Miniconto: Um tronco no meio do caminho
Rosana Rios
Um tronco no caminho pode revelar
muitas coisas... Nessa história, mostra, de maneira anedótica, a força e a
esperteza que muitos bichos acham que têm. Onça, anta, paca, tatu, cutia e esquilo,
mesmo vendo os outros animais já presos debaixo do tronco, insistem em vencer o
obstáculo em seu caminho de um jeito pouco inteligente e já demonstrado
ineficaz. É a esperteza de uma minúscula formiga que resolve a questão nessa
divertida história cumulativa que convida os pequenos leitores a pensar antes
de tomar decisões.
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMKyK4CQgDNZLEuVQ0yx-JzxfWwg6gAk45JKFcm-EViCHyCJ-KmDo4AeWM2X2eZgCJ4GFAdapmKz0h5VWqZb_4TrcV9BsFMZJUslRtzvqKd7Q6mQpsk45sM-5vMS9sAFFpg8uSAnlvZ5nYSnLEC0JoiTo0UivZxMV94uMehkhEeui12YkU24avf3W5JQE/s320/images.jpg Era uma vez lá na floresta.
A onça foi beber água no rio. E viu um
tronco de árvore caído no meio do caminho.
-- Sai da frente, tronco! – disse a
onça.
O
tronco nem se mexeu.
A onça se achava muito forte: entrou
num vão e empurrou o tronco.
Mas ficou presa debaixo dele.
Miou de zanga e rosnou de raiva; não
adiantou nada, porque troncos nem ligam para onças zangadas.
A anta foi beber água. Viu um tronco,
com a onça embaixo, caído no meio do caminho.
-- Sai da minha frente, tronco! – disse
a anta.
O tronco nem se mexeu.
A anta quis mostrar à onça que era mais
forte que ela.
Entrou no vão e empurrou a onça, que
empurrou o tronco.
E a anta ficou presa junto com a onça,
debaixo do tronco.
A cutia foi beber água. E viu um
tronco, com a onça embaixo, com a anta junto, com a paca espremida ao lado, com
o tatu entalado, caído no meio do caminho.
-- Sai da minha gente, tronco! – disse
a cutia.
O tronco nem se mexeu.
A cutia era esperta.
Entrou no vão e empurrou o tatu, que
empurrou a paca, que empurrou a anta, que empurrou a onça, que empurrou o tronco.
E a cutia ficou presa com o tatu,
entalado com a paca, espremida ao lado da anta, junto com a onça, debaixo do
tronco.
Habilidade EF06LP04.
RIOS, Rosana. Um tronco
no meio do caminho. Curitiba: Positivo, 2010. p. 4-7.
Fonte: Mapas de
Progresso. Língua Portuguesa: 6º ano. Ensino Fundamental. Anos Finais. 3º
bimestre. SEDUC. Rio de Janeiro, 2026. p. 5/6.
Entendendo o miniconto:
01
– Qual é o objetivo inicial comum a todos os animais da história ao se
depararem com o tronco?
Todos os animais estavam a
caminho do rio com o objetivo de beber água quando encontraram o tronco de
árvore caído no meio do caminho.
02
– Como a atitude dos animais maiores (como a onça e a anta) demonstra a sua
ingenuidade diante do obstáculo?
A onça e a anta agem com presunção e falta de raciocínio
lógico: primeiramente, ordenam que o tronco (um objeto inanimado) saia do
caminho; em seguida, tentam usar a força bruta para empurrá-lo, ignorando o
fracasso dos animais que tentaram antes e acabando presas também.
03
– Por que a tentativa da anta em demonstrar ser mais forte do que a onça acabou
falhando?
A anta tentou
provar sua superioridade em força entrando no vão e empurrando a onça para que
esta empurrasse o tronco. O método se mostrou ineficaz porque apenas somou mais
um corpo sob a madeira, fazendo com que a anta ficasse presa junto com a onça.
04
– Segundo a introdução do texto, qual é a estrutura narrativa utilizada pela
autora e qual lição ela transmite aos leitores?
Trata-se de uma
história cumulativa com tom anedótico. A narrativa transmite a lição de que é
fundamental pensar antes de agir ou tomar decisões, mostrando que a força bruta
e o orgulho costumam ser ineficazes quando comparados à verdadeira
inteligência.
05
– Quais animais aparecem na sequência contada na história até a tentativa da
cutia?
Os animais
citados no desenrolar da narrativa são a onça, a anta, a paca, o tatu e a cutia
(além da menção na introdução ao esquilo e à formiga).
06
– De acordo com a introdução do texto, de que forma o problema do tronco no
caminho é finalmente resolvido?
O problema é
resolvido pela esperteza de uma minúscula formiga, que se diferencia dos
grandes animais por não tentar usar a força bruta e sim agir de maneira inteligente.
07
– Como a repetição das ações dos animais cria o efeito cumulativo na narrativa?
O efeito
cumulativo é construído à medida que cada novo animal repete o mesmo padrão de
conduta (dar uma ordem ao tronco e empurrar o bicho anterior), gerando uma
reação em cadeia em que todos se empurram em fila e terminam igualmente presos
debaixo do tronco.
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