terça-feira, 31 de março de 2026

PARÁBOLA (TRADIÇÃO ORAL DO ORIENTE MÉDIO): A CARAVANA - FOLCLORE ÁRABE/PERSA - COM GABARITO

 Parábola (Tradição oral do Oriente Médio): A Caravana
                   (Folclore Árabe/Persa)


Uma caravana do deserto caminhava penosamente num terreno árido, poeirento e pedregoso. As pessoas que a compunham tinham toda fé absoluta no guia e, confiadamente, entregavam-lhe a ele todas as decisões. Gostavam de o fazer, sobretudo quando, devido ao intenso calor do sol, ele decidiu que viajassem de noite, reservando o dia para dormir.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjl1LqgmvtnI0A_0ZxWlbOwPhtGwi-AaIkHLxYKfK8AqpYR0UYvUJQ6uWu_0Sk2HVyfFAGEvkLyIyXa1FCDLXBF8ogcK_s1Zp9-E1WzBsbJceYOk0f_q4vVUJgKAz8rrDs1ffx3B9D9X2iDr0y-tvoGQ9TnQ9PBZZniH4P953aP5tRVgaWECpdpIlk4sCQ/s320/CAMELO.jpg
 


Certa noite, após uma jornada particularmente esgotada, o guia de repente, exclamou:

- Alto. Deter-nos-emos aqui por alguns momentos. Como veem, atravessamos neste momento, um terreno invulgarmente pedregoso. Quero que se abaixem e apanhem todas as pedras que condigam alcançar. Talvez consigam encher as bolsas e levá-las assim cheias para casa. Vamos depressa! Prosseguiu batendo as palmas, tendes apenas cinco minutos; passados eles, retomaremos a marcha.

- Os viajantes, que apenas desejavam um prolongado descanso e um sono repousante, pensaram que o guia tinha enlouquecido.
- Pedras? Disseram eles. Quem pensa ele que somos nós? Uma cáfila de camelos?
Somente alguns fizeram o que o guia sugerira: meteram nas bolsas uns quatro punhados de pedras soltas
- Bem, cheia! Disse o guia. Toca a andar de novo!
Enquanto continuavam a difícil caminhada, durante o resto da noite, todos se encontravam demasiado cansados para se darem ao incomodo de falar. Mas todos continuavam a perguntar a si mesmos eu poderia significar as estranhas ordens daquele guia.
Quando o sol se levantou no horizonte, a caravana deteve-se de novo. Todos armaram as suas tendas. Os poucos viajantes que tinham apanhado as referidas pedras puderam vê-las nitidamente pela primeira vez. Assombrados, começaram a gritar:
- Santo Deus! Todas elas são cores diferentes! E como brilham! Realmente são pedras preciosas!
Mas essa sensação de júbilo depressa deu lugar à outra de depressão e abatimento:
- Porque não tivemos bom senso de seguir as ordens do guia? Se assim fosse, teríamos apanhado a maior número de pedras possível!

Entendendo o texto


01. Qual era a principal característica da relação entre os viajantes e o guia no início do texto?

a) os viajantes desconfiavam de todas as rotas escolhidas pelo guia.

b) os viajantes tinham fé absoluta no guia e confiavam-lhe todas as decisões.

c) o guia era obrigado a seguir as ordens impostas pelos viajantes. d) a caravana viajava apenas durante o dia para evitar o frio da noite.

02. Por que a maioria dos viajantes reagiu com desdém à ordem de recolher pedras?

a) porque as pedras eram pesadas demais para os camelos carregarem.

b) porque eles já tinham as bolsas cheias de comida e água para a viagem.

c) porque o guia deu apenas um minuto para que eles fizessem a colheita.

d) porque eles estavam exaustos e acharam que a ordem do guia não fazia sentido.

03. O que aconteceu quando o sol nasceu e a caravana parou novamente?

a) o guia admitiu que estava louco e pediu desculpas aos viajantes. b) as pedras recolhidas transformaram-se em pó devido ao calor do sol.

c) os viajantes descobriram que as pedras eram, na verdade, pedras preciosas.

d) a caravana percebeu que tinha voltado para o mesmo lugar de onde partiu.

04. Qual sentimento substituiu a alegria daqueles que haviam recolhido as pedras?

a) medo de serem assaltados por outros viajantes da caravana.

b) raiva do guia por ele não ter explicado claramente o valor das pedras.

c) abatimento por não terem tido o bom senso de colher a maior quantidade possível.

d) alívio por não terem enchido demais as bolsas, evitando o cansaço.

05. Qual é a lição central transmitida por esta parábola?

a) que devemos aproveitar as oportunidades e confiar na sabedoria, mesmo sem entender o motivo imediato.

b) a importância de descansar durante o dia para trabalhar melhor à noite.

c) a necessidade de questionar sempre as ordens de quem está na liderança.

d) que o deserto é um lugar perigoso onde pedras comuns podem enganar a visão.


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