quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

LIVRO(ATIVIDADES): O REIZINHO MANDÃO - RUTH ROCHA - COM GABARITO

 LIVRO(ATIVIDADES): O REIZINHO MANDÃO

                                       Ruth Rocha

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjLJ-FPru2vbwpJTwCZLSkjYgsedFay8j9Ulp2XXrBucWiG3LQQD2NSy9UB9TdtLtAcz8krA3AneIEjX1yURpfsie4fntNvUkm4arujucnULHVXkUxwbLc-jD81MhWhhbv9t9Vc3ctJ5Qd8NK6KyTbNaKnfrNT_ZRv7gP0NyobTzFnk4j87NjENyLP38IY/s1600/reizinho.jpg


 Responda as questões – p.3 e 4

01.    Quando Deus enganar gente, o que vai acontecer? P.3

Passarinho não voar...

A viola não tocar.

02.  Quando o atrás for na frente, acontecerá o que neste dia?

No dia que o mar secar.

03. Cantador vai se calar... quando? p.3

Quando prego for martelo,

Quando cobra usar chinelo.

04.   Quem é que sempre me contava história? p.4

O meu avô.

05.   Ele dizia que essa história aconteceu quando? p.4

Há muitos e muitos anos.

06.  Em que lugar acontecia a história? p.4

Num lugar muito longe daqui.

Responda as questões abaixo:

01.  Neste lugar tinha quem? p. 5

 Um rei.

02.  Descreva esse rei. p. 5

Da barba branca batendo no peito, da capa vermelha batendo no pé.

03.  Como esse rei, era rei de história, ele era como? p. 5

Era um rei muito bonzinho, muito justo...

 04.   E tudo o que ele fazia era o quê? p.5

Era pro bem do povo.

05.   Vai que esse rei morreu, por quê? p. 5

Porque era muito velhinho.

06.   Quem virou rei daquele lugar? p. 5

O príncipe.

Responda as questões abaixo:  p.6

 01.   Como era o príncipe? p. 6

  Era um sujeitinho muito mal-educado, mimado.

02.  Por que eles ficam pensando que são os donos do mundo? p. 6

  Porque as mães deles fazem todas as vontades.

03.  EU tenho uma porção de amigos de que jeito? p. 6

Querem mandar nas brincadeiras ...

Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...

04.   O que acontece quando a gente quer brincar de outra coisa? p.6

Ficam logo zangados.

05.    E eles vão logo dizendo o quê? p. 6

“Não brinco mais!”

  Responda as questões abaixo: p.7

 01.      E quando as mães deles vêm ver o que aconteceu, faz-se o quê? p. 7

Se atiram no chão e ficam roxinhos, esperneiam e tudo.

02.     Então as mães deles ficam achando que a gente está fazendo o quê? p. 7

Maltratando o filhinho delas.

03.     Então, como eu estava contando, o tal do príncipe ficou sendo o quê? p. 7

Sendo o rei daquele país.

04.     O reizinho chato era como? p.8

Mandão, teimoso, implicante, xereta!

05.    Ele era tão xereta, tão mandão, que queria mandar em quê? p. 8

Em tudo o que acontecia no reino.

06.      Qual era a diversão do reizinho? p. 8

Era fazer leis e mais leis.

07.     E as leis que ele fazia eram como? p.8

Eram as mais absurdas do mundo.

Responda as questões abaixo: p.9 e 10

 01.      Que lei era para olhar? p. 9

“Fica terminantemente proibido cortar a unha do dedão do pé direito em noite de lua cheia!”

02.    Que outra lei ele fez? p. 9

“É proibido dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês.”

 03.   O reizinho tinha mania de quê? p. 9

Mania de mandar em tudo.

 04.     Os conselheiros do rei ficavam desesperados, tentavam dar o que ao reizinho? p.10

Dar conselhos.

 05.     Os conselheiros explicavam que um rei tem que fazer leis importantes para quê? p. 10

Pode tornar o povo mais feliz.

 06.    Quando o reizinho ficava vermelhinho de raiva? p.10

Quando um conselheiro qualquer abrir a boca para dar conselho.

 07.    O reizinho batia o pé no chão e gritava de maus modos, o quê? p. 10

- Cala a boca! Eu é que sou o rei.

Eu é que mando!

 Responda as questões abaixo: p. 11 e 12

 01.      O que o papagaio do reizinho aprendeu falar? p. 11

“ Cala a boca”.

02.     Por que tinha horas que era até engraçado? p. 11

O reizinho gritava “Cala a boca” de cá, e o papagaio gritava “cala a boca de lá”.

 03.    Como foram ficando as pessoas? p. 12

Cada vez mais quietos,

Cada vez mais caladas.

 04.    Todo mundo tinha medo de quê? p. 12

De levar pito do rei.

 05.    O que aconteceu com as pessoas de tanto ficarem caladas? p. 12

Foram esquecendo como é que se falava.

 06.     O que o reizinho percebeu? p. 12

Que ninguém mais no reino sabia falar.

Ninguém!

 Responda as questões abaixo: p.13 e 14

01.  Por que no começo até ele gostou? p. 13

Porque podia falar durante horas e horas e ninguém interrompia.

 02.    Quem é que se enchia da falação? p. 13

O papagaio.

03.   O que o papagaio gritava? p. 13

- Cala a boca! Cala a boca!

04.    O reizinho nem ligava e fazia o quê? p.13

E continuava falando, falando...

05.   O que acontece com tudo que a gente faz sozinho? p. 14

Acaba cansando.

06.  Do que o reizinho começou a enjoar? p. 14

De tanto falar sozinho.

07.    E o reizinho tentava convencer as pessoas a quê? p. 14

A conversarem com ele.

 08.    Vinha assim, como quem não quer nada, e fazia o quê? p. 14

E puxava conversa, perguntava uma coisa e outra.

 09.    Que faziam as pessoas? p.14

Não respondiam nada!

 Responda as questões abaixo: p. 15 e 16

 01.   Ele aí foi ficando louco da vida, fazendo o quê? p. 15

Gritava com as pessoas, xingava.

02.     Chamava os guardas para quê? p. 15

Para prender todo mundo.

 03.    Mas ninguém dizia nada, porque elas não sabiam mais o quê? p. 15

Não sabiam mais falar, mesmo!

 04.    Por que os conselheiros nem podiam dar o menor conselho? p. 15

Eles não sabiam mais, como!...

 05.     E o reizinho foi percebendo o que ele tinha feito com quem? p. 16

Com seu povo.

 06.    O que deu no coração do reizinho? p. 16

Uma tristeza uma dor na consciência...

 07.    Então ele resolveu dar um jeito na situação, fazendo o quê? p.16

Descobrindo uma forma de consertar o estrago que tinha feito.

 Responda as questões abaixo: p. 17 e 18

 01.   O que resolveu fazer o reizinho? p. 17

Resolveu visitar o reino vizinho.

 02.     O que havia no reino vizinho? p. 17

Havia um grande sábio.

 03.    O que ele era capaz de resolver? p. 17

De resolver problemas do arco-da-velha.

 04.   Quem foi junto com o reizinho? p. 17

O papagaio.

 05.   O que não parava de gritar? p. 17

“Cala a boca”?

06.   O reizinho botou o papagaio no ombro, e fez o quê? p. 18

Deu uma última olhada no castelo.

07. E saiu para a estrada, em busca de quem? p.18

Do sábio.

08.   Por que ele demorou um pouco a chegar? P.18

O reino do reizinho era meio grande.

 09.   Ele teve de atravessar o reino todinho, de que forma? p.18

Naquele silêncio de apertar o coração.

 10.   Que aconteceu quando ele atravessou a fronteira e entrou no reino vizinho? p.18

Até levou um susto!

 Responda as questões abaixo: p. 19 e 20

01.   Por que o reizinho levou um susto? P.19

Era um tal de gente cantando, dançando, conversando...

02.               Complete: p. 19

a.   Tinha criança brincando de roda

b.   Tinha menino gritando na rua  

c.   Tinha até um velho parece que fazendo discurso

03.               E todo mundo vinha conversar com o reizinho e perguntar o quê? p.19

O que ele estava fazendo ali.

04.   E ele gostava e ia conversando muito direitinho, sem fazer o quê? p.19

Se mandar ninguém calar a boca, nem nada!

05.   Como era o sábio? p. 2º

Era um velho miudinho,

Que falava pelos cotovelos.

06.    O reizinho agora estava muito diferente, até pediu o quê? p.20

Até pediu desculpas por estar incomodando...

07.     E quando o sábio interrompia o rei, o que ele fazia? P. 20

Ele nem ligava, ficava dando umas risadinhas, pra agradar o velho.

 

Responda as questões abaixo: p. 21 e  22

 01.   O que o velho passou no reizinho? p. 21

Passou um pito.

 02. E o velho andava de um lado pro outro, fazendo o quê? p. 21

Balançava a cabeça, sacudia o dedo, bem no nariz do rei.

 03.   Por que o rei não podia fazer nada? p. 21

Porque ele não era rei daquele lugar, nem nada, e até estava na casa do sábio...

 04.   De repente, o velho sossegou, e fez o quê? p. 22

Sentou junto ao reizinho.

 05.  Que disse ele ao reizinho? p. 22

- Olha aqui, mocinho. Esse negócio de ser rei não é assim, não! Não é só ir mandando pra cá, ir mandando pra lá.

06.     Tem que ter o quê? p.22

Tem que ter juízo, sabedoria.

07.    As coisas que um rei faz, fazem acontecer outras coisas. Veja só o seu caso: mandou e inventou, o quê? p. 22

Inventou uma porção de leis bobocas.

 08.     Que leis bobocas ele inventou? p.22

Mandou todo mundo calar a boca, calar a boca, calar a boca!

  Responda as questões abaixo: - p. 23 a 25

01.    O velho disse ao reizinho que não adiantava emburrar não, e que agora ele teria que fazer o quê? p. 23

Agora você tem que dar um jeito nessa situação.

 02.   O velho disse que o reizinho teria que fazer o quê? p. 23

Sair pelo seu reino batendo de porta em porta.

 03.   Se o reizinho conseguir encontrar uma criança que saiba falar, e ela dizer a ele o que precisa ouvir. Vai acontecer o que no reino? p. 23

Nesse dia seu reino vai ficar livre dessa maldição.

 04.  O reizinho saiu meio desanimado. Mas, que remédio? p. 24

Era sua única esperança...

05.   Como foi o reizinho? p. 25

De papagaio no ombro, de volta para o seu reino.

 06.   O reizinho botou o papagaio no ombro, e fez o quê? p. 25

Batendo de casa em casa, sempre perguntando se as pessoas conheciam uma criança que falasse.

07.   Mas em todo lugar que o reizinho batia, as pessoas ficavam muito espantadas, com muito medo dele, e faziam o quê? p.25

Balançavam a cabeça pra lá e pra cá.

Responda as questões abaixo: p. 26 a 30

01.    Ninguém conhecia a tal criança! E o silêncio era cada vez maior. Por quê? p. 26

Todo mundo quieto, esperando que alguma coisa acontecesse...

02.  Até que um dia... o reizinho chegou perto de uma casa e reparou que, do lado de dentro, estavam fechando as janelas.

E ele começou a gritar, o quê? p. 27

- Não adianta fingirem que não tem ninguém. Eu não saio daqui se não abrirem!

 03.   O reizinho fez a mesma pergunta que ele fazia em todo lugar. Que fez a velha? p. 28

A velha sacudiu a cabeça, assustadíssima, fazendo sinais para o reizinho ir embora.

 04.   O reizinho ficou desconfiadíssimo com a atitude da velha, e fez o quê? p. 28/29

Então ele empurrou a porta e foi entrando, como eu contei, ele era muito mal-educado e ia entrando na casa dos outros mesmo sem convite.

05.  Lá no fundo, meio no escuro, tinha quem? p. 29

Uma menina: magrinha, de trança comprida e de avental xadrez.

 06.    O que o reizinho perguntou a menina com uma vozinha toda macia? p. 30

- Então, linda menina!

Não vai me dizer alguma coisa?


Responda as questões abaixo: p. 31 a 37 

01.  Mas o reizinho, que estava muito desconfiado, ficou como? p. 31

Ficou vermelhinho de raiva e se desmascarou.

 02.   A menininha não disse nada, mas o papagaio, ouvindo a voz antiga do reizinho, arrepiou-se todo e gritou, o quê? p. 31

- Cala a boca!

Cala a boca!

Cala da boca!

 03.  A menininha ficou vermelhinha também, arregalou uns olhos muito brilhantes e gritou, com toda a força, o quê? p. 32

- Cala a boca já morreu! Quem manda na minha boca sou eu!

 04.  No mesmo instante ouviu-se um estalo, como se fosse um trovão, e começou o quê? p. 33

Começou um barulho estranho, que há muito tempo ninguém escutava.

 05.   O que eram? p. 33

Eram vozes e mais vozes, que vinham de todos os lados, de perto e de longe.

 06.   Como ficou o reizinho? p. 34

Foi ficando assustado, amedrontado, perturbado com todo aquele barulho, com toda aquela alegria.

 07.   Que fez o reizinho? P.35

Tapou os ouvidos com as mãos, mas não adiantou.

 08.    O barulho foi deixando o reizinho apavorado, até que ele não aguentou mais, e fez o quê? p.35

Saiu correndo pela estrada.

 09.        Que diziam outros sobre o reizinho? p. 36

Que ele desistiu de ser rei e que deixou o lugar para o irmão dele.

 10.   E há quem dia que quando o encanto se desfez, o que aconteceu com o reizinho? p. 37 (FIM)

O reizinho virou sapo e anda por aí pulando, coaxando e esperando que alguma princesa dê um beijo nele e ele vire rei de novo.

 

 

 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

NOTÍCIA: MUITO CALOR NO PR E SC - FRAGMENTO - CLIMATEMPO - COM GABARITO

 Notícia: Muito calor no PR e SC – Fragmento

        O calor intenso ainda não vai dar trégua a Região Sul do Brasil neste início de semana. Uma forte massa de ar seco continua sobre o Paraná e Santa Catarina e afasta as condições de chuva nos dois estados. O sol forte e as altas temperaturas vêm predominando há vários dias, com registro de poucas pancadas de chuva.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYI25XqUjfzNKdE4I0nDlzOj4s0QqD9yNejtwHf39uwFWVEeRTPP82ysyyKhrrksn6gpUgkA98qhepkAWeXZRS_jnfhyphenhyphen17qvGxLffLpcUNPm4CkWWOHhUBD4-nRKXQELgwKnXd3y2F9RFJs9Mlm_uPY0B5tIUaxXYgboXWCepmdpQXjAi01eE_9xiPhDg/s1600/CALOR.jpg


        Até a terça-feira (21) o tempo continua aberto, com poucas nuvens no céu, grande incidência de radiação solar e por isso muito calor. Porém, não há expectativa de novos recordes de calor como aconteceu no fim de semana.

        Curitiba (PR) registrou no domingo (19), a maior temperatura do ano até agora com máxima de 33,7°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). 

        Municípios do Paraná e de Santa Catarina ficaram na lista das dez cidades mais quentes do Brasil neste domingo.

        Somente o estado do Rio Grande do Sul vem recebendo mais pancadas de chuva. O tempo muito abafado tem favorecido a ocorrência de pancadas de chuva e temporais localizados no estado gaúcho. Ainda nesta segunda-feira (20) e terça, há novamente chance de chuva forte no Rio Grande do Sul.

        Quando o tempo vai mudar? 

        A partir de quarta-feira (22), a Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), que está barrando a entrada de frentes frias e as mudanças no tempo no Sul, começa a enfraquecer. As áreas de instabilidade vão voltar a se formar aos poucos sobre o Paraná, Santa Catarina e se intensificar no Rio Grande do Sul. 

        Com o afastamento da ASAS, vamos ter a formação de novo cavado, uma baixa pressão atmosférica e até o avanço de uma nova frente fria. Todas essas mudanças vão permitir o aumento nas condições de chuva por toda a Região Sul. 

        "O que vai acontecer é o aumento nas condições de chuva até o final da semana. Não dá para descartar o risco de temporais porque a atmosfera está muito quente sobre a Região", comenta a meteorologista Josélia Pegorim.

        [...]

Muito calor no PR e SC. Climatempo. Disponível em: www.climatempo.com.br/noticia/2017/02/20/muito-calor-no-pr-e-sc-8639. Acesso em: 17 ago. 2018.

Fonte: Da escola para o mundo. Roberta Hernandes; Ricardo Gonçalves Barreto. Ensino Fundamental – Anos finais. Projetos integradores 8º e 9º anos. Ed. Ática. São Paulo, 1ª edição, 2018. p. 75-76.

Entendendo a notícia:

01 – Qual fenômeno meteorológico é o responsável por manter as altas temperaturas e afastar a chuva no Paraná e em Santa Catarina neste início de semana?

      Uma forte massa de ar seco continua sobre o Paraná e Santa Catarina, mantendo o sol forte e as altas temperaturas e afastando as condições de chuva.

02 – Qual foi a maior temperatura registrada em Curitiba (PR) neste ano, de acordo com o INMET, e em que dia isso ocorreu?

      A maior temperatura do ano até o momento foi de 33,7º, registrada no domingo (19), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

03 – Entre os três estados da Região Sul (PR, SC e RS), qual deles tem recebido mais pancadas de chuva e qual fenômeno favorece isso?

      O estado do Rio Grande do Sul vem recebendo mais pancadas de chuva. O tempo muito abafado (calor e umidade) tem favorecido a ocorrência dessas pancadas e temporais localizados.

04 – Qual sistema de pressão atmosférica tem impedido a entrada de frentes frias e a mudança no tempo na Região Sul?

      O sistema responsável por barrar as frentes frias é a Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS).

05 – A partir de que dia o tempo deve começar a mudar e quais fenômenos meteorológicos devem permitir o aumento das chuvas em toda a Região Sul?

      A partir de quarta-feira (22), a ASAS começa a enfraquecer. As mudanças virão com a formação de um novo cavado (baixa pressão atmosférica) e o avanço de uma nova frente fria, que permitirão o aumento das condições de chuva.

 

REPORTAGEM: A CHEGADA DOS CARROS VOADORES - FRAGMENTO - RODRIGO DE OLIVEIRA ANDRADE - COM GABARITO

 Reportagem: A chegada dos carros voadores – Fragmento

        Projetos impulsionam desenvolvimento de protótipos de eVTOLs no Brasil e no mundo

        Carros voadores, como os que cruzam os céus do desenho animado Os Jetsons, lançado nos anos 1960, ou da distopia futurista Blade Runner, de 1984, foram durante muito tempo apenas peça de ficção científica. Hoje, há várias iniciativas tentado tornar essas aeronaves realidade. Projetos de veículos voadores elétricos capazes de levar passageiros de um lado para outro, como se fossem táxis aéreos, são executados por diversas empresas ao redor do mundo. Conhecidos pela sigla eVTOL, acrônimo em inglês para veículo elétrico que decola e pousa na vertical, esses aparelhos estão sendo projetados para reduzir os congestionamentos e melhorar a qualidade do ar nas grandes cidades. Para que isso ocorra, vários desafios precisam ser superados, a começar pela viabilidade técnica dos próprios veículos.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhup60Kkc8b0XtNchXCH0QEAXb6c5boRCPRF1inouDZamYp_WKkx7JvWm7Xjd7C0fe1Og04KU9bQ9Pu72ZiNy_o0O2tmCJo6vThWH6Eo6v58Ia-t06Pajdbjg8aHUgGMYXuoHlr-sM9Cw-Zq1wT_0PG6vbhIbm5VbQ99HroFWgIbsli-GkT-Ch3_5VOi0s/s320/EVTOLS.jpg


        [...]

        Os eVTOLs conjugam características de helicópteros e aviões. Como os primeiros, pairam, decolam e pousam verticalmente – por isso, não precisam de pistas longas para operar. Também podem se deslocar para frente, para trás e para os lados. Uma diferença entre eles está na concepção de asas fixas, estrutura que não existe nos helicópteros, e na quantidade de rotores. Enquanto a maioria dos helicópteros modernos tem dois rotores – o maior, geralmente situado acima da cabine, responsável pelo movimento de subida e descida do aparelho e algumas manobras, e um menor, na cauda, também usado para fazer manobras –, os eVTOLs estão sendo projetados para ter vários rotores e atuando em conjunto.

        A principal semelhança entre eVTOLs e aviões é a existência de asas fixas. “Elas conferem mais estabilidade durante o voo e maior autonomia [tempo máximo de voo ou distância máxima percorrida pelo veículo]”, explica o engenheiro eletricista Guilherme Augusto Silva Pereira, do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo ele, o fluxo de ar que passa sob as asas ajuda a manter a aeronave por mais tempo no ar, gastando menos energia.

        Outro diferencial dos eVTOLs é que, além de serem elétricos, podem ter fontes híbridas de energia, como baterias, células fotovoltaicas e células a combustível. Aviões e helicópteros utilizam principalmente querosene de aviação, combustível derivado do petróleo, para mover seus motores, embora existam projetos em andamento de aviões elétricos.

        [...]

        O engenheiro de controle de automação Guilherme Vianna Raffo, do Departamento de Engenharia Eletrônica da UFMG, explica que, do ponto de vista acadêmico, o desenvolvimento de eVTOLs se encontra bastante avançado. “Vários sistemas de navegação e controle para detecção e desvio de obstáculos, identificação de falhas de sistemas e manobras agressivas estão sendo ou já foram criados para ser acoplados a essas aeronaves”, diz Raffo, que trabalha com eVTOLs desde o doutorado realizado na Universidade de Sevilla, na Espanha, entre 2007 e 2011. O pesquisador participa atualmente de um projeto executado pelas universidades Federal de Minas Gerais (UFMG), Federal de Santa Catarina (UFSC) e de Sevilha cuja finalidade é desenvolver um eVTOL para apoiar o serviço de resgate e atendimento médico de urgência da Espanha.

        Os principais grupos de estudo nessa área, de acordo com Raffo, estão no Laboratório Geral de Robótica, Automação, Sensoriamento e Percepção da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, no Instituto de Sistemas Dinâmicos e Controle do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, e no Grupo de Robótica, Visão e Controle da Universidade de Sevilha. No Brasil, a UFMG, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), a Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos, e a UFSC se destacam na realização de pesquisas visando ao aperfeiçoamento das tecnologias.

        [...]

        No Brasil, além de trabalhar em um conceito de eVTOL, a Embraer estuda a implementação de um ecossistema de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que viabilize o atendimento da potencial demanda por esse novo tipo de mobilidade urbana. Isso envolve, entre outras coisas, o aprimoramento do sistema de controle de tráfego aéreo urbano. “É imprescindível garantir rotas de navegação seguras para essas aeronaves”, declara o cientista da computação Felipe Leonardo Lôbo Medeiros, do Instituto de Estudos Avançados do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (IEAv-DCTA), em São José dos Campos.

        [...].

ANDRADE, Rodrigo de Oliveira. A chegada dos carros voadores. Pesquisa Fapesp, Ed. 286, dez. 2019. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/a-chegada-dos-carros-voadores. Acesso em: 26 out. 2020. (Adaptado).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília: Caderno de atividades – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 21-22.

Entendendo a reportagem:

01 – Qual é o significado da sigla eVTOL e qual é o propósito principal desses veículos, de acordo com o texto?

      A sigla eVTOL é um acrônimo em inglês para veículo elétrico que decola e pousa na vertical ("electric Vertical Take-Off and Landing"). O propósito principal desses veículos é funcionar como táxis aéreos para reduzir os congestionamentos e melhorar a qualidade do ar nas grandes cidades.

02 – O texto menciona obras de ficção científica que apresentavam a ideia de carros voadores. Quais são elas?

      As obras de ficção científica mencionadas são o desenho animado Os Jetsons (lançado nos anos 1960) e a distopia futurista Blade Runner (de 1984).

03 – Quais são as duas principais características que os eVTOLs conjugam, e como eles se assemelham a cada uma dessas aeronaves?

      Os eVTOLs conjugam características de helicópteros e aviões.

      Semelhança com helicópteros: Eles pairam, decolam e pousam verticalmente (não precisam de pistas longas) e podem se deslocar para frente, para trás e para os lados.

      Semelhança com aviões: Eles possuem asas fixas, que conferem mais estabilidade durante o voo e maior autonomia.

04 – Qual é uma diferença fundamental na concepção de rotores entre a maioria dos helicópteros modernos e os eVTOLs, conforme o texto?

      Enquanto a maioria dos helicópteros modernos tem dois rotores (um maior, acima da cabine, e um menor, na cauda), os eVTOLs estão sendo projetados para ter vários rotores atuando em conjunto.

05 – Além de serem elétricos, quais outras fontes de energia híbrida os eVTOLs podem utilizar, e qual é o principal combustível utilizado por aviões e helicópteros convencionais?

       Os eVTOLs podem ter fontes híbridas de energia como baterias, células fotovoltaicas e células a combustível. Aviões e helicópteros convencionais utilizam principalmente querosene de aviação, um combustível derivado do petróleo.

06 – Segundo o engenheiro Guilherme Vianna Raffo, em que nível de desenvolvimento os eVTOLs se encontram do ponto de vista acadêmico e qual é um exemplo de projeto em que ele participa?

      Do ponto de vista acadêmico, o desenvolvimento de eVTOLs se encontra bastante avançado, com vários sistemas de navegação e controle já criados ou em desenvolvimento (como detecção/desvio de obstáculos e identificação de falhas). Um exemplo de projeto em que ele participa é o desenvolvimento de um eVTOL para apoiar o serviço de resgate e atendimento médico de urgência da Espanha, executado por universidades brasileiras (UFMG, UFSC) e a Universidade de Sevilha.

07 – No Brasil, qual empresa está estudando, além do conceito de eVTOL, a implementação de um ecossistema de P&D para esse novo tipo de mobilidade, e o que essa iniciativa envolve?

      A empresa é a Embraer. A iniciativa envolve, entre outras coisas, o aprimoramento do sistema de controle de tráfego aéreo urbano, pois é imprescindível garantir rotas de navegação seguras para essas aeronaves.

 

CONTO: PLANETAS HABITADOS - ANDRÉ CARNEIRO - COM GABARITO

 Conto: Planetas habitados

           André Carneiro

        — Olhe como são bonitas, milhares de estrelas...

        — E quase todas devem ser rodeadas de planetas como o nosso, habitados, provavelmente...

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        — Custa-me acreditar...

        — Os cientistas dizem que há milhões, talvez trilhões de planetas, só nas galáxias mais próximas. A vida existiria como aqui.

        — Devo ter pouca imaginação. Acho difícil visualizar planetas habitados, com seres iguais a nós, vivendo como nós.

        — Por que “iguais e vivendo como nós”? É pretensão injustificável deduzir que só animais semelhantes tenham desenvolvidos inteligência. E os objetos de forma arredondada, vistos em nossa órbita? Muita gente os vê a olho nu.

        — Não seriam pessoas sugestionáveis ou com defeitos na vista? Li num artigo: essas aparições são fenômenos naturais pouco estudados, ou máquinas voadoras feitas aqui mesmo, em experiências secretas.

        — Talvez, em parte. Mas já há uma boa documentação e não vejo motivo de espanto em supor que outros planetas do nosso sistema sejam habitados.

        — Mas os seres que comandam ou pilotam essas naves espaciais, por que não pousam e entram em contato?

        — Não passa de orgulho gratuito pensar que habitantes de outros planetas estejam interessados em dialogar conosco. Esses engenhos talvez sejam minúsculos, comandados a distância. Estarão apenas nos estudando com seus aparelhos? E é bem possível que eles sejam tão diferentes de nós que não haja uma possibilidade de entendimento imediato.

        — Falariam línguas impossíveis de se aprender? Quem sabe emitam ruídos, ou comuniquem-se por gestos...

        — Nossos cientistas acabariam descobrindo a chave. Ou eles, mais inteligentes, nos ajudariam a compreendê-la.

        — Aquela estrela brilhante não é um planeta?

        — É. Ali há condições para a vida. Talvez primitiva e diversa da nossa, pois sua temperatura é extraordinariamente alta.

        — Escrevem muitas histórias sobre aquele planeta. Costumam inventar seus habitantes como sendo monstros destruidores, interessados em conquistar a galáxia...

        — Histórias e hipóteses... Quem sabe eles têm mesmo duas antenas na cabeça, um olho atrás, outro na frente, quatro braços e seis patas.

        — Seria engraçado se fosse assim.

        — Por quê?

        — Pior se tivessem dois braços, um par de olhos em cima do nariz...

        — Seu conceito de beleza é muito exclusivista.

        — Gente normal como nós poderia se entender com monstros pavorosos?

        — Fique tranquilo. É provável que eles só existam nas histórias. E descobriram que lá a atmosfera é oxigênio puro. De mais a mais, o terceiro planeta possui só um terço de matéria sólida. O resto é uma substância líquida onde a vida é improvável.

        — Esta conversa me abala os nervos. Imaginar monstros pernaltas, com dois olhos na frente. Toque aqui a antena.

        — Adeus. Não pense mais no assunto. E saia com cuidado para não incomodar as crianças. Seis patas fazem muito barulho...

Fonte: André Carneiro. Planetas Habitados. CARNEIRO, André et. Al. Histórias de ficção científica. São Paulo: Ática, 2005. p. 27-30. (Adaptado).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília: Caderno de atividades – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 45-46.

Entendendo o conto:

01 – Qual é a crença inicial de um dos personagens em relação à vida em outros planetas, e o que o outro personagem usa para argumentar contra essa crença?

      Um dos personagens expressa dificuldade em acreditar e visualizar planetas habitados por seres "iguais a nós, vivendo como nós". O outro personagem argumenta que essa é uma "pretensão injustificável" e que não se deve deduzir que apenas animais semelhantes aos humanos tenham desenvolvido inteligência.

02 – Que fenômeno incomum é mencionado no conto como possível evidência de vida extraterrestre, e quais são as explicações alternativas dadas por um dos personagens?

      O fenômeno mencionado são objetos de forma arredondada, vistos em nossa órbita. As explicações alternativas citadas por um dos personagens incluem: Pessoas sugestionáveis ou com defeitos na vista. Fenômenos naturais pouco estudados. Máquinas voadoras feitas na Terra (em experiências secretas).

03 – Por que, na visão de um dos personagens, os seres que pilotam as naves espaciais (OVNIs) não pousam e entram em contato com os humanos?

      O personagem sugere que é um "orgulho gratuito" pensar que habitantes de outros planetas estariam interessados em dialogar conosco. Ele levanta a hipótese de que: Os engenhos sejam minúsculos e comandados a distância, apenas nos estudando. Os seres sejam tão diferentes dos humanos que não haja possibilidade de entendimento imediato.

04 – Como os personagens descrevem a possível aparência e forma de comunicação dos habitantes de outros planetas?

      As aparências são descritas de forma especulativa e até irônica, mencionando "duas antenas na cabeça, um olho atrás, outro na frente, quatro braços e seis patas". A comunicação é sugerida como sendo feita por "línguas impossíveis de se aprender", "ruídos" ou "gestos".

05 – Qual é o conceito de beleza questionado no diálogo e qual a analogia final usada para ilustrar essa exclusividade?

      O conceito de beleza exclusivista de um dos personagens é questionado. O personagem que critica essa exclusividade inverte a situação, sugerindo que seria "pior" se os seres tivessem "dois braços, um par de olhos em cima do nariz" – ou seja, fossem semelhantes aos humanos, o que seria considerado "normal" por um dos interlocutores, mas não necessariamente por todos.

06 – Que informação científica é dada no conto sobre o terceiro planeta (que é o objeto da conversa, provavelmente Marte ou Vênus em uma especulação antiga) que tornaria a vida improvável lá?

      A informação é que a atmosfera desse terceiro planeta é oxigênio puro, mas que o planeta "possui só um terço de matéria sólida", e o resto é uma substância líquida onde a vida é improvável.

07 – Qual é a revelação surpreendente (e cômica) do conto que muda o contexto de toda a conversa, sugerindo a identidade oculta do narrador ou de um dos interlocutores?

      A revelação ocorre na última fala, quando um personagem se despede e pede ao outro para sair com cuidado para não incomodar as crianças, pois "Seis patas fazem muito barulho...". Isso implica que o personagem que está saindo (ou o narrador) tem seis patas, confirmando a aparência "monstruosa" que eles estavam discutindo e indicando que ele é o próprio ser extraterrestre.