terça-feira, 19 de dezembro de 2017

CRÔNICA : PNEU FURADO - LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO - COM GABARITO

CRÔNICA: Pneu furado
                      Luís Fernando Veríssimo

      O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonita. Tão bonita que atrás parou outro carro e dele desceu uma homem dizendo: “Pode deixar”. Ele trocarei o pneu.
      - Você tem macaco? – Perguntou o homem.
      - Não – Respondeu a moça.
      - Vamos usar o meu – disse o homem – Você tem estepe?
      - Não -disse a moça.
      - Vamos usar o meu – Disse o homem.
      E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça. Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar. Dali a pouco chegou o dono do carro.
      - Puxa, você trocou o pneu do carro pra mim. Muito obrigado.
      - É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.
      - Coisa estranha.
      - É uma compulsão. Sei lá.
                                                          
Interpretação do texto:
1 – Por que o homem trocou o pneu do carro?
A ( X )  Porque ele queria ser simpático com a moça.
B (  ) Porque ele tinha compulsão de trocar pneus.
C (  ) Porque era seu dever ajudar o próximo.
D (  ) Porque ele tinha estepe e macaco.

2 – O que ele sentiu vendo a moça entrar no ônibus?
A (  ) Raiva                                        C ( X ) Espanto
B (  ) Gratidão                                    D(  )Felicidade

3 – A reação do homem quando o dono do carro agradeceu por ele ter trocado o pneu foi de:
A (X) Vergonha                                   C (  )Satisfação
B (  ) Violência                                    D(  ) Timidez

4 – Quem conta a história é:
A (  ) A moça que esperava o ônibus
B (  ) O dono do carro que estava com o pneu furado
C (  ) Um narrador que participa da história
D (X) Um narrador observador que está fora da história.

5 – Leia o trecho e grife a alternativa que mostra um adjetivo (uma característica ou qualidade) da personagem:
“... De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonita.”
A (  ) Lado                                           C (  ) Pneu
B (X) Bonita                                         D (  ) Muito

6 – “O carro, estava encostado no meio-fio, com um pneu furado.” Faça um X na alternativa em que as duas palavras são substantivos.
A (X) carro , pneu                                   C (  ) furado, estava
B (  ) pneu , encostado                           D(  ) com, pneu



POEMA: TOMA O TEU LUGAR NA MESA - BERTOLT BRECHT - COM GABARITO

POEMA: TOMA O TEU LUGAR NA MESA
                          Bertolt Brecht

         Toma o teu lugar na mesa, foste tu que a puseste.
         A partir de hoje vestirá o vestido aquela que o coseu.
         Hoje ao meio-dia em ponto
         Começa a idade de ouro.

         Nós vamos inaugurá-la por sabermos que
         Estais fartos de construir casas


         Que jamais habitais. Queremos crer
         Que doravante ireis comer o pão que cozestes.

         Mãe, que o teu filho coma.
         A guerra foi anulada. Pensamos que isso
         Seria melhor para ti. Por que, dissemos com os nossos botões,
         Adiar ainda mais a idade de ouro?
         Nós não somos eternos.
                                                               

 Interpretação do texto:

1) O poema, escrito em 1ª pessoa, é dirigido a uma 2ª pessoa, que se multiplica em vários trabalhadores. Que são respectivamente:
(a) professora; cozinheira; padeiro; pedreiro.
(b) pedreiro; cozinheira; costureira; dentista.
(c) cozinheira; costureira; pedreiro; padeiro.
(d) costureira; professora; dentista; pedreiro.

 2) Os verbos coser e cozer, significam respectivamente:
(a) cozinhar e costurar
(b) costurar e cozinhar
(c) lavar e cozinhar
(d) costurar e lavar

3) A expressão “dissemos com os nossos botões” é o mesmo que:
(a) falar consigo mesmo
(b) conversar com nossas roupas
(c) desabafar com nosso melhor amigo
(d) contar nossos segredos à alguém de confiança

 4) Segundo o texto, qual a principal razão para que a idade de ouro não seja adiada?
      Porque não somos eternos.

 5) Escreva, respectivamente, o tipo e o gênero do texto acima:

      Tipo Textual : Narração descritiva.
       Gênero Textual: Poema.

EDITORIAL: O INDIZÍVEL - A LUTA PELA EXPRESSÃO - ANTÔNIO SOARES AMORA - COM GABARITO

EDITORIAL: O INDIZÍVEL-A LUTA PELA EXPRESSÃO                                       Antônio Soares Amora 

        Quando dizemos que conteúdo e forma são concomitantes e indissolúveis em nosso espírito, não estamos a pensar em certos mistérios da vida afetiva. Um exame de consciência, uma auto-observação cuidadosa, revela-nos, na vida sentimental, por exemplo, fatos desta natureza: experimentamos emoções, sentimos profundamente certos estados anímicos - e não encontramos meios para os definir. Não é porventura frequente o caso de simpatias e antipatias involuntárias? Quantas vezes não simpatizamos com uma pessoa, sem nenhuma razão, sem nenhum motivo, sem que nada tenha feito essa pessoa para receber nossa simpatia. Em casos como este temos consciência de nosso estado de simpatia - mas não sabemos explicá-lo, nem defini-lo. É um estado bem vivo em nós - e no entanto indefinível, ou indizível.
        Muito mais que o homem comum, o artista, vivendo mais intensamente a vida afetiva, sente esse indizível dentro de si. E sua maior angústia espiritual é encontrar a expressão para essa realidade visceralmente sentida, mas incompreendida. O drama do artista é sempre a "luta pela expressão". E quando o artista consegue vencer a impotência expressiva, e alguma cousa dizer das infinitas e misteriosas ressonâncias de seu mundo interior - essa alguma cousa é sempre muito pouco em face do que ficou incompreendido. Uma obra literária, em face do indizível que ficou na alma do artista é, como diz Bergson, "franja residual" do oceano infinito e inquieto das emoções. O progresso da linguagem e da experiência humana é ininterrupto, suas conquistas são permanentes; mas o mistério da vida é infinito, e a arte há de sempre lutar com o indizível.

Interpretação do texto:
1)  "Quando dizemos que conteúdo e forma são concomitantes e indissolúveis em nosso espírito (...)". São concomitantes e indissolúveis porque:
a) a palavra e a forma é que dão vida ao pensamento. 
b) a essência precede a palavra e juntos formam o pensamento. 
c) o assunto e a palavra nascem ao mesmo tempo e não há como separar um do outro. 
d) a forma, posterior ao pensamento, serve de veículo para que ele chegue até nós.
e) o pensamento, depois de formulado, liga-se à palavra e juntos formam a mensagem.


2)  "(...) sentimos profundamente certos estados anímicos (...)"
Estados anímicos são estados de:
a) vontade.
b) expressão. 
c) pensamento. 
d) comportamento. 
e) alma. 

3)  Dentre os trechos abaixo, o único que NÃO apresenta o mesmo tema do texto de Antônio Soares Amora é:
a) "Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!" 

b) "O pensamento ferve, e é um turbilhão de lava:
A Forma, espessa e fria, é um sepulcro de neve...
E a Palavra pesada abafa a Ideia leve
Que, perfume e clarão, refulgia e voava." 

c) "Quem o molde achará para a expressão de tudo?
Ai! quem há de dizer as ânsias infinitas
Do sonho? e o céu que foge à mão que se levanta?
E a ira muda? e o asco mudo? e o desespero mudo?
E as palavras de fé que nunca foram ditas?
E as confissões de amor que morrem na garganta?!" 

d) " - Como são lindos os teus grandes versos!
Que colorido humano! que profundo
Sentido e que harmonia generosa
Encerra, nos seus símbolos diversos! ... "

e) "Prende a ideia fugaz; doma a rima bravia;
Trabalha ... E a obra, por fim, resplandece acabada:
"Mundo, que as minhas mãos arrancaram do nada!"
"Filha do meu trabalho! ergue-te à luz do dia!"
"Posso agora morrer, porque vives!" E o poeta
Pensa que vai cair, exausto, ao pé de um mundo,
E cai - vaidade humana! - ao pé de um grão de areia..." 

4)  "(...) realidade visceralmente sentida (...)" 
A palavra "visceralmente" quer dizer de modo 
a) profundo.
b) moderado.
c) perfeito.
d) completo.
e) apaixonado. 

5) Quanto ao gênero, podemos dizer que o texto estudado é:
a) um artigo
b) uma crônica
c) um editorial
d) um conto
e) um anúncio publicitário


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

MÚSICA(ATIVIDADES): NASCIDO DA DITADURA MILITAR - INCESTICIDA - COM GABARITO

Música(Atividades): Nascido da ditadura militar
Incesticida
   

                               
Choques elétricos, sacos plásticos,
Afogamentos, pau-de-arara,
Não mais, não mais...
Em um país que já foi
Reinado, império e ditadura,
A democracia por quanto tempo perdura?
Será que ainda perdura?!?

Um golpe em 64
Desencadeando
Mais de vinte anos de atraso.

Assaltos a banco,
Embaixador sequestrado,
Arrecadando fundos
Pra guerrilha ser de igual pra igual.

Herzog entre outros torturados,
Bombas na OAB,
Gritos de diretas já
De ex-exilados.

O terror mesmo sendo do passado,
Não se pode esquecer a herança deixada
Pelo sangue derramado...


E os abusos seguem impunes
Juntamente as agressões
Investigar
Quando se procura sujeira
E os arquivos vão sumindo
Juntamente as explicações
Enterradas com os generais,
Delegados e carrascos como:
Castello Branco,
Costa e Silva,

Entendendo a canção:

01 – Qual a temática desta canção?
      Repressão da Ditadura Militar.

02 – Na 2ª estrofe o autor cita o golpe em 64. Explique-o.
      Aconteceu no período de 1969 – 1985, vinte um anos que restringiu o exercício da cidadania e reprimiu com violência todos os movimentos de oposição.

03 – Quais direitos foram suspensos neste período?
      Suspensão dos direitos políticos dos cidadãos; cassação de mandatos parlamentares; eleições indiretas para governadores; dissolução de todos os partidos políticos.

04 – Na 3ª estrofe é citado que um embaixador foi sequestrado. Quem era? Quando aconteceu? Pesquise.
      O embaixador dos Estados Unidos Charles Burk Elbrick e aconteceu em setembro de 1969.

05 – Explique o verso: “Bombas na OAB”.
      No dia 27 de agosto de 1980, aconteceu um dos mais emblemáticos atentados ocorridos no período pós-AI-5, morre Lyda Monteiro, secretária da presidência do Conselho Federal da OAB, depois de abrir uma carta-bomba endereçada ao presidente da entidade na época, Eduardo Seabra Fagundes.

06 – Já no verso: “Herzog entre outros torturados”. De quem se trata? O que aconteceu?
      Se trata do jornalista Vladimir Herzog. Ele foi assassinado nas dependências do Exército, em São Paulo, em 1975.

07 – Quais foram as torturas utilizadas no Brasil durante a ditadura militar citadas na 1ª estrofe?
      Pau-de-arara, choque elétrico, afogamento e sacos plásticos.

08 – Quem são as pessoas citadas nos dois últimos versos?
      Os Ex-presidentes Humberto de Alencar Castelo Branco e o Ex-presidente Arthur Costa e Silva.

     


HISTÓRIA: JOCA, O PINTINHO - PARA SÉRIES INICIAIS - MARIA DINORAH - COM GABARITO

HISTÓRIA: Joca, o pintinho
            Maria Dinorah

  A galinha Cocó vivia muito contente com sua ninhada, até que começou a notar certas manias do pintinho Joca.
  Uma tarde ciscavam no campo, à sombra de uma grande árvore, à procura de coisas apetitosas, quando encontrou um pedaço de jornal.
   Ninguém deu a menor importância e foram andando. Mas Joca ficou para trás:
      --- Ande Joca – gritou Cocó.
    O pinto nem deu atenção. Cocó voltou para apanhá-lo, quando percebeu que ele estava comendo tranquilamente o pedaço de jornal.
        --- Não faça isso – gritou – Não vê que vai ficar doente?

        Numa última bicada, Joca engoliu o resto e saiu correndo atrás da mãe, que exigia explicações.
        --- Sabe mãe era uma poesia tão bonita, que ainda estou sentindo o gosto. Agora ela está aqui! – E pôs a assa na cabeça para mostrar.

                  Dinorah, Maria. O galo superdotado. 3 ed. Belo Horizonte: Lê, 1992.
Entendendo o texto:

01 – Qual é o título do texto?
      JOCA, o pintinho.

02 – Quem é o autor do texto?
      A autora Maria Dinorah.

03 – Quantos parágrafos há no texto?
      Possui 08 parágrafos.

04 – Quais são os personagens principais da história?
      Os personagens principais da história são a galinha Cocó e o pinto Joca.

05 – Onde eles estavam ciscando?
      Eles estavam ciscando à sombra de uma grande árvore.

06 – O que Joca encontrou?
      Ele encontrou um pedaço de jornal.

07 – O que Joca fez com o jornal? Por quê?
      Ele comeu o jornal, para guardar a poesia na cabeça.

08 – Qual a sua opinião em relação a atitude do Joca em comer o Jornal? Justifique sua resposta.
      Resposta pessoal do aluno.

      

      

HISTÓRIA: RISADINHA, O PIOLHO - PARA SÉRIES INICIAIS - COM GABARITO

História: Risadinha, o piolho


        A menina chegou em casa coçando a cabeça. Estava com piolho. Todo ano, no começo das aulas, acontecia a mesma coisa. E vinha vinagre quente, catação de lêndeas, lavação de cabelo. E choro. E mãe reclamando. Uma verdadeira luta. Um suplício. Agora estava acontecendo de novo.
        Depois de uma cessão dessas, com os olhos vermelhos de tanto chorar, a menina foi secar os cabelos ao sol. Um piolho, que estava todo molhado, aproveitou o momento também para se secar. E para tomar um pouco de sol. Colocou-se bem à vontade, de barriga para cima, as patinhas da frente apoiando a cabeça.
        A menina sentiu uma cosquinha e ao se coçar a barriga do piolho. Ele era cosquento e começou a rir. Ela ouviu aquele risinho e não descobriu de onde ele vinha. Como o riso pega logo, não demorou para que outros piolhos começassem a rir.
        O riso era tanto que a menina começou a dar risadas. Daí a pouco ria a mãe, ria o povo todo da casa. O riso tomou conta da vizinhança, contagiou o quarteirão depois invadiu o bairro, em seguida a cidade se espalhou pelo mundo a fora. Ninguém sabia porque estava rindo mas todo mundo ria pra valer. E quanto mais se ria, mais vontade sentia de rir.
        Dizem que até o sol, lá nas alturas, deu boas gargalhadas.

            Coelho, Ronaldo Simões. Risadinha, o piolho. Belo Horizonte. Lê, 1986.
Entendendo o texto:
01 – Qual é o título do texto?
      Risadinha, o piolho.

02 – Quantos parágrafos há no texto?
      Possui 05 parágrafos.

03 – Quais são os personagens principais desta história?
      Os personagens são a menina, o piolho e a mãe.

04 – Quem é o autor do texto?
      É Ronaldo Simões Coelho.

05 – O que acontece todos os anos no começo das aulas?
      Todos os anos a menina pegava piolho.

06 – O que acontecia quando a menina pegava piolho?
      Era vinagre quente, catação de lêndeas, lavação de cabelos, choro, mãe reclamando, uma verdadeira luta.

07 – O que aconteceu quando a menina foi secar os cabelos?
      O Piolho, que estava todo molhado, aproveitou o momento para também se secar, e para tomar um pouco de sol, colocou-se bem à vontade, de barriga para cima, as patinhas da frente apoiando a cabeça.

08 – O que aconteceu quando a menina coçou a cabeça?
      Ela coçou a barriga do piolho e ele começou a rir, depois os outros piolhos começaram a rir, depois de um tempo todo mundo estava rindo.

09 – Qual a sua opinião a respeito dessa história, você acha que ela é real? Justifique sua resposta.

      Resposta pessoal do aluno.

HISTÓRIA: A PREGUIÇA E O BANQUETE DOS BICHOS - MARIA ZÉLIA G. DE ALMEIDA - COM GABARITO

HISTÓRIA: A Preguiça e o banquete dos bichos

     Os bichos deram um banquete. Já na hora em que iam se sentar à mesa, notaram que não havia farinha. Então chamaram a Preguiça e disseram:
  --- Comadre Preguiça, vá depressa à cidade e compre cuia e meia de farinha. Mas venha logo, senão a comida vai esfriar.
     A Preguiça fez uma careta e saiu resmungando pelo corredor da sala de jantar. Os bichos ficaram a esperar. Passou-se um dia... 

        Passaram-se dois, três... quatro dias.
        Todos os bichos estavam caindo de fome. Impaciente, a Cutia exclamou:
        --- Minha gente, que fim teria levado a comadre Preguiça que ainda não voltou?
        Então ouviram de trás da porta da rua a Preguiça murmurar:
        --- Se me aperrearem, não vou à cidade comprar a farinha...

                                                              Maria Zélia G. de Almeida.
Entendendo o texto:

01 – Qual é o título do texto?
      A Preguiça e o banquete dos bichos.

02 – Quem é a autora da história?
      Maria Zélia G. de Almeida.

03 – Qual é o personagem principal da história?
      O personagem principal é a Preguiça.

04 – Quantos parágrafos há no texto?
      Possui 07 parágrafos.

05 – Qual é o evento que estava acontecendo durante a história?
      Estava acontecendo um banquete.

06 – O que estava faltando? Como os bichos resolviam isso?
      Estava faltando farinha, os animais pediram para a preguiça ir até a cidade comprar.

07 – Por que a Cutia ficou impaciente?
      Ela ficou impaciente pois a Preguiça estava demorando muito para voltar com a farinha e todos estavam com fome.

08 – Onde estava a Preguiça?
      A Preguiça estava atrás da porta da rua.

09 – O que você acha do comportamento da Preguiça? Explique sua resposta.
      Resposta pessoal do aluno.