sexta-feira, 24 de julho de 2026

AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA - SEDUC/MT - QUIZ - 6º ANO EF - 2º BIMESTRE - COM GABARITO

 LÍNGUA PORTUGUESA SEDUC/MT-2026- 6º EF -2º BIMESTRE  QUIZ

 


Questão 01  

Leia o texto.

 

PLUFT: Mamãe!

MÃE: O que é, Pluft?

PLUFT: (Sempre com a boneca de pano) Mamãe, gente existe?

MÃE: Claro, Pluft. Claro que gente existe.

PLUFT: Mamãe, tenho tanto medo de gente! (Larga a boneca.)

MACHADO, Maria Clara. Pluft, o fantasminha.

Ilustração Marcus Moraes. 15. ed. Rio de. Janeiro: Nova Fronteira, 2018.

Considerando o contexto e mantendo o sentido, a palavra "medo", em destaque no texto, pode ser substituída por

a.   "raiva".

b.   "pavor".

c.   "angústia".

d.   "melancolia".

Questão 02 

Leia o texto.

 

Vento – Deixem-me dormir, criaturas desagradáveis.

Pedro – Quem é criatura desagradável?

Maria – Acho que somos nós.

Pedro (brincalhão, levantando a voz) – Os incomodados que se mudem.

Vento (furioso) – O quê?

Pedro (provocador) – Disse: os incomodados que se mudem.

Vento – Olhem aqui, pirralhos, ou vocês me deixam dormir em paz ou...

Pedro – Ou o quê? Aqui por acaso é propriedade sua?

Maria – Pedro, não provoca.

Pedro – A praia é pública, a rua é pública, o espaço é público, a atmosfera é pública...

Maria – A estratosfera é pública... [...]

Vento – Vocês querem não é?

(Dá uma lufada de sopro sobre os meninos, que caem no chão [...])

MACHADO, Maria Clara. A menina e o vento. In: A menina e o vento e outras peças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

No trecho, o uso da palavra em destaque apresenta um prefixo que indica

a.   intensificação.

b.   afirmação.

c.   negação.

d.   exceção.

Questão 03 

Leia o texto.
 

Alguém andava assaltando nosso galinheiro. A cada dia sumia uma galinha. Quem faria isso, estando a casa cercada por paredes de imensos edifícios? Não havia muro para saltar. Nem grades para pular. E na casa só morávamos eu, meus pais, tio Clarimundo e Noca, a velha empregada. Um enigma muito enigmático, sim. Sherlock Holmes chegou e hospedou-se no quarto dos fundos. Ele, seu boné xadrez, seu cachimbo, lógico, e mais logicamente sua lupa, que aumentava tudo. [...]

Por fim, restou apenas uma galinha.

À hora do almoço o famoso detetive, sentindo-se velho e fracassado, sofreu uma crise, chorando na frente de todos. Nós nos comovemos muito com a situação. Um homem daqueles derramar lágrimas... Noca, então, deu um passo à frente e confessou:

— Eu que roubava as galinhas. Dava às famílias pobres duma favela.

Sherlock enxugou imediatamente as lágrimas na manga do paletó.

— Já sabia. Fingi chorar para que ela confessasse.

— Então desconfiava de Noca? — perguntou tio Clarimundo.

— Encontrei penas de galinha no quarto dela. Elementar, Clarimundo. [...]

REY, Marcos. In: PRIETO, Heloísa (Org.). Vice-Versa ao Contrário: histórias clássicas recontadas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.

 

Pelas ações descritas e pelas escolhas de palavras do narrador, Sherlock Holmes parece um(a)

a.   versão modernizada do detetive, adaptada à realidade brasileira.

b.   mestre da dedução, que utiliza métodos científicos para solucionar o caso.

c.   detetive abatido pela idade e marcado pelo fracasso, porém ainda dedutivo.

d.   representação fiel do detetive, com suas habilidades clássicas de observação.

Questão 04  

Leia o texto.

 

O grupo dos Karas estava completo. Haviam sido convocados pelo K desenhado na mão esquerda de Miguel, o sinal de emergência máxima.

Crânio tirou sua famosa gaitinha do bolso e ficou passando-a pelos lábios, sem soprar, lentamente.

Calú quebrou o silêncio, sem se preocupar com o tom de voz, pois o forro do vestiário era bem espesso e não deixava vazar nenhum som:

 — O que houve, Miguel?

Com os olhos nas cópias de jornal, ainda sentado como um sacerdote budista, Miguel falou pausadamente:

— É uma emergência máxima. Está na hora de os Karas...

Um ruído veio do alçapão. Por um décimo de segundo, os Karas se entreolharam. O grupo estava completo. Quem estaria invadindo o esconderijo?

BANDEIRA, Pedro. A droga da obediência. São Paulo: Moderna, 2014.

No trecho, nota-se que o grupo estava em um local secreto a partir das escolhas lexicais, como em

a.   “Haviam sido convocados pelo K desenhado na mão esquerda de Miguel, o sinal de emergência máxima.”

b.   “Crânio tirou sua famosa gaitinha do bolso e ficou passando-a pelos lábios [...].”

c.   “Calú quebrou o silêncio, sem se preocupar com o tom de voz [...].”

d.   “Um ruído veio do alçapão. [...] Quem estaria invadindo o esconderijo?”

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