sexta-feira, 24 de julho de 2026

AVALIAÇÃO PROCESSUAL SEE - 2º BIMESTRE/2026 - 6º ANO EF - LÍNGUA PORTUGUESA - COM GABARITO

 Avaliação Processual SEE - 2º bimestre/2026 - 6º ano EF

 

 

 

LÍNGUA PORTUGUESA

QUESTÃO 01

 

Leia a tirinha.

 



Disponível em: https://buzga.wordpress.com/. Acesso em: 4 dez. 2025.

 

No segundo quadrinho, caso o termo “roupas legais” fosse substituído por um pronome oblíquo átono, a forma adequada para reescrever a frase seria:

a.   “finalmente vou poder usar-nas.”

b.   “finalmente vou poder as usar.”

c.   “finalmente vou poder usá-las.”

d.   “finalmente vou poder usar-las.”

 

Questão 02 

Leia o texto.

 

No total, 405 fenômenos foram estudados nos artigos científicos, como ondas de calor na Suécia, furacões no Caribe, inundações em Bangladesh, secas e queimadas na Califórnia (Estados Unidos) e Austrália.

Em 70% dos casos, mudanças climáticas provocadas pelo homem tornaram mais frequente ou intenso um evento extremo específico. Em 9% das ocorrências, a ação antrópica1 produziu o efeito inverso: diminuiu a periodicidade ou a severidade do fenômeno. Resultados inconclusivos ou inconsistentes aparecem em 11% dos eventos extremos e, em 10% deles, não foram encontradas evidências de influência humana. 

PIVETTA, Marcos. Atmosfera turbinada. Revista Fapesp, set. 2021. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/. Acesso em: 23 nov. 2025. (Adaptado).

 

Glossário

1. Antrópica: causada pelo ser humano.

O texto pode ser classificado como parte de um relatório científico, uma vez que

a.   narra uma história sobre eventos extremos usando personagens e enredo.

b.   descreve opiniões pessoais do autor sobre o clima, utilizando linguagem subjetiva.

c.   apresenta dados resultantes de pesquisas científicas, mostrando valores sobre eventos extremos.

d.   interpreta os dados apresentados para convencer o leitor sobre a gravidade das mudanças climáticas.


 
Questão 03 

 Leia o texto.

 

CAVALEIRO: Ora bolas, é apenas um livro. Presentinho chinfrim. Um livro, para o Imperador?

IMPERADOR: Deixe-me ver.

CAVALEIRO: (relutante) Ora, Imperador, por que perder tempo lendo um livro? Nem sabemos do que se trata [...]

IMPERADOR: Mas se não “lê-lo, como sabê-lo”? Passe-me o livro. (pega o livro) Interessante...(vai lendo) Muito curioso. Blá-blá-blá...Quem diria!

CAVALEIRO: O que foi, majestade? O que há de tão interessante nesse livro?

IMPERADOR: São relatos de viagem, de um viajante que esteve por aqui, explorando essas terras. E sabe o que ele descobriu?

CAVALEIRO: A pólvora.

IMPERADOR: Não! Ele descobriu o canto mais belo do mundo... É de um rouxinol. (suspira) Como eu gostaria de ouvi-lo.

CRISPUN, Denise. O rouxinol e o imperador. CBTIJ, [s. d.]. Disponível em: https://cbtij.org.br/. Acesso em: 22 nov. 2025. (Adaptado).

 

Considera-se que o texto apresentado é dramático, pois apresenta

a.   uso de rubricas e a construção do diálogo entre os personagens para desenvolver a história.

b.   presença de um narrador descrevendo os pensamentos dos personagens e o texto dividido em capítulos.

c.   divisão do texto em parágrafos longos e o uso de discurso indireto para apresentar as falas dos personagens.

d.   explicação detalhada do cenário feita por um narrador e a linguagem totalmente formal, sem variações linguísticas.

 

Questão 04

Leia a tirinha.

 

    Disponível em: www.tumblr.com. Acesso em: 23 nov. 2025.       

Em “Eu quero um copo de água!” (1º quadrinho) e “vai tu buscar a água” (2º quadrinho), os pronomes destacados referem-se 

a.        a Calvin e à mãe.

b.        b.aos monstros e à mãe.

c.         c.à mãe e aos monstros.  

d.     d. Calvin nas duas ocorrências.


d. Questão 05  

Leia a tirinha.

 


Disponível em: www.tumblr.com. Acesso em: 22 nov. 2025.

Há uma palavra, na tirinha, formada por um prefixo de negação e com sentido oposto ao de outra palavra conhecida. Essa palavra e seu antônimo são:

a.   aceitar - rejeitar.

b.   incapaz - capaz.

c.   revoltado - paciente.

d.   preconceito - tolerância.

 

 

Questão 06 

 Leia o texto.

 

Meus oito anos

Oh! que saudades que eu tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida

 Que os anos não trazem mais!

[...]

Oh! dias de minha infância!

Oh! meu céu de primavera!

Que doce a vida não era

Nessa risonha manhã!

XAVIER, Rodrigo. Antologia completa da literatura lusófona. UTFPR, [s. d.]. Disponível em: www.pb.utfpr.edu.br/. Acesso em: 22  nov. 2025. (Adaptado).

As expressões em destaque no texto podem ser entendidas como

a.   sinônimas em sentido, pois o autor as usa como metáforas para falar de sua infância.

b.   parônimas, porque apresentam o mesmo sentido denotativo.

c.   homônimas, uma vez que se completam em sentido.

d.   antônimas, já que se opõem uma a outra.

AVALIAÇÃO PROCESSUAL SEE - 2º BIMESTRE/2026 - 8º ANO EF - LÍNGUA PORTUGUESA - COM GABARITO

 

Avaliação Processual SEE - 2º bimestre/2026 - 8º ano EF - LÍNGUA PORTUGUESA

 


 

Questão 01 

Leia o texto.

 

Sensações

Fui a vários lugares, viajei por muitos países, tive as melhores sensações possíveis. Pena que tudo acabou, quando eu terminei aquele livro incrível.

SILVA, Julia Veronica Rocha. Sensações. In. COSTA, Raquel (Org.). Contos contados. Minificções de estudantes dos 1ºs anos dos cursos Integrados do IFSP. Suzano, [s. d.]. Disponível em: https://szn.ifsp.edu.br/. Acesso em: 11 nov. 2025.

O tema principal do miniconto é o(a)

a.   busca por novas emoções em outros países.

b.   frustração com o fim de uma história literária.

c.   lembrança de aventuras passadas com amigos.

d.   prazer das experiências vividas em viagens reais.

 

Questão 02 

Leia o texto.

 

Conceição Evaristo, uma das vozes mais importantes da literatura contemporânea brasileira, ganha sua primeira biografia: Conceição Evaristo: Voz Insubmissa. Escrito pela jornalista Yasmin Santos e publicado pela Editora Rosa dos Tempos, o livro combina ensaio e reportagem para reconstituir a trajetória da autora.

Conceição Evaristo ganha sua primeira biografia. Bravo!, 30 nov. 2024. Disponível em: https://bravo.abril.com.br/. Acesso em: 10 nov. 2025. (Adaptado).

No trecho em destaque, há um aposto separado por vírgulas, pois cumpre a função de

a.   resumir as ideias centrais do texto.

b.   explicar quem é Conceição Evaristo.

c.   destacar a importância das obras da autora.

d.   apresentar a editora responsável pela publicação.

 

Questão 03 

Leia a manchete.

 

Mulher de 50 anos transformou passatempo com os filhos em um negócio de US$ 1 bilhão

 

LAMEZA, Maria Eduarda. Exame, 11 set. 2025. Disponível em: https://exame.com/. Acesso em: 6 nov. 2025.

A palavra “passatempo” é formada pela união de dois elementos que, juntos, expressam o sentido de

a.   ocupar o tempo de forma agradável.

b.   utilizar o tempo para aprender algo.

c.   ganhar dinheiro com o tempo livre.

d.   controlar o tempo com esforço.

 

Questão 04 

Leia o texto.

 

(entra Lu)

LU: Jorge, me disseram que você estava aqui, a moça disse que eu tinha de esperar...

JORGE: Estou aqui numa reunião, mãe, por favor...

LU: Seu pai está doente, seu pai está...

JORGE: Este é o senhor Honório Lemos. Meu patrão.

LU: Encantada, senhor Onofre.

JORGE: Senhor Honório, mãe.

LU: Desculpe. Desculpe estou que... me dá licença seu Osório?... Ele está doente, quero ir pra São Paulo, me paga uma passagem, por favor...

VIANA FILHO, Oduvaldo . Nossa vida em família. Teatro na Escola, [s. d.]. Disponível em: www.teatronaescola.com. Acesso em: 12 nov. 2025.
 

As marcas de oralidade presentes no diálogo contribuem para a caracterização dos personagens, pois revelam que

a.   Jorge utiliza expressões poéticas, mostrando grande domínio da linguagem.

b.   Senhor Honório fala com gírias e interrupções, revelando intimidade com Lu.

c.   Onofre emprega linguagem técnica, demonstrando conhecimento profissional.

d.   Lu fala de modo espontâneo e confuso, mostrando aflição e falta de formalidade.

 

Questão 05 

Leia o texto.

 

(É o dia do noivado de Tião. Lá fora os convidados chegam. Tião chega da rua feliz, encontra pai na cozinha lendo jornal).

TIÃO: Tem uma nota sobre a greve na primeira página!...

OTÁVIO: Se até as oito horas da noite não derem o aumento, greve geral na metalúrgica!

TIÃO: Ninguém tem peito, pai!

OTÁVIO: Como não tem peito? Tá esquecido do ano passado?

TIÃO: Eu não tava lá.

OTÁVIO: Mas eu estava!

GUARNIERI, Gianfrancesco. Eles não usam black-tie. 24. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004.

 

No trecho da peça “Eles não usam black-tie”, observa-se o uso predominante do discurso direto, pois esse tipo de discurso

a.   mistura a voz do narrador com a das personagens.

b.   reconta os fatos sem indicar as falas diretamente.

c.   substitui o diálogo por comentários descritivos.

d.   mostra as falas de forma imediata e viva.

 

Questão 06

Leia o cartum.


 Disponível em: www.freepik.com.br. Acesso em: 11 nov. 2025. (Adaptado).

 

O cartum pode ser considerado uma paródia, porque

a.   retoma elementos de um conto e os modifica para criar humor e crítica.

b.   apresenta o enredo conhecido com linguagem mais simples.

c.   reúne referências variadas em um novo enredo e contexto.

d.   reconta a história sem alterações no enredo original.

sábado, 11 de julho de 2026

FÁBULA: O LÍRIO - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: O Lírio

 

        Nas verdes margens do rio Ticino um belo lírio mantinha-se reto e alvo em sua haste, mirando o reflexo de suas brancas pétalas na água. A água ansiava possuir o lírio.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEighGdiYlIgbiff9EuROtMf2sYsVHNAPxCr_Ldjfntd1e76URww7Y1zvQGDLN35RJC30ySBViyaRAH6xqL7_wC0BJ_MDAWLExNfBis2ZSYvF9DFdorFO6UtdHPBzUGGJjja3HUSBlX_-kYQvHllo1wYe5jONCivkchTZ9y020oyf-oxyuyOXE7bUA6aGuU/s320/images.jpg


        A cada ondulação da superfície passava a imagem da linda flor branca. E o desejo da água voltava-se para as ondulações que ainda estavam por vir.

        E assim todo o rio começou a estremecer e a correnteza tornou-se rápida e turbulenta. A água não conseguiu arrancar o lírio, que mantinha-se firme no alto de sua forte haste, e então atirou-se furiosamente contra a margem, que foi arrastada pela inundação.

        E junto com a margem foi-se a linda e solitária flor.

        Moral: A paixão cega, obsessiva e violenta destrói aquilo que mais deseja possuir.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – Onde o lírio vivia e o que ele costumava fazer em sua rotina?

      O lírio vivia nas verdes margens do rio Ticino. Ele mantinha-se reto e alvo em sua haste, admirando o reflexo de suas próprias pétalas brancas na água do rio.

02 – Que sentimento o rio desenvolveu pelo lírio ao ver seu reflexo?

      O rio desenvolveu um desejo obsessivo de possuir o lírio. A cada nova ondulação na superfície que carregava a imagem da flor, o desejo da água se renovava e aumentava para as próximas ondas que viriam.

03 – Como o rio reagiu fisicamente à intensidade do seu próprio desejo?

      O rio começou a estremecer por inteiro, fazendo com que sua correnteza se tornasse extremamente rápida, turbulenta e violenta na tentativa de alcançar e tomar a flor para si.

04 – O que impediu o rio de arrancar o lírio diretamente em um primeiro momento?

      O lírio mantinha-se firme e seguro no alto de sua própria haste, que era muito forte, resistindo à força inicial da água que tentava arrancá-lo de onde estava.

05 – Diante da resistência da haste, qual foi a atitude furiosa do rio e qual foi a consequência final para o lírio?

      Sem conseguir arrancar a flor diretamente, a água atirou-se furiosamente contra a margem do rio, provocando uma inundação que arrastou a terra. Com a destruição da margem, o lírio perdeu sua base e foi levado junto pela correnteza, sendo destruído pelo próprio rio que o desejava.

 

 

NOTÍCIA: O NASCIMENTO DO VANDALISMO - ABADE GREGOIRE - COM GABARITO

 Notícia: O nascimento do vandalismo

               Abade Gregoire 

 

        Ainda que o filósofo Voltaire já fizesse uso da expressão para definir aqueles que atacam as obras de arte, o termo vandalismo ganhou seu estatuto definitivo durante a Revolução Francesa de 1789. O Abade Gregoire, deputado do Terceiro Estado e depois integrante da Convenção Nacional, fora encarregado por seus colegas para fazer um levantamento dos danos. Quais eram os prédios, privados, públicos ou religiosos (palácios, galerias, portais, abadias, mosteiros, conventos, catedrais, igrejas, capelas, cemitérios, tumbas, etc.) que tinham sido alvo da ira popular?

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUB52zw7iKfgikKhN8YgSxBBFAz1PgWUJpu2Z20U93lt5dPIjgBYD04R-HfYSVNxHtlgq-clNnyvCdiRI-ga43QE_qW0UcAuLSeu57Y2qiGAPriPxZ1K8ZZ_sqCZEx_Ari6Xq9XO7o7ucC227Mroo7t8oybWY75RkDyJpzpHLIhq4RUiNzsDDY3FD7sgc/s320/images.jpg


        Durante os anos anteriores, a partir da Queda da Bastilha em 14 de julho 1789, e do colapso da Monarquia Bourbon, em 20 de setembro de 1792, turbas pilharam diversos tipos de construções pela França inteira. Em forma de uma poderosa onda ou em pequenos grupos, rapinaram ou destruíram os mais variados livros raros, vitrais, quadros religiosos, estátuas de santos, reis ou nobres.

        Qualquer coisa que fosse identificada com o Antigo Regime, com a Igreja Católica ou ainda com a Arte Romana, estava em perigo aos olhos da plebe feroz. Incitados pelo convencional extremista Barère, até mesmo a cripta dos reis franceses situada na basílica de Saint-Denis foi invadida em 31 de junho de 1793 e os restos mortais dos dinastas jogados em valas comuns.

        Isto sem omitir-se o estrago causado nas memoráveis bibliotecas dos monges e das freiras, cujos livros sagrados foram rasgados ou jogados em pilhas fantasmagóricas.

        Fogueiras eram acesas com eles e pequenas multidões dançavam em redor delas como nas imemoriais cerimônias pagãs feitas ao ar livre (alguns estudiosos do comportamento das massas ou turbas observam que, por vezes, a volúpia predadora resulta de uma momentânea ruptura com as injunções do mundo adulto e um regresso aos primeiros anos da infância: crianças sentem um evidente prazer em destruir tudo o que lhes cai nas mãos)

                                   O relatório devastador

        O resultado da investigação resultou no Rapport sur les destructions opérées par le vandalisme et les moyens d'y remédier (“Relatório sobre as destruições operadas pelo vandalismo e os meios de remediá-lo”), apresentado em três sessões na Convenção, a última em setembro de 1794, logo após a queda de Robespierre e dos jacobinos. As observações do abade foram tão precisas que serviram como um modelo das atuais políticas patrimonialistas adotadas na maior parte dos países ocidentais.

        O levantamento era impressionante, quase não houve aldeia, vila ou cidade francesa poupada de alguma atrocidade contra as artes: Bayeux, Douci, Etain, Fontainebleau, Villefranche, Toulouse, Verdun, Versalhes, Chantilly, Arles, Chartres, Troyes e, acima de tudo, em Paris.

        A primeira contradição apresentada pelos atos de vandalismo observou Gregoire, é que era uma escandalosa contradição com os ideais do Iluminismo, a qual a Revolução de 1789 se gabava de ser a herdeira. Como uma sociedade que se reclamava "das Luzes" poderia conviver de braços cruzados enquanto as maltas incendiavam, depredavam e saqueavam o que viam pela frente? O pior nem tanto era o roubo – pelo menos o objeto era mantido inteiro e poderia de algum modo vir a ser recuperado mais tarde –, mas a destruição gratuita e sem sentido.

        Queimar por queimar, derrubar uma estátua no chão e dar marretadas até ela virar pó, apedrejar as vidraças dos palácios, por abaixo os candelabros de cristais, tocarem fogo nos tapetes caríssimos, estourarem os tonéis e garrafas nas adegas. Maravilhas do gênio humano em minutos viravam num nada, como foi o caso da enorme cabeça de Júpiter dilapidada em Versalhes.

        Apelou então aos bons cidadãos para que não permitissem ou mesmo denunciassem ameaças aos monumentos das ciências e das artes do passado. Era o patrimônio da nação francesa que se via ameaçado por uma ação irracional, primitiva, bárbara. Os verdadeiros patriotas eram responsáveis por eles, todos deviam preservá-los por qualquer meio possível.

        O abade Gregoire, homem extraordinário que lutara pela abolição da escravidão e pela integração dos judeus, atribuiu aquela insanidade a três motivos: à ignorância voluntária, à cupidez e ao oportunismo dos larápios e dos tratantes, a escória infiltrada na multidão. Não aceitou qualquer argumento que a justificasse. Nem o exaltado ódio ao passado, nem o justo ressentimento contra as castas dirigentes então depostas e exiladas.

        Recomendou que as autoridades republicanas locais fossem alertadas e responsabilizadas para assegurar a preservação dos bens nacionais e que não recuassem frente à matilha doida e vingativa que empanava há cinco anos – desde a Queda da Bastilha – os bons propósitos da Revolução feita em nome do Esclarecimento.

        Deste então, o termo "vândalo" se universalizou. Não há país que possa se orgulhar de jamais ter sido vítima de uma horda desatinada e predadora, palavra associada para sempre à destruição sem motivo algum, a um ato lunático e gratuito de barbárie. 

        Durante os primeiros meses do desenrolar da Revolução Russa de 1917, A. Lunacharski, o Comissário do Povo da Educação, chegou a ameaçar renunciar ao cargo devido às crescentes notícias de atos de vandalismo que chegavam de várias partes do império czarista recém caído. Populares e soldados juntavam-se para saquear as catedrais e as igrejas ortodoxas. Novamente o fenômeno revolucionário despertava nas massas o furor vandálico que, por igual, se reproduziu durante a Revolução Cultural chinesa por obra da Guarda Vermelha (1966-1976), patrocinada pelo próprio chefe da nação, Mao Tse Tung. 


FONTE: terra.com.br. Abade Gregoire.

Entendendo a notícia:

01 – Quem utilizou o termo "vandalismo" pela primeira vez e quando ele ganhou seu estatuto definitivo?

      O termo já era utilizado anteriormente pelo filósofo Voltaire para definir aqueles que atacavam obras de arte. No entanto, a palavra ganhou seu estatuto definitivo e se universalizou durante a Revolução Francesa de 1789.

02 – Qual foi a missão confiada ao Abade Gregoire pela Convenção Nacional?

      O Abade Gregoire foi encarregado por seus colegas de fazer um levantamento detalhado dos danos causados pela ira popular. Ele deveria identificar quais prédios privados, públicos ou religiosos (como palácios, igrejas, bibliotecas e cemitérios) haviam sido alvo de saques e destruição pela França.

03 – O que aconteceu na basílica de Saint-Denis em junho de 1793?

      Incitados pelo convencional extremista Barère, manifestantes invadiram a cripta dos reis franceses situada na basílica. Os restos mortais dos dinastas foram retirados de seus túmulos e jogados em valas comuns.

04 – Qual foi o nome do relatório apresentado pelo Abade Gregoire e qual a sua importância histórica atual?

      O relatório foi intitulado Rapport sur les destructions opérées par le vandalisme et les meios d'y remédier (“Relatório sobre as destruições operadas pelo vandalismo e os meios de remediá-lo”). Sua importância histórica é enorme, pois as observações precisas do abade serviram como modelo para as atuais políticas patrimonialistas adotadas na maior parte dos países ocidentais.

05 – Por que o Abade Gregoire via uma "escandalosa contradição" nos atos de vandalismo?

      Porque a Revolução Francesa se gabava de ser herdeira dos ideais do Iluminismo (as "Luzes"). Para Gregoire, era contraditório que uma sociedade que se dizia guiada pela razão e pelo esclarecimento tolerasse passivamente que multidões incendiassem, depredassem e destruíssem gratuitamente o patrimônio e as maravilhas do gênio humano.

06 – A quais motivos o Abade Gregoire atribuiu a insanidade dos atos de destruição?

      Ele atribuiu o vandalismo a três fatores principais:

      - À ignorância voluntária;

      - À cupidez (ganância);

      - Ao oportunismo dos larápios e tratantes (a escória infiltrada na multidão). O abade não aceitou nenhuma justificativa para os atos, nem mesmo o ódio ao passado ou o ressentimento contra as antigas castas dirigentes.

07 – O texto menciona que o vandalismo não foi um fenômeno exclusivo da Revolução Francesa. Quais outros dois exemplos históricos são citados?

      O texto cita:

      - A Revolução Russa de 1917, onde populares e soldados saquearam catedrais e igrejas ortodoxas, levando o Comissário da Educação (A. Lunacharski) a ameaçar renunciar.

      - A Revolução Cultural Chinesa (1966-1976), onde o furor vandálico foi reproduzido pela Guarda Vermelha e patrocinado pelo próprio Mao Tse Tung.

 

 

PONTUAÇÃO - TEXTO: BEBUM ROMÂNTICO - COM GABARITO

 Pontuação

Exercício – Pontue o texto abaixo:


Bebum Romântico

        O sujeito chega em casa de madrugada completamente bêbado e começa a bater na porta mas a sua mulher não quer abrir abre a porta deixa eu entrar eu trouxe uma flor para a mulher mais bela do mundo o bebum grita sensibilizada por este detalhe romântico a mulher resolve abrir a porta o bêbado entra e se joga em cima do sofá e a flor a mulher pergunta e a mulher mais bela do mundo ele pergunta

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhEiFJrjLihlIMVWz9iLQWlOF6_Q6zJRPwS5Y8zDvNPeb15cFALZJHj0L0uNLYzWu8hA-QgZqHlV2w5Yj3gAL1Su9E33AsqyP5ioFSOXXMeZAGaOPqqEyc43ySmErplLUDe0p6V4TQWN1MmKIYGfMsdE4YVI3VO_-UfpGo_Db6b9qIvh32WTBIy-2v2ILQ/s320/images.jpg

Resposta:

        O sujeito chega em casa de madrugada, completamente bêbado e começa a bater na porta, mas sua mulher não quer abrir.

        -- Abre a porta, deixa eu entrar, eu trouxe uma flor para a mulher mais bela do mundo. – O bebum grita.

        Sensibilizada por este detalhe romântico, a mulher resolve abrir a porta. O bêbado entra e se joga em cima do sofá.

        -- E a flor? – a mulher pergunta.

        -- E a mulher mais bela do mundo? – ele pergunta.