terça-feira, 4 de agosto de 2026

POEMA: UMA PATINHA DESENGONÇADA - ARNALDO JUNIOR - COM GABARITO

 Poema: Uma patinha desengonçada

           Arnaldo Junior

Essa história não se passa

Num ambiente rural

No meio de uma fazenda

Nem tampouco no fundo de um quintal

É dentro de uma escola

Que ela se desenrola.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivCqJwr1t7xqegUlapIYyoUMstlfaa2ch7qypD0dV1WUhZ5yA58DWZGCUgdN5dwnwl1YfDauNYcJnbrz2zOq3MpS4rpNYNRpfgi3mrUTJc3vZSEFZaS5NS7oqhoizuDaQzA08jjlo3JsM02Dvs627ME9Fp1P1aP7WslzUE0s9F9ajpBdmQtBO6wsWCIyw/s320/PATA.jpg 


 

Era uma vez

(Toda história que se preze tem que ter o “era uma vez”)

Uma patinha tão desajeitada

Tão desengonçada

Isso sem contar,

Sua timidez.

 

Ela era tão destrambelhada

Que no dia em que apareceu

As outras patas caíram na gargalhada

Por causa de suas penas

Completamente sem noção

Sem nenhuma combinação

Seu cabelo desarrumado

E do seu jeito de andar

Totalmente descompassado

Que as outras patinhas

Tanto acharam engraçado.

 

Além de magricela e comprida

Era de pouca fala

Quase não tinha amigas na sala

Mesmo sendo estudiosa

Ficava sempre de lado

Quieta, distante, silenciosa.

 

Quando pulava na piscina

Espalhafatosa e deselegante

Chegando do outro lado

Toda ofegante

Todas as outras patinhas riam

No mesmo instante.

 

Assim desprezada

Deixada de lado

A patinha desengonçada desapareceu

Talvez tenha mudado de escola

Mas ninguém percebeu.

 

Passado algum tempo

Algo estranho aconteceu.

 

A escola recebeu a visita

De uma modelo famosa

Toda chique

Estilosa

Era a pata mais admirada

E mais invejada

De toda a Pataquápolis

Aliás, não era uma pata, mas uma cisne

Uma cisne negra e muito rara

Que só vestia pluma de grife

Perfumes e joias caras.

 

E qual não foi a surpresa

Quando ela se revelou:

A tal modelo era na verdade

A patinha desengonçada

Que havia deixado a cidade.

 

Com sua altura

Beleza exótica e jeito de andar

Que todas passaram a imitar

Ela hoje é sucesso na Europa

Estados Unidos e Japão

E para aquelas

Patinhas recalcadas

Que se achavam descoladas

Sobrou, isso sim, uma boa lição.

Arnaldo Junior.

Fonte: Maxi: Séries Finais. Caderno 1. Língua Portuguesa – 8º ano. 1. ed. São Paulo: Somos Sistemas de Ensino, 2021. Ensino Fundamental 2. p. 65.

Entendendo o poema:

01 – Onde se passa a história do poema e como o eu lírico destaca essa escolha de espaço?

      A história se passa dentro de uma escola. O eu lírico faz questão de destacar esse cenário ao explicitar, na primeira estrofe, que os acontecimentos não ocorrem em um ambiente rural, fazenda ou quintal (lugares comumente associados a patos e animais de fazenda em fábulas tradicionais). Essa escolha reflete e aproxima o poema das dinâmicas do cotidiano escolar humano, como a convivência entre colegas e o ambiente de aprendizagem.

02 – Quais eram as características físicas e comportamentais da patinha no início do poema que a tornavam alvo de deboche?

      Fisicamente, a patinha era descrita como desajeitada, desengonçada, magricela, comprida, com penas sem combinação, cabelo desarrumado e um jeito de andar descompassado. Quanto ao comportamento, ela era muito tímida, de pouca fala, quieta, silenciosa, e ficava sempre isolada e distante dos demais, embora fosse muito estudiosa. Além disso, ao pular na piscina, era espalhafatosa e deselegante.

03 – De que maneira as atitudes das outras patinhas em relação à protagonista caracterizam a prática do bullying?

      As atitudes das outras patinhas caracterizam bullying porque envolvem o desprezo, a humilhação sistemática e a exclusão social da protagonista. Elas riam constantemente de sua aparência, do seu modo de andar e de como ela nadava. A consequência desse comportamento cruel foi o isolamento da patinha, que quase não tinha amigas e ficava sempre de lado, culminando em seu desaparecimento da escola sem que ninguém se importasse ou percebesse.

04 – O poema faz referência explícita à figura da fábula clássica de Hans Christian Andersen, O Patinho Feio. De que forma essa intertextualidade se manifesta no texto de Arnaldo Junior?

      A intertextualidade se manifesta no processo de transformação da protagonista e no julgamento equivocado de sua espécie no início. Assim como na fábula clássica, a personagem era ridicularizada por não se encaixar no padrão estético do grupo de patos. Mais tarde, revela-se que ela não era uma patinha comum, mas sim uma majestosa cisne negra. A rejeição inicial ocorreu porque os outros animais julgavam sua aparência antes de seu pleno desenvolvimento e maturidade.

05 – Como ocorreu o reencontro entre a protagonista e as patinhas da escola, e qual foi a revelação trazida por esse momento?

      O reencontro ocorreu quando a escola recebeu a visita de uma modelo famosa, elegante, chique e muito admirada, vinda de fora. A grande surpresa para a comunidade escolar foi a revelação de que essa modelo de beleza exótica e internacionalmente reconhecida era, na verdade, a mesma patinha desengonçada que anos antes fora desprezada e deixada de lado.

06 – Analise a mudança de atitude das outras patinhas ao descobrirem a verdadeira identidade da visitante. O que essa mudança revela sobre a postura delas?

      Antes, as patinhas riam do jeito de andar, das penas e da aparência da protagonista. Após o retorno dela como uma modelo de sucesso, as mesmas patinhas passaram a ter inveja e a imitar seu jeito de andar. Essa mudança drástica revela uma postura superficial, hipócrita e invejosa, pautada apenas por aparências, status social e aprovação externa.

07 – Qual é a principal lição moral que o poema transmite às "patinhas recalcadas"?

      A principal lição é que o valor de uma pessoa não deve ser medido por aparências momentâneas nem por padrões superficiais impostos por um grupo. O poema ensina que o desdém e a prática do bullying revelam a pequenez de quem os pratica, e que o tempo pode mudar radicalmente as circunstâncias, mostrando que aqueles que foram marginalizados podem alcançar grande sucesso e superação.

 

sábado, 1 de agosto de 2026

CARTUM - ROUBO - COM GABARITO

 Cartum – Roubo

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMyKVSsU_QZ4qjd5CZO8C9Gr6QIDhlKbUbgF9TQJBgi-6_jetvr8h87C53Lyo8N4KGWjlhuxAbWPphyphenhypheniNUdwKoCrXzKLeKvDu3Hh32E_ctPzwBzQuD38mEEz0fYVtQnEUrFkCQVFdMy1yBQVpztS_Xxlv8TV5vmNAEt_v_BU42kjT9GdjTObDGeq94RZQ/s320/roubo.png 

Entendendo o cartum:

01 – O cartum é dividido em 3 cenas. O que está acontecendo na 1ª cena?

      Um homem está se afogando.

 

02 – O que o leitor pensa que o homem está fazendo na 2ª cena?

      Indo salvar o homem.

 

03 – O que ele estava realmente fazendo?

      Indo roubar o relógio dele.

 

04 – A intenção do cartum é, com humor, fazer uma crítica à sociedade. O que esse cartum mostra?

a) Que há ladrões por toda parte.

b) Que não devemos entrar no mar sem saber nadar.

c) Que bens materiais importam mais que a vida.

d) Que a vida é sempre mais importante que tudo.

 

05 – Na sua opinião, atualmente as pessoas têm ajudado ao próximo ou só pensam em si mesmas? Justifique sua resposta.

      Resposta pessoal do aluno.

 

06 – Explique o humor dos diálogos a seguir:

I

O paciente diz ao médico:

-- Doutor, já quebrei o braço em vários lugares.

O médico responde:

-- Se eu fosse o senhor, não voltava mais para esses lugares.

      O médico pensou que o paciente quebrou o braço em ambientes diferentes e não em várias partes do braço.

 

II

Um bêbado está no consultório e o médico lhe diz:

-- Eu não atendo bêbado.

E o bêbado responde:

-- Então quando o senhor estiver bom, eu volto.

      O bêbado pensa que o médico está bêbado e por isso não vai atendê-lo.

 

07 – O humor dos diálogos anteriores se deve a falas ambíguas (com duplo sentido). Reescreva essas falas, desfazendo a ambiguidade:

I) Doutor, já quebrei o braço em vários lugares.

      Doutor, já quebrei várias vezes o braço.

II) Eu não atendo bêbado.

      Eu não atendo bêbados (ou pessoas bêbadas).

 

POEMA: O DIA DA CRIAÇÃO -II - VÍNICIUS DE MORAES - COM GABARITO

 Poema: O dia da criação – II

           Vinícius de Moraes

 

Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado.
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado.
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado.
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado.
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado.
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado.
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado.
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwgEiBe3S3eG5zup8kPcdlhg2HxiEnQxiT7q-oBZJ8yCPz4CSJSQH14TF27CGAjJTUfxwwJLS6qAvxuTW2U-Uq0ZP4LP7lCYHashxBzqXSj1cYXtw3wQ3sIELM7z1OYFaJ0WWq_L1TdlLIJBDZdCahRFJ5PQhUUAO02bQtJdU-fUFmPXzwfyIxNMs89_I/s320/images.jpg


            Vinícius de Moraes.

 

Entendendo o poema:

01 – Qual tipo de oração subordinada estrutura o poema? 

      Causal.

02 – O que o eu poético revela por meio da repetição dessa oração? 

      As coisas e eventos que acontecem num sábado.

03 – Qual é o recurso estilístico (figura de linguagem) predominante no trecho e qual é a sua função no poema?

      A figura de linguagem predominante é a anáfora (repetição de uma mesma palavra ou expressão no início/final de versos ou estrofes), evidenciada na repetição constante da frase "Porque hoje é sábado". Essa repetição contínua funciona como uma justificativa quase automática para todos os comportamentos, excessos, contradições e desejos descritos, transmitindo a ideia de que o sábado é um dia fora da rotina comum, onde tudo ganha outra dimensão.

04 – Como o poema retrata a diversidade de comportamentos e figuras humanas na cidade durante o sábado? Cite exemplos do texto.

      O poema retrata o sábado como um dia em que a vida urbana se manifesta de forma intensa, diversa e cheia de contradições. O eu lírico apresenta desde figuras religiosas que tentam se misturar ("um padre passeando à paisana") e a busca pelo prazer e boemia ("damas de todas as classes", "um beber e um dar sem conta"), até momentos de fragilidade ("uma infeliz que vai de tonta") e sentimentos de frustração ou revolta ("frenesi de dar banana").

05 – De que maneira o tom do poema se transforma no último verso citado ("Há a sensação angustiante / Porque hoje é sábado")?

      Apesar de o sábado ser tradicionalmente associado à diversão, ao alívio e à liberdade no fim de semana, o último verso introduz uma virada de tom (quebra de expectativa). A intensa movimentação e os excessos do dia revelam, ao final, um vazio ou uma angústia existencial, mostrando que a busca frenética pelo prazer e pela evasão nem sempre traz preenchimento pleno, podendo resultar em uma "sensação angustiante".

 

 

 

ARTIGO DE OPINIÃO: O MISTÉRIO DOS SUPERFUNGOS - HABILIDADE EF08LP05 - COM GABARITO

 Artigo: O mistério dos superfungos

            Habilidade EF08LP05

        Os fungos estão por toda a parte: do pão mofado até os hospitais! Em geral, eles não representam perigo. Pelo contrário, são parceiros da natureza e até da nossa saúde, porque são utilizados na produção de medicamentos. Mas… existem situações em que os fungos ganham superpoderes, viram “superfungos”! Aí sim, há perigo à vista. Vem com a gente nessa aventura microscópica para entender tudo nos mínimos detalhes!

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRkkjH-VhPkngh9keSvazmWjYypclG5mMPHVUzn2pXz82rBZWEg4L27nhp3KnTCvTPB3TKjnnOlNOedSpgVfXsU1bgmtIDdmcc29RHOGyi9uHS4omYiIOFelQD7aqS9KizdP73xcu2IC8E5JYfZ7M3kgOB46jUoIBNFrTjJx1mAVRqJZTobhHTCPkdLXw/s320/images.jpg 


        Você sabia que cogumelos são fungos e que o mofo que dá no pão também? Esses são exemplos de fungos visíveis a olho nu, mas a verdade é que a grande maioria dos fungos é microscópica. Sim, os fungos são microrganismos e, como tal, estão por toda a parte: no ar, na água, no solo e até dentro do nosso corpo! Para vê-los, precisamos de um aparelho que aumenta a imagem das coisas bem pequenas e que você já deve conhecer: o microscópio.

        Os fungos microscópicos são como “faxineiros da natureza”, ajudando a transformar restos de comida e outros dejetos em nutrientes, que enriquecem o solo para as plantas crescerem. Mas há situações em que os fungos se tornam perigosos, especialmente para a saúde humana. Isso acontece quando eles desenvolvem mecanismos para se defender dos medicamentos. É aí que ficam ainda mais fortes, como se ganhassem superpoderes! Nessas situações, passam a ser chamados “superfungos”, e ficam difíceis de combater…

Pedro Fernandes Barbosa. Lorena Rezende Franchini Affonso. Gabriel Campos da Silva. André Luís Souza dos Santos.
Rede Micologia RJ – FAPERJ. Instituto de Microbiologia Paulo de Góes. Instituto de Química. Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Entendendo o artigo:

01 – Muitas palavras do nosso dia a dia são formadas a partir de outras que já existem. Observe o quadro e identifique a palavra primitiva de cada termo derivado. Depois aponte qual pedacinho (afixo) foi somado e o que ele significa, seguindo o exemplo:

Palavra derivada: Faxineiro. 

Palavra primitiva: Faxina. 

Afixo: -eiro. 

Significado do afixo: Aquele que faz alguma coisa.

Palavra derivada: Superpoderes.

Palavra primitiva: Poder (es).

Afixo: Super-

Significado do afixo: Indica superioridade, excesso ou intensidade elevada.

Palavra derivada: Microrganismo.

Palavra primitiva: Organismo (s).

Afixo: Micro-.

Significado do afixo: Indica algo muito pequeno ou de dimensão reduzida.

02 – No primeiro parágrafo, o autor utiliza a palavra “medicamentos”. Analise a estrutura dessa palavra e responda:

a) Qual é a palavra primitiva (radical) que deu origem a ela?

      A palavra primitiva é “médico”.

b) O elemento “-mento”, acrescentado no final da palavra, é um prefixo ou um sufixo?

      É um sufixo.

c) Qual é o sentido que esse elemento costuma adicionar as palavras, assim como ocorre em “treinamento”, “ferimento”, etc.

      Esse sufixo costuma indicar o resultado de uma ação ou um meio / instrumento.

03 – Leia as frases:

        A maioria dos fungos é visível.

        A maioria dos fungos é invisível.

        Responda, de que forma o acréscimo do prefixo “in-” muda o sentido da palavra?

      O prefixo “in-” acrescenta uma ideia de negação ao significado da palavra “visível”. Assim, “invisível” passa a significar “aquilo que não pode ser visto”.

NOTÍCIA: MORCEGOS URBANOS EM PERIGO - FRAGMENTO - WAGNER OLIVEIRA - COM GABARITO

 Notícia: Morcegos urbanos em perigo – Fragmento

           Wagner Oliveira

        No Brasil ocorrem 139 das 987 espécies de morcegos que existem em todo o planeta. A extinção de algumas delas [oito encontram-se ameaçadas] pode provocar um desastre ecológico, com drásticas consequências para o ser humano, porque muitas delas alimentam-se de insetos e roedores. Em outras palavras: se o morcego sair de cena, aa proliferação daqueles bichos pode fugir do controle. [...]

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHJiIlNWM_mnSpEcrixqmhwBABmENL45dHqGvqboYnKQbU-QJ_7Xl_V5IZHfm3baH2zOAlfmGLgT9tzPC-mnCWxNhtO2_Aw_rswu6jOId8R-J7ki1d7ZV9-X1SSmgLgdPjFRjYcJiGWYnYEGs-cq-3MYwWn2J0ag21TVnizsvFlplD7EpPE2f7eR6YhaA/s320/images.jpg 


        Como fazem abelhas, pássaros e borboletas durante o dia, os morcegos transportam sementes e pólen à noite, ajudando assim a perpetuar espécies vegetais. Essa função é desempenhada particularmente pelos morcegos frugíferos, aqueles que se alimentam de frutas e vegetais. Os indivíduos dessas espécies carregam sementes de cerca de 500 plantas típicas de florestas, muitas delas usadas no paisagismo urbano. [...] Algumas espécies do gênero Glossophaga, conhecidas como morcego-beija-flor, são as únicas polinizadoras de plantas que abrem suas flores durante a noite, como o maracujá-da-praia, a pita e o pau-de-falsa. [...]

        Algumas espécies, como os morcegos insetívoros, não tiveram muita dificuldade para se adaptar à cidade. são especialistas em caçar baratas, mosquitos e besouros, e chegam a consumir o correspondente a cerca de 50% de seu peso. “Um morcego de apenas 4 gramas pode devorar até 200 insetos em uma única noite”, revela o biólogo Alexandre Chagas, do Projeto Morcegos Urbanos, do Zoológico do Rio de Janeiro. [...]

        A ciência também estuda a utilidade dos morcegos para a indústria farmacêutica. O morcego-vampiro (Desmodus rotundus), por exemplo, que ao contrário do que se pensa, raramente ataca pessoas, possui glândulas na boca que secretam um potente anticoagulante para manter jorrando o sangue de suas presas. Apenas algumas gotas dessa substância poderia dissolver trombos e coágulos em seres humanos, evitando ataques do coração.

OLIVEIRA, Wagner. Ambiente. Globo Ciência, ano 7, n. 75, out. 1997.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 6ª série. 17ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 197-198.

Entendendo a notícia:

01 – Com base no texto, qual pode ser a consequência ecológica e humana caso ocorra a extinção de espécies de morcegos no Brasil?

      A extinção de espécies de morcegos pode provocar um desastre ecológico com sérias consequências para a vida humana. Como muitas espécies se alimentam de insetos e roedores, a ausência dos morcegos provocaria um aumento descontrolado na proliferação desses animais, desequilibrando o ecossistema e potencialmente aumentando pragas e vetores de doenças nas cidades e no meio ambiente.

02 – Explique o papel dos morcegos frugíferos e das espécies conhecidas como "morcego-beija-flor" na manutenção e preservação da flora.

      Os morcegos frugíferos atuam no transporte noturno de sementes de cerca de 500 espécies de plantas florestais, ajudando na regeneração e perpetuação da vegetação (inclusive espécies usadas no paisagismo urbano). Já os "morcegos-beija-flor" (gênero Glossophaga) desempenham um papel único na polinização, pois são os únicos agentes polinizadores de plantas cujas flores se abrem exclusivamente à noite, como o maracujá-da-praia, a pita e o pau-de-falsa.

03 – Como os morcegos insetívoros se comportam no ambiente urbano e de que maneira sua dieta contribui para a higiene pública?

      Os morcegos insetívoros adaptaram-se com facilidade às cidades por serem especialistas na caça de pragas urbanas, como baratas, mosquitos e besouros. Eles possuem uma capacidade de consumo elevada, podendo ingerir em uma única noite uma quantidade equivalente a 50% do seu próprio peso (por exemplo, um indivíduo de 4 gramas pode devorar até 200 insetos por noite), atuando como um controle biológico natural de insetos causadores de incômodos e doenças.

04 – De que forma o morcego-vampiro (Desmodus rotundus) pode contribuir para os avanços na medicina e na indústria farmacêutica?

      O morcego-vampiro possui glândulas na boca que secretam um potente anticoagulante, utilizado pelo animal para manter o sangue de suas presas fluindo durante a alimentação. Na medicina humana, o estudo dessa substância revelou que apenas algumas gotas podem ser capazes de dissolver coágulos e trombos sanguíneos no organismo humano, ajudando na prevenção e tratamento de ataques cardíacos e acidentes vasculares.

05 – Qual mito sobre a relação entre o morcego-vampiro e os seres humanos é desmistificado no texto?

      O texto desconstrói a crença popular de que os morcegos-vampiros atacam frequentemente as pessoas. O fragmento deixa claro que, ao contrário do que o senso comum imagina, essa espécie raramente ataca seres humanos.

 

MITOS E LENDAS: QUAL É A DIFERENÇA? COM GABARITO

 Mitos e Lendas: Qual é a diferença?

        Habilidade EF67LP28 – Distinguir mitos de lendas (mitos explicam origem do mundo e dos seres já lendas narram feitos históricos ou acontecimentos extraordinários).

        Embora pareçam iguais, os mitos e as lendas têm objetivos diferentes. Os mitos são histórias sagradas criadas por povos antigos para explicar como o mundo surgiu, como os seres humanos nasceram ou de onde vieram as forças da natureza (como o trovão ou o sol). Eles geralmente envolvem deuses e heróis poderosos.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBXbCo0ItXHsRGQhFCwBRlmCTCcFXbzET-97ZrBWkgenkx0xM0VAa8LoYPC6xtn51GKqTaPcybyjtFT4hRqtTRZhihbRQ7gj3GVQyz3S6-bQs7T9rbAbHy2-Cj7AIt6IbEGQrOw8tuL4BAFSENinFY6TCV6sKSNAZ2RpfyelbMFo3wOxH-FXr1LESkYYg/s320/images.jpg


        Já as lendas misturam um pouquinho de história real com imaginação. Elas nascem do povo e narram acontecimentos extraordinários, mistérios ou feitos de pessoas que realmente existiram no passado, mas que ganharam elementos mágicos com o passar do tempo.

Entendendo os mitos e lendas:

01 – Qual é o principal objetivo de um mito?

      Explicar a origem do mundo, dos seres ou das forças da natureza.

02 – Que tipo de personagens costuma aparecer nos mitos?

      Deuses, semideuses e heróis poderosos.

03 – O que as lendas usam como base para a sua história?

      Fatos históricos reais misturados com imaginação e elementos mágicos.

04 – Se uma história conta como o Deus Sol criou a noite, ela é um mito ou uma lenda?

      É um mito, porque explica a criação, origem de algo no mundo.

05 – Qual é a diferença entre o que o mito explica e o que a lenda narra?

      O mito explica a origem das coisas, a lenda narra acontecimentos extraordinários ou feitos do passado.

 

POEMA: FELICIDADE - JULIANY REIS - COM GABARITO

 Poema: Felicidade

           Juliany Reis

      Habilidade EF89LP34 – Consiste na organização de texto dramático, para teatro/TV.

Hoje à tardinha o céu se pintou de rosa

Estava por vir alguma alegria...

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQMDVJfOB1Xvt5PhujVLp8WetuubsjBlz1zS7rpM__e8633UX7FORuBbO1yZGRzKSJOAPu3ETi8MRh1wKfJEHUN_1BDE2_o2Z81ahFu9UZTNhSVw_UHZH1TC5lgOg64t6U2NOMw11qWGAcAgm-btm46J1DgWbsdEsg5CcciSuosVfsrlRRS8LFpr036mg/s320/images.jpg 


Meu amor me chamou para casar

Teve show no boteco da praça

Vi a noite despertando em luar.

Eu vesti meu vestido florido.

Encontrei mais que velho amigo

Desatei nesta noite a sorrir.

Juliany Reis.

Entendendo o poema:

        Reescreva o poema acima na estrutura de um texto teatral de cena única, com dois personagens intitulados “MOÇA” e “MEU AMOR”, transformando os últimos versos de cada estrofe em rubricas relativas ao personagem MOÇA e adaptando tudo o que for necessário para compor esse tipo de texto.

Título da cena: Felicidade

        CENA ÚNICA

        (A cena se passa em uma praça ao entardecer. O céu apresenta tons rosados. O som de um bar ao fundo indica que haverá música).

        MOÇA

        Hoje à tardinha p céu se pintou de rosa. Está por vir alguma alegria... (A MOÇA olha para o céu e suspira, pressentindo algo bom).

        MEU AMOR

        (Aproximando-se com ternura). Quero que você se case comigo.

        MOÇA

        (Surpresa e feliz) Ouça... já começou o show no bar da praça! (A MOÇA volta o olhar para o horizonte, observando a noite despertando em luar).

        MEU AMOR

        Você está linda com este vestido florido.

        MOÇA

        Hoje encontrei em você muito mais que um velho amigo; encontrei o meu destino. (A MOÇA desata a sorrir).

         

TEXTO: PARTICIPAÇÃO: PALAVRA DE ORDEM - FRAGMENTO - SILVIO GALLO - COM GABARITO

 Texto: Participação: palavra de ordem – Fragmento

         Silvio Ggallo

        Volta e meia, a sociedade chama seus membros para participar. Participar de uma missa, de um torneio esportivo, de uma campanha de aquisição de agasalhos etc. Participação, essa é a palavra de ordem. Porém, será que já paramos para pensar nessa tal participação?

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQX8gmZ6KkdWe93enYkgMy7Ms-RKOm8fi9gjkEBHgtffXh0H7miHzJmqpwUu239GvUQJO7HgzcVvjfAaZR-xTQ_Scm8FYkofJs9Zgf41lCHaul9FEI-ySYTdiwboaLa868axincV4vYoIGwMbk7Ff_kU-eP5F9RJnBK7r6m105NA6CnJTiOA-vkc_qyeQ/s320/images.jpg


        Interessante reparar, antes de mais nada, que o ato de participar nunca é feito sozinho; não é um ato isolado de alguém que não tem companhia, mas algo que fazemos com os outros.

        O solidário, que está sempre disposto a participar, porta-se desta maneira: está em comunhão; vive ansioso pelo encontro; faz questão de trocar suas experiências de vida com os outros. Sabe muito bem que viver é acima de tudo con-viver. O solidário é companheiro; você já pensou sobre i significado dessa palavra? Ela vem do latim, cum-panere, e significa algo mais ou menos como “aqueles que comem juntos o pão da vida”. Logo, o companheiro, o solidário, é aquele que divide sua vida com os outros, aquele para quem a vida não é apenas uma coexistência com os outros, mas uma verdadeira convivência, um viver com os outros. [...]

GALLO, Sílvio (Coord.). Grupo de Estudos sobre Ensino de Filosofia, Ética e Cidadania – Caminhos da filosofia. 3. ed. São Paulo, Papirus, 1998. p. 26.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 8ª série. 15ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 70.

Entendendo o texto:

01 – De acordo com o texto, de que maneira a sociedade costuma convocar seus membros e qual é a provocação feita pelo autor em relação a essa convocação?

      A sociedade chama seus membros para participar de diversas atividades do cotidiano, como missas, torneios esportivos ou campanhas de agasalhos, tornando a "participação" uma verdadeira palavra de ordem. A provocação do autor é para que as pessoas parem para refletir criticamente sobre o que realmente significa esse ato de participar.

02 – Qual é a característica fundamental do ato de participar destacada no segundo parágrafo do texto?

      A característica fundamental é que a participação nunca ocorre de forma isolada ou individual. Participar é, por definição, uma ação coletiva, algo que só se realiza em conjunto com outras pessoas.

03 – Como se comporta a pessoa considerada solidária em relação à convivência social e à troca de experiências?

      O indivíduo solidário coloca-se em comunhão com os demais, vive ansioso pelo encontro com o outro e faz questão de compartilhar suas experiências de vida. Ele compreende que o ato de viver é, essencialmente, um "con-viver".

04 – Qual é a origem latina da palavra "companheiro" apresentada no texto e qual é o seu significado prático segundo o autor?

      A palavra vem do latim cum-panere, que significa "aqueles que comem juntos o pão da vida". Na prática, o companheiro é aquele que divide sua existência com o outro, transformando o cotidiano em uma divisão ativa e participativa.

05 – Qual é a diferença implícita no texto entre os conceitos de "coexistência" e "verdadeira convivência"?

      A coexistência refere-se apenas ao fato de estar no mesmo espaço que os outros de forma passiva ou neutra, sem interação real. Já a verdadeira convivência ("viver com") exige solidariedade, companheirismo, partilha da própria vida e envolvimento ativo com as pessoas ao redor.

 

 

CORDEL: O VENDEDOR DE OVOS - JOSÉ F. BORGES - COM GABARITO

 Cordel: O Vendedor de Ovos

           José F. Borges

Um homem vendia ovos

numa feira da usina.

Numa época de São João

uma senhora grã-fina

lhe encomendou ovos grandes

que não tivessem ruína.

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLDxcevAmOAyVGmmwDfCU6ww_9UksLe-d-1cC2ApR6x6uFizmUJzLHkuHsSfLRWA1mI-JFUpjsrFtv8dgdmjbKwGpQi_jvX9qazv9aAmhwbE-MON1RC7ApV09PC1oEhVvUc8mjQj3Awz3w80XC0osoxXtpW_DcW7wpeyi_w0TJHDsm2-qRg-8iYrob7gc/s320/images.jpg 

Ele carregou a égua

com dois pares de caixão

e os ovos da mulher

colocou no caldeirão

e amontou-se na égua

levando o mesmo na mão.

 

Ao passar na linha férrea

o maquinista lhe avistou

montado no meio da carga

o maquinista apitou

e com o apito da máquina

a égua se assustou.

 

E na corda do apito

o maquinista pendurou-se

com o apito estridente

a égua mais espantou-se

e o caldeirão com os ovos

da mulher, logo quebrou-se.

 

O homem pulou da carga

logo a cangalha virou

e as quatro caixas de ovos

de serra abaixo embalou

a égua vidrou os olhos

e no momento endoidou.

 

Correu da estrada afora

com o pescoço levantado

o homem foi pegar ela

caiu dentro dum valado

a estrada virou lama

fedendo a ovo quebrado

 

Voltou o pobre pra casa

com a roupa toda molhada

as caixas fedendo a ovos

e a cangalha quebrada

e a égua findou a vida

para sempre espantada.

 José Francisco Borges.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 6ª série. 17ª edição, 2ª impressão. Editora Ática. São Paulo. 2003. p. 206.

Entendendo o cordel:

01 – O texto que você acabou de ler está escrito em versos ou prosa?

      O texto está escrito em versos. Cada linha do poema corresponde a um verso, organizados em estrofes de seis linhas (sextilhas).

02 – Como é nomeado o texto escrito neste estilo?

      Trata-se de uma Literatura de Cordel (ou simplesmente Cordel). É um gênero literário popular, muito tradicional na região Nordeste do Brasil, tipicamente impresso em folhetos e frequentemente acompanhado de gravuras (xilogravuras).

03 – O texto “O vendedor de ovos” descreve um sentimento, narra acontecimentos do dia a dia de modo poético ou enumera características do povo nordestino?

      O texto narra acontecimentos do dia a dia de modo poético. Ele conta uma história rápida e bem-humorada (um entrevero/incidente) envolvendo a encomenda de uma cliente, o barulho do trem, o susto da égua e o prejuízo do feirante.

04 – Que nome recebe os sons que se repetem nas palavras, em geral, no final dos versos?

      Esses sons repetidos são chamados de rimas.

05 – Do ponto de vista gramatical e sonoro, podemos dizer que são rimas ricas ou pobres?

      São rimas pobres. Por quê? Na classificação gramatical, a rima é considerada pobre quando ocorre entre palavras de mesma classe gramatical (por exemplo, verbo com verbo ou substantivo com substantivo). No cordel analisado, a maioria das rimas ocorre entre verbos no mesmo tempo verbal ou entre substantivos:

-- usina / grã-fina / ruína (substantivo com adjetivo/substantivo)

-- caixão / caldeirão / mão (substantivos)

-- avistou / apitou / assustou (verbos no pretérito perfeito)

-- pendurou-se / espantou-se / quebrou-se (verbos no pretérito perfeito com pronome)

-- virou / embalou / endoidou (verbos no pretérito perfeito).

06 – Numa narrativa, o clímax é o ponto culminante, o momento mais tenso da história. Logo após o clímax, vem o desfecho, o final da história.

a) Qual é o clímax da narrativa lida?

      O clímax se dá a partir do momento em que a égua endoida e vai até a queda do homem no valado.

b) Qual é o desfecho?

      O desfecho da história ocorre na última estrofe.

07 – A literatura de cordel emprega uma linguagem popular. Por isso, incorpora ocorrências que fogem às regras gramaticais. Identifique na primeira estrofe:

a) Duas palavras que não estão de acordo com a ortografia oficial.

      Granfina (grã-fina) e ruina (ruína).

b) Um problema de concordância.

      Ovos grandes é sujeito da forma verbal tivesse. O verbo deveria estar na 3ª pessoa do plural.