segunda-feira, 28 de maio de 2018

FILME: CARAMURU - A INVENÇÃO DO BRASIL - GUEL ARRAES - COM INTERPRETAÇÃO/GABARITO



Filme: CARAMURU - A INVENÇÃO DO BRASIL
 Data de lançamento: 9 de novembro de 2001 (1h 28min)
Direção: Guel Arraes
Gênero: Comédia
Nacionalidade: Brasil

SINOPSE E DETALHES
        Em 1º de janeiro de 1500 um novo mundo é descoberto pelos europeus, graças aos grandes avanços técnicos na arte náutica e na elaboração de mapas. É neste contexto que vive em Portugal o jovem Diogo (Selton Mello), pintor que é contratado para ilustrar um mapa e, enganado pela sedutora Isabelle (Débora Bloch), acaba sendo punido com a deportação na caravela comandada por Vasco de Athayde (Luís Mello). A caravela acaba naufragando, mas ele, por milagre, consegue chegar ao litoral brasileiro. Lá conhece a bela índia Paraguaçu (Camila Pitanga) com quem logo inicia um romance temperado posteriormente pela inclusão de outra índia: Moema (Deborah Secco), irmã de Paraguaçu.

Entendendo o filme:
01 – Sobre o filme, responda:
a)   Em que século se passa a história?
Século XVI, o século em que o mercantilismo ganhava força e Portugal acaba dominando o Brasil.

b)   Em quais países se passa a história?
Em três países: Portugal, Brasil e França.

c)   Quem são os personagens principais?
Dentre muitos, podemos citar como principais Diogo Alvares e Paraguaçu.

d)   Quem são os vilões da história?
Isabelle e Vasco de Atayde.

e)   Que mapa é citado no filme?
O mapa das expedições as índias que levaria Pedro Alvares Cabral.

02 – Marque F ou V nas afirmações abaixo sobre o filme:
(V) O filme mostra dois lados diferentes. Em um, está um jovem rapaz pintor, Diogo Álvares (que logo mais tarde se tornaria Caramuru) que se mete em uma bagunça devido a mapas da expedição de Pedro Alvares Cabral, e seu castigo foi ser deportado pela caravela dirigida pelo Vasco de Athayde (interpretado por Pedro Paulo Rangel) que naufraga. Em outro lado, está uma bela e jovem índia, Paraguaçu, que teria nascido na ilha de Itaparica – em frente a cidade de Salvador (que na época, iria se tornar a primeira capital do Brasil) – “Itaparica” seria o nome do chefe da tribo dos Tupinambás, pai de Paraguaçu.
(V) Com o naufrágio, Diogo sobrevive e chega as terras brasileiras, conhecendo então a jovem Paraguaçu, e com certos motivos, fazendo os índios Tupinambás acreditarem que ele era Caramuru (esse nome faz referência ao fato de Diogo ter sido encontrado pelos índios Tupinambás em meio às pedras da praia e às algas, como se fosse uma lamprea). Então o choque cultural aparece devido o momento em que Moema (irmã de Paraguaçu) tenta agarrar Diogo (cultura dos índios), e quando Paraguaçu não entende o motivo de vestir-se tanto ao invés de simplesmente andar nua (cultura de Portugal).
(F) O filme – com gênero de “drama” – é exagerado ao mostrar a chegada dos ingleses as terras brasileiras. A parte de exploração no filme foi bastante “satirizado”, pela forma como o Vasco de Athayde falava com o chefe dos Tupinambás, que fez o navegador acreditar na existência do El Dorado (lenda).

03 – Faça a relação dos personagens do filme com as suas características.
1 – Diogo Álvares / Caramuru (Selton Mello).
2 – Paraguaçu (Camila Pitanga).
3 – Moema (Débora Secco).
4 – Cacique Itaparica (Tonico Pereira).
5 – Vasco de Athayde (Luís Mello).
6 – Isabelle (Débora Bloch).
7 – Heitor (Diogo Villela).
8 – Dom Jayme (Pedro Paulo Rangel).

(8) Cartógrafo do rei, prefere não se comprometer, mas acaba se envolvendo na disputa que provocará o degredo de Diogo Álvares.
(5) Navegador de origem nobre, morre de inveja da concorrência. É o vilão da história que pune Diogo Álvares com o degredo que se transforma na descoberta da felicidade no novo mundo.
(3) Irmãzinha mais nova de Paraguaçu, se encanta com o cunhado e é correspondida, fortalecendo ainda mais a harmonia familiar. Pena que não sabia nadar.
(4) O chefe dos Tupinambás, pai de Paraguaçu e Moema, pode ser visto como um antecessor de Macunaíma: preguiçoso, malandro, divertido.
(1) Artista português ingênuo, tem mania de melhorar a realidade nas telas. É envolvido em roubo de mapas, punido com o degredo e chega ao Brasil. Se encanta com Paraguaçu e sua irmã Moema. Na dúvida, ficou com as duas. Deu um tiro por acaso e entrou para a história.
(6) Cortesã francesa, adora roupas, luxo e intrigas palacianas. Acha-se espertíssima e nem lhe passa pela cabeça cheia de adornos que um dia perderá o jogo para uma índia que substitui o verniz europeu por uma esperteza natural cheia de graça.
(7) Degregado de carteirinha, sabe tudo sobre a sobrevivência em maus em busca de novas terras. Representa o mochileiro de outros tempos.
(2) Dengosa, sensual, livre de preconceitos. Vive como a natureza manda, e só tropeça na vida quando vai a Portugal e tenta subir uma escada.

04 – Escreva uma cena do filme que mostra o estranhamento de Paraguaçu com a cultura europeia. Escreva a que mais você achou engraçado.
      Sugestão de resposta: A questão pode ser retratada em várias cenas, desde as subidas e descidas da escada, o colar feito de chaves até mesmo a mordida em Isabelle.

05 – De que forma o filme estabelece relação com a formação brasileira?
      O filme mostra uma visão da história das navegações, relata como se deu a formação do Brasil de uma forma cômica, porém por trás da história principal encontram-se sub textos que nos permite perceber aspectos que realmente existiram na formação de nosso país.

06 – É CORRETO afirmar que no filme Caramuru aparece abordagem de temática como:
a)   A cultura da antropofagia e a da poligamia entre os primeiros habitantes do litoral brasileiro, dentre eles, a tribo dos índios Caetés.
b)   A cultura da antropofagia e a da poligamia entre os primeiros habitantes do litoral brasileiro, dentre eles, a tribo dos índios Xocós.
c)   A cultura da antropofagia e a da poligamia entre os primeiros habitantes do litoral brasileiro, dentre eles, a tribo dos índios Tabajaras.
d)   A cultura da antropofagia e a da poligamia entre os primeiros habitantes do litoral brasileiro, dentre eles, a tribo dos índios Tamoios.
e)   A cultura da antropofagia e a da poligamia entre os primeiros habitantes do litoral brasileiro, dentre eles, a tribo dos índios Tupinambás.




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