sexta-feira, 23 de julho de 2021

REPORTAGEM: VOLUNTÁRIAS BRASILEIRAS DÃO ASSISTÊNCIA A REFUGIADOS VENEZUELANOS EM RORAIMA - ONU NEWS - COM GABARITO

 Reportagem: Voluntárias brasileiras dão assistência a refugiados venezuelanos em Roraima

Por ONU News – publicado às 09:55 de 12/03/2018, modificado às 09:56 de 12/03/2018

        Na cidade de Boa Vista, capital do estado de Roraima que abriga milhares de venezuelanos forçados a deixar seu país em busca de proteção, duas brasileiras decidiram fazer a diferença na vida de quem está vivendo em condições extrema vulnerabilidade. Basta observar a movimentação na praça Simon Bolívar, onde centenas de pessoas estão acampadas e recebem alimentos e doações arrecadados por elas. O relato é da agência da ONU para refugiados (Acnur).

        A advogada Ana Lucíola Franco, de 56 anos, e a médica Eugênia Moura, de 60, vivem na cidade e realizam trabalhos sociais desde que eram adolescentes. Já ajudaram indígenas, haitianos e outras populações vulneráveis que passaram pela capital de Roraima.

        Quando começou a aumentar o fluxo de venezuelanos no estado, no final de 2015, elas decidiram que era hora de voltar sua solidariedade para essas pessoas, e iniciaram o movimento “SOS Hermanos”. Atualmente, as doações são entregues duas ou três vezes por semana na praça Simon Bolívar.

        O movimento tem recebido móveis, eletrodomésticos, roupas e alimentos que são distribuídos com a ajuda de outros voluntários àqueles que deixaram a Venezuela para recomeçar a vida no Brasil. A iniciativa atua em outras frentes, inclusive laboral, para promover a integração dessas pessoas.

        As duas amigas formaram uma rede composta por profissionais de diversas áreas que articulam essa inserção. “Um dos nossos principais propósitos é ajudá-los a se inserir no mercado de trabalho”, diz Ana Lucíola, destacando que a maioria dos venezuelanos é qualificada profissionalmente e tem muito potencial para contribuir com a economia local.

        Em breve, Ana Lucíola e Eugênia inaugurarão um abrigo para cerca de 40 pessoas, em um edifício na zona central de Boa Vista. O abrigo tem cerca de 900 metros quadrados e foi estruturado para receber famílias com crianças, sendo mantido por meio de doações.

        Segundo Ana Lucíola, o momento não poderia ser mais apropriado, já que o período de chuvas se aproxima. “A maioria das pessoas chega com poucas roupas e não está preparada para o frio. Precisamos fazer o que estiver ao nosso alcance para protegê-las e tirá-las das ruas”, afirma.

        Em apoio às idealizadoras do projeto, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) implementa um projeto para melhorar as instalações, como acesso aos banheiros, aumento do número de quartos e uma cozinha multifuncional. Será criado ainda um espaço especial para que as crianças possam brincar com segurança. O espaço será monitorado pelo ACNUR e pela ONG Fraternidade, e a ideia é que os refugiados possam viver e gerir o local de forma independente.

        Segundo Bertrand Blanc, oficial de emergências do ACNUR, as conexões estabelecidas entre a sociedade civil, o setor privado e a resposta humanitária são fundamentais para assegurar uma rápida e eficiente integração urbana local de refugiados em Boa Vista.

        “Essa importante iniciativa oferece alimentos para 500 refugiados por dia, acolhe em sua casa famílias vulneráveis e coloca à disposição abrigos adicionais, permitindo ao ACNUR e aos seus parceiros mitigar condições extremamente difíceis de muitas famílias e crianças.”

        Entretanto, estes atos de solidariedade nem sempre são bem recebidos pela comunidade local. A advogada afirma que já testemunhou inúmeras cenas de intolerância em relação aos venezuelanos, e que ela e os voluntários também são hostilizados e agredidos verbalmente. Mesmo assim, apesar das hostilidades, ela e sua equipe seguem firmes no propósito humanitário.

        Ela afirma que o impacto positivo da assistência oferecida ainda é predominante e pode ser percebido diariamente. Segundo Ana Lucíola, quando as pessoas vencem a resistência inicial e se permitem ter contato com a causa, acabam modificando suas perspectivas. “Toda ação solidária, de uma forma ou de outra, sensibiliza quem está do lado”, afirma, deixando clara a real dimensão da solidariedade que pode fazer a diferença na vida de cada vez mais pessoas.

VOLUNTÁRIAS brasileiras dão assistência a refugiados venezuelanos em Roraima. ONU Brasil, 9 mar. 2018. Disponível em: https://bit.ly/2OUB6QA. Acesso em: 28 set. 2018.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 7º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição – São Paulo, 2018, p. 62-5.

Entendendo a reportagem:

01 – Qual fato originou a reportagem?

      O movimento de duas voluntárias brasileiras para prestar auxílio aos venezuelanos refugiados na cidade de Boa Vista, Roraima.

02 – Em sua opinião, por que o trabalho voluntário de duas amigas com os refugiados venezuelanos em Boa Vista tornou-se tema de uma reportagem?

      Resposta pessoal do aluno.

03 – Releia o primeiro parágrafo da reportagem no qual há o lide e responda às perguntas abaixo.

a)   Qual foi o acontecimento?

Duas brasileiras decidiram fazer a diferença na vida de venezuelanos refugiados em situação de vulnerabilidade.

b)   Onde ocorreu?

Na praça Simón Bolivar, cidade de Boa Vista, capital de Roraima.

c)   Quando ocorreu?

Em março de 2018.

d)   Por que aconteceu?

Porque elas resolveram ajudar centenas de venezuelanos, acampados na praça, que foram forçados a deixar seu país em busca de proteção.

e)   Como aconteceu?

Venezuelanos recebem alimentos e doações arrecadados por duas brasileiras voluntárias.

04 – Releia o trecho da reportagem.

        A advogada Ana Lucíola Franco, de 56 anos, e a médica Eugênia Moura, de 60, vivem na cidade e realizam trabalhos sociais desde que eram adolescentes. Já ajudaram indígenas, haitianos e outras populações vulneráveis que passaram pela capital de Roraima.

        Quando começou a aumentar o fluxo de venezuelanos no estado, no final de 2015, elas decidiram que era hora de voltar sua solidariedade para essas pessoas, e iniciaram o movimento “SOS Hermanos”. Atualmente, as doações são entregues duas ou três vezes por semana na praça Simon Bolívar.”

a)   Nesse trecho, são apresentadas informações como os nomes completos, idade e profissão das voluntárias. Por que essas informações são relevantes numa reportagem?

São importantes para caracterizar as pessoas envolvidas no acontecimento/tema apresentado na reportagem.

b)   Além dos dados pessoais, são apresentadas informações sobre outros trabalhos humanitários que fizeram? Que trabalhos são esses? Por que essa informação é relevante na reportagem?

Já ajudaram indígenas, haitianos e outras populações vulneráveis que passaram pela capital de Roraima. Essa informação é relevante, pois enfatiza e valida para os leitores a iniciativa das duas voluntárias.

05 – No que consiste o movimento “SOS Hermanos”? Quais são seus principais propósitos?

      O movimento “SOS Hermanos”, criado pelas duas voluntárias, recebe móveis, eletrodomésticos, roupas e alimentos que são distribuídos com a ajuda de outros voluntários àqueles que deixaram a Venezuela para recomeçar a vida no Brasil. Além disso, as duas amigas formaram uma rede para integração dos refugiados no mercado de trabalho.

06 – Releia o trecho a seguir:

        “Na cidade de Boa Vista, capital do estado de Roraima que abriga milhares de venezuelanos forçados a deixar seu país em busca de proteção, duas brasileiras decidiram fazer a diferença na vida de quem está vivendo em condições extrema vulnerabilidade.”

Pesquise na internet ou em um dicionário os significados de vulnerabilidade e transcreva o sentido aplicado ao contexto da reportagem.

      As pessoas em situação de vulnerabilidade são aquelas que têm diminuída sua capacidade de enfrentar violações de direitos humanos básicos, como comer, morar e trabalhar.

07 – Na reportagem lida, são apresentados fatos e opiniões sobre a ajuda aos refugiados venezuelanos. Assinale F para fato e O para opinião:

(F) Em Boa Vista, Ana Lucíola e outros voluntários entregam marmitas para mulheres venezuelanas em situação de vulnerabilidade.

(O) Segundo Bertrand Blanc, oficial de emergências do Acnur, as conexões estabelecidas entre a sociedade civil, o setor privado e a resposta humanitária são fundamentais para assegurar uma rápida e eficiente integração urbana local de refugiados em Boa Vista.

(F) O movimento tem recebido móveis, eletrodomésticos, roupas e alimentos que são distribuídos com a ajuda de outros voluntários àqueles que deixaram a Venezuela para recomeçar a vida no Brasil.

(F) Entretanto, estes atos de solidariedade nem sempre são bem recebidos pela comunidade local. A advogada afirma que já testemunhou inúmeras cenas de intolerância em relação aos venezuelanos, e que ela e os voluntários também são hostilizados e agredidos verbalmente.

(O) Ela afirma que o impacto positivo da assistência oferecida ainda é predominante e pode ser percebido diariamente.

08 – Releia os trechos abaixo, nos quais são reportados os depoimentos das pessoas ouvidas na reportagem:

        “Um dos nossos principais propósitos é ajudá-los a se inserir no mercado de trabalho”, diz Ana Lucíola, destacando que a maioria dos venezuelanos é qualificada profissionalmente e tem muito potencial para contribuir com a economia local.

        “Essa importante iniciativa oferece alimentos para 500 refugiados por dia, acolhe em sua casa famílias vulneráveis e coloca à disposição abrigos adicionais, permitindo ao ACNUR e aos seus parceiros mitigar condições extremamente difíceis de muitas famílias e crianças.”

a)   Quem são as pessoas ouvidas nesses depoimentos? Quais cargos ocupam?

Ana Lucíola, uma das voluntárias do movimento “SOS Hermanos”, e Bertrand Blanc, oficial de emergência da Acnur.

b)   Por que essas pessoas foram ouvidas e seus depoimentos integrados à reportagem?

Lucíola foi ouvida, pois é uma das voluntárias cujas ações são relatadas na reportagem. Blanc é o representante da Acnur que apoia os refugiados e foi ouvido para falar do papel dos voluntários parceiros.

c)   Transcreva a fala dos entrevistados em discurso indireto.

Resposta pessoal do aluno.

09 – O trecho abaixo refere-se ao depoimento de Bertrand Blanc escrito em discurso indireto. Transforme-o em discurso direto.

        Segundo Bertrand Blanc, oficial de emergências do ACNUR, as conexões estabelecidas entre a sociedade civil, o setor privado e a resposta humanitária são fundamentais para assegurar uma rápida e eficiente integração urbana local de refugiados em Boa Vista.

      “As conexões estabelecidas entre a sociedade civil, o setor privado e a resposta humanitária são fundamentais para assegurar uma rápida e eficiente integração urbana local de refugiados em Boa Vista”, afirma Bertrand Blanc, oficial de emergências do Acnur.

10 – Que palavras e sinal de pontuação indicam as falas dos entrevistados em discurso direto e indireto na reportagem?

      As falas dos entrevistados em discurso direto são indicadas entre aspas. Depois da fala do entrevistado, pode haver vírgula e um verbo de dizer. As falas dos entrevistados em discurso indireto ocorrem em terceira pessoa e são usados os verbos de dizer.

11 – O relato dessa reportagem foi realizado pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur). Com base na informação sobre autoria e divulgação da reportagem, pesquise na internet e responda:

a)   Qual é o papel (missão) da Agência da ONU para Refugiados (Acnur)?

Proteção de refugiados ou de populações deslocadas por guerras, conflitos e perseguições.

b)   Relacione a missão da Acnur à abordagem dada pelo autor do texto sobre o fato e tema na reportagem.

A abordagem do tema é divulgar e enfatizar a importância de iniciativas de apoio e ajuda aos refugiados, em consonância com a missão dessa agência da ONU.

c)   Transcreva um trecho do texto que justifique sua resposta ao item anterior.

“Essa importante iniciativa oferece alimentos para 500 refugiados por dia, acolhe em sua casa famílias vulneráveis e coloca à disposição abrigos adicionais, permitindo ao ACNUR e aos seus parceiros mitigar condições extremamente difíceis de muitas famílias e crianças.”

12 – Segundo a reportagem, os voluntários presenciaram atos de intolerância em relação aos venezuelanos por parte da comunidade local, sendo agredidos e hostilizados verbalmente. Responda:

a)   Em sua opinião, por que parte da comunidade local apresenta intolerância em relação aos refugiados venezuelanos?

Resposta pessoal do aluno.

b)   Em sua opinião, o posicionamento da comunidade local sobre a chegada de refugiados ou imigrantes estrangeiros pode ser considerado opinião ou discurso de ódio?

Resposta pessoal do aluno.

 

 

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário