quarta-feira, 14 de outubro de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO: O QUE É O NAMORO - FRAGMENTO - MARTA SUPLICY - COM GABARITO

 Artigo de opinião: O que é o namoro – Fragmento

        Marta Suplicy

        O namoro é o primeiro passo para a vida afetiva a dois. Essa época pode ser muito boa, cheia de descobertas e emoções novas. Ao mesmo tempo, algumas vezes você poderá ter dificuldade em entender os seus sentimentos e as atitudes dos outros. Poderá se encantar por alguém e daí a alguns dias nem entender como isso aconteceu. É possível que você se envolva perdidamente com uma pessoa e algum tempo depois esteja profundamente apaixonado(a) pro outra.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiaNM7nw1R2ErWbyiMWyEekYAa5F9zYuqgMuuNLrSukn07VUVquhdHDm19vRqMZE4quTHdf2UzmOzjTd9nXcpoKfnPopfMLIthnVXuGNteZiuIzWHmWbIr5cXFCTDTGhLrjge5shCvtm_6pyv-YpRGFzOee8K6j3rtMLIaoy471OnFPyNTzR5sHE5RSc68/s1600/images.jpg


        Outras vezes, você inicia um namoro com tal envolvimento, que até os amigos e a turma são abandonados enquanto dura o romance. Não é que você seja irresponsável ou que essas paixões sejam maluquices. Elas fazem parte da adolescência. Também é natural que você se apaixone por alguém que nunca viu pessoalmente, ou que nunca prestou atenção em você.

        A intensidade dos sentimentos e a rapidez com que essas emoções se transformam dificilmente serão vividas na vida adulta. Como tudo na adolescência fica exagerado, só com o tempo você perceberá que fazem parte da vida algumas situações que parecem trágicas: levar um “fora” do namorado, ou um “não” da menina que o atrai, ou sobrar numa festa.

        Você não vai conquistar todas as pessoas que desejar e verá que isso não significa que você é melhor ou pior como ser humano.

        [...]

Marta Suplicy. Sexo para adolescentes. São Paulo, FTD, 1998. p. 90.

Fonte: Língua Portuguesa. Trabalhando com a linguagem. Givan Ferreira/Isabel C. Cordeiro/Maria Ap. Almeida Kaster/Mary Marques. 6ª série – 7º ano. 1ª edição – São Paulo – 2004. Quinteto Editorial. p. 79.

Entendendo o artigo:

01 – De acordo com o texto, de que maneira o namoro é conceituado e quais são os aspectos positivos e desafiadores dessa experiência?

      O namoro é conceituado pela autora como o primeiro passo para a vida afetiva a dois. O aspecto positivo dessa fase é que ela pode ser uma época muito boa, marcada por descobertas e emoções novas. Por outro lado, o lado desafiador reside na dificuldade que a pessoa pode ter para compreender os próprios sentimentos, lidar com a volatilidade das paixões e interpretar as atitudes do outro.

02 – A autora menciona condutas comuns na juventude, como a mudança rápida de paixões ou o afastamento dos amigos durante um relacionamento. Como ela avalia e justifica esses comportamentos?

      Marta Suplicy avalia que esses comportamentos não devem ser vistos como irresponsabilidade ou "maluquice". Ela os justifica esclarecendo que fazem parte do processo natural da adolescência, período no qual o jovem está aprendendo a se relacionar e lidando com emoções intensas e transformações afetuosas aceleradas.

03 – Qual é a principal diferença apresentada no texto entre a vivência das emoções na adolescência e na vida adulta?

      A principal diferença é a intensidade e a velocidade de transformação dos sentimentos. Na adolescência, tudo é vivido de forma exagerada e com rápida transição emocional, algo que dificilmente será experimentado com a mesma proporção ou dinamismo na fase adulta.

04 – O texto cita eventos como levar um "fora", receber um "não" ou "sobrar" em uma festa. Como a autora desconstrói o peso dramático dessas situações?

      A autora desconstrói o peso dramático ao explicar que, embora na adolescência essas rejeições pareçam situações trágicas devido ao exagero típico da idade, com o tempo compreende-se que elas fazem parte da vida. Ela reforça que não conquistar todas as pessoas desejadas é algo natural e não define o valor ou a qualidade de alguém como ser humano.

05 – Qual é a ideia central (tese) que a autora busca transmitir ao leitor adolescente sobre as frustrações amorosas e a construção da autoestima?

      A ideia central é a de que as frustrações e rejeições afetivas são inevitáveis e normais no aprendizado relacional. A autora busca mostrar ao adolescente que o insucesso em uma conquista amorosa não é um indicativo de inferioridade ou de incapacidade pessoal, devendo ser encarado com amadurecimento e sem abalar a autoestima.

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