Fábula: O Morcego e a Doninha
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgL7aO_KjJslHznTUNoUIVlrwdyFmsnZjkrwcvma4bi5h1iG57Fw4qhxxnhwXzFWRZa-CUKmGu-fux-CtptOZ11ots-yVzFpHQ2JYQr0rldFH9ODdcurL5S0aFhrPpYg1BaWVUF5JCt6sokw21HKWjnbvctJ-WzIw_g0eRehHCY9N9z0mForcwyLarXFCY/s320/morcego.jpg --
Mas eu não sou um pássaro, sou um rato! – argumentou o Morcego.
Ouvindo isto, a Doninha poupou-lhe a vida
e deixou-o partir.
Pouco
tempo depois, o Morcego voltou a cair e foi apanhado por outra Doninha. Desta
vez, quando o Morcego lhe pediu que lhe poupasse a vida, a Doninha respondeu
que não podia, porque detestava ratos.
--
Mas eu não sou um rato, sou um pássaro! – respondeu-lhe o Morcego.
A
Doninha deixou-o partir, poupando-lhe a vida.
Moral da história: É bom sabermos
adaptar-nos às circunstâncias.
Fábula de Esopo.
Entendendo a fábula:
01 – No primeiro
encontro, por que a Doninha recusou inicialmente o pedido do Morcego para lhe
poupar a vida e qual foi o argumento utilizado por ele para se salvar?
A Doninha recusou
poupar a vida do Morcego porque afirmou que era, por natureza, inimiga
declarada dos pássaros. Para se salvar, o Morcego usou a sua anatomia ambígua a
seu favor, argumentando que ele não era um pássaro, mas sim um rato. Ao ouvir
essa justificativa, a Doninha mudou de ideias e libertou-o.
02 – O que aconteceu
no segundo encontro do Morcego que o colocou novamente em perigo de vida? Como
a ameaça desta segunda Doninha diferia da primeira?
O Morcego cometeu
o erro de cair novamente num buraco e foi capturado por uma segunda Doninha. A
ameaça desta nova Doninha era exatamente o oposto da primeira: enquanto a
primeira odiava pássaros, esta segunda afirmou que detestava ratos, o que
invalidava o argumento anterior que o Morcego tinha utilizado para sobreviver.
03 – Como o Morcego
conseguiu salvar-se da segunda Doninha, considerando que ela detestava a
criatura que ele dizia ser no primeiro encontro?
O Morcego adaptou
rapidamente o seu discurso à nova ameaça. Como a segunda Doninha detestava
ratos, ele alterou a sua identidade e afirmou: "Mas eu não sou um rato,
sou um pássaro!". Mostrando as suas asas, ele convenceu o predador e
conseguiu que a sua vida fosse poupada mais uma vez.
04 – As
características físicas do morcego (ter asas como uma ave, mas corpo e feições
semelhantes aos de um roedor) são fundamentais para o desenvolvimento da
história. Explique como o personagem usou essa dualidade de forma estratégica.
O Morcego usou a
sua dualidade física como uma estratégia de sobrevivência baseada na
conveniência. Ele não mentiu completamente em nenhuma das situações, mas
escolheu omitir uma parte da sua natureza e enfatizar a outra dependendo de
quem o atacava. Contra o inimigo dos pássaros, agiu como rato; contra o inimigo
dos ratos, agiu como pássaro.
05 – A moral da
história afirma que "É bom sabermos adaptar-nos às circunstâncias".
De que forma as ações do Morcego exemplificam essa lição e como isso pode ser
aplicado à vida real?
O Morcego
exemplifica a moral ao não demonstrar um comportamento rígido ou teimoso; ele
avaliou o perigo de cada momento e mudou a sua postura para sobreviver. Na vida
real, a fábula ensina que a flexibilidade e a astúcia são ferramentas
essenciais. Em vez de nos lamentarmos perante as dificuldades, devemos analisar
o cenário e ajustar o nosso comportamento e argumentos para superar os
diferentes obstáculos que surgem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário