terça-feira, 30 de junho de 2026

TIRINHA: VOZES VERBAIS - COM GABARITO

 Vozes verbais

 

Exercícios:

01 – O homem comenta com a namorada uma notícia. Como ele a interpreta?

      Ele pensa em comprar uma casa.

 

02 – Ele parece partilhar dos mesmos planos que a namorada? Justifique sua resposta com elementos da tirinha.

      Não, porque ela logo pensou em se casar e, quando ele percebeu, ele disse: Oh-oh.

 

03 – A frase “Esses novos financiamentos estão facilitando bastante a compra da casa própria” está na voz:

(X) ativa                       (  ) passiva                   (  ) reflexiva

 

04 – Reescreva a frase anterior na voz passiva:

      A compra da casa própria está sendo facilitada por esses financiamentos.

 

05 – A mulher poderia dizer: “Vamos nos casar então!”. Essa frase está na voz:

(  ) ativa                       (  ) passiva                   (X) reflexiva

 

06 – Observe as construções a seguir e marque a que está classificada de forma incorreta:

(  ) Todos queriam sair de lá. – Voz Ativa

(  ) Eles foram deixados para trás. – Voz Passiva

(X) Eles caíram no buraco. – Voz Reflexiva. É voz ativa.

 

07 – Escreva as orações na voz passiva:

a) O delegado interroga as testemunhas.

      As testemunhas são interrogadas pelo delegado.

b) Os mestres analisarão a prova.

      A prova será analisada pelos mestres.

c) Ele tratava com amor as crianças.

      As crianças eram tratadas com amor por ele.

d) O filho do vizinho entrega as correspondências.

      As correspondências são entregues pelo filho do vizinho.

 

 

 

ARTIGO DE OPINIÃO: PIRANDELLO E O CONCEITO DAS MÚLTIPLAS VERDADES - LUIGI PIRANDELLO - COM GABARITO

 Artigo de opinião: Pirandello e o conceito das múltiplas verdades

 

        Em peça teatral, autor questiona se a verdade pode ser real e absoluta

        A verdade, busca contínua do homem, parece ainda inalcançável. Os pontos de vistas se divergem e descobertas deixam de ser atuais mais rápido do que um cigarro chega ao fim. Descartes foi feliz ao dizer que “só sei que nada sei”. O significado da frase é tão amplo quanto os nossos sonhos.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhbrJY-sdG7G9YZb8sFdRI0o_V-BfkTZ7oEl4Y7XXF6eZ_lHGcJoaI0c0InwML5dBMl0drAvey9XND9g2FwXbM-bIWJtFXzfKNN9C1hao2YM8k8z4WK-4kOhk2RKm3o7IEPFj6GwkSRbxOmBoMNQCS_vOzTamMHeB0Ew-3NNrLCnmc0y1hbSNn_dMIDJ7s/s320/images.jpg


        Tão brilhante quanto o filósofo foi o escritor Luigi Pirandello, autor da célebre peça Seis Personagens à Procura de um Autor, e um defensor do pensamento de que a verdade é relativa.

        Seu trabalho mais abrangente sobre o assunto foi a peça Assim é, se lhe parece, na qual a personagem Frola é uma mulher reclusa. Ela justifica isso por afirmar que cuida de sua filha. Seu genro, no entanto, diz que a sogra enlouqueceu depois que a filha morreu.

        Provocando uma reviravolta, Frola afirma que, na verdade, foi o genro que enlouqueceu, e passou a acreditar que a esposa está morta. Ainda há na peça um personagem que defende que a verdade não existe. Ao menos não como absoluta. Existe uma série de verdades, que dependem de pontos de vista para existirem. Elas simplesmente são, se assim lhe parecem.

        Pirandello aponta que às vezes não há o certo e o errado; o verdadeiro e o falso; um caminho ou outro. Às vezes duas coisas absurdamente contraditórias podem coexistir e talvez até sem um meio termo.

        O autor não foi o primeiro nem o último a debater amplamente o conceito de verdade, porém o seu questionamento provocou muitas reflexões, inclusive no campo da Psicologia, já que o profissional desta área deve compreender o que é a verdade para o seu paciente.

        Luigi Pirandello já entendia que cada um possui os seus princípios, conceitos, história, sofrimentos e sonhos. Tudo isso é capaz de construir uma verdade e dá a sensação de que para que ela seja real, outras verdades precisam ser destruídas. Erro comum. Tudo pode ser, se assim lhe parecer.

 

http://lounge.obviousmag.org/with_a_little_help_from_my_friends/2014/08/pirandello-e-o-conceito-das-multiplas-verdades.html.

Entendendo o artigo:

01 – Qual é a tese principal defendida por Luigi Pirandello em suas obras, segundo o texto?

      Pirandello defende o pensamento de que a verdade é relativa. Para ele, a verdade absoluta não existe; em vez disso, existem múltiplas verdades que dependem do ponto de vista de cada indivíduo para passarem a existir.

02 – Como o enredo da peça "Assim é, se lhe parece" exemplifica o conceito de verdade relativa?

      A peça exemplifica isso através do conflito entre a personagem Frola e seu genro. Frola afirma ser reclusa para cuidar da filha. O genro, por sua vez, diz que a sogra enlouqueceu porque a filha morreu. A reviravolta ocorre quando Frola alega que, na realidade, o genro enlouqueceu e passou a acreditar que a esposa estava morta. O artigo mostra que essas duas versões absurdamente contraditórias coexistem sem que se saiba qual é a correta.

03 – O autor do artigo cita uma famosa frase filosófica no primeiro parágrafo. Que frase é essa, a quem ela é atribuída no texto e qual o erro conceitual nessa atribuição?

      A frase citada é “só sei que nada sei”. O texto a atribui ao filósofo René Descartes.

      Nota de correção histórica: Embora o artigo de opinião atribua a frase a Descartes, ela é historicamente creditada ao filósofo grego Sócrates. O pensamento famoso de Descartes é, na verdade, "Penso, logo existo".

04 – Por que os questionamentos de Pirandello provocaram reflexões importantes no campo da Psicologia?

      Porque o profissional de Psicologia precisa lidar diretamente com a subjetividade humana. Para ajudar um paciente, o psicólogo deve compreender o que constitui a "verdade" para aquela pessoa específica, respeitando a forma como ela enxerga e absorve o mundo.

05 – De acordo com o último parágrafo, quais elementos são capazes de construir a verdade de um indivíduo e qual é o "erro comum" cometido pelas pessoas em relação a isso?

      A verdade de cada um é construída por seus próprios princípios, conceitos, história de vida, sofrimentos e sonhos. O "erro comum" é a falsa sensação de que, para a nossa verdade ser real e válida, as verdades das outras pessoas precisam ser destruídas ou invalidadas.

 

ARTIGO DE OPINIÃO: A FICÇÃO COMO LUGAR DA FANTASIA - LUIGI PIRANDELLO - COM GABARITO

 Artigo de opinião: A ficção como lugar da fantasia

           Luigi Pirandello

 

        O autor italiano Luigi Pirandello, ao final de seu romance “O falecido Mattia Pascal” (que é, a propósito, meu livro favorito) tomou a liberdade de inserir em 1921 (na terceira edição da obra) um apêndice ao qual deu o nome de “Sobre os escrúpulos da fantasia”.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguK3ML7B9anELBfe6n6PwNjYmVkBu-alsFsvJ4qGnks7YuxMt8g4ottJYZPzhKYFUgDETIsSryHgA0C0p8ZOvwgTTrjLHluEScoGZ2R_qjPuP29ft6Lzn7H4p5TsYD2iUzVy-A3iy8G7kfvqWtmb5dpzR5u5SK2-2gGpySdiBo1GmMOXcAE1FXPPXnJAU/s320/face-622904_1280.jpg


        Pirandello, perspicaz em trazer aos leitores histórias para surpreendê-los quanto a intrincada psique humana, justifica seu estilo ao mesmo tempo em que aponta e responde aos excessos críticos dirigidos às obras de arte que escapam a um retrato da vida chamada “normal”. Ao dizer que os absurdos da vida não precisam parecer verossímeis porque são verdadeiros, ao contrário dos da arte que, para parecem verdadeiros, precisam ser verossímeis e sendo verossímeis, deixam de ser absurdos, o autor marca a autonomia que, arte e vida tem (ou devem ter) entre si. Ou seja: não se pode julgar a arte pela vida. Contudo, será mesmo que a arte e a vida conseguem efetivamente ser percebidas sob critérios distintos? Não seriam as duras críticas feitas à obra de Pirandello um indicativo de que algo de inquietante para o humano emerge de suas histórias, numa arte que faz questão à vida?

        O autor nos alerta que somos acostumados a reconhecer o comportamento humano por meio de padrões – estamos habituados a lidar com o humano na condição de homem e não de sujeito; trabalhamos com a percepção do “homem médio”. A arte em geral (embora nesse caso falemos especificamente em literatura) lidará com cada um desses sujeitos naquilo que eles tem de mais idiossincrático. A literatura rompe com padrões e expectativas, portanto.

        Contudo, creio que a vida é quem primeiro realiza essa quebra, embora nós não estejamos nunca preparados para lidar com o desconhecido e imprevisível que é o nosso semelhante. A noção de outro nos perturba desde logo pois supõe um deslocamento da nossa própria identidade. Daí nossa dificuldade (ou impossibilidade) em cumprir, por exemplo, o mandamento “amar ao próximo como a ti mesmo”. A psicanalista Maria Rita Kehl fala a esse respeito ao afirmar que “amar (ao estranho, diferente de mim) como a mim implica a anulação de toda a alteridade. Anulação bastante tentadora: ao fazer do próximo um idêntico, suprimindo nele tudo que é estranho ao eu, o sujeito tenta também se livrar do outro que o habita”.

        A inquietação provocada pelo absurdo quando este emana do campo da arte talvez incomode tanto porque nos aponte para o indomável que é o outro, capaz do que, não sabemos. “Se eu sou este e ele se assemelha tanto a mim, mas não é eu, quem é ele? Diante dele, quem sou eu? Só depois de nos desestabilizar dessa maneira – se aguentarmos o tranco – é que o próximo pode se revelar fonte de aprendizado, de experiências compartilhadas, de novas identificações”.

        A arte tem o poder de nos apresentar um grande número de diferentes – e nos mostra que não é possível compreendê-los, mas é preciso fazer com eles uma interlocução. Até onde estamos dispostos a isso? Não seria o absurdo na arte uma denúncia à nossa incapacidade de diálogo com o absurdamente humano, sempre inapreensível?

        É interessante observar que pela valorização do particular a arte literária tem grande impacto no coletivo – um leitor aprende pouco a pouco a se deparar com os mais variados tipos humanos e a tolerar, também pouco a pouco, tê-los todos dentro de si. Fernando Pessoa talvez tenha sido o escritor que mais levou a efeito essa ânsia, a partir da criação de vários heterônimos que lhe permitiram sentir e olhar o mundo a despeito de si. Não seria o aceite aos absurdos da arte uma via possível de tolerância para os absurdos da vida?

        Parece-nos que é no desapego ao critério geral de “humanidade” e pela empatia com os mais variados tipos humanos que podemos desenvolver autocrítica – é preciso construir novas maneiras de significar a relação do homem com seu semelhante. Para Pirandello, a propósito, a humanidade não pode mesmo existir em abstrato – existe, sim, dentro da variedade de homens – os quais são capazes de cometer absurdos que não necessitam parecer verossímeis porque são verdadeiros.

        As particularidades de cada sujeito, acredito, falam de seus sofrimentos e inquietações, os quais segundo Pirandello são situações da vida que incentivam o raciocinar-se a felicidade é gozo pleno, é nas situações mais improváveis e mesmo inverossímeis que podemos enxergar mais a fundo o que é da condição humana, ainda que tais absurdos possam escapar àquilo que à primeira vista pensamos nos aproximar do conceito de "universalmente humano".

        O “anormal” da vida cotidiana e das personagens de Pirandello parece não ser mais do que o estouro de um imenso real – aquele que, quando enxergado, avassala. Os personagens de um livro de literatura vestem máscaras, as alternam e a máscara por vezes pode rasgar-se e ser pisoteada diante do leitor. Nós, sempre investidos de máscaras temos, me parece, dificuldade em vê-las arrancadas em literatura, na ficção que surge como factível.

        Diz Pirandello: "É a máscara para uma representação, o jogo dos papéis, aquilo que desejamos ou devemos ser; aquilo que parecemos ser aos outros, enquanto o que somos, até certo ponto, nem nós mesmos sabemos. É a metáfora desajeitada e incerta de nós mesmos, a construção frequentemente complexa que fazemos de nós mesmos e que os outros fazem de nós”

        Num mundo que nos impõe o padronizado, o óbvio e a aparência, o quanto podemos suportar personagens viscerais?

        A provocação de Pirandello me faz pensar que o absurdo mais aceito na vida (e menos na arte) não é o inverossímil, mas a capacidade humana de sustentar por tanto a máscara e ser marionete de si mesmo – não seria a arte uma ferramenta de denúncia de toda a potencialidade da vida, que nos desconforta tanto justamente por nos lembrar que o desejo transcende aquilo que é nomeável e por vezes, representável?

        A vida prescinde de qualquer verossimilhança. Por que a nossa dificuldade em aceitar na arte o absurdo? Uma perspectiva de leitura a partir do ensaio "Sobre os escrúpulos da fantasia".

        Acredito que sim, afinal, por ironia da arte ou da vida, o romance Falecido Mattia Pascal, considerado por muitos à época de sua publicação como uma história sem a necessária pregnância com a realidade, encontrou alguns anos depois – nas folhas de um famoso jornal – a sua confirmação em uma notícia verdadeira. A arte pode, então, preceder a vida? Já disse Pirandello: de quais inverossimilhanças reais a vida é capaz, até nos romances onde sem querer ela é cópia da arte?

        O título do meu texto afirma a ficção como lugar da fantasia – penso que a arte, a qual surge como faculdade imaginativa, como o lugar do que não tem ligação estreita com a realidade, também cumpre a função de nos ligar à fantasia em sentido para além da inventividade. Quando destaco a ficção como lugar da fantasia, me refiro à fantasia segundo seu lugar em psicanálise – o lugar do desejo.

        A história de “O falecido Mattia Pascal” me provoca justamente na medida em que questiona até que ponto podemos usar diferentes máscaras e até que ponto elas podem confundir-se com nós mesmos.

Referências: PIRANDELLO, Luigi. O falecido Mattia Pascal; tradução de Rômulo Antônio Giovelli e Francisco Degani. São Paulo: Ed. Abril, 2010.

KEHL, Maria Rita. Sobre ética e psicanálise. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

http://obviousmag.org/fotoverbese/2015/03/a-ficcao-como-lugar-da-fantasia-luigi-pirandello.html.

 

Entendendo o artigo:

01 – Que importante distinção Pirandello faz entre os "absurdos da vida" e os "absurdos da arte" no seu ensaio "Sobre os escrúpulos da fantasia"?

      Pirandello afirma que os absurdos da vida não precisam parecer verossímeis (semelhantes à verdade) porque eles já são verdadeiros pelo simples fato de acontecerem. Por outro lado, os absurdos da arte, para que o público o aceite como verdadeiros, precisam ser verossímeis. Ao se tornarem verossímeis para a audiência, eles deixam de parecer absurdos, marcando assim a autonomia entre a arte e a vida.

02 – De acordo com o texto, de que maneira a literatura rompe com os padrões e expectativas da sociedade?

      O texto explica que a sociedade está acostumada a lidar com o "homem médio" e a reconhecer o comportamento humano através de padrões padronizados (a condição de homem). A literatura rompe com isso porque ela lida com o sujeito naquilo que ele tem de mais idiossincrático, ou seja, em suas características mais particulares, únicas e profundas.

03 – Como a psicanalista Maria Rita Kehl explica a nossa dificuldade em cumprir o mandamento "amar ao próximo como a ti mesmo"?

      Ela explica que amar o outro (o estranho, o diferente) como a si mesmo implica anular toda a alteridade (a diferença do outro). O sujeito tenta transformar o próximo em alguém idêntico a ele, suprimindo o que há de diferente, como uma tentativa tentadora de se livrar também do "outro" (das próprias estranhezas e inconsciente) que habita em si mesmo.

04 – Qual é o impacto coletivo que a arte literária provoca ao valorizar o "particular" de cada personagem?

      O impacto é o desenvolvimento da tolerância e da autocrítica. Ao entrar em contato com a literatura, o leitor aprende pouco a pouco a se deparar com os mais variados tipos humanos e a tolerar a ideia de que possui um pouco de todos esses tipos dentro de si mesmo. O texto cita Fernando Pessoa e seus heterônimos como o ápice dessa experiência.

05 – O que significa o conceito de "máscara" na visão de Pirandello citada no artigo?

      A máscara representa o jogo de papéis na sociedade: aquilo que desejamos ou devemos ser, e a imagem que parecemos ter para os outros. Ela é definida pelo autor como uma "metáfora desajeitada e incerta de nós mesmos", uma construção complexa que fazemos e que fazem de nós, escondendo o que realmente somos (algo que muitas vezes nem nós mesmos sabemos).

06 – Qual é a ironia real envolvendo o romance "O falecido Mattia Pascal" que o autor do artigo utiliza para fechar seu argumento?

      A ironia é que, quando o romance foi publicado, muitos críticos o atacaram dizendo que a história era absurda e não tinha ligação com a realidade (faltava-lhe verossimilhança). Contudo, anos mais tarde, as páginas de um jornal publicaram uma notícia verdadeira que confirmava exatamente os mesmos fatos da história fictícia de Pirandello, provando que a arte pode preceder a vida.

07 – O que o autor do artigo quer dizer quando afirma que a ficção é o "lugar da fantasia" no sentido psicanalítico?

      Ele esclarece que não está usando a palavra "fantasia" apenas como sinônimo de inventividade ou imaginação pura. Ele se refere à fantasia em seu sentido psicanalítico: o lugar do desejo. A ficção serve como esse espaço onde os desejos humanos transcendem o que é nomeável e revelam as profundezas e os conflitos da nossa psique.

 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

FÁBULA: AS CHAMAS - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: As Chamas

        As chamas brilhavam há mais de um mês na fornalha do soprador de vidro, onde eram feitos vidros e garrafas.

        Um dia viram aproximar-se uma vela colocada num castiçal fino e brilhante. Imediatamente, com um desejo ardente, as chamas tentaram aproximar-se da linda vela.

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvAfsoYsC4AM_6MVhu4OMGcIw1fauEuKVucAwjk7on6GKXh6I4hym1jzkh8783V2DpiIxHdxgIP-gIIdOVRw7xOocGzNEgD6gtSdKp0SzyHhckyss-m6vGsB81CNJ_FnjQ6ESOzYwDldfrhp73g9sSJyIN_99Ky2YiDjFgYDT73wY9nrenPB2FXxtjpOA/s320/DancingFlames.jpg 


        Uma delas, saltando da brasa que a alimentava, virou-se de costas para a fornalha e, passando através de uma pequenina fresta, atirou-se para cima da vela, devorando-a sofregamente.

        Porém a ávida chama logo consumiu a pobre vela e, não desejando morrer com ela, tentou voltar para a fornalha de onde havia fugido.

        Porém não conseguiu desgrudar-se da cera amolecida e, em vão, gritou para as outras chamas, pedindo socorro.

        A chama rebelde transformou-se numa sufocante fumaça, e deixou todas suas irmãs resplandecentes, com a perspectiva de uma vida longa e brilhante.

        Moral: A ganância, o egoísmo e a busca por prazeres imediatos destroem aquilo que cobiçam e isolam o indivíduo de sua fonte de segurança.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – Onde as chamas viviam inicialmente e há quanto tempo estavam lá?

      As chamas viviam e brilhavam há mais de um mês na fornalha de um soprador de vidro, local onde eram fabricados vidros e garrafas.

02 – O que despertou o desejo ardente de uma das chamas e a fez sair da fornalha?

      O desejo foi despertado quando as chamas viram aproximar-se uma linda vela colocada em um castiçal fino e brilhante. Atraída por ela, uma das chamas saltou de sua brasa alimentadora e escapou por uma pequena fresta para alcançá-la.

03 – O que aconteceu logo após a chama rebelde pular em cima da vela?

      A ávida chama devorou a vela sofregamente e, por ser um combustível limitado, acabou consumindo-a por completo rapidamente.

04 – Por que a chama não conseguiu retornar para a segurança da fornalha?

      Porque ela ficou presa na cera amolecida da vela que havia acabado de derreter. Sem conseguir desprender-se e sem combustível para se manter viva, ela não pôde retornar.

05 – Qual foi o destino final da chama rebelde em comparação ao de suas irmãs?

      A chama rebelde apagou-se, transformando-se em uma fumaça sufocante e escura. Enquanto isso, suas irmãs permaneceram unidas na fornalha, resplandecentes e seguras, com a perspectiva de uma vida longa e brilhante.

 

 

FÁBULA: A NAVALHA - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Navalha

 

        Era uma vez uma navalha de excelente qualidade, que morava numa barbearia. Um dia em que a loja estava vazia ela resolveu dar uma voltinha. Soltou-se do cabo e saiu para apreciar o lindo dia de primavera.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdsYOUb4CjdMVGO7U6jiGD17ASgtwy4EG8eVMnugg8Y0QGv1zzFrQ1IxrQiAi9vAAv8Umuv_4e-T43HfDY6Wgc5wDZCvLUJvc3fKmsIszm0hIYedrd0rUM9m5XKrO6UcJTU4AYWYPGQw1fhCb2T4t1u760_WFwlc8vMZgQgXie3cONudtzdfZRebBPpYo/s320/91nzV5BbErL._AC_UF1000,1000_QL80_.jpg


        Quando a navalha viu o reflexo do Sol em si mesma, ficou surpresa e encantada. A lâmina de aço lançava uma luz tão brilhante que, subitamente, com excessivo orgulho, a navalha disse a si mesma:

        -- E eu vou voltar para aquela loja de onde acabei de fugir? É claro que não! Os deuses não podem querer que uma beleza tal como a minha seja desonrada desta maneira. Seria loucura ficar aqui cortando as barbas ensaboadas daqueles camponeses, repetindo sem cessar a mesma tarefa mecânica! Será que minha beleza foi realmente feita para um trabalho desses? Certamente não! Vou esconder-me num local secreto e passar o resto da vida em paz.

        E em seguida foi procura um esconderijo onde ninguém a visse.

        Passaram-se meses. Um dia a navalha teve vontade de respirar ar fresco. Saiu cautelosamente de seu refúgio e olhou para si mesma.  Ai, que acontecera? A lâmina estava horrorosa, parecendo uma serra enferrujada, e não refletia mais a luz do Sol.

        A navalha ficou muito arrependida pelo que havia feito, e lamentou amargamente a irreparável perda, dizendo:

        -- Oh, como teria sido melhor se eu tivesse conservado em forma a minha linda lâmina, cortando barbas ensaboadas! Minha superfície teria permanecido brilhante e minha borda afiada! Agora aqui estou eu, toda corroída e coberta de uma horrível ferrugem! E não há nada a fazer!

        Moral: O triste fim da navalha é o mesmo que sucede às pessoas inteligentes que preferem ser preguiçosas a usar seus talentos. Essas pessoas, assim como a navalha, perdem o brilho e a parta afiada de seu intelecto, sendo logo corroídas pela ferrugem da ignorância.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – O que motivou a navalha a fugir da barbearia e abandonar o seu trabalho cotidiano?

      A navalha foi motivada pelo excessivo orgulho e pela vaidade. Ao ver o reflexo do Sol em sua lâmina de aço e notar como ela brilhava, ela se julgou bela e superior demais para realizar o trabalho mecânico e repetitivo de cortar as barbas dos camponeses. Ela considerou que aquela função desonrava a sua beleza e preferiu se esconder para viver em paz.

02 – De que maneira a passagem do tempo no esconderijo afetou a integridade física da navalha? Descreva o que ela encontrou ao sair do refúgio.

      O tempo passado no ócio e no isolamento destruiu as qualidades físicas da navalha. Ao sair do refúgio para respirar ar fresco após meses escondida, ela percebeu que sua lâmina estava horrorosa, parecida com uma serra enferrujada, e que já não refletia mais a luz do Sol, perdendo completamente o seu brilho e o seu corte original.

03 – Após perceber o seu novo estado, qual foi o arrependimento manifestado pela navalha? O que ela concluiu sobre a sua antiga rotina de trabalho?

      A navalha lamentou amargamente ter fugido e percebeu que o trabalho na barbearia, embora repetitivo, era justamente o que a mantinha em boa forma. Ela concluiu que se tivesse continuado a cortar as barbas ensaboadas, sua superfície teria permanecido brilhante e sua borda afiada, em vez de terminar totalmente corroída pela ferrugem.

04 – A moral do texto estabelece uma analogia (comparação). Como essa relação é feita entre os elementos da história e as características humanas?

      A fábula associa as qualidades físicas da navalha (o brilho e o corte afiado) à inteligência e aos talentos humanos. Da mesma forma, a "ferrugem" que corrói o metal é comparada à ignorância que consome a mente das pessoas que escolhem a preguiça e o ócio em vez de exercitarem e utilizarem suas capacidades no dia a dia. 

05 – A partir da leitura da fábula, qual é a principal lição que o autor deseja transmitir sobre a utilidade e a prática do nosso intelecto e talentos?

      A principal lição é a de que o talento e a inteligência não têm valor se forem mantidos isolados ou inativos; eles precisam ser praticados constantemente. Assim como o ferro precisa do trabalho para não enferrujar, as habilidades humanas exigem esforço e utilidade contínua, caso contrário, definham e são destruídas pelo comodismo e pela falta de uso.

 

 

FÁBULA: A NOZ E O CAMPANÁRIO - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Noz e o Campanário

         Um corvo pegou uma noz e levou-a para o topo de um alto campanário. Segurando a noz com as patas começou a bicá-la para abri-la. Porém subitamente a noz rolou para baixo e desapareceu numa fresta do muro.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEir4NdnAdG6j_xeUVz1hbG8ozusYWkjQa8uGqn198hp-82g8SkBmOEJt_LzMzLKpROhKKfV-NNlKfszBLMcJBqHnfZ4rsTbD3vhPK7s3L36EbA1uXs4Od6WoBn4F-NJl2Hh4uvVuNLXaYlyofZpcPRvgV9T8Bfv6Bl-Mp8VE1f8pwLYR4AinK8GRR1iZV0/s320/noz_pecan.jpg


        -- Muro, meu bom muro – suplicou a noz, percebendo que estava livre do bico do corvo – pelo amor de Deus, que foi tão bom para você, fazendo-o alto e forte, e enriquecendo-o com esses belos sinos de tão belo som, salve-me, tenha pena de mim! Meu destino era cair entre os velhos ramos de meu pai – prosseguiu a noz – permanecer no rico solo coberto de folhas amarelas. Por favor, não me abandone! Quando eu estava sendo atacada pelo terrível bico daquele corvo feroz, fiz um voto. Prometi que, se Deus me permitisse escapar, eu passaria o resto de minha vida dentro de uma frestinha.

        Os sinos, num doce murmúrio, avisaram o campanário que tomasse cuidado porque a noz podia ser perigosa. Porém o muro, teve compaixão e decidiu abrigá-la, deixando-a ficar onde havia caído.

        Porém dentro em breve a noz começou a abrir e a estender raízes nas frestas da pedra. Em seguida as raízes forçaram caminho por entre os blocos de pedra e surgiram galhos que saíam pela fresta. Os galhos cresceram, tornaram-se mais fortes e estenderam-se para o alto, acima do topo da torre. E as raízes, grossas e enroscadas, começaram a fazer buracos nos muros, empurrando para fora todas as velhas pedras.

        O muro percebeu, tarde demais, que a humildade da noz e seu voto de ficar escondida numa fresta não eram sinceros. E arrependeu-se de não ter dado ouvido aos sinos.

        A nogueira continuou a crescer e o muro, o pobre muro, desmoronou e ruiu.

        Moral: Cuidado com a falsa humildade daqueles que se fazem de vítimas apenas para conseguir um espaço.

 

   Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – Como a noz foi parar na fresta do muro do campanário?

      A noz foi levada até o topo do campanário por um corvo, que pretendia comê-la. Enquanto o corvo tentava abri-la com o bico, a noz escorregou de suas patas, rolou para baixo e acabou caindo e desaparecendo dentro de uma fresta do muro.

02 – Qual foi a promessa (ou voto) que a noz fez ao muro para convencê-lo a lhe dar abrigo?

      A noz implorou por piedade e afirmou ter feito um voto de que, se Deus a salvasse do bico do corvo, ela passaria o resto de sua vida escondida e quietinha dentro daquela frestinha, sem causar problemas. 

03 – Quem tentou alertar o campanário sobre o perigo de abrigar a noz?

      Foram os sinos. Num doce murmúrio, eles avisaram o campanário para que tomasse cuidado, pois a noz poderia ser perigosa. No entanto, o muro sentiu compaixão e ignorou o aviso.

04 – O que aconteceu quando a noz começou a crescer dentro da fresta do muro?

      A noz se abriu e começou a fincar raízes e a soltar galhos. Com o tempo, as raízes grossas forçaram caminho entre os blocos de pedra, abrindo buracos e empurrando as velhas pedras para fora, enquanto os galhos cresceram tanto que ultrapassaram o topo da torre.

05 – Qual foi o destino final do muro por ter abrigado a noz?

      O muro percebeu tarde demais que a noz havia mentido sobre sua suposta humildade. A nogueira continuou crescendo com tanta força que o pobre muro não resistiu à pressão das raízes, acabou desmoronando e ruiu completamente.

 

FÁBULA: A PULGA E O CARNEIRO - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Pulga e o Carneiro

        Certo dia, uma pulga que morava no pelo macio de um cachorro, sentiu um agradável cheiro de lã.

        -- Que será isso?

        Deu um salto e viu que o cachorro adormecera encostado à pele de um carneiro.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0n58U05DcoCIg5Vg40CRlBAg_XimPyluqTW1SnsGCRs8V2vi_oWsC3Vb8k_-V0MJ1D4S4pSlWKu37v5oWU5tft-7dolliZRKYj14c8ho8No6J865GZbcgYj1aFaTZtwALzMa4KhkGfZLsHdAGkJwHCqI7tvrCxAK88FigeInzRq_Ie3NRrknQtKmcRYo/s320/ovelhas-carneiro-cordeiro-saiba-quais-sao-as-diferencas%20(1).jpg


        -- Esta pele é exatamente o que preciso – disse a pulga – é mais espessa e mais macia, e principalmente mais segura. Não corro o risco de ser encontrada pelas patas e pelos dentes do cachorro, que a toda hora me procuram. E a pele do carneiro deve ser, certamente, mais agradável.

        Então, sem mais pensar, a pulga mudou-se de casa, saltando das costas do cachorro para a pele do carneiro. Porém a lã era espessa, tão espessa que era difícil atravessá-la para chegar até a pele. Tentou e tornou a tentar, separando pacientemente os fios, procurando laboriosamente um caminho. Finalmente atingiu as raízes dos pelos, mas eles eram tão juntos que ficavam praticamente encostados uns nos outros. A pulga não encontrou sequer um furinho através do qual pudesse atingir a pele do animal.

        Cansada, banhada em suor e profundamente desapontada, a pulga resignou-se a voltar para o cachorro. Porém o cachorro não estava mais lá.

        Pobre pulga! Chorou dias a fio de arrependimento por seu erro.

        Moral: Não abandone o que é seguro e garantido por uma ilusão de maior facilidade ou conforto sem antes conhecer a realidade.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 Entendendo a fábula:

01 – O que despertou o interesse da pulga em mudar de lugar no início da história?

      A pulga sentiu um cheiro agradável de lã e, ao dar um salto, percebeu que o cachorro em que morava estava dormindo encostado em um carneiro. Ela achou que a pele do carneiro seria mais espessa, macia, segura e agradável do que a do cachorro.

02 – Quais eram as desvantagens de morar no cachorro, segundo o ponto de vista da pulga?

      O cachorro estava constantemente tentando pegá-la com as patas e com os dentes, o que fazia com que a pulga corresse o risco frequente de ser encontrada e destruída. 

03 – Que dificuldades a pulga encontrou ao tentar se estabelecer na pele do carneiro?

      A lã do carneiro era tão espessa e os pelos eram tão juntos e encostados uns nos outros que a pulga teve imensa dificuldade para atravessá-los. Ela não conseguiu encontrar sequer um pequeno espaço ou furo para alcançar a pele do animal e se alimentar.

04 – O que a pulga decidiu fazer após fracassar na tentativa de alcançar a pele do carneiro?

      Cansada, suada e profundamente desapontada com a realidade da lã do carneiro, ela resolveu desistir e voltar para o pelo do cachorro, onde já estava acostumada a viver.

05 – Por que a história termina de forma triste para a pulga?

      Porque quando a pulga decidiu voltar, o cachorro já havia ido embora e não estava mais lá. Ela acabou ficando sem nenhuma das duas opções, restando-lhe apenas o choro e o arrependimento por seu erro impulsivo.

 

 

FÁBULA: A RAPOSA E A PEGA - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Raposa e a Pega

 

        Certo dia uma raposa esfomeada viu-se debaixo de uma árvore sobre a qual estava pousado um bando de barulhentas pegas.

        Escondendo-se para não ser vista, a raposa pôs-se a observar. Notou que os pássaros mantinham-se constantemente em busca de alimento e não temiam sequer pousar sobre cadáveres de animais a fim de bicá-los.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgdCTPCDMtGQ6dc5x_AXNiyQj6nBvR39xOh_7AtcXEIhlslKBZhRKt5HfuxyOfOrY4d2DMsLSgVI5VSdVynjy30ZiqiJ6a0XD1hHjIExGW47__XA05iuOic2zay4YfpoPX4KJABcZzx0GZgD_j9fzhpdieThCnEpXWhhmuT9iS3t6AHNtQuoiGv9SpdO_I/s1600/PEGA.jpg


        -- Vou fazer uma experiência – disse a raposa para si mesma.

        Cautelosamente, no maior silêncio, deitou-se no chão e permaneceu imóvel, de boca aberta, como se estivesse morta.

        Breve uma pega a viu e imediatamente voou para o chão.

        Aproximou-se da raposa e, pensando que ela estava morta, pôs-se a bicar-lhe a língua.

        Porém a pega deveria ter sido mais prudente, pois a raposa a apanhou.

        Moral: A falta de cuidado e a audácia excessiva diante do perigo podem ser fatais.

 

         Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – O que a raposa observou no comportamento das pegas enquanto estava escondida sob a árvore?

      A raposa notou que as pegas faziam muito barulho, estavam constantemente em busca de comida e eram tão destemidas que não hesitavam em pousar e bicar o cadáver de animais mortos para se alimentar.

02 – Qual foi o plano ("experiência") elaborado pela raposa para conseguir capturar uma das aves?

      Sabendo que as pegas se alimentavam de animais mortos, a raposa deitou-se no chão com cautela, em completo silêncio, e permaneceu imóvel de boca aberta, fingindo estar morta para atrair os pássaros.

03 – O que a primeira pega fez ao avistar a raposa imóvel no chão?

      Pensando que a raposa realmente estivesse morta, a pega voou imediatamente para o chão, aproximou-se sem medo e começou a bicar a língua da raposa.

04 – Qual foi o erro crucial da pega que causou a sua captura?

      O erro da pega foi a total falta de prudência. Ela confiou na aparência de morte da raposa e aproximou-se demais de sua boca (uma zona de extremo perigo), abaixando totalmente a guarda.

05 – Como a história termina para a pega e o que isso demonstra sobre a raposa?

      A história termina com a raposa capturando a pega no momento em que esta bicava sua língua. Isso demonstra a grande astúcia, paciência e capacidade de encenação da raposa, que soube usar o próprio hábito de sua presa como uma armadilha perfeita.

 

 

FÁBULA: A SERPENTE E OS PÁSSAROS - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Serpente e os Pássaros

 

        Não havia mais tantos pássaros no bando quanto anteriormente. Cada dia um deles desaparecia misteriosamente, sem ninguém notar como. O líder do bando não conseguia encontrar explicação alguma.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZKfJUNXagfqX9SAw2fiM6RqTjQJwZbpTDlDdyyG_eQKwVhZEmV3-U9hk4ALWgYGx4LOGKcy4LNJcH3toQ26Cd5Y_IbToFw2QvtV7qE0ZZpe0sVKqME-WYY6ure6bn8KTjIxKMRBc4itatSXLd6jk75v1rSjl562-WwFSzjMkR2RNb9y1NJ5pAQWDYD2Q/s1600/images.jpg


        Certa manhã, em vez de voar na frente, colocou-se em último lugar, a fim de poder vigiar seus companheiros.

        Voaram, como sempre, em direção a uma floresta distante. Ao passarem por cima de uma colina o líder notou que o ordenado bando separou-se, como se atingido por um forte vento. A maioria dos pássaros tornou a formar uma fila ordenada. Porém dois dos mais jovens prosseguiram numa rota diferente, como se atraídos por alguma força invisível.

        E subitamente o líder viu a serpente. Era muito comprida e tinha diversos anéis.

        Todas as manhãs ficava escondida na grama, à espera da passagem do bando. Então abria a boca e aspirava com força, sugando os pássaros para dentro de sua boca.

        Tendo descoberto o perigo, o sábio líder, desse dia em diante, conduziu o bando por outra rota e a serpente nunca mais apanhou nenhum deles.

        Moral: O verdadeiro líder protege seu grupo através da observação atenta e da prudência.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – Qual era o mistério que intrigava o líder do bando de pássaros no início da história?

      O mistério era o desaparecimento diário e inexplicável de vários pássaros do bando. A cada dia, um deles sumia sem que ninguém notasse como ou por quê.

02 – Que estratégia o líder utilizou para descobrir o que estava acontecendo com seus companheiros?

      Em vez de voar na frente liderando a fila como de costume, ele decidiu colocar-se na última posição do bando naquela manhã, o que lhe permitiu vigiar todos os companheiros de trás e observar qualquer irregularidade.

03 – O que o líder notou de estranho quando o bando sobrevoou uma colina?

      Ele notou que o bando se desordenou momentaneamente, como se tivesse sido atingido por um vento forte. Em seguida, viu que dois dos pássaros mais jovens saíram da rota correta e foram desviados, como se estivessem sendo atraídos por uma força invisível.

04 – Como a serpente conseguia capturar os pássaros que voavam alto?

      A serpente se escondia na grama da colina todas as manhãs esperando o bando passar. Quando eles ficavam exatamente em cima dela, ela abria a boca e aspirava o ar com tanta força que acabava sugando os pássaros diretamente para dentro de sua garganta.

05 – Qual foi a atitude tomada pelo líder após descobrir o segredo da serpente e qual foi o resultado?

      Sendo um líder sábio, ele mudou definitivamente o trajeto do bando a partir daquele dia, conduzindo os pássaros por uma rota alternativa e segura. Como resultado, a serpente nunca mais conseguiu capturar nenhum membro do bando.

 

 

 

FÁBULA: A TOUPEIRA - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Toupeira

        Uma toupeira estava passeando em baixo da terra ao longo das longas galerias subterrâneas que sua família havia escavado durante muitos anos de trabalho.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEioPLh0H0QHJ9r1WsWttQqnnm2b31sS8DjntqcndZDE_aLKWCy03OKc_VjQo9LmPYKwWvHs1oM4fSRTXqz963T0ZiFZNJi0YXoONzVDPcN7kcPjSYYGU4D97Ci1bAIWgI-kJGhYtyqUwAqQKtgsjTgm45Y6xsqdizpPyZ1cuEqldhdT2sjSzyCDgtc_KYE/s320/toupeira-168741977.jpg


        Andou para a frente e para trás, subiu ao último andar e desceu até o porão como se enxergasse perfeitamente bem. Na realidade, assim como todas as toupeiras, ela tinha olhos muito pequeninos e não via quase nada.

        Finalmente chegou a um caminho que não conhecia e prosseguiu adiante!

        -- Pare! – gritou uma voz vinda do andar inferior – essa galeria conduz ao exterior e é perigosa!

        Porém a toupeira continuou a subir até chegar a um monte de terra.

        Levantou o focinho e emergiu. Porém a brilhante luz do Sol cegou-lhe os olhos e ela correu de volta para a escuridão de seu abrigo.

        Moral: A teimosia e o orgulho de ignorar os avisos de perigo nos levam a sofrer as consequências de nossas próprias limitações.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – Como a toupeira conseguia se locomover tão bem pelas galerias subterrâneas de sua família?

      Ela andava perfeitamente bem para a frente, para trás, subindo e descendo os andares porque aquelas eram as longas galerias que sua família havia escavado durante muitos anos de trabalho, tornando o ambiente familiar para ela, apesar de sua quase total cegueira.

02 – Qual é a característica física das toupeiras mencionada no texto que limita a visão delas?

      O texto menciona que, assim como todas as toupeiras, ela tinha olhos muito pequeninos e não conseguia enxergar quase nada.

03 – Que aviso a toupeira recebeu ao entrar em um caminho desconhecido?

      Uma voz vinda do andar inferior gritou para que ela parasse, alertando que aquela nova galeria conduzia ao exterior e que aquilo era perigoso.

04 – Como a toupeira reagiu ao aviso recebido do andar inferior?

      Ela ignorou o aviso por completo. Movida pela curiosidade ou pela teimosia, continuou a subir a galeria até alcançar um monte de terra na superfície.

05 – O que aconteceu com a toupeira ao emergir na superfície e qual foi sua reação imediata?

      Ao levantar o focinho e emergir na superfície, a brilhante luz do Sol cegou completamente os seus olhos sensíveis. Assustada e machucada pela claridade, ela correu imediatamente de volta para a escuridão protetora de seu abrigo subterrâneo.