sexta-feira, 10 de novembro de 2017

MÚSICA(ATIVIDADES): O CADERNO - TOQUINHO E MUTINHO - COM GABARITO

MÚSICA(ATIVIDADES): O Caderno

                                        Toquinho e Mutinho.
Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco
Até o bê-a-bá
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha
Duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel

Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas
Bimestrais, você vai ver
Serei, de você, confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel

Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem
Seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá
Num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel

O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer

Só peço, à você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer.

Interpretação do texto:


Entendendo o texto:
01 – Marque o verso que deixa evidente que o caderno citado no poema pertence a uma pessoa do sexo feminino:
       A - ( ) “Sou eu que vou ser seu colega”
       B - ( ) “Sou eu que vou ser seu amigo”
       C - (X) “Quando surgirem seus primeiros raios de mulher”

       D - ( ) “E você vai rasgar meu papel…”

02-  A expressão “A vida segue sempre em frente” indica que na vida:
a) tudo acaba.
b) tudo passa.
c) tudo estaciona
d) tudo fica como está.
e) passamos por fases.

03 -  No poema, o verso “Do primeiro rabisco até o be-a-bá” sugere a aprendizagem:
a) do desenho.
b) da fala.
c) da escrita.
d) da pintura.
e) da leitura.

04-  A partir da leitura do poema, pode-se concluir que o caderno:
a) gosta muito de todas as crianças.
b) fala como se fosse uma pessoa.
c) sonha com desenhos coloridos.
d) gosta muito de rabiscar.
e) fica triste por ser deixado de lado.

05 – O texto está em:
      (  ) Prosa.                   (X) Poesia.

06– É escrito mais para o público:
      (  ) Masculino.            (X) Feminino.

07 – O Caderno do texto é:
      (  ) Um diário.
      (X) Um caderno de aulas.

08– “Seus primeiros raios de mulher”. Isso se diz quando a menina:
      (  ) Começa a se pintar.
      (X) Começa a sentir mudanças no corpo.
      (  ) Passa dos dez anos.
      (  ) Começa a tingir os cabelos com reflexos coloridos.

09 – Complete: O texto O Caderno está organizado em 05 estrofes com 31 versos. Agora responda: Que tipo de texto é? Poesia.

10 – Relacionar os sentimentos e virtudes entre o caderno e seu dono:
(A)Companheirismo.
(B)Solidariedade.
(C)Tristeza.
(D)Amizade.
(E)Fidelidade.

(D)”Sou eu que vou ser seu amigo.”
(C)”Seus problemas ajudar a resolver.”
(E)”Serei sempre seu confidente fiel.”
(A)”Sou eu que vou seguir você.”
(B)”Sofrer também nas provas bimestrais junto com você.”

11 – Identifique os pares de rimas presentes.
      Fiel/papel; amigo/abrigo; quiser/mulher; carrossel/papel e perder/qualquer.

12 – Quem é o personagem principal do texto?
       O Caderno.

13 – Se o seu caderno pudesse falar, o que você acha que ele lhe diria?
      Resposta pessoal do aluno.

14 – E você, o que responderia para ele?
      Resposta pessoal do aluno.

15 – Por que o caderno “sofre” nas provas bimestrais com o dono?
      Porque percebe a dificuldade às vezes de você entender algumas disciplinas / conteúdos.

16 – Por que você acha que o Caderno pede para não ser esquecido num canto qualquer? Será que acontece isso? Você tem seus cadernos dos primeiros anos escolares?
      Resposta pessoal do aluno.

17 – Narrador é quem conta uma história, no texto, quem é o narrador?
      O Caderno.

18 – Para você como o caderno pode ser um confidente fiel?
      Resposta pessoal do aluno.

19 – Muitas pessoas tem diário, que é um caderno especial para registrar alguns fatos da vida de cada um. Você tem diário? O que você escreve nele?
      Resposta pessoal do aluno.




quinta-feira, 9 de novembro de 2017

ATIVIDADES DE VERBOS PARA O ENSINO FUNDAMENTAL - COM GABARITO


Atividades de verbos para o ensino fundamental

01 – Circule os verbos das frases abaixo:
A – Os meninos brincavam  com a bola.
B – Papai me chamou para  passear no parque.
C – Entrei, falei com o diretor.
D – Ao sentir a patadas, o lobo  correu.
E – Tu és forte, és corajoso e  conheces tudo.
F – A borboleta tem asas coloridas.

02 – Indique os tempos verbais nas frases:
A – Papai gosta de verdura. Presente.
B – José ganhou uma bola. Pretérito.
C – Damião estudará a lição. Futuro.
D – Marisa acordou cedo. Pretérito.
E – Os meninos jogarão basquete. Futuro.
F – O garoto vende pipoca. Presente.
G – Eu venderei meu relógio. Futuro.
H – Eu canto muito bem. Presente.
I – Eu vendi minha bicicleta. Pretérito.

03 – Escreva ao lado: ação, fenômeno ou estado.
A – Chovia muito. Fenômeno.
B – Ela era infeliz. Estado.
C – Relampejou muito. Fenômeno.
D – As crianças brincavam. Ação.
E – Ventava muito. Fenômeno.
F – Marta estava contente. Estado.
G – O menino está triste. Estado.

04 – Coloque o pronome pessoal de acordo com a terminação do verbo: Eu, tu, ele, nós, vós, eles.
a)    Nós escrevemos.
b)    viveste.
c)    Vós falastes.
d)    Ele recebeu.
e)    Eu vendo
f)     Nós estudamos.
g)    Ele cantou.
h)   Eu achei.
i)     Nós jogamos.
j)      Vós cantais.
k)    Ele cantou.

05 – Coloque, no quadro abaixo, os verbos nos lugares certos:
Vestir      -   andar   -   receber   -   amar   -   partir.
Prender   -   pedir   -   contar   -   trazer   -   comer.
Estudar   -   subir   -   falar   -   esconder   -   ouvir.

1ª conjugação     -     2ª conjugação     -     3ª conjugação.
Estudar                 -      prender                 -      vestir
Andar                    -      receber                 -      pedir.
Contar                   -      trazer                    -      subir.
Falar                      -      esconder              -      partir.
Amar                     -       comer                  -      ouvir.

06 – Reescreva as frases pelos tempos adequados dos verbos indicados nos parênteses:
a)    Ontem eu conheci um lobo-do-mar. (Conhecer)
b)    No mês passado, os alunos estudaram verbos. (Estudar)
c)    Hoje está um bonito dia. (Estar)
d)    No próximo ano eu estarei no ensino médio. (Estar)


07 – Complete as frases com o verbo que você julgar conveniente:
a)    A menina ficou calada.
b)    O motorista deu o sinal.
c)    A noite está fria.
d)    O homem subiu a escada.
e)    Um pássaro voou na janela.
f)     Todos estamos alegres.
g)    O menino corre atrás da bola.

08 – Complete as frases com o verbo jogar no pretérito.
a)    Marcelo jogou bola com os amigos.
b)    A seleção brasileira jogou bem na última copa do mundo.
c)    Nós jogamos no time da escola.
d)    Eles jogaram bola ontem à noite.
e)    Eu joguei o lixo no cesto.

09 – Conjugue os verbos abaixo no Presente do Indicativo:
Verbo: Cantar                               Verbo: Estudar.
Eu canto                                       Eu estudo.
Tu cantas                                     Tu estudas.
Ele/ela canta                                Ele/ela estuda.
Nós cantamos                              Nós estudamos
Vós cantais                                  Vós estudais.
Eles/elas cantam                         Eles/elas estudam.

10 – Numere as frases de acordo com o tempo do verbo:
1 – Presente.                 2 – Pretérito.                 3 – Futuro.

(2) Ontem, a professora leu uma história.
(3) Sairei mais cedo amanhã.
(2) Vocês copiaram o texto?
(1) Luciana recita uma poesia.
(2) Nós já terminamos o trabalho.
(3) Os alunos brincarão no pátio.
(1) O gatinho bebe leite.
(2) A bruxinha jogou água no gato.
(3) Visitaremos a vovó no domingo.
(1) Eu dividi meu chocolate com ele.
(3) Nós compraremos doces.
(2) Roberto escorregou.
(2) Ela partiu ontem.
(3) Dançarei a noite toda.
(2) O padeiro vendeu todos os pães.

11 – Complete as frases com o verbo entre parênteses no passado (pretérito perfeito) =am ou no futuro do presente= ão.
a)    Ontem os meninos venceram a competição. (Vencer)
b)    No próximo sábado as crianças dançarão quadrilhas. (Dançar)
c)    Após o cinema, meus pais tomarão um lanche. (Tomar)
d)    Amanhã minhas irmãs brincarão no parquinho. (Brincar)
e)    Domingo Rodrigo e Diego correrão na quadra. (Correr)
f)     No torneio de ontem, os carros subiram por aqui. (Subir)


                                       

CRÔNICA: O QUE É RIQUEZA E POBREZA - COM GABARITO


CRÔNICA: O que é Riqueza e Pobreza


    Um dia, um pai de família rica levou seu filho para viajar para o interior com o firme propósito de mostrar quanto as pessoas podem ser pobres.
    Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre.

    Quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao filho:
    “- Como foi a viagem?”                          
    “- Muito boa, Papai!”
    “- Você viu como as pessoas podem ser pobres?”
    “- Sim.” Respondeu o menino.
    “- E o que você aprendeu?”, o pai perguntou.
    O filho respondeu:
    “- Eu vi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro.
Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim.
Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz, eles têm um céu imenso com as estrelas e a lua.
Nosso quintal vai até o portão de entrada, eles têm uma floresta inteira.”
    O pequeno garoto estava acabando de responder quando seu pai ficou estupefato pelo que o filho acrescentou:
    “- Obrigado, pai, por me mostrar o quanto nós somos pobres…”.

Disponível em: <http://www.reflexaodevida.com.br/>

Questões

1) Perceba que o texto se constrói por meio da oposição de pensamentos, no que se refere à definição de riqueza e pobreza. Explique a referida oposição:
      É a diferença do que é riqueza para um e o que é pobreza para o outro.

2) “Nós temos” e “Eles têm” se repetem ao longo do texto na construção da oposição mencionada na questão anterior. Identifique a que se referem os termos destacados abaixo:
Nós temos: são os bens materiais que o narrador possuem.
 Eles têm: são os bens oferecido pela natureza a família pobre.

3) Releia esta passagem:
“O pequeno garoto estava acabando de responder quando seu pai ficou estupefato pelo que o filho acrescentou:     

“- Obrigado, pai, por me mostrar o quanto nós somos pobres…”.
Note que foi empregada a palavra “estupefato” para expressar a reação do pai diante da descoberta do filho. Identifique outros vocábulos que poderiam ser colocados no lugar da palavra citada, sem interferência no sentido do texto:
      Pode ser colocados: espantado, admirado, surpreso, perplexo, etc.

4) Explique o porquê da utilização do sinal de aspas em quase toda a extensão textual:
       Foram usadas para realçar certas partes do texto.

5) Justifique o emprego da vírgula nestes trechos, em que o filho exprime a sua opinião sobre a viagem que fez:
“- Muito boa, Papai!”
      Serve para separar explicações.

“- Obrigado, pai, por me mostrar o quanto nós somos pobres…”.
      Ela serve para invocar o receptor da mensagem. 

6) Ocorre a omissão de um termo oracional no seguinte período:
a) “- Eu vi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro.”.
b) “Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim.”.
c) “Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz, eles têm um céu imenso com as estrelas e a lua.”.
d) “Nosso quintal vai até o portão de entrada, eles têm uma floresta inteira.”.



MÚSICA(ATIVIDADES): CIDADÃO - ZÉ GERALDO - COM GABARITO

Música(Atividades): Cidadão

                                              Zé Geraldo
Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
E me diz desconfiado, tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer

Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
Por que que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer

Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar

Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar

Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar

Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar.

Interpretação do texto:
1 – Na música, um homem conta a história de sua vida. A quem ele faz essa narrativa? Que palavra do texto indica isso?
      A um desconhecido. MOÇO.

2 – Procure no texto trechos que indicam de que parte do Brasil veio o narrador.
      “Por que e que eu deixei o norte.”  

3 – Que tipos de edifício ele ajudou a construir?
      Um prédio, um colégio e uma igreja.

4 – Há momentos em que ele se sente injustiçado, desvalorizado. Aponte as partes do texto em que isso fica claro.
      “Eu nem posso olhar pro prédio que eu ajudei a fazer”; “Criança de pé no chão aqui não pode estudar.”

5 – No texto, o que significam as frases:
- “Tu tá aí admirando ou tá querendo roubar.”
- “Criança de pé no chão aqui não pode estudar.”
      As frases, significam, a triste realidade de quem ajudou a construir e não ter o direito de usar.

6 – Em que local o homem diz ter sido bem recebido? Por quê?
      No prédio da igreja. Porque o Padre deixa ele entrar.

7 – Muitas pessoas, mesmo ajudando a construir as grandes cidades, não recebem os benefícios que elas oferecem. Um exemplo é não ter uma moradia digna. O que você acha disso? Apresente sua resposta para os colegas.
      Resposta pessoal do aluno.

8 – O que Cristo disse ao narrador?
      “Rapaz deixe de tolice, não se deixe amendrontar”.

9 – No texto: “Eu também não posso entrar.” Quem disse esta frase, e o que significa?
      Cristo. Que as pessoas estão deixando de serem religiosos, de ser crente a Deus.

10 – Quem disse a frase: “Pai vou me matricular!”
      A filha do narrador.

11 – O que significa “quermesse”; “novena”?
      São as festas e a orações diárias da igreja.

ARTIGO DE OPINIÃO: POSTO, LOGO EXISTO - MARTHA MEDEIROS - COM GABARITO

Posto, logo existo
                                 
      Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em saturação social, inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do The New York Times que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido pelo Facebook, Twitter e agregados, e que hoje ele se vê diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo.
        Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de software que restringem o acesso à web e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra.
        Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu cogito, ergo sum, pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo.
Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercadas não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto.
        Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento – numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o real pelo virtual, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização.
        Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época, sua turma de amigos se comunica assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!!
        O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muitos jovens sem noção, que se deixam fotografar portanto armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser “ninguém” para se tornarem “alguém”, mesmo que alguém medíocre.
        Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem aí.
                                                          Martha Medeiros

INTERPRETAÇÃO DO TEXTO:

1. Assinale a alternativa que indica a temática da crônica:
(A) O tempo que destinamos aos relacionamentos reais.
(B) As consequências de ficar muito tempo conectado na internet.
(C) Ao fato de ter o pensar como condição de existir.
(D) O grau de envolvimento na internet dos jovens tem sido extremamente responsável.

2. Assinale a alternativa que indica o fato que desencadeou a crônica:
(A) um jornalista ter afirmado que sua produtividade caiu em função da conexão à internet.
(B) de o Brasil estar atrasado na atualização dos perfis.
(C) É preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha.
(D) As filhas da escritora viverem conectadas.

3. Na argumentação: “Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento – numa boa.” A autora tem como finalidade:
(A) justificar ponto de vista anteriormente sustentado.
(B) introduzir argumento orientado para a conclusão do texto.
(C) fazer concessão ao ponto de vista contrário àquele que defende.
(D) refutar (contrapor-se a) ponto de vista defendido por outrem.

4. Para persuadir o leitor a chegar à mesma conclusão que ela, vale-se a autora de todas as estratégias argumentativas a seguir, EXCETO a que se lê em:
(A) ilustrar ponto de vista com elemento de natureza ficcional.
(B) apoiar-se em dados estatísticos.
(C) recorrer à exemplificação.
(D) apelar para o testemunho pessoal e de terceiros.

5. Assinale a alternativa em que há um testemunho pessoal, vivido pela própria autora:
(A) Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso.
(B) Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época.
(C) São garotos e garotas que se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser “ninguém” para se tornarem “alguém”, mesmo que alguém medíocre.
(D) É preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha.

6. “Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o real pelo virtual, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra.” Assinale a alternativa que indica uma conjunção que substitua a destacada sem alterar o sentido da frase.
(A) logo                 (B) portanto                    (C) e                      (D) porém.

7. Assinale a alternativa que indica o referente da expressão em destaque da frase posterior: “O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado”
(A) Das crianças em geral
(B) Das filhas da autora
(C) Dos estudantes
(D) Das jovens em geral

8. Para Descartes a condição de existir era:
(A) Postar
(B) Pensar
(C) Consumir
(D) Parece

9. Todas as alternativas indicam atividades não muito comuns hoje em dia, exceto os:
(A) Relacionamentos com uma dezena de amigos
(B) Passeios de bicicleta
(C) Hábitos digitais
(D) passeios ao parque para se distrair

10. Pela estrutura estamos diante de um texto híbrido que trata um assunto cotidiano, mais precisamente diante de:
(A) um artigo de opinião
(B) um texto narrativo
(C) uma crônica argumentativa
(D) uma reportagem

GRAMÁTICA
11. Complete as lacunas com “eu” ou “mim”:
I. Eles partiram antes de _____.
II. Eles partiram antes de _____ partir.
III. Há alguma coisa para _____ fazer?
IV. Para _____, a seleção brasileira é a favorita.
V. Preciso de férias para _____ viajar.
a) mim – eu – mim – mim – mim
b) mim – eu – eu – mim – eu
c) eu – mim – eu – mim – mim
d) mim – mim – mim – eu – eu
e) eu – eu – mim – mim- mim

12. Julgue as proposições como verdadeiras ou falsas:
I. O pronome pessoal do caso reto “eu” não deve ser empregado antes de verbos no infinitivo.
II. O pronome oblíquo “mim” não deve ser empregado antes de verbos no infinitivo.
III. O pronome oblíquo “mim” pode ser empregado antes de um verbo no infinitivo desde que haja uma vírgula sinalizando pausa para uma alteração na ordem direta da frase.
a) F – F – F
b) V – V – V
c) V – F – F
d) F – V – V
e) F – V – F

13. Assinale a única frase correta quanto ao uso dos pronomes pessoais:
a) Para mim, viver em Veneza é um luxo.
b) Fizemos os relatórios para mim apresentar.
c) Quando chegará o relatório para mim fazer?
d) Entre eu e você não existem diferenças.
e) Você não vive sem eu.

14. Assinale o item em que há erro no emprego do pronome demonstrativo:
a) Por favor, ajude-me a trazer aqueles pacotes que estão na outra sala.
b) Por que você anda sempre com estas mãos enfiadas nos bolsos?
c) Qual o manequim desse vestido que você está usando?
d) Estes seus olhos azuis são como dois oceanos!
e) Tens notícias daquele garoto que conhecemos sábado?

15. Assinale o tratamento dado a um prefeito:
a) Vossa Majestade
b) Vossa Santidade
c) Vossa Excelência
d) Vossa Magnificência
e) Vossa Meritíssima

16. Marque a opção que apresenta um pronome possessivo:
a) Todos a ensinavam a respeitar a natureza.
b) Ele estava muito nervoso.
c) A mulher cuja lembrança me dói nem sabe que existo.
d) Esse homem foi detido, pois ameaçou o policial.
e) Entenda que as suas promessas já não valem nada.

17. “Visitei o sítio da amiga de Paula, o qual muito me encantou.” Usou-se o qual no lugar de que:
a) por uma questão de estilo;
b) pois só o qual é pronome relativo;
c) pois tanto faz usar um ou outro;
d) pois ali só caberia um pronome relativo;
e) para evitar-se ambiguidade (duplo sentido).

18. Em qual frase existe um pronome indefinido?
a) Quantos deixaram de pagar?
b) Existe isso mesmo?
c) Ninguém vai conseguir ir devido ao trânsito.
d) Você devia ir a um salão e se cuidar!
e) Os operários que aderiram a greve lutam por seus direitos.

19. Assinale a alternativa que apresenta um erro de colocação pronominal:
a) Alguns alunos fizeram a lição, outros se fizeram de desentendidos.
b) Contar-lhe-emos toda a verdade sobre o assunto.
c) Me perdi porque anotei seu endereço de maneira errada!
d) Por favor, peça-lhe que venha ao meu escritório.
e) Nunca se queixou dos problemas, era resignado e otimista.


20. Sobre a colocação pronominal estão corretas as seguintes proposições:
I. Diante de pronomes relativos, que, quem, qual, onde etc., o uso da próclise é facultativo.
II. Diante das conjunções subordinativas que, como, embora etc., o uso da próclise é obrigatório.
III. Quando o verbo não inicia a oração e quando o verbo estiver no infinitivo não flexionado precedido de palavra negativa ou de preposição, pode-se usar, indiferentemente, próclise ou ênclise.
IV. A mesóclise só é obrigatória quando se combinam dois fatores: verbo no futuro iniciando a oração e ausência de palavra atrativa exigindo próclise.
a) I, II e III
b) II, III e IV
c) III e IV
d) I e II
e) Todas estão corretas.