segunda-feira, 28 de agosto de 2017

TROVADORISMO - CLASSICISMO - HUMANISMO - QUESTÕES DE VESTIBULARES - COM GABARITO

QUESTÕES DE VESTIBULARES

1 – (UFRS) O gênero dramático, entre outros aspectos, apresenta como característica essencial:
a)     A presença de um narrador.
      b)   A estrutura dialógica.
      c)    O extravasamento lírico.
      d)    A musicalidade.
      e)     O descritivismo.

2 – (UFU-MG) Relacione as espécies literárias ao lado com suas respectivas características dispostas abaixo e assinale a alternativa correta:
I – Modalidade de texto literário que oferece uma amostra da vida através de um episódio, um flagrante ou instantâneo, um momento singular e representativo; possui economia de meios narrativos e densidade na construção das personagens.
II – À intensidade expressiva desse tipo de texto literário, à sua concentração e ao seu caráter imediato, associa-se, como traço estético importante, o uso do ritmo e da musicalidade.
III – Essa modalidade de texto literário prende-se a uma vasta área de vivência, faz-se geralmente de uma história longa e apresenta uma estrutura complexa.
IV – Nos textos do gênero, o narrador parece estar ausente da obra, ainda que, muitas vezes, se revele nas rubricas ou nos diálogos; neles impõe-se rigoroso encadeamento causal.
V – Espécie narrativa entre literatura e jornalismo, subjetiva, breve e leve, na qual muitas vezes autor, narrador e protagonista se identificam.

      (II) Poema Lírico.
(I)                Conto.
(V) Crônica.
(III) Romance.
(IV) Texto teatral.
a)     II – I – V – III e IV.
b)    II – I – V – IV e III.
c)     II – I – III – V e IV.
d)    I – II – V – III e IV.
e)     I – IV – II – V e III.

3 – (UFMT) Sobre literatura, gênero e estilos literários, pode-se dizer que:
a)     Tanto no verso quanto na prosa pode haver poesia.
b)    Todo momento histórico apresenta um conjunto de normas que caracteriza suas manifestações culturais, constituindo o estilo da época.
c)     O texto literário é aquele em que predominam a repetição da realidade, a linguagem linear, a unidade de sentido.
d)    No gênero lírico os elementos do mundo do exterior predominam sobre os do mundo interior do eu poético.

4 – (UFRS) Assinale a alternativa incorreta com respeito ao Trovadorismo em Portugal:
a)     Nas cantigas de amigo, o trovador escreve o poema do ponto de vista feminino.
b)    Nas cantigas de amor, há o reflexo do relacionamento entre senhor e vassalo na sociedade feudal: distância e extrema submissão.
c)     A influência dos trovadores provençais é nítida nas cantigas de amor galego-portuguesas.
d)    Durante o trovadorismo, ocorre a separação entre poesia e música.
e)     Muitas cantigas trovadorescas foram reunidas em livros ou coletâneas que receberam o nome de cancioneiros.

5 – (PUC-RS) O paralelismo, uma técnica de construção literária nas cantigas trovadorescas, consistiu em:
a)     Unir duas ou mais cantigas com temas paralelos e recitá-las em simultaneidade.
b)    Um conjunto de estrofes ou um par de dísticos em que sempre se procura dizer a mesma ideia.
c)     Apresentar as cantigas, nas festas da corte, sempre com o acompanhamento de um coro.
d)    Reduzir todo o refrão a um dístico.
e)     Pressupor que há sempre dois elementos paralelos que se digladiam verbalmente.

6 – (UFMG) Interpretando historicamente a relação de vassalagem entre homem amante/mulher amada, ou mulher amante/homem amado, pode-se afirmar que:
a)     O Trovadorismo corresponde ao Renascimento.
b)    O Trovadorismo corresponde ao movimento humanista.
c)     O Trovadorismo corresponde ao Feudalismo.
d)    O Trovadorismo e o Medievalismo só poderiam ser provençais.
e)     Tanto o Trovadorismo como Humanismo são expressões da decadência medieval.

7 – (UFMG) Nas mais importantes novelas de cavalaria que circularam na Europa medieval, principalmente como propaganda das cruzadas, sobressaem-se:
a)     As namoradas sofredoras, que fazem bailar para atrair o namorado ausente.
b)    Os cavaleiros medievais, concebidos segundo os padrões da Igreja Católica (por quem lutam).
c)     As namoradas castas, fieis, dedicadas, dispostas a qualquer sacrifício para ir ao encontro do amado.
d)    Os namorados castos, fieis, dedicados que, entretanto, são traídos pelas namoradas sedutoras.
e)     Os cavaleiros sarracenos, eslavos e infiéis, inimigos da fé cristã.

8 – (PUC-RS) As narrativas que descrevem as lutas dos cruzados envolvem sempre um herói muito engajado na luta pela cristandade, podendo ser a um só tempo frágil e forte, decidido e terno, furioso e cortês. No entanto, com relação à mulher amada, esse herói é sempre:
a)     Pouco dedicado.
b)    Infiel.
c)     Devotado.
d)    Indelicado.
e)     N.D.A.

9 – (OSEC-SP) Assinale a alternativa incorreta: O Classicismo
a)     É o estilo dominante na literatura ocidental durante o século XVI ou Quinhentismo.
b)    Corresponde à época do Renascimento em que se observa a recuperação dos valores culturais gregos e latinos.
c)     É o estilo que incorpora os valores humanistas do Renascimento: antropocentrismo, racionalismo, universalismo.
d)    Começa no Brasil em 1500, com a Carta, de Pero Vaz de Caminha.
e)     É a época caracterizada pela rejeição dos valores religiosos da  cultura medieval.

10 – (OSEC-SP) Relacionar:
( 1 ) Autor humanista.
( 2 ) Autor clássico.

( 1 ) Erasmo de Rotherdan.
( 2 ) Luís Vaz de Camões.
( 1 ) Gil Vicente.
( 1 ) Dante Alighieri.
( 2 ) Sá de Miranda.
( 1 ) Giovani Boccaccio.

11 – (PUC-SP) O Auto da Barca do Inferno pertence ao movimento literário do humanismo, em Portugal, porque Gil Vicente:
a)     Critica a igreja pela venda indiscriminada de indulgências e pela vida desregrada dos padres.
b)    Preocupa-se somente com a salvação do homem após a morte, sem se voltar para os problemas sociais da época.
c)     Equilibra a concepção cristã da salvação após a morte com a visão crítica do homem e da sociedade do seu tempo.
d)    Tem como única preocupação criticar o homem e as mazelas sociais do momento histórico em que está inserido.
e)     Critica a Igreja, ao defender com entusiasmo os princípios reformistas disseminados pela Reforma protestante.

12 – (OSEC-SP) Relacionar autor e obra:
1-    Gil Vicente.
2-    Luís Vaz de Camões.
3-    Giovanni Boccaccio.
4-    Dante Alighieri.
5-    Erasmo de Rotherdan.
6-    Ariosto.

( 2 ) Os lusíadas.
( 3 ) Decameron.
( 6 ) Orlando Furioso.
( 5 ) O elogio de Loucura.
( 1 ) Auto da Visitação.
( 4 ) A Divina Comédia.

13 – (ENC-SP) Se o teatro vicentino é acentuadamente religioso e medievalizante, como se explica sua classificação nos limites do Humanismo?
      Se partir de O Auto da Barca do Inferno, responda mediante a alternativa correta:
a)     Analise o homem em suas relações sociais, nas buscas do melhor caminho para o encontro com Deus e a moralidade religiosa.
b)    Analise o homem em suas relações com Deus, na busca do melhor caminho para o encontro com o semelhante.
c)     Investiga o homem em suas relações com a igreja, destacando a crítica aos padres que não se voltam para os valores humanos.
d)    Analisa o homem em suas relações com a nobreza, o clero e o povo, tendo em vista a vida transitória a religião e do mercado ascendente.
e)     Critica a igreja, ao defender com entusiasmo os princípios reformistas disseminados pela Reforma protestante.

14 – (UNIFAP-SP) As primeiras peças teatrais portuguesas escritas com objetivo de serem levadas a público são de autoria de:
a)     Manuel Maria Barbosa du Bocage.
b)    Paio Soares de Taveirós.
c)     D. Diniz.
d)    Camões.
e)     Gil Vicente.

15 – (UFU-MG) Na Farsa de Inês Pereira, Gil Vicente:
a)     Retoma a análise do amor do velho apaixonado, desenvolvida em O velho da horta.
b)    Mostra a humilhação da jovem que não pode escolher seu marido, tema de várias peças desse autor.
c)     Denuncia a revolta da jovem confinada aos serviços domésticos, o que confere atualidade à obra.
d)    Conta a história de uma jovem que assassina o marido para se livrar dos maus tratos.
e)     Aponta, quando Lianor narra as ações do clérigo, uma solução religiosa para a decadência moral de seu tempo.

16 – (UFSC) Marque a alternativa incorreta a respeito do Humanismo:
a)     Época de transição entre a Idade Média e o Renascimento.
b)    O teocentrismo cede lugar ao antropocentrismo.
c)     Fernão Lopes é o grande cronista da época.
d)    Garcia de Resende coletou as poesias da época, publicadas em 1516 com o nome de Cancioneiro Geral.
e)     A Farsa de Inês Pereira é a obra de Gil Vicente cujo assunto é religioso, desprovido de crítica social.

     
Este famoso soneto corresponde às questões 17 e 18.
          Amor é fogo que arde sem se ver;
          É ferida que dói e não se sente;
          É um contentamento descontente;
          É dor que desatina sem doer;
     É um não querer mais que bem querer;
          É andar solitário por entre a gente;
          É nunca contentar-se de contente;
          É cuidar que se ganha em se perder.
          É querer estar preso por vontade;
          É servir a quem vence, o vencedor;
         É ter com quem nos mata lealmente.
          Mas como causar pode seu favor
          Nos corações humanos amizade,
          Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

17 – (MACK-SP) Este soneto, um dos mais perfeitos que foram produzidos em Língua Portuguesa, pertence ao estilo de época do Renascimento, portanto criado no século:
a)     XV.
b)    XVI.
c)     XVII.
d)    XVIII.
e)     XIX.

18 – (MACK-SP) Indique o nome do autor desse soneto:
a)     Bocage.
b)    Camilo Pessanha.
c)     Camões.
d)    Gil Vicente.
e)     Manuel Bandeira.

19 – (FUVEST) Assinale a(s) alternativa(s) incorreta(s) sobre Os Lusíadas:
a)     (   ) Herói coletivo – o povo português; herói individual – Vasco da Gama.
b)    (   ) Modelo: A Eneida de Virgílio; seguido das epopeias de Homero: A llíada e A Odisséia.
c)     (   ) Estrutura clássica, 5 partes, dez contos, 1.102 estrofes, em oitava-rima(ABABABCC), versos decassílabos heroicos.
d)    (   ) Concomitância do “maravilhoso”, pagão e cristão; da ideologia burguesa, expansionista e do espírito de cruzada medieval; do épico e do lírico; do plano histórico e do mitológico.
e)     (   ) A narrativa inicia-se já no meio da ação (viagem de Vasco da Gama às Índias).
f)      (   ) Na proposição o poeta privilegia: Os navegadores (“as armas e os barões”); os reis de Portugal (“e as memórias gloriosas daqueles Reis que foram dilatando a fé”); e os heróis pátria (“aqueles que se vão da lei da morte libertando”).
g)     ( X ) Apesar de refletir a ideologia do renascimento há em alguns episódios como Os doze Pares da Inglaterra e O Velho do Restelo forte presença da mentalidade e gosto medievais.
h)    (   ) Na Literatura Brasileira, obras como: Prosopopeia (Bento Teixeira), Vila Rica (Cláudio M. da Costa), Caramuru (Santa Rita Durão), Uruguai (Basílio da Gama – de forma não-sistemática), A Confederação dos Tamoios (Gonçalves de Magalhães) e até Invenção do Orfeu (do modernista Jorge de Lima) – refletem, em maior ou menor grau, a influência de Os Lusíadas.

20 – (FUVEST) Na lírica de Camões:
a)     O metro usado para a composição dos sonetos é a redondilha.
b)    A mulher é vista em seus aspectos físicos, despojada de espiritualidade.
c)     Cantar a pátria é o centro das preocupações.
d)    Encontra-se fonte de inspiração de muitos poetas brasileiros do século XX.
e)     Encontram-se sonetos, odes, sátiras e autos.

O texto abaixo corresponde às questões 21 a 23.
          E vós, Tágides minhas, pois criado
          Tendes em mim um novo engenho ardente,
          Se sempre em verso humilde, celebrado
          Foi de mim vosso rio alegremente,
          Dai-me agora um som alto, e sublimado,
          Um estilo grandíloco e corrente
          Porque de vossas águas Febo ordene,
          Que não tenha inveja às de Hipocrene.

21 – (UFU-MG) Os versos acima pertencem aos Lusíadas. Pelo que se lê, conclui-se que encerram:
a)     A proposição da epopeia.
b)    O epílogo de um trecho lírico.
c)     Uma invocação.
d)    Uma dedicatória.
e)     A narração do poema.

22 – (UFU-MG) Repare nas rimas e assinale a alternativa que espelha seu esquema rimático:
a)     ab ab ab cc
b)    aaa bbb cc.
c)     abcd abcd.
d)    aa bb aa bb.
e)     abc abc dd.

23 – (UFU-MG) A Tágide e Febo aplicam-se os seguintes conteúdos semânticos:
a)     Filhas do amor e Deus das águas.
b)    Filhas humildes e Deus do sol.
c)     Ninfas do rio Tejo e Deus da poesia, Apolo.
d)    Inspirações e Deus da lua.
e)     Ninfas do rio Tejo e Deus dos mares.

24 – (OSEC-SP) Leia o texto com atenção:
          Cessem do sábio Grego e do Troiano
          As navegações grandes que fizeram;
          Cale-se de Alexandre e de Trajano
          A fama das vitórias que tiveram.
          Que eu canto o peito ilustre lusitano
          A quem Netuno e Marte obedeceram.
          Cesse tudo que a antiga Musa canta
          Que outro valor mais alto se alevanta!
                                                             Camões, Os Lusíadas, Conto I, estrofe IV.

Assinale a alternativa incorreta acerca do texto acima:
a)     A estrofe corresponde à 1ª parte do poema (Proposição) e indica a matéria épica de Os Lusíadas.
b)    O verso empregado na estrofe acima é o decassílabo (ou verso de medida nova), verso tipicamente clássico.
c)     A estrofe acima recebe o nome de oitava rima ou oitava real (8 versos decassílabos com esquema de rima ab/ab/ab/cc).
d)    O subjetivismo do texto fica no emprego da 1ª pessoa (que caracteriza a função emotiva da linguagem, típica do Classicismo).
e)     Netuno e Marte são figuras mitológicas que indicam que o maravilhoso presente no texto é o maravilhoso pagão (mitologia grego-latina), índice do Classicismo do trecho.

25 – (OSEC-SP) Assinale a alternativa correta, em relação às características do classicismo:
a)     Subjetivismo, função emotiva da linguagem, idealização, escapismo, mal do século e nacionalismo.
b)    Objetivismo, descritivismo, busca da forma perfeita, aproximação de poesia e arte plásticas, não-envolvimento emocional, temas arqueológicos, estética de nomeação.
c)     Objetividade, racionalismo, universalismo, antropocentrismo, retomada de valores grego-latinos, referencialidade, harmonia e equilíbrio.
d)    Estética de sugestão, musicalidade, temas vagos e místicos, conotação, sinestesia, não-separação de sujeito-objeto.
e)     Dualismo, fusionismo, uso do contraste, bifrontismo, metalinguagem, excesso de figuras de linguagem.

26 – (OSEC-SP) Coloque V ou F com relação à estética Clássica:
( ) Os padrões estéticos clássicos derivam de uma concepção de vida.
( F ) Ao Misticismo e Ascetismo Medievais substitui o Paganismo, introduzindo novamente a mitologia greco-latina nas artes.
F ) As obras clássicas apresentam uma linguagem popular, sendo, por isso, acessíveis a todos.
V ) Por bifrontismo da obra camoniana se entende a participação do ideário medieval e dos valores clássicas.

a) V, V, F, V
b) V, V, V, V
c) F, F, V, V
d) V, F, V, F
e) V, F, F, V

27- (ENC-SP)
      Lioanor pela verdura;
      Vai fermosa, e não segura.
          Leva na cabeça o pote,
          O texto nas mãos da prata,
          Cinta de fina escarlata,
          Sainho de chamalote;
          Traz a vasquinha de cote,
          Mais branca que a neve pura;
          Vai fermosa e não segura.
      Descobre a touca da garganta,
      Cabelos de ouro entrançado,
      Fita de cor de encarnado,
      Tão linda que o mundo espanta,
      Chove nela graça tanta,
      Que dá graça à fermosura:
      Vai fermosa, e não segura.

             Testo = tampa de pote;
             Chama-lote = tecido de lã e seda;
              Vasquinha = espécie de saia;
              De cote = de uso cotidiano.

        A poesia de Camões é comumente classificada em “medida velha” e “medida nova”. É correto afirmar que o poema abaixo insere-se na:
a)     “Medida velha”, porque expressa um ideal de beleza mais concreto, por meio da valorização dos dotes físicos da mulher do povo.
b)    “Medida velha”, porque se prende às convenções da poesia greco-latina, entre elas, a do panteísmo.
c)     “Medida velha” porque é composto em redondilha menor, tipo de verso de origem popular.
d)    “Medida nova”, porque se serve do idealismo neo-platônico, para expressar a elevação espiritual da mulher do povo.
e)     “Medida nova”, porque é composto em redondilha maior, tipo de verso introduzido em Portugal por Sá de Miranda.

28 – (ENC-SP) Em Os Lusíadas, Camões:
a)     Homem do século XVI, abraçando o Cristianismo e vivendo o pragmatismo de seu tempo, despreza a mitologia greco-latina, que contraria sua fé e o cientificismo da época.
b)    Como todo poeta do Renascimento, recebendo influência dos gregos e romanos, concebe as divindades pagãs como superiores à cristã.
c)     Fiel a sua religião, faz que a divindade cristã compareça de maneira física, intervindo e atuando ao longo do poema, do mesmo modo que as divindades pagãs.
d)    Recebendo influência direta de Homero e Virgílio, elimina em sua apopéia quaisquer vestígio da concepção de mundo cristã.
e)     Sensível aos valores do mundo clássico, vale-se da mitologia grego-latina como um recurso retórico, que enriquece e embeleza os elementos históricos.

29 – (FMABC-SP) Aponte a alternativa correta:
a)     Eça de Queiroz é um dos maiores prosadores românticos de Portugal.
b)    Camões, além de poeta épico, é notável como lírico.
c)     Toda a poesia de Bocage se enquadra no Arcadismo.
d)    Vieira representa o melhor da poesia barroca.
e)     Camilo Castelo Branco é lembrado sobretudo pelo romance histórico.

30 – (UFPR) Os trechos abaixo foram retirados, respectivamente, das obras de Mário de Andrade e de Camões:
        No outro dia o herói acordou muito constipado. Era porque apesar do calorão da noite ele dormia de roupa com medo da Caruviana que pega indivíduo dormindo nu. Mas estava muito gangento com o discurso da véspera. Esperou impaciente os quinze dias da doença resolvido a contar mais casos pro povo. Porém quando se sentiu bom era manhãzinha e quem conta histórias de dia cria rabo de cutia.
        (...)
        Que eu canto o peito ilustre Lusitano
        A quem Neptuno e Marte obedecerão;
        Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
        Que outro valor mais alto se alevanta.

        E não menos certíssima Christandade,
        Vós, ó novo temor da Maura lança,
        Maravilha fatal da nossa idade,
        Dada ao mundo por Deos, que todo o mande
        (...)
        Encontramos neles aspectos que caracterizam o movimento modernista brasileiro e o classicismo português, tais como:

a)     Miscigenação de superstições, provérbios e anedotas – coexistência de entidades mitológicas com a tradição monoteísta herdada da Idade Média.
b)    Problematização social vista às avessas através do humor – coexistência de entidades mitológicas com a tradição politeísta herdada da Idade Média.
c)     Ridicularização do homem através da tradições históricas – exaltação do homem por seus feitos históricos.
d)    Problematização social vista às avessas através do humor – exaltação do homem por seus feitos históricos.
e)     Comparação do homem a seres folclóricos – comparação do homem a seres mitológicos.

31 – (UFPA) Sobre a lírica camoniana, é incorreto afirmar que:
a)     Boa parte de sua realização se encontra na poesia de inspiração clássica.
b)    Sua temática é variada, encontrando-se desde temas abstratos até tradicionais.
c)     No aspecto formal, é toda construída em versos decassílabos em oitava rima.
d)    Sonda o sombrio mundo do “eu” da mulher, da Pátria e de Deus.
e)     Muitas vezes, o poeta procura conceituar o Amor, lançando mão de antíteses e paradoxos.

32 – (VUNESP):
        Tanto de meu estado me acho incerto,
        Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
        Sem causa, juntamente choro e rio,
        O mundo todo abarco e nada aperto.
        É tudo quanto sinto, um desconcerto;
        Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
        Agora espero, agora desconfio,
        Agora desvario, agora acerto.
        Estando em terra chego ao céu voando,
        Num’hora acho mil anos, e é de jeito
        Que em mil, anos não posso achar um’hora.
        Se me pergunta alguém por que assi ando,
        Respondo que não sei: porém o suspeito
        Que só porque vos vi, minha Senhora.

        O soneto acima transcrito é de Luís Camões. Nele se acha uma característica da poesia clássica renascentista. Assinale essa característica, em uma das alternativas:
a)     A suspeita de amor que o poeta declara na conclusão.
b)    O jogo de contradições e perplexidades que atormentam o poeta.
c)     O fato de todos perguntarem ao poeta por que assim anda.
d)    O fato de o poeta não saber responder a quem o interroga.
e)     A utilização de um soneto para relato das suas amarguras.

33 – (FUVEST) Indique a ideia que não está no texto:
        Por isso, ó vós que as famas estimais,
        Se quiserdes no mundo ser tamanhos,
        Despertais já do sono do ócio ignaro,
        Que o ânimo de livre faz escravo.
        E ponde na cobiça um freio duro,
        E na ambição também, que indignamente
        Tomais mil vezes, e no torpe e escuro
        Vício da tirania infame e urgente;
        Porque essas honras vãs, esse ouro puro
        Verdadeiro valor não dão à gente;
        Melhor é merecê-lo sem os ter,
        Que possuí-los sem os merecer.
                                                                     CAMÕES.

a)     A ambição é um vício torpe que leva à tirania.
b)    As falsas honras e a riqueza não dão valor às pessoas.
c)     Os que aspiram à glória devem fugir ao ócio.
d)    É preciso refrear a excessiva ambição e o pendor para tirania.
e)     É preferível merecer honras e riquezas não conseguidas a obtê-las sem merecimento.

As questões 34 e 35 referem-se ao texto abaixo:
 Busque Amor novas artes, novo engenho,
 Para matar-me, e novas esquivanças;
 Que não pode tirar-me esperanças,
 Que mal me tirará o que eu não tenho.
 Olhai de que esperanças me mantenho!
 Vêde que perigosas seguranças:
Que não temo contrastes nem mudanças,
 Andando em bravo mar perdido o lenho.
 Mas, conquanto não pode haver desgosto
 Onde esperança falta, lá me esconde
 Amor um mal, que mata e não se vê;
 Que dias há que na alma me tem posto
  Um não sei quê, que nasce não sei onde,
  Vem não sei como e dói não sei por quê.

34 – (PUC-RS) Neste poema é possível reconhecer que uma dialética amorosa trabalha a oposição entre:
a)     O bem e o mal.
b)    A proximidade e a distância.
c)     O desejo e a idealização.
d)    A razão e sentimento.
e)     O mistério e a realidade.

35 – (PUC-RS) Uma imagem de forte expressividade deixa implícita uma comparação com o arriscado jogo do amor. Assinalar a alternativa que contém essa imagem:
a)     O engenho do amor.
b)    O perigo da segurança.
c)     Naufrágio em bravo mar.
d)    Mar tempestuoso.
e)     Um não sei quê.

36 – (CESGRANRIO-RJ) Apontam-se a seguir algumas características atribuídas pela crítica à epopeia de Luís Vaz de Camões, Os Lusíadas. Uma dessas características está incorreta. Trata-se de:
a)     Concepção da história nacional como consequência de proezas de heróis aristocráticos e militares.
b)    Apologia dos poderes humanos, realçando o orgulho humanista de auto determinação e do avanço no domínio sobre a natureza.
c)     Efabulação mitológica.
d)    Contraposição da experiência e da observação direta à ciência livresca da antiguidade.
e)     Eliminação do pan-erotismo, existente em parte da lírica, em favor de uma ênfase mais objetiva na narração dos feitos lusitanos.

37 – (CESGRANRIO-RJ) Sobre Os Lusíadas, é incorreto afirmar que:
a)     Quando a ação do poema começa, as naus portuguesas estão navegando em pleno Oceano Índico, portanto a meio da viagem.
b)    Na invocação, o poeta se dirige às tágides, musas do Rio Tejo.
c)     Na Ilha dos Amores, após o banquete, Tethys conduz o capitão ao ponto mais alto da ilha, onde lhe desvenda “a máquina do mundo”.
d)    Tem como núcleo narrativo a viagem de Vasco da Gama a fim de estabelecer contato marítimo com às índias.
e)     É composto em sonetos decassílabos, mantendo, em 1102 estrofes, o mesmo esquema de rima.

38 – (FUVEST):
Não mais, Musa, não mais, que a Lira tenho
 Destemperada e a voz enrouquecida,
 E não do canto, mas de ver que venho
 Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
 Não no dá a pátria, não, que está metida
 No gosto da cobiça e na rudeza
De uma austera, apagada e vil tristeza.


Os versos acima pertencem a que parte dos Lusíadas?
a)     Proposição.
b)    Invocação.
c)     Dedicatória.
d)    Narração.
e)     Epílogo.
39 – (UNIJUÍ-RS) O digno representante do povo português, herói de Os Lusíadas, foi:
a)     Alexandre, o Grande.
b)    Trajano.
c)     Vasco da Gama.
d)    Ulisses.
e)     Virgílio.

40 – (UNIJUÍ-RS):
        Os bons vi sempre passar
        No mundo graves tormentos
        E, para mais me espantar,
        Os maus vi sempre nadar
        Em mar de contentamento.
        Cuidando alcançar assim
        O bem tão mal ordenado,
        Fui mal. Mas fui castigado.
        Assim que só para mim
        Ainda o mundo concentrado.

        O texto anterior:
      a)   É parte de um auto de Gil Vicente.
      b) É um soneto camoniano.
    c)    É composto de redondilhas, que se encaixam na obra lírica de Camões.
d)    Pode ser encaixado em Os Lusíadas, devido à estrutura das estrofes.

e)     É uma cantiga de amigo.

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