Notícia: Casamento e família
Muitos países garantem às mulheres
direitos iguais aos dos homens no que diz respeito ao casamento, ao divórcio e
aos bens da família. Mas em alguns lugares a mulher se casa ainda criança.
Esses “casamentos infantis” propiciam poucas oportunidades de vida e em geral
resultam em pobreza.
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjX7COQWR3xiDzmKhWds80AcGCQCm7WhuUBybKe2AxEultPobEy86l95iOt3zZH7V2tHhwP0ALUSAFpNbmenTOsfh28X1L8cWVC8yjRE_WRjAyTFyXAgFGjrg40bMwsLGgH6EoQNNdCE3prYPLbIAsugiBnnYaBh7nNS4eroWmUccfFkDRUdeuz0tPxgTc/s320/casamento-infantil-1280x720.jpg Ficamos muito surpresos pela forma como
as diferentes culturas encaram o casamento. É difícil acreditar nos informes da
organização macedônia “A Primeira Embaixada das Crianças do Mundo” de que
algumas meninas europeias são prometidas em casamento. Isso acontece entre os
macedônios mulçumanos numa cidade chamada Labuniste. Na rádio dessa cidade
ouvem-se mensagens de congratulações de parentes pelo noivado de crianças de
pouco meses de idade. Naturalmente que não se trata de um casamento de “livre e
espontânea vontade dos noivos”. O costume existe há muitas gerações e ninguém
vai quebrar a tradição.
“Um dos maiores males da sociedade
indiana é o ‘sistema de dotes’: se uma noiva não tiver nenhum dote ela é
maltratada, torturada e às vezes queimada viva. Já é tempo de nos livrarmos
dessa prática odiosa. Os rapazes devem recusar-se a receber o dote e as moças
devem rejeitar firmemente os noivos gananciosos. Assim esse sistema ruim iria
acabar: DIGA NÃO AO DOTE.” (Surabhi Maru, Índia).
“Em Uganda acontecem casamentos forçados.
Um homem propõe a outro: ‘Dê-me sua filha que lhe dou cinco vacas’. O pai
concorda e o homem leva a menina” (Sarah Nalubwama, Uganda).
“O casamento está associado à
felicidade e à responsabilidade, e é um símbolo de maturidade. Em nossa sociedade
não temos casamentos forçados, e quando as pessoas se casam, desejamos que
vivam felizes com seus filhos. O casamento é uma das melhores coisas da vida:
ficar com sua mulher e filhos daí por diante, em vez de passar o tempo todo num
bar com outras moças como uns rapazes que conheço! É isso o que quero!!!” (A.
S. K., 15 anos, Serra Leoa).
Todos temos direitos.
São Paulo, Ática, 2000.
Fonte: Língua
portuguesa. Entre Palavras, edição renovada. Mauro Ferreira – 6ª série – FTD.
São Paulo – 1ª edição. 2002. p. 40-41.
Entendendo a notícia:
01 – De acordo com o texto,
quais são as consequências comuns dos chamados "casamentos infantis"?
Esses casamentos
geralmente oferecem poucas oportunidades de vida às mulheres e costumam
resultar em situações de pobreza.
02 – O que acontece na cidade
de Labuniste, na Macedônia, em relação ao noivado de crianças?
Naquela
localidade, meninas são prometidas em casamento ainda bebês. Pela rádio da
cidade, é comum ouvir mensagens de parentes parabenizando noivados de crianças
com apenas alguns meses de idade, seguindo uma tradição de muitas gerações.
03 – Como funciona o
"sistema de dotes" na Índia e quais são os riscos para a noiva,
segundo Surabhi Maru?
O sistema consiste em bens ou valores que
a família da noiva deve entregar. Se a noiva não possuir um dote, ela corre o
risco de ser maltratada, torturada e, em casos extremos, queimada viva.
04 – Como o texto descreve a
negociação de casamentos em Uganda?
O texto relata a
ocorrência de casamentos forçados que funcionam como uma troca comercial: um
homem oferece bens (como cinco vacas) ao pai de uma menina em troca da mão dela
em casamento.
05 – Qual é a visão de A. S.
K. (Serra Leoa) sobre o significado do casamento?
Para ele, o casamento é um símbolo de
maturidade associado à felicidade e à responsabilidade. Ele considera o
casamento uma das melhores coisas da vida, preferindo o convívio com a esposa e
os filhos à vida de solteiro em bares.
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