sábado, 6 de janeiro de 2018

TEXTO: HISTÓRIA DA COPA DO MUNDO DE FUTEBOL - COM GABARITO

Texto: História da Copa do Mundo de Futebol


  De quatro em quatro anos, seleções de futebol de diversos países do mundo se reúnem para disputar a Copa do Mundo de Futebol.
  A competição foi criada pelo Francês Jules Rimet, em 1928, após ter assumido o comando da instituição mais importante do futebol mundial: a FIFA (Federation International Football Association).

      A primeira edição da Copa do Mundo, foi realizada no Uruguai em 1930. Contou com a participação de apenas 16 seleções, que foram convidadas pela FIFA, sem disputa de eliminatórias, como acontece atualmente. A seleção uruguaia sagrou-se campeã e pode ficar, por quatro anos, com a taça Jules Rimet.
        Nas duas copas seguintes (1934 – 1938) a Itália ficou com o título. Porém, entre os anos de 1942 e 1946, a competição foi suspensa em função da eclosão da Segunda Guerra Mundial.
        Em 1950, o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo. Os brasileiros ficaram entusiasmados e confiantes no título. Com uma ótima equipe, o Brasil chegou à final contra o Uruguai. A final, realizada no recém construído Maracanã (Rio de Janeiro – RJ) teve a presença de aproximadamente 200 mil espectadores. Um simples empate daria o título ao Brasil, porém a celeste olímpica uruguaia conseguiu o que parecia impossível: venceu o Brasil por 2X1 e, tornou-se campeã. O Maracanã se calou e o choro tomou conta do país do futebol.
        O Brasil sentiria o gosto de erguer a Taça pela primeira vez em 1958, na copa disputada na Suécia – Neste ano, apareceu para o mundo, jogando pela Seleção Brasileira, aquele que seria considerado o melhor jogador de futebol de todos os tempos: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.
        Quatro anos após a conquista na Suécia, o Brasil voltou a provar o gostinho do título. Em 1962, no Chile, a seleção brasileira conquistou pela segunda vez a taça.
        Em 1970, no México, com uma equipe formada por excelentes jogadores (Pelé, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto Torres entre outros) o Brasil tornou-se pela 3ª vez campeão do mundo ao vencer a Itália por 4X1. Ao tornar-se tricampeão, o Brasil ganhou o direito de ficar em definitivo com a posse da Taça Jules Rimet.
        Após o título de 1970, o Brasil entrou num jejum de 24 anos sem título. A conquista voltou a ocorrer em 1994, na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Liderada pelo artilheiro Romário, nossa seleção venceu a Itália numa emocionante disputa por pênaltis. Quatro anos depois, o Brasil chegaria novamente a final, porém perderia o título para o país anfitrião: a França.
        Em 2002, na Copa do Mundo do Japão/Coréia do Sul, liderada pelo goleador Ronaldo, o Brasil sagrou-se pentacampeão ao derrotar a seleção da Alemanha por 2X0.
        Em 2006, foi realizada a Copa do Mundo da Alemanha. A competição retornou para os gramados da Europa. O evento foi muito disputado e repleto de emoções, como sempre foi. A Itália sagrou-se campeã ao derrotar, na final, a França pelo placar de 5X3, nos pênaltis. No tempo normal, o jogo terminou empatado em 1X1.
        Em 2010, pela primeira vez na história, a Copa do Mundo será realizada no continente africano. A África do Sul será a sede do evento.
        Em 2014, a Copa do Mundo será realizada no Brasil. O evento retornará ao território após 64 anos, pois foi em 1950 que ocorreu a última copa no Brasil.
                                                                                                     Disponível em:
                                                         php? conteúdo= 205. Acesso em 16.10.13.

Entendendo o texto:

01 – A Copa do Mundo acontece a cada quatro anos, com seleções de diversos países. Quando e por quem foi criada esta competição?
      A competição foi criada pelo Francês Jules Rimet, em 1928.

02 – Por que a seleção de futebol do Uruguai é chamada de celeste olímpica?
      Porque, a celeste olímpica uruguaia conseguiu o que parecia impossível: venceu o Brasil por 2 X 1 e, tornou-se campeã.

03 – No trecho: “O Maracanã se calou, quem o Maracanã representa e por que ele se calou?
      Representa a torcida brasileira, se calou porque o Uruguai venceu o Brasil por 2X1 e, tornou-se campeã.

04 – O Brasil ergueu a taça pela primeira vez na Copa de 1958, na Suécia. Qual o significado de ergueu no contexto do texto?
      O Brasil venceu pela primeira vez o Copa do Mundo.

05 – A seleção brasileira de 1958 tinha em sua equipe um dos jogadores mais famosos do Brasil e do Mundo: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Por que ele tem essa fama?
      Porque ele foi o melhor jogador do Brasil e do Mundo.

06 – “O Brasil ganhou o direito de ficar em definitivo com a posse da Taça Jules Rimet.” Qual o significado da palavra em destaque no sentido do texto?
      Ao tornar-se tricampeão, o Brasil ganhou o direito de ficar em definitivo com a posse da Taça Jules Rimet. Guardar para sempre.

07 – “Um simples empate daria o título ao Brasil, porém a celeste olímpica uruguaia conseguiu o que parecia impossível: venceu o Brasil por 2X1 e tornou-se campeã.” A conjunção porém está conectando estas duas orações e expressa qual sentido?
      É uma conjunção adversativas e expressa ideia de contraste ou compensação.

08 – Observe o trecho: “Voltou a provar o gostinho do título.” A quem o verbo voltar faz referência? Como seria o gostinho de um título?
      Refere-se a Seleção Brasileira. Conquistando o título de campeão.

09 – O jogo final da copa de 50 ocorreu no recém inaugurado Maracanã entre Brasil e Uruguai. O texto diz: “simples empate” daria o título ao Brasil. Se o empate seria simples, não seria natural que a seleção tivesse ganhado o título? Será que era tão simples assim? O que você acha?
      Resposta pessoal do aluno.

10 – O Brasil após muitos anos sem ganhar títulos voltou a ser campeão em 1994, nos Estados Unidos contra a França. O texto diz “emocionante disputa por pênaltis”. Por que a disputa de pênaltis na final de uma Copa do Mundo é um fato emocionante?
      Porque cada cobrança batida, é uma alegria ou tristeza. E o estado emocional das pessoas fica abalados.

11 – Em 2002, na Copa do Mundo do Japão/Coréia do Sul, liderada pelo goleador Ronaldo, o Brasil sagrou-se pentacampeão ao derrotar a seleção da Alemanha por 2X0. Qual a importância de um goleador para o time de futebol?
      Ele, através dos seus gols, é que dá a vitória a seu time e seu País.

12 – O Brasil em 2014 sediará a Copa do Mundo pela segunda vez. Você acredita na possibilidade do Brasil ganhar mais um título de campeão? Por quê?
      Resposta pessoal do aluno.



TEXTO: BOM DE OUVIDO - ANA MARIA MACHADO - COM GABARITO

Texto: Bom de Ouvido
            Ana Maria Machado
 
 Volta e meia a gente encontra alguém que foi alfabetizado, mas que não sabe ler. Quer dizer, até domina a técnica de juntar as sílabas e é capaz de distinguir no vidro dianteiro o itinerário de um ônibus. Mas passa longe de livro, revista, material impresso em geral. Gente que diz que não curte ler.
        Esquisito mesmo. Sei lá, nesses casos, sempre penso que é como se a pessoa estivesse dizendo que não curte namorar. Talvez nunca tenha tido a chance de descobrir como é gostoso. Nem nunca tenha parado para pensar que, se teve alguma experiência desastrosa em um namoro (ou em uma leitura), isso não quer dizer que todos vão ser assim. É só trocar de namorado, ou namorada. Ou de livro. De repente, pode descobrir delícias que nem imaginava, gostosuras fantásticas, prazeres incríveis. Ninguém deveria ser obrigado a namorar quem não quer. Ou ler o que não tem vontade. E todo mundo devia ter a oportunidade de experimentar um bocado nessa área, até descobrir qual é a sua.
        Durante 18 anos, eu tive uma livraria infantil. De vez em quando, chegavam uns pais ou avós com a mesma queixa: ‘O Joãozinho não gosta de ler, o que é que eu faço?’ Como eu acho que o ser humano é curioso por natureza e qualquer pessoa alfabetizada fica doida pra saber o segredo que tem dentro de um livro (desde que ninguém esteja tentando lhe impingir essa leitura feito um remédio amargo pela goela abaixo), não acredito mesmo nessa história de criança não gostar de ler. Então, o que eu dizia naqueles casos não variava muito.
        A primeira coisa era algo como ‘para de encher o saco do Joãozinho com essa história de que ele ter quer ler’. Geralmente, em termos mais delicados: ‘Por que você não experimenta aliviar a pressão em cima dele, e pensar uns seis meses sem dar conselho de leitura?’
        O passo seguinte era uma sugestão: ‘Experimente deixar um livro como este ao alcance do Joãozinho, num lugar onde ele possa ler escondido, sem parecer que está fazendo a sua vontade. No banheiro, por exemplo.’ E o que eu chamava de um livro como este, já na minha mão estendida em oferta, podia ser um exemplar de O menino Maluquinho, do Ziraldo, ou do Marcelo, Marmelo, Martelo, da Ruth Rocha, ou de O gênio do crime, de João Carlos Marinho. Havia vários títulos que também serviam. Mas o fato é que, em 18 anos de experiência, NUNCA apareceu um pai reclamando que aquela sugestão não tinha dado certo. Pelo contrário, incontáveis vezes o encontro seguinte já incluía um Joãozinho entusiasmado, comentando o livro lido e disposto a fazer novas descobertas.
        Para adolescentes e jovens, a coisa é um pouco mais complicada. Não porque não haja livro bom assim como os que citei. Pelo contrário, tem de montão. Eu seria capaz de encher páginas e páginas só dando sugestões e comentando cada uma delas. A quantidade chega até a atrapalhar a escolha, não é esse o problema. Mas aí já entram em cena muitas variáveis. (...)
        Nessa idade todo mundo gosta de procurar sua tribo. Há quem goste de pagode, quem se amarre em música sertaneja, quem só queira saber de rock. A turma que madruga e batalha para conciliar estudo e trabalho, o pessoal que discute política e faz manifestação, a moçada que não está nem aí. Se eles não se vestem igual, não frequentam os mesmos lugares, e não deslocam nos mesmos transportes, não curtem o mesmo tipo de música, não falam a mesma gíria, como é que de repente a gente vai encontrar um livro assim como O Menino Maluquinho para jovens, capaz de atingir a todos, tão diferentes?
        O fôlego de leitura de um sujeito é igualzinho ao que acontece nos esportes. Como quem sabe que não vai aguentar jogar noventa minutos, e então nem bate uma bolinha, dizendo que acha futebol um jogo idiota. Há quem desanime só de ver o número de páginas do livro, ou o tamanho da letra, ou o fato de não ter ilustração. Nesse caso, o cara acha que vai ficar de língua de fora e pagar o maior mico. Não percebe que não está competindo com ninguém. Também não tem ninguém na arquibancada olhando sua performance. Dá para levar o tempo que quiser para chegar ao fim do livro. Ler uma página por dia, por exemplo. Tem livros com histórias bem curtinhas. [...]
        Para outros candidatos a leitor, não é uma questão de fôlego, mas de medo de não ter musculatura para ler. De só dar chute chocho e a bola não ir longe. De não aguentar a força do que está escrito, não entender umas palavras, não perceber o que o autor quer dizer e ficar se achando um burro. Se nunca usar, o músculo pode acabar tão atrofiado que o cara não consegue nem mastigar, fica feito um bebê, só come papinha, sopa e sorvete. Incapaz de traçar um churrasco – para não falarem ir ao supermercado trazer a carne, ou plantar a própria horta. Dá um trabalho...
        Quando vejo essa atitude, sempre me lembro daquela frase: “Acha que educação custa caro? Experimente só a ignorância...” Tudo bem, vamos devagar, lendo textos curtos, fáceis, divertidos, variados, numa linguagem clara e parecida com a que a gente fala todo dia (e toda noite, não há limites). A sorte é que o Brasil é incrível e produz essa coisas.
        Depois de ler este texto, duvido que alguém ainda seja capaz de dizer, sinceramente, que não curte ler.

        Adaptado de Machado, Ana Maria. Bom de ouvido. In: Veríssimo, Luís Fernando. Comédias para ler na escola. (Texto de apresentação). Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

Entendendo o texto:
01 – Identifique o tema do texto lido.
      Incentivo à leitura.

02 – Pode-se afirmar que a autora conclui que há dois tipos de leitores.
a)   Quais são eles?
Aquele leitor que foi alfabetizado, mas que não sabe ler.
O outro é aquele que sempre arruma uma desculpa para não ler, às vezes, porque os pais ou professores obrigam a ler o que não tem vontade, ou só de ver o número de páginas do livro ou o tamanho da letra, também porque não tem ilustração.

b)   O que, segundo Ana Maria Machado, determinaria a existência desses dois tipos de leitores?
Não tiveram um primeiro contato com a leitura motivador, ou seja, lendo textos curtos, fáceis, divertidos, variados, numa linguagem clara e parecida com a que a gente fala todo o dia.

03 – De que se vale a autora para comprovar que sua opinião sobre os motivos que levam a essa diferenciação entre leitores está correta?
      Ela sempre faz a comparação, primeiro com o namoro para mostrar como é bom ler e depois com o esporte, falando do fôlego para aguentar noventa minutos de jogo e começar a ler um livro e terminar.

04 – Ana Maria Machado afirma que transformar leitura em prazer, quando se trata de adolescentes, é um pouco mais complicado.
a)   Por quê?
Entram em cena muitas variáveis. Nessa idade todo mundo gosta de procurar sua tribo.

b)   Que outros motivos, você como adolescente, acha que transformam a leitura em algo enfadonho ou desprazeroso?
Resposta pessoal do aluno.

05 – A autora de “Bom de Ouvido” estabelece uma comparação entre o fôlego de leitura de um sujeito e:
      Ao que acontece nos esportes – como quem sabe que não vai aguentar jogar noventa minutos, e então nem bate uma bolinha, dizendo que acha futebol um jogo idiota.

06 – Leia a seguinte frase retirada do texto: “Acha que educação custa caro? Experimente só a ignorância...” Dê uma interpretação adequada para esta fala da autora.
      “Se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância.” Esta frase frequentemente atribuída a Derek Bok, ex-reitor da Universidade Harvard, que resume com precisão a ideia de que dinheiro aplicado em escolas não é despesa, mas investimento.

07 -  Em seu texto a autora fala sobre textos curtos, fáceis, divertidos, variados, numa linguagem clara e parecida com a que a gente fala todo dia (e toda noite, não há limites). Faça uma pesquisa bem detalhada sobre alguns desses textos citados por ela e anexe juntamente com esta atividade. Escolha um dos textos pesquisados e faça uma interpretação adequada para ele.
      Resposta pessoal do aluno.

08 – Para Ana Maria Machado, neste texto: “Gente que diz que não curte ler” é como:
a)   Se a pessoa estivesse dizendo que não gosta de futebol.
b)   Se não gostasse de música.
c)   Se a pessoa estivesse dizendo que não curte namorar.
d)   Se tivessem os músculos atrofiados.

09 – A autora de “Bom de Ouvido” estabelece uma comparação entre o fôlego de leitura de um sujeito e:
a)   Namoro.
b)   O que acontece nos esportes.
c)   Autores que leem muito.
d)   Artistas.

Assinale a única resposta correta:
10 - Na frase: “Há flores e frutos no armário novo”, temos quantos substantivos?
a)   (X) 3.          b) (  ) 2.        c) (  ) 4 .          d) (  ) 1.        e) (  ) 5.

11 - Assinale o substantivo abstrato:
a. ( ) bruxa         b.( ) comida       c.( ) ar        d.(X) bondade       e.( ) saci.

12 - Assinale o substantivo concreto:
a. ( ) dor          b.( ) fé         c.(X) ar         d.( ) pobreza         e.( ) lealdade.

13 - Qual o coletivo de lobos?
a. ( ) enxame          b.( ) nuvem          c.(X) alcateia          d.( ) cáfila.

14 - Qual o coletivo de aviões?
a. ( ) esquadra         b. (X) esquadrilha         c.( ) vara         d.( ) matilha.

15 - Combine a coluna da direita com a coluna da esquerda:
  a. alcateia.                               (q) cabelos
  b. atlas.                                    (c) montanhas
  c. cordilheira.                           (b) mapas
  d. coro.                                    (g) camelos
  e. elenco.                                (m) plantas de uma região
  f. enxame.                               (p) estrelas
  g. cáfila.                                  (e) artistas
  h. cardume.                            (n) veículos
  i. esquadra.                             (a) lobos
  j. fauna.                                   (h) peixes
  l. filmoteca.                             (f) abelhas
  m. flora.                                  (i) navios de guerra
  n. frota.                                   (j) animais de uma região
  o. clero.                                  (r) chaves
  p. constelação.                      (o) padres
  q. madeixa.                            (l) filmes
  r. molho.                                (d) cantores
  s. ramalhete.                         (s) rosas
  t. corja.                                  (u) viajantes
  u. caravana.                          (t) vagabundos



quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

TEXTO: A RUA DA TENDINHA - DAVID COIMBRA - COM GABARITO

  Texto: A Rua da Tendinha
   
                                                David Coimbra

        Vai em 10, em cinco vira! O gordinho, coitado, já se arrastava para o gol. Ficava lá, com as mãos nas dobras da cintura, resmungando que não lhe davam chance de mostrar seu futebol, entre uma trave feita de meio tijolo e outra de um par de havaianas que não deformavam, não soltavam as tiras, não tinham cheiro. O melhor campinho não era um campinho. Era um areão que separava dois blocos de edifícios da vila do IAPI, Zona Norte de Porto Alegre, apelidado de “Rua da Tendinha”, porque lá havia, claro, um pequeno armazém de secos e molhados.
        A jogada preferencial era pela esquerda. O ponta Ricardinho tinha velocidade e um drible curto, de palmo e meio. Chutava forte. Um dia, o pessoal jogava três-dentro-três-fora e a bola sobrou para aquele pé esquerdo dele. Saiu oval, tamanha a bomba. Passou zunindo acima da cabeça do gordinho, desapareceu atrás do muro do conjunto de edifícios e então se ouviu um ruído seco e um gemido de dor. Os dois times, menos o gordinho, se dependuraram no muro e viram a cena: uma senhora, já entrada em anos, fazia na calçada, braços abertos como o Cristo Redentor, pernas para cima, óculos para um lado, bolsa para outro, a bola lá adiante, ainda quicando, já inofensiva.
        A primeira reação de todos foi sair correndo. Só que alguém precisava resgatar a bola, objeto por demais precioso naquele tempo. Bola de couro, número cinco, como aquela, era coisa rara. Quando fazia uma vaquinha, no máximo, no máximo a turma conseguia comprar uma dente-de-leite de plástico duro, que sugava a pele do infeliz que levasse uma bolada. Só o Zé Fernandes tinha bola de couro número cinco. Todas as tardes, uma comissão ia pedir a bola para o Zé Fernandes. Primeiro, diplomaticamente, o convidavam para jogar. Era um bom centroavante, o Zé. Sempre fazia gol. Podia não estar jogando nada. De repente, a bola batia nele e entrava. Gol do Zé. Era sempre assim. Mas às vezes ele não podia jogar. O pai não deixava. Obrigava o pobre a ficar estudando neste caso, o jeito era implorar pelo empréstimo da bola.
        A muito custo o Zé Fernandes emprestara a número cinco naquele dia. Perdê-la, portanto, era inadmissível. Alguém precisava ir buscar. O lateral-direito Barnabé foi escalado para a missão. Magrinho, pernas compridas, pulmão para ir de uma linha-de-fundo a outra três vezes seguidas, só o Barnabé reunia condições para apanhar a bola e correr tanto que nenhum dos vizinhos, que já chegavam para socorrer a pobre senhora, o alcançasse. Foi o que fizeram todos. O Barnabé com a bola debaixo do braço, o Ricardinho choramingando de pavor, o gordinho lá atrás.
        Tudo bem, tudo certo. Os jogos continuaram, lá na rua da Tendinha. Até que, uma tarde, uma patrola botou a tendinha abaixo, o terreno foi aplainado, recapado com cimento e transformado em estacionamento de uma gráfica enorme. Era o fim das peladas na rua da tendinha. Foi então que se começou a notar que os campinhos e os terrenos baldios estavam desaparecendo, dando lugar a prédios, estacionamentos, postos de gasolina, bancos.
        Alguns cronistas passaram a alertar que aquilo poderia significar o fim do futebol brasileiro. Como surgiriam os Pelés, os Garrinchas, os Tostões e os Rivelinos se os garotos não tinham mais lugar para jogar? Então o futebol brasileiro ganhou outra Copa do Mundo.
        E começaram a aparecer. Rivaldos, Denilsons, Giovannis, Djalminhas. E Ronaldinho, que é singular, apelidado pela última revista semanal do El País de “El Extraterrestre”. Eles estão aí, com tanto fôlego quanto o lateral Barnabé, com tanta habilidade e chute tão forte quanto o ponta Ricardinho. Mas como eles estão aí, se os terrenos baldios, os campinhos de pelada, as ruas da tendinha, enfim, desapareceram? De onde eles vieram? De Onde?

                Nogueira, Armando... [ETAL.]; Ilustrações Alcy. O mundo é uma bola:
                                              Crônicas, futebol e humor. São Paulo: Ática, 2006.
Entendendo o texto:
01 – Segundo o texto o menino era considerado coitado. Por quê?
      Sim. Porque era gordinho o colocavam no gol, e ele reclamava que não davam chance para mostrar seu futebol.

02 – O texto diz que o gordinho “se arrastava” para o gol? Por que essa expressão foi escolhida?
      Sim. Porque tinha pouca mobilidade, por estar acima do peso.

03 – Por que o chute do Ricardinho passou oval e zunindo acima da cabeça do gordinho? O que aconteceu depois deste chute?
      Porque o ponta Ricardinho tinha velocidade e um drible curto, de palmo e meio. A bola desapareceu atrás do muro e se ouviu um ruído seco e um gemido de dor.

04 – Por que a senhora jazia na calçada? O que significa dizer que ela já era “entrada em anos”?
      Porque a bola havia acertado ela e a derrubou na calçada. Entrada em anos, significa que era idosa.

05 – Depois do incidente com a senhora, por que a bola foi considerada inofensiva?
      Porque depois de ter acertado na senhora, ela já estava lá adiante, ainda quicando.

06 – A primeira reação dos meninos foi correr. Qual o motivo da pressa em resgatar a bola?
      Objeto por demais precioso naquele tempo. Bola de couro, número cinco, como aquela, era coisa rara.

07 – A bola de dente-de-leite de plástico duro sugava a pele do infeliz que levasse uma bolada. No contexto do texto, o que significa a bolada sugar a pele?
      Significa a pessoa levar uma bolada, e por ser de plástico ficava a marca vermelha da bola.

08 – Os meninos faziam uma comissão para pedir a bola de couro n° 5 com o Zé Fernandes. Por que esta primeira negociação era feita de forma diplomática?
      Primeiro, o convidavam para jogar. Era um bom centroavante.

09 – Qual foi o outro método utilizado pelos jogadores para negociar o empréstimo da bola?
      O outro jeito era implorar pelo empréstimo da bola.

10 – “Magrinho, pernas compridas, pulmão para ir de uma linha-de-fundo a outa três vezes seguidas.” Por que estes atributos foram importantes para a indicação de Barnabé como responsável por resgatar a bola?
      Como a bola era emprestada, perdê-la, portanto, era inadmissível, então Barnabé foi escalado para a missão.

11 – Ricardinho choramingava de pavor? Por quê?
      Sim. Porque tinha medo de perder a bola do Zé Fernandes.

12 – Por que o texto diz que os jogos na rua da tendinha eram considerados peladas?
      Porque eram jogos praticados nos terrenos baldios, ruas, etc.

13 – Os campinhos e terrenos baldios estão desaparecendo. Segundo o texto, qual a consequência deste fato para o futebol?
      Alguns cronistas passaram a alertar que aquilo poderia significar o fim do futebol brasileiro.

14 – Observe a seguinte frase retirada do texto acima: “Eles estão aí.” O pronome eles refere-se a quem no texto?
      Refere-se aos jogadores famosos, Rivaldos, Denilsons, Giovannis, Djalminhas e Ronaldinho.

15 – O armazém de secos e molhados é uma expressão que é utilizada em alguns lugares, ou regiões do país. Em sua região qual o nome deste tipo de comércio?
      Resposta pessoal do aluno.

16 – Como você responderia a pergunta feita pelo texto: “Mas como eles estão aí, se os terrenos baldios, os campinhos de pelada, as ruas da tendinha, enfim, desapareceram? De onde eles vieram? De onde?
      Resposta pessoal do aluno.


TEXTO: AGÁ DOIS Ó - MANOEL F.SOUZA NETO - COM GABARITO

Texto: Agá dois ó

        A água é uma coisa líquida que vive de passear. A gente pode às vezes até não perceber, mas ela está em todos os lugares onde estamos. Às vezes é tão leve que se mistura com o ar e forma nuvens de mar. Às vezes é pesada como uma montanha, mas ainda assim brinca de flutuar sobre o oceano e fica lá, boiando, boiando, até se desmanchar.
        A água, já descobriram alguns cientistas, é o feminino de agá dois ó, sendo que sua forma singular é conhecida como gota; no plural ela se pronuncia como um monte de pingos que misturados podem formar um rio doce ou um mar salgado; depende do gosto do freguês ou da onda da maré.
        A água vive de mudar de estado: evapora hoje. Chove amanhã, na semana que vem tá fria feito gelo, depois se derrete. Adora ficar indo e voltando, fazendo estripulia de menina sapeca. Tem dias que gosta de ser aquela nuvem que encobre o sol, em outros deseja descansar sobre a copa das árvores para pegar um bronze legal.
        A água tem momentos de grandes recolhimento, quando penetrando a terra se esconde entre os espaços deixados pelos grãos de areia e fica ali quieta, depois aflora em alguma fonte e aparece como um riachinho tranquilo, ai vai crescendo de tamanho e só quando tem que se abraçar com os braços do grande oceano.
        A água não guarda nenhuma mágoa, não tem certos preconceitos e cabe em qualquer lugar. Está no nosso corpo também numa cor que é vermelha por fazer parte do sangue, mas prefere ser chamada de inodora, insípida e incolor. Suas três propriedades mais propagadas e apagadas são fruto da sua timidez de aparecer como uma das mais importantes substâncias da vida.
        A água adora circular pela terra, sobe de um jeito e já desce outra, e vive assim de mudar as cores de sua roupa. Seu mais belo vestido é feito de sete matizes de um mesmo colorido, uma grande lição de arco-íris para o mundo, onde o que mais importa é poder propor aos homens uma aliança de amor em vez de potes de ouro.
        Enredada em seus segredos, a água é mística, lava-nos de nossa tristeza quando por vezes choramos. Em lágrimas vertidas a sua chama nos purifica, nos adormece o sofrimento nos ressuscita para a maravilhosa aventura da vida.
        A água está sempre por aí circulando o planeta no seu louco automóvel – um tal de ciclo hidrológico – evaporando gasosa, precipitando líquida ou sólida, parando no ar pela intercepção infiltrando, ressurgindo, escoando às vezes um tanto superficialmente, e assim vai se remexendo toda e construindo o seu show natural – ou você nunca ouviu o rock do teto molhado, com trovão na bateria e a chuva sobre as teclas do telhado?
        A água está sofrendo de uma doença que parece incurável e [...] uma epidemia. Suja e maltrapilha ela está a cada dia menos límpida, menos potável, menos leve, menos sadia, menos corredia, menos viva no seu jeitão descontraído. Em algumas poças ela estagnou como se houvesse sofrido uma paralisia; em certos lagos se tornou escura; noutros ficou escassa e, pior ainda, parece que o grande problema advém do fato de estar sendo envenenada.
        O planeta Terra, visto de cima, lá do espaço, é uma enorme bola azul feita de água. Muitos dizem que viemos do pó e ao pó voltaremos; na verdade a vida inteira de todos os seres veio da água, nasceu as profundezas desse líquido maravilhoso. A nave azulada está à deriva, entre as bordas de duas calotas sofre os efeitos da grande estufa, e ameaça inundar o mundo. Apesar de tudo, parece que ainda nos salvaremos, e como fênix, em vez de renascer das cinzas, haveremos de renascer... no berço das águas.

         Manoel Fernandes de Souza Neto. Aula de geografia e algumas crônicas.
                                              Campina Grande: Bagagem, 2003

Interpretação do texto:

01 – A crônica que você leu fala da água. Para representar os elementos naturais, como chumbo, água, ferro e outros, são usados letras e números. A água é representada pela fórmula H2O. Observe o título e diga o que ele tem a ver com a fórmula H2O.
      Resposta pessoal. Sugestão: O título está escrito como se fala.

02 – Que outro título você daria para a crônica? Por quê?
      Resposta pessoal do aluno.

03 – A crônica “Agá dois ó” expõe características da água em cada parágrafo. Conte quantos parágrafos tem a crônica. Lembre-se de que o início de cada parágrafo é marcado pelo espaço deixado à esquerda. Faça uma lista como essa em seu caderno e enumere-a de acordo com o número do parágrafo correspondente do texto. Veja o exemplo a seguir:
      A crônica possui 10 parágrafos.
3° parágrafo      -      Comenta sobre as mudanças de estado da água.
9° parágrafo      -      Descreve o mau uso da água.
5° parágrafo      -      Associa a água com o surgimento da vida.
7° parágrafo      -      Descreve de forma poética o ciclo da vida.

04 – Que trechos da crônica encontram-se relacionados ao esquema, visto anteriormente, sobre o caminho das águas na natureza? Qual seria a ideia principal de cada um dos parágrafos a seguir 1, 6 e 10?
      O caminho das águas, está no 8° parágrafo.
      No 1° parágrafo: fala dos três estados em que pode-se encontrar a água.
      No 6° parágrafo: Nós podemos encontrar a água em várias cores, deixando de ser inodora, insípida e incolor.
      No 10° parágrafo: revela a importância da água na vida dos seres, desde o nascimento até a morte.

05 – No texto, encontramos algumas palavras, conforme abaixo, explique.
a)   Por que o autor falou em “potes de ouro” no 6° parágrafo, logo depois de ter falado em “arco-íris”?
--- “Arco-íris”: representa as cores que encontramos as águas.
--- “Potes de ouro”: é a riqueza que a água proporciona em nossa vida.

b)   “Muitos dizem que viemos do pó e ao pó voltaremos”. Você já ouviu essa expressão? Em que local? Você sabe onde surgiu a expressão?

Resposta pessoal do aluno.

TEXTO: COMO O REI DE UM PAÍS CHUVOSO - NÉLSON ASCHER - COM GABARITO

Texto: COMO O REI DE UM PAÍS CHUVOSO


   Um espectro (aparição ilusória) ronda o mundo atual: o espectro do tédio. Ele se manifesta de diversas maneiras. Algumas de suas vítimas invadem o “shopping center” e, empunhando um cartão de crédito, comprometem o futuro do marido ou da mulher e dos filhos. A maioria opta por ficar horas diante da TV, assistindo a “reality shows”, os quais, por razões que me escapam, tornam interessante para seu público a vida comum de estranhos, ou seja, algo idêntico à própria rotina considerada vazia, claustrofóbica.
        O mal ataca hoje em dia faixas etárias que, uma ou duas gerações atrás, julgávamos naturalmente imunizadas a seu contágio. Crianças sempre foram capazes de se divertir umas com as outras ou até sozinhas. Dotadas de cérebros que, como esponjas, tudo absorvem e de um ambiente, qualquer um, no qual tudo é novo, tudo é infinito, nunca lhes faltam informação e dados a processar. Elas não precisam ser entretidas pelos adultos, pois o que quer que estes façam ou deixem de fazer lhes desperta, por definição, a curiosidade natural e aguça seus instintos analíticos. E, todavia, os pais se veem cada vez mais compelidos a inventar maneiras de distrair seus filhos durante as horas ociosas destes, um conceito que, na minha infância, não existia. É a ideia de que, se a família os ocupar com atividades, os filhos terão mais facilidades na vida.
        Sendo assim, os pais, simplesmente, não deixam os filhos pararem. Se o mal em si nada tem de original e, ao que tudo indica, surgiu, assim como o medo, o nojo e a raiva, junto com nossa espécie ou, quem sabe, antes, também é verdade que, por milênios, somente uma minoria dispunha das precondições necessárias para sofrer dele. Falamos do homem cujas refeições da semana dependiam do que conseguiria caçar na segunda-feira, antes de, na terça, estar fraco o bastante para se converter em caça e de uma mulher que, de sol a sol, trabalhava com a enxada ou o pilão. Nenhum deles tinha tempo de sentir o tédio, que pressupõe ócio abundante e sistemático para se manifestar em grande escala. Ninguém lhe oferecia facilidades. Por isso é que, até onde a memória coletiva alcança, o problema quase sempre se restringia ao topo da pirâmide social, a reis, nobres, magnatas, aos membros privilegiados de sociedades que, organizadas e avançadas, transformavam a faina abusiva da maioria no luxo de pouquíssimos eleitos.
        O tédio, portanto, foi um produto de luxo, e isso até tão recentemente que Baudelaire, para, há século e meio, descrevê-lo, comparou-se ao rei de um país chuvoso, como se experimentar delicadeza tão refinada elevasse socialmente quem não passava de “aristocrata de espírito”.
        Coube à Revolução Industrial a produção em massa daquilo que, previamente, eram raridades reservadas a uma elite mínima. E, se houve um produto que se difundiu com sucesso notável pelos mais inesperados andares e cantos do edifício social, esse produto foi o tédio. Nem se requer uma fartura de Primeiro Mundo para se chegar à sua massificação. Basta, a rigor, que à satisfação do biologicamente básico se associe o cerceamento de outras possibilidades (como, inclusive, a da fuga ou da emigração), para que o tempo ocioso ou inútil se encarregue do resto. Foi assim que, após as emoções fornecidas por Stalin e Hitler, os países socialistas se revelaram exímios fabricantes de tédio, único bem em cuja produção competiram à altura com seus rivais capitalistas. O tédio não é piada, nem um problema menor. Ele é central. Se não existisse o tédio, não haveria, por exemplo, tantas empresas de entretenimento e tantas fortunas decorrentes delas. Seja como for, nem está, nem soluções tradicionais (a alta cultura, a religião organizada) resolverão seus impasses. Que fazer com essa novidade histórica, as massas de crianças e jovens perpetuamente desempregados, funcionários, gente aposentada e cidadãos em geral ameaçados não pela fome, guerra ou epidemias, mas pelo tédio, algo que ainda ontem afetava apenas alguns monarcas?

ASCHER, Nélson, Folha de S. Paulo, 9 abr. 2007,
Ilustrada. (Texto adaptado)

ENTENDENDO O TEXTO:

01 – O título do texto contém, sobretudo:
A) uma alusão à antítese entre a facilidade de provimento das necessidades materiais e o vazio decorrente do ócio e da monotonia pela ausência de motivos por que lutar.
B) uma comparação que trata da dificuldade de convivência entre a opulência do poder e a manipulação decorrente do consumismo exacerbado.
C) uma metáfora relacionada à coabitação da angústia existencial contemporânea com a busca de sentidos para a vida, especialmente entre os membros da aristocracia.
D) uma referência ao conflito advindo da solidão do poder, especialmente no que se refere ao desânimo oriundo da ausência de perspectivas para a vida em sociedade.

02 – O texto NÃO menciona como causa para a presença do tédio na sociedade moderna:
A) a ausência de atividades físicas compulsórias relacionadas com a sobrevivência.
B) a facilidade de acesso aos bens que proveem as necessidades físicas primárias.
C) a limitação da mobilidade física e privação de certas liberdades.
D) a proliferação de empresas e de espaços de lazer e de consumo.

03 – A alternativa em que o termo destacado NÃO está corretamente explicado entre parênteses é:
A) “[...] aos membros privilegiados de sociedades que [...] transformavam a faina (trabalho prolongado) abusiva da maioria no luxo de pouquíssimos eleitos.”  (A CARÊNCIA, A MISÉRIA)
B) “Basta [...] que à satisfação do biologicamente básico se associe o cerceamento de outras possibilidades [...]” (A RESTRIÇÃO, A SUPRESSÃO)
C) “[...] os países socialistas se revelaram exímios fabricantes do tédio[...]” (EMINENTES, PERFEITOS)
D) “Um espectro ronda o mundo atual: o espectro do tédio.” (UM FANTASMA, UMA AMEAÇA).

04 – “O mal ataca hoje em dia faixas etárias que, uma ou duas gerações atrás, julgávamos naturalmente imunizadas a seu contágio.”
A expressão destacada pode ser substituída sem alteração significativa do sentido por:

A) a uma ou duas gerações.
B) acerca de duas gerações.
C) há uma ou duas gerações.
D) por uma ou duas gerações.

05 – “Se não existisse o tédio, não haveria, por exemplo, tantas empresas de entretenimento e tantas fortunas decorrentes delas.”
Alterando-se os tempos verbais, haverá erro de coesão em:
A) Não existindo o tédio, não haveria, por exemplo, tantas empresas de entretenimento e tantas fortunas decorrentes delas.
B) Se não existe o tédio, não terá havido, por exemplo, tantas empresas de entretenimento e tantas fortunas decorrentes delas.
C) Se não existir o tédio, não vai haver, por exemplo, tantas empresas de entretenimento e tantas fortunas decorrentes delas.
D) Se não tivesse existido o tédio, não teria havido, por exemplo, tantas empresas de entretenimento e tantas fortunas decorrentes delas.

06 – A supressão da vírgula implica alteração do sentido em:
A) “Coube à Revolução Industrial a produção em massa daquilo que, previamente, eram raridades reservadas a uma elite mínima.”
Coube à Revolução Industrial a produção em massa daquilo que previamente eram raridades reservadas a uma elite mínima.
B) “Nenhum deles tinha tempo de sentir o tédio, que pressupõe ócio abundante e sistemático [...]”
Nenhum deles tinha tempo de sentir o tédio que pressupõe ócio abundante e sistemático [...]
C) “O tédio não é piada, nem um problema menor.”
O tédio não é piada nem um problema menor.
D) “[...] também é verdade que, por milênios, somente uma minoria dispunha das precondições necessárias [...]”
[...] também é verdade que por milênios somente uma minoria dispunha das precondições necessárias [...]