domingo, 27 de julho de 2025

NOTÍCIA: TARTARUGA MARINHA INGERE LIXO E MORRE APÓS SER RESGATADA PELA POLÍCIA AMBIENTAL - REDAÇÃO TRIBUNA DO NORTE - COM GABARITO

 Notícia: Tartaruga marinha ingere lixo e morre após ser resgata pela polícia ambiental

Por Redação Tribuna do Norte

        Uma tartaruga marinha da espécie verde morreu na manhã de domingo (18) no Aquário Natal, localizado na Praia da Redinha, litoral Norte do Estado. O animal chegou ao local durante a madrugada, levada por policiais ambientais de Mossoró.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDzUVIF4q2s5r0Js2ycc8Xe5mULNJHeiF49OUHjUaB5CR3jsNnYv-GIdbBNclgmO-VN98s3JuZDF_enoEgK3L7OCewZjW8WMQxrpWwFeEymxmAsPoHCcJ25u0VMeILlMj8xpWz8jDwpOS7dxHJ8qbaEbVwENlridtcDg4OrF69jry-J1cTPFUotELxmOI/s320/tartarugadepente2.jpg


        A tartarugas havia ingerido lixo e estava sem conseguir se alimentar há algum tempo. “Ela tinha mais de um metro de comprimento e deveria ter cerca de 150 kg, mas estava com apenas 50 kg”, afirmou o biólogo do Aquário Natal, Douglas Brandão.

        A tartaruga foi encontrada na noite de sábado, por policiais ambientais de Mossoró. Eles ainda tentaram devolvê-la ao mar, mas ela não flutuava e, então, entraram em contato com o Aquário para que o animal fosse socorrido. “Depois que ela morreu, abrimos o estômago dela para saber o motivo dela não estar se alimentando e encontramos um saco plástico e tampinhas de garrafa”, afirmou o biólogo.

        Salvar tartarugas marinhas, por sinal, está cada vez mais difícil. Antes, de cada dez animais que eram levados ao Aquário buscando tratamento veterinário para poder voltar a natureza, sete conseguiam se recuperar. Atualmente, esse número caiu para cinco. “O problema percebido neles ultimamente não são mais doenças como a fibropapiloma ou a pneumonia. Elas estão chegando ao Aquário em consequência da ingestão de lixo e, diante disso, não há muito o que fazer, a não ser esperar o animal expelir naturalmente”, explicou o biólogo.

        O Aquário Natal tem recebido, em média, um animal por dia – e já recebeu de tartarugas a filhotes de baleias, incluindo pinguins e aves de rapina, como carcarás e gaviões. Além disso, há também aqueles que são resultado da procriação em cativeiro, como os 16 filhotes de jiboia, que nasceram a cerca de três semanas. “Foi a primeira vez que nasceram filhotes dessa espécie aqui. Quando crescerem, uma parte fica aqui no acervo do Aquário e a outra será entregue ao Ibama para ser devolvida a natureza”, contou o biólogo.

Ciro Marques. Tribuna do Norte, 19 abr. 2010. Disponível em: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/tartarugamarinha-ingere-lixo-e-morre-apos-ser-resgaatada-pela-policia-ambiental/146071. Acesso em: 12 jan. 2015.

Fonte: Universos – Língua Portuguesa – Ensino fundamental – Anos finais – 6º ano – Camila Sequetto Pereira; Fernanda Pinheiro Barros; Luciana Mariz. Edições SM. São Paulo. 3ª edição, 2015. p. 66.

Entendendo a notícia:

01 – Qual foi a causa da morte da tartaruga marinha resgatada pela polícia ambiental?

      A tartaruga marinha morreu devido à ingestão de lixo, especificamente um saco plástico e tampinhas de garrafa, que a impediam de se alimentar.

02 – Qual era a espécie da tartaruga marinha e como ela foi encontrada?

      A tartaruga era da espécie verde. Ela foi encontrada na noite de sábado por policiais ambientais de Mossoró, que tentaram devolvê-la ao mar, mas como ela não flutuava, a levaram para o Aquário Natal.

03 – Qual era o estado físico da tartaruga quando foi resgatada e qual a diferença em relação ao seu peso ideal?

      A tartaruga estava muito debilitada e desnutrida. Embora devesse pesar cerca de 150 kg, ela estava com apenas 50 kg, indicando que não conseguia se alimentar há algum tempo.

04 – O que o biólogo do Aquário Natal afirmou sobre a dificuldade de salvar tartarugas marinhas atualmente e qual a principal mudança nos problemas enfrentados por elas?

      O biólogo Douglas Brandão afirmou que está cada vez mais difícil salvar tartarugas marinhas. Antes, sete de cada dez animais se recuperavam, e agora esse número caiu para cinco. A principal mudança é que os problemas atuais não são mais doenças como fibropapiloma ou pneumonia, mas sim a ingestão de lixo, para a qual não há muito o que fazer a não ser esperar o animal expelir naturalmente.

05 – Além das tartarugas, quais outros animais o Aquário Natal tem recebido e qual um exemplo recente de procriação em cativeiro?

      O Aquário Natal tem recebido uma variedade de animais, incluindo filhotes de baleias, pinguins e aves de rapina (como carcarás e gaviões). Recentemente, houve um exemplo de procriação em cativeiro com o nascimento de 16 filhotes de jiboia, a primeira vez que essa espécie procriou no aquário.

 

 

CONTO: PROMETEU E OS PRIMEIROS HOMENS - FRAGMENTO - CLAUDE POUZADOUX - COM GABARITO

 Conto: PROMETEU E OS PRIMEIROS HOMENS – Fragmento

            Claude Pouzadoux

        [...] Os deuses criaram do barro os seres vivos. Sem perceber, privilegiaram os animais, em detrimento dos homens.

        De fato, os primeiros receberam as qualidades físicas que lhes permitiam se adaptar perfeitamente ao meio natural. Alguns, como o urso, foram dotados de grande força; outros, menores, como os passarinhos, ganharam asas para fugir. A divisão parecia equitativa, e as qualidades distribuídas entre as diversas espécies se equilibravam.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjci8hPEByfF_tW_08ivpt9R57kpmy9PejmY-1XAdza2OhywvpyexU-SBVgu6jQ9AxIE5ue16evmKPem3VWU9yPP5EXk_qA19HB_kkYfCw2AC3z4xd8npZYNhNASWUmyvBbqjXpsptCCsBfB0xMX5-uwnyKSrbTivu1UpYD_bIPGnwyXeMFAPzrxVVT0v0/s320/sddefault.jpg


        Mas uma das espécies foi esquecida: a humana. Com sua pele apenas, os homens não podiam suportar o frio, e seus braços nus não eram suficientemente robustos para combater os animais selvagens. A raça humana estava ameaçada de extinção…

        Prometeu, filho do titã Jápeto, sentiu pena dos fracos mortais. Ele sabia que a inteligência deles possibilitaria que fabricassem armas e construíssem abrigos se eles tivessem meios para isso, mas lhes faltava um elemento essencial: o fogo. Com o fogo, poderiam endurecer a ponta de suas lanças, a fim de torná-las mais resistentes, e se aquecer em seu lar.

        Ora, os deuses conservavam com o maior cuidado a preciosa chama só para si. Prometeu teve que penetrar discretamente na forja de Hefesto, o deus do fogo, para roubar a chama, que levou para os homens oculta no oco de uma raiz.

        Zeus não ignorou por muito tempo esse furto. Assim que notou o brilho de uma chama entre os mortais, o poderoso soberano deu vazão à sua cólera. No mesmo instante jurou se vingar dos homens e do benfeitor deles, Prometeu.

        Combatendo uma esperteza com outra, teve a ideia de produzir uma criatura irresistivelmente encantadora que causaria a desgraça dos homens. Assim, usando barro, criou a primeira mulher, que chamou de Pandora. Contou com a ajuda de Hefesto, que a enfeitou com as joias mais delicadas, e de Atena, que a vestiu com um tecido vaporoso, preso na cintura por um cinto trabalhado artisticamente.

        Quando ela ficou pronta, Zeus a mandou à casa de Epimeteu, irmão de Prometeu. [...] Não podendo resistir aos atrativos de tão bela pessoa, Epimeteu esqueceu que o irmão o prevenira contra os presentes de Zeus. Recebeu Pandora e a instalou em sua casa.

        Pandora havia trazido consigo uma caixa que não deveria abrir em hipótese nenhuma. Isso lhe fora expressamente recomendado por Zeus ao lhe dar a caixa. Era mais uma esperteza, porque ele sabia muito bem que um dia a jovem iria querer descobrir o conteúdo dela.

        Movida pela curiosidade, Pandora acabou abrindo a caixa… de onde saiu precipitadamente um vento de desgraças. Apavorada, ela viu passar a fisionomia ameaçadora da crueldade e o sorriso malicioso do engano. Ouviu os gritos queixosos dos miseráveis e dos sofredores. Outras desgraças começavam a se propagar assim no vasto munido. Quando Pandora descobriu seu trágico erro, tampou rapidamente a caixa. E então a Esperança e todas as promessas de felicidade para os homens ficaram para sempre trancadas ali.

        Nada disso se devia ao acaso: a primeira etapa da temível vingança de Zeus se consumara.

        O segundo castigo, mais cruel, iria atingir Prometeu. Zeus o acorrentou a um rochedo com cadeias que o prendiam dolorosamente pelos braços e pernas. Assim exposto, sem poder se defender, Prometeu sofria todos os dias o ataque de uma águia que vinha lhe devorar o fígado. E todos os dias, para seu suplício, seu fígado se recompunha. Em troca de um favor, Prometeu recebeu uma terrível punição.

        Quanto aos homens, eles aprenderam com isso que um bem podia vir acompanhado de uma desgraça.

Claude Pouzadoux. Contos e lendas da mitologia grega. Trad. Eduardo Brandão. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. p. 35-39.

Fonte: Universos – Língua Portuguesa – Ensino fundamental – Anos finais – 6º ano – Camila Sequetto Pereira; Fernanda Pinheiro Barros; Luciana Mariz. Edições SM. São Paulo. 3ª edição, 2015. p. 26-27.

Entendendo o conto:

01 – De acordo com o texto, qual era a principal razão pela qual a raça humana estava ameaçada de extinção no início?

A – Prometeu não havia chegado para ajudá-los ainda.

B – Eles eram inteligentes e podiam construir abrigos.

C – Os deuses os dotaram de grande força e agilidade.

D – Faltava-lhes o fogo para se aquecer e fabricar armas.

02 – Por que Prometeu decidiu roubar o fogo dos deuses para os homens?

A – Ele buscava reconhecimento dos outros deuses.

B – Ele queria se tornar um deus.

C – Sentiu pena dos mortais e sabia que o fogo era essencial para a sobrevivência deles.

D – Zeus o ordenou a roubar o fogo para os homens.

03 – Qual foi a primeira etapa da vingança de Zeus contra os homens pelo furto do fogo?

A – Fabricou a primeira mulher, Pandora, e a enviou a Epimeteu com uma caixa proibida.

B – Criou um monstro para atacar os homens.

C – Enviou uma série de pragas e doenças para a Terra.

D – Acorrentou Prometeu imediatamente e se esqueceu dos homens.

04 – O que fez Pandora abrir a caixa proibida, liberando as desgraças?

A – Ela foi enganada por Zeus para abri-la.

B – Epimeteu a convenceu a abrir a caixa.

C – Ela se esqueceu da recomendação de Prometeu.

D – Sua curiosidade a levou a desobedecer a Zeus e liberar as desgraças.

05 – Qual foi o castigo de Prometeu imposto por Zeus?

A – Zeus o prendeu em uma caverna escura para sempre.

B – Teve seu conhecimento e inteligência removidos por Zeus.

C – Foi acorrentado a um rochedo e uma águia devorava seu fígado, que se recompunha diariamente.

D – Ele foi transformado em um animal selvagem.

 

LENDA: BAHIRA, O PAJÉ QUE ROUBOU O FOGO - FLÁVIA SAVARY - COM GABARITO

 Lenda: Bahira, o pajé que roubou o fogo

           Flávia Savary

        No passado, não havia fogo na tribo Kawahiwas. No dia a dia era uma luta: as mulheres faziam das tripas coração pra que não se estragasse a caça trazida pelos maridos. Comida quentinha? Só se o sol ajudasse. No inverno, tiritavam de frio. E, à noite, se o medo do escuro pesasse, que o aguentassem até a aurora.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZVx9Y0P3KSoz-vDX2YxIPFG1U6Lz6xyBKwKrU0cvfCE_B9O69NjnhPoFuJwXi3Gb4t6ZxtLyzSPjGnLb-upaWolgESHkEdUGX23ydOI7s08JXa1JOD8Ztl6vAA-Mftua3ba9lGBHBojvzsrNW_mQH-V5nb2dm_iZbEjjjLTv7ehk7BQp7tCHwwMWyi7M/s1600/images.jpg


        As índias, ouvindo histórias sobre cunhãs de tribos vizinhas que preparavam de um tudo sobre moquéns, choravam suas mazelas junto a Bahira, o grande pajé. Este, de tanto aturar reclamação, se encheu e resolveu dar um jeito. Os homens se alegraram, ao verem Bahira partir tão determinado. Apesar de darem uma de durões, parecendo conformados com a falta do fogo, cobriram as mulheres de beijos. Sonhavam, antecipadamente, com os assados que, enfim, provariam.

        Bahira, enquanto caminhava, ia matutando. Ele sabia muito bem a quem pertencia o fogo. E que o dono do fogo não o daria assim, de mão beijada, a qualquer folgado que chegasse pedindo-o! Bahira precisaria bolar um plano bem esperto. E foi o que ele fez.

        Tendo avistado um ninho de Itapicuins, dirigiu-se até lá e cumprimentou seus parentes (sim, porque, nessa época, bicho era gente):

        -- Meus irmãos cupins, subam em mim, pois preciso parecer morto.

        Os Itapicuins não eram de fazer muita questão do porque das coisas. Daí que, saindo do ninho, cobriram o corpo de Bahira.

        O pajé estirou-se no chão, um morto perfeito. Urubu, o tal que era dono do fogo, lá do alto viu aquela carniça maravilhosa. Maravilhosa pra bico de Urubu, bem entendido! E a tomou por ótima opção de almoço. Chamou a mulher, chamou os filhos e convidou-os pra comer fora.

        Naquele planar lento e desconfiado do Urubu, a família veio descendo do céu em volteios de parafuso. Dizem que o Urubu não sai de casa sem carregar o fogo debaixo da asa. A fim de checar se o boato procedia, Bahira abriu meio olho e viu o brilho do Tatá-miri no sovaco do bichão. Sossegado, voltou a fingir-se de morto.

        Na descida, juntou a parentada toda. Ao baixarem à terra, formou-se aquela mancha negra de urubus num assanhamento só, diante da perspectiva do churrasco. Já sabemos que, nessa época, Urubu era gente e, portanto, tinha mãos. Enquanto a mulher preparava o moquém, aos filhos coube a guarda do defunto.

        Os filhos, porém, viram que o morto estava bulindo e foram comunicar o fato ao pai, que não lhes deu crédito.

        -- E morto mexe desde quando? Larguem de preguiça e tomem conta direito! Usem suas flechinhas pra matar as varejeiras: não quero comida minha com bicho!

        Bahira aproveitou-se da discussão e, vendo que o fogo embaixo dele estava bem aceso, roubou-o e fugiu. Quando o Urubu se deu conta do ocorrido, saiu em perseguição do almoço, ele e sua gente.

        Entrou Bahira num oco de pau, o Urubu entrou atrás. Saiu Bahira do outro lado, saiu o Urubu atrás. Na saída, um tabocal cerrado cruzava o caminho. Bahira venceu-o, mas o Urubu não conseguiu atravessar e ficou pra trás, praguejando.

        O pajé correu, correu até chegar às margens do braço de um rio, largo feito o mar. Espiou na outra margem e viu sua tribo, que esperava a chegada do fogo novo. E agora? Que fazer pra atravessar, pela água, com coisa que se apaga nela?

        Chamou a Cobra-surradeira e pediu:

        -- Comadre, faça-me a gentileza de cruzar o rio com esse fogo em seu quengo, sim?

        -- Pois não, compadre. Ajeite ele no meu lombo.

        A cobra, apesar da fama de andar rapidinho, só alcançou até a metade do rio. Ali mesmo morreu queimada. Bahira arranjou uma vara comprida no mato e puxou o fogo de volta. Tentou a travessia com parentes da surradeira, mas todas tiveram destino igual: viraram torresmo!

        Nisso, veio passando um Pitu. O pajé pensou:

        -- Esse há de atravessar o fogo.

        Repetiu-se o pedido e o pronto aceite. O Pitu, porém, findou-se igual às cobras: morreu queimado, todo vermelho. E é assim até hoje: quando o fogo queima a casca do camarão, ela fica vermelhinha igual pimenta!

        O pajé recuperou o fogo, de novo, com a vara. Os Kawahiwas, na margem oposta, já estavam nervosos, achando que a travessia ia gorar. Passou um Guaiá, andando de lado, e Bahira repetiu o pedido. Impressionante a boa vontade dos bichos – todos diziam sim ao pedido do pajé! Lamentavelmente, com o compadre caranguejo não foi diferente: no meio do rio, morreu tostado.

        Então foi a vez da Saracura, da Uratinga, da Garça, da Upeca, da Piaçoca, da Ariramba, do Jacuaçu e outras tantas aves de água doce. E todas, apesar da cortesia, se acabaram chamuscadas, antes de completarem o percurso.

        Estava Bahira em ponto de desistir, quando apareceu o Sapo Cururu. Os pulos do Cururu quase completaram a missão. Perto de atingir a outra margem, o pobre acabou desmaiando com aquele fogaréu no costado. Os Kawahiwas, repetindo o uso da vara aprendido de seu pajé, salvaram o fogo e o sapo, levando os dois pra aldeia.

        Bahira, vendo que tudo acabara bem, pensou de que jeito ele próprio atravessaria o rio. Nem precisou esquentar muito a cabeça. Sendo um pajé poderoso, mandou o rio se estreitar e ele obedeceu. Bahira deu um pulo e, pronto! Logo achou-se do outro lado.

        Foi assim que os Kawahiwas arranjaram fogo e se fartaram de assados. E o valente Cururu virou um pajé respeitado.

Flávia Savary. Lendas da Amazônia... e é assim até hoje. São Paulo: Salesiana, 2006. p. 12-15.

Fonte: Universos – Língua Portuguesa – Ensino fundamental – Anos finais – 6º ano – Camila Sequetto Pereira; Fernanda Pinheiro Barros; Luciana Mariz. Edições SM. São Paulo. 3ª edição, 2015. p. 16-17.

Entendendo a lenda:

01 – No passado, a tribo Kawahiwas não tinha fogo. Quais eram as consequências dessa ausência para o dia a dia da tribo?

A – Eles usavam métodos alternativos para aquecer a comida e iluminar as noites, sem grandes problemas.

B – As mulheres não conseguiam preservar a caça, a comida só era quente com sol, e sofriam de frio no inverno e medo do escuro à noite.

C – A caça era abundante e não precisava ser preservada, e eles preferiam a escuridão e o frio.

D – A tribo não se importava com a falta de fogo, pois eram acostumados com a natureza.

02 – O que motivou Bahira, o grande pajé, a decidir conseguir o fogo para sua tribo?

A – Os homens da tribo o desafiaram a provar seu poder como pajé.

B – As mulheres da tribo reclamavam constantemente a ele sobre suas dificuldades devido à falta de fogo, especialmente após ouvirem sobre outras tribos que o possuíam.

C – Ele queria mostrar sua superioridade aos pajés de outras tribos vizinhas.

D – Ele teve um sonho que o mandou buscar o fogo para a prosperidade da tribo.

03 – Qual foi o plano esperto de Bahira para roubar o fogo de Urubu, o seu dono?

A – Ele pediu aos Itapicuins (cupins) que cobrissem seu corpo para fazê-lo parecer morto, assim, Urubu o confundiria com carniça e traria o fogo para perto.

B – Ele criou uma distração, prendendo a família de Urubu para roubar o fogo.

C – Ele seguiu Urubu secretamente e roubou o fogo quando ele estava distraído.

D – Ele desafiou Urubu para uma luta para ganhar o fogo de forma justa.

04 – Como Bahira confirmou que Urubu carregava o fogo, e onde ele estava localizado?

A – Ele ouviu Urubu conversando com sua família sobre onde guardava o fogo.

B – Ele viu fumaça saindo do ninho de Urubu, indicando a presença do fogo.

C – Ele abriu meio olho enquanto fingia de morto e viu o brilho do Tatá-miri (fogo) no sovaco do bichão (Urubu).

D – Ele perguntou diretamente a Urubu sobre a localização do fogo.

05 – O que aconteceu quando os filhos de Urubu tentaram avisá-lo sobre os movimentos de Bahira?

A – Os filhos ajudaram Bahira a escapar sem que seu pai soubesse.

B – Urubu puniu seus filhos por fazerem falsas alegações.

C – Urubu ignorou os avisos deles, acreditando que um corpo morto não se mexia, e mandou-os se concentrarem em guardar o 'defunto'.

D – Urubu imediatamente desconfiou e investigou Bahira, descobrindo a farsa.

06 – Qual animal, finalmente, conseguiu ajudar Bahira a transportar o fogo através do rio largo até a tribo Kawahiwas?

A – O Sapo Cururu, que, embora desmaiando perto da outra margem, permitiu que os Kawahiwas salvassem tanto ele quanto o fogo.

B – O Pitu, que também morreu queimado na metade do rio, ficando vermelho.

C – O Guaiá (caranguejo), que morreu tostado no meio do rio.

D – A Cobra-surradeira, que morreu na metade do rio.

07 – Como o próprio Bahira atravessou o rio largo depois que o fogo foi entregue em segurança à sua tribo?

A – Ele construiu uma jangada para atravessar o rio largo.

B – Outro animal o carregou através do rio.

C – Sendo um pajé poderoso, ele mandou o rio se estreitar, e este obedeceu, permitindo que ele pulasse para o outro lado.

D – Ele nadou pelo rio, já que o fogo não estava mais com ele.

 

NOTÍCIA: ONG TEME SURTO DE COMPRA DE ANIMAIS COM FILME "AS TARTARUGAS NINJA" - DIARIO DE PERNAMBUCO - COM GABARITO

 Notícia: ONG teme surto de compra de animais com filme “As Tartarugas Ninja”

        Fundador da Associação Americana d Resgate de Tartarugas está preocupado com possíveis maus-tratos

        Uma organização de Los Angeles protetora das tartarugas lançou um apelo às famílias para que não comprem esses animais para os filhos diante da euforia que o lançamento do filme "As tartarugas ninja", na próxima semana (14 de agosto), deve causar na criançada.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_jjDv6uF9vcH_U4RK6_s8LLxoySPtaichc5SXTO7iKJguly96Lo6L8biG5lkonUGjGKmGn5SA901nEeRKMD9D_eODS5ztBbSwdd0YW9jSbn_ixzCLSxHzTq0fafU381emXZ7XQrON3YgQWelbMJoPv_J4sYraebNTlqs32-K-sKgpAT8p8YSF5Yqt4h8/s1600/TARTARUGA.jpg


        "Infelizmente, as crianças não entendem que as tartarugas de verdade não podem voar, fazer cenas perigosas, ou qualquer um dos movimentos do filme", advertiram Susan Tellem e Marshall Thompson, fundadores da Associação Americana de Resgate de Tartarugas.

        "Para agradar os filhos, os pais compram tartarugas para eles. Depois, elas são abandonadas de forma ilegal em rios e lagos, ou jogadas fora pelo vaso", disseram os ativistas, em uma carta aberta divulgada em sua página na Internet.

        Especialistas afirmam que esses animais de mais de 200 milhões de anos se veem ameaçados, porque a maioria "é tirada da vida selvagem para ser vendida em lojas de animais de estimação, criadouros ou feiras".

        Tellem e Thompson alertaram também que esses pequenos répteis podem transmitir a bactéria da Salmonella, se não receberem o cuidado necessário. "Comprem um brinquedo das 'Tartarugas Ninja', em vez de uma de verdade", pediram. O filme As Tartarugas Ninja contou com um orçamento de US$ 125 milhões.

Diário de Pernambuco, 5 ago. 20144. Disponível em: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2014/08/05internas_viver,250431/ong-teme-surto-de-compra-de-animais-com-filme-em-tartarugas-ninjas-em.shtml. Acesso em: 10 fev. 2015.

Fonte: Universos – Língua Portuguesa – Ensino fundamental – Anos finais – 6º ano – Camila Sequetto Pereira; Fernanda Pinheiro Barros; Luciana Mariz. Edições SM. São Paulo. 3ª edição, 2015. p. 70.

Entendendo a notícia:

01 – Qual o principal temor da Associação Americana de Resgate de Tartarugas (American Tortoise Rescue) com o lançamento do filme "As Tartarugas Ninja"?

      O principal temor da ONG é que o filme cause uma euforia que leve pais a comprarem tartarugas para seus filhos, resultando em maus-tratos e abandono dos animais.

02 – Por que as crianças podem ficar desiludidas com as tartarugas reais, segundo os fundadores da ONG?

      As crianças podem ficar desiludidas porque não entendem que as tartarugas de verdade não possuem as habilidades dos personagens do filme, como voar ou fazer cenas perigosas.

03 – O que acontece com muitas das tartarugas compradas impulsivamente, de acordo com os ativistas?

      Muitas dessas tartarugas acabam sendo abandonadas ilegalmente em rios e lagos ou descartadas no vaso sanitário, após os pais tentarem agradar os filhos.

04 – Além do abandono, que outro risco à saúde as tartarugas podem representar se não forem bem cuidadas?

      Os especialistas alertam que esses répteis podem transmitir a bactéria Salmonella se não receberem o cuidado necessário.

05 – Qual a sugestão dos fundadores da ONG para os pais que querem agradar seus filhos em relação ao filme?

      A sugestão dos fundadores, Susan Tellem e Marshall Thompson, é que os pais comprem um brinquedo das "Tartarugas Ninja" em vez de uma tartaruga de verdade.

 

 

MÚSICA (ATIVIDADES): LENÇO NO PESCOÇO - WILSON BATISTA - COM GABARITO

 Música (Atividades): Lenço no Pescoço

             Wilson Batista

Meu chapéu do lado
Tamanco arrastando
Lenço no pescoço
Navalha no bolso
Eu passo gingando
Provoco e desafio
Eu tenho orgulho
Em ser tão vadio

Fonte https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgh8yRhSRfyIGc4k1CxoMAxu4U0E-t6HulrPRZ-AixVlr6r0fq43_6i_3B9G87JzTT2CYnOB8PhHqaBTn7RfnBnfFMa0bRUUmOcsypnkdtkzgeLf9EeXrnFUB_8XnFUSfuKcPa-CfNmVetmMyEsqEIq5hRuUhW_IzS3J3j-dVmSNNfJcDf9h0qxTnhMSM4/s320/sddefault.jpg


Sei que eles falam
Deste meu proceder
Eu vejo quem trabalha
Andar no miserê
Eu sou vadio
Porque tive inclinação
Eu me lembro, era criança
Tirava samba-canção
Comigo não
Eu quero ver quem tem razão

E eles tocam
E você canta
E eu não dou.

Composição: Wilson Batista.

Fonte: Arte em Interação – Hugo B. Bozzano; Perla Frenda; Tatiane Cristina Gusmão – volume único – Ensino médio – IBEP – 1ª edição – São Paulo, 2013. p. 377.

Entendendo a música:

01 – Qual é a principal característica do eu-lírico apresentada nos primeiros versos da música?

A – A canção é um lamento sobre as dificuldades da vida de um sambista.

B – A letra descreve a vestimenta e o comportamento de um trabalhador.

C – O personagem principal é um malandro orgulhoso de sua vida boêmia.

D – O foco da música é a crítica social à falta de oportunidades no Rio de Janeiro.

02 – Como o eu-lírico se posiciona em relação às pessoas que trabalham?

A – Ele se sente envergonhado por não seguir as normas sociais de trabalho.

B – Ele justifica sua escolha de vida pela liberdade e despreocupação que ela oferece.

C – Ele vê os trabalhadores como exemplos a serem seguidos para uma vida melhor.

D – Ele contrasta sua vida com a dos que trabalham, percebendo-os em dificuldades.

03 – Qual é a explicação que o eu-lírico dá para sua condição de "vadio"?

A – Ele herdou o estilo de vida de seus pais, que também eram vadios.

B – Ele foi forçado a ser vadio devido à falta de oportunidades de trabalho.

C – Ele aprendeu a sambar na infância, o que o tornou um sambista famoso.

D – Sua "inclinação" para ser vadio veio de uma experiência precoce com a música.

04 – O que a expressão "Comigo não / Eu quero ver quem tem razão" revela sobre a atitude do eu-lírico?

A – Pedir desculpas por sua conduta e buscar a aceitação da sociedade.

B – Expressar arrependimento por suas escolhas de vida e prometer mudança.

C – Reafirmar sua postura de desafio e questionar a moralidade alheia.

D – Descrever a rotina diária de um sambista que vive na boemia.

05 – No início da música, as descrições "Meu chapéu do lado / Tamanco arrastando / Lenço no pescoço / Navalha no bolso / Eu passo gingando / Provoco e desafio" servem para:

A – Simbolizam a busca por trabalho e uma vida mais digna.

B – Representam a submissão do personagem às regras sociais estabelecidas.

C – Descrevem um ambiente de conflito físico iminente entre o malandro e os outros.

D – Demonstram a indumentária típica do malandro carioca e sua atitude de confiança.

TEXTO: TEATRO DE MAMULENGOS - COM GABARITO

 Texto: Teatro de mamulengos

        O teatro de manipulação é um tipo de teatro em que bonecos, fantoches ou marionetes são animados. Na Região Nordeste, é chamado teatro de “mamulengos”. É uma manifestação artística da cultura popular, que trata de temas da região em que é encenado: costumes, tradições, lendas, crenças populares e meio ambiente. Como a literatura de cordel, as histórias do teatro de mamulengos são inspiradas no cotidiano, e possuem caráter cômico e satírico.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgmtVlTq1WZuAtLDnS9CZ5yNuLJjHOP8VsNQrId8KliOrREIW3R5kRZ-3iPEgBINhBKh5GHpSSksx71QERCei1wm9c3Ptk-B4FtlNpNoWCeXvdE4x2FfJCD9mY2QlVBuL1x0xw0aP_AfLXnob8bj_UBCQc-aO4BuXuvE5ez0b2f56pMalPUCynIjCQri7c/s320/7e386c82-7fd1-46ba-8994-cb830836c5d6.png


        Acredita-se que a palavra “mamulengo” tenha origem na expressão “mão molenga” ou “brincadeira do molenga”, que se refere à forma como são manipulados os bonecos: o corpo dos personagens é vestido na mão de quem vai movimentar os bonecos. Os mamulengos costumam ser feitos de madeira, pintados à mão e revestidos com roupas de tecido. O artista que faz e manipula os bonecos é popularmente chamado “bonequeiro”, “mamulengueiro” ou “mestre”. Ele, geralmente, é o dono dos bonecos e idealizador de quase tudo o que envolve a apresentação. O mestre mamulengueiro é poeta, ator, cantor e artesão. Os bonecos nordestinos são entalhados em um tipo de madeira muito leve chamada mulungu, encontrada na região.

        O teatro de mamulengos nordestino tem muitas semelhanças com a commedia dell’arte, gênero teatral. Por esse motivo, acredita-se que tenha se originado dela. O teatro de mamulengos tem praticamente a mesma estrutura da commedia dell’arte: é totalmente improvisado; tem personagens fixos, que perpassam as histórias; baseia-se em roteiros não escritos; estabelece uma estreita relação com o público; e é sempre acompanhado por música ao vivo. As representações, também chamadas “brincadeiras”, são itinerantes, ou seja, perambulam de cidade em cidade, onde são montadas as barracas, também chamadas “toldas”, “empanadas” ou “tendas”. O mestre, o contramestre e os ajudantes manipulam os bonecos e fazem as vozes de dentro dessa barraca, deixando aparecer somente o fantoche. Do lado de fora da barraca, ficam os instrumentos, também chamados popularmente de “instrumenteiros”, “batuqueiros” ou “tocadores”, que tocam principalmente sanfona, triângulo, ganzá e zabumba; o Mateus, personagem que foi apropriado do Bumba meu boi, representa um interlocutor entre os bonecos e o público, que tem participação ativa durante todo o espetáculo.

        No teatro de mamulengos tradicional, existem passagens recorrentes, que são marcantes desse tipo de manifestação. O pernambucano Valdeck de Garanhuns (1952), mamulengueiro, poeta, compositor, ator e xilogravurista, explica algumas delas:

        Passagens-pretexto – onde aparece um boneco, cumprimenta o público, diz uns gracejos, canta alguma coisa e sai. Sua aparição é independente de qualquer explicação.

        Passagens-narrativas – feitas com versos, como os dos poetas repentistas. Um ou dois bonecos narram fatos, acontecimentos ou estórias imaginárias.

        Passagens de briga – geralmente são arbitrárias, onde os bonecos dão prova de verdadeira resistência artesanal, devido ao grande número das pancadarias e violentas contorções que são típicas dessas passagens. As brigas e a violência dessas passagens não chegam, porém, a chocar ou agredir o público, por se valerem do humor, do ridículo e do caricatural nas representações.

        Passagens de dança – servem como recurso para fazer ligação entre as outras passagens que compõem o brinquedo. São também totalmente arbitrárias e delas participam ativamente os tocadores e os bonecos dançarinos.

        Passagens de peças ou tramas – são comédias, dramas, farsas, autos religiosos, sátiras sociais etc., que seguindo a estrutura formal do espetáculo de teatro, podemos considera-las pequenas peças. Essas pequenas passagens, embora não sejam escritas, acontecem dentro do mamulengo, igualmente ao teatro de revista, onde se sucedem como esquetes com assuntos cômicos, sociais, morais, religiosos etc., incorporando elementos que pertencem ao gênero dos musicais e ao gênero do Circo.

Disponível em: http://www.valdeckdegaranhuns.art.br/mamulengos.html. Acesso em: fev. de 2013.

Fonte: Arte em Interação – Hugo B. Bozzano; Perla Frenda; Tatiane Cristina Gusmão – volume único – Ensino médio – IBEP – 1ª edição – São Paulo, 2013. p. 348-349.

Entendendo o texto:

01 – Como é chamado o teatro de manipulação de bonecos na Região Nordeste do Brasil, de acordo com o texto?

A – Teatro de Fantoches

B – Teatro de Marionetes

C – Teatro de Mamulengos

D – Teatro de Sombras

02 – Qual é a possível origem da palavra 'mamulengo', de acordo com o texto?

A – Devido à flexibilidade das roupas de tecido dos personagens.

B – Da expressão 'mão molenga' ou 'brincadeira do molenga', referindo-se à manipulação dos bonecos.

C – É uma palavra de origem indígena relacionada à madeira mulungu.

D – Porque os bonecos são feitos de massa 'molenga'.

03 – De acordo com o texto, quem é o 'mestre' no contexto do teatro de mamulengos?

A – O músico que acompanha as apresentações com sanfona e triângulo.

B – O artista que faz e manipula os bonecos, sendo poeta, ator, cantor e artesão.

C – Um escritor de cordel, responsável pelas lendas locais.

D – O personagem Mateus, que interage com o público.

04 – Quais são as semelhanças entre o teatro de mamulengos e a commedia dell’arte, segundo o texto?

A – É totalmente improvisado, tem personagens fixos, roteiros não escritos e é acompanhado por música ao vivo.

B – Apresenta roteiros escritos detalhados para cada 'brincadeira'.

C – Não estabelece relação com o público, mantendo a performance distante.

D – É uma adaptação de peças teatrais clássicas europeias.

05 – Quais são os cinco tipos de 'passagens recorrentes' no teatro de mamulengos tradicional, conforme explicado por Valdeck de Garanhuns no texto?

A – Passagens de cenários, onde o palco é transformado para cada cena.

B – Passagens de improviso, passagens de canto e passagens de encerramento.

C – Passagens-pretexto, passagens-narrativas, passagens de briga, passagens de dança e passagens de peças ou tramas.

D – Passagens de transição, passagens de interação e passagens cômicas.

 

 

MÚSICA(ATIVIDADES): RAPAZ FOLGADO - NOEL ROSA - COM GABARITO

 Música (Atividades): Rapaz Folgado

             Noel Rosa

Deixa de arrastar o teu tamanco
Pois tamanco nunca foi sandália
E tira do pescoço o lenço branco
Compra sapato e gravata
Joga fora esta navalha que te atrapalha

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj87_rpjzydIehb7USxIT2HMSxIAvSbLOyj-xMFipyG8o3YpPLrVJoWzCrfXFk4bCD9aJoNMJh0wSMabtB7lDxjfm1FTNPKEx0s8ZB-CvPZIDdHBjnw6UfBvRh8Uv6HbyGQXyG6h6qxNxQ2EBQAVr2FZXjjzTivqfnk9gnPNhg25spgRPc6zQ6LcKRhodw/s1600/ab67616d00001e02acccd802e4e9f7384dddef9e.jpg


Com chapéu do lado deste rata
Da polícia quero que escapes
Fazendo um samba-canção
Já te dei papel e lápis
Arranja um amor e um violão

Malandro é palavra derrotista
Que só serve pra tirar
Todo o valor do sambista
Proponho ao povo civilizado
Não te chamar de malandro
E sim de rapaz folgado.

Composição: Noel Rosa.

Fonte: Arte em Interação – Hugo B. Bozzano; Perla Frenda; Tatiane Cristina Gusmão – volume único – Ensino médio – IBEP – 1ª edição – São Paulo, 2013. p. 377.

Entendendo a música:

01 – Qual é o conselho principal que o eu lírico dá ao 'rapaz folgado' no início da música?

A – Fazer um samba-canção para escapar da polícia.

B – Comprar um violão e aprender a tocar.

C – Deixar de usar tamanco e lenço branco, e se vestir de forma mais social.

D – Arranjar um amor e deixar a navalha de lado.

02 – Por que o eu lírico sugere que o 'rapaz folgado' jogue fora a navalha?

A – Porque ele não precisa dela para fazer samba.

B – Porque ela o atrapalha e pode levá-lo a problemas com a polícia.

C – Porque a navalha pode machucar as pessoas.

D – Porque é um objeto antiquado para um sambista.

03 – Qual é a proposta do eu lírico em relação ao termo 'malandro'?

A – Que a palavra 'malandro' seja considerada um elogio ao sambista.

B – Que o povo civilizado continue usando o termo para se referir aos sambistas.

C – Que o povo civilizado não chame mais o rapaz de malandro, e sim de 'rapaz folgado'.

D – Que o termo 'malandro' seja substituído por 'sambista' para valorizar o artista.

04 – O que o eu lírico espera que o 'rapaz folgado' faça com papel e lápis?

A – Fazer anotações sobre como se tornar um malandro.

B – Escrever cartas de amor para o seu novo romance.

C – Fazer um samba-canção para fugir dos problemas.

D – Desenhar o seu novo visual com sapato e gravata.

05 – Qual a razão principal para o eu lírico considerar 'malandro' uma palavra derrotista?

A – Porque o malandro não arranja amor nem violão.

B – Porque a malandragem está fora de moda.

C – Porque só quem é da polícia usa essa palavra.

D – Porque ela tira todo o valor do sambista.

 

 

CRÔNICA: GRINGO VENDO FUTEBOL - FRAGMENTO - MARIO PRATA - COM GABARITO

 Crônica: GRINGO VENDO FUTEBOL – Fragmento

              Mario Prata

        Um americano [...], na semana passada estava assistindo a um jogo de futebol comigo, pela televisão. Entendia a língua portuguesa, não entendia muito de futebol. E me fazia perguntas que me faziam pensar. A mais intrigante, foi esta:

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhizR_CiZXB9ek-NZfRYGQlN4zpQmSz7BQlfQwiga079IMD9crwUzFVAor-bZXesiZ8ADgzPy5MFdvoX-Fsl3FPw5nrKVZ7kDFPwG4auG52pFWQM0GooJ_5MChlkKERQJ7jEG-21mCZ8Qxb7bsN323enwgM1ZvK3Y9HNrN9J6zSXi3pj2KGBJ1-xCX2p6I/s1600/images.jpg


        -- Por que aquele homem olha na chuteira do reserva, quando ele vai substituir o outro?

        [...]. Expliquei para ele que há muitos e muitos anos atrás que nos sapatos e nas chuteiras usavam-se pregos para grudar a sola. Isto há mais de quarenta anos. Portanto, um jogador (por maldade ou descuido) poderia entrar em campo com um prego meio solto e machucar o adversário.

        -- Mas, se há tanto tempo não tem mais prego, por que olham?

        Eu estava entretido com o meu time disse não sei. Mas percebi que ele estava intrigado com o negócio. E insistiu:

        -- Os outros onze, quando entram, no começo do jogo, eles também olham a chuteira para ver se têm pregos?

        -- Não.

        -- Então por que esta implicância com os reservas? Olha lá, outro reserva entrando e mostrando a sola da chuteira. Por quê? [...]

        [...] E mais: se não tem mais prego, por que mostrar? Será que ninguém ligado ao futebol ainda não pensou nisto? O americano estava certo.

        Mais um pouco e ele continuou com suas observações:

        -- Por que o locutor diz que o jogador caiu?

        -- Porque caiu, uai.

        -- Sim, eu vi que ele caiu. É televisão. Ele não precisa me dizer. Olha lá, dizendo que o goleiro pegou a bola. Eu vi! Será que ele não pode me deixar assistir em paz? É televisão ou rádio?

        Penso:

        -- É que antes era rádio e eles acostumaram a narrar tudo.

        -- Mas então alguém precisa dizer para eles que a gente não é cego. Olha lá: dizendo que foi falta. Eu vi!!!

        O americano estava certo, os nossos locutores de televisão acham que estão transmitindo pelo rádio.

        -- Se o juiz já disse que vai ter mais três minutos de jogo, se o sujeito já levantou a placa mostrando, se lá em cima da televisão está dizendo que vamos ter três minutos de acréscimo, porque o locutor tem que avisar a gente que vamos ter mais três minutos de jogo? E precisa dizer que o jogo vai até os 48? Não é meio óbvio?

        O americano estava certo.

        -- Outra coisa – insistiu ele – você já notou que aquele jatinho de tinta branca que ele marca o campo na hora das falas, no final do jogo não sai mais quase nada lá de dentro? É porque foram muitas faltas, ou é o tubinho dele que não cabe mais spray? Olha lá, nem dá mais para ver a marquinha. Assim a barreira vai avançar.

        O americano, mais uma vez, estava certo.

        Quando acabou o jogo, ele que já havia assistido a outros jogos comigo, disse:

        -- Quer apostar como o repórter de campo vai perguntar o que foi que faltou ao time?

        O repórter perguntou.

        Mais tarde, no boteco, ele me perguntou:

        -- E por que todos os jogadores negros raspam a cabeça? É da regra?

Mário Prata. O Estado de São Paulo, p. D10, 2 jun. 2004.

Fonte: Universos – Língua Portuguesa – Ensino fundamental – Anos finais – 6º ano – Camila Sequetto Pereira; Fernanda Pinheiro Barros; Luciana Mariz. Edições SM. São Paulo. 3ª edição, 2015. p. 165.

Entendendo a crônica:

01 – Qual foi a pergunta mais intrigante feita pelo americano ao narrador da crônica?

      A pergunta mais intrigante feita pelo americano foi: "Por que aquele homem olha na chuteira do reserva, quando ele vai substituir o outro?"

02 – Qual é a explicação histórica para o hábito de olhar a chuteira dos jogadores, segundo o narrador?

      O narrador explica que, há muitos anos, usavam-se pregos nos sapatos e chuteiras para fixar as solas. Assim, um jogador poderia, por descuido ou maldade, entrar em campo com um prego solto e machucar o adversário.

03 – Quais são as críticas do americano em relação à narração dos jogos de futebol na televisão?

      O americano critica o fato de os locutores narrarem ações óbvias que podem ser vistas na televisão (como um jogador cair, o goleiro pegar a bola ou uma falta ser marcada). Ele sente que os locutores agem como se estivessem transmitindo pelo rádio e não permitindo que o espectador assista em paz.

04 – Que observações o americano faz sobre o spray de marcação de campo usado pelos juízes?

      O americano observa que o jatinho de tinta branca usado para marcar o campo nas faltas parece esvaziar ao longo do jogo, questionando se isso acontece por causa do grande número de faltas ou se o tubo não comporta mais spray. Ele nota que as marcações mal ficam visíveis, permitindo que a barreira avance.

05 – Além das questões sobre as chuteiras, a narração e o spray, qual outra observação final o americano faz sobre o futebol e os jogadores?

      Ao final, o americano faz duas observações: ele prevê, acertadamente, que o repórter de campo perguntaria o que "faltou ao time", e depois pergunta por que "todos os jogadores negros raspam a cabeça", questionando se é "da regra".