

E vou à toa
No ar mau que voa.
Que importa?
Vou pela vida,
Folha caída
E morta.

VERLAINE, Paul. Tradução de Guilherme de Almeida. In: LARANJEIRA, Mario. Poética da tradução: do sentido à significância. v. 12. São Paulo: Edusp, 1993. Col. Criação & crítica.

Fonte: Livro – Viva Português 1° – Ensino médio – Língua portuguesa – 2ª edição 1ª impressão – São Paulo – 2014. p. 32.

Entendendo o poema:

01 – Nesse texto há uma queixa, uma lamentação. Que lamenta o eu lírico do poema?

      Lamenta o fato de o tempo ter passado e ele seguir a vida à toa, apenas com algumas recordações.

02 – Releia a última estrofe do poema e reflita sobre o sentido das palavras ar e folhas. Considerando o sentido geral do poema e responda:

a)   O que você entende por “ar mau que voa”?

Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Trata-se do ar de outono, que traz para o eu lírico recordações que não lhe fazem bem; o “ar mau que voa” pode ser compreendido como o tempo que passa implacável.

b)   Explique o sentido da palavra folha nos dois últimos versos do poema.

A folha é o próprio eu lírico, que se sente acabado, morto, já que, naquele momento, a vida para ele não tem sentido.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário