domingo, 11 de outubro de 2026

NOTÍCIA: RUÍDOS AFETAM OUVIDOS E SISTEMA NERVOSO - FRAGMENTO - LORIANE COMELI - COM GABARITO

 Notícia: Ruídos afetam ouvidos e sistema nervoso – Fragmento

           Loriane Comeli

        Quem nunca se irritou com algazarra em bares, buzinas e alarmes de carros, barulho da máquina da construção civil, música alta na casa do vizinho ou outra situação envolvendo ruídos incômodos e repetitivos, às vezes, até dentro de sua própria casa?

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNF5XNiK3tSsG6b1s8mIx4dWZhiQYbZ2aRVJ6PcEpO2KZBUAtS0qR1QFC9ju0BkNNGPC3KRAJhMzaJD5wbTdoi0Eauie6iMfziszxWIBKtlzLKOGRXg60HHMBor_RMllAQoq6qsdLBwkv3TOZ9QmmhOs9pC9qzZkzWld7ddK8aiDkHzG5MdINR5KS6r6M/s320/images.jpg 


        A irritação é um dos primeiros sintomas dos efeitos nocivos da poluição sonora, que incluem estresse, problemas no sono, dores de cabeça, alergias, doenças gástricas, falta de concentração, aumento do batimento cardíaco, hipertensão, perda de capacidade auditiva e surdez. [...]

        A diretora da Rádio Universidade, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Janete El Haouli, que desenvolveu sua tese de doutorado sobre as paisagens sonoras, defende um processo educativo para acabar com os ruídos indevidos. Ela explica que o conjunto de sons do ambiente podem ser entendidos como música e apreciados, mas é necessário o respeito ao direito de quem não deseja ouvi-los. “Há pessoas que querem escutar música, outras não. Mas sempre tendemos a respeitar aqueles que querem. Temos que ter consciência de que o ouvido não tem pálpebras, como afirmou um estudioso das paisagens sonoras, Murray Schafer”.

        [...]

Loriane Comeli. Jornal de Londrina, Londrina/Paraná, 16 dez. 2001. p. 5-A.

Fonte: Língua Portuguesa. Trabalhando com a linguagem. Givan Ferreira/Isabel C. Cordeiro/Maria Ap. Almeida Kaster/Mary Marques. 6ª série – 7º ano. 1ª edição – São Paulo – 2004. Quinteto Editorial. p. 156.

Entendendo a notícia:

01 – Quais são as principais consequências da poluição sonora para a saúde física e mental das pessoas, segundo o texto?

      A poluição sonora causa diversos prejuízos à saúde. No âmbito psicológico e comportamental, provoca irritação (apontada como um dos primeiros sintomas), estresse, falta de concentração e distúrbios do sono. No aspecto físico, o ruído excessivo pode desencadear dores de cabeça, alergias, problemas gástricos, alteração dos batimentos cardíacos, hipertensão e, no sistema auditivo, perda gradual da capacidade de ouvir até a surdez.

02 – O que Janete El Haouli propõe como solução para combater o problema dos ruídos indevidos? Explique sua proposta.

      A pesquisadora e diretora da Rádio Universidade (UEL) defende um processo educativo. Ela propõe o desenvolvimento da conscientização sobre o respeito ao direito do outro em não querer ouvir determinados sons. Para Janete, existe um desequilíbrio social em que se costuma priorizar a vontade de quem quer produzir ou escutar barulho em detrimento daqueles que preferem o silêncio, sendo necessário reverter essa lógica por meio da educação e do respeito mútuo.

03 – Explique o significado e o impacto da metáfora "o ouvido não tem pálpebras", atribuída a Murray Schafer no texto.

      A metáfora enfatiza a vulnerabilidade do sistema auditivo humano em relação ao meio ambiente. Diferentemente dos olhos, que possuem pálpebras que podemos fechar para bloquear a visão e nos proteger de estímulos visuais indesejados, os ouvidos permanecem constantemente abertos e expostos aos sons do entorno. Isso significa que não temos um mecanismo biológico para "desligar" a audição voluntariamente, tornando-nos reféns passivos do barulho e da poluição sonora ao nosso redor.

04 – Como o texto aborda a dualidade entre a percepção do som como arte/música e o som como ruído incômodo?

      O texto apresenta, por meio da fala de Janete El Haouli, a ideia de que o conjunto de sons do ambiente pode ser interpretado e apreciado como música. No entanto, a distinção entre som agradável e ruído incômodo depende da subjetividade e do consentimento individual: o que é prazeroso para uma pessoa pode ser invasivo para outra. A convivência harmônica exige reconhecer essa dualidade e entender que a apreciação sonora não deve ser imposta a quem prefere o silêncio.

05 – De que maneira o texto exemplifica a presença da poluição sonora no cotidiano das pessoas? Cite os exemplos mencionados.

      O texto mostra que a poluição sonora está difusa na rotina diária, manifestando-se tanto em espaços públicos e comerciais quanto no ambiente privado. Os exemplos citados no texto incluem a algazarra em bares, buzinas e alarmes de veículos, barulho de máquinas na construção civil, música alta vinda da casa de vizinhos e outros ruídos incômodos que ocorrem, inclusive, dentro da própria residência do indivíduo.

 

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