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sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

POEMA: SATÉLITE - MANUEL BANDEIRA - COM GABARITO

 Poema: Satélite

           Manuel Bandeira

Fim de tarde.
No céu plúmbeo
A Lua baça
Paira
Muito cosmograficamente
Satélite.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9aFbwL12HWLOCdy11r8WbRKotOTllUdP-EslrRYVnoJMYAAEn9Rp2S5AYs2FRebmIG8XzvcilEw68wJYRMdds4P6OnLwfiZqv1caomVSCiw4-bLMrYcwLZySLoNVm9gs6FdCKz2cmX177u0tfFs6gE7HJManN0wF70vkLRjcOsjQqywXibTWZIW-lrOc/s320/lua-1024x566.png



Desmetaforizada,
Desmitificada,
Despojada do velho segredo de melancolia,
Não é agora o golfão de cismas,
O astro dos loucos e dos enamorados.
Mas tão-somente
Satélite.

Ah Lua deste fim de tarde,
Demissionária de atribuições românticas,
Sem show para as disponibilidades sentimentais!

Fatigado de mais-valia,
Gosto de ti assim:
Coisa em si,
— Satélite.

BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. 2. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1970. p. 232.

Fonte: livro Português: Língua e Cultura – Carlos Alberto Faraco – vol. único – Ensino Médio – 1ª edição – Base Editora – Curitiba, 2003. p. 100-101.

Entendendo o poema:

01 – Qual a principal mudança na percepção da Lua que o poema apresenta?

      A principal mudança é a desmistificação da Lua. O poema a transforma de um objeto de idealização e romantismo, associado a sentimentos como melancolia e amor, para um simples satélite, um corpo celeste com uma função astronômica específica.

02 – Que elementos são utilizados para desconstruir a imagem tradicional da Lua?

      O poema utiliza elementos como "cosmograficamente", "desmetaforizada", "desmitificada" e "despojada do velho segredo de melancolia" para desconstruir a imagem tradicional da Lua. Essas expressões científicas e objetivas contrapõem-se à linguagem poética e emotiva comumente associada à Lua.

03 – Qual a relação entre o eu lírico e a Lua no poema?

      O eu lírico demonstra um certo fascínio pela nova percepção da Lua. Ele expressa satisfação em ver a Lua destituída de suas atribuições românticas, preferindo uma visão mais objetiva e racional do astro.

04 – Que tipo de sentimento o eu lírico expressa em relação à Lua no final do poema?

      No final do poema, o eu lírico expressa um sentimento de satisfação e alívio. Ele se sente "fatigado de mais-valia" e aprecia a Lua em sua simplicidade, como uma "coisa em si".

05 – Qual a importância do título "Satélite" para a compreensão do poema?

      O título "Satélite" resume a nova percepção da Lua apresentada no poema. Ele destaca a função astronômica da Lua, desvinculando-a de qualquer significado simbólico ou emocional. O título é curto e direto, refletindo a objetividade e a simplicidade da nova visão do eu lírico.

 

 

domingo, 17 de julho de 2022

ARTIGO: E SE A LUA NÃO EXISTISSE MAIS? NAELTON DE ARAÚJO - COM GABARITO

 Artigo: E se a Lua não existisse mais?

   Por Naelton de Araújo – Astrônomo da Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro

        A Máquina do Tempo (2002), Oblivion (2013) e Espaço: 1999 (1975) são três filmes de ficção científica que têm algo em comum: nas histórias, a Lua é destruída ou tirada de órbita. O que mudaria se isso acontecesse de fato? E se a Lua nunca tivesse existido? Como seriam as coisas por aqui?

        O diâmetro da Terra é pouco mais que quatro vezes o diâmetro da Lua. Confrontada com um mapa terrestre, a silhueta da Lua cobre facilmente a Austrália ou a Europa. Considerando os demais planetas do Sistema Solar, que possuem satélites, a Lua é muito grande comparada com o planeta que orbita. Já foi sugerido que o conjunto Terra-Lua seria um planeta duplo, tanto pela relação de tamanhos quanto à distância entre os astros.

        Esta particularidade do sistema Terra-Lua faz com que a força gravitacional entre os astros seja tremenda. A influência mais notável pode ser facilmente visualizada pelas marés. A massa lunar também influencia o eixo de rotação da Terra. Sem a Lua as marés seriam irregulares e as estações do ano variariam abruptamente. Isso tudo causaria grandes problemas para os habitantes da Terra.

        Outra função que Lua exerce naturalmente é servir de escudo para nós. Muitos pequenos corpos celestes colidem com nosso satélite em vez de nos atingirem. Sem a Lua qualquer corpo que passasse suficientemente perto seguiria direto para o nosso planeta.

        Daí concluímos que, se a Lua não existisse para regular ciclos de marés e estações climáticas, talvez a vida como conhecemos nem teria se desenvolvido na Terra. Se nosso satélite de repente sumisse, haveria terremotos, ameaças de meteoritos, tsunamis e perturbações climáticas enormes. Uma coisa é certa: os observadores de estrelas gostariam de não ter aquelas noites de Lua cheia no céu ofuscando objetos menos brilhantes, como nebulosas e galáxias. Por outro lado os românticos teriam menos uma beleza no céu para cantar:

“Poetas, Poetas, seresteiros, namorados, correi

É chegada a hora de escrever e cantar

Talvez as derradeiras noites de luar” (“Lunik 9” por Gilberto Gil, 1967).

Publicado: em 22 jul. 2014. Disponível em: http://www.planetariodorio.com.br/index.php/component/k2/item/3404-e-se-a-lua-n%C3%A3o-existisse-mais??Itemid=290. Acesso em: 9 fev. 2015.

Fonte: Livro Língua Portuguesa – Singular & Plural – 7° ano – Laura de Figueiredo – 2ª edição. São Paulo, 2015 – Moderna. p. 255-6.

Entendendo o artigo:

01 – Considerando o título do artigo, do que você acha que tratará a matéria da revista?

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: A matéria explicará o que os cientistas acreditam que aconteceria se a Lua não existisse mais.

02 – Escreva no caderno uma frase que poderia responder à pergunta do título.

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Haveria mais meteoros atingindo a Terra, catástrofes e alterações grandes no clima.

03 – Que tempo verbal você utilizou em sua resposta? Por quê?

      O futuro do pretérito, porque ele indica uma ação que ocorreria no futuro caso uma condição fosse cumprida.     

04 – Leia agora esta pergunta: “E se a Lua não existir mais?”.

I – O que mudou da pergunta original para essa, em termos de tempos verbais?

      No original, o verbo existir estava flexionado no pretérito imperfeito do subjuntivo; agora, está flexionado no futuro do subjuntivo.

II – E o que mudou em termos de significado?

      Antes, o tempo indicava uma hipótese no presente (em um “universo paralelo” da ficção científica, por exemplo). Agora, indica uma hipótese no futuro.

III – Escreva no caderno outra frase para responder a essa nova pergunta.

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Haverá mais meteoros atingindo a Terra, catástrofes e alterações grandes no clima.

IV – Qual tempo verbal você utilizou dessa vez? Por quê?

      O futuro do presente, porque ele acompanha o futuro do subjuntivo.

 

quarta-feira, 5 de março de 2025

MÚSICA(ATIVIDADES): A TELEVISÃO - CHICO BUARQUE - COM GABARITO

 Música (Atividades): A Televisão

             Chico Buarque

O homem da rua
Fica só por teimosia
Não encontra companhia
Mas pra casa não vai não
Em casa a roda já mudou
Que a moda muda
A roda é triste
A roda é muda
Em volta lá da televisão...

FONTE: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglGbVtCwaX1I4cK2vjjnlN1RUJxhJ74EPsUQcUNmG__0WBqY8GFeezL4ggU1WQht4mb_EF9sHpX9PGJurDA701q_N5yLdxj_6L4mdJgS2FbiypbCvzH5E4LIFhk9D7nGoCQxr8zPWs1xCwGW-a6LMkekcvhIRPbsyUjfI9gHfmg4KfA_mNBgu-MsIlAbg/s1600/Televis%C3%A3o_tit%C3%A3s.jpg


No céu a lua
Surge grande e muito prosa
Dá uma volta graciosa
Pra chamar as atenções
O homem da rua
Que da lua está distante
Por ser nego bem falante
Fala só com seus botões...

O homem da rua
Com seu tamborim calado
Já pode esperar sentado
Sua escola não vem não
A sua gente
Está aprendendo humildemente
Um batuque diferente
Que vem lá da televisão...

No céu a lua
Que não estava no programa
Cheia e nua, chega e chama
Pra mostrar evoluções
O homem da rua
Não percebe o seu chamego
E por falta doutro nego
Samba só com seus botões...

Os namorados
Já dispensam seu namoro
Quem quer riso
Quem quer choro
Não faz mais esforço não
E a própria vida
Ainda vai sentar sentida
Vendo a vida mais vivida
Que vem lá da televisão...

O homem da rua
Por ser nego conformado
Deixa a lua ali de lado
E vai ligar os seus botões
No céu a lua
Encabulada e já minguando
Numa nuvem se ocultando
Vai de volta pros sertões...

Composição: Chico Buarque. A televisão. In: Chico Buarque – Letra e Música. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p. 52. A música, interpretada pelo autor, encontra-se na faixa 3, lado 2, do disco Chico Buarque de Holanda. V. 2, da RGE, de 1967.

Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. 5ª série – 17ª ed. 3ª impressão – São Paulo – Editora Ática – 2003. p. 194.

Entendendo a música:

01 – O que o homem da rua faz por teimosia, segundo a música?

      O homem da rua fica só por teimosia e não encontra companhia, mas não vai para casa.

02 – Como a roda em casa é descrita na música?

      Em casa, a roda já mudou, que a moda muda; a roda é triste e muda em volta da televisão.

03 – Como a lua no céu é apresentada na música?

      A lua surge grande e graciosa no céu, dando uma volta para chamar a atenção.

04 – O que o homem da rua faz quando a lua aparece, conforme a música?

      O homem da rua, estando distante da lua, fala só com seus botões.

05 – Por que o homem da rua pode esperar sentado com seu tamborim calado?

      Porque sua escola não vem mais, e sua gente está aprendendo um batuque diferente que vem da televisão.

06 – Como a televisão afeta os namorados, de acordo com a música?

      Os namorados já dispensam seu namoro, e quem quer riso ou choro não faz mais esforço, preferindo a televisão.

07 – O que a lua faz no final da música e como o homem da rua reage?

      A lua, encabulada e minguando, se oculta numa nuvem e volta para os sertões, enquanto o homem da rua conformado, vai ligar seus botões.

 

 

quinta-feira, 24 de maio de 2018

LENDA: O SOL E A LUA - DANIELE KUSS - COM GABARITO

Lenda: O SOL E A LUA

   O Sol tinha acabado de passar um pouco de curare em suas flechas e guardava e zarabatana bem à mão, pronto para atirar das árvores, prestando atenção ao menor movimento das folhas. De repente, ouviu uma gargalhada que o fez voltar-se. Sem perceber, acabara de passar por um garoto que estava sentado ao pé de uma árvore com dois magníficos papagaios.
       O Sol se deteve e resolveu descansar um pouco junto deles. Nem viu o tempo passar, e, quando se deu conta, o dia já estava acabando. Não conseguia sair de perto dos dois papagaios que tanto o divertiam.
         Assim, propôs ao menino levar os dois papagaios em troca de seu calar de plumas. O garoto estava muito preocupado com sua aparência, pois acabara de completar dez anos. Agora já poderia pintar o corpo com urucum e jenipapo. Seus cabelos acabavam de ser cortados, e, quando crescessem de novo ele teria direito de prendê-los ou fazer tranças. Seria um rapazinho...
         Já tinha as maçãs do rosto pintadas.  Imaginava-se entrando na aldeia com aquele cocar de plumas. Aceitou com alegria o oferecimento do Sol e lá se foi, dançando, em direção à aldeia.
         O Sol também estava com pressa, louco para mostrar a seu amigo Lua os dois papagaios.  O amigo ficou maravilhado com a beleza e plumagem dos pássaros e se divertiu muito com as palavras engraçadas que eles diziam. Assim, resolveu adotar um deles.
         Escolheu o verde de cabeça amarela e o deixou colocar em sua oca, empoleirado num pedaço de pau que enfiou no chão.
         O Sol também fez um poleiro para seu papagaio e o alimentou com grãos e sementes de todo tipo.
         Na manhã seguinte, os amigos Lua e Sol foram pescar levaram o arco e a flecha, e também arpões, para o caso de encontrarem pirarucu, que era o seu peixe favorito, mas dificílimo de pegar. Ao anoitecer, voltando para casa, estavam muitos cansados e não tiveram forças para preparar os peixes que haviam pescado. Deitaram-se nas esteiras e logo dormiram.
         Os papagaios pareciam triste por vê-los assim, e naquela noite ficaram em silêncio. Nos dias que se seguiram, o Sol e seu companheiro Lua não conseguiam entender por que os papagaios estavam tão tristes. Quando os pegavam nas mãos para que se empoleirassem nos dedos, tentando ensiná-los a falar, os pássaros pareciam não mais se divertir.
         Mas um dia, ao voltarem da caça, tiveram uma dupla surpresa. Primeiro, os papagaios foram ao encontro deles, falando como nunca. Saltitavam de um ombro para outro, como se quisessem cantar e dançar. Dentro da oca, uma surpresa ainda maior os aguardavam: junto ao fogo havia duas grandes vasilhas com cassaripe fumegante! Quem teria preparado a comida? Eles se sentaram, comeram todo o delicioso pirão e se deitaram. Mas não conseguiam dormir. Que mistério! Os papagaios os olhavam com um ar divertido. Se pudessem falar, será que podiam contar o que havia acontecido?
         No dia seguinte, quando foram caçar, os dois tinham a cabeça cheia de perguntas sem respostas. Enquanto isso, na oca, acontecia uma cena estranha.
         Os dois papagaios se transformaram pouco a pouco em duas moças encantadoras, de cabelos longos, pretos e brilhantes como a noite sob a chuva. Quando a metamorfose se completou, uma delas se escondeu perto da porta para ver quando os dois amigos voltavam, enquanto a outra preparava a refeição.
         -- Depressa, não temos muito tempo! Hoje eles disseram que chegariam mais cedo. Temos que acabar antes que voltem. Quando chegam da caça, eles vêm tão cansados!
         E que surpresa tiveram os dois mais uma vez! Resolveram que, no dia seguinte, voltariam mais cedo e entrariam escondidos pelos fundos. Dito e feito: deslumbrados com a beleza das duas moças, apaixonaram-se por elas e suplicaram que nunca mais se transformassem em papagaios de novo. Fizeram uma grande festa para celebrar os casamentos. Mas a casa havia ficado pequena demais para quatro pessoas, e por isso decidiram se revezar para ocupá-la. O Sol e a mulher escolheram o dia. Lua aceitou a noite. É por isso que nunca vemos o Sol e a Lua ao mesmo tempo no céu.    

KUSS, Daniele. A Amazônia, mitos e lendas.
  Tradução Ana Maria Machado. São Paulo: Ática, 1995. p.12.    

Entendendo a lenda:

01 – Qual o significado do título?
      Era o nome de dois amigos índios.

02 – O Sol estava caçando, e o que ele ouviu dentro da mata?
      Uma gargalhada que fez ele voltar.

03 – O que ele encontrou?
      Encontrou um garoto e dois papagaios.

04 – O Sol ofereceu um colar de plumas em troca dos papagaios, o garoto aceitou, por quê?
      Porque ele já tinha 12 anos, já podia pintar o corpo, e com o colar ficaria bem melhor.

05 – Qual era alimentação oferecida aos papagaios?
      Era alimentados com grãos e sementes de todo tipo.

06 – O Sol e a Lua, saíram pra caçar, e quando chegaram tiveram duas surpresas, quais são?
·        Primeiro, os papagaios foram ao encontro deles, falando como nunca. Saltitavam de um ombro para outro, como se quisessem cantar e dançar.
·        Segundo, dentro da oca encontraram junto ao fogo duas grandes vasilhas com cassaripe fumegante.

07 – Qual é a cena estranha que aconteceu dentro da oca?
      Os dois papagaios se transformaram pouco a pouco em duas moças encantadoras, de cabelos longos, pretos e brilhantes como a noite sob a chuva.

08 – Quando o Sol e a Lua chegaram na oca, encontraram uma nova surpresa, o que era?
      Eles ficaram deslumbrados com a beleza das duas moças, apaixonaram-se por elas e suplicaram que nunca mais se transformassem em papagaios de novo.

09 – Como a casa tinha ficado pequena para quatro pessoas, qual foi o acordo feito entre eles?
      Que o Sol e a mulher escolheram o dia. E a Lua com a mulher ficariam com a noite.

10 – Por causa do acordo feito entre eles, o que aconteceu?
      Por isso que nunca vemos o Sol e a Lua ao mesmo tempo no céu.
      

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

FILME(ATIVIDADES): OS SMURFS - RAJA GOSNELL - COM SINOPSE E QUESTÕES GABARITADAS

Filme(ATIVIDADES): OS SMURFS


Data de lançamento 5 de agosto de 2011 (1h 44min)
Direção: Raja Gosnell
Nacionalidade EUA

SINOPSE E DETALHES
        Gargamel (Hank Azaria) e seu gato Cruel enfim encontram onde fica a pacata vila encantada dos Smurfs, graças a um descuido de Desastrado (Anton Yelchin). Eles invadem o local, o que provoca uma debandada dos Smurfs. Desastrado segue o caminho errado e, devido a ser noite de lua azul, se vê diante de um portal mágico. Ele, Papai Smurf (Jonathan Winters), Smurfette (Katy Perry), Gênio (Fred Armisen), Ranzinza (George Lopez) e Corajoso (Alan Cumming) entram no portal, para escapar das garras de Gargamel. O sexteto se vê em plena Nova York, um mundo desconhecido e bem diferente do que estão acostumados. Como Gargamel os segue eles acabam se separando, com Desastrado indo parar em uma caixa, levada por Patrick (Neil Patrick Harris) para sua casa. É o suficiente para que os demais Smurfs o sigam, no intuito de resgatar o amigo.

Entendendo o filme:

01 – No filme, Patrick fala de onde os Smurfs são figuras míticas. De que país os Smurfs são originários?
a)   França.
b)   Bélgica.
c)   Itália.
d)   Estados Unidos.
e)   Canadá.

02 – Quais são os personagens e atores respectivamente?
a)   Patrick (Neil Patrick Harris), Grace (Jayma Mays) e Gargamel (Hank Azaria).
b)   Patrick (Brad Pitt), Grace (Angelina Jolie) e Gargamel (Tom Cruise).
c)   Patrick (Daniel Radcliffe), Grace (Sara Paxton) e Gargamel (Andrew Lincoln).
d)   Patrick (Paul Wesley), Grace (Nina Dobrev) e Gargamel (Ian Somerhalder).
e)   Patrick (Rupert Grint), Grace (Emma Watson) e Gargamel (Tobey Maguire).

03 – Quais são os Smurfs que são transportados para o nosso Mundo?
a)   Fazendeiro, Mamãe Smurf, Smurfette, Robusto, Joca e Preguiça.
b)   Desastrado, Papai Smurf, Sujão, Smurfette, Apavorado e Harmonia.
c)   Lelé, Gargalhada, Narrador, Carteiro, Fraco e Alfaiate.
d)   Papai Smurf, Desastrado, Smurfette, Gênio, Ranzinza e Arrojado.
e)   Cruel, Vaidoso, Chato, Bipolar, Astronauta e Doutor.

04 – Que cantora famosa dubla a Smurfette?
a)   Lady Gaga.
b)   Avril Lavigne.
c)   Taylor Swift.
d)   Madona.
e)   Katy Perry.

05 – Qual é o diretor do filme "Os Smurfs" e que outro filme ele dirigiu?
a)   Raja Gosnell – Vovó...Zona.
b)   James Cameron – Avatar.
c)   Chris Colombus – Percy Jackson e o Ladrão de Raios.
d)   Catherine Hardwicke – Crepúsculo.
e)   Steven Spielberg – Tubarão.

06 – Em que data foi lançado o filme?
      05/08/2011.

07 – Como é chamada a lua que poderia fazer com que os Smurfs voltassem para a vila encantada?
a)   Lua de Sangue.
b)   Lua Azul.
c)   Lua Amarela.
d)   Lua Cheia.
e)   Lua Minguante.

08 – No final do filme, mostra o filho de Patrick e Grace. Qual o nome dele?
a)   Bob.
b)   Patrick.
c)   Blue.
d)   John.
e)   Joseph.

09 – Como chama a empresa em que Patrick trabalha?
a)   McDonald’s.
b)   Nestlé.
c)   Citroen.
d)   Coke.
e)   Anjelou.

10 – A Smurfette conta para Grace sua história, que ela não veio na cegonha como os outros Smurfs. Por quem ela foi criada e por qual finalidade?
a)   Gargamel, para atrair os Smurfs e extrai suas essências para conseguir poder.
b)   Patrick, para achar a vila dos Smurfs e ficar famoso.
c)   Grace, para conseguir uma amiga.
d)   Odile, para fazer a campanha da Anjelou.
e)   Cruel, o gato de Gargamel, derrubou uma substancia no caldeirão e sem querer criou a Smurfette.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

POESIA: A LIÇÃO DE POESIA - JOÃO CABRAL DE MELO NETO - COM GABARITO

 Poesia: A Lição de Poesia

             João Cabral de Melo Neto

1.

Toda a manhã consumida
como um sol imóvel
diante da folha em branco:
princípio do mundo, lua nova.

Já não pude desenhar
uma linha;
um nome, sequer uma flor
desabrochava no verão da mesa:

nem no meio-dia iluminado,
cada dia comprado,
do papel, que pode aceitar,
contudo, qualquer mundo.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJ0-FBAUNHSPZPs2j9KYfnhcXiEUXNXNLpZ5ZW3vovWpUmeqWwQKkxzpEWIfzAl3qcQ4CQrivQTkbxhOBmZPDBh2VDwUaPQHczlSUzpb6j9wH4EoNnYdSKwX6RBz9eSysetrhyphenhyphenARhsqRMc_C5WntbDwQKNv5Tj2vl9bL7RaXaaAWrjEYFm7lvIp-lw8kE/s320/POESIA.jpg


2.

A noite inteira o poeta
em sua mesa, tentando
salvar da morte os monstros
germinados em seu tinteiro.

Monstros, bichos, fantasmas
de palavras, circulando,
urinando sobre o papel,
sujando-o com seu carvão.

Carvão de lápis, carvão
da ideia fixa, carvão
da emoção extinta, carvão
consumido nos sonhos.

3.

A luta branca sobre o papel
que o poeta evita,
luta branca onde corre o sangue
de suas veias de água salgada.

A física do susto percebido
entre os gestos diários;
susto das coisas jamais pousadas
porém imóveis — naturezas vivas.

E as vinte palavras recolhidas
nas águas salgadas do poeta
e de que se servirá o poeta
em sua máquina útil.

Vinte palavras sempre as mesmas
de que conhece o funcionamento,
a evaporação, a densidade
menor que a do ar.

In: MELO NETO, João Cabral de. Obra completa: Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. p.78-79.

Fonte: livro Português: Língua e Cultura – Carlos Alberto Faraco – vol. único – Ensino Médio – 1ª edição – Base Editora – Curitiba, 2003. p. 106-107.

Entendendo a poesia:

01 – O que representa a "folha em branco" para o poeta?

      A folha em branco simboliza o início da criação poética, um espaço vazio e puro onde o poeta pode construir um novo mundo a partir das palavras. É um momento de grande potencialidade e, ao mesmo tempo, de grande desafio, pois exige que o poeta dê forma ao caos das ideias e emoções. A luta contra a criação está justamente nesse ato de dar forma ao indefinido, de transformar o nada em algo concreto.

02 – Qual a importância dos "monstros" que habitam o tinteiro do poeta?

      Os "monstros" representam a força bruta e caótica da inspiração, as ideias que surgem de forma desordenada e muitas vezes assustadora. Eles simbolizam a parte mais instintiva e selvagem da criação poética, que precisa ser domesticada pela técnica e pela razão. Ao tentar dar forma a esses monstros, o poeta revela a complexidade do processo criativo, que envolve tanto a emoção quanto a razão.

03 – O que significa a "luta branca" sobre o papel?

      A "luta branca" simboliza a tensão entre a inspiração e a técnica, entre a emoção e a razão. É a batalha que o poeta trava consigo mesmo para transformar a ideia vaga em um poema acabado. Essa luta é essencial para a poesia, pois é através dela que o poeta molda a linguagem e encontra sua voz própria.

04 – Qual o papel das "vinte palavras" no poema?

      As "vinte palavras" representam as ferramentas básicas do poeta, o material bruto com o qual ele constrói seus versos. Elas simbolizam a economia e a precisão da linguagem poética de Cabral, que busca a máxima expressividade com o mínimo de palavras. Ao utilizar um número limitado de palavras, o poeta intensifica o significado de cada uma delas.

05 – Como o poeta concilia a ideia de "naturezas vivas" com a imagem de coisas "jamais pousadas"?

      A aparente contradição entre a vida e a imobilidade revela a complexidade da realidade e a capacidade da poesia de capturar essa complexidade. As "naturezas vivas" representam a dinâmica da criação poética, enquanto as coisas "jamais pousadas" simbolizam a fixidez da linguagem escrita. Ao mesmo tempo, a poesia é capaz de dar vida às palavras, tornando-as imortais.

06 – Qual a relação entre a "física do susto" e a criação poética?

      O susto é um elemento fundamental da experiência poética, pois nos desperta para a realidade e nos obriga a olhar para o mundo de uma nova perspectiva. A "física do susto" revela a força da linguagem poética, capaz de provocar reações emocionais intensas no leitor.

07 – Qual a importância da imagem da "máquina útil" para entender o processo criativo do poeta?

      A "máquina útil" representa a técnica poética, a habilidade do poeta em dominar a linguagem e transformar suas emoções em versos. A poesia não é apenas uma questão de inspiração, mas também de trabalho e de técnica. A imagem da máquina enfatiza a importância do ofício do poeta.

 

terça-feira, 7 de agosto de 2018

POEMA PARA SÉRIES INICIAIS: SAPATINHO DE CRISTAL - IÊDA DIAS - COM INTERPRETAÇÃO/GABARITO


Poema: Sapatinho de cristal


O luar
Espalha magia pelo ar.

Banha-se em prata
A carruagem de lata.

Vira brocado
Vestido de riscado.

Pingos de luar,
Anel e colar

E na escadaria real
Um sapatinho de cristal.

Ah! o luar
Espalha magia pelo ar ...

     Iêda Dias. Canção da menina descalça,
Belo Horizonte: RHJ, 1993.
Entendendo o poema:
01 – Qual é o título do poema?
      Sapatinho de cristal.

02 – Quem é o autor? De onde o poema foi retirado?
      Iêda Dias. Retirado da Canção da Menina Descalça.  

03 – De acordo com o texto; por que o luar espalha magia pelo ar?
      Porque ela ilumina e embeleza as coisas durante a noite.

04 – O poema trata dos efeitos e dos poderes do luar. Qual é a diferença entre a Lua e o luar?
·        Lua: satélite natural da terra.
·        Luar: claridade da lua.

05 – Como se tivesse poderes mágicos, o luar transforma as coisas, dá a elas uma nova aparência. Sob o luar, em que se transforma(m):
a) A carruagem de lata?
      Banha-se em prata.
b) O vestido de riscado?
      Vira brocado.
c) Os pingos de luar?
      Anel e colar.

06 – A presença de elementos como carruagem, brocado, escadaria real e sapatinho de cristal remete a um conhecido conto maravilhoso no qual acontecimentos ocorrem à noite. Qual é esse conto?
      É a Cinderela.

07 – A preposição de foi empregada mais de uma vez no poema. Observe alguns dos sentidos que essa preposição pode assumir:
Origem -  lugar -  assunto -  meio -  instrumento -  modo -  tempo -  possuidor -  finalidade – matéria de que algo e feito – aquilo de que algo é parte.  

Qual deles a preposição de assume em:
a) "carruagem de lata"?
      Matéria de que algo e feito.
b) "vestido de riscado"?
      Modo.
c) "Pingos de luar"?
      Posse.
d) "sapatinho de cristal"?
      Matéria de que algo e feito.  
 
08 – Observe as preposições por e em presentes nas contrações destacadas nestes versos:
"espalha magia pelo ar"
"e na escadaria real"
Ambas transmitem noção de espaço ou lugar; mas uma dá ideia de movimento e a outra não. Qual delas dá ideia de movimento?
      É pelo.

09 – A preposição em pode apresentar vários sentidos, dependendo do contexto em que é empregada. Eis alguns deles: lugar, maneira de ser, estado, modo, tempo, finalidade, material de que é revestido.
Qual desses sentidos a preposição apresenta em:
a) "Banha-se em prata"?
      Material de que é revestido.

b) "e na escadaria real"?
      Lugar.

10 – Quais das seguintes afirmações quanto ao papel das preposições no poema lido são verdadeiras?
a) O poema fala da transformação que o luar exerce sobre as coisas. Para indicar essas mudanças, o poeta emprega as preposições de e em.
b) A luz da Lua chega a todos os lugares. Para indicar esses lugares, o poeta emprega a preposição em.
c) A luz da Lua espalha-se, movimenta-se. Para indicar o movimento do luar, o poeta emprega a preposição por.