quarta-feira, 5 de agosto de 2026

FILME(ATIVIDADES): TÁ CHOVEVENDO HAMBÚRGUER - COM GABARITO

 Filme (Atividades): Tá Chovendo Hambúrguer


Lançamento 2 de outubro de 2009. No cinema.

Duração: 1h 30min.

Gênero: Animação, Comédia.

Direção: Phil Lord, Christopher Miller

Roteiro: Phil Lord, Christopher Miller

Elenco: Bill Hader, Anna Faris, Neil Patrick Harris.

Título original: Cloudy With A Chance Of Meatballs

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg0t0oEXoOf7np1RbiJYKejXCQS1j0waqfukqoc93FF40elM8OQCCRsFDE8UMAozukWq6dVzmV5a5al2nbxebAy2l5hyt-E4gR2c4zqDzTpoZhCpueoXL_AgliiNkbGqQBpqiXgt9TvSrP1qMNnIP0LuqSiCd5USV0UegElhef9zDkeCWJURaRXFk4ek4Y/s320/chuva.jpg 


Sinopse

Livre

        Em Tá Chovendo Hambúrguer, Flint Lockwood (Bill Hader) é um jovem cientista que sonha criar algo que faça com que seja reconhecido pela população de Boca Grande, uma pequena ilha no Atlântico. Um dia ele consegue descobrir uma forma de transformar água em comida, só que precisa de bastante eletricidade para colocá-la em funcionamento. Ao tentar usar a energia da geradora local, ele perde o controle da invenção e ela ruma para o céu. Para piorar, a confusão que ele cria destrói um parque de diversões, o grande trunfo do prefeito Shelbourne (Bruce Campbell) para melhorar a economia local. Flint acredita ter perdido a máquina, mas repentinamente começa a chover hambúrgueres em toda a cidade. Com o apoio de Sam Sparks (Anna Farris), uma estagiária de jornalismo que foi enviada à ilha para ser a nova "garota do tempo", Flint logo vira uma celebridade local.

Entendendo o filme:

01 – Qual é o grande sonho de Flint Lockwood e o que ele inventa para tentar alcançá-lo?

      O sonho de Flint Lockwood é criar algo inovador que o faça ser reconhecido e respeitado pela população de sua cidade, a ilha de Boca Grande. Para alcançar esse objetivo, ele inventa uma máquina capaz de transformar água em comida.

02 – Qual foi o problema causado por Flint ao tentar ligar sua máquina e qual foi o impacto imediato na cidade?

      Ao tentar usar a eletricidade da geradora local para alimentar sua máquina, Flint perde o controle da invenção, fazendo com que ela seja lançada em direção ao céu. Além disso, a confusão destruiu o novo parque de diversões local, que era a grande aposta do prefeito Shelbourne para alavancar a economia de Boca Grande.

03 – Como a vida de Flint muda após o acidente e quem o apoia no início desse processo?

      Apesar de achar que tinha perdido sua invenção, a máquina começa a fazer chover hambúrgueres sobre a cidade. O feito transforma Flint em uma celebridade local, e ele recebe o apoio de Sam Sparks, uma estagiária de jornalismo enviada à ilha para cobrir as condições do tempo.

04 – Analise o impacto do consumismo e do excesso retratados no filme. Como o comportamento da população e do prefeito muda após a invenção de Flint?

      O filme faz uma crítica bem-humorada, mas profunda, sobre o consumismo, a ganância e a comilança desregrada. Inicialmente, a chuva de comida é vista como uma solução mágica para a escassez e o tédio da ilha (que vivia de sardinhas). No entanto, estimulados pelo prefeito Shelbourne — que busca fama e turismo a qualquer custo —, os moradores começam a fazer pedidos cada vez maiores e mais extravagantes. O excesso de comida leva à acúmulo de lixo, obesidade e, por fim, a uma catástrofe global quando a máquina entra em colapso devido à sobrecarga de pedidos.

05 – De que forma a relação entre Flint e seu pai, Tim Lockwood, evolui ao longo da narrativa?

      A relação entre os dois é marcada por uma falha na comunicação. Tim é um homem tradicional, dono de uma peixaria, que se expressa quase exclusivamente usando metáforas sobre pesca, enquanto Flint é um jovem entusiasmado com tecnologia e ciência. Tim não entende as invenções do filho e teme que ele continue se frustrando, o que soa para Flint como falta de apoio. Ao longo do filme, eles aprendem a se compreender e se aceitar, culminando no momento em que Tim consegue finalmente demonstrar orgulho e amor pelo filho.

06 – Discuta a jornada da personagem Sam Sparks em relação ao preconceito contra a inteligência feminina e à necessidade de aceitação social.

      Sam Sparks oculta seu passado como uma garota "nerd" superinteligente para se encaixar nos padrões exigidos pela televisão e pela sociedade, escondendo seus óculos e agindo de forma superficial para ser aceita como a "garota do tempo". Ao conviver com Flint, que se apaixona pelo intelecto e pela paixão de Sam pela ciência, ela ganha confiança para assumir sua verdadeira identidade, mostrando que a inteligência e o conhecimento de uma mulher não devem ser escondidos nem subestimados.

07 – Como a ciência e a tecnologia são apresentadas no filme? Elas são vistas como algo positivo ou negativo? Justifique.

      A ciência e a tecnologia são apresentadas como ferramentas neutras, cuja utilidade e impacto dependem do uso humano e da responsabilidade de quem as maneja. Pelo lado positivo, a inventividade de Flint traz alegria, curiosidade e soluções criativas para problemas da comunidade. Pelo lado negativo, quando a tecnologia é impulsionada pela vaidade, pela ambição desmedida (representada pelo prefeito) e pela falta de limites morais, ela pode sair do controle e causar desastres ambientais e sociais.

08 – Qual é o papel da ganância do Prefeito Shelbourne no desenvolvimento da crise do filme?

      O Prefeito Shelbourne atua como o principal antagonista moral da história ao priorizar o ganho pessoal, o turismo e o prestígio político em detrimento da segurança e da saúde da população. Ele ignora sistematicamente os alertas de Flint sobre os riscos de sobrecarregar a máquina e continua pressionando o cientista a gerar alimentos maiores e mais frequentes. Essa postura gananciosa e irresponsável é o catalisador direto para o mau funcionamento da máquina e para a grande tempestade de comida que ameaça o planeta.

 

 

MINICONTO: ILUSTRE INJUSTIÇADO - REVISTA NOSSO AMIGUINHO - HABILIDADE EF69LP56 - COM GABARITO

 Miniconto: Ilustre injustiçado

          Rev. Nosso Amiguinho – Habilidade EF69LP56

        O coitado do corvo tem sido uma vítima de fofocas. Na literatura, nos desenhos animados, em ilustrações, ele está sempre ligado a figuras sinistras: bruxas, magos e malfeitores. Quando não, é o faminto destruidor de milharais e o terror dos agricultores.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJXGCiDzmqylaxABER-Q2os7gfVlR1mKkofb5vasMJnvMz2WlcEXdDMxg79TT0EEitWOWzPMN4P6lDbkVqJkv3HMXBj1kR4F1CKTJug4JCLd6C3K-vXgBlKuJRCK3Y0FRjlc9IvAvLmq676W_Z90WtROA0HcoHYsKCYuamu431Uw3FpyyGMIDIQo1jMpE/s1600/download.jpg

        Na verdade, o corvo se nutre de moluscos e larvas que prejudicam as lavouras. Como é uma ave muito esperta, está sempre atenta à aproximação de caçadores e aves de rapina e faz o maior barulho para alertar outras espécies. Quando um companheiro seu se fere, o nobre pássaro se detém a ajuda-lo, coisa rara entre os outros emplumados.

        Por outro lado, ele é um tremendo imitador. Pode reproduzir com perfeição o cacarejar da galinha, o cocoricar de um galo e mesmo imitar um gato ou um cão. Um artista, não acham?

REVISTA NOSSO AMIGUIN HO. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, ano 56, n. 199, 1990.

Entendendo o miniconto:

01 – Você conhece o corvo? Onde viu essa ave? O que você pensa dela?

      Resposta pessoal do aluno.

02 – Quais invenções e fofocas o povo criou a respeito dos corvos?

      Que são amigos de bruxas e malfeitores, que destroem plantações de milho.

03 – Nesse texto, o autor procura mostrar que o corvo não é malvado ou coisa parecida. Quais palavras ele usou para mostrar que essa ave tem uma fama injusta?

      Ilustre injustiçado, coitado, vítima de fofocas, ave muito esperta, nobre pássaro, um artista.

04 – Certos corvos imitam vozes de animais. Que outras aves também fazem isso?

      O papagaio, a arara, entre outras. Na Índia, há uma ave (o mainá) que imita vozes humanas melhor que o papagaio.

05 – O texto que você leu, extraído de uma revista para crianças, traz fatos reais ou imaginados sobre o corvo?

      Fatos reais, que podem ser comprovados cientificamente.

06 – Considerando a resposta da pergunta anterior, pode-se classificar esse texto como:

      (  ) Literário.

      (X) Jornalístico.

07 – Complete o quadro com as informações do texto lido. Você terá um texto organizado em itens, como uma ficha.

Características do corvo.

·        Come inseto que estragam lavouras.

·        Avisa seus companheiros: quando um caçador ou ave rapina se aproximam.

·        Ajuda: os companheiros, quando estão feridos.

·        Imita: galo, galinha, cão, gato.

·        Sua voz é chamada crocito.

08 – Proponha outro título para o texto.

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: “Os Corvos”; “Uma ave injustiçada”; etc.

09 – Que opinião você tinha sobre o corvo antes de ler esse texto? Mudou alguma coisa depois de lê-lo? O quê?

      Resposta pessoal do aluno.

 

TEXTO: REGULAMENTO DA BIBLIOTECA ESCOLAR - HABILIDADE EF69LP56 - COM GABARITO

 Texto: Regulamento da Biblioteca Escolar

           Habilidade EF69LP56

       Para garantir que todos possam estudar com tranquilidade, os alunos devem seguir estas normas:

1 – Sobre o comportamento: é dever do estudante manter o silêncio; não consumir alimentos ou bebidas; e tratar os funcionários com respeito.

2 – Sobre os livros: o aluno pode retirar até dois livros por vez; deve cuidar para não rasgar as páginas; e precisa devolver o material na data correta.

3 – Sobre o ambiente: é necessário manter as cadeiras organizadas; jogar o lixo no local adequado; e desligar os aparelhos sonoros.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfUICRMBlscXCiu2OH6rZhtApHfYGzlM_53mqTUrOxZNxFlJgy_aswUk4hoUEW1OQJXmBAKHXRSnSx7rpWNHOGeii7JcRrs1VLHN3RxNoYah1haRUsLMXRpt-w7huVNh0HdAWEnhdJx3krWPx8tgpZNHmmjw2clzLyMd7t18tqwdT92pAjLIsCJ5ifUZ4/s320/images.jpg


Entendendo o texto:

01 – No texto, foram usadas listas de regras. Que sinal de pontuação aparece logo após os títulos (como “Sobre os livros”) para indicar que a lista vai começar.

      O sinal de dois-pontos (:).

02 – Dentro das regras, o autor separou os deveres usando o ponto e vírgula (;). Por que esse sinal foi usado em vez de terminar a frase com um ponto final?

      O ponto e vírgula foi usado para separar os itens de uma enumeração que fazem parte do mesmo assunto.

03 – Releia a regra número 1. Quais são as três coisas proibidas ou obrigatórias sobre o comportamento?

      Manter o silêncio, não comer ou beber e tratar bem os funcionários.

04 – O texto utiliza palavras como “deve”, “precisa” e “necessário”. Qual é o objetivo dessas palavras em um regulamento?

      Essas palavras servem para indicar uma obrigação ou uma norma que precisa ser seguida por todos.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

FORMAÇÃO DE PALAVRAS POR COMPOSIÇÃO(AGLUTINAÇÃO E JUSTAPOSIÇÃO) - HABILIDADE EF08LP05 - COM GABARITO

 Formação de palavras por composição (Aglutinação e Justaposição) – Habilidade EF08LP05

Composição

        A composição é um processo de formação de palavras que consiste na união de dois ou mais termos para formar uma nova palavra. Pode ser por justaposição ou por aglutinação.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjJxwkOhYIyd4QWbRdnUgqxhdWyNlmX-lm1hsYm9zMcRorATi-bEhn0REbZ2696kAeJbHQs-J7Xxvljg5f9LLMZDQn5P-914OEXPVSu9xtXbHNHidrZoh5qnYCzEN715bvGb6VOocR2LpLth-_GWhckaUxXqklkyKIrhjyQvqZelYiHQM2C1Ysn6gZo6vo/s320/images.jpg


        A composição é um processo de formação de palavras que consiste na união de duas ou mais palavras já existentes para a formação de uma nova palavra.

        A composição por justaposição é a união de duas ou mais palavras sem alteração na estrutura delas: arco-íris, beija-flor, passatempo etc.

        A composição por aglutinação é a união de duas ou mais palavras com alteração na estrutura delas: aguardente, lobisomem, vinagre etc.

Composição por justaposição

        A composição por justaposição é o processo de formação de palavras que ocorre quando você junta (justapõe) duas ou mais palavras já existentes, mas não altera nenhuma delas. Veja só como a justaposição ocorre:

arco + íris = arco-íris;

beija + flor = beija-flor;

bem + me + quer = bem-me-quer.

para + quedas = paraquedas;

passa + porte = passaporte;

passa + tempo = passatempo;

saca + rolhas = saca-rolhas;

vara + pau = varapau.

        Percebeu como elas foram justapostas sem alteração da estrutura delas? Isso é composição por justaposição. Quanto a usar ou não o hífen (-), isso depende das regras acerca desse sinal gráfico.

Composição por aglutinação

        A composição por aglutinação é o processo de formação de palavras que ocorre quando você une duas ou mais palavras já existentes, mas suprime ou altera parte dos termos que compõem a palavra resultante. Veja só como a aglutinação ocorre:

água + ardente = aguardente (um “a” foi eliminado);

boca + aberto = boquiaberto (a sílaba “-ca” de “boca” foi alterada para “qui”);

em + boa + hora = embora (foram suprimidos o “o” e o “a” de “boa”, além do “h” de “hora”);

filho + de + algo = fidalgo (foram suprimidos a sílaba “-lho” de “filho” e o “e” do termo “de”);

lobo + homem = lobisomem (o “o” de “lobo” foi alterado para “is” e foi suprimido o “h” de “homem”);

vinho + acre = vinagre (foram suprimidos o “h” e o “o” de “vinho”, enquanto o “c” de “acre” foi alterado para “g”);

perna + alta = pernalta (foi suprimido um “a”);

ponta + agudo = pontiagudo (o “a” de “ponta” foi alterado para “i”).

        Você notou como os elementos foram aglutinados (unidos) com alteração da estrutura deles? Isso é composição por aglutinação. Quando isso ocorre, os elementos ficam tão “colados”, que o uso do hífen é impossível.

Entendendo o texto:

01 – Utilizando as palavras abaixo, forme outras por meio de processo de composição por justaposição.

1º elemento: passa – sempre – gira – beija – vai.

2º elemento: sol – vem – tempo – viva – flor.

      Passatempo / sempre-viva / girassol / beija-flor / vaivém.

02 – Forme palavras pelo processo de composição por aglutinação.

Água ardente: aguardente.

Em boa hora: embora.

Pedra óleo: petróleo.

Perna alta: pernalta.

Filho de algo: fidalgo.

Vinho acre: vinagre.

03 – Anexe convenientemente os prefixos às palavras abaixo, formando palavras pelo processo de derivação prefixal.

-- Prefixos: des-, re-, a-, com-,in-.

-- Palavras: ler, moral, capaz, contente, pôr.

      Reler / amoral / compor / descontente / incapaz.

04 – Anexe convenientemente os sufixos às palavras abaixo, formando palavras pelo processo da derivação sufixal.

-- Sufixos: -arra, -ante, -mente, -escer, -oso.

-- Palavras: flor, forte, boca, estudar, gostar.

      Florescer / fortemente / bocarra / estudante / gostoso.

05 – Dê o processo formador de cada uma das palavras.

-- Arrozal: derivação sufixal.

-- Barbudo: derivação sufixal.

-- Incapacidade: derivação prefixal e sufixal.

-- Cafezal: derivação sufixal.

-- Inquieto: derivação prefixal.

-- Desfeito: derivação prefixal.

-- Infelizmente: derivação prefixal e sufixal.

 

 

 

 

 

ARTIGO DE OPINIÃO: EM DEFESA DA HUMANIDADE - JOSÉ TADEU ARANTES - COM GABARITO

 Artigo de opinião: Em defesa da humanidade

          José Tadeu Arantes

        Tudo tem um preço. Nos últimos trezentos anos, o preço que a humanidade pagou por seu extraordinário desenvolvimento científico e tecnológico foi a perda da dimensão espiritual da existência. O homem afastou-se de Deus, isto é, de sua realidade mais íntima, e mergulhou numa profunda alienação. Esquecidos de quem somos, experimentamos então um tríplice divórcio: da humanidade com a natureza (crise ecológica); dos homens, uns com os outros (crise ética, política, social e econômica); do indivíduo consigo mesmo (crise psicológica). Essas três contradições são diferentes faces de uma crise maior, de fundo espiritual, que alcançou escala planetária.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCyNML_99-QxMdQdiOBi-OW8YIDHhcY1M4-nWPiOIF9DE3tkGV7jdAGNGtHOh-19hKQ-gdTkdbsG1dEyUbNtvcUFmZaCm-RHRCKHLKBMhQYs-NHQTOqDUOQps9vr3aY2xXxdYZ4B5IOY6SAMYzOmEfjCjWdMH1GNzz5hyphenhyphenc9KUuaX27zJg1oX5EIrtnt-s/s320/images.jpg


        Deslumbrados com os poderes da ciência e da tecnologia, passamos a nos comportar como o aprendiz de feiticeiro do conto infantil, agindo no mundo da maneira mais desastrada. Esquecemos que todos os aspectos da realidade fazem parte de um tecido único e que é impossível puxar uma ponta sem balançar as outras. A consequência mais sombria desse comportamento irresponsável é que a humanidade tornou-se capaz de extinguir a si própria. A natureza precisou de 15 bilhões de anos de evolução material para produzir o corpo humano. Pela via das armas nucleares ou de um desastre ecológico, essa maravilha da criação pode ser riscada da face do universo num estalar de dedos.

        Este ainda é o cenário dominante. Mas uma nova perspectiva começa a se desenhar no mundo. Aqui e ali, as consciências despertam e, escapando das armadilhas do materialismo, da superstição e do fanatismo religioso, reencontram, pouco a pouco, os caminhos da espiritualidade. É um movimento difícil – tão difícil quanto nadar num rio de corredeira em sentido contrário ao da corrente. Pois busca alcançar as alturas, quando tudo leva para baixo. E ainda tem que vencer barreiras formadas por pedras pontiagudas, galhos emaranhados e redemoinhos aprisionantes. Tal movimento não se confunde com a adesão a igrejas ou seitas. Pois – embora possam abrigar em seu interior pessoas de espiritualidade autêntica – estas constituem, na maioria dos casos, o principal obstáculo à experiência espiritual, separando o homem de Deus por uma muralha de dogmas, preconceitos, comportamentos massificados, interesses econômicos e mecanismos de poder.

        Importantes cientistas deste século, como Albert Einstein e Niels Bohr, perceberam que a ciência havia chegado a um ponto que exigia o resgate da perspectiva espiritual. E procuraram nas grandes tradições místico-filosóficas do passado as respostas que o árido materialismo não podia oferecer.

        Há pouco mais de dez anos, durante um encontro realizado em Veneza, intelectuais de renome internacional – da estatura de Abdus Salam (Prêmio Nobel de Física) e Jean Dausset (Prêmio Nobel de Medicina) – assinaram uma declaração conjunta, na qual afirmam que a ciência e as tradições espirituais são complementares e não contraditórias e que o intercâmbio entre elas “abre as portas para uma nova visão da humanidade”. Essas ideias vêm ganhando adeptos por toda parte. Mas ainda surpreendem e escandalizam muita gente. entre os que se opõem a elas, há cientistas de inegável valor, que confundem, porém, o pensamento científico com o materialismo. Se estudassem a fundo a história da ciência, reformulariam seus conceitos, pois foi no seio das tradições espirituais que o saber científico nasceu e se desenvolveu. Os primeiros cientistas do mundo foram os xamãs pré-históricos, que atuavam nas sociedades do período paleolítico como elos de ligação entre o mundo do espírito e o mundo da matéria. Ao longo de milhares de anos de prática intensiva, esses homens de conhecimento acumularam numerosas e sofisticadas informações acerca dos reinos mineral, vegetal e animal; do movimento dos astros e de sua relação com os acontecimentos da Terra; do espaço geográfico e da história dos antepassados; da origem, evolução e cura das doenças; das técnicas para induzir o transe e dos domínios contemplados em estados incomuns de consciência.

        Um longo e sinuoso caminho separa o xamã ancestral do cientista contemporâneo. Seria preciso um livro inteiro – ou mesmo um conjunto de livros – para descrevê-lo. Mas o vínculo entre o espírito e a matéria, corporificado na figura do xamã, começa a ser resgatado na atualidade. Ele aponta para uma nova visão de mundo, capaz de reconciliar a humanidade com a natureza, os homens uns com os outros e o indivíduo consigo mesmo. Esse reencontro talvez venha a ser a grande realização do próximo século. Maior do que as mais extraordinárias promessas da informática, da engenharia genética e da exploração espacial. Devemos somar toda a nossa energia, o nosso afeto, o nosso humor, o nosso talento, a nossa criatividade para tornar esse sonho real. Só então terão sentido as loucas palavras do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900): “Eu vos anuncio o super-homem”.

ARANTES, José Tadeu. Jornalista e professor, editor da revista Galileu/Globo Ciência. (Texto escrito especialmente para este livro).

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 8ª série. 15ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 196-198.

Entendendo o artigo:

01 – Qual foi o preço pago pela humanidade ao alcançar um extraordinário desenvolvimento científico e tecnológico nos últimos trezentos anos?

      O preço foi a perda da dimensão espiritual da existência. Esse afastamento gerou uma profunda alienação e resultou em um tríplice divórcio: da humanidade com a natureza (crise ecológica), dos homens entre si (crise ética, política, social e econômica) e do indivíduo consigo mesmo (crise psicológica).

02 – A que o autor compara o comportamento humano diante dos poderes da ciência e da tecnologia no segundo parágrafo?

      O autor compara a humanidade ao "aprendiz de feiticeiro" do conto infantil, agindo de forma desastrada e irresponsável por esquecer que a realidade é um tecido único interligado, a ponto de se tornar capaz de extinguir a si própria por meio de armas nucleares ou de um desastre ecológico.

03 – Segundo o texto, a adesão a igrejas ou seitas é garantia de uma espiritualidade autêntica? Por quê?

      Não. O autor afirma que as instituições religiosas muitas vezes constituem o principal obstáculo à experiência espiritual, pois separam o homem de Deus por meio de uma muralha de dogmas, preconceitos, comportamentos massificados, interesses econômicos e mecanismos de poder.

04 – Qual a posição de grandes cientistas citados no texto, como Albert Einstein e Niels Bohr, em relação à ciência e à espiritualidade?

      Eles perceberam que a ciência havia atingido um ponto que exigia o resgate da perspectiva espiritual. Por isso, buscaram nas grandes tradições místico-filosóficas do passado as respostas e o sentido que o materialismo árido não conseguia oferecer.

05 – Qual foi a conclusão da declaração conjunta assinada por intelectuais de renome internacional (como Abdus Salam e Jean Dausset) em Veneza?

      Eles afirmaram que a ciência e as tradições espirituais são complementares e não contraditórias, e que a troca de conhecimentos entre ambas "abre as portas para uma nova visão da humanidade".

06 – Por que, segundo o autor, é um equívoco histórico alguns cientistas associarem o pensamento científico exclusivamente ao materialismo?

      Porque o saber científico nasceu e se desenvolveu no interior das próprias tradições espirituais. O autor exemplifica lembrando que os primeiros cientistas do mundo foram os xamãs pré-históricos, que atuavam como ponte entre o mundo espiritual e o material, acumulando saberes profundos sobre medicina, astronomia e natureza.

07 – O que o autor projeta como a "grande realização do próximo século", superando até mesmo avanços da informática e da engenharia genética?

      A grande realização será o reencontro e a reconciliação entre o vínculo do espírito e da matéria (espiritualidade e razão), capaz de curar as divisões do homem com a natureza, com os seus semelhantes e consigo mesmo, tornando real a promessa de uma humanidade plenamente realizada.

 

CRÔNICA: O ASSALTO - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - COM GABARITO

 Crônica: O Assalto

             Carlos Drummond de Andrade

 

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjLH3TOIsFd7sg7__ZnU6QzqpFODEf57ijAkHAoBwWQetltxAqeJPkimLQTEWEN9mXBiyVipGzaY7UxmvImfZ0cV_KQo7XdOSWjLoZHgwVRBGbNpV4xI7SfTcf4L6EpAPC2vXZzohTZRJqfGUP_EuYpatw_0cgVeHmjdQ6v12tJ2KZRoIyuoS91fvSa80o/s320/assalto.png

        Na feira, a gorda senhora protestou a altos brados contra o preço do chuchu:

        — Isto é um assalto!

        Houve um rebuliço. Os que estavam perto fugiram. Alguém, correndo, foi chamar o guarda. Um minuto depois, a rua inteira, atravancada, mas provida de um admirável serviço de comunicação espontânea, sabia que se estava perpetrando um assalto ao banco. Mas que banco? Havia banco naquela rua? Evidente que sim, pois do contrário como poderia ser assaltado?

        — Um assalto! Um assalto! — a senhora continuava a exclamar, e quem não tinha escutado, escutou, multiplicando a notícia. Aquela voz subindo do mar de barracas e legumes era como a própria sirena policial, documentando, por seu uivo, a ocorrência grave, que fatalmente se estaria consumando ali, na claridade do dia, sem que ninguém pudesse evitá-la.

        Moleques de carrinho corriam em todas as direções, atropelando-se uns aos outros. Queriam salvar as mercadorias que transportavam. Não era o instinto de propriedade que os impelia. Sentiam-se responsáveis pelo transporte. E no atropelo da fuga, pacotes rasgavam-se, melancias rolavam, tomates esborrachavam-se no asfalto. Se a fruta cai no chão, já não é de ninguém; é de qualquer um, inclusive do transportador. Em ocasiões de assalto, quem é que vai reclamar uma penca de bananas meio amassadas?

        — Olha o assalto! Tem um assalto ali adiante!

        O ônibus na rua transversal parou para assuntar. Passageiros ergueram-se, puseram o nariz para fora. Não se via nada. O motorista desceu, desceu o trocador, um passageiro advertiu:

        — No que você vai a fim do assalto, eles assaltam sua caixa.

        Ele nem escutou. Então os passageiros também acharam de bom alvitre abandonar o veículo, na ânsia de saber, que vem movendo o homem, desde a idade da pedra até a idade do módulo lunar. Outros ônibus pararam, a rua entupiu.

        — Melhor. Todas as ruas estão bloqueadas. Assim eles não podem dar no pé.

        — É uma mulher que chefia o bando!

        — Já sei. A tal dondoca loira.

        — A loura assalta em São Paulo. Aqui é morena.

        — Uma gorda. Está de metralhadora. Eu vi.

        — Minha Nossa Senhora, o mundo está virado!

        — Vai ver que está caçando é marido.

        — Não brinca numa hora dessas. Olha aí sangue escorrendo!

        — Sangue nada, é tomate.

        Na confusão, circularam notícias diversas. O assalto fora a uma joalheria, as vitrinas tinham sido esmigalhadas a bala. E havia joias pelo chão, braceletes, relógios. O que os bandidos não levaram, na pressa, era agora objeto de saque popular. Morreram no mínimo duas pessoas, e três estavam gravemente feridas.

        Barracas derrubadas assinalavam o ímpeto da convulsão coletiva. Era preciso abrir caminho a todo custo. No rumo do assalto, para ver, e no rumo contrário, para escapar. Os grupos divergentes chocavam-se, e às vezes trocavam de direção; quem fugia dava marcha à ré, quem queria espiar era arrastado pela massa oposta. Os edifícios de apartamentos tinham fechado suas portas, logo que o primeiro foi invadido por pessoas que pretendiam, ao mesmo tempo, salvar o pelo e contemplar lá de cima. Janelas e balcões apinhados de moradores, que gritavam:

        — Pega! Pega! Correu pra lá!

        — Olha ela ali!

        — Eles entraram na Kombi ali adiante!

        — É um mascarado! Não, são dois mascarados!

        Ouviu-se nitidamente o pipocar de uma metralhadora, a pequena distância. Foi um deitar-no-chão geral, e como não havia espaço uns caíam por cima de outros. Cessou o ruído, Voltou. Que assalto era esse, dilatado no tempo, repetido, confuso?

        — Olha o diabo daquele escurinho tocando matraca! E a gente com dor-de-barriga, pensando que era metralhadora!

        Caíram em cima do garoto, que soverteu na multidão. A senhora gorda apareceu, muito vermelha, protestando sempre:

        — É um assalto! Chuchu por aquele preço é um verdadeiro assalto!
        A.ssal.to: substantivo masculino

1. agressão para roubo; 2. Ataque; 3. cada período de tempo de uma luta; 4. exorbitância de preço.

 

Entendendo a crônica:

01 – Ao dizer “Isto é um assalto!”, em que sentido a senhora utilizou a palavra assalto?

      Exorbitância de preço.

 

02 – A frase dita pela senhora provocou uma enorme confusão. Por quê?

      Porque as pessoas pensaram que era um assalto de verdade.

 

03 – Ocorreu comunicação entre as pessoas que estavam no local dos fatos relatados no texto? Justifique sua resposta.

      Não, porque ela disse uma coisa e as pessoas entenderam outra.

 

04 – A frase “Assim eles não podem dar no pé” está na linguagem informal. Reescreva-a na linguagem formal?

      Assim eles não podem fugir.

 

05 – “Ouviu-se nitidamente o pipocar de uma metralhadora”. O que levou as pessoas a pensarem que estavam ouvindo o barulho de uma metralhadora?

      Um escurinho trocando matraca.

 

06 – Que fato é responsável pelo humor da charge ao lado do texto?

      O fato de o homem querer parcelar o assalto em 12 vezes.

 

07 – Observe os significados da palavra assalto e responda: ela foi usada com o mesmo sentido na charge e no texto? Justifique sua resposta.

      Não, porque no texto foi usada como exorbitância de preço e na charge como agressão para roubo.

 

 

 

FÁBULA: A LEBRE E A TARTARUGA - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: A lebre e a tartaruga

                         Esopo

 

        A lebre vivia a se gabar de que era o mais veloz de todos os animais. Até o dia em que encontrou a tartaruga.

        – Eu tenho certeza de que, se apostarmos uma corrida, serei a vencedora – desafiou a tartaruga.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixQEvajKCC-3KXyAgNm8zTeZ-Co0FCENMH19MKJ7gCN4xxbZDaVuboPCR9SctrqgOfSd9eLFqIkyohr6hbIjVnIyiHOeGFtB2zhQBg5wBFGJvJGlyptQQOR8Oo-7jmDTmtL2fjOqTKvvUNxipPnWv_C8yVhGZhxbBXhSql1_5N6tqt6hXH9ONuarz4QB4/s320/images.jpg 


        A lebre caiu na gargalhada.

        – Uma corrida? Eu e você? Essa é boa!

        – Por acaso você está com medo de perder? – perguntou a tartaruga.

        – É mais fácil um leão cacarejar do que eu perder uma corrida para você – respondeu a lebre.

        No dia seguinte a raposa foi escolhida para ser a juíza da prova. Bastou dar o sinal da largada para a lebre disparar na frente a toda velocidade. A tartaruga não se abalou e continuou na disputa. A lebre estava tão certa da vitória que resolveu tirar uma soneca.

        "Se aquela molenga passar na minha frente, é só correr um pouco que eu a ultrapasso" – pensou.

        A lebre dormiu tanto que não percebeu quando a tartaruga, em sua marcha vagarosa e constante, passou.

        Quando acordou, continuou a correr com ares de vencedora. Mas, para sua surpresa, a tartaruga, que não descansara um só minuto, cruzou a linha de chegada em primeiro lugar.

        Desse dia em diante, a lebre tornou-se o alvo das chacotas da floresta. Quando dizia que era o animal mais veloz, todos a lembravam de uma certa tartaruga...

       Moral da história: Quem segue devagar e com constância sempre chega na frente.

 

http://www.metaforas.com.br/infantis/a_lebre_ea_tartaruga.htm

 

Entendendo a fábula:

01 – Neste texto vários animais estão envolvidos na realização de uma corrida. Eles são personagens da história. Quem são eles?

      Os personagens mencionados no texto são a lebre, a tartaruga, a raposa e, de forma figurada/geral, o leão e os outros animais da floresta.

 

02 – Segundo o texto, qual foi a tarefa escolhida para a raposa?

      A raposa foi escolhida para ser a juíza da prova (ou seja, responsável por dar o sinal da largada e acompanhar a corrida).

 

03 – “É mais fácil um leão cacarejar do que eu perder uma corrida para você.” O que será que a lebre quis dizer com isso?

      A lebre quis dizer que era impossível ela perder a corrida para a tartaruga. Como um leão nunca cacareja (pois isso é som de galinha), ela usou esse exemplo exagerado para mostrar quanta certeza e deboche tinha sobre a sua própria vitória.

 

04 – Por que a lebre tornou-se o alvo das chacotas da floresta?

      Porque ela vivia se gabando de ser o animal mais rápido de todos, mas acabou perdendo a corrida para a tartaruga (um dos animais mais lentos) por causa do seu excesso de confiança e de ter dormido durante a prova.

 

05 – Como você entendeu a moral da história?

      A moral ensina que a determinação, a paciência e a dedicação contínua valem mais do que o talento natural acompanhado de preguiça ou excesso de confiança. Mesmo sendo mais devagar, se você não desistir e mantiver o foco, conseguirá atingir seus objetivos, enquanto quem é muito arrogante pode acabar falhando

CONTO: A MULHER DE PRETO - FRAGMENTO - MACHADO DE ASSIS - COM GABARITO

 Conto: A mulher de preto – Fragmento

          Machado de Assis

[...]

CAPÍTULO V

        Quando saíram, o deputado disse ao médico:

        — Meu amigo, você é desleal comigo...

        — Por quê? perguntou Estêvão meio sério e meio risonho, não compreendendo a observação do deputado.

        — Sim, continuou Meneses; você esconde-me um segredo...

        — Eu?

        — É verdade: e um segredo de amor.

        — Ah!... disse Estêvão; por que diz isso?

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9hZevf2RPspQaCnuZVl2Njm55txgxdqCxRU-lECw74krTyPOjUODe4PfdY3itSsTqjjls8zStxyhqUZzcb-RX6ioDq7QvpWzBs7j0ihRfL3QZ3nz_qVkT4dkwBNVBNNn4Pq0OISd2m8QFe4kxMnHvwjoyJHa_ZCqMiHdOLACbnXCpYtIra4MkbtBKCek/s320/PRETO.jpg

        — Reparei há pouco que, ao passo que os mais conversavam em política, você pensava em uma mulher, e mulher... lindíssima...

        Estêvão compreendeu que estava descoberto; não negou.

        — É verdade, pensava em uma mulher.

        — E eu serei o último a saber?

        — Mas saber o quê? Não há amor, não há nada. Encontrei uma mulher que me impressionou e ainda agora me preocupa; mas é bem possível que não passe disto. Aí está. É um capítulo interrompido; um romance que fica na primeira página. Eu lhe digo: há de me ser difícil amar.

        — Por quê?

        — Eu sei? custa-me a crer no amor.

        [...]

Disponível em: www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000170.pdf. Acesso em: 28 fev. 2022.

Fonte: Maxi: Séries Finais. Caderno 1. Língua Portuguesa – 8º ano. 1. ed. São Paulo: Somos Sistemas de Ensino, 2021. Ensino Fundamental 2. p. 94.

Entendendo o conto:

01 – Qual é a acusação feita pelo deputado Meneses a Estêvão no início do diálogo e como o médico reage a ela?

      O deputado Meneses acusa Estêvão de ser "desleal" por guardar um segredo e não compartilhar com ele seus pensamentos e sentimentos românticos. Estêvão reage inicialmente com surpresa e dúvida (ficando "meio sério e meio risonho"), mas, ao perceber que Meneses havia notado sua distração durante a conversa política, admite que realmente estava pensando em uma mulher.

02 – De que maneira Meneses percebeu que Estêvão estava alheio à conversa do grupo?

      Meneses notou que, enquanto as outras pessoas do grupo discutiam sobre política, Estêvão estava distante, preocupado e focado em seus próprios pensamentos a respeito de uma mulher que o havia impressionado.

03 – Que metáfora Estêvão utiliza para descrever o seu encontro com a mulher misteriosa e o que ela significa?

      Estêvão utiliza a metáfora de "um capítulo interrompido; um romance que fica na primeira página". Essa imagem expressa a ideia de algo que começou de forma promissora ou impactante, mas que foi interrompido logo no início, sem desenvolvimento ou continuação garantida.

04 – Como Estêvão define sua visão sobre o sentimento do amor ao final do trecho?

      Estêvão demonstra um tom de ceticismo e desconfiança ao afirmar que lhe será difícil amar, justificando sua postura com a frase: "custa-me a crer no amor". Isso revela uma atitude cautelosa e desiludida em relação aos sentimentos amorosos.

05 – A partir do contraste entre os temas abordados pelos personagens (política e amor), o que se pode inferir sobre o perfil psicológico de Estêvão em comparação com o ambiente ao seu redor?

      O contraste evidencia que, enquanto o ambiente social ao seu redor debate questões pragmáticas e públicas (a política), Estêvão está imerso em seu mundo interior, voltado para reflexões subjetivas e dilemas emocionais. Esse comportamento revela um perfil mais introspectivo, romântico e inclinado à idealização ou reflexão íntima.