Artigo de opinião: Fome se alastra pelo mundo, diz relatório da ONU – Fragmento
Conflitos, mudança
climática e déficit econômico são as principais causas da falta
de acesso a alimentos, apontam Nações Unidas. Relatório identifica 820
milhões de famintos no mundo – sendo 96 milhões em perigo de morte.
Tim
Schauenberg
Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEihLD10g3ROjkc8i7fY7MDVyV08u2oYMUST4TidA_V9L3aYQX3nZL-WZZONMNV-8u2Eda9kAiGCn8HTrVwQwUyuuXA6A_5K-di9w07FEuHUkno0CHyda6NJlhDwN8IUbwO95YGSNAEDKE0DTeaXGGZdP2RAaM5vSmNcxcqOvXraLjOAeMLpcXwREnT_XWk/s1600/FOME.png A meta da Organização das Nações
Unidas de erradicar a fome até 2030 está longe de ser alcançada. Como
aponta o mais recente relatório da ONU sobre o assunto, após uma
década de progresso, nos últimos três anos o número dos que
sofrem inanição crônica cresceu para 820 milhões, incluindo 149
milhões de crianças menores de cinco anos, raquíticas devido
à privação alimentar.
No caso de 96 milhões de famintos,
"precisamos fornecer comida, ou acesso a ela, para que eles não
morram", frisa Cindy Holleman, uma das principais autoras do
relatório.
Ela estima que cerca de 2 bilhões de
seres humanos não têm acesso a alimentos limpos e nutritivos. Em todos os
continentes, a privação é mais aguda para as mulheres do que entre os homens.
Mesmo na Europa e América do Norte, 8% da população enfrenta
insegurança alimentar.
A maioria dos famintos crônicos – 500 milhões
–, que não têm comida suficiente, seja ela saudável ou não, vive na Ásia,
contra 260 milhões na África, sobretudo subsaariana. “Na verdade, as desigualdades estão
crescendo em mais da metade dos países do mundo”, aponta Holleman. “A fome é
pior onde a desigualdade é alta.”
[...]
Segundo o World Wealth Report
2019, que pesquisa a riqueza no mundo, cerca de 18 milhões de pessoas
possuem no mínimo 1 milhão de dólares. Contudo, se renda e terra
arável são distribuídas desigualmente, podem ocorrer ondas de fome mesmo
em países de média renda, como a Nigéria ou o Iraque.
[...]
Tim Schauenberg. Fome se alastra pelo mundo, diz relatório da ONU. DW,
Mundo,15 jul. 2019. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/Fome-se-alastra-pelo-mundo-diz-relat%C3%B3rio-da-onu/a-49599020. Acesso em: 28 out. 2020. (Adaptado).
Fonte: Coleção Rotas.
Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura
Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 298.
Entendendo o artigo:
01
– Quais são as três causas principais da falta de acesso a alimentos no mundo,
segundo a ONU?
As causas
fundamentais apontadas pelo relatório são os conflitos, a mudança climática e o
déficit econômico.
02
– O que o relatório revela sobre a meta da ONU de erradicar a fome até 2030?
O texto afirma
que essa meta está longe de ser alcançada. Após uma década de progressos, o
número de pessoas sofrendo de inanição crônica voltou a crescer nos últimos
três anos, atingindo 820 milhões de pessoas.
03
– Como a desigualdade de gênero e a localização geográfica influenciam a insegurança
alimentar?
A privação
alimentar é mais aguda entre as mulheres do que entre os homens em todos os
continentes. Geograficamente, a maioria dos famintos crônicos vive na Ásia (500
milhões), seguida pela África (260 milhões), embora a insegurança alimentar
também afete 8% da população na Europa e América do Norte.
04
– Qual é o impacto da fome especificamente na população infantil, de acordo com
o fragmento?
O relatório
identifica que 149 milhões de crianças menores de cinco anos estão raquíticas
devido à privação alimentar, o que demonstra as consequências físicas graves da
desnutrição nos primeiros anos de vida.
05
– Qual é a relação estabelecida pelo texto entre desigualdade econômica e a
fome?
O texto destaca
que a fome é pior onde a desigualdade é alta. Mesmo em países de média renda
(como Nigéria ou Iraque), podem ocorrer ondas de fome se a renda e a terra
arável forem distribuídas de forma desigual, evidenciando que o problema não é
apenas a falta de riqueza global, mas como ela é repartida.





