quarta-feira, 30 de agosto de 2017

SIMBOLISMO/PARNASIANISMO/MODERNISMO - QUESTÕES COM GABARITO

QUESTÕES DE VESTIBULARES -
SIMBOLISMO/PARNASIANISMO/
MODERNISMO 

01 – (UEL-PR) Assinale a alternativa que contém apenas características da estética simbolista.
   a)   Temática social; hermetismo; valorização dos tons fortes; materialismo; antítese.
   b)   Temática intimista; ocultismo; valorização dos tons fortes; espiritualidade; sinestesia.
c)     Temática intimista; hermetismo; valorização do branco e da transparência; espiritualidade; sinestesia.
d)    Temática bucólica; hermetismo; valorização do branco e da transparência; espiritualidade; antítese.
e)     Temática bucólica; ocultismo; valorização das tonalidades verdes; materialismo; sinestesia.

02 – (MACK-SP):
          Nomear um objeto é suprimir três quartos do poema, que é feito da felicidade em adivinhar pouco a pouco; sugeri-lo, eis o sonho... deve haver enigma em poesia, e é o objetivo da Literatura – e não há outro – evocar os objetos.
        O trecho acima resume parte da ideologia de importante movimento literário. Assinale a alternativa em que se encontra o nome do mesmo.
a)     Simbolismo.
b)    Romantismo.
c)     Barroco
d)    Parnasianismo.
e)     Modernismo.

03 – (PUC-RS):
      Noiva de Satanás, Arte maldita,
      Mago Fruto letal e proibido,
      Sonâmbulo do além, do Indefinido
      Das profundas paixões, Dor Infinita.
           A linguagem do poema situa-o no:
a)     Romantismo.
b)    Parnasianismo.
c)     Impressionismo.
d)    Simbolismo.
e)     Modernismo.

04 – (ENC-SP):
                        CAMINHO
        Tenho sonhos cruéis; n’alma doente
        Sinto um vago receio prematuro.
        Vou a medo na aresta do futuro,
        Embebido em saudades do presente...
        Saudades desta dor que em vão procuro
        Do peito afugentar bem rudemente,
        Devendo, ao desmaiar sobre o poente,
        Cobrir-me o coração dum véu escuro! ...
        Porque a dor, esta falta d’harmonia,
        Toda a luz desgrenhada que alumia
        As almas doidamente, o céu d’agora,
        Sem ela, o coração é quase nada:
        Um sol onde expirasse a madrugada,
        Porque é só madrugada quando chora.
        (...)
              Camilo Pessanha, no contexto geral de sua obra, trata do sentimento de dor.

 Com base nisso, considere as seguintes afirmações a respeito do soneto acima:
I – O sentimento de dor, metaforizado pelo sol, é rejeitado pelo sol, é rejeitado pelo poeta porque lhe provoca sonos cruéis.
II – O sentimento de dor, metaforizado pela madrugada, ainda enquanto sofrimento, é essencial ao coração humano.
III – A dor, metaforizada pelo sol, é rejeitada pelo poeta porque falta a ela um pouco de harmonia.
IV – O poeta experimenta um sentimento ambivalente em relação à dor.
Interpreta corretamente o soneto o que se afirma apenas em:
a)     I.
b)    II.
c)     I e IV.
d)    II e III.
e)     II e IV.

05 – (CESESP) “O ___________ está para o Parnasianismo, assim como a ______________ está para Simbolismo”.
A alternativa que não preenche as lacunas é:
a)     Verso de ouro – dimensão mística.
b)    Artesanato da palavra – liturgia.
c)     Culto da forma – musicalidade.
d)    Lirismo exacerbado – realidade chã.
e)     Perfeccionismo métrico – flexibilidade.

06 – (ENC-SP):
        Procuro despir-me do que aprendi,
        Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
        E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
        Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
        Desembrulhar-me e ser eu, não...
        Mas um animal humano que a natureza produziu.

     No trecho acima, de auto explicação de um poeta cuja marca é o desejo de libertação da carga civilizatória, procurando conscientemente a espontaneidade através do contato direto com a natureza (forma de “redescobrir o mundo”), deixamos um lacuna no verso 5.
Ela deve ser preenchida por:
a)     Fernando Pessoa.
b)    Ricardo Reis.
c)     Alberto Caeiro.
d)    Álvaro de Campos.
e)     Mário de Sá-Carneiro.

07 – (ENC-SP):
       Quando, Lídia, vier o nosso outono
   Com o inverno que há nele reservarmos
       Um pensamento, não para a futura
       Primavera, que é de outrem,
Nem para o estilo, de quem somos mortos,
       Senão para o que fica do que passa,
       O amarelo atual que as folhas vivem
       E as torna diferente.
                                         Ricardo Reis.

        Assinale a alternativa correta sobre o texto acima:

a)     Para as folhas há cores mais atuais e outras mais antiquadas.
b)    Não chegaremos vivos até a primavera.
c)     Cada verão, marcando o início do ano, marca também a esperança de uma nova vida para nós.
d)    Não há como impedir o fatal ciclo solar das estações.
e)     Só a vivência de cada momento presente merece lembrança futura.

08 – (ENC-SP):
    Não a ti, Cristo, odeio ou te não quero.
  Em ti como nos outros creio deuses mais velhos.
      Só te tenho por não mais e nem menos
      Do que eles, mas mais novo apenas.
   Odeio-os sim, e a esses com calma aborreço,
      Que te querem acima dos outros teus iguais deuses.
      Quero-te onde tu ‘stás, nem mais alto
      Nem mais baixo que elas, tu apenas.
      Deus triste, preciso talvez por que nenhum havia
      Como tu, um a mais no panteão e no culto,
      Nada mais, nem mais alto nem mais puro
      Porque para tudo havia deuses, menos tu.
      Cura tu, idólatra exclusivo de Cristo, que a vida
      É múltipla e todos os dias são diferentes dos outros,
      E só sendo múltiplos como eles
      ‘Staremos com verdade e sós.

        Essa postura de Ricardo Reis frente à imagem de Cristo sugere que o poeta:
a)     Aceita Cristo como um Deus a mais, porque, apesar de pagão, considera-o uma divindade superior às da antiguidade greco-latina.
b)    Aceita Cristo apenas como um Deus a mais, em nome de uma visão múltipla da realidade, própria da mentalidade pagã.
c)     Rejeita o Cristianismo, porque abraça os ideais do Paganismo, que supunham a negação da existência de uma divindade triste.
d)    Divide-se entre os princípios pagãos sensualistas e os princípios cristãos espiritualistas, criando com isso uma tensão em sua poesia.
e)     Se sente impedido a aceitar os princípios cristãos, ainda que isto lhe custe a renúncia aos valores do paganismo.

09 – (ENC-SP):
     Frêmito de meu corpo a procurar-te,
     Febre das minhas mãos na tua pele
     Que cheira a âmbar, a baunilha e a mel,
     Doido anseio dos meus braços a abraçar-te,
     Olhos buscando os teus por todas a parte,
     Sede de beijos, amargos de fel,
     Estonteante fome, áspera e cruel,
     Que nada existe que a mitigue e a farte!

        Considere as afirmações a respeito das quadras de Florbela Espanca:

I – O recorrente apelo sensual na poesia de Florbela Espanca indicia seu flagrante modernismo, pelo fato de desafiar as convenções morais da sociedade da época.
II – O principal traço da modernidade em Florbela Espanca mostra-se na audaciosa ruptura das convenções literárias, o que se verifica na revolução sintática e na reinvenção da metáfora.
III – A confissão amorosa de Florbela Espanca, bastante explícita, lembra o erotismo das cantigas de amigo, pelo fato de a mulher expor abertamente os sentimentos ao amante.
        Está correto o que se afirma em:
a)     II e III, apenas.
b)    III, apenas.
c)     I, II e III.
d)    I e II, apenas.
e)     I e III, apenas.




        

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