quarta-feira, 24 de junho de 2020

MÚSICA(ATIVIDADES): CHEGANÇA - ANTÔNIO NÓBREGA - COM GABARITO

Música(Atividades): Chegança

                                                             Antônio Nóbrega

Sou Pataxó

Sou Xavante e Cariri

Ianomani, sou Tupi

Guarani, sou Carajá

Sou Pancaruru

Carijó, Tupinajé

Potiguar, sou Caeté

Ful-ni-o, Tupinambá

 

Depois que os mares dividiram os continentes

Quis ver terras diferentes

Eu pensei: Vou procurar

Um mundo novo

Lá depois do horizonte

Levo a rede balançante

Pra no sol me espreguiçar

 

Eu atraquei

Num porto muito seguro

Céu azul, paz e ar puro

Botei as pernas pro ar

Logo sonhei

Que estava no paraíso

Onde nem era preciso

Dormir para se sonhar

 

Sou Pataxó

Sou Xavante e Cariri

Ianomani, sou Tupi

Guarani, sou Carajá

Sou Pancaruru

Carijó, Tupinajé

Potiguar, sou Caeté

Ful-ni-o, Tupinambá

 

Mas de repente

Me acordei com a surpresa

Uma esquadra portuguesa

Veio na praia atracar

Da grande-nau

Um branco de barba escura

Vestindo uma armadura

Me apontou pra me pegar

 

E assustado

Dei um pulo lá da rede

Pressenti a fome, a sede

Eu pensei: Vão me acabar

Me levantei de borduna já na mão

Ai, senti no coração

O Brasil vai começar

 

Sou Pataxó

Sou Xavante e Cariri

Ianomani, sou Tupi

Guarani, sou Carajá

Sou Pancaruru

Carijó, Tupinajé

Potiguar, sou Caeté

Ful-ni-o, Tupinambá

         Composição: Antônio Nóbrega / Wilson Freire.                                           

Entendendo a canção:

01 – A letra da canção apresenta um tema recorrente na história da colonização brasileira, as relações de poder entre portugueses e povos motivos, e representa uma crítica à ideia presente no chamado mito.

     a) Da democracia racial, originado das relações cordiais estabelecidas entre portugueses e nativos no período anterior ao início da colonização brasileira.

     b) Da cordialidade brasileira, advinha da forma como os povos nativos se associaram economicamente aos portugueses, participando dos negócios coloniais açucareiros.

     c) Do brasileiro receptivo, oriundo da facilidade com que os nativos brasileiros aceitaram as regras impostas pelo colonizador, o que garantiu o sucesso da colonização.

      d) Da natural miscigenação, resultante da forma como a metrópole incentivou a união entre colonos, ex-escravas e nativas para acelerar o povoamento da colônia.

     e) Do encontro, que identifica a colonização portuguesa como pacifica em função das relações de troca estabelecidas nos primeiros contatos entre portugueses e nativos.

02 – Sobre quem a letra da canção fala?

      Fala sobre as várias etnias indígenas existentes no Brasil.

03 – A canção faz distinção entre dois momentos diferentes da história do “Brasil”. Quais são eles? Caracterize-os a partir das informações contidas na letra da canção. Indique as estrofes que se referem a cada um dos dois momentos.

      Os momentos são: primeiros os índios como povos nativos vivendo em um porto seguro, (1ª estrofe). O outro momento: a chegada da esquadra portuguesa. (3ª estrofe).

04 – Explique o que você entendeu sobre a seguinte parte da última estrofe: “E assustado dei um pulo lá da rede, pressenti a fome, a sede, eu pensei: “vão me acabar! Me levantei de borduna já na mão. Aí senti no coração, o Brasil vai começar”.

      Resposta pessoal do aluno.

05 – Em toda a canção observa-se que é utilizada a primeira pessoa para identificar o sujeito da história. Confirme copiando alguns versos. “Sou Pataxó

                          Sou Xavante e Cariri

                          Ianomani, sou Tupi

                          Guarani, sou Carajá

                          Sou Pancaruru

                          Carijó, Tupinajé

                          Potiguar, sou Caeté

                          Ful-ni-o, Tupinambá.”

06 – Que tema é abordado nessa canção?

      Um tema recorrente na história da colonização brasileira, as relações de poder entre portugueses e povos nativos.

 

 

 

 


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