sexta-feira, 15 de maio de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO: FOME SE ALASTRA PELO MUNDO, DIZ RELATÓRIA DA ONU - FRAGMENTO - TIM SCHAUENBERG - COM GABARITO

 Artigo de opinião: Fome se alastra pelo mundo, diz relatório da ONU – Fragmento

        Conflitos, mudança climática e déficit econômico são as principais causas da falta de acesso a alimentos, apontam Nações Unidas. Relatório identifica 820 milhões de famintos no mundo – sendo 96 milhões em perigo de morte.

Tim Schauenberg

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEihLD10g3ROjkc8i7fY7MDVyV08u2oYMUST4TidA_V9L3aYQX3nZL-WZZONMNV-8u2Eda9kAiGCn8HTrVwQwUyuuXA6A_5K-di9w07FEuHUkno0CHyda6NJlhDwN8IUbwO95YGSNAEDKE0DTeaXGGZdP2RAaM5vSmNcxcqOvXraLjOAeMLpcXwREnT_XWk/s1600/FOME.png


        A meta da Organização das Nações Unidas de erradicar a fome até 2030 está longe de ser alcançada. Como aponta o mais recente relatório da ONU sobre o assunto, após uma década de progresso, nos últimos três anos o número dos que sofrem inanição crônica cresceu para 820 milhões, incluindo 149 milhões de crianças menores de cinco anos, raquíticas devido à privação alimentar.

        No caso de 96 milhões de famintos, "precisamos fornecer comida, ou acesso a ela, para que eles não morram", frisa Cindy Holleman, uma das principais autoras do relatório.

        Ela estima que cerca de 2 bilhões de seres humanos não têm acesso a alimentos limpos e nutritivos. Em todos os continentes, a privação é mais aguda para as mulheres do que entre os homens. Mesmo na Europa e América do Norte, 8% da população enfrenta insegurança alimentar.

        A maioria dos famintos crônicos – 500 milhões –, que não têm comida suficiente, seja ela saudável ou não, vive na Ásia, contra 260 milhões na África, sobretudo subsaariana. “Na verdade, as desigualdades estão crescendo em mais da metade dos países do mundo”, aponta Holleman. “A fome é pior onde a desigualdade é alta.”

        [...]

        Segundo o World Wealth Report 2019, que pesquisa a riqueza no mundo, cerca de 18 milhões de pessoas possuem no mínimo 1 milhão de dólares. Contudo, se renda e terra arável são distribuídas desigualmente, podem ocorrer ondas de fome mesmo em países de média renda, como a Nigéria ou o Iraque.

        [...]

Tim Schauenberg. Fome se alastra pelo mundo, diz relatório da ONU. DW, Mundo,15 jul. 2019. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/Fome-se-alastra-pelo-mundo-diz-relat%C3%B3rio-da-onu/a-49599020. Acesso em: 28 out. 2020. (Adaptado).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 298.

Entendendo o artigo:

01 – Quais são as três causas principais da falta de acesso a alimentos no mundo, segundo a ONU?

      As causas fundamentais apontadas pelo relatório são os conflitos, a mudança climática e o déficit econômico.

02 – O que o relatório revela sobre a meta da ONU de erradicar a fome até 2030?

      O texto afirma que essa meta está longe de ser alcançada. Após uma década de progressos, o número de pessoas sofrendo de inanição crônica voltou a crescer nos últimos três anos, atingindo 820 milhões de pessoas.

03 – Como a desigualdade de gênero e a localização geográfica influenciam a insegurança alimentar?

      A privação alimentar é mais aguda entre as mulheres do que entre os homens em todos os continentes. Geograficamente, a maioria dos famintos crônicos vive na Ásia (500 milhões), seguida pela África (260 milhões), embora a insegurança alimentar também afete 8% da população na Europa e América do Norte.

04 – Qual é o impacto da fome especificamente na população infantil, de acordo com o fragmento?

      O relatório identifica que 149 milhões de crianças menores de cinco anos estão raquíticas devido à privação alimentar, o que demonstra as consequências físicas graves da desnutrição nos primeiros anos de vida.

05 – Qual é a relação estabelecida pelo texto entre desigualdade econômica e a fome?

      O texto destaca que a fome é pior onde a desigualdade é alta. Mesmo em países de média renda (como Nigéria ou Iraque), podem ocorrer ondas de fome se a renda e a terra arável forem distribuídas de forma desigual, evidenciando que o problema não é apenas a falta de riqueza global, mas como ela é repartida.

 

REPORTAGEM: "NÃO ESCREVEMOS PARA PESSOAS, ESCREVEMOS COM ELAS", DIZ SÉRGIO VAZ SOBRE COOPERIFA - FRAGMENTO - COM GABARITO

 Reportagem: Não escrevemos para pessoas, escrevemos com elas’, diz Sérgio Vaz sobre Cooperifa – Fragmento

Por: Gisele Alexandre – Publicado em 10.11.2018 | 9:54 | Alterado em 13.11.2018 | 14:23

        Em 2007, os poetas Sérgio Vaz, 54, e Marco Pezão, 67, atuantes nas periferias da zona sul de São Paulo queriam fazer algo diferente para ampliar a divulgação de artistas do bairro e descentralizar o acesso à cultura: criar uma Semana de Arte Moderna da Periferia.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgXiIInjUHGH2nrgix_UMsuXEXGLF-QGvreBhEPSuuS_BeGFGa9CG80uKg-jrI9xh9GFcIXUQJZ5L8hWfs-3t0LuXnsaeLdGyMYA5Fh6idXvr0ny44kmb9dq3edSENlsaZc9gJ4TIJ5Q4DZyI30WTJ_-k5ipmzhlj1Fx-A6QK7Ef1H5ZM5xv9tz3HQ6Soo/s320/COOPERIFA.jpg

        A referência era o movimento realizado na década 1920 e que marca a história de São Paulo pelo chamado modernismo brasileiro. Foi assim que nasceu a Mostra Cultural da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia). “Criamos a mostra com objetivo de revelar os nossos artistas juntando com artistas do centro, sempre com a ideia de agregar e construir pontes”, conta Sérgio Vaz.

        [...]

        Os organizadores contam que as atividades artísticas planejadas para a Mostra Cultural estão sempre comprometidas com a cidadania, já que a cultura é abordada como direito humano fundamental. Os temas refletem dificuldades diárias vividas por quem mora nas periferias. “A mostra é de nós pra nós, essa é a diferença. Nela conseguimos mostrar pros nossos artistas, pras nossas crianças, pros nossos professores, pras nossas comunidades – são várias –, que nós somos possíveis”, diz Rose Dorea, 45, uma das organizadoras da Mostra e musa da Cooperifa. “O dia que a periferia descobrir a força que tem, ela muda o país”, completa.

        [...]

        O sarau antecede a mostra. A estreia foi em 2001 em um bar no Taboão da Serra, na Grande São Paulo, e nasceu do desejo de ter um espaço para troca de experiências, esperanças e perspectivas usando como instrumento a arte e, principalmente, a poesia.

        Em 2003, o evento mudou para São Paulo, no distrito do Jardim São Luís, onde até hoje todas as terças-feiras reúne cerca de 400 adultos e crianças para saborear poesia. “A Cooperifa é consciência e atitude. É uma emoção única ver crianças declamando. Acredito que nós estamos criando nosso futuro, uma nova sociedade”, conta Rose. “A Cooperifa é minha vida, meu porto seguro, onde eu posso dizer o que eu penso e posso respirar”, finaliza Rose.

        No último dia 6 de novembro, os organizadores da Cooperifa prepararam uma edição especial para comemorar os 17 anos de existência. Ou resistência, como gostam de dizer. O Bar do Zé Batidão estava cheio, eram mais de 60 poetas e poetisas inscritos para declamar.

        Um dos participantes era Joh Contenção, 31. Poeta, compositor e rapper, ele mora no Jardim Letícia, também no distrito do Jardim São Luís, na zona sul de São Paulo. “Frequento a Cooperifa há dois anos e meio e pra mim ela serve como um refúgio da opressão diária”, afirma. “Posso dizer que nesses últimos tempos a Cooperifa tem sido uma mãe e um pai pra mim, porque aqui me sinto acolhido e quando eu saio estou renovado”, ressalta Joh.

        Além dos organizadores já conhecidos no sarau, cada semana serve para ver uma renovação e encontrar novos admiradores do espaço. Alguns vêm de longe. [...]. “A Cooperifa é um lugar onde todo mundo aprende e ninguém ensina”, ressalta Sérgio Vaz. Além da Mostra Cultural e do Sarau, Sérgio Vaz e a Cooperifa também são produtores de outros eventos na periferia da zona sul.

        O Cinema na Laje promove exibições gratuitas de documentários e filmes alternativos para a comunidade; o Festival Várzea Poética, que oferece camisas para times de futebol de várzea que se comprometem a participar do Sarau; o Poesia no Ar, que espalha poesias pela cidade de São Paulo dentro de bexigas voadoras no mês de abril; o Chuva de Livros, que faz distribuição gratuita de centenas de livros; e o Ajoelhaço que no dia 8 de março (Dia Internacional das Mulheres) convida homens a se ajoelharem para pedir perdão às mulheres por séculos de machismo.

        “Acho que a nossa cara é estar junto com a comunidade, não importa onde ela esteja. Se está na favela, na escola ou no campo de várzea. Nós não escrevemos para as pessoas, escrevemos com as pessoas. Então acho que é isso que a gente está aprendendo: falar com e não para”, finaliza Sérgio Vaz.

ALEXANDRE, Gisele. ‘Não escrevemos para pessoas, escrevemos com elas’, diz Sérgio Vaz sobre Cooperifa. Mural, 10 nov. 2018. Disponível em: https://www.agenciamural.org.br/nao-escrevemos-para-pessoas-escrevemos-com-elas-diz-Sérgio-Vaz-sobre-cooperifa. Acesso em: 2 mar. 2021.

Fonte: linguagens. EJA. Ensino médio. Caderno 3 – 1ª edição. SEDUC – FGV – SESI – p. 41.

Entendendo a reportagem:

01 – Quem são os fundadores da Cooperifa e qual era o objetivo inicial ao criar a Mostra Cultural?

      Os fundadores são os poetas Sérgio Vaz e Marco Pezão. O objetivo era ampliar a divulgação de artistas do bairro, descentralizar o acesso à cultura e criar uma "Semana de Arte Moderna da Periferia", unindo artistas locais aos do centro para construir pontes.

02 – Qual é a principal referência histórica para a criação da Mostra Cultural da Cooperifa?

      A referência é a Semana de Arte Moderna de 1922, movimento que marcou o modernismo brasileiro em São Paulo.

03 – Por que Rose Dorea afirma que a mostra é "de nós pra nós" e qual o impacto disso na comunidade?

      Porque a mostra é feita pela própria periferia para o seu povo (artistas, crianças, professores). O impacto é mostrar para a comunidade que eles são "possíveis" e que, ao descobrir sua força, a periferia pode mudar o país.

04 – Como e onde nasceu o Sarau da Cooperifa?

      O sarau nasceu em 2001, em um bar no Taboão da Serra (Grande São Paulo), motivado pelo desejo de criar um espaço para troca de experiências e esperanças através da arte e da poesia.

05 – Além do Sarau e da Mostra Cultural, cite e explique dois outros projetos realizados por Sérgio Vaz e pela Cooperifa.

      O aluno pode escolher dois entre estes:

      Cinema na Laje: Exibição gratuita de documentários e filmes alternativos.

      Chuva de Livros: Distribuição gratuita de centenas de livros.

      Ajoelhaço: Ato no Dia Internacional das Mulheres onde homens pedem perdão pelo machismo.

      Festival Várzea Poética: Doação de camisas para times de várzea que participam do sarau.

      Poesia no Ar: Distribuição de poesias em bexigas voadoras pela cidade.

06 – O que significa a frase de Sérgio Vaz: "A Cooperifa é um lugar onde todo mundo aprende e ninguém ensina"?

      Significa que o espaço é baseado na horizontalidade e na troca mútua de conhecimentos, onde não há uma hierarquia acadêmica tradicional, mas sim um aprendizado coletivo através da convivência e da arte.

07 – Qual é a diferença fundamental, segundo Sérgio Vaz, entre escrever "para" as pessoas e escrever "com" as pessoas?

      Escrever "com" as pessoas significa estar junto à comunidade (na favela, na escola ou no campo), ouvindo suas dores e vivências, tornando a arte um processo coletivo de diálogo e construção conjunta, em vez de uma produção isolada entregue a um público passivo.

 

 

NOTÍCIA: A CASA-CUBO - COM GABARITO

 Notícia: A casa-cubo

        Na Alemanha, um arquiteto inventou uma casinha que tem dois quartos, uma sala, uma sala de jantar, uma cozinha e um banheiro em apenas 7 m². A mobília, as instalações, os equipamentos de comunicação e o som já vêm incluídos.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEin1NNPZxsUex6eM_L8a-6RECk-p9lE_fKea-l9ZXpEBRhApfArILZyt5tHkS6RQyIPTe0SzNu44WWolHPngjwvWx69JN5f3t40FgFFpBsUYH_OdFQ-DBdzshRIIDTOKB2wN0JQZy3dI7pDYcbuuSk6Tnf4uGmTl7O08UY7nKO2KAi1RHHRdLGE2hXEz24/s1600/CUBO.jpg


        A micro casa é ecologicamente correta: construída apenas com material reciclável, com uma vida útil de 10 anos, aproximadamente.

        A equipe que desenvolveu o projeto considera que as micro casas são pequenas demais para uma pessoa viver permanentemente, mas podem proporcionar tudo o que uma pessoa precisa por alguns meses. Portanto, apesar de serem pequenos cubos, oferecem alta qualidade para curtas temporadas.

        Richard Horden, responsável pelo projeto, sugere alguns usos para ela: alojamento para estudantes universitários ou casa de campo.

Disponível em: http://www.programadecorhouse.com.br/noticias.php?1D=238. Acesso em: 26 dez. 2010. (Adaptado).

Fonte: Rumo a novos Letramentos e Alfabetização. Ângela M. Chanoski-Gusso / Rossana A. Finau. 3º ano. 1ª edição, Curitiba, 2011. p. 77.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é a principal característica da "casa-cubo" em relação ao seu tamanho e divisões internas?

      Ela possui apenas 7 m², mas consegue abrigar dois quartos, sala, sala de jantar, cozinha e banheiro.

02 – Por que a micro casa descrita no texto é considerada ecologicamente correta?

      Porque ela é construída apenas com material reciclável e possui uma vida útil de aproximadamente 10 anos.

03 – Qual é a opinião da equipe que desenvolveu o projeto sobre o tempo de permanência na casa?

      Eles acreditam que a casa é pequena demais para uma pessoa viver nela permanentemente, mas oferece alta qualidade para curtas temporadas (alguns meses).

04 – O que já vem incluído na estrutura da casa-cubo para o morador?

      A casa já vem equipada com toda a mobília, instalações, equipamentos de comunicação e sistema de som.

05 – Quais são as sugestões de uso para a casa-cubo dadas pelo arquiteto Richard Horden?

      Ele sugere que ela seja utilizada como alojamento para estudantes universitários ou como uma casa de campo.

 

NOTÍCIA: O QUE É A TECNOLOGIA SOCIAL? ITS - COM GABARITO

 Notícia: O que é a Tecnologia Social?

        “Conjunto de técnicas, metodologias transformadoras, desenvolvidas e/ou aplicadas na interação com a população e apropriadas por ela, que representam soluções para inclusão social e melhoria das condições de vida” (ITS BRASIL. Caderno de Debate – Tecnologia Social no Brasil. São Paulo: ITS. 2004: 26)

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9cy5KP5bYM7-nm7JYrAf3vnqJZVTT1b3sn8kvpA3Jb9Z10LmpuOhr_5tcMHoWTVO3IIv-9noUZcaQ-8x5x-EnDSrs-gB-uJWzNX9BaJmSmq_h38lQEoqnXQbIN7cpfN9_VY1c-J-mW0Fhh8Xq3WtfI08-kYAC54CC3IdsQOHMxjkw23Gml9RR5IeObQ4/s1600/ITS.png 


        O ITS BRASIL, com o Fórum Brasileiro de Tecnologia Social e Inovação, além de desenvolver ações voltadas para a inclusão social, tem se preocupado com o uso das tecnologias como ferramentas necessárias para solucionar problemas sociais.

        O diálogo entre os saberes populares e acadêmicos se tornam imprescindíveis. As dimensões humana e social estão em primeiro plano. O conhecimento existente na comunidade necessita ser valorizado.

        Ao incentivar o debate sobre Tecnologia Social (TS), o ITS BRASIL ressalta o “campo do fazer” e a atuação das instituições da sociedade civil organizada como produtoras do conhecimento de modo a aproximar os problemas sociais de suas soluções.

        “Tecnologia Social é a ferramenta que agrega informação e conhecimento para mudar a realidade. Por isso dizemos que ela é a ponte entre as necessidades, os problemas e as soluções que a gente encontra”, explica Irma Passoni, uma das fundadoras do Instituto.

        A TS promove educação, cidadania, inclusão, acessibilidade, sustentabilidade, participação e cultura. Pode e deve ser utilizada nas mais variadas localidades do país, desde que adaptada e assumida pela comunidade.

        Enfim, a Tecnologia Social “não é um modelo pronto. É uma metodologia em transformação, onde as pessoas que precisam das soluções são parte delas, assumindo o processo da mudança”.

        Ainda segundo Passoni, “o fundamental é a inclusão”; por isso, o ITS BRASIL nunca oferece “pacotes” de Tecnologia Social. Constrói soluções com as comunidades. As pessoas se apropriam das soluções, se empoderam, introjetam esse conhecimento e replicam onde existe a realidade a ser transformada.

        Conheça as 4 dimensões da Tecnologia Social

01. CONHECIMENTO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA

A TS tem como ponto de partida os problemas sociais;

A TS é feita com organização e sistematização;

A TS introduz ou gera inovação nas comunidades.

02. PARTICIPAÇÃO, CIDADANIA E DEMOCRACIA

A TS enfatiza a cidadania e a participação democrática;

A TS adota a metodologia participativa nos processos de trabalho;

A TS impulsiona sua disseminação e reaplicação.

03. EDUCAÇÃO

A TS realiza um processo pedagógico por inteiro;

A TS se desenvolve num diálogo entre saberes populares e científicos;

A TS é apropriada pelas comunidades, que ganham autonomia.

04. RELEVÂNCIA SOCIAL

A TS é eficaz na solução de problemas sociais;

A TS tem sustentabilidade ambiental;

A TS provoca a transformação social.

ITS. O que é Tecnologia Social? São Paulo: Instituto Brasileiro de Tecnologia Social do Brasil. Disponível em: http://itsbrasil.org.br/conheca/tecnologia-social. Acesso em: 21 fev. 2021.

Fonte: linguagens. EJA. Ensino médio. Caderno 3 – 1ª edição. SEDUC – FGV – SESI – p. 22.

Entendendo a notícia:

01 – Como o ITS BRASIL define Tecnologia Social?

      É um conjunto de técnicas e metodologias transformadoras, desenvolvidas ou aplicadas na interação com a população e apropriadas por ela, representando soluções para inclusão social e melhoria das condições de vida.

02 – Por que o diálogo entre saberes populares e acadêmicos é considerado imprescindível na TS?

      Porque as dimensões humana e social estão em primeiro plano, e o conhecimento já existente na comunidade precisa ser valorizado para que as soluções sejam efetivas e aproximem os problemas de suas resoluções.

03 – Qual é a analogia utilizada por Irma Passoni para descrever a Tecnologia Social?

      Ela descreve a Tecnologia Social como uma "ponte" entre as necessidades/problemas e as soluções encontradas, agregando informação e conhecimento para mudar a realidade.

04 – O que significa dizer que a Tecnologia Social "não é um modelo pronto"?

      Significa que ela é uma metodologia em constante transformação, na qual as pessoas que precisam das soluções participam ativamente da construção e assumem o processo de mudança, adaptando-o à sua realidade.

05 – Por que o ITS BRASIL não oferece "pacotes" fechados de Tecnologia Social?

      Porque o objetivo fundamental é a inclusão. As soluções devem ser construídas com as comunidades para que os indivíduos se apropriem do conhecimento, se empoderem e consigam replicar as soluções onde houver necessidade.

06 – Quais são os principais valores ou temas promovidos pela Tecnologia Social?

      A TS promove educação, cidadania, inclusão, acessibilidade, sustentabilidade, participação e cultura.

07 – Quais são as 4 dimensões da Tecnologia Social mencionadas no texto?

      01. Conhecimento, Ciência e Tecnologia;

      02. Participação, Cidadania e Democracia;

      03. Educação;

      04. Relevância Social.

 

 

REPORTAGEM: A GRANDIOSIDADE DA BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO EM NÚMEROS - FRAGMENTO - ELIS ROUSE - COM GABARITO

 Reportagem: A grandiosidade da Bienal do Livro de São Paulo em números – Fragmento

           Elis Rouse

        [...]

        Nos 10 dias de evento, em 1.500 horas de programação, a Bienal do Livro de São Paulo registrou a presença de 663 mil pessoas, sendo 100 mil alunos. Gente do Brasil inteiro circulou pelos corredores do pavilhão da Bienal, enfrentou longas viagens, pelo simples prazer de prestigiar o evento. [...]

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgM-K75l5IstkknwODFSTU6wKSlQiTiltTPZoAfSg8jE1kG8g4ZMTo8k5RWpH3AwmD7cnFEpa8fhJRzpqBJC9mVglq8JRoCNZXN1YsgcIXk9VrRlno8JHM693aDmxQ6XC40T2N5kSN4qNGeceTEr3z8nzOevMe0dtC0Ny9SeM0ired10idQ8hjdkRXyNC4/s320/LIVRO.jpg


        As apoiadoras do evento não economizaram e trouxeram mega estandes. As lojas Americanas, apoiadora cultural, preparou um estande 250 m², trazendo, além de livros, diversos itens de conveniência , games, artigos de papelaria, e a cabine de realidade virtual do filme “Jogador Nº 1” [...]

        O público ficou abaixo do esperado pela Câmara Brasileira do Livro, uma das organizadoras, que previa 700 mil pessoas. No entanto, o ticket médio individual, ou seja, o gasto médio por pessoa, foi de R$ 161,57, um aumento de 33% em relação à edição de 2016. [...].

        Para a Bienal do Livro de São Paulo, foram investidos cerca de R$ 32 milhões, apesar das filas, da superlotação e dos preços dos alimentos. [...] A Bienal do Livro de São Paulo é um evento que prova que vale a pena investir em literatura [...]. Eventos como este, além de promover a literatura, a cultura e a educação, selam um compromisso com os leitores e renovam a paixão pela leitura.

        [...].

ROUSE, Elis. A grandiosidade da Bienal do Livro de São Paulo em números. Disponível em: https://www.literalmenteuai.com.br/Bienal-do-Livro-de-São-Paulo-em-números. Acesso em: 1º mar. 2021.

Fonte: linguagens. EJA. Ensino médio. Caderno 3 – 1ª edição. SEDUC – FGV – SESI – p. 31-32.

Entendendo a reportagem:

01 – Qual foi o público total registrado nos 10 dias de evento e quantos desse total eram estudantes?

      O evento registrou a presença de 663 mil pessoas, sendo que 100 mil eram alunos.

02 – O público presente atingiu a expectativa inicial da Câmara Brasileira do Livro? Explique.

      Não. O público de 663 mil pessoas ficou abaixo da previsão dos organizadores, que esperavam a presença de 700 mil pessoas.

03 – O que aconteceu com o ticket médio individual (gasto por pessoa) em comparação à edição de 2016?

      O ticket médio foi de R$ 161,57, o que representou um aumento de 33% em relação ao gasto médio da edição de 2016.

04 – Além de livros, quais outras atrações e produtos foram citados no estande das Lojas Americanas?

      O estande ofereceu itens de conveniência, games, artigos de papelaria e uma cabine de realidade virtual do filme “Jogador Nº 1”.

05 – Qual foi o valor investido na Bienal do Livro de São Paulo e quais foram os pontos negativos mencionados, apesar do sucesso do evento?

      Foram investidos cerca de R$ 32 milhões. Os pontos negativos destacados foram as filas, a superlotação e os preços elevados dos alimentos.

 

POEMA: O PASSARINHO NO SAPÉ - CECÍLIA MEIRELES - COM GABARITO

 Poema: O passarinho no Sapé

            Cecília Meireles

P tem papo
o P tem pé.
É o P que pia?

(Piu!)

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg_b6soAST5UFYpq1HAVTPo3gzTfk_Wdvlry05gQEzDTdIwqyWB5zaIQD5B_xkxeg1twaITsihFHzKg6YHsuewSPu5GS4f0p6uoiBgAxVFX8fMIqiWs2HEXZnomaNMHxh1D6IKalEir0bqbmfReWSA0QpIZejERG_xJbMHlCkPihktMwPIjlssPAg309II/s1600/SAPE.jpg


Quem é?
O P não pia:
O P não é.
O P só tem papo
e pé.
Será o sapo?
O sapo não é.

(Piu!)

É o passarinho
que fez seu ninho
no sapé.

Pio com papo.
Pio com pé.
Piu-piu-piu:
Passarinho.

Passarinho no sapé.

Cecília Meireles. Ou isto ou aquilo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990, p. 58.

Fonte: Rumo a novos Letramentos e Alfabetização. Ângela M. Chanoski-Gusso / Rossana A. Finau. 3º ano. 1ª edição, Curitiba, 2011. p. 126.

Entendendo o poema:

01 – O poema começa fazendo um mistério sobre quem tem papo e pé. Quais foram as duas primeiras hipóteses de animais mencionadas que começam com a letra "P"?

      O poema menciona primeiro o próprio "P" (como uma letra personificada) e depois sugere que poderia ser o sapo, antes de revelar o verdadeiro animal.

02 – O que diferencia o "P" do passarinho, de acordo com o texto?

      O texto diz que o "P" só tem papo e pé, mas não pia. Já o passarinho é quem faz o som "Piu!".

03 – Onde o passarinho decidiu construir o seu abrigo?

      O passarinho construiu o seu ninho no sapé (um tipo de gramínea usada para cobrir telhados ou ninhos).

04 – A autora utiliza muitas palavras que começam com a letra "P". Quais são elas?

      As palavras são: P, papo, pé, pia, piu, passarinho e pio. Essa repetição ajuda a criar o ritmo e a sonoridade do poema.

05 – Como o poema termina e qual é o som que confirma a identidade do animal?

      O poema termina confirmando que é o passarinho no sapé, e o som que confirma sua identidade é o "Piu-piu-piu".

 

 

NOTÍCIA: ROBÔ BOLEIRO - FRAGMENTO - FOLHA DE SÃO PAULO - COM GABARITO

 Notícia: Robô boleiro – Fragmento

        Projeto criado por estudantes de escola de Porto Alegre vence competição nos EUA

        O mais novo embaixador do Brasil nos Estados Unidos não é de carne e osso. Criado por alunos e professores de Colégio Província de São Pedro, de Porto Alegre, o robô Brazilian Buddy conquistou os americanos ao vencer a etapa regional da First Robotics Competition, [...] em Seattle.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiiSaEot5bOnVfBpVNuyVrMJu2UiA6HfJSIrje93b61OHBqqgwyELxge0DlCNC358V6gRsYGDTll0z3eVZy-pcS6gDU1_Z7rf4mGAIJ9Sgf4uK4999Q8hSiYLpDq842slGtLEBIk5S33VPNWEOK2ZGHKMjSeN6Cyr2SlnwrNl85hQGEj-mo61MS2N6yLR4/s1600/ROBO.jpg


        O robô criado pelos brasileiros era o único competidor da América Latina nesse campeonato criado pela First – fundação do cientista americano Dean Kamen – com o objetivo de inspirar jovens estudantes de ensino médio a trabalharem com ciência e tecnologia.

        Além dos brasileiros, competiram alunos de escolas dos Estados Unidos, do Canadá e do Reino Unido, distribuídos em 17 etapas regionais. [...]

        Este já é o terceiro ano em que o Colégio Província de São Pedro participa da competição e o segundo em que os brasileiros conseguiram se classificar para as finais.

        No jogo vencido pelo Brazilian Buddy, o robô formava uma dupla com um de outro colégio e tinha a tarefa de recolher bolas do chão e coloca-las num grande cesto.

        A competição, contudo, começou exatamente seis semanas antes, quando os participantes receberam um kit com peças para montar o robô e os planos das tarefas que ele teria de cumprir.

        Recebido em janeiro, o kit deste ano vinha com os componentes mais variados, que iam de fios e baterias a peças mais complexas para montar o motor e o controle remoto.

        Para montá-lo, o colégio contou com uma equipe de vinte alunos voluntários e dez professores de diferentes áreas, como inglês, física e informática. Ex-alunos que haviam participado do projeto em outros anos e engenheiros também auxiliaram na construção.

        Para o professor de informática Ronal Mondadori, 53, o interessante desse projeto é que ele permite aos alunos simularem situações da vida real. “O projeto é bem específico. Você tem de tentar ganhar de outros que têm os mesmos objetivos. É preciso criar um produto num prazo apertado. Isso simula uma empresa competindo com a outra”, diz. Outro aspecto que ele ressalta é a vivência em grupo. “[...] todo mundo trabalhava das 9h00 às 23h00 e surgiam atritos que o grupo tinha de administrar”.

        Para os alunos, o projeto ajuda a melhorar seus conhecimentos e também a aprender a fazer projetos como um time.

Folha de São Paulo – Folhateen, 22/4/2002.

Fonte: Língua portuguesa. Entre Palavras, edição renovada. Mauro Ferreira – 6ª série – FTD. São Paulo – 1ª edição. 2002. p. 58-59.

Entendendo a notícia:

01 – O que é o "Brazilian Buddy" e qual foi o seu feito de destaque nos Estados Unidos?

      O Brazilian Buddy é um robô criado por alunos e professores do Colégio Província de São Pedro, de Porto Alegre. Ele se destacou ao vencer a etapa regional da First Robotics Competition em Seattle, sendo o único competidor da América Latina no campeonato.

02 – Qual é o principal objetivo da fundação First ao organizar essa competição de robótica?

      O objetivo da fundação, criada pelo cientista Dean Kamen, é inspirar jovens estudantes do ensino médio a trabalharem e se interessarem pelas áreas de ciência e tecnologia.

03 – Em que consistia o desafio ou "jogo" que o robô brasileiro precisou vencer?

      No jogo, o robô formava uma dupla com o robô de outro colégio e tinha a tarefa específica de recolher bolas do chão e depositá-las dentro de um grande cesto.

04 – Como era composto o kit recebido pelos participantes e qual era o prazo para a montagem?

      O kit era composto por componentes variados, desde itens simples como fios e baterias até peças complexas para motor e controle remoto. Os participantes tinham exatamente seis semanas para montar o robô após o recebimento do material e das tarefas.

05 – Segundo o professor Ronal Mondadori, por que esse projeto é importante para a formação dos alunos além da tecnologia?

      Segundo o professor, o projeto simula situações da vida real e do mercado de trabalho, como a necessidade de criar um produto em um prazo apertado sob competição. Além disso, promove a vivência em grupo, ensinando os alunos a administrar atritos e a trabalhar em equipe.

  

CONTO: QUEM TEM MEDO DE ONÇA? - JOSÉ CÂNDIDO DE CARVALHO - COM GABARITO

 Conto: QUEM TEM MEDO DE ONÇA?

         José Cândido de Carvalho    

        Apareceu na cidadezinha de Pedras Altas numa chuva antiga. Em boa sela e melhor estribo veio ele. Falava pelo canto da boca ─ do outro lado a brasa do charuto ameaçava incendiar o mundo. No Hotel da Estação, depois de sacar de uma devastadora garrucha, deu nome e patente:          

        ─ Capitão Quirino Dias.      

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEe9Jno9rXT8GhjU2D57gvRpvWhsm2j2bG9MMsH0s4EqwTTlLm0-_epqoq8j9SsWKo807zjn-k7pPU4RxkxbVZjWIa7QBANAnchyphenhyphenVcfRzqpwpByD40nL5shAX-flbxl-kDrlfQfMF0eOlAD4sGs8BJ4zGawMkj4Kbzk7L0LzVtbExy95YOYfW-A3-Gap4/s320/ON%C3%87A.png

     

        Mandou que arrumassem o seu baú dentro do maior cuidado. E espadanando fumaça até no teto da sala:          

        ─ É tudo munição! Coisa de muita responsabilidade.            

        A cidadezinha de Pedras Altas viu logo que estava diante de um pistoleiro de marca maior. E isso ganhou raiz quando um tropeiro, parando no Hotel da Estação para deixar encomenda de boca, espalhou que o sujeitão do charuto era perseguido da Justiça. Que matava só pelo gosto de ver que lado o cristão caía. E de mula picada:            

        ─ Vou ligeirinho que esse capitão é pior que cobra em brasa.

        Foi. Atrás da poeira do tropeiro a fama de Quirino Dias cresceu de não caber em sala e saleta, de jorrar pelos telhados de Pedras Altas. No Hotel da Estação o melhor pedaço era para seu dente, o melhor doce, para sua língua. E no dia em que bebeu cachaça com pólvora, na vista de todo o Hotel da Estação, sua fama não teve mais freio. Bebeu e disse:   

         ─ Tenho trabalho longe. Só volto na semana entrante.           

        No quarto, remexeu o baú e sumiu nas patas do seu brasino. Pedras Altas, por trás de portas e janelas assustadas, comentou:

        ─ É viagem de tocaia.            

        A bem dizer, a cidade era dele. Seus pedidos de dinheiro corriam nos pés dos moleques de leva-e-traz. E era quem mais queria municiar o capitão, no medo que ele fosse ao baú. Quirino mesmo apregoava pelo canto da boca que o charuto deixava livre:

        ─ Não abro aquela peça sem proveito.         

        Foi quando aconteceu o caso da onça. A notícia veio ligeira e ligeira entrou no 29 Hotel da Estação. A pintada era um capeta de olho em brasa. Um portador, chegado fresquinho do mato, derramou no ouvido do povo a última artimanha da onça:

        ─ Limpou o curral de Nonô Pestana de não ficar nem bicho de pele nem bicho de pena.

        Uma embaixada de coronéis, com todos os seus pertences, correu para pedir a Quirino Dias providências contra a onça. E Quirino, espantado:

        ─ Onça? Deu onça em Pedras Altas? Socorro! Quero lá saber disso! Vou embora neste justo momento.

        Não teve tempo de levar o baú, uma peça de folha-de-flandres onde guardava suas bugigangas ─ pentes, rendinhas, frascos de cheiro, alfinetes e águas de moça. Quirino Dias era caixeiro-viajante.

José Cândido de Carvalho. © by herdeiros de José Cândido de Carvalho. Por que Lulu Bergantim não atravessou o Rubicon. Rio de Janeiro, José Olympio, 1971.

Fonte: Língua portuguesa. Entre Palavras, edição renovada. Mauro Ferreira – 6ª série – FTD. São Paulo – 1ª edição. 2002. p. 63-65.

Entendendo o conto:

01 – Como o Capitão Quirino Dias é descrito fisicamente e qual impressão ele desejava causar ao chegar em Pedras Altas?

      Ele é descrito como alguém que falava pelo canto da boca, sempre com um charuto aceso, usando boa sela e estribo. Ao sacar uma "devastadora garrucha" e dar seu nome e patente, ele desejava causar uma impressão de autoridade, valentia e perigo.

02 – O que o Capitão Quirino afirmava haver dentro de seu baú e por que ele pedia tanto cuidado com o objeto?

      Ele afirmava que o baú estava cheio de munição e que era uma "coisa de muita responsabilidade". O objetivo era reforçar a farsa de que ele era um homem de armas e perigoso, intimidando os moradores.

03 – Como a fama de "pistoleiro de marca maior" de Quirino se espalhou pela cidade?

      A fama cresceu a partir dos boatos espalhados por um tropeiro, que disse que o capitão era perseguido pela justiça e que matava pessoas por puro prazer. Atitudes do próprio Quirino, como beber cachaça com pólvora em público, alimentaram ainda mais esse mito.

04 – Como a cidade de Pedras Altas tratava o Capitão Quirino devido ao medo que ele inspirava?

      A cidade o tratava com extrema regalia e servilismo. No hotel, ele recebia a melhor comida e os melhores doces; além disso, os moradores lhe davam dinheiro prontamente para evitar que ele precisasse recorrer ao seu "baú de munições".

05 – Qual foi o evento que colocou à prova a suposta valentia do Capitão Quirino?

      O surgimento de uma onça pintada na região, que estava atacando as fazendas locais (como o curral de Nonô Pestana). Os coronéis da cidade recorreram a ele como a única pessoa capaz de enfrentar e eliminar a fera.

06 – Qual foi a reação real de Quirino Dias ao ser solicitado para caçar a onça?

      Ele demonstrou pavor imediato. Gritou por socorro, disse que não queria saber de onça e decidiu fugir da cidade naquele exato momento, abandonando inclusive seu precioso baú.

07 – Qual é a grande revelação final do conto sobre a verdadeira identidade de Quirino e o conteúdo de seu baú?

      Revela-se que Quirino Dias não era capitão nem pistoleiro, mas sim um caixeiro-viajante. Seu baú, em vez de munição, continha apenas "artigos femininos" e bugigangas, como pentes, rendinhas, alfinetes e frascos de perfume.