Notícia: Robô boleiro – Fragmento
Projeto criado por estudantes
de escola de Porto Alegre vence competição nos EUA
O mais novo embaixador do Brasil nos
Estados Unidos não é de carne e osso. Criado por alunos e professores de
Colégio Província de São Pedro, de Porto Alegre, o robô Brazilian Buddy
conquistou os americanos ao vencer a etapa regional da First Robotics
Competition, [...] em Seattle.
Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiiSaEot5bOnVfBpVNuyVrMJu2UiA6HfJSIrje93b61OHBqqgwyELxge0DlCNC358V6gRsYGDTll0z3eVZy-pcS6gDU1_Z7rf4mGAIJ9Sgf4uK4999Q8hSiYLpDq842slGtLEBIk5S33VPNWEOK2ZGHKMjSeN6Cyr2SlnwrNl85hQGEj-mo61MS2N6yLR4/s1600/ROBO.jpg O robô criado pelos brasileiros era o
único competidor da América Latina nesse campeonato criado pela First –
fundação do cientista americano Dean Kamen – com o objetivo de inspirar jovens
estudantes de ensino médio a trabalharem com ciência e tecnologia.
Além dos brasileiros, competiram alunos
de escolas dos Estados Unidos, do Canadá e do Reino Unido, distribuídos em 17
etapas regionais. [...]
Este já é o terceiro ano em que o
Colégio Província de São Pedro participa da competição e o segundo em que os
brasileiros conseguiram se classificar para as finais.
No jogo vencido pelo Brazilian Buddy, o
robô formava uma dupla com um de outro colégio e tinha a tarefa de recolher
bolas do chão e coloca-las num grande cesto.
A competição, contudo, começou
exatamente seis semanas antes, quando os participantes receberam um kit com
peças para montar o robô e os planos das tarefas que ele teria de cumprir.
Recebido em janeiro, o kit deste ano
vinha com os componentes mais variados, que iam de fios e baterias a peças mais
complexas para montar o motor e o controle remoto.
Para montá-lo, o colégio contou com uma
equipe de vinte alunos voluntários e dez professores de diferentes áreas, como
inglês, física e informática. Ex-alunos que haviam participado do projeto em
outros anos e engenheiros também auxiliaram na construção.
Para o professor de informática Ronal
Mondadori, 53, o interessante desse projeto é que ele permite aos alunos
simularem situações da vida real. “O projeto é bem específico. Você tem de
tentar ganhar de outros que têm os mesmos objetivos. É preciso criar um produto
num prazo apertado. Isso simula uma empresa competindo com a outra”, diz. Outro
aspecto que ele ressalta é a vivência em grupo. “[...] todo mundo trabalhava
das 9h00 às 23h00 e surgiam atritos que o grupo tinha de administrar”.
Para os alunos, o projeto ajuda a
melhorar seus conhecimentos e também a aprender a fazer projetos como um time.
Folha de São Paulo –
Folhateen, 22/4/2002.
Fonte: Língua
portuguesa. Entre Palavras, edição renovada. Mauro Ferreira – 6ª série – FTD. São
Paulo – 1ª edição. 2002. p. 58-59.
Entendendo a notícia:
01 – O que é o "Brazilian
Buddy" e qual foi o seu feito de destaque nos Estados Unidos?
O Brazilian Buddy
é um robô criado por alunos e professores do Colégio Província de São Pedro, de
Porto Alegre. Ele se destacou ao vencer a etapa regional da First Robotics
Competition em Seattle, sendo o único competidor da América Latina no
campeonato.
02 – Qual é o principal
objetivo da fundação First ao organizar essa competição de robótica?
O objetivo da fundação, criada pelo
cientista Dean Kamen, é inspirar jovens estudantes do ensino médio a
trabalharem e se interessarem pelas áreas de ciência e tecnologia.
03 – Em que consistia o
desafio ou "jogo" que o robô brasileiro precisou vencer?
No jogo, o robô
formava uma dupla com o robô de outro colégio e tinha a tarefa específica de
recolher bolas do chão e depositá-las dentro de um grande cesto.
04 – Como era composto o kit
recebido pelos participantes e qual era o prazo para a montagem?
O
kit era composto por componentes variados, desde itens simples como fios e
baterias até peças complexas para motor e controle remoto. Os participantes
tinham exatamente seis semanas para montar o robô após o recebimento do
material e das tarefas.
05 – Segundo o professor Ronal
Mondadori, por que esse projeto é importante para a formação dos alunos além da
tecnologia?
Segundo o
professor, o projeto simula situações da vida real e do mercado de trabalho,
como a necessidade de criar um produto em um prazo apertado sob competição.
Além disso, promove a vivência em grupo, ensinando os alunos a administrar
atritos e a trabalhar em equipe.
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