sexta-feira, 17 de abril de 2026

LENDA: O CURUPIRA - COM GABARITO

 LENDA: O Curupira

        No fundo das matas, bem longe das cidades e das aldeias, quando soam gritos longos e estridentes, é o Curupira que se aproxima.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEie-HjHsO56HZEHN0tBxm08wHNd_dOyCrDdB5XK7YEm2jCC_xN9dk9yHTSsB-TBSvpVxV8SwUpa47PH5Qjie9iibgbcSHbt24Jg0bZb8W050-1XMi46RNknVKYZwdvs4Zr8Ee2CXCCD21SHz0vIj3UN5nJBbaRjy5S7c8Fq-kQ8dsfDZHSUD9jdwzY1G7w


        O melhor que se faz é sair dali correndo.

        O Curupira é um anão de cabelos vermelhos, dentes verdes e com os pés virados para trás. Para os índios, ele é o demônio da floresta. Corre atrás deles, enfurecido, para bater e até mesmo matar. Para se protegerem, quando se afastam de suas aldeias, os índios deixam pelo caminho penas de aves, abanadores e flechas.

        O Curupira é o protetor das árvores e dos animais. Batendo nos troncos das árvores como se fossem tambores, testa a resistência delas, quando ameaça cair uma tempestade.

        Ele odeia os homens que caçam e destroem as matas. Por isso, gosta de deixar os caçadores perdidos dentro da floresta. Quem vê o Curupira perde totalmente o rumo, não sabe mais achar o caminho de volta...

        Para atrair suas vítimas, o Curupira, às vezes, chama as pessoas com gritos que imitam a voz humana.

        As histórias do Curupira são contadas em todo o Brasil. Em algumas regiões, ele tem o nome de Caipora ou Caapora, e aparece, frequentemente, montado em um porco-do-mato.

Entendendo a Lenda

01. Como é o Curupira?

          Ele é um anão de cabelos vermelhos, dentes verdes e possui os pés virados para trás.

02.  O que o Curupira faz com os caçadores?

Ele os deixa perdidos dentro da floresta, fazendo com que percam totalmente o rumo e não consigam achar o caminho de volta.

03.  O que o Curupira faz para atrair suas vítimas?

Ele solta gritos que imitam a voz humana para enganar e atrair as pessoas.

04.  Que outros nomes o Curupira tem em outras regiões do Brasil?

Ele também é conhecido como Caipora ou Caapora.

05. Alternativas Corretas

a) Na floresta, que sinais anunciam que o Curupira está chegando?

          a) (X) Gritos longos e estridentes.

              (   ) Árvores destruídas no caminho.

              (   ) Rastros de porco-do-mato.

              (   ) Sons de tempestade.

        b) O Curupira testa a resistência das árvores para:

           ( ) protegê-las dos índios.

           (X) saber se elas não cairão com a chuva forte.

           ( ) atrair suas vítimas humanas.

           ( ) assustar os destruidores da floresta.

     c) A história do Curupira é sobre um:

          ( ) demônio que assusta os animais da floresta.

          ( ) índio que usa abanadores e flechas.

          ( ) homem que se perde na mata e fica apavorado.

          (X) anão que protege as árvores e os animais.

     d) O Curupira vive em:

          ( ) aldeias. ( ) cidades. (X) matas. ( ) troncos.

     e) As pessoas têm medo porque o Curupira:

         (X) persegue quem destrói a natureza.

         ( ) toca tambores escondido durante a noite.

         ( ) protege as árvores das tempestades.  

         ( ) ataca os animais selvagens e perigosos da mata.

f) No texto, a palavra enfurecido significa:

         ( ) apressado.

        (X) furioso.

         ( ) desajeitado.

         ( ) barulhento.

 

Sintaxe: Sujeito e Predicado

Para facilitar: o sujeito é de quem se fala, e o predicado é tudo o que se diz sobre esse sujeito (incluindo o verbo).

01 – Separe os sujeitos e predicado das orações abaixo:
a) Os jovens gostam de aventuras.

Sujeito: Os jovens

Predicado: gostam de aventuras.

b) O ônibus escolar chegou cedo no ginásio.

Sujeito: O ônibus escolar

Predicado: chegou cedo no ginásio.

c) Ariana e Luana saíram de férias.

Sujeito: Ariana e Luana

Predicado: saíram de férias

CRÔNICA: CONVERSINHA MINEIRA - FERNANDO SABINO - COM GABARITO

 Crônica: Conversinha Mineira

                 Fernando Sabino

— É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo?
— Sei dizer não senhor: não tomo café.
— Você é dono do café, não sabe dizer?
— Ninguém tem reclamado dele não senhor.
— Então me dá café com leite, pão e manteiga.
— Café com leite só se for sem leite.
— Não tem leite?

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3MxlOiVPKBWIZnbhGmT4n9tP4Anprm3Nt3YMy8s53wKO_v_Z6Z1papMHAT-4JEtN_QbpPvEzKTlq8Pqeoeyl41h0UKE6DcTfZ9vYyqIeSdQ1nAmGzEYYC9FfZNigjRY-HASrfJ4OXyKnB2keoy3-nwboFZBg2PKCBytIveQoXddxgLJQfn4JE3gQFX08/s320/Coffee_with_milk_(563800).jpg


— Hoje, não senhor.
— Por que hoje não?
— Porque hoje o leiteiro não veio.
— Ontem ele veio?
— Ontem não.
— Quando é que ele vem?
— Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só que no dia que devia vir em geral não vem.
— Mas ali fora está escrito “Leiteria”!
— Ah, isso está, sim senhor.
— Quando é que tem leite?
— Quando o leiteiro vem.
— Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê?
— O quê: coalhada? Então o senhor não sabe de que é feita a coalhada?
— Está bem, você ganhou. Me traz um café com leite sem leite. Escuta uma coisa: como é que vai indo a política aqui na sua cidade?
— Sei dizer não senhor: eu não sou daqui.
— E há quanto tempo o senhor mora aqui?
— Vai para uns quinze anos. Isto é, não posso agarantir com certeza: um pouco mais, um pouco menos.
— Já dava para saber como vai indo a situação, não acha?
— Ah, o senhor fala da situação? Dizem que vai bem.
— Para que Partido? — Para todos os Partidos, parece.
— Eu gostaria de saber quem é que vai ganhar a eleição aqui.
— Eu também gostaria. Uns falam que é um, outros falam que outro. Nessa mexida...
— E o Prefeito?
— Que é que tem o Prefeito?
— Que tal o Prefeito daqui?
— O Prefeito? É tal e qual eles falam dele.
— Que é que falam dele?
— Dele? Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é Prefeito.
— Você, certamente, já tem candidato.
— Quem, eu? Estou esperando as plataformas.
— Mas tem ali o retrato de um candidato dependurado na parede, que história é essa?
— Aonde, ali? Uê, gente: penduraram isso aí…

(SABINO. Fernando. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962.)

Entendendo o texto

01. A principal característica do comportamento do dono do estabelecimento durante a conversa é:

      a. A agressividade ao responder ao freguês.

      b. A precisão e clareza em fornecer informações.

      c.  A ambiguidade e a esquiva nas respostas (o jeito "mineiro").

      d.  O entusiasmo em vender seus produtos.

02. No trecho "Café com leite só se for sem leite", percebe-se o uso de:

      a. Um paradoxo (contradição) que gera humor.

      b. Uma metáfora sobre a qualidade do café.

      c. Uma hipérbole para exagerar a falta de produtos.

      d. Uma personificação dos objetos da leitaria.

03. Sobre a política local, o que podemos afirmar sobre a opinião do dono do café?

      a. Ele é um fervoroso apoiador do atual Prefeito.

      b. Ele demonstra total desinteresse e não se compromete com nenhum lado.

      c. Ele está decidido a votar no candidato cujo retrato está na parede.

      d. Ele conhece profundamente as plataformas políticas da cidade.

04. O efeito de humor na passagem sobre o tempo em que o personagem mora na cidade ("Vai para uns quinze anos [...] não sou daqui") reside no fato de que:

     a. Quinze anos é pouco tempo para conhecer uma cidade.

     b. O personagem esqueceu a própria idade.

     c.  Mesmo morando lá por quinze anos, ele se recusa a se considerar "daqui" para evitar dar informações.

     d. Ele está mentindo para o freguês sobre sua origem.

05. O título "Conversinha Mineira" e o uso de termos como "Uai" e "Esse trem todo" indicam que o texto busca explorar:

       a. A norma culta da língua portuguesa.

       b. O regionalismo e a variação linguística.

       c. A linguagem técnica de comerciantes.

       d. O desrespeito à língua escrita.

06. No diálogo sobre o leiteiro, o dono do café afirma: "Só que no dia que devia vir em geral não vem". O que essa fala revela sobre a organização do estabelecimento e a rotina daquela cidade?

Revela uma rotina imprecisa e informal. O estabelecimento não tem um controle rigoroso sobre seus fornecedores, e a vida na cidade parece seguir um ritmo próprio, onde o "dia certo" não é garantia de que algo vá acontecer.

07. Explique por que existe uma ironia na presença da placa escrita "Leiteria" na frente do estabelecimento, considerando o diálogo entre o freguês e o atendente.

A ironia reside no fato de o local se chamar "Leiteria" (estabelecimento que vende leite e derivados), mas não possuir leite disponível há dias porque o leiteiro não aparece. O nome do local cria uma expectativa no cliente que não é correspondida pela realidade.

08. Ao final da crônica, o freguês aponta um retrato de candidato na parede. Qual é a reação do dono do café e o que isso reforça sobre a personalidade dele?

Ele reage com surpresa fingida ou desentendimento ("Uê, gente: penduraram isso aí..."). Isso reforça sua personalidade esquiva; ele evita assumir a responsabilidade até pelo que está dentro do seu próprio comércio para não ter que se comprometer com uma opinião política.


 

 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

PARÁBOLA: A CHALEIRA - COM GABARITO

 Parábola: A Chaleira

 

Era uma vez uma chaleira muito vaidosa, que se orgulhava da sua porcelana, de seu bico enorme e de sua asa. Tinha o bico para a frente e a asa para trás, e gostava que todos tivessem isso em conta. Mas nunca falava da sua tampa, já rachada e enegrecida., porque ninguém gosta de falar de seus defeitos. Já bastava que os outros falassem deles!... Sem dúvida que a xícara, a manteigueira e o açucareiro, e todo o serviço de chá, falavam muito mais da rachadura da tampa que dá artística asa e do formoso bico. Bem o sabia a chaleira.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhI2i9x6KrZ3AQOAfZDwMW02U9SphkMWYlimxzY_YBPe3sr_5dTuymv7e8kXLg-PhtRgHUXJsWEkLWjWE5GrSQD290RmUM0wJThmpUzgudbnhU_SKYgl0IYlY3o-W2NoyWY0xF-voX3v5KqQ2wgec_lCNl6mBb2lb0j8jTz4EZJZkVqZLmCP7otM95zD8k/s320/CHALEIRA.jpg


- Já sei o que pensam! - dizia para si mesma. Mas conheço os meus defeitos e admito-os. Nisso consiste a minha modéstia. Defeitos... toda a gente tem, mas, qualidades, também alguém terá que as ter!... As xícaras têm asa, o açucareiro tem tampa. Eu, ao menos, tenho as duas coisas e, além disso, o bico, que é algo com que eles jamais poderão sonhar. Sou a rainha do serviço de chá. É verdade que a manteigueira e o açucareiro contribuem para o sabor. Mas eu presido à mesa e reparto bênçãos à humanidade sedenta. Dentro de mim, as folhas chinesas misturam-se na água fervente e insípida.
Assim pensava a chaleira nos despreocupados dias da sua juventude, quando era manejada por uma mão cuidadosa. Mas a mão primorosa entorpeceu e, um belo dia, a chaleira caiu. Quebrou-se o bico e também a asa. Da tampa, nem valia a pena falar: já havia provocado suficientes desgostos! A Chaleira jazia no chão sem sentidos, enquanto a água a ferver se escapava. Foi um golpe terrível, mas o pior é que todos se riram dela e não da mão trôpega que a havia jogado no chão sem complacências.
- Nunca o esquecerei! - dizia a chaleira quando narrava a sua vida. Chamaram-me inútil, jogaram-me num canto e, no dia seguinte, fui dada a uma mulher que pedia esmola. Desci ao mundo dos pobres, tão inútil por dentro como por fora, e, sem dúvida, ali começou para mim uma nova vida. Uma pessoa começa por ser uma coisa e depois converte-se noutra inteiramente diferente. Encheram-me de terra, o que, para uma chaleira, é a mesma coisa que enterrá-la. Mas na terra colocaram uma semente. Nem sei bem quem a plantou. Só sei que me deram. Foi, talvez, uma compensação pelas folhas chinesas e pela água a ferver; pela asa e pelo bico quebrados. E a semente germinou e converteu-se numa formosa flor. Até me esqueci de mim própria perante tão brande beleza. Ditoso o que se esquece de si para pensar nos outros! A flor não me agradeceu nem se preocupou comigo. Para ela iam a admiração e os elogios de todos. Se eu própria me sentia tão contente com ela, como não poderiam admirá-la os outros?... Um dia alguém se lembrou que a flor merecia um vaso melhor. Quebraram-me ao meio (ai como doeu!) e transplantaram a flor para outro vaso, enquanto eu fui jogada no quintal onde não sou mais que uns velhos cacos de porcelana. Mas conservo esta recordação e ninguém poderá arrancá-la de mim.

Entendendo o texto

01. No início da história, qual era o principal motivo de orgulho da chaleira e qual era o seu "ponto fraco" que ela tentava ignorar?

a) ela se orgulhava de sua tampa brilhante e ignorava o bico curto. b) ela se orgulhava de sua porcelana, bico e asa, mas evitava falar da tampa rachada e enegrecida.

c) ela se orgulhava da água fervente e ignorava a opinião das xícaras.

d) ela se orgulhava de ser útil aos pobres e ignorava sua beleza antiga.

02. O que aconteceu com a chaleira que mudou drasticamente o seu destino na casa onde vivia?

a) ela foi trocada por um serviço de chá mais moderno.

b) ela parou de conseguir aquecer a água para as folhas chinesas. c) uma mão trôpega a deixou cair, quebrando seu bico e sua asa.

d) as xícaras convenceram a dona da casa de que a chaleira era feia.

03. Como a chaleira descreve a sua transição para a "vida de pobre" e qual foi o novo propósito que recebeu?

a) ela foi consertada e voltou a servir chá para uma família humilde. b) ela foi jogada no lixo e esqueceu completamente o seu passado. c) ela foi dada a uma mulher que pedia esmolas e foi preenchida com terra para abrigar uma semente.

d) ela tornou-se um objeto de decoração luxuoso em uma nova casa.

04. Qual sentimento a chaleira desenvolveu ao ver a flor crescer dentro dela, mesmo sem receber agradecimentos?

a) ressentimento por a flor receber todos os elogios que antes eram dela.

b) felicidade e desprendimento, entendendo que é ditoso quem se esquece de si para pensar nos outros.

c) tristeza por saber que seria substituída por um vaso melhor em breve.

d) orgulho egoísta, pois a flor só era bonita por causa da porcelana da chaleira.

05. Qual é a situação final da chaleira e o que ela guarda de mais valioso ao fim de sua trajetória?

a) ela foi restaurada e voltou a ser a rainha do serviço de chá.

b) ela virou pó e desapareceu completamente, sem deixar vestígios. c) ela tornou-se um vaso permanente para a flor que tanto amava. d) ela foi reduzida a cacos de porcelana no quintal, mas conservou a recordação da beleza que ajudou a criar.

 


domingo, 12 de abril de 2026

MÚSICA(ATIVIDADES): SEMENTES - FRAGMENTO (PART. DRIK BARBOSA) - EMICIDA - COM GABARITO

 Música (Atividades): Sementes – Fragmento (part. Drik Barbosa)

            Emicida

Se tem muita pressão
Não desenvolve a semente
É a mesma coisa com a gente
Que é pra ser gentil
Como flor é pra florir
Mas sem água, Sol e tempo
Que botão vai se abrir?
É muito triste, muito cedo
É muito covarde
Cortar infâncias pela metade
Pra ser um adulto, sem tumulto, não existe atalho
Em resumo
Crianças não têm trabalho, não, não, não
Não ao trabalho infantil

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghdBI4rburCRpSl7RwnW6FpYI7Hpv6rjzb5TvgMSiJNA7V3-umuDp3fLejYo9msio2WkQUwQUXMhAJlEAiRCPGJAq19zL552tfXPacpz_juhxC13V5-S8cFcQWgm2jDmt9ZrLKInEBzc8bHx_W1un1VCJaYCAIyz8LH-ChV8oFw4NHMR0RPH5_1_oA9xE/s320/EMICIDA.jpg


Desde cedo, 9 anos, era um pingo de gente
Empurrado a fórceps, pro batente
O bíceps dormente, a mão cheia de calo
Treme, não aguenta um lápis, no fundão de São Paulo (puts)
Se a alma rebelde se quer domesticar
Menina preta perde infância, vira doméstica
Amontoados ao relento, sem poder se esticar
Um baobá vira um bonsai, é só assim pra explicar
Que o nosso povo nas periferia
Precisa encher suas panela vazia
Dignidade é dignidade, não se negocia
Porque essa troca leva infância, devolve apatia
E é pior na pandemia
Sobra ferida na alma
Uma coleção de trauma
Fora a parte física
E nóis já tá na parte crítica
Pra que o nosso futuro não chore
A urgência é: Precisamos ser melhores, viu?

[...]

SEMENTES. Intérpretes: Emicida, Drik Barbosa. Composição: Emicida; Drik Barbosa; Nave; Thiago Jamelão. Sementes: single de Emicida, Drik Barbosa. São Paulo: Laboratório Fantasma, 2020. Digital (3min56s).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 236.

Entendendo a música:

01 – No início da letra, o autor utiliza uma metáfora comparando o desenvolvimento humano ao de uma planta. O que a 'semente' representa nesse contexto?

a) A semente é uma referência direta à agricultura, tema principal da música.

b) A semente simboliza o dinheiro que as famílias ganham com o trabalho infantil.

c) A semente representa o trabalho pesado que a criança deve realizar desde cedo.

d) A semente representa o potencial de uma criança que precisa de condições adequadas para crescer.

02 – O que o trecho 'Cortar infâncias pela metade' significa em relação ao trabalho infantil?

a) Dividir o tempo da criança entre a escola e o trabalho doméstico.

b) Uma técnica de amadurecimento precoce incentivada pelos autores.

c) A interrupção do desenvolvimento natural e do direito de viver a infância plenamente.

d) O ato de crianças ajudarem os pais em tarefas simples de casa.

03 – A música afirma categoricamente: 'Crianças não têm trabalho'. Qual é a principal mensagem dessa afirmação?

a) Que não existem vagas de emprego para menores de idade no Brasil.

b) Que as crianças são preguiçosas e não gostam de obrigações.

c) Que as crianças não sabem realizar tarefas de forma eficiente.

d) Que a única função da criança deve ser o estudo e o brincar, livre de exploração laboral.

04 – Na estrofe de Drik Barbosa, ela diz: 'Um baobá vira um bonsai'. O que essa comparação simboliza?

a) A adaptação necessária para sobreviver em apartamentos pequenos.

b) A limitação forçada do potencial de uma pessoa devido às condições sociais.

c) A beleza de se tornar um adulto resiliente nas periferias.

d) O crescimento natural de árvores em diferentes ambientes.

05 – De acordo com a letra, por que muitas famílias nas periferias acabam submetendo crianças ao trabalho?

a) Para que os filhos aprendam o valor do dinheiro desde cedo.

b) Porque o trabalho é visto como uma forma de lazer na comunidade.

c) Por falta de interesse dos pais na educação dos filhos.

d) Pela necessidade urgente de combater a fome e 'encher as panelas'.

06 – Quais são as consequências físicas e emocionais do trabalho infantil mencionadas no fragmento?

a) Apenas o cansaço passageiro que se resolve com descanso.

b) Melhora na caligrafia e no desempenho escolar nas escolas de São Paulo.

c) Mãos com calos, bíceps dormentes e traumas na alma.

d) Maior força física e amadurecimento emocional precoce.

07 – O que a letra sugere quando diz que 'Dignidade não se negocia'?

a) Que os direitos básicos de uma criança não devem ser trocados por sobrevivência econômica.

b) Que as negociações salariais devem ser feitas apenas por adultos.

c) Que o trabalho infantil é aceitável se o salário for digno.

d) Que a dignidade só pode ser alcançada por meio do trabalho árduo.

 

 

NOTÍCIA: PRÓS E CONTRAS DO USO DE TECNOLOGIA NAS SALAS DE AULA - FRAGMENTO - REVISTA VERSAR - COM GABARITO

 Notícia: Prós e contras do uso de tecnologia nas salas de aula – Fragmento

        Enquanto escolas querem inovar na aprendizagem, expoentes da revolução digital escolhem centros de educação sem tablets ou computadores para seus filhos

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9nasL2kHZYRIGeJ_GcIEXVj92t0rkNqhQlyRvMOVI47lGKA7-ntPjx8ni8fiNmGDHszm-8BVg5YdckyHhdl7-alRqlGC-xN2ya2TklGLz6a-s-n_EEhK40VwFWKc1xGMe8F3VIopbT5xduLFriT1L-zTMDRtYpWQqxF76-WYISxxMnsaZlo97Ihslneo/s320/Gr%C3%A1fico_de_Processo_Fluxograma_em_Azul_Rosa_e_Ciano.png


        Escolas de todo o mundo se esforçam para introduzir métodos inovadores que incorporam gadgets, aplicativos e celulares nas salas de aula. Enquanto isso, no Vale do Silício, Estados Unidos, epicentro da revolução digital das últimas décadas, grandes nomes da tecnologia preferem que seus filhos, sobretudo as crianças, estudem em escolas que praticamente proíbem o uso de telas no processo de aprendizagem.

        Dentro dessa polêmica a psicopedagoga Lorena Nolasco fala sobre o uso da tecnologia nas escolas infantis.

        -- A utilização de telas, tanto em casa quanto nas escolas, deve ter firme moderação e observância porque as crianças estão sendo expostas a longos períodos de ações virtuais que mexem muito com a emoção e a satisfação momentânea – explica ela, que também é especialista em desenvolvimento cognitivo infantil.

        Confira uma lista com oito prós e contras do uso de dispositivos tecnológicos no processo de aprendizagem:

PRÓS

-- A imersão possibilitada pelos equipamentos de realidade virtual pode levar quem está aprendendo para dentro do conhecimento. Com mais sentidos envolvidos, o aprendizado tende a ficar mais concreto e envolvente.

-- Usar a tecnologia na sala de aula, a favor da aprendizagem, aguça a percepção das crianças.

-- A criação de fóruns pela internet voltados aos debates de temas tratados em sala de aula pode estimular a troca de informações e facilitar o aprendizado.

-- As telas de computadores ou tablets podem promover inclusão já que são adaptáveis para crianças com deficiências motoras, auditivas ou de visão.

CONTRAS

-- Criatividade é algo essencialmente humano. Ao inserir telas diante de uma criança com o intuito de facilitar a aprendizagem, dependendo de como forem utilizadas, as crianças podem ter suas habilidades motoras e a emoção de aprender limitadas.

-- Tablets e celulares são estimulantes visuais que podem reduzir a capacidade de concentração e atenção para além das atividades escolares. [...]

-- O uso individualizado de tablets, notebooks e celulares nas salas de aula pode diminuir a socialização. [...]

Prós e contras do uso de tecnologia nas salas de aula. Revista Versar, 2 jun. 2019. Disponível em: https://www.revistaversar.com.br/tecnologia-nas-salas-de-aula/. Acesso em: 15 out. 2020. (Adaptado).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 220.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é o contraste marcante apresentado no início do texto em relação ao Vale do Silício?

      O contraste é que, enquanto escolas do mundo todo se esforçam para introduzir tecnologias (gadgets e aplicativos), os grandes nomes da tecnologia no Vale do Silício preferem que seus filhos estudem em escolas que praticamente proíbem o uso de telas.

02 – Segundo a psicopedagoga Lorena Nolasco, por que o uso de telas deve ter "firme moderação"?

      Porque as crianças estão sendo expostas a longos períodos de ações virtuais que impactam fortemente as emoções e buscam a satisfação momentânea, o que exige cuidado e observância por parte dos responsáveis e educadores.

03 – De que forma a realidade virtual pode atuar como um ponto positivo ("pró") na aprendizagem?

      A realidade virtual permite uma imersão profunda no conhecimento. Ao envolver mais sentidos, o aprendizado tende a se tornar mais concreto, envolvente e dinâmico para o aluno.

04 – Como a tecnologia pode atuar como uma ferramenta de inclusão nas salas de aula?

      O texto destaca que tablets e computadores são adaptáveis. Eles podem ser configurados para atender às necessidades específicas de crianças com deficiências motoras, auditivas ou de visão, facilitando o acesso ao conteúdo.

05 – Qual é o risco mencionado no texto em relação à criatividade e às habilidades motoras das crianças?

      O risco é que, se as telas forem utilizadas apenas para facilitar o aprendizado sem uma estratégia adequada, elas podem acabar limitando as habilidades motoras e a emoção de aprender, que são processos essencialmente humanos.

06 – Por que o uso de dispositivos móveis é considerado um "contra" no quesito concentração?

      Porque tablets e celulares são estimulantes visuais muito fortes. Esse excesso de estímulo pode reduzir a capacidade de concentração e de atenção da criança, inclusive em atividades que ocorrem fora do ambiente escolar.

07 – Além das questões cognitivas, qual impacto social negativo o uso individualizado de tecnologia pode causar?

      O texto alerta que o uso individual de notebooks e celulares dentro da sala de aula pode diminuir a socialização, já que o aluno interage mais com o dispositivo do que com os colegas e professores.

 

 

REPORTAGEM: O QUE É EDUCAÇÃO DE QUALIDADE? - FRAGMENTO - ROSA MARIA TORRES - COM GABARITO

 Reportagem: O que é educação de qualidade? – Fragmento

             Rosa Maria Torres

        Qualidade, associada á educação, é entendida e trabalhada de muitas maneiras. [...]

        As famílias e os políticos tendem aa se ater ao que está logo à vista: a infraestrutura.

        Assumem – equivocadamente – que se o prédio é moderno, a educação no seu interior é boa. E, ao contrário: se o lugar é precário ou a educação se faz ao ar livre, presumem – erroneamente – que a educação é má. Ultimamente, as tecnologias são cobiçadas: ter computadores e internet na escola é sinônimo de modernidade (ainda que usem pouco ou mal) e de emprego no futuro. Não obstante, se pode fazer uma educação péssima em meio aos aparatos eletrônicos e uma educação excelente sem cabos, mas próximas das pessoas e da natureza. [...] A avaliação está na moda. Muitos creem que quanto mais avaliação – de alunos, docentes, estabelecimentos etc. – melhor. Isso não é necessariamente assim. [...]

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZfsFPBJWgsS5k2lQj6X0vRWiQ_FKzf0ZB6bDsqMym8UR4ZzOkdUs7FCurbzVm5WurXNUHa9DU0GUGJab7gdyklm1OjaaR7OD8yN2XinFVdS4ktIn4JRj6iN5JBL62L7qEFGzuEvum-YE2_-H_R2LnKV6jmwQKiooiUHnDn6SVvWO9lHxQ8Lix1Rnegs8/s320/EDUCA%C3%87%C3%83O.jpg 
 

        Também é difundida a ideia de que a educação pública é ruim e a privada boa. Há, no entanto, péssima educação privada (mesmo se é muito cara) e boa educação pública.

        Muito – pobres e ricos – dizem que é boa a escola que oferece uma segunda língua prestigiosa. [...] Para os pobres, muitas vezes, a qualidade da escola passa simplesmente por uma comida segura por dia, um professor ou uma professora que não falte, que não maltrate muito e que, oxalá, ao menos entenda a língua dos alunos. [...] O afeto, o interesse, o amor pela leitura, o gosto de aprender e a ausência de medo são ingredientes indispensáveis para uma educação de qualidade em qualquer idade. Avançar na direção de uma educação de qualidade implica, justamente, que a cidadania se informe melhor a fim de saber por que e como reivindicá-la.

TORRES, Rosa Maria. O que é educação de qualidade? Portal Aprendiz, 18 jun. 2014. Disponível em: https://portal.aprendia.uol.com,br/2014/06/18/o-que-e-educacao-de-qualidade/. Acesso em: 31 out. 2020.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 194.

Entendendo a reportagem:

01 – De acordo com o texto, qual é o equívoco comum cometido por famílias e políticos ao avaliarem a qualidade educacional?

      O equívoco é focar apenas na infraestrutura física. Eles assumem que prédios modernos garantem automaticamente uma boa educação e que instalações precárias significam uma educação ruim, o que o texto classifica como uma conclusão errônea.

02 – Como a autora analisa a presença de tecnologias (computadores e internet) nas escolas?

      Ela afirma que as tecnologias são frequentemente vistas como sinônimo de modernidade e garantia de emprego futuro. No entanto, ressalta que é possível ter uma educação péssima mesmo com aparatos eletrônicos, se forem usados pouco ou mal, enquanto uma educação excelente pode ocorrer sem esses recursos, desde que próxima das pessoas e da natureza.

03 – O que o texto diz sobre a relação entre a quantidade de avaliações e a qualidade do ensino?

      O texto menciona que a avaliação "está na moda" e que muitos acreditam que quanto mais se avalia alunos e docentes, melhor. Contudo, a autora contesta essa ideia, afirmando que isso não é necessariamente verdade.

04 – Como a reportagem desconstrói o preconceito entre o ensino público e o privado?

      A autora desmente a ideia difundida de que a educação pública é sempre ruim e a privada é sempre boa. Ela argumenta que existe educação privada de péssima qualidade (mesmo sendo cara) e educação pública de boa qualidade.

05 – Quais são as expectativas de qualidade escolar citadas para as famílias pobres, segundo o fragmento?

      Para as famílias pobres, a qualidade muitas vezes é medida por necessidades básicas: ter ao menos uma refeição garantida por dia, um professor que não falte, que não maltrate os alunos e que consiga compreender a língua/realidade dos estudantes.

06 – Além dos recursos materiais, quais são os "ingredientes indispensáveis" para uma educação de qualidade mencionados pela autora?

      Os ingredientes essenciais são subjetivos e humanos: o afeto, o interesse, o amor pela leitura, o gosto de aprender e a ausência de medo no ambiente escolar.

07 – Qual é a condição necessária para que a sociedade possa avançar na direção de uma educação de qualidade?

      Segundo o encerramento do texto, é necessário que a cidadania se informe melhor para que saiba exatamente por que e como reivindicar uma educação que vá além das aparências.

 

NOTÍCIA: POLUIÇÃO DO SOLO - FRAGMENTO - ALMANAQUE RECREIO - COM GABARITO

 Notícia: POLUIÇÃO DO SOLO – Fragmento

        É na camada mais externa da superfície terrestre, chamada solo, que se desenvolvem os vegetais. Quando o solo é contaminado, tanto os cursos subterrâneos de água como as plantas podem ser envenenadas.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYeKkk9UvVlotAk4Q6barNrVZhbAAD7ZdKtjqLSi0rzdEH3t6eZLF1G_EzvlgTs2KkQuRi_h9MoUgU9I2mrhFzDiURQk29NH-P9IEO46hmbAp1lSabJwy_yN4JeTuPDGuuItcEYpDhau4JF8fqdnsbCAC2w3YoUSrxQCud4fDVKUdIqRoopq9LPRv4DTk/s1600/SOLO.jpg

 

        Os principais poluentes do solo são os produtos químicos usados na agricultura. Eles servem para destruir pragas e ervas daninhas, mas também causam sérios estragos ambientais.

        O lixo produzido pelas fábricas e residências também pode poluir o solo. Baterias e pilhas jogadas no lixo, por exemplo, liberam líquidos tóxicos e corrosivos. Nos aterros, onde o lixo das cidades é despejado, a decomposição da matéria orgânica gera um liquido escuro e de mau cheiro chamado chorume, que penetra no solo e contamina mesmo os cursos de água que passam bem abaixo da superfície.

        [...]

Almanaque Recreio. São Paulo: Abril. Almanaques CDD_056-9. 2003.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 153.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é a importância da camada mais externa da superfície terrestre mencionada no texto?

       A camada mais externa é o solo, e sua importância fundamental reside no fato de ser nela que se desenvolvem os vegetais, que servem de base para a vida e a agricultura.

02 – Como a poluição do solo pode atingir recursos que não estão na superfície?

      Através da infiltração. Substâncias como o chorume (gerado nos aterros) e produtos químicos penetram na terra, contaminando os cursos subterrâneos de água que passam bem abaixo da superfície.

03 – Quais são os principais poluentes originados da agricultura e qual é a contradição no seu uso?

      São os produtos químicos (agrotóxicos). A contradição é que, embora sejam utilizados para finalidades consideradas "úteis" pelo agricultor — como destruir pragas e ervas daninhas —, eles acabam causando sérios e graves estragos ao meio ambiente.

04 – De que forma o lixo doméstico e industrial, especificamente pilhas e baterias, contribui para a degradação do solo?

      Quando são descartados incorretamente no lixo comum, esses objetos liberam líquidos tóxicos e corrosivos que envenenam a terra e comprometem a saúde do ecossistema.

05 – O que é o chorume e como ele se forma de acordo com a notícia?

      O chorume é um líquido escuro, de mau cheiro e altamente poluente. Ele se forma nos aterros sanitários a partir do processo de decomposição da matéria orgânica presente no lixo das cidades.

 

ROMANCE: A MORTE E O METEORO - FRAGMENTO - JOCA REINERS TERRON - COM GABARITO

 Romance: A Morte e o Meteoro – Fragmento

                Joca Reiners Terron

        1 – Grande mal

        [...] No começo, os cinquenta Kaajapukugi iriam para o Canadá. Tendo saído da Amazônia, de um lugar mais quente que o inferno e onde as chuvas equatoriais já não caíam tão caudalosas quanto no passado, dificilmente se adaptariam aos rigores negativos do clima canadense. Assim, terminaram em Oaxaca.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgBZaeGN4rh98_WsKWbZQ1HL14J3X-F5BdEl7ni9pYB8z1Pnl79UfGRLmKgscdP4tJBLGqrj3Q75iG0eZzxWMBtAjItl97IUSMdH3mZ4nKo3jz8r5PVsXx4AMc9piA18ANoaiXJco3wk_6hw1y2Wj1PpynRLEJqVBLpoJunQaykv_P3KLCHiuRssGPaC2Y/s320/A%20MORTE.jpg


        Se a zona árida da planície daqui não servia para eles, nada mais no mundo se parecia com a selva amazônica ou com aquilo que restava dela, algumas dezenas de hectares de árvores agonizantes em vias de serem calcinadas pelo sol. Os Kaajapukugi, uma tribo isolada que recusava contato com o homem branco, viviam numa paisagem desertificada sem estarem preparados. [...]

        O ecossistema onde viviam foi inteiramente destruído [...] e com ele suas plantas medicinais sagradas e até os venenos nos quais embebiam flechas e o timbó que usavam para pescar. Peixes morreram, rios secaram. [...] Nada restou além de areia e erosão. [...].

TERRON, Joca Reiners. A morte e o meteoro. São Paulo: Todavia, 2019. p. 11-24.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 149.

Entendendo o romance:  

01 – Qual era o destino inicial planejado para os cinquenta Kaajapukugi após saírem da Amazônia e onde eles acabaram se estabelecendo?

      O destino inicial planejado era o Canadá. No entanto, devido ao receio de que não se adaptariam ao clima extremamente frio (rigores negativos) após virem de uma região equatorial, eles acabaram sendo levados para Oaxaca, no México.

02 – Como o autor descreve a situação atual da selva amazônica no trecho citado?

      O autor descreve a selva como algo que praticamente não existe mais, restando apenas "algumas dezenas de hectares de árvores agonizantes" que estão prestes a ser queimadas (calcinadas) pelo sol, transformando-se em uma paisagem desertificada.

03 – Por que a adaptação dos Kaajapukugi ao novo ambiente é considerada difícil, segundo o texto?

      Porque eles formavam uma tribo isolada que recusava o contato com o homem branco e viviam em uma paisagem que se tornou deserta sem que estivessem preparados para isso. Além disso, o texto menciona que nada no mundo (nem o Canadá, nem a zona árida de Oaxaca) se assemelhava mais ao seu habitat original destruído.

04 – Quais foram as consequências práticas da destruição do ecossistema para o modo de vida da tribo?

      A destruição eliminou recursos vitais para a sobrevivência e cultura da tribo, como as plantas medicinais sagradas, os venenos para as flechas e o timbó usado na pesca. O texto enfatiza que os peixes morreram e os rios secaram, restando apenas areia e erosão.

05 – O que o fragmento sugere sobre as mudanças climáticas na região de origem dos indígenas?

      O texto sugere uma mudança drástica no clima e no ambiente: a Amazônia é descrita como um lugar "mais quente que o inferno" e menciona que as chuvas equatoriais, antes abundantes, já não caem com a mesma intensidade (caudalosas) que no passado.