terça-feira, 7 de julho de 2026

CRÔNICA: PAMONHA, PAMONHA, PAMONHA - SÉRGIO TANNENBAUM - COM GABARITO

 Crônica: Pamonha, pamonha, pamonha

            Sérgio Tannenbaum

         Ainda não eram nove da manhã e a perua dobrava a esquina e vinha lentamente em direção ao prédio, anunciando:

        “Pamonha, pamonha, pamonha. Pamonha de Piracicaba. Pamonha, milho verde e curau.”

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjqFAvFUOcqkbnZQ1sexb1m4D-Ae2vC8TY_vNP-E5aKwgVaoM892Ppo-3cc8jVHRh2fXiFIyPYF3JjRFU7XtMpm7A1gP8O1wr_hCeAKJrXVAWBhDrmJtYZB3OpgDm2bU01GQSV-nbPxt2QA-ys18vWQO76Ow3QugPTvrdygThsU5NqxL-yIjapYmUy8cxw/s1600/paminha.jpg


        Uma frase já era suficiente para acordar qualquer um. Mesmo aqueles de sono mais pesado eram religiosamente despertados pelo homem da pamonha, todos os domingos. E enquanto houvesse um único morador no prédio ou em toda vizinhança dormindo, lá vinha o alto-falante:

        “Pamonha, pamonha, pamonha. Pamonha de Piracicaba. Pamonha, milho verde e curau.”

        Nas primeiras semanas, apesar do incômodo, nada fizemos. Era só uma questão de tempo. Logo o Pamonha, como ficou conhecido o sujeito, iria arrumar outros clientes nas redondezas e nos deixaria em paz. Mas passados dois meses, o inferno continuava. Por isso, resolvemos convocar uma reunião dos moradores.
        A assembleia foi marcada para o domingo, às nove da manhã. Tínhamos certeza de que todos estariam acordados e, principalmente, revoltados com o Pamonha. Foi o maior quorum em assembleias de toda a história do condomínio.

        Foram necessários menos de quinze minutos para a deliberação final.

        Definiram-se três etapas para se alcançar o objetivo. A primeira consistia em dialogar com o Pamonha e tentar convencê-lo a ir embora. A segunda etapa seria subornar o Pamonha para que ele sumisse do mapa. Se isso também não funcionasse, a última etapa, a mais radical, deveria entrar em ação. Uma criança, escolhida por sorteio no condomínio, iria se vestir com um colete de dinamite e ser explodida exatamente no momento em que fosse comprar uma pamonha.

        A terceira etapa nem precisou ser acionada. O Pamonha fez um acordo: não mais usaria o alto-falante se tivesse garantida a compra de vinte pamonhas por domingo. Era um preço baixo que tínhamos que pagar. Dividíamos as despesas entre os moradores. Cada semana, cinco apartamentos recebiam as pamonhas. Muitos abriram mão da pamonha e apenas pagavam a sua parte.

        Com o passar do tempo, as pessoas foram enjoando das pamonhas. Ninguém mais aguentava o cheiro de milho verde. Em nova assembleia, novamente por unanimidade, ficou estabelecido que o Pamonha nem precisaria mais entregar as pamonhas. E mais: se ele insistisse em entregar as pamonhas, a etapa três seria ativada. Mas, para o Pamonha não sair no lucro, combinamos que ele deveria entregar as pamonhas gratuitamente numa favela próxima.

        O valor rateado para pagar o Pamonha já estava embutido no total do condomínio do mês, o que fez com que muitos moradores esquecessem definitivamente o assunto. Os novos moradores surpreendiam-se ao ver na prestação de contas do condomínio um item denominado “taxa do Pamonha”. Diante do valor pouco expressivo, contentavam-se com qualquer explicação do síndico.

        O Pamonha, por sua vez, cumpriu sua parte no acordo. Toda semana aparecia na favela pra distribuir as pamonhas gratuitas. Assim, foi-se tornando muito popular e querido na região. No domingo, as crianças esperavam ansiosas a chegada da perua. Para muitas, o curau, o milho verde ou as pamonhas entregues de graça eram a única refeição em muitos dias.

        O Pamonha já não era só o Pamonha. Passou a ser chamado de o “Pamonha, o amigo dos pobres”. E mesmo sem nos consultar, ele resolveu entregar as pamonhas gratuitas em outras favelas mais distantes. Em dois anos, “Pamonha, o amigo dos pobres” já era conhecido em todas as favelas da região. Seus fãs queriam ver o seu trabalho comunitário e filantrópico patrocinado pelo governo, já que “o coitado pagava tudo do bolso”. Queriam-no como vereador.

        As comunidades que o Pamonha visitava aos domingos resolveram se unir para eleger o seu candidato. Fizeram bazares, jogos de futebol e venderam artesanato com o objetivo de arrecadar fundos. Consultores de marketing político foram contratados. A candidatura do Pamonha se tornou realidade.

        Agora, três vezes por dia, todos os dias da semana (inclusive domingo), passa um trio elétrico na porta do prédio, anunciando:

        “Pamonha, Pamonha, Pamonha. Pra vereador, vote no Pamonha, o amigo dos pobres.”

 

Entendendo a crônica:

01 – Por que os moradores resolveram fazer uma reunião?

      Porque não aguentavam mais ser acordados pelo carro da pamonha. 

02 – A reunião foi marcada para domingo às 9 horas. Por quê?

      Porque todos estariam acordados por causa do carro da pamonha e estariam irritados com isso. 

03 – Os moradores chegaram rapidamente a um acordo sobre o que seria feito. Quais eram as três etapas que eles seguiriam para acabar com o problema?

      1ª – dialogar com o Pamonha; 2ª – suborna-lo; 3ª – sortear uma criança do condomínio para usar um colete de dinamites e explodir na hora de comprar a pamonha.

04 – “A terceira etapa nem precisou ser acionada. O Pamonha fez um acordo.” Qual foi o acordo feito?

      Eles pagariam um valor fixo de 20 pamonhas e ele não passaria. 

05 – Por que o Pamonha ficou conhecido como “Pamonha, o amigo dos pobres”?

      Porque dava as pamonhas pagas para pobres em favelas.

06 – As pessoas queriam o Pamonha como vereador. O que elas fizeram para que isso se tornasse real?

      Bazares, jogos de futebol, artesanatos etc.

07 – Qual foi a consequência da candidatura do Pamonha para os moradores do prédio?

      Agora passa todos os dias, 3x por dia, um trio elétrico anunciando a candidatura dele.

08 – Qual desses ditados populares funciona como moral da história?

a) Quem ri por último, ri melhor.

b) Nada é tão ruim que não possa piorar.

c) O pior cego é aquele que não quer ver.

d) Um dia da caça, outro do caçador.

 

 

 

ARTIGO DE OPINIÃO: MEU - MINHA EX. ESTÁ DESTRUINDO A MINHA IMAGEM PERANTE NOSSO FILHO - DRA. LUCIANA MUSZALSKA - COM GABARITO

 Artigo de opinião: Meu – Minha ex. está destruindo a minha imagem perante nosso filho


        Nosso casamento acabou há algum tempo, e com ele veio a decepção de um investimento de toda uma vida. Hoje somos inimigos, e o pior, nosso filho está sofrendo muito com isso. É, infelizmente, muito comum que a mágoa do final de um relacionamento traga consequências... muitas vezes quase que irreparáveis. Um dos pais ou ambos, falam de suas mágoas ao filho, que ama os dois e que se sente completamente confuso diante de tal situação. É um momento tão confuso e tão repleto de mágoas, que os pais por estarem envolvidos em sua dor, não conseguem perceber onde termina seu casamento e começa o sentimento de paternidade ou maternidade. Não são raros os casos em que eles (pais ou mães) permitem que seu relacionamento de casal interfira no relacionamento pais e filhos. Apesar de não ter a intenção consciente, acabam por destruir a estrutura emocional desse filho que tanto amam. 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhqw4f99s3pajFpKNyjh1q4ISwgyhK0keJS-O5a9LMGMZbeKnVyhXvOmHuAKDePXFtu2RxDoorjN9tit95yINEJuD2p2MJxpt4PnZXRZN477WjAmHrkOzOR5sEvqDGYMneUkKUROVpUKycWPoz9trEfyka8J4G1flNetKMhZrlgpbJAX_JQWGAYXmyJgFM/s320/images.jpg


        As consequências podem ser desastrosas, saiba abaixo como funciona esse mecanismo de amor e ódio e qual a melhor maneira de lidar com ele. 

        Ouço muitos casais que optam por não se separar e vivem toda uma vida infeliz com medo de machucar seus filhos. Esses filhos não são bobos. Eles percebem que são os responsáveis pela não separação do casal e consequentemente pela infelicidade de seus pais. Por outro lado, se as mágoas de um casamento desfeito, podem destruir toda a autoestima e sentimento de amor do filho... O que fazer? 

        No Brasil, é a mãe que geralmente detém a guarda do filho (a) no caso de uma separação. Mas o que eu vou relatar abaixo, independe de quem mantém ou não a guarda e sim a maneira que essa pessoa lida com o sentimento de frustração pelo fim de seu casamento. 

        A mãe, por estar mais próxima do filho, faz uma vinculação inconsciente com um ou todos os filhos contra o pai que saiu de casa. 

        A realidade é, não importa quem fala mal de quem, e nem se os motivos apontados são ou não verdadeiros. A criança está no meio de uma guerra que acabará por “afastá-la” de qualquer possibilidade de vínculo com o antigo parceiro. E isso, muita atenção... é tremendamente prejudicial à criança. Sim, eu disse prejudicial à criança! 


        O filho, que também está sofrendo com o distanciamento e dor causados pela separação, vinculado a um dos pais, inicia um processo de ódio contra o outro pai. 

        Gostaria de ressaltar que eu não estou defendendo nenhuma das partes. Nem pai, nem mãe, e sim tentando explicar o que ocorre com uma frequência bastante significativa. Minha intenção é a de mostrar que quem realmente é atingido com tudo isso é a criança. 

        Pelas leis brasileiras, na grande maioria dos casos, quem detém a guarda dos filhos no momento da separação, é a mãe. Mas mesmo quando é o pai que detém a guarda, o processo que eu estou descrevendo acima, acontece EXATAMENTE da mesma maneira. 

        O que ocorre é uma alteração do comportamento dos filhos, de “normal” a patológico. O que antes era saudade, agora é raiva. O que antes era ansiedade agora é rejeição. O normal seria a criança ficar ansiosa e feliz com a visita do pai ou mãe, mas ela se torna cada dia mais agressiva e rejeita aquele a quem tanto ama. 

        Quando isso acontece, percebemos que a criança está sofrendo de SAP, ou Síndrome de Alienação Parental, que é quando um dos genitores (pai ou mãe) tenta induzir o ódio dos filhos pelo outro genitor. O mais importante neste momento é, antes de culpar o outro genitor... e consequentemente aumentar a discórdia que já existe, perceber que esta criança está sofrendo tanto quanto você, e que ela precisa dos DOIS PAIS unidos a seu favor, independente de morarem juntos, estarem separados ou não! 

        “Estudos indicam que 80% dos filhos de pais divorciados ou em processo de separação já sofreram algum tipo de alienação parental.” 

        “No Brasil, o número de órfãos de pais vivos é, proporcionalmente, o maior do mundo. Fruto de mães, que, pouco a pouco, apagam a figura do pai da vida e do imaginário da criança.” “Esse afastamento não é deletério apenas para a criança, mas, também, aos pais abandonados pelos filhos. Richard Gardner, professor do Departamento de Psiquiatria Infantil da Faculdade de Medicina e Cirurgia da Universidade de Columbia, EUA, conclui que: a perda de uma criança nesta situação pode ser mais dolorosa e psicologicamente devastadora para o pai-vítima do que a própria morte da criança, pois a morte é um fim, sem esperança ou possibilidade para reconciliação, mas os filhos da alienação parental estão vivos, e, consequentemente, a aceitação e renúncia à perda é infinitamente mais difícil e dolorosa.” (Extraído de: OAB - Distrito Federal – 01 de Setembro de 2010). Ainda segundo o Dr. Richard Gardner, “A alienação parental é um processo que consiste em programar uma criança para que odeie um dos seus genitores (o genitor não guardião) sem justificativa, por influência do outro genitor (o genitor guardião), com quem a criança mantém um vínculo de dependência afetiva e estabelece um pacto de lealdade inconsciente. Quando essa síndrome se instala, o vínculo da criança com o genitor alienado (não guardião) torna-se irremediavelmente destruído. Porém, para que se configure efetivamente esse quadro, é preciso estar seguro de que o genitor alienado não mereça, de forma alguma, ser rejeitado e odiado pela criança.”.

        Este artigo é de suma importância, e deveria ser lido por todos os pais no momento da separação. Se você ama seu filho verdadeiramente, saiba que: A SAP pode trazer muitas dificuldades para a criança, inclusive quando ela se tornar adulta. 

        Em curto prazo, a criança aprende a manipular os adultos e a demonstrar sentimentos e reações não verdadeiras, mas com o passar dos anos, ela vai se distanciando de suas verdadeiras emoções e na medida que isso ocorre, ela começa a perder a identificação com esse genitor, podendo inclusive adquirir vários transtornos de identidade. É comum nesses casos desde quadros como depressão crônica, incapacidade de se adaptar em novos ambientes sociais, transtornos de imagem, dependência ao álcool e drogas e em alguns casos inclusive o suicídio, por apresentar sentimento de culpa incontrolável e irremediável por descobrir que foi injusta no passado com o pai e/ou a mãe. Pensem muito bem antes de envolver seus filhos nos problemas do casal. Ao querer o apoio para seus próprios sentimentos em relação à separação, seu filho pode sair muito machucado... 

        O marido deixa de ser marido, mas jamais deixara de ser pai. A mãe deixa de ser esposa, mas jamais deixara de ser mãe! 

Pais precisam pensar muito no futuro de seus filhos, e isso, não quer dizer viver juntos infelizes, Mas, destruir figuras parentais tão significativas para os filhos causam rombos na estrutura dessas crianças, rombos esses muitas vezes irremediáveis. 

        Casamentos podem ser refeitos através de novos romances, mas as figuras parentais de pai e mãe jamais se refazem em nossa psique e coração.

Dra. Luciana Muszalska. Psicóloga Clínica, escritora e palestrante em todo o Brasil. ARTIGO PUBLICADO NO GRUPO "TECENDO TEXTOS".

 

Entendendo o artigo:

01 – De acordo com o primeiro parágrafo do texto, por que muitos pais acabam permitindo que os problemas do casamento desfeito interfiram na relação com os filhos?

      Porque os pais estão tão envolvidos e fragilizados por sua própria dor e mágoa em relação ao fim do relacionamento que não conseguem estabelecer um limite claro. Eles perdem a capacidade de perceber onde termina o papel de homem/mulher (casamento) e onde começa o papel de pai/mãe (paternidade/maternidade).

02 – O autor menciona que alguns casais optam por não se separar "com medo de machucar seus filhos". Qual é a consequência negativa dessa escolha, segundo o artigo?

      A consequência é que as crianças percebem a situação. Elas notam que são o motivo pelo qual os pais continuam juntos e infelizes, o que acaba gerando nos filhos um sentimento de culpa e responsabilidade pela infelicidade dos pais.

03 – O que significa a sigla SAP mencionada no texto e como esse quadro se caracteriza no comportamento da criança?

      SAP significa Síndrome de Alienação Parental. Ela se caracteriza pelo momento em que um dos genitores tenta induzir o filho a odiar o outro genitor. No comportamento da criança, ocorre uma mudança de um estado "normal" para um "patológico": a saudade vira raiva, a ansiedade para ver o pai ou a mãe vira rejeição, e a criança passa a agir de forma agressiva com quem ela ama.

04 – Com base nos dados trazidos pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) citados no texto, qual é a grave estatística apresentada sobre os filhos de pais divorciados no país?

      O texto aponta que estudos indicam que 80% dos filhos de pais divorciados ou em processo de separação já sofreram algum tipo de alienação parental. Além disso, destaca que o Brasil possui, proporcionalmente, o maior número de "órfãos de pais vivos" do mundo devido a essa prática.

05 – De acordo com o psiquiatra infantil Richard Gardner, por que a perda de um filho pela alienação parental pode ser psicologicamente mais dolorosa para o "pai-vítima" do que a própria morte da criança?

      Porque a morte é um fim definitivo, o que impõe uma aceitação sem esperanças. Já no caso da alienação parental, os filhos continuam vivos, o que torna a aceitação e a renúncia à perda infinitamente mais difíceis e dolorosas, pois o pai-vítima sabe que o filho está distante e o rejeitando sem uma justificativa real.

06 – Quais são as consequências graves e de longo prazo que a Síndrome de Alienação Parental pode causar na vida da criança quando ela atingir a fase adulta?

      No longo prazo, a pessoa pode sofrer com transtornos de identidade, depressão crônica, incapacidade de se adaptar a novos ambientes sociais, dependência de álcool e drogas e, em casos extremos, o suicídio. Este último pode ser motivado por um sentimento de culpa incontrolável ao descobrir, no futuro, que foi injusta com o pai ou a mãe no passado.

07 – Qual é a principal reflexão ou tese defendida pelo autor nos parágrafos finais do artigo para conscientizar os pais que se separam?

      A tese de que o fim do casamento não extingue as funções maternas e paternas ("O marido deixa de ser marido, mas jamais deixará de ser pai"). O autor defende que novos romances podem refazer casamentos, mas as figuras de pai e mãe são únicas e insubstituíveis na psique e no coração de um filho. Portanto, destruir essas imagens causa danos profundos e muitas vezes irremediáveis na estrutura emocional da criança.

 

 

ORAÇÕES COORDENADAS - AVALIAÇÃO - COM GABARITO

 Orações Coordenadas – Avaliação


01 – Verifique o código em evidência, empregando-o corretamente de acordo com os casos expressos pelas orações a seguir:

A – coordenada aditiva
B – coordenada adversativa
C – coordenada alternativa
D – coordenada explicativa
E – coordenada conclusiva
a – Não fomos ao aniversário, porém trouxemos o presente. (B)
b – Ou tentas se qualificar melhor, ou serás demitido. (C)
c – Conseguimos obter um ótimo resultado, pois nos esforçamos bastante. (D)
d – A garota não compareceu à aula porque estava doente. (D)
e – Viajamos muito e chegamos exaustos. (A)
f – Não vejo importância neste tema, portanto encerraremos a reunião. (E)
g – Não gosto de sua atitude, todavia não lhe trato mal. (B)

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhv77GkjLlis3VJe60ijPBz-z-RjTFBUf5SVlkvNBjDWeNT6Uqy8UTsyC0rE9N9RJvDo6pQWGuOOLhPTzUtHA6IK7VOmIGR-PdeGVeFV-CzCLoS0KbblOQgeDKvUpNvTS5jSyzDGJvGUBPxwT0tER6xt3VlGd8F9Hn9TIVnwukLkUL_-YzhDNv9mYP1N9g/s320/hqdefault.jpg


02 – Assinale a alternativa que contém uma coordenativa conclusiva:

a – Sérgio foi bom filho; logo será um bom pai.
b – Os meninos ora brigavam, ora brincavam.
c – Jaime trabalha depressa, contudo produz pouco.
d – Os cães mordem, não por maldade, mas por precisarem viver.
e – Adão comeu a maçã, e nossos dentes até hoje doem.


03 – Observe o seguinte excerto poético e em seguida atente-se para a questão que a ele se refere:

        “As horas passam, os homens caem, a poesia fica” (Emílio Moura).

        As orações que o compõem são coordenadas sindéticas ou assindéticas? Justifique.

      As três orações são coordenadas assindéticas.

      Justificativa: Elas são apenas colocadas lado a lado e separadas por vírgulas, sem a presença de nenhuma conjunção (síndeto) para conectá-las.

 

04 – Classifique as orações coordenadas sindéticas em destaque, numerando-as de 1 a 5, de acordo com a tabela abaixo:

(1) aditivas (2) adversativas (3) alternativas (4) conclusivas (5) explicativas

(3) Ou galopa ou sai da estrada. (Refrão gaúcho)
(2) "A civilização não se mede pelo aperfeiçoamento material, mas sim pela elevação moral.” (Eduardo Prado)
(1) Os operários protestam, reclamam e exigem explicações.
(5) Decerto choveu nas cabeceiras do rio, porque o caudal avolumou-se muito, hoje.
(1) Os argumentos sobre os malefícios da poluição não os abalam nem comovem.
(4) O homem depende do solo e da flora; deve, pois, preservá-Ios.
(5) "O navio deve estar mesmo afundando, pois os ratos já começaram a abandoná-Io." (ÉRICO Veríssimo)
(3) Seremos vencedores ou iremos provar o amargor da derrota?
(3) O rio ora se estreitava, ora se alargava caprichosamente.
(2) Mônica não era uma beldade, contudo impunha-se pela sua simpatia.


05 – Identifique as conjunções dos períodos abaixo:

a) Zé Brasil trabalhou muito, porém foi despedido.
      Porém (adversativa)

b) Minhas plantas não sobrevivem, pois não consigo matar as formigas.
      Pois (explicativa)

c) Ele não tem assistência médica; logo sofre de muitas doenças.
      Logo (conclusiva)

d) Fique aqui, porque o coronel Tatuíra já vem e vai querer falar com você.

      Porque (explicativa) e e (aditiva - na última oração)


06 – Relacione as colunas:

a) Tentou matar as formigas, mas não conseguiu.
b) Ele não sabia se trabalhava ou se tentava matar as formigas.
c) Ele queria ter uma casa e plantar uma horta.
d) Era chamado de vadio, pois trabalhava pouco.
e) Ele trabalhava pouco; logo era chamado de vadio.
(e) relação de conclusão
(a) relação de contraste, adversidade
(d) relação de confirmação ou explicação
(b) relação de alternância
(c) relação de acréscimo.

 

07 – Classifique as orações em destaque:
a - Não só estudou, mas também trabalhou
      Oração coordenada sindética aditiva

b - Choveu, pois eu me molhei

      Oração coordenada assindética

c - O relógio é de ouro; não enferruja, pois

      Oração coordenada sindética conclusiva

d - Sai às dez, voltei às dez e meia

      Ambas são Orações coordenadas assindéticas

e - Venha logo, pois está chovendo.

      Oração coordenada sindética explicativa

f - Sinhá Vitória falou assim, mas Fabiano resmungou.” (Graciliano Ramos)
      Oração coordenada assindética

g - Ora chove, ora faz calor.

      Oração coordenada sindética alternativa

h - “Desta vez, disse ele, vais para a Europa.” (Machado de Assis)
      Oração coordenada intercalada ou independente

i - Não havia necessidade, todavia insistiu em chamar o técnico.

      Oração coordenada sindética adversativa

j - Muita gente estava doente, mas ninguém faltou à reunião.

      Oração coordenada sindética adversativa


08 – A única alternativa correta a respeito do período “Jantamos num restaurante próximo de casa, depois fomos ao cinema”, é que ele:

a) apresenta quatro orações
b) apresenta três orações
c) apresenta duas orações
d) é composto por subordinação.

 



ORAÇÕES COORDENADAS + ORAÇÕES SUBORDINADAS II - COM GABARITO

 Orações Coordenadas + Orações Subordinadas II

        Atividades + gabarito

 

01 – Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe”, a oração subordinada é:

a. subordinada substantiva objetiva indireta

b. subordinada substantiva completiva nominal

c. subordinada substantiva predicativa

d. coordenada sindética conclusiva

e. coordenada sindética explicativa

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhecOFqAxw9vj5ktu0lbnYP8IhOSHOKzENcckEP6jWIihXMV0VUH6NswysMiI-448Vf0DEeOJ9uz3cY-H9PxusB2YGQFCvPEXE9ecAcTu2ilxeclJ-geY434cQ6tQ2M8hWKDPgDlBoZAp4tPcS5iHR770AtoK6LrNccL-Pe5fZ7iIDMEZ8YbYMUVxQG-QA/s1600/images.jpg


02 – A segunda oração do período? “É fundamental que ele volte amanhã.”, é classificada como:

a. substantiva objetiva direta

b. substantiva predicativa

c. substantiva completiva nominal

d. substantiva objetiva indireta

e. substantiva subjetiva


03 – No seguinte grupo de orações destacadas: É bom que você venha. / Não se esqueças de que é falível. Temos orações subordinadas, respectivamente:

a. objetiva direta, subjetiva

b. subjetiva, objetiva direta

c. objetiva direta, adverbial temporal

d. subjetiva, objetiva indireta

e. predicativa, objetiva indireta


04 – “Lembro-me de que ele só usava camisas brancas.” A oração sublinhada é:

a. subordinada substantiva completiva nominal

b. subordinada substantiva objetiva indireta

c. subordinada substantiva predicativa

d. subordinada substantiva subjetiva

e. subordinada substantiva objetiva direta


05 – “Um dia, como lhe dissesse que iam dar o passarinho, caso continuasse a comportar-se mal, correu para a área e abriu a porta da gaiola.” As orações destacadas são, respectivamente, subordinadas adverbiais:

a. causal e condicional

b. comparativa e causal

c. condicional e concessiva

d. causal e consecutiva

e. comparativa e conformativa


Texto: “Tomo a liberdade de perguntar a V. Exa. se as locuções repolhudas do ilustre colega são parlamentares; e, se o são, peço ainda a mercê de se me dizer onde se estudam aquelas farfalhices.” (Camilo Castelo Branco)


06 – “de perguntar a V. Exa.” é oração subordinada:

a. substantiva objetiva indireta, reduzida de infinitivo

b. substantiva completiva nominal, reduzida de infinitivo

c. adverbial causal, reduzida de infinitivo

d. adjetiva explicativa, reduzida de infinitivo

e. substantiva apositiva


07
– A oração “se as locuções repolhudas do ilustre colega são parlamentares”, é:

a. subordinada substantiva objetiva direta

b. subordinada substantiva predicativa

c. subordinada adverbial causal

d. subordinada adverbial condicional

e. subordinada adverbial consecutiva


08 – A oração “se o são” é:

a. subordinada substantiva objetiva direta

b. subordinada substantiva predicativa

c. subordinada adverbial consecutiva

d. subordinada adverbial causal

e. subordinada adverbial condicional


09 – A oração “de se me dizer” é:

a. subordinada substantiva objetiva direta

b. subordinada substantiva objetiva indireta

c. subordinada adverbial condicional

d. subordinada substantiva apositiva

e. subordinada substantiva completiva nominal


10 – Quando “chamar” tem o sentido de qualificar, pode-se construir o período, por exemplo, com objeto direto mais predicativo. Tudo isso se observa na alternativa:

a. João é alto, mas treinador nenhum chama-o para jogar.

b. Era a viúva a chamar pelo falecido.

c. Os inimigos chamam-lhe de traidor do povo.

d. Chamei pelo colega em voz alta.

e. Alguns chamam-no de fiscal.


11 – Em “É possível que falassem sobre políticos”, a segunda oração é:

a. subordinada substantiva subjetiva

b. subordinada adverbial predicativa

c. subordinada substantiva predicativa

d. principal

e. subordinada substantiva objetiva direta


12 –
“Os homens sempre se esquecem de que somos todos mortais.” A oração destacada é:

a. substantiva completiva nominal

b. substantiva objetiva indireta

c. substantiva predicativa

d. substantiva objetiva direta

e. substantiva subjetiva


13 – “Estou seguro de que a sabedoria dos legisladores saberá encontrar meios.” Temos oração substantiva:

a. objetiva indireta

b. subjetiva

c. completiva nominal

d. apositiva

e. objetiva direta


14 – Há oração subordinada substantiva apositiva em:

a. Na rua perguntou-lhe em tom misterioso: onde poderemos falar à vontade?

b. Ninguém reparou em Olívia: todos andavam como pasmados.

c. As estrelas que vemos parecem grandes olhos curiosos.

d. Em verdade, eu tinha fama e era valsista emérito: não admira que ela me preferisse.

e. Sempre desejava a mesma coisa: que a sua presença fosse notada.


15
– Qual o período em que há oração subordinada substantiva predicativa?

a. Meu desejo é que você passe nos exames vestibulares.

b. Sou favorável a que o aprovem.

c. Desejo-te isto: que sejas feliz.

d. O aluno que estuda consegue superar as dificuldades do vestibular.

e. Lembre-se de que tudo passa nesse mundo.


16 – “Todos tinham certeza de que seriam aprovados”, a oração destacada é:

a. substantiva objetiva indireta

b. substantiva completiva nominal

c. substantiva apositiva

d. substantiva subjetiva

e) N.D.A


17 – “Sabe dizer se é possível algum trabalho encontrar?”, a oração grifada é:

a. subordinada substantiva subjetiva

b. subordinada substantiva objetiva direta

c. subordinada substantiva objetiva indireta

d. subordinada substantiva predicativa

e. subordinada substantiva completiva nominal


18 –
No período “É necessário que todos se esforcem”, a oração destacada é:

a. substantiva objetiva direta

b. substantiva subjetiva

c. substantiva objetiva indireta

d. substantiva predicativa

e. substantiva completiva nominal.

19 – Temos pronome relativo em:

a. Eles gastaram tanto que ficaram endividados.

b. Não iremos à festa, que já é tarde.

c. Esperamos que todos gostem do espetáculo.

d. Conheci os atores que ganharam o prêmio.

e. Quero que você fale mais baixo.


20 – No período “Penso, logo existo”, oração em destaque é:

a. Coordenada sindética conclusiva

b. Coordenada sindética aditiva

c. Coordenada sindética alternativa

d. Coordenada sindética adversativa

e. N. D. A.


21 – Há no período uma oração subordinada adjetiva:

a. Ele falou que compraria a casa.

b. Não fale alto, que ela pode ouvir.

c. Vamos embora, que o dia está amanhecendo.

d. Em time que ganha não se mexe.

e. Parece que a prova não está difícil.


22 – “… não é impossível que a notícia da morte me deixasse alguma tranquilidade, alívio e um ou dois minutos de prazer” e “Digo-vos que as lágrimas eram verdadeiras”. A palavra “que” está introduzindo, respectivamente, orações:

a. Subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva objetiva direta

b. Subordinada substantiva objetiva direta, subordinada substantiva objetiva direta

c. Subordinada substantiva subjetiva, subordinada substantiva predicativa

d. Subordinada substantiva completiva nominal, subordinada adjetiva explicativa

e. Subordinada adjetiva explicativa, subordinada substantiva predicativa


23 – Assinale a alternativa que apresenta um período composto onde uma das orações é subordinada adjetiva:

a. “… a nenhuma pedi ainda que me desse fé: pelo contrário, digo a todas como sou”.

b. “Todavia, eu a ninguém escondo os sentimentos que ainda há pouco mostrei.”

c. “… em toda a parte confesso que sou volúvel, inconstante e incapaz de amar três dias um mesmo objeto”.

d. “Mas entre nós há sempre uma grande diferença; vós enganais e eu desengano.”

e. “– Está romântico! Está romântico! Exclamaram os três.”


24 – Marque a opção que contém oração subordinada substantiva completiva nominal:

a. “Tanto eu como Pascoal tínhamos medo de que o patrão topasse Pedro Barqueiro nas ruas da cidade.”

b. “Era preciso que ninguém desconfiasse do nosso conluio para prendermos o Pedro Barqueiro.”

c. “Para encurtar a história, patrãozinho, achamos Pedro Barqueiro no rancho, que só tinha três divisões: a sala, o quarto dele e a cozinha.”

d. “Quando chegamos, Pedro estava no terreiro debulhando milho, que havia colhido em sua rocinha, ali perto.”

e. “Pascoal me fez um sinalzinho, eu dei a volta e entrei pela porta do fundo para agarrar o Barqueiro pelas costas.”


25 – No período: “Tomou muito sol; ficou, pois, adoentada.” a oração destacada é coordenada:

a. Assindética

b. Sindética aditiva

c. Sindética conclusiva

d. Sindética adversativa

e. Sindética explicativa


26 – No período: “Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.” a oração destacada é coordenada:

a. Principal

b. Sindética alternativa

c. Sindética conclusiva

d. Sindética adversativa

e. Assindética


27 – Em: “Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.” temos orações coordenadas:

a. Assindéticas

b. Sindéticas alternativas

c. Sindéticas aditivas

d. Sindéticas adversativas

e. Sindética explicativa


28 – “Comi uma caixa de bombons e não passei mal!”, a conjunção “e” tem valor:

a. Conclusivo

b. Aditivo

c. Explicativo

d. Adversativo

e. Alternativo

 

29 – Assinale a alternativa que classifica incorretamente a oração coordenada sindética:

a. Terminei o meu projeto, logo posso descansar. (explicativa)

b. Uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador. (alternativa)

c. Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante. (adversativa)

d. Durma, que você precisa de descanso. (explicativa)

e. Acordei cedo e fui correr na praia. (aditiva)


30 – No período “Não beba ou jogue”, temos, respectivamente, oração coordenada:

a. Sindética alternativa e assindética

b. Sindética aditiva e sindética alternativa

c. Assindética e assindética

d. Assindética e sindética alternativa

e. Sindética alternativa e sindética alternativa.



MORFEMAS - CONCEITOS - ATIVIDADES - COM GABARITO

 Morfemas


        Radical – madeira, madeiral, madeireiro / café, cafezal, cafeteria, cafeteira.

Obs.: Há vocábulos constituídos de apenas um radical: céu, luz.

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUoaiud12Qums2BGO2NH0P3HRZGK3XL2pffzX-m64Yby2dvgkSHuHZ4jMb-kVMmRJGhIKgg7wUk_4uBM7G-C5gcScek04z5f6_Zm1CIm8H7Hj3qS7IUHP75veLAbYd5rj9FpNgAzD6608zZDI6OCgElIVy8X2oDMxLaCiAsByNHOhiXFGo9vJea-rJbNA/s320/images.jpg

        Afixo – bilíngue, desaparecer, influência, transformação. prever (prefixos – aparecem antes do radical) / crescente, atualmente, padeiro, sozinho, voluntário (sufixos – aparecem depois do radical).

Obs.: O prefixo e o sufixo podem aparecer ao mesmo tempo em uma palavra: empedrar.


        Desinência – pequena, áreas, índio (desinência nominal de gênero feminino, de plural e de gênero masculino, respectivamente) / falara, escreverei, estudávamos (desinência modo-temporal) / falaram, escreverei, estudávamos (desinência número-pessoal).


        Vogal Temática – incentivar, desparecer, fingir (verbos) / escrita, noroeste, século (substantivos) / bonito, bela (adjetivos).

 Exercícios:

01 – (Identificação de Radical) Agrupe as palavras abaixo em duas famílias diferentes, reunindo-as pelo mesmo radical (assim como no exemplo madeira/madeiral). Palavras: Terreno, floricultura, enterrar, floreira, terreiro, florido.

      Família 1 (Radical terr-): Terreno, enterrar, terreiro.

      Família 2 (Radical flor-): Floricultura, floreira, florido.

      Justificativa: O radical é a base comum que carrega o significado principal do grupo de palavras.

02 – (Prefixos e Sufixos) Classifique os afixos destacados nas palavras abaixo em prefixo (antes do radical) ou sufixo (depois do radical):

a) Infeliz. In- = Prefixo (vem antes do radical feliz).

b) Felizmente. -mente = Sufixo (vem depois do radical feliz).

c) Desfazer. Des- = Prefixo (vem antes do radical fazer).

d) Lealdade. -dade = Sufixo (vem depois do radical leal).

03 – (Afixos Simultâneos) A nota explicativa do seu texto lembra que prefixos e sufixos podem aparecer ao mesmo tempo (como em empedrar). Identifique a única palavra da lista abaixo que apresenta tanto um prefixo quanto um sufixo:

a) Infelizmente. Justificativa: A palavra é formada pelo radical feliz, acompanhada do prefixo in- e do sufixo -mente. As outras alternativas possuem apenas um afixo (re-ler, cant-eiro) ou nenhum (mágico).

b) Mágico.

c) Reler.

d) Canteiro.

04 – (Desinência Nominal) Nas palavras meninas e gatos, isole e classifique as desinências nominais que indicam:

a) O gênero (masculino/feminino).

b) O número (singular/plural).

      Em meninas: -a- é desinência nominal de gênero (feminino) e -s é desinência nominal de número (plural).

      Em gatos: -o- é desinência nominal de gênero (masculino) e -s é desinência nominal de número (plural).

05 – (Desinência Verbal) Observe as formas verbais estudávamos e estudaram. Qual é a diferença de função entre as desinências destacadas abaixo?

a) O -va- em estudávamos. -va- é uma desinência modo-temporal (indica o tempo Pretérito Imperfeito do Indicativo).

b) O -mos em estudávamos. -mos é uma desinência número-pessoal (indica a 1ª pessoa do plural - nós).

06 – (Vogal Temática) A vogal temática se une ao radical para preparar a palavra para receber outras desinências. Identifique a vogal temática dos verbos abaixo e indique a qual conjugação (1ª, 2ª ou 3ª) eles pertencem:

a) Cantar. Vogal temática -a- (1ª conjugação).

b) Correr. Vogal temática -e- (2ª conjugação).

c) Partir. Vogal temática -i- (3ª conjugação).

07 – (Análise Completa) Utilizando os conceitos de radical, afixo, desinência e vogal temática, aponte qual morfema não está presente na palavra "luz".

      Na palavra "luz", não há afixos, desinências ou vogal temática.

      Justificativa: Como destacado na observação do seu resumo, "luz" (assim como "céu") é um vocábulo monomofemático, ou seja, constituído de apenas um radical.

08 – O que é o radical de uma palavra e qual é a sua principal função na estrutura morfológica? Dê um exemplo baseado no material fornecido.

      O radical é a unidade morfológica básica e irredutível que carrega o significado lexical (o sentido principal) de uma palavra. A sua função é servir de base para a formação de novas palavras da mesma família (palavras cognatas). No material, vemos isso na família da palavra madeira (madeiral, madeireiro), onde o elemento comum que ancora o significado de "matéria lenhosa" é o radical madeir-.

09 – Explique a diferença conceitual e posicional entre prefixos e sufixos, citando pelo menos dois exemplos de cada um.

      Ambos são afixos (elementos que se juntam ao radical para modificar seu sentido ou mudar sua classe gramatical), mas diferem na posição: os prefixos aparecem antes do radical (ex.: bilíngue, desaparecer, prever), enquanto os sufixos aparecem depois do radical (ex.: crescente, atualmente, sozinho).

10 – É possível que uma palavra seja constituída exclusivamente por um radical? Justifique sua resposta com exemplos.

      Sim, é perfeitamente possível. Existem vocábulos chamados de "monomofemáticos", que não exigem afixos ou desinências para fazer sentido completo na língua. O material exemplifica isso perfeitamente com os substantivos céu e luz, que possuem apenas o radical em sua estrutura.