sábado, 21 de março de 2026

RESENHA CRÍTICA: UM FUTURO SOMBRIO - CLAUDIO CANO - COM GABARITO

 Resenha Crítica: Um futuro sombrio

                            Claudio Cano 

            No romance Fahrenheit 451 (1953), Ray Bradbury imagina um futuro sombrio no qual os bombeiros se dedicam não a apagar incêndios mas sim a queimar livros, especialmente de ficção. Segundo o romance, como se chegou a esse futuro?

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhshPC7RpBkvXerfDQzESJyyKKLaJUxrOha_h1tfAqT7GbWhoZ2pvv10w4LKy1GyprzLPtEj_bgR1oFleuVNhwNPs_ON0usY73_yvh7JfEQxNt1ORUZqZLXgyqS5ZDrDkPhQ_UZCwPwd1NKbwf_4JqLf9yuhyrto7bdQLR8O-Jo-_SSM-ATn0m51shAYh0/s1600/RAY.jpg


            À proporção que a chamada vida moderna se acelerou, os livros se reduziram primeiro a breves resumos de poucas páginas, depois a emissões radiofônicas de quinze minutos, por fim a no máximo dez linhas em um dicionário. As universidades pararam de produzir professores. Em todos os lugares, espalharam-se “joke-boxes”, ou seja: caixas de música que, em vez de tocar música, apenas contam piadas. A palavra “intelectual” se converteu em um xingamento.

            Como as casas não pegavam mais fogo, os antigos bombeiros passaram a ter o trabalho de queimar todos os livros do mundo. Junto com os livros, eles agora queimam também as pessoas que não desistem de ler. Um bombeiro chamado Montag, porém, lê os livros que deveria queimar. Quando chega a vez de queimarem os seus livros e a ele mesmo, consegue fugir. Na fuga, Montag encontra várias pessoas que vivem nas florestas como nômades, ocupando-se em guardar de memória os livros que leram. São bibliotecas ambulantes disfarçadas de mendigos.

            Um deles lhe explica no que eles acreditam: “A coisa mais importante que tivemos de meter na cabeça é que nós não éramos importantes, que não devíamos ser pedantes: nós não nos sentíamos superiores a ninguém mais neste mundo. Somos nada mais do que as capas empoeiradas dos livros, sem qualquer valor intrínseco.” Ao dizer que eles não são “mais do que as capas empoeiradas dos livros”, o homem-livro enfatiza a preocupação de guardar aquilo que torna os seres humanos melhores e maiores.

            Depois de ser apresentado a esses homens, Montag vê que a cidade mais próxima se transforma num clarão. Os Estados Unidos finalmente parecem ter sido atingidos por uma bomba atômica (a cena é imaginada quase quarenta anos antes da queda das torres gêmeas).

            Ao encontrarem os sobreviventes solitários e perdidos, os homens-livros dizem que eles estão ali para lembrar. Eis como pretendem vencer a longo prazo: de tanto recordarem, acabarão por escavar a maior sepultura de todos os tempos para nela enterrar nada mais nada menos do que a guerra. Os livros que começam a devolver às pessoas se revelarão espelhos nos quais todos podem voltar a se observar longamente.

                                                                                                        CLÁUDIO CANO

Adaptado de http://blogderesenhas.com.br

Entendendo o texto

01. No futuro imaginado por Ray Bradbury em Fahrenheit 451, qual passou a ser a principal função dos bombeiros?

a. Apagar incêndios causados por bombas atômicas.

b. Construir novas bibliotecas nas florestas.

c. Queimar livros e também as pessoas que se recusam a parar de ler.

d. Fabricar caixas de música que contam piadas para a população.

02. Segundo o texto, como a sociedade chegou a esse "futuro sombrio" onde os livros foram proibidos?

a. Através de uma guerra repentina que destruiu todas as gráficas. b. Por causa da aceleração da vida moderna, que reduziu os livros a resumos, depois a áudios e, por fim, a poucas linhas.

c. Porque as universidades decidiram que ler era perigoso para a saúde.

d. Devido à invenção de máquinas que escreviam livros sozinhas.

03. Quem é Montag e o que o diferencia dos outros bombeiros da história?

a. Ele é um chefe de polícia que persegue nômades nas florestas.

b. Ele é o inventor das "joke-boxes" e se tornou muito rico.

c. Ele é um professor universitário que ensina as pessoas a fugirem da cidade. 

d. Ele é um bombeiro que, em vez de apenas queimar, começou a ler os livros que deveria destruir.

04. O que fazem as pessoas que Montag encontra vivendo nas florestas como nômades?

a. Eles imprimem novos livros usando máquinas escondidas.

b. Eles guardam na memória os livros que leram, agindo como "bibliotecas ambulantes".

c. Eles treinam cães para atacar os bombeiros da cidade.

d. Eles se dedicam exclusivamente a contar piadas para sobreviver ao frio.

05. Qual é o objetivo final dos "homens-livros" ao guardarem o conteúdo das obras em suas memórias?

a. Eles querem se sentir superiores a todas as outras pessoas do mundo.

b. Eles pretendem "lembrar" e usar o conhecimento dos livros para enterrar a guerra e devolver às pessoas um "espelho" onde possam se observar.

c. Eles desejam vender os segredos dos livros para os governos de outros países.

d. Eles esperam que uma bomba atômica destrua todos os livros que ainda restam.

 

NOTÍCIA: COMPETIÇÃO E INDIVIDUALISMO EXCESSIVOS AMEAÇAM SAÚDE DOS TRABALHADORES - COM GABARITO

 Notícia de Divulgação Científica/Social.

Competição e individualismo excessivos ameaçam saúde dos trabalhadores

 

Ideologia do individualismo

            O novo cenário mundial do trabalho apresenta facetas como a da competição globalizada e a da ideologia do individualismo. A afirmação foi feita pelo professor da Universidade de Brasília (UnB) Mário César Ferreira, ao participar do seminário Trabalho em Debate: Crise e Oportunidades.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWaJQqMEkxmfe0g9LR9HgQ6mTpEEhJGLq117U7K-hzAwwvmCUmfMdga6GThJcKJqeBi4KdNGmTjSAcEVMWneIzRh5cDFAY5YCsUQFkkOvfKs1IU0H4dEJBd0z5J0XplkreonkErnKHyD5UbHA_W21Mt9qcErzc50SCC3k6j9Ztb6lkSin8NhwF9z9wDhA/s320/excesso-de-competitividade-1200x900.jpg


            Segundo ele, pela primeira vez, há uma ligação direta entre trabalho e índices de suicídio, sobretudo na França, em função das mudanças focadas na ideia de excelência.

Fim da especialização

            “A configuração do mundo do trabalho é cada vez mais volátil”, disse o professor. Ele destacou ainda a crescente expansão do terceiro setor, do trabalho em domicílio e do trabalho feminino, bem como a exclusão de perfis como o de trabalhadores jovens e dos fortemente especializados. “As organizações preferem perfis polivalentes e multifuncionais.” Desta forma, a escolarização clássica do trabalhador amplia-se para a qualificação contínua, enquanto a ultraespecialização evolui para a multiespecialização.

Metamorfoses do trabalho

            Ele ressaltou que as “metamorfoses” no cenário do trabalho não são “indolores” para os que trabalham e provocam erros frequentes, retrabalho, danificação de máquinas e queda de produtividade.

            Outra grande consequência, de acordo com o professor, diz respeito à saúde dos trabalhadores, que leva à alta rotatividade nos postos de trabalho e aos casos de suicídio. “Trata-se de um cenário em que todos perdem, a sociedade, os governantes e, em particular, os trabalhadores”, avaliou.

Articulação entre econômico e social

            Para a coordenadora da Diretoria de Cooperação e Desenvolvimento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Christiane Girard, a problemática das relações de trabalho envolve também uma questão: qual o tipo de desenvolvimento que nós, como cidadãos, queremos ter?

            Segundo Christiane, é preciso “articular” o econômico e o social, como acontece na economia solidária.

            “Ela é uma das alternativas que aparecem e precisa ser discutida. A resposta do trabalhador se manifesta por meio do estresse, de doenças diversas e do suicídio. A gente não se pergunta o suficiente sobre o peso da gestão do trabalho”, disse a representante do Ipea.

Adaptado de www.diariodasaude.com.br

 

Entendendo o texto

01. De acordo com o professor Mário César Ferreira, qual é a principal característica do novo cenário mundial do trabalho?

a. A cooperação entre as empresas e o fim da concorrência.

b. A competição globalizada e a ideologia do individualismo.

c. O aumento do tempo de descanso e lazer para os funcionários.  d. A redução das máquinas e o retorno ao trabalho manual.

02. O texto menciona uma consequência grave e inédita ligada às mudanças no trabalho focadas na "excelência". Que consequência é essa?

a. O aumento das férias remuneradas.

b. A ligação direta entre o trabalho e índices de suicídio.

c. A criação de novas faculdades de medicina.

d. O fim de todas as doenças contagiosas no escritório.

03. Atualmente, as organizações preferem trabalhadores com qual tipo de perfil profissional?

a. Trabalhadores jovens e sem nenhuma experiência.

b. Profissionais ultraespecializados que só sabem fazer uma única tarefa.

c. Perfis polivalentes e multifuncionais, que tenham qualificação contínua.

d. Pessoas que não possuem escolarização clássica.

04. Segundo o professor da UnB, as "metamorfoses" (mudanças) no mundo do trabalho não são "indolores". O que isso causa nas empresas?

a. Erros frequentes, retrabalho, danificação de máquinas e queda de produtividade.

b. Aumento imediato de lucros e felicidade de todos os envolvidos. c. Diminuição da carga horária e aumento dos salários.

d. A contratação de mais estagiários para consertar as máquinas.

05. Qual é a alternativa sugerida pela representante do Ipea, Christiane Girard, para melhorar as relações de trabalho?

a. Focar apenas no desenvolvimento econômico, ignorando o social.

b. Articular o econômico e o social, como acontece na economia solidária.

c. Substituir todos os trabalhadores humanos por inteligência artificial.

d. Aumentar a competição entre os cidadãos para gerar mais riqueza.

 

RELATO AUTOBIOGRÁFICO: COMO E PORQUE SOU ROMANCISTA - JOSÉ DE ALENCAR - COM GABARITO

 Relato Autobiográfico: Como e porque sou romancista

                                         José de Alencar

 

Minha mãe e minha tia se ocupavam com trabalhos de costuras, e as amigas para não ficarem ociosas as ajudavam. Dados os primeiros momentos à conversação, passava-se à leitura e era eu chamado ao lugar de honra.

Muitas vezes, confesso, essa honra me arrancava bem a contragosto de um sono começado ou de um folguedo querido; já naquela idade a reputação é um fardo e bem pesado.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhp6aTwgfj6kDIrD5qTtWqNRNheH1qDkzPqZmJbKT6aBU27NYiYkimJ49Ygf7p2m-l82jjryof6tsAhQ1q0U6v_j6CJTX8_1NB3DFx6NI-iNdId78MKvjiwU0NkeWmz4MnHPOtTAjFBBdWu96N0Gz8ZFsnh2HLrFULoqtWL4P9a7tKunk6i9ayKGXNQxsE/s1600/JOSE.jpg


Lia-se até a hora do chá, e tópicos havia tão interessantes que eu era obrigado à repetição. Compensavam esse excesso, as pausas para dar lugar às expansões do auditório, o qual desfazia-se em recriminações contra algum mau personagem, ou acompanhava de seus votos e simpatias o herói perseguido.

Uma noite, daquelas em que eu estava mais possuído do livro, lia com expressão uma das páginas mais comoventes da nossa biblioteca. As senhoras, de cabeça baixa, levavam o lenço ao rosto, e poucos momentos depois não puderam conter os soluços que rompiam-lhes o seio.

Com a voz afogada pela comoção e a vista empanada pelas lágrimas, eu também cerrando ao peito o livro aberto, disparei em pranto e respondia com palavras de consolo às lamentações de minha mãe e suas amigas.

Nesse instante assomava à porta um parente nosso, o Revd.º Padre Carlos Peixoto de Alencar, já assustado com o choro que ouvira ao entrar – Vendo-nos a todos naquele estado de aflição, ainda mais perturbou-se:

- Que aconteceu? Alguma desgraça? Perguntou arrebatadamente.

As senhoras, escondendo o rosto no lenço para ocultar do Padre Carlos o pranto e evitar seus 1remoques, não proferiram palavra. Tomei eu a mim responder:

- Foi o pai de Amanda que morreu! Disse, mostrando-lhe o livro aberto.

Compreendeu o Padre Carlos e soltou uma gargalhada, como ele as sabia dar, verdadeira gargalhada homérica, que mais parecia uma salva de sinos a repicarem do que riso humano. E após esta, outra e outra, que era ele inesgotável, quando ria de abundância de coração, com o gênio prazenteiro de que a natureza o dotara.

Foi essa leitura contínua e repetida de novelas e romances que primeiro imprimiu em meu espírito a tendência para essa forma literária [o romance] que é entre todas a de minha predileção?

Não me animo a resolver esta questão psicológica, mas creio que ninguém contestará a influência das primeiras impressões.

 

JOSÉ DE ALENCAR

Como e porque sou romancista. Campinas: Pontes, 1990.

 Entendendo o texto

01. Qual era o papel do jovem José de Alencar durante as reuniões de costura de sua mãe e tia?

a. Ele ajudava a costurar os vestidos e franjas das clientes.

b. Ele ocupava o "lugar de honra" para realizar a leitura de livros em voz alta para as senhoras.

c. Ele era responsável por servir o chá e os doces para as convidadas.

d. Ele ficava brincando no jardim para não atrapalhar o silêncio da casa.

02. No segundo parágrafo, o autor afirma que "a reputação é um fardo e bem pesado". O que ele quis dizer com isso?

a. Que ele se sentia muito importante e orgulhoso por ser um leitor famoso.

b. Que a obrigação de ler para os outros muitas vezes o tirava de momentos de lazer ou de sono que ele preferia ter.

c. Que os livros que ele carregava eram fisicamente muito pesados para uma criança.

d. Que ele tinha medo de errar a leitura e ser castigado pelo Padre Carlos.

03. Como o "auditório" (as senhoras que ouviam a leitura) reagia às histórias lidas por Alencar?

a. Com indiferença, pois elas preferiam focar apenas no trabalho da costura.

b. Com muita emoção, fazendo recriminações aos vilões e torcendo pelos heróis perseguidos.

c. Com sono, pois as leituras eram muito longas e cansativas.

d. Com risadas constantes, pois os livros escolhidos eram sempre de piadas.

04. O que causou a cena de choro coletivo descrita no meio do texto?

a. Uma briga familiar que aconteceu durante o jantar.

b. A notícia real de que um parente próximo havia falecido naquela noite.

c. A comoção causada pela leitura de uma página triste do livro, que narrava a morte do pai de uma personagem (Amanda).

d. O medo que todos sentiram quando o Padre Carlos bateu à porta de repente.

05. Qual foi a reação do Padre Carlos ao descobrir o motivo de tanta aflição e choro na sala?

a. Ele ficou furioso porque as senhoras estavam perdendo tempo com bobagens.

b. Ele também começou a chorar, pois conhecia a personagem do livro.

c. Ele soltou uma "gargalhada homérica", achando graça da situação ao perceber que o choro era por causa de uma história de ficção.

d. Ele fez um sermão religioso sobre a importância de não ler romances.

06. De acordo com a parte final do texto, qual a importância que Alencar dá a essas leituras de infância?

a. Nenhuma, ele acredita que sua carreira de escritor não tem relação com o passado.

b. Ele acredita que essas "primeiras impressões" e a leitura contínua de novelas influenciaram sua tendência para ser romancista.

c. Ele acha que ler muito na infância o prejudicou nos estudos de psicologia.

d. Ele afirma que só começou a gostar de romances depois que ficou adulto e saiu de casa.

07. O texto menciona que Alencar lia com tanta "expressão" que chegava a ser interrompido por soluços. O que isso demonstra sobre a relação dele com o livro?

a. Que ele era um leitor mecânico e não entendia o que estava lendo.

b. Que ele se envolvia profundamente com a narrativa, sentindo a dor das personagens como se fosse real.

c. Que ele estava apenas fingindo para ganhar mais doces na hora do chá.

d. Que ele lia muito rápido para acabar logo e poder voltar a brincar.

 

 

POEMA: NATAL - OLAVO BILAC - COM GABARITO

 Poema: Natal

              Olavo Bilac

Jesus nasceu! Na abóbada infinita

Soam cânticos vivos de alegria;

E toda a vida universal palpita

Dentro daquela pobre estrebaria...

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPAtDWSXdX9Bb3Xnn-uOYMOLi_nyeUKY9PjFM0GvXny7iBxjma_CipfnPZQr51GE5BS4MYoD8i7pUAYNaMHMcTHs7K-eFc5Fz4aCw_BdpA0hRJIKdqdqWIqwfCc8x846w5gg3vg-ksdyINTVPmuN9qrXh6UKfIww17kpxAlHgIBBaTCbSw2UOIxrjlCJQ/s320/NATAL.jpg

Não houve sedas, nem cetins, nem rendas

No berço humilde em que nasceu Jesus...

Mas os pobres trouxeram oferendas

Para quem tinha de morrer na Cruz.

 

Sobre a palha, risonho e iluminado

Pelo luar dos olhos de Maria,

Vede o Menino-Deus, que está cercado

Dos animais da pobre estrebaria.

 

Não nasceu entre pompas reluzentes;

Na humildade e na paz deste lugar,

Assim que abriu os olhos inocentes,

Foi para os pobres seu primeiro olhar.

 

No entanto, os reis da terra, pecadores,

Seguindo a estrela que ao presepe os guias,

Vêm cobrir de perfumes e de flores

O chão daquela pobre estrebaria.

 

Sobem hinos de amor ao céu profundo;

Homens, Jesus nasceu! Natal! Natal!

Sobre esta palha está quem salva o mundo,

Quem ama os fracos, quem perdoa o Mal!

 

Natal! Natal! Em toda Natureza

Há sorrisos e cantos, neste dia...

Salve, Deus da Humildade e da Pobreza,

Nascido numa pobre estrebaria!

 

OLAVO BILAC

In: BUENO, Alexei (org.). Olavo Bilac: obra reunida.

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996.

 

Entendendo o texto

01. De acordo com a segunda estrofe, como era o berço onde Jesus nasceu?

a. Era um berço luxuoso, feito de sedas, cetins e rendas.

b. Era um berço humilde, sem nenhum tipo de luxo ou tecidos caros.

c. Era um trono de ouro guardado pelos reis da terra.

d. Era uma cama macia trazida pelos animais da estrebaria.

02. O poema menciona que Jesus não nasceu entre "pompas reluzentes". Para quem foi o seu "primeiro olhar" ao abrir os olhos? a. Para os reis da terra que traziam perfumes.

b. Para os animais que cercavam a manjedoura.

c. Para os pobres, reforçando sua ligação com a humildade.

d. Para a estrela que brilhava no céu infinito.

03. Na terceira estrofe, o autor utiliza uma metáfora ao dizer que o Menino-Deus era iluminado pelo "luar dos olhos de Maria". O que essa expressão sugere?

a. Que Maria estava segurando uma lanterna para iluminar o local. b. Que os olhos de Maria brilhavam de amor e ternura, como se fossem a luz do luar.

c. Que a luz da lua entrava pelo telhado da estrebaria e batia nos olhos de Maria.

d. Que Maria estava com sono e seus olhos estavam fechados.

04. O que os "reis da terra" fizeram ao seguir a estrela até a estrebaria?

a. Tentaram convencer Jesus a morar em um palácio de ouro.

b. Cobriram o chão da estrebaria com perfumes e flores em sinal de respeito.

c. Proibiram os pobres de entrarem no local para ver o menino.

d. Ignoraram o nascimento por considerarem o lugar muito simples.

05. Qual é a principal mensagem que Olavo Bilac transmite ao repetir a expressão "pobre estrebaria" ao longo do poema?

a. Que ele está triste por Jesus ter nascido em um lugar sem conforto.

b. Que a grandeza de Jesus não dependia de riquezas materiais, mas sim da humildade e do amor aos fracos.

c. Que a estrebaria era um lugar perigoso para uma criança recém-nascida.

d. Que os animais eram os únicos seres que realmente entendiam o Natal.

 

ENSAIO HUMANÍSTICO: O DIREITO À LITERATURA - ANTÔNIO CANDIDO - COM GABARITO

 ENSAIO HUMANÍSTICO:  O DIREITO À LITERATURA

                                     Antônio Candido

               Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh2jM5NM_c5sACfOIZw9h_GB4xD7M8FQQyLKnslbUyozRo5wbSmI2raEqy8IB0wjv0dvgQLWL9QwLg9OFqiG8odkWQS7mVjqHQxv5IC-XeERLMP2g7fyiNFjgoobVYez9eVWX6gJ6pQDVNecCRmc17Jr2TZGQ4ukFtAaGfQokNBFhAbyKkXBT6uTc0FgUY/s1600/LITERATURA.jpg


            Vista deste modo a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. O sonho assegura durante o sono a presença indispensável deste universo, independentemente da nossa vontade. E durante a vigília a criação ficcional está presente em cada um de nós, como anedota, história em quadrinhos, noticiário policial, canção popular. Ela se manifesta desde o devaneio no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura seguida de um romance.

            Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.

            Podemos dizer que a literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Deste modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente.

            Cada sociedade cria as suas manifestações ficcionais, poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as suas crenças, os seus sentimentos, as suas normas, a fim de fortalecer em cada um a presença e atuação deles. Por isso é que nas nossas sociedades a literatura tem sido um instrumento poderoso de instrução e educação, entrando nos currículos, sendo proposta a cada um como equipamento intelectual e afetivo.

                                                                                                          Antonio Candido

Adaptado de Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1995.

 

ENTENDENDO O TEXTO

01. Qual é a definição de "literatura" adotada pelo autor no início do texto?

a. Apenas as obras escritas clássicas e difíceis das grandes civilizações.

b. Todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático, desde o folclore até o romance complexo.

c. Somente as notícias de jornal e os fatos reais do cotidiano.

d. Apenas os livros que são ensinados obrigatoriamente nas escolas.

02. Antônio Candido compara a literatura ao ato de "sonhar". Qual é o objetivo dessa comparação?

a. Dizer que a literatura serve para fazer as pessoas dormirem mais rápido.

b. Mostrar que, assim como o sonho é uma necessidade biológica para o equilíbrio psíquico, a ficção é uma necessidade universal para o equilíbrio social.

c. Afirmar que a literatura não tem valor real, sendo apenas uma fantasia sem importância.

d. Provar que as pessoas que leem muito sofrem de insônia.

03. O autor afirma que a literatura é um "fator indispensável de humanização". Segundo o texto, por que ela exerce esse papel?

a. Porque ela ensina as pessoas a lerem mais rápido e a escreverem sem erros.

b. Porque ela confirma o homem na sua humanidade, atuando inclusive no seu subconsciente e nas suas crenças e sentimentos. c. Porque ela obriga as pessoas a serem boazinhas umas com as outras o tempo todo.

d. Porque ela é o único instrumento que permite ao homem ganhar dinheiro e status social.

04. Na frase "a literatura é o sonho acordado das civilizações", o que o autor sugere sobre a função social da arte ficcional?

a. Que a sociedade vive em um estado de sono profundo e não percebe a realidade.

b. Que a literatura permite que a sociedade processe seus impulsos, crenças e normas de forma criativa, mantendo seu equilíbrio.

c. Que as civilizações antigas eram melhores porque sonhavam mais que as modernas.

d. Que o direito à literatura deveria ser exercido apenas durante a noite.

05. Por que a literatura é incluída nos currículos escolares e proposta como "equipamento intelectual e afetivo"?

a. Para punir os alunos que não gostam de ler histórias em quadrinhos.

b. Porque ela é um instrumento poderoso de instrução e educação, ajudando a fortalecer os sentimentos e normas de uma sociedade. c. Porque o governo precisa vender mais livros para as bibliotecas públicas.

d. Porque ler romances é a única forma de aprender sobre a história das guerras.

POEMA DOS OLHOS DA AMADA - VINICIUS DE MORAES - COM GABARITO

 POEMA DOS OLHOS DA AMADA

              Vinícius de Moraes


Ó minha amada
Que olhos os teus
São cais noturnos
Cheios de adeus
São docas mansas
Trilhando luzes
Que brilham longe
Longe dos breus...

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglQ-DO-Db-lT09KyU3yoOF5i1rbMF1eM5Skt4to2JCxNoeUaRhkHeX0PV4nfAFXagbUgcEcrkdF3OVEewUKRaKTXNAYm_xk0YT_1xEoVtgbzMq8tDJ8PZPXWgbbfZk-XiV7yeQIRuThplYPjsnSOEg3po_Qkwta_1Um4Qqc3IQgpcSX9y0Shmy-E3krd8/s320/AMADA.jpg



Ó minha amada
Que olhos os teus
Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos saveiros
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus...

Ó minha amada
Que olhos os teus
Se Deus houvera
Fizera-os Deus
Pois não os fizera
Quem não soubera
Que há muitas era
Nos olhos teus.

Ah, minha amada
De olhos ateus
Cria a esperança
Nos olhos meus
De verem um dia
O olhar mendigo
Da poesia
Nos olhos teus.

(Vinícius de Moraes.In: Poesia completada e prosa.)

 Entendendo o texto

 01. Na primeira estrofe, o eu lírico compara os olhos da amada a "cais noturnos cheios de adeus". Essa metáfora sugere que o olhar dela transmite uma sensação de:

a. Alegria e reencontro festivo.

b. Despedida, melancolia e certa distância.

c. Raiva e revolta contra o mar.

d. Medo de escuro e de lugares desertos.

02. O uso constante de palavras relacionadas ao universo marítimo (cais, docas, saveiros, navios, naufrágios) serve para:

a. Mostrar que a amada trabalha como marinheira em um porto.

b. Enfatizar a profundidade, os perigos e os mistérios que o eu lírico encontra no olhar da amada.

c. Ensinar ao leitor os nomes das diferentes embarcações brasileiras.

d. Indicar que o poema foi escrito durante uma tempestade no oceano.

03. Na terceira estrofe, o eu lírico afirma que "Se Deus houvera / Fizera-os Deus". O que ele pretende expressar com esses versos? a. Uma dúvida religiosa sobre a existência de Deus.

b. A ideia de que os olhos da amada são tão perfeitos e divinos que só poderiam ter sido criados por uma força superior.

c. Uma reclamação por Deus não ter feito olhos mais bonitos para a amada.

d. Que ele prefere os olhos da amada aos olhos de qualquer divindade.

04. Na última estrofe, o eu lírico chama a amada de "olhos ateus" e pede que ela crie esperança nos olhos dele. O que ele espera ver nos olhos dela um dia?

a. O reflexo de um navio chegando ao porto.

b. O "olhar mendigo da poesia", indicando o desejo de que ela retribua o sentimento poético e amoroso.

c. Uma prova científica de que o amor não existe.

d. O brilho do sol refletido nas águas de um rio.

05. Qual é a principal característica do "eu lírico" (a voz que fala no poema) em relação à mulher amada?

a. Ele é indiferente e não se importa com o que ela pensa.

b. Ele é um observador atento e apaixonado, que busca decifrar os segredos e a beleza do olhar dela.

c. Ele é um marinheiro que está fugindo da mulher amada por causa dos naufrágios.

d. Ele é um crítico de arte que não gosta da cor dos olhos da amada.

 

POEMA: SOU NEGRO - SOLANO TRINDADE - COM GABARITO

 POEMA: SOU NEGRO

               Solano Trindade

 Sou Negro.

Meus avós foram queimados

pelo sol da África,

minh`alma recebeu o batismo dos tambores,

atabaques, gonguês e agogôs.

 

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQnhk_tEawJnLAvNiHMGAqzOiuXTp4Ed-25HEgmXZk7aMtqqZRoWd8z8yb8lxHK-NTX552nJbP3o0R1ejIm3NstwjghtMn2dr_OwBGcaF4qJtjkleCmrwGA6BFGkjhE1Qh5IBXkBYa7GMt-TDq2Lvntpcop28ygiOUl3HLxHg4MmsXAjK7IM_P4PM0-YU/s1600/NEGRO.jpg

Contaram-me que meus avós

vieram de Loanda,

como mercadoria de baixo preço,

plantaram cana pro senhor do engenho novo

e fundaram o primeiro Maracatu.

 

Depois, meu avô brigou como um danado

nas terras de Zumbi.

 

Era valente como quê!

Na capoeira ou na faca,

escreveu não leu,

o pau comeu.

Não foi um pai João

humilde e manso.

 

Mesmo vovó

não foi de brincadeira,

Na guerra dos Malês,

ela se destacou.

 

Na minh´alma, ficou

o samba,

o batuque,

o bamboleio

e o desejo de libertação...

Entendendo o texto

01. Na primeira estrofe, o eu lírico utiliza a metáfora do "batismo" para descrever sua alma. O que esse batismo representa?

a. A imposição de uma religião europeia sobre os seus antepassados.

b. A formação de sua identidade através dos ritmos e instrumentos de origem africana.

c. O medo que ele sente ao ouvir o som dos tambores na madrugada.

d. A necessidade de esquecer o passado para viver no "engenho novo".

02. Ao dizer que seus avós vieram de Loanda como "mercadoria de baixo preço", qual crítica o autor está fazendo?

a. Uma crítica ao valor dos produtos importados da África.

b. Uma denúncia sobre a desumanização causada pela escravidão, que tratava pessoas como objetos de venda.

c. Uma reclamação sobre os baixos salários pagos aos trabalhadores nos portos.

d. Um elogio à economia do período colonial brasileiro.

03. O eu lírico afirma que seu avô "não foi um pai João humilde e manso". O que essa expressão revela sobre a personalidade do antepassado?

a. Que ele era um homem preguiçoso que não gostava de trabalhar no canavial.

b. Que ele recusava o estereótipo do escravizado submisso, preferindo a luta e a valentia ("na capoeira ou na faca").

c. Que ele era um homem muito religioso que passava o dia rezando.

d. Que ele não gostava de crianças e por isso não era um bom pai.

04. O poema cita "Zumbi" e a "Guerra dos Malês". Qual é a importância dessas referências históricas no texto?

a. Servem para mostrar que a família do autor viajava muito pelo Brasil.

b. Servem para destacar o histórico de luta, revolta e resistência negra contra a opressão.

c. Servem para indicar os lugares onde o Maracatu foi inventado originalmente.

d. Servem para explicar como os avós do autor ficaram ricos no engenho.

05. Na última estrofe, o eu lírico lista o que ficou em sua alma (samba, batuque, bamboleio). Qual é o sentimento final que une todos esses elementos culturais?

a. O cansaço profundo causado pelo trabalho excessivo.

b. O desejo de libertação, mostrando que a cultura é também uma forma de resistência.

c. A vontade de voltar a morar em Loanda imediatamente.

d. A tristeza por não conhecer a história de seus avós.

 

POEMA: O CÂNTICO DA TERRA - CORA CORALINA - COM GABARITO

 POEMA:  O CÂNTICO DA TERRA

                Cora Coralina

 Eu sou a terra, eu sou a vida.

Do meu barro primeiro veio o homem.

De mim veio a mulher e veio o amor.

Veio a árvore, veio a fonte.

Vem o fruto e vem a flor.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicOSOdJKHTRVqtvhvkI4b_1gOjljtVM-X_lyGuKVYzlg5PaPd72jURwFZiGyWXZs6fW8vzct3vUYHB1U8XQE6D9Ux6KUPbl6-GWvFhNzGRWOesazu12aPn4AIgTej-8oPRtrLsZoHVW6dN7-BLXJTt3D57Ax05FenL5XVcTo0VLAQCNgw_C4NMG0Qbf34/s1600/CORA.jpg


Eu sou a fonte original de toda vida.

Sou o chão que se prende à tua casa.

Sou a telha da coberta de teu lar.

A mina constante de teu poço.

Sou a espiga generosa de teu gado

e certeza tranquila ao teu esforço.

Sou a razão de tua vida.

De mim vieste pela mão do Criador,

e a mim tu voltarás no fim da lida.  

 

Só em mim acharás descanso e

Eu sou a grande Mãe Universal.

Tua filha, tua noiva e desposada.

A mulher e o ventre que fecundas.

Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

 

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.

Teu arado, tua foice, teu machado

O berço pequenino de te

O algodão de tua veste

e o pão de tua casa.

 

E um dia bem distante

a mim tu voltarás.

E no canteiro materno do teu seio

tranquilo dormirás.

 

Plantemos a roça.

Lavremos a gleba.

Cuidemos do ninho,

do gado e da tulha

Fartura teremos

e donos de sítio

felizes seremos.

Cora Coralina  

Entendendo o texto

01. No poema, a Terra fala em primeira pessoa ("Eu sou a terra"). Essa figura de linguagem, que atribui características humanas a seres inanimados ou à natureza, é chamada de:

a. Metáfora, pois compara a terra com um objeto sólido.

b. Personificação (ou Prosopopeia), pois a terra ganha voz e sentimentos humanos.

c. Hipérbole, pois há um exagero sobre o tamanho do planeta.

d. Onomatopeia, pois o texto imita o som do arado na terra.

02. De acordo com a primeira e a segunda estrofes, qual é a relação entre a Terra e a origem do ser humano?

a. A Terra é apenas um lugar onde o homem decidiu morar por vontade própria.

b. A Terra afirma ser a fonte original de toda a vida, de onde vieram o homem, a mulher e o amor pela mão do Criador.

c. O homem veio do espaço e encontrou na Terra um lugar para plantar.

d. A Terra e o homem não possuem nenhuma ligação biológica ou espiritual.

03. O eu lírico afirma: "A mim tu voltarás no fim da lida". O que essa expressão sugere sobre o ciclo da vida humana?

a. Que o homem deve viajar pelo mundo, mas sempre voltar para sua casa nas férias.

b. Que, após a morte ("fim da lida"), o corpo do homem retorna à terra, fechando o ciclo natural.

c. Que o lavrador deve voltar para a roça todos os dias depois que o sol se põe.

d. Que o homem nunca morre, pois a terra o protege para sempre.

04. Na quarta estrofe, a Terra se dirige diretamente ao "lavrador". Quais benefícios ela diz oferecer a ele em troca de seu trabalho?

a. Apenas ferramentas de metal como o arado e o machado.

b. Tudo o que é necessário para a vida: o algodão da veste, o pão da casa e o berço dos filhos.

c. Apenas a certeza de que ele ficará rico vendendo a colheita.

d. O direito de destruir a natureza para construir grandes cidades.

05. Qual é o convite feito pelo eu lírico nos versos finais do poema ("Plantemos a roça / Lavremos a gleba")?

a. Um convite ao descanso absoluto, pois a terra dará tudo sozinha. 

b. Um chamado ao trabalho dedicado e ao cuidado com a terra, prometendo fartura e felicidade como recompensa.

c. Um pedido para que o homem pare de caçar os animais do gado.

d. Uma ordem para que o homem abandone o campo e vá morar na cidade.