sexta-feira, 24 de julho de 2026

AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA - 8º ANO EF 2º BIMESTRE - QUIZ - COM GABARITO

 LÍNGUA PORTUGUESA SEDUC/MT-2026- 8º EF -2º BIMESTRE  QUIZ

Questão 01
 


Leia o texto.

 

NORA (meigamente): Pobre Kristina, você ficou viúva.
SENHORA LINDE: Há três anos...
NORA: Soube pelos jornais. Oh! Kristina, acredite que muitas vezes pensei em lhe escrever naquela ocasião... mas sempre alguma coisa me impedia e eu adiava a...
SENHORA LINDE: Compreendo bem isso, cara Nora.
NORA: Não, Kristina; foi horrível de minha parte. Pobre amiga, como você deve ter sofrido. Ele lhe deixou com que viver?
SENHORA LINDE: Não.
NORA: E filhos?
SENHORA LINDE: Também não.
NORA: Absolutamente nada, então?
SENHORA LINDE: Nem mesmo uma dessas saudades de partir coração.
NORA (olhando-a incrédula): Ah, Kristina, isso não pode ser verdade!
SENHORA LINDE (sorrindo amargamente e passando-lhe a mão pelos cabelos): Algumas vezes acontece, minha Nora.
NORA: Sozinha no mundo. Como deve ter sido difícil! Eu tenho três lindas crianças. Por enquanto não posso mostrá-Ias a você; saíram com a babá. Mas conte-me agora...

IBSEN, Henrik. Casa de bonecas. Mairiporã: Veredas, 2009.

 

No texto, são apresentadas diferentes formas de discurso. Quais recursos são utilizados para expressar essas formas?

a.   O uso do discurso direto predomina, evidenciado pela reprodução literal das falas das personagens, criando uma interação natural e dramática.

b.   O discurso indireto livre é utilizado por Nora para revelar seus pensamentos internos sobre Kristina, enquanto o narrador organiza o diálogo.

c.   O texto utiliza exclusivamente discurso indireto, pois todas as falas são interpretadas pelo narrador em vez de reproduzidas literalmente.

d.   O discurso indireto é usado nas falas de Nora, já que ela apresenta suas opiniões sobre Kristina de forma mediada pelo narrador.

Questão 02

Leia o texto.

 

— Porque para o homem o clima 'certo' é um só: o da liberdade. Só nesse clima o homem se sente feliz e prospera harmoniosamente. Quando muda o clima e a liberdade desaparece, vem a tristeza, a aflição, o desespero e a decadência. Como dou a vocês a máxima liberdade, todos vivem no maior contentamento, a inventar e realizar tremendas aventuras. Mas se eu fosse uma avó má, das que amarram os netos com os cordéis do 'não pode' — não pode isto, não pode aquilo, sem dar as razões do 'não pode' — vocês viveriam tristes e amarelos, ou jururus, que é como ficam as criaturas sem liberdade de movimentos e sem o direito de dizer o que sentem e pensam. A Grécia, meus filhos, foi o Sítio do Pica-pau Amarelo da antiguidade, foi a terra da Imaginação às soltas. Por isso floresceu como um pé de ipê. A arquitetura e a escultura chegaram a um ponto que até hoje nos espanta. O pensamento enriqueceu-se das mais belas ideias que o mundo conhece — e deu flores raríssimas, como a sabedoria de Sócrates e Platão...".

LOBATO, Monteiro. Minotauro. Cotia: Pé da Letras, 2019.

Dona Benta dialoga com as crianças e faz referência a um período histórico e cultural da humanidade, estabelecendo uma relação intertextual. Como essa relação é estabelecida no texto?

a.   A narrativa sugere que a Grécia Antiga era um lugar onde a vida cotidiana era simples e sem preocupações.

b.   O texto mostra que a liberdade é desnecessária para a imaginação e a criação, sendo a disciplina mais importante.

c.   A narrativa apresenta a Grécia Antiga como um lugar de aventuras infantis, similar às brincadeiras das crianças no sítio.

d.   O texto compara o Sítio do Picapau Amarelo à Grécia Antiga, destacando a liberdade como essencial para o desenvolvimento humano.

Questão 03

Leia o poema.

 

Maresia

Brisa na restinga
traz maresia
a onda respinga
a gota suspira
o ar que se inspira.

Nariz abre a asa
narina é casa
de aroma morar.

É o lar que inspira
é o mar que respira.


 MACHADO, Ana Maria. Maresia. Disponível em: https://institutoinfantojuvenil.com.br/. Acesso em: 22 nov. 2024.

 No poema “Maresia”, de Ana Maria Machado, aparecem palavras derivadas, como “maresia” e “narina”, que se formam a partir de palavras primitivas. Sobre a relação entre as palavras derivadas e suas palavras primitivas,

a.   “maresia” é derivada de “mar” por derivação prefixal, enquanto “narina” é formada a partir de “nariz” por aglutinação.

b.   “maresia” é derivada de “mar” por derivação sufixal, enquanto “narina” é formada a partir de “nariz” por derivação sufixal.

c.   “maresia” é derivada de “mar” por derivação sufixal, enquanto “narina” é formada a partir de “nariz” por derivação prefixal.

d.   “maresia” é derivada de “mar” por derivação prefixal, enquanto “narina” é formada por justaposição de dois elementos.

 

Questão 04

Leia o texto.

 

(Entram DEMÉTRIO e HELENA, correndo)

HELENA: Fique, Demétrio, mesmo que eu morra!
DEMÉTRIO: Estou mandando que pare de me seguir.
HELENA: Você vai me deixar? Não faça isso!
DEMÉTRIO: O risco é seu; não diga que não avisei.
HELENA: Oh, quanto mais eu corro, mais eu me canso,
Quanto mais eu peço, menos eu consigo!
Hérmia é feliz, onde quer que esteja,
Com seu belo olhar que causa inveja.
Por que os olhos dela brilham tanto?
Os meus nunca tiveram esse encanto.
Não, não, na verdade devo ser um urso,
Pois até até os animais fogem de mim com medo;
Não é de se admirar que Demétrio fuja também,
Como se eu fosse uma coruja feia.
Que espelho estranho, deformado e ruim,
Ousou me comparar com Hérmia assim?

SHAKESPEARE, William. Sonho de uma noite de verão. Florianópolis: Editora da UFSC, 2016.

 

Em Sonho de uma Noite de Verão, as falas dos personagens mostram características da linguagem falada do dia a dia, que ajudam a mostrar as emoções e o comportamento dos personagens. Sobre o uso dessas características,

a.   as repetições e as perguntas, como “Você vai me deixar?” e “Por que os olhos dela brilham tanto?”, mostram que Helena está insegura e quer a aprovação de Demétrio.

b.   a repetição de “quanto mais” no discurso de Helena não é uma característica da fala do dia a dia, mas sim uma forma de falar mais formal.

c.   as repetições e o ritmo das falas de Helena mostram que ela fala de forma muito formal e poética, diferentemente da fala comum.

d. Helena fala de forma muito racional e equilibrada, diferentemente de Demétrio, que é mais emocional

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