quinta-feira, 19 de março de 2026

NOTÍCIA: AGIR DE FORMA EGOÍSTA NÃO GARANTE RESULTADOS MELHORES - SABRINA BRITO - COM GABARITO

 Notícia: Agir de forma egoísta não garante resultados melhores, diz estudo

         Segundo nova pesquisa, hostilidade e frieza não levam a cargos melhores ou carreiras mais bem-sucedidas

        Por Sabrina Brito – 1 set 2020

        De acordo com uma nova pesquisa, publicada no último dia 31 no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences, ao contrário do que pode se pensar, agir de modo egoísta no âmbito profissional não leva a uma carreira de maior sucesso. O estudo foi feito com base no acompanhamento dos participantes e de seus empregos ao longo de 14 anos.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhP3rxfMIv72wg4xVCVEgl8C-FMl36mD4LiSDdzivq8zu2Wlx6W4S4-CBRgrsxU4Cm2pdIsOpvQ9q10nhp5-RF5cuqSuXcw9w4N8L5rcncNLpzJT9mw3ojxP2gQPgD_XmPDmsr7c6duZwxFHxMdFmT90DfMS48SY11a74JUmKaaTxhX9SDl9ZA_ueFfEjo/s320/EGO.jpg


        Os cientistas consideraram como “desagradáveis” indivíduos que possuíssem algumas das seguintes características: falta de abertura a novas experiências, pouca conscientização, hostilidade, frieza, conduta neurótica, entre outras. Segundo as conclusões dos pesquisadores, independentemente do contexto, nenhum tipo de desagradabilidade ou egoísmo resultou em vantagens profissionais — nem mesmo nas culturas organizacionais mais extremas.

        Isso não significa, é claro, que indivíduos egoístas não chegam a posições de poder. O que o estudo aponta é que, de forma geral, eles não obtêm esses empregos mais rapidamente do que os demais. Ou seja, o comportamento individualista não traz impactos positivos no âmbito profissional.

        De acordo com os coordenadores da pesquisa, isso indica que empresas colocam pessoas desagradáveis e pessoas generosas em cargos superiores com a mesma frequência, o que possibilita que os indivíduos menos fáceis de lidar, em suas posições de poder, causem dano à organização. Para eles, o estudo contesta a ideia de que é preciso ser hostil para ter sucesso — imagem que, segundo os cientistas, foi reforçada pelo comportamento incisivo de personalidades como Steve Jobs.

BRITO, Sabrina. Agir de forma egoísta não garante resultados melhores, diz estudo. Veja, 1º set. 2020. Disponível em: https://veja.abril.com.br/ciencia/agir-de-forma-egoista-nao-garante-resultados-melhores-diz-estudo/. Acesso em: 26 out. 2020.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 74.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é a principal conclusão do estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences?

      A pesquisa concluiu que, ao contrário do senso comum, agir de forma egoísta, hostil ou fria no ambiente de trabalho não garante uma carreira mais bem-sucedida nem acelera a chegada a cargos de poder.

02 – Como os cientistas envolvidos na pesquisa definiram um indivíduo como "desagradável"?

      Foram considerados desagradáveis aqueles que apresentavam características como falta de abertura a novas experiências, pouca conscientização, hostilidade, frieza e conduta neurótica.

03 – O estudo afirma que pessoas egoístas não chegam a posições de poder? Explique.

      Não. O estudo esclarece que pessoas egoístas podem, sim, chegar a cargos altos, mas elas não alcançam essas posições mais rapidamente do que pessoas generosas. O comportamento individualista, portanto, não oferece uma vantagem competitiva ou impacto positivo na ascensão profissional.

04 – De acordo com os coordenadores da pesquisa, qual é o risco de as empresas promoverem pessoas com perfis "desagradáveis"?

      Como as empresas promovem pessoas desagradáveis e generosas com a mesma frequência, o risco é que esses indivíduos difíceis de lidar, ao atingirem posições de poder, acabem causando danos à organização devido ao seu comportamento.

05 – Qual figura histórica é mencionada no texto como um exemplo que ajudou a reforçar a ideia (contestada pelo estudo) de que é preciso ser hostil para ter sucesso?

      O texto menciona Steve Jobs, cujo comportamento incisivo e estilo de liderança ajudaram a consolidar a imagem de que a hostilidade seria um ingrediente necessário para o sucesso extraordinário.

 

NOTÍCIA: O QUE PENSAM OS BRASILEIROS SOBRE OS NOSSOS POVOS INDÍGENAS - FRAGMENTO - LEONARDO BARROS SOARES - COM GABARITO

 Notícia: O que pensam os brasileiros sobre os nossos povos indígenas – Fragmento

          Leonardo Barros Soares

        Às vésperas das festividades de 500 anos do “descobrimento” do Brasil, o Instituto Socioambiental (ISA), em parceria com o IBOPE, realizou a primeira e única pesquisa de opinião sobre os povos indígenas brasileiros de caráter nacional. Devido à sua singularidade temática e sobretudo aos achados surpreendentes por ela constatados, configura-se como uma pesquisa valiosa para os estudiosos do tema no país. Como se trata de uma época “pré-redes sociais” o que, portanto, significa para muitos uma época quase ágrafa, sem registros de existência, vale a pena recuperar suas principais afirmações.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZX-Lex4tVXb-2RVNGV_xKkjjMO9YOabySAh53Yfb8buwHdXkED9UFJGSmsDq-LvRRW2d_lPynri21JKT5Kv5VSyddN7bZIYscnOZe6bsA4tR5B2jnHnjzYiYHzXLV15EaEHfllwfTGNJEi_-wVt4Uc5NEm2PjtsIMJ8PrYOlvUfkmiGnBcMJ7rBJ9H6w/s320/INDIOS.jpg


        No que se refere à imagem difusa que os brasileiros e brasileiras têm sobre os povos indígenas, as respostas conformaram um quadro surpreendentemente positivo: 88% dos respondentes concordaram que os índios conservam a natureza e vivem em harmonia com ela; 78% consideraram que os índios são bons, mas que aprendem coisas ruins com os brancos. Apesar dos 36% que consideram os índios violentos e perigosos, 89% concordam com a afirmação de que eles o são apenas com quem invade suas terras. Mais de 80% não considera os índios nem preguiçosos nem ignorantes, apenas com culturas distintas e formas de trabalho diferenciadas.

        Incrível? Pois ainda tem mais.

        No bloco de perguntas relativas aos direitos dos povos indígenas, 92% dos respondentes afirmaram concordar com a ideia de que os povos indígenas devem ter o direito de viver em suas terras de acordo com seus costumes; quando perguntados sobre a famosa expressão “muita terra para pouco índio”, apenas 22% concordaram com ela, ao passo em que os demais consideraram que há ou uma quantidade de terras razoável ou pequena para as necessidades dos povos indígenas. Além disso, 70% dos entrevistados não consideraram que os índios que “falam português e se vestem como nós” devessem perder o direito sobre as terras tradicionais. Convenhamos, são dados muito impressionantes, que demonstram claramente que a maioria dos brasileiros concordava, nos anos 2000, com a ideia de direitos territoriais indígenas.

        Na sequência, no bloco de questões relativas a problemas enfrentados pelos povos indígenas e providências a serem tomadas pelo estado brasileiro, a invasão de terras indígenas pelos brancos foi considerado o principal problema, seguido do desrespeito para com seus valores e culturas e as doenças contraídas em contatos com a sociedade circundante.

        Para 14% dos respondentes, a “solução” (final?) para estes problemas seria deixar os índios serem extintos (massacrados, em outras palavras). Felizmente, 82% recusaram esta opção. A maioria também não achava que os índios devessem ser “preparados para viver como nós”, mas que poderiam ter uma educação que mesclasse a educação formal dos brancos com as formas tradicionais de conhecimento de cada sociedade. Implantar programas de saúde e educação, demarcação de terras e programas econômicos foram apontados como medidas importantes a serem adotas pelo estado para que os povos indígenas pudessem continuar a viver e prosperar em sua condição singular.

        Por fim, no bloco das questões relativas ao futuro dos povos indígenas, 78% dos brasileiros e brasileiras tinham respondido que se interessavam muito pelo tema. 45% criam que os povos indígenas permaneceriam em suas terras no futuro e conservariam suas culturas, ao passo em que 21% consideravam que eles migrariam cada vez mais para as cidades e assimilariam os costumes dos brancos.

        O quadro traçado por esta pesquisa, realizada às barbas do século XXI, apresentava um quadro da opinião pública nacional amplamente favorável aos povos indígenas brasileiros. Há uma franca desconsideração dos estereótipos coloniais seculares do índio como preguiçoso, violento e ignorante. O próprio Márcio Santilli, que apresentou a pesquisa, comenta com incredulidade os resultados. Realmente, é algo que não deixa de impressionar os estudiosos do tema.

        Seria interessante discutir a pesquisa e seus achados à luz da conjuntura da época, algo ao qual não me disporei a fazer aqui. De imediato, no entanto, se impõe a realização de uma nova pesquisa, dezenove anos depois, para aferir a variação da opinião pública a respeito dos índios desde então. Muita água rolou, nós sabemos: as inúmeras mobilizações indígenas em todo o Brasil, a construção de Belo Monte, a carta coletiva dos Guarani-Kaiowá, a morte de indígenas em situações de conflitos territoriais, [...].

        Por fim, cabe questionar essa própria ideia acima anunciada: [...]. Na esfera etnoalucinatória da grande mídia e das redes sociais, tendemos a achar que a vaca já foi para o brejo há muito tempo e nada mais pode ser feito. Em meio ao tóxico ambiente das polêmicas midiáticas e do senso comum galopante, é muito bom poder trabalhar com dados concretos que nos confrontam com uma realidade inesperada. Conhecer pode ajudar a superar o fatalismo com que lidamos com a questão indígena no Brasil.

        Agora, é trabalhar para que tenhamos outra pesquisa desta natureza em breve.

SOARES, Leonardo Barros. O que pensam os brasileiros sobre os nossos povos indígenas? Amazônia: notícia e informação, 23 jul. 2019. Disponível em: https://amazonia,org.br/2019/07/o-que-pensam-os-brasileiros-sobre-os-nossos-povos-indigenas/. Acesso em: 05 nov. 2020. (Adaptado).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 82-83.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é a importância histórica da pesquisa mencionada no texto?

      A pesquisa é considerada valiosa por ser a primeira e única de caráter nacional sobre a opinião dos brasileiros em relação aos povos indígenas. Além disso, ela foi realizada em uma época "pré-redes sociais", registrando um momento histórico cujos dados surpreenderam os estudiosos do tema.

02 – Como a maioria dos brasileiros entrevistados percebia a relação entre os indígenas e a natureza?

      A percepção foi amplamente positiva: 88% dos respondentes concordaram que os indígenas conservam a natureza e vivem em harmonia com ela.

03 – O texto apresenta dados que confrontam estereótipos coloniais. Quais são eles?

      A pesquisa revelou que mais de 80% dos brasileiros não consideravam os índios preguiçosos ou ignorantes, mas sim detentores de culturas e formas de trabalho diferenciadas. Além disso, 89% acreditavam que a violência indígena só ocorria contra quem invadia suas terras.

04 – Qual foi a reação da maioria dos entrevistados em relação à tese de que há "muita terra para pouco índio"?

      Apenas 22% dos entrevistados concordaram com essa expressão. A grande maioria considerou que a quantidade de terras destinadas aos indígenas é razoável ou até pequena para suas necessidades.

05 – Segundo o levantamento, o fato de um indígena falar português e vestir roupas ocidentais deveria afetar seus direitos territoriais?

      Não para a maioria. 70% dos entrevistados afirmaram que o indígena que utiliza a língua portuguesa e se veste "como nós" não deve perder o direito sobre suas terras tradicionais.

06 – Quais foram os principais problemas enfrentados pelos povos indígenas apontados pelos entrevistados e quais soluções foram sugeridas para o Estado?

      O principal problema citado foi a invasão de terras por brancos, seguido pelo desrespeito cultural e doenças. Como soluções, a maioria defendeu a demarcação de terras, programas de saúde, economia e uma educação que mesclasse o ensino formal com os conhecimentos tradicionais.

07 – Por que o autor defende a realização de uma nova pesquisa dezenove anos depois?

      O autor argumenta que "muita água rolou" desde os anos 2000, citando eventos como a construção de Belo Monte, conflitos territoriais e a morte de indígenas. Ele acredita que é necessário aferir como a opinião pública variou após quase duas décadas de novas mobilizações e mudanças no cenário nacional.

 

 

ARTIGO DE OPINIÃO: CULPA IRRADIADA - FOLHA DE S.PAULO - COM GABARITO

 Artigo de Opinião: Culpa irradiada

 

         Cinco anos depois de uma cápsula com césio-137 radiativo ter sido exposta num ferro velho em Goiânia, matando quatro pessoas e causando lesões físicas em pelo menos 16, os responsáveis pelo incidente foram finalmente condenados pela Justiça.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgtD8NG9pjD50bXUD6M618ZvlS59vGax8xGTMSYHvTc24RqjdfMy9nlCxjegwc2RVQgblA4_X0ja3nzO02CM6TfX8VxU51vJ1tIU__2sAFgBrdOv8dCE6EH0FF-Cu8gS-LN2f0hvSQoYV0X4_R1RwpJva4Wrpsp05eB8NUIjP6KQe78SXQOLIlYmpql14s/s320/CESIO.jpeg


      Apesar da morosidade excessiva do processo - marca infelizmente tradicional do Judiciário brasileiro -, não deixa de ser digno de nota o fato de que não prevaleceu, desta vez, a impunidade tão corriqueira no país.

       Os acusados - três sócios do instituto de onde o césio foi retirado e o técnico responsável -, a quem cumpria guardar o produto radiativo, foram condenados por homicídio e lesões corporais culposos.

         Embora ainda caiba recurso, merece destaque desde já a punição cominada pelo juiz. Em lugar de uma contraproducente sentença de prisão - lamentavelmente comum mesmo para condenados que não oferecem risco social -, o magistrado optou pela prestação de serviços, tornando o cumprimento da pena útil, em vez de oneroso, para a comunidade.  

(Folha de S. Paulo, 8/8/92.)

 

Questões sobre o texto

 

01. Qual é o tema central abordado no texto?

a. A descrição técnica dos danos causados pelo césio-137 em Goiânia.

b. A condenação judicial dos responsáveis pelo acidente radiológico após cinco anos.

c. Uma crítica generalizada contra a falta de hospitais para tratar vítimas de radiação.

d. O histórico detalhado da vida dos sócios do instituto envolvido. E) A defesa da prisão perpétua para crimes de lesão corporal.

02. Segundo o autor, qual é uma característica "tradicional" e negativa do Judiciário brasileiro mencionada no texto?

a. A severidade excessiva das penas.

b. A rapidez na resolução de crimes ambientais.

c. A morosidade (demora) excessiva dos processos.

d. A recusa em aceitar recursos das defesas.

e. A priorização de crimes financeiros em detrimento de crimes contra a vida.

03. Os responsáveis pelo incidente foram condenados por quais crimes?

a. Homicídio doloso (com intenção de matar) e furto qualificado.

b. Crime ambiental e formação de quadrilha.

c. Omissão de socorro e prevaricação.

d. Homicídio e lesões corporais culposos (sem intenção de matar). e. Apenas danos materiais ao ferro-velho em Goiânia.

04. Qual é a opinião do autor sobre a sentença de prestação de serviços imposta pelo juiz?

a. Ele considera a pena insuficiente diante da gravidade das mortes.

b. Ele a vê como positiva, classificando-a como útil para a comunidade, em vez de onerosa.

c. Ele acredita que a prisão seria o único meio de garantir o risco social.

d. Ele afirma que a prestação de serviços é uma forma de impunidade disfarçada.

e. Ele discorda do juiz, alegando que o cumprimento da pena será contraproducente.

05. No trecho "Embora ainda caiba recurso...", a conjunção em destaque estabelece uma relação de:

a. Consequência, indicando que o recurso será aceito obrigatoriamente.

b. Adição, somando uma nova punição à sentença anterior.

c. Concessão, introduzindo uma ideia que não impede o destaque positivo da punição atual.

d. Causa, explicando o motivo pelo qual o juiz determinou a prestação de serviços.

e. Condição, sugerindo que a punição só vale se não houver recurso.

 

 

 

MÚSICA(ATIVIDADES): PRECISO ME ENCONTRAR - ANTÔNIO CANDEIA FILHO - COM MARISA MONTE

 Música(Atividades): Preciso me encontrar

                   Autor: Antônio Candeia Filho

 

Deixe-me ir, preciso andar

vou por aí a procurar

rir pra não chorar

quero assistir ao sol nascer

ver as águas dos rios correr

ouvir os pássaros cantar

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg0z3S9pqb1z69gyLxGy-bQuyGvNlhQhQc_6RFx31Pa98a4m-aas_9fe5DfMZEsHnM77IRKKwUSFrfGBrDHqhTmuY31eoMiu3k5HeYiPT63JQ2Uy6xhrk67U4R17gdGo6cFoL9A13OePc-g_0pFc-1f7o49WW6xfuNKoJHjtOnIsDwxFP1uDg-cBPbbZxI/s320/MARISA.jpg


eu quero nascer, quero viver

deixe-me ir, preciso andar

vou por aí a procurar

rir pra não chorar

se alguém por mim perguntar

diga que eu só vou voltar

quando eu me encontrar

quero assistir ao sol nascer

ver as águas dos rios correr

ouvir os pássaros cantar

eu quero nascer, quero viver

deixe-me ir, preciso andar

vou por aí a procurar

rir pra não chorar.

(CANDEIA (Antônio Filho), "Preciso me encontrar". In: encarte do disco  Marisa Monte, 1989)

 

Entendendo o texto

 

01. Sobre o estado emocional e o desejo do eu lírico, qual a interpretação correta para o verso "rir pra não chorar"?

a. O eu lírico sente-se genuinamente alegre e quer compartilhar essa felicidade com o mundo.

b. Trata-se de uma antítese que revela um esforço para mascarar a tristeza ou o sofrimento através de uma aparência de alegria.

c. Indica que o eu lírico está confuso e não sabe distinguir entre o choro e o riso.

d. Demonstra que a jornada de autodescoberta é, desde o início, um caminho de piadas e diversão.

02. No trecho "quero assistir ao sol nascer / ver as águas dos rios correr / ouvir os pássaros cantar", o eu lírico busca a cura para seu dilema através de qual elemento?

a. Da tecnologia e do progresso das grandes cidades.

b. Do isolamento total em um ambiente escuro e silencioso.

c. Da conexão com a natureza e com a simplicidade do ciclo da vida.

d. Da busca por riquezas materiais para preencher seu vazio.

03. Quanto à estrutura de rimas da letra, observe a estrofe: "se alguém por mim perguntar / diga que eu só vou voltar / quando eu me encontrar". Qual a classificação dessa rima?

a. Rimas ricas, pois utilizam classes gramaticais diferentes (substantivo e adjetivo).

b. Rimas pobres, pois rimam verbos no infinitivo da mesma conjugação (perguntar/voltar/encontrar).

c. Rimas brancas, pois não há repetição de sons finais entre os versos.

d. Rimas alternadas, onde o primeiro verso rima apenas com o terceiro.

04. A repetição do verso "Deixe-me ir, preciso andar" cumpre qual função na construção do sentido do texto?

a. Demonstra que o eu lírico está perdido e não sabe para que direção seguir.

b. Indica que o eu lírico está sendo impedido fisicamente por alguém de sair de casa.

c. Reforça a necessidade de autonomia e o caráter urgente da sua busca pessoal por liberdade.

d. Serve apenas para preencher o tempo da melodia, sem impacto no significado da letra.

05. No verso "Eu quero nascer, quero viver", o uso da palavra "nascer" assume um sentido figurado (conotativo). O que isso representa para o eu lírico?

a. O desejo de voltar a ser uma criança pequena.

b. A necessidade biológica de um novo nascimento físico.

c. Uma metáfora para o renascimento espiritual e o início de uma nova fase de vida.

d. Uma alusão ao fato de que ele ainda não possui documentos de identificação.

 

ARTIGO DE OPINIÃO: OS MENINOS DO BRASIL - CLÓVIS ROSSI - COM GABARITO

 Artigo de Opinião: Os meninos do Brasil

                              Clóvis Rossi

          SÃO PAULO - Primeiro, foi o "arrastão" nas praias do Rio. Logo depois, nas praias de Fortaleza. Um pouco mais adiante, na festa do Círio de Nazaré, em Belém do Pará. Desceu, em seguida, para a praça da Sé em São Paulo. Chegou ontem a Londrina, no norte do Paraná, cidade em que uma dúzia de lojas foi "arrastada" por bandos de menores movidos a cola de sapateiro.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQVFcJ55U5kDORCTvbo_l0oofYJ1vqMFf4HJgRUgIkTxsNZ5CZvKeGmMqICDnrmolIX8Sl8ftMmOFo4guZbvQMMl44YtzeY-JrLMQfPQyGdDZuwf3SOXDzPF3Hht0VX70qZuyA760phZBVz_PBlfjYFrMUMXlSqY_oedjC39faz7ONv_SIeI5_Ne9f-Ao/s320/barraca_leme.jpg 


          Vê-se que já não dá sequer para o tolo conformismo de achar que essa espécie de guerrilha urbana está restrita aos grandes centros, depósitos habituais de todos os problemas do subdesenvolvimento. Londrina parece ser apenas uma dessas cidades médias abençoadas pela alta qualidade de vida interiorana.

          É evidente que deve haver, nessa onda de "arrastões", um pouco de modismo. O pessoal vê pela televisão um grupo "arrepiando bacanas" no Rio de Janeiro e resolve fazer a mesma coisa na sua própria cidade. Copiar comportamentos alheios, muito divulgados pela mídia, é um fenômeno até certo ponto corriqueiro.

         O problema é que a matéria-prima para a repetição dos "arrastões" sobra no país. O Brasil, que sempre foi exemplo extremo de má distribuição de renda, tornou-se selvagem nestes muitos anos de estagnação econômica. Se há alguma indústria nacional que não sofre os efeitos da recessão é a fábrica de produzir miseráveis e marginalizados. Da marginalização à marginalidade e dela à brutalidade, a distância costuma ser curta.

        Consequência inevitável; os "bacanas" já estão todos arrepiados. Pior: tornam-se cada vez mais inúteis os discursos sobre a miséria, sobre a infância desamparada, sobre as injustiças sociais. A fábrica de produzir retórica sobre essa temática é, aliás, outro setor que não entrou em recessão.

         Seria altamente conveniente que admitíssemos de uma vez por todas que estamos, todos, desequipados para agir, em vez de discursar a respeito. Não é um problema que se possa resolver apenas por meio do poder público. Não é um problema que a filantropia de meia dúzia vá sequer atenuar. É uma guerra. Não serve de consolo saber que produziu poucas vítimas fisicamente até agora. Todo o país é vítima quando seus "bacanas" começam a odiar os meninos do Brasil.  

(Folha de S. Paulo, 30/10/92.)

 Entendendo o texto

01. De acordo com o primeiro parágrafo, a ocorrência de "arrastões" em Londrina demonstra que:

a) O fenômeno está restrito apenas às capitais litorâneas do país.

b) A criminalidade juvenil deixou de ser um problema exclusivo dos grandes centros urbanos.

c) O policiamento no interior do Paraná é mais ineficiente que no Rio de Janeiro.

d) As cidades com alta qualidade de vida estão imunes aos problemas do subdesenvolvimento.

e) O uso de cola de sapateiro é a única causa da violência em cidades médias.

02. O autor atribui a rápida disseminação do comportamento dos "arrastões" por diversas cidades brasileiras principalmente ao(à):

a) Organização nacional de facções criminosas juvenis.

b) Falta de opções de lazer para os jovens no interior.

c) Influência da mídia e da televisão, que gera um efeito de "modismo" e cópia.

d) Aumento repentino do preço da cola de sapateiro.

e) Inexistência de leis que punam menores de idade.

03. No trecho "Se há alguma indústria nacional que não sofre os efeitos da recessão é a fábrica de produzir miseráveis e marginalizados", o autor utiliza uma metáfora para criticar:

a) O crescimento do setor industrial brasileiro apesar da crise.

b) A eficiência do governo em gerar empregos para a população carente.

c) O agravamento das desigualdades sociais e da pobreza decorrentes da estagnação econômica.

d) A exportação de mão de obra desqualificada para outros países. e) A qualidade dos produtos fabricados nas periferias das grandes cidades.

04. Qual é a principal crítica feita pelo autor no penúltimo parágrafo em relação aos discursos sobre a miséria?

a) Os discursos são necessários para convencer os "bacanas" a serem filantropos.

b) A retórica sobre a injustiça social tornou-se inútil e repetitiva, sem gerar ações práticas.

c) Não existem intelectuais suficientes falando sobre a infância desamparada.

d) Os discursos ajudam a diminuir a violência nas ruas de São Paulo.

e) Apenas o poder público tem o direito de discursar sobre a marginalidade.

05. Ao concluir que "todo o país é vítima quando seus 'bacanas' começam a odiar os meninos do Brasil", Clóvis Rossi sugere que:

a) O ódio entre classes sociais é a solução para acabar com os arrastões.

b) A sociedade deve se armar para combater os menores carentes. c) O problema é meramente policial e deve ser resolvido com repressão física.

d) A ruptura social e o preconceito contra os jovens pobres representam uma derrota para toda a nação.

e) Os "bacanas" são as únicas vítimas reais da situação descrita.

 

 

 

terça-feira, 17 de março de 2026

REPORTAGEM: BIOTECNOLOGIA: NA BASE DE TUDO, A FERMENTAÇÃO, NO PASSADO VISTA COMO COISA DO DIABO - REVISTA GLOBO CIÊNCIA - COM GABARITO

 REPORTAGEM:

Biotecnologia: Na base de tudo, a fermentação, no passado vista como coisa do diabo

         Na Idade Média, os pães eram feitos nos mosteiros. Havia mistério naquele movimento interno da massa, que crescia como se tivesse vida própria. Por isso, os monges piedosos acompanhavam todo o processo a rezar. Rezavam sempre e com fervor, pois acreditavam que o crescimento da massa era arte do demônio. Da mesma forma como havia o demo também atrás da fabricação do queijo, da cerveja e do vinho. Se não fosse o diabo, como explicar então aquela "vida" que de repente começava a pulsar dentro da mistura inerte?

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjD_Etrpn20i62kovxU3P9swEjgNX7YkpKwrL2a76lTwZE7zjBLVmWk9I5qb25MLiqhpOCkBklFhiu1OW9CsMMcWXU4Z3T6KOjSSD0ML6SxkSb3mn0VaTVVKdQV6bLR_kWyuITS1AJxzaHA_hwHC5FGWGz39i7uqsTEPH2evD4tTNeM2ZAcbhAdgJRbEYc/s1600/fermento1.jpg


          Foi só muito tempo depois que a humanidade descobriu o que de fato acontecia naquele processo: era a multiplicação de microorganismos num conjunto de reações químicas, que ficou conhecido então como fermentação. Hoje, curiosamente, esse mesmo processo está na base de uma das principais ciências de nosso século: a biotecnologia, que trata justamente do desenvolvimento e uso de seres vivos, inteiros ou em partes, na produção de alimentos e remédios em laboratórios.

             Quando o mundo se deu conta dos potenciais da biotecnologia nos anos 70, teve início um febril corre-corre nos meios científicos. Falava-se em criar plantas perfeitas, enormes e imunes a pragas e doenças, que revolucionariam a agricultura e resolveriam o problema da fome no mundo. Na medicina, acreditava-se que a cura do câncer, com a ajuda da nova ciência, estaria ao alcance da mão. E apostava-se também na criação de uma espécie de fonte da juventude, desenvolvendo hormônios capazes de retardar o envelhecimento das pessoas. Delirou-se, enfim.

       Depois que a poeira dos sonhos baixou, foi possível ver com serenidade do que era capaz a biotecnologia. Sem contar as pesquisas ainda em andamento, os produtos efetivos da nova ciência somam hoje algo em torno de uma dezena, mas tão importantes que é difícil enumerar os benefícios que trarão à humanidade em diversos setores.

        Os exemplos mais conhecidos são o hormônio que aumenta a produção do leite nas vacas, rejeitado no início pelos fazendeiros, temerosos de que isso faria os preços do produto caírem. Ou um novo tipo de tomate, mais graúdo e carnoso, que permite a produção de sucos e extratos mais concentrados. Ou ainda novas mudas de plantas, cultivadas em laboratório por uma técnica chamada micropropagação, que são mais viçosas e robustas que as normais.     (Revista Globo Ciência)

 Exercícios de Interpretação: Biotecnologia

 01. De acordo com o primeiro parágrafo, por que os monges da Idade Média rezavam durante o preparo dos pães?

a. Porque a oração era parte do ritual sagrado de fabricação dos alimentos nos mosteiros.

b. Porque acreditavam que o crescimento da massa era um fenômeno sobrenatural ligado ao demônio.

c. Porque queriam agradecer pela fartura de alimentos como queijo, cerveja e vinho.

d. Porque a fermentação demorava muito e eles aproveitavam o tempo para praticar a fé.

02. O texto afirma que o mistério da fermentação foi resolvido quando a humanidade descobriu que o processo se tratava de:

a. Uma intervenção divina que dava vida à mistura inerte.

b. Um conjunto de reações químicas causadas pela multiplicação de microrganismos.

c. Uma técnica de laboratório desenvolvida exclusivamente para a produção de remédios.

d. Um delírio coletivo de cientistas que buscavam a fonte da juventude.

03. Qual é a definição de biotecnologia apresentada pelo autor no segundo parágrafo?

a. A ciência que estuda apenas a fabricação de pães e bebidas alcoólicas.

b. O estudo da história das religiões e suas influências na produção de alimentos.

c. O desenvolvimento e uso de seres vivos, ou partes deles, na produção de alimentos e remédios.

d. A técnica de acelerar o envelhecimento humano através de hormônios específicos.

04. Nos anos 70, houve um "febril corre-corre nos meios científicos" em relação à biotecnologia. Segundo o texto, esse período foi marcado por:

a. Expectativas realistas e resultados imediatos na cura de todas as doenças.

b. Um desinteresse total por parte dos agricultores e médicos da época.

c. Grandes sonhos e promessas, como a criação de plantas perfeitas e a cura do câncer.

d. Uma proibição das pesquisas devido ao medo de que a ciência fosse "coisa do diabo".

05. O que o autor quer dizer com a frase "Depois que a poeira dos sonhos baixou"?

a. Que os laboratórios ficaram sujos e as pesquisas foram abandonadas por falta de verba.

b. Que, após o entusiasmo exagerado inicial, foi possível avaliar a ciência de forma mais calma e realista.

c. Que a biotecnologia provou ser uma ciência inútil e sem benefícios para a humanidade.

d. Que as tempestades de areia impediram o crescimento das plantações de tomates.

06. Um dos exemplos de sucesso da biotecnologia mencionados no final do texto é:

a. A criação de vacas que produzem leite com sabor de chocolate.  b.A descoberta de uma planta que cura o câncer instantaneamente.

c. O desenvolvimento de mudas de plantas mais viçosas por meio da técnica de micropropagação.

d. A invenção de um tipo de pão que cresce sem a necessidade de fermento.

07. Por que, inicialmente, os fazendeiros rejeitaram o hormônio que aumentava a produção de leite?

a. Eles temiam que o aumento da oferta fizesse o preço do produto cair no mercado.

b. Eles acreditavam, como os monges, que o hormônio era uma "arte do demônio".

c. O hormônio deixava o leite com um gosto amargo e impossível de consumir.

d. O custo do hormônio era superior ao lucro obtido com a venda do leite.

 

 

 

 

 

MÚSICA(ATIVIDADES): SAMBA DO ARNESTO - ADONIRAN BARBOSA - COM GABARITO

 MÚSICA(ATIVIDADES): SAMBA DO ARNESTO

                  Adoniran Barbosa

 O Arnesto nus convidô

Prum samba, ele mora no Brais

Nóis fumu num encontremu ninguém

Nóis vortemu cuma baita duma reiva

Da outra veiz nóis num vai mais

Nóis não semu tatu

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHTrMo4tPV7-u3osVw4rpnnZFYc64stcX5y4UEYdpu7vZ-7jN8dDQz3ljwBrMLzS6oqDbm-YaYmIZboodluYevoeBNIG5Bad9cBoHF0IjPWr310-yePy9KCglwAXHfndM1LwVuaRdPQCZB8QXZE0ROPTuubArQUBrEBMKcT-pNrwK4tBjVMqXFxylsNiI/s320/ADONIRAN.jpg

Noutro dia encontremu co’Arnesto

Qui pediu discurpas mais nóis num aceitemu

Isso num si faiz Arnesto

Nóis num si importa

Mais ocê divia ter punhado um recado na porta

 

O Arnesto nus convidô

Prum samba, ele mora no Brais

Nóis fumu num encontremu ninguém

Nóis vortemu cuma baita duma reiva

Da outra veiz nóis num vai mais

 

BARBOSA, Adoniran, Samba do Arnesto. In: Reviva(CD).

Entendendo o texto

 

01. Ao analisar a letra da música, percebe-se que o conflito principal da história acontece porque:

a. O Arnesto não morava mais no Brás quando os amigos chegaram.

b. Os amigos se perderam e não conseguiram encontrar a casa do Arnesto.

c. O Arnesto convidou os amigos para um samba, mas não estava em casa no horário combinado.

d. Os amigos resolveram não ir ao samba porque estavam com muita raiva do Arnesto.

02. No trecho "Nóis não semu tatu", o autor utiliza uma expressão popular para transmitir a ideia de que:

a. Eles não são bobos e não aceitam ser feitos de palhaços.

b. Eles não gostam de ficar em lugares fechados ou buracos.

c. Eles são pessoas que gostam muito de festas e sambas.

d. Eles moram longe do Brás e tiveram dificuldade para chegar.

03. A linguagem utilizada por Adoniran Barbosa nessa composição é classificada como:

a. Linguagem formal, seguindo rigidamente as normas da gramática culta.

b. Linguagem técnica, utilizada por profissionais de música.

c. Linguagem coloquial (informal), reproduzindo o falar regional e popular de certas camadas de São Paulo.

d. Linguagem arcaica, com palavras que não são mais compreendidas hoje em dia.

04. De acordo com a segunda estrofe, o que os amigos esperavam que o Arnesto tivesse feito para evitar a confusão?

a. Tivesse feito o samba em outro bairro, fora o Brás.

b. Tivesse deixado um bilhete ou aviso na porta avisando sobre sua ausência.

c. Tivesse pedido desculpas logo no primeiro encontro.

d. Tivesse convidado mais pessoas para o encontro.

05. No verso "Nóis vortemu cuma baita duma reiva", a palavra destacada indica que o sentimento dos amigos ao não encontrar ninguém foi de:

a. Grande tristeza e desânimo.

b. Muita pressa para voltar para casa.

c. Intensa irritação ou raiva.

d. Cansaço por terem caminhado muito.

 

 

POEMA: RELACIONAMENTO - ELIAS JOSÉ - COM GABARITO

 POEMA: RELACIONAMENTO

 

Por que meu pai me olha

com tantas interrogações,

com tantas reticências?...

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJQDD8Gp3jzMz8a-GMT14lRVEXqGN5RoYT7bjYLLDlv5aHQd7gyE8X7FiFRZSwnpgsP3bkZf4Wvez01CIDc4ad6vk-7bxCWZ6hLdI2WCX7vN7CFevoylJC5AAndHZSBle4UKHIuDWm-UjlK5DG58wmYyViIRaKsTaEwzVsp5tb3lmBpq91iqSUaBvq5IE/s1600/PAI.jpg


 

Por que me olha com medo

e com tanta esperança?

 

O medo do meu pai me encoraja,

me desafia e me ajuda

a segurar a barra.

 

A esperança de meu pai me assusta,

me torna reticente, incerto,

interrogativo como ele.

      JOSÉ, Elias. Cantigas de adolescer. São Paulo: Atual, 2003. p. 62.

 

Entendendo o texto

01. O texto foi escrito em versos ou prosa?

Em versos.

02. De acordo com as duas primeiras estrofes, que sentimentos o pai revela pelo seu olhar?

Sentimentos de dúvida, hesitação, medo e esperança.

03. Segundo o texto, que efeito tem sobre o eu poético o medo que o pai sente?

O efeito de encorajar, desafiar e enfrentar os problemas.

04. De acordo com a última estrofe, o que provoca no eu poético a esperança sentida pelo pai?

A esperança o assusta, tornando-o calado e cheio de dúvidas e incertezas.

05. Qual é a comparação estabelecida na última estrofe?

A comparação entre o pai e o eu poético com relação aos seus sentimentos.