quarta-feira, 20 de maio de 2026

FÁBULA: O MORCEGO E A DONINHA - ESOPO - COM GABARITO

 Fábula: O Morcego e a Doninha

         Um dia, um Morcego caiu num buraco de uma Doninha e foi apanhado por ela. Pediu-lhe que lhe poupasse a vida, mas a Doninha recusou respondendo-lhe que não o podia fazer porque era inimiga dos pássaros.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgL7aO_KjJslHznTUNoUIVlrwdyFmsnZjkrwcvma4bi5h1iG57Fw4qhxxnhwXzFWRZa-CUKmGu-fux-CtptOZ11ots-yVzFpHQ2JYQr0rldFH9ODdcurL5S0aFhrPpYg1BaWVUF5JCt6sokw21HKWjnbvctJ-WzIw_g0eRehHCY9N9z0mForcwyLarXFCY/s320/morcego.jpg
 

        -- Mas eu não sou um pássaro, sou um rato! – argumentou o Morcego.

        Ouvindo isto, a Doninha poupou-lhe a vida e deixou-o partir.

        Pouco tempo depois, o Morcego voltou a cair e foi apanhado por outra Doninha. Desta vez, quando o Morcego lhe pediu que lhe poupasse a vida, a Doninha respondeu que não podia, porque detestava ratos.

        -- Mas eu não sou um rato, sou um pássaro! – respondeu-lhe o Morcego.

        A Doninha deixou-o partir, poupando-lhe a vida.

Moral da história: É bom sabermos adaptar-nos às circunstâncias.

Fábula de Esopo.

Entendendo a fábula:

01 – No primeiro encontro, por que a Doninha recusou inicialmente o pedido do Morcego para lhe poupar a vida e qual foi o argumento utilizado por ele para se salvar?

      A Doninha recusou poupar a vida do Morcego porque afirmou que era, por natureza, inimiga declarada dos pássaros. Para se salvar, o Morcego usou a sua anatomia ambígua a seu favor, argumentando que ele não era um pássaro, mas sim um rato. Ao ouvir essa justificativa, a Doninha mudou de ideias e libertou-o.

02 – O que aconteceu no segundo encontro do Morcego que o colocou novamente em perigo de vida? Como a ameaça desta segunda Doninha diferia da primeira?

      O Morcego cometeu o erro de cair novamente num buraco e foi capturado por uma segunda Doninha. A ameaça desta nova Doninha era exatamente o oposto da primeira: enquanto a primeira odiava pássaros, esta segunda afirmou que detestava ratos, o que invalidava o argumento anterior que o Morcego tinha utilizado para sobreviver.

03 – Como o Morcego conseguiu salvar-se da segunda Doninha, considerando que ela detestava a criatura que ele dizia ser no primeiro encontro?

      O Morcego adaptou rapidamente o seu discurso à nova ameaça. Como a segunda Doninha detestava ratos, ele alterou a sua identidade e afirmou: "Mas eu não sou um rato, sou um pássaro!". Mostrando as suas asas, ele convenceu o predador e conseguiu que a sua vida fosse poupada mais uma vez.

04 – As características físicas do morcego (ter asas como uma ave, mas corpo e feições semelhantes aos de um roedor) são fundamentais para o desenvolvimento da história. Explique como o personagem usou essa dualidade de forma estratégica.

      O Morcego usou a sua dualidade física como uma estratégia de sobrevivência baseada na conveniência. Ele não mentiu completamente em nenhuma das situações, mas escolheu omitir uma parte da sua natureza e enfatizar a outra dependendo de quem o atacava. Contra o inimigo dos pássaros, agiu como rato; contra o inimigo dos ratos, agiu como pássaro.

05 – A moral da história afirma que "É bom sabermos adaptar-nos às circunstâncias". De que forma as ações do Morcego exemplificam essa lição e como isso pode ser aplicado à vida real?

      O Morcego exemplifica a moral ao não demonstrar um comportamento rígido ou teimoso; ele avaliou o perigo de cada momento e mudou a sua postura para sobreviver. Na vida real, a fábula ensina que a flexibilidade e a astúcia são ferramentas essenciais. Em vez de nos lamentarmos perante as dificuldades, devemos analisar o cenário e ajustar o nosso comportamento e argumentos para superar os diferentes obstáculos que surgem.

 

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