sábado, 17 de outubro de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO: SAPOS, RÃS, PERERECAS E CIÊNCIA CIDADÃ - FRAGMENTO - JOÃO LACERDA - COM GABARITO

 Artigo de opinião: Sapos, rãs, pererecas e ciência cidadã – Fragmento

         João Lacerda

        Tem gente que tem paixão por flores, por selos, por passarinhos ou por… sapos! Sapos? Sim, por sapos. Ou melhor, por anfíbios em geral. Acontece com algumas pessoas que escolhem a biologia como profissão. Mas esse interesse pode acontecer também entre crianças. E essa curiosidade apaixonada pode resultar em bons projetos e em ciência cidadã! Já ouviu falar? Acompanhe esta história…

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEXpZTKvjUWP6-jHxGeir6oAroh3PsgrHUFrFgW94TnllWQBFQfP8PeO8-n0XEQnTLddPvZXTF9XjLL_e8DJ1RBC6egVAXFUOV6k0WL3FTc6DtVuwdGAWIeGtrUoxAVTk7-iBIQqja1ydy461WV4hMn3eqPoYzpoDBUxXcRWjvf6eucwEzL2J3yHc33bk/s320/images.jpg 


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        De repente, um toc-toc-toc à noite, perto do brejo, chama a atenção. “Quem bate?” Na verdade, a pergunta deveria ser: “quem coaxa?”, porque o som é típico da perereca-martelo. Na sequência, ouve-se um “fiu-fiu-fiu”. Seria um passarinho caído da árvore? Que nada! É a rãzinha-assobiadora, que não se contém de alegria depois de um banho de chuva.

        Os anfíbios têm cantos característicos para diferentes situações – reprodução, defesa, ataque, alimentação… E cada espécie possui um coaxo exclusivo, só dela! Por isso, especialistas em anfíbios conseguem saber quem está coaxando com alguma facilidade.

        Mas nem só de encantamento com coaxos vivem esses profissionais. Diversos estudos na área demonstram que, sem os anfíbios, nossas casas, quintais e plantações teriam muito mais formigas, mosquitos, aranhas e escorpiões. Isso porque esses animais são a base da alimentação de sapos, rãs e pererecas, isto é, dos anfíbios.

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Habilidade EF69LP54.

LACERDA, João V.; GUILARDI-LOPES, Natalia P. Sapos, rãs, pererecas e ciência cidadã. Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, nº 353, abr. 2024. Disponível em: https://chc.org.br/artigo/sapos-ras-pererecas-e-ciencia-citada/. Acesso em: 26 maio 2026.

Fonte: Mapas de Progresso. Língua Portuguesa: 7º ano. Ensino Fundamental. Anos Finais. 3º bimestre. SEDUC. Rio de Janeiro, 2026. p. 04.

Entendendo o artigo:

01 – Segundo o texto, o interesse apaixonado por anfíbios pode surgir em quais perfis de pessoas e qual impacto positivo essa curiosidade pode gerar?

      O interesse por anfíbios pode surgir em pessoas que escolhem a biologia como profissão, mas também em crianças. Essa curiosidade apaixonada é capaz de resultar no desenvolvimento de bons projetos e no fortalecimento da ciência cidadã.

02 – O texto descreve os sons "toc-toc-toc" e "fiu-fiu-fiu" ouvidos perto do brejo. A quais animais o autor atribui esses barulhos e como eles são produzidos?

      O som "toc-toc-toc" é atribuído à perereca-martelo (que coaxa com esse som característico). Já o som "fiu-fiu-fiu" pertence à rãzinha-assobiadora, que emite esse canto de alegria após tomar um banho de chuva.

03 – Por qual motivo os especialistas em anfíbios conseguem identificar com facilidade qual animal está coaxando em determinado local?

      Eles conseguem identificar os animais porque cada espécie de anfíbio possui um coaxo exclusivo e característico para diferentes situações cotidianas, como reprodução, defesa, ataque e alimentação.

04 – Qual é a importância ecológica e prática dos sapos, rãs e pererecas para o cotidiano humano (casas, quintais e plantações), segundo os estudos citados no texto?

      Os anfíbios desempenham um papel fundamental no controle biológico de pragas e pequenos invertebrados, pois formigas, mosquitos, aranhas e escorpiões formam a base de sua alimentação. Sem eles, haveria um aumento excessivo desses insetos e aracnídeos nesses ambientes.

05 – O título do texto une dois conceitos: os anfíbios ("Sapos, rãs, pererecas") e a "ciência cidadã". Com base na introdução, como esses dois temas se relacionam no artigo?

      Eles se relacionam no fato de que o interesse e a curiosidade do público geral (incluindo crianças e não cientistas) por anfíbios podem ser canalizados para ajudar na coleta de dados, na observação da natureza e na preservação da biodiversidade, transformando o encantamento popular em colaboração direta com a pesquisa científica (ciência cidadã).

 

 

 

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