sábado, 18 de maio de 2019

MENSAGEM ESPÍRITA - LIBERTAÇÃO DA CONSCIÊNCIA - JOANNA DE ÂNGELIS(DIVALDO FRANCO)- LIVRO DOS ESPÍRITOS - OBJETIVO DA ENCARNAÇÃO - PARA REFLEXÃO

Libertação da Consciência
          
                 Joanna de Ângelis

        Não aguardemos que o aplauso do mundo coroe as nossas expectativas.
        Não esperemos que as alegrias nos adornem de louros ou que uma coroa de luz desça sobre a nossa cabeça, vestindo-nos de festa. 
        Quem elegeu Jesus, não pode ignorar a cruz da renúncia. 
        Quem O busca, não pode desdenhar a estrada áspera do Gólgota. 
        Quem com Ele se afina, não pode esquecer que, Sol de primeira grandeza como é, desceu à sombra da noite, para ser o porto de segurança luminosa, no qual atracaremos a barca de nosso destino. 
        Jesus é o nosso máximo ideal humano, Modelo e Guia seguro. 
        Aquele que travou contato com a Sua palavra nunca mais O esquece. 
        Quem com Ele se identifica, perdeu o direito à opção, porque a sua, passa a tornar-se a opção d’Ele, sem o que, a vida não tem sentido. 
        Não é esta a primeira vez que nos identificamos com o Seu verbo libertador. Abandoná-lo é infidelidade, que O troca pelos ouropéis e utopias do mundo, de breve duração. 
        Não é esta a nossa experiência única no santuário da fé, que abraçamos desde a treva medieval, erguendo monumentos ao prazer, distantes da convivência com a dor. 
        Voltamos à mesma grei, para podermos, com o Pensamento Divino vibrando em nós, lograr uma perfeita identificação. 
        Lucigênitos, procedemos do Divino Foco, para o qual marchamos. 
        Seja, pois, a nossa caminhada assinalada pelas pegadas de claridade na Terra, a fim de que, aquele que venha após os nossos passos, encontre as setas apontando o caminho. 
        Jesus não nos prometeu os júbilos vazios dos tóxicos da ilusão. Não nos brindou com promessas vãs, que nos destacassem no cenário transitório da Terra. Antes, asseverou, que verteríamos o pranto que precede à plenitude, e teríamos a tristeza e a solidão que antecedem à glória solar. 
        Não seja, pois, de surpreender que, muitas vezes, a dificuldade e o opróbrio, o problema e a solidão caracterizem a nossa marcha. Não seja de surpreender, portanto, que nos vejamos em solidão com Ele, já que as Suas, serão as mãos que nos enxugarão o pranto, enquanto nos dirá, suavemente: Aqui estou! 
        Perseveremos juntos, cantando o hino da alegria plena na ação que liberta consciências, na atividade que nos irmana e no amor que nos felicita. 

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Psicografia de Divaldo Franco. Obra: Momentos Enriquecedores



Mensagens Espírita: O livro dos Espíritos
ALLAN KARDEC – Tradução Matheus R. Camargo
Perguntas e respostas
                      Livro Segundo
MUNDO ESPÍRITA OU DOS ESPÍRITOS
                       Capítulo II

        ENCARNAÇÃO DOS ESPÍRITOS

OBJETIVO DA ENCARNAÇÃO

132 – Qual é o objetivo da encarnação dos Espíritos?
      -- Deus lhes impõe a encarnação com a finalidade de leva-los à perfeição: para uns, é uma expiação; para outros, uma missão. Para chegar a essa perfeição, eles devem sofrer todas as vicissitudes da existência corpórea: nisto consiste a expiação. A encarnação ainda em outra finalidade, que é a de pôr o Espírito em condições de encarregar-se de sua parte na obra da Criação. É para realiza-la que ele toma, em cada mundo, um instrumento que esteja em harmonia com a matéria essencial desse mundo, para, a partir desse ponto de vista, executar as ordens de Deus; e dessa maneira, em sintonia com a obra geral, ele próprio progride.
      A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo; porém, Deus, em sua sabedoria, quis que eles encontrassem nessa mesma ação um meio de progredir e de aproximar-se d’Ele. É assim que, por uma admirável lei de sua providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza.

133 – Os Espíritos que desde o princípio seguiram a rota do bem têm necessidade da encarnação?
      -- Todos são criados simples e ignorantes; instruem-se através das lutas e das tribulações da vida corpórea. Deus, que é justo, não poderia conceder a felicidade a uns, sem sofrimento e trabalho e, por conseguinte, sem mérito.

133 a) Mas então de que adianta aos Espíritos terem seguido a rota do bem, se isso não os isenta dos sofrimentos da vida corpórea?
      -- Eles assim chegam mais rapidamente ao objetivo. Além disso, os sofrimentos da vida muitas vezes são consequência da imperfeição do Espírito; quanto menos imperfeições tem, menos tormentos sofrerá. Aquele que não for invejoso, ciumento, avarento, nem ambicioso, não sofrerá os tormentos decorrentes desses defeitos.

TEXTO: POR QUE AS CÉLULAS-TRONCO SÃO O CAMINHO? - REVISTA DA SEMANA - COM GABARITO


Texto: Por que as células-tronco são o caminho?
         
Das pesquisas com elas virão tratamentos para doenças degenerativas e lesões da medula hoje incuráveis

        Na quarta-feira, 29, o Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a julgar a constitucionalidade das pesquisas com células-tronco embrionárias. Em seu voto o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que em março havia pedido vista da ação, suspendendo o julgamento, admitiu a continuidade dos estudos, desde que satisfeitas algumas exigências, como a modificação do artigo 5°, de forma que sejam permitidas apenas pesquisas com células-tronco embrionárias retiradas do embrião, sem destruí-lo, segundo a Folha Online. A ministra Carmem Lúcia, ao votar “sim”, afirmou que não se tratava de julgar “o momento em que se inicia a vida”, mas “a legalidade da ação”. As terapias com células-tronco embrionárias são a mais promissora revolução da medicina. Como têm a capacidade de se transformar em células de qualquer tipo de tecido do corpo humano, são a esperança real de cura para milhares de pacientes. Não será uma vitória a curto prazo. As pesquisas ainda estão em estágio inicial e existem diversos obstáculos a serem vencidos – entre eles a tendência que algumas células têm de produzir tumores malignos. Os obstáculos justificam a pressa em legalizar as pesquisas. Quanto mais rapidamente começarem os estudos, mais cedo virão as soluções. Economicamente elas também são amplamente justificadas. As terapias, se importadas, podem custar caro ao país. Liberar as pesquisas representa também a reafirmação do estado laico e da liberdade de expressão – no caso científica.

                                     Revista da Semana. 2/6/2008. Editora Abril.
Entendendo o texto:

01 – O que são as células-tronco embrionárias?
      Encontradas somente nos primeiros estágios da formação de um organismo, em embriões, elas têm potencial par adquirir características de vários tipos de tecido. As células-tronco adultas já estão direcionadas para a produção de tecidos ou órgãos específicos.

02 – Onde podem ser obtidas?
      A Lei de Biossegurança, aprovada em 2005, prevê a utilização de células retiradas em embriões criados por fertilização in vitro, congelados há mais de três anos e inviáveis para a implantação no útero.

03 – Como podem ser úteis?
      Como são capazes de dar origem a quase todos os tipos de tecido, os cientistas esperam ganhar tempo em avanços hoje inalcançáveis, em especial no tratamento de doenças degenerativas. Em teoria as células-tronco embrionárias podem assumir as características do ponto onde são inseridas, gerando novos órgãos e tecidos. Seria como ter uma oficina com um estoque infinito para reparo do corpo humano.

04 – Que doenças elas podem tratar?
      Doenças degenerativas como Parkinson e mal de Alzheimer são os alvos mais cobiçados. São boas as chances de surgirem tratamentos também para artrite, diabete, doenças renais, hepáticas e pulmonares. Os danos da medula espinhal, esclerose lateral amiotrófica, distrofia muscular e doenças autoimunes são o objetivo terapêutico mais valioso - e mais difícil de ser alcançado.

05 – Por que tanta polêmica?
      Seu uso envolve não somente questões técnicas e científicas, mas religiosas – e daí a briga entre os que são contra e aqueles a favor. Como acarreta a morte do embrião, faz com que muitos vejam impedimentos éticos. Para a Igreja, a morte do embrião é um aborto.

06 – O que argumentam os defensores?
      Do ponto de vista ético: os embriões são inviáveis, produzidos apenas para pesquisa e destruídos antes de completar 14 dias quando ainda são invisíveis a olho nu. Da necessidade: as células adultas não têm o mesmo poder de diferenciação das embrionárias e suas perspectivas de terapias são reduzidas.

07 – O que argumentam os críticos?
      Consideram os embriões, mesmo com poucos dias de vida, como seres humanos, já que para eles a vida começa na concepção. A pesquisa fere o princípio constitucional da inviolabilidade do direito à vida e à dignidade da pessoa humana. Temem também a criação de um mercado negro de embriões humanos, onde mulheres pobres seriam levadas a produzi-los.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

MÚSICA(ATIVIDADES): OS PASSISTAS - CAETANO VELOSO - COM GABARITO

Música(Atividades): Os Passistas

                                   Caetano Veloso
Vem,
Eu vou pousar a mão no teu quadril
Multiplicar-te os pés por muitos mil
Fita o céu,
Roda:
A dor
Define nossa vida toda
Mas estes passos lançam moda
E dirão ao mundo por onde ir.
Ás vezes tu te voltas para mim
Na dança, sem te dares conta enfim
Que também
Amas
Mas, ah!
Somos apenas dois mulatos
Fazendo poses nos retratos
Que a luz da vida imprimiu de nós.

Se desbotássemos, outros revelar-nos-íamos no Carnaval.
Roubemo-nos ao deus Tempo e nos demos de graça "a beleza total, vem.

Nós,
Cartão Postal com touros em Madri,
O Corcovado e o Redentor daqui,
Salvador,
Roma
Amor,
Onde quer que estejamos juntos
Multiplicar-se-ão assuntos de mãos e pés
E desvãos do ser.
                                     Composição: Caetano Veloso

Entendendo a canção:

01 – Nessa canção, o eu lírico dirige-se a um interlocutor, tratando-o por tu, como se nota pela pessoa dos verbos (voltas) e dos pronomes (teu, multiplicar-te).
a)   Quem são o eu lírico e seu interlocutor?
São dois passistas, provavelmente um casal de passistas.

b)   Que tipo de convite é feito ao interlocutor?
O eu lírico convida seu interlocutor para dançar.

02 – Nessa canção, a colocação dos pronomes oblíquos assume uma importância decisiva na construção do sentido do texto. Considere estas situações:
          “Multiplicar-te os pés”.
          “Tu te voltas para mim”.
          “Sem te dares conta”.
          “Outros revelar-nos-íamos”.
          “Roubemo-nos ao deus”.
          “Multiplicar-se-ão assuntos”.

a)   No geral, a colocação do pronome oblíquo átono nessas situações sugere o desejo do autor de escrever de acordo com a variedade padrão da língua ou com a variedade popular? Por quê?
De acordo com a variedade padrão formal, como comprova o emprego da mesóclise e da construção “Roubemo-nos”.

b)   Dessas situações, indique a única em que a colocação pronominal não está perfeitamente de acordo com a variedade padrão. Em seguida, tente explicar tal fato. Na sua opinião, trata-se de um descuido do autor ou de uma infração consciente, em busca de maior expressividade? Justifique seu ponto de vista.
Em “Tu te voltas”, a próclise está mais de acordo com a prosódia brasileira do que com a lusitana. “Tu voltas-te” soaria mal aos ouvidos brasileiros, além de prejudicar a expressividade do texto.

c)   Considerando-se que os passistas normalmente são pessoas do povo, quase sempre sem muita instrução, o nível de linguagem empregado é coerente com a suposta identidade do eu lírico?
Não.

03 – Releia e compare estes dois trechos da canção:
        “Somos apenas dois mulatos
         Fazendo poses nos retratos
         Que a luz da vida imprimiu de nós.”
        “Nós,
         Cartão Postal com touros em Madri,
         O Corcovado e o Redentor daqui”.

a)   Que verso atesta a simplicidade das duas personagens?
“Somos apenas dois mulatos”, em que a palavra apenas conota simplicidade.

b)   Em contrapartida, que sonho ou desejo de grandeza o eu lírico manifesta ter?
O desejo de ser o tema de um cartão-postal que tivesse como cenário Madri, Rio.

     

POEMA: SÓ O TER FLORES PELA VISTA FORA - RICARDO REIS - COM GABARITO

Poema: Só o ter flores pela vista fora
         
     Ricardo Reis

Só o ter flores pela vista fora
Nas áleas largas dos jardins exatos
        Basta para podermos
        Achar a vida leve.
De todo o esforço seguremos quedas
As mãos, brincando, pra que nos não tome
        Do pulso, e nos arraste.
        E vivamos assim.
Buscando o mínimo de dor ou gozo,
Bebendo a goles os instantes frescos,
        Translúcidos como água
        Em taças detalhadas,
Da vida pálida levando apenas
As rosas breves, os sorrisos vagos,
        E as rápidas caricias
        Dos instantes volúveis.
Pouco tão pouco pesarei nos braços
Com que, exilados das supernas luzes,
        Escolhermos do que fomos
        O melhor pra lembrar
Quando, acabados pelas Parcas, formos,
Vultos solenes de repente antigos,
        E cada vez mais sombras,
        Ao encontro fatal
Do barco escuro no soturno rio,
E os nove abraços do horror estígio,
        E o regaço insaciável
        Da pátria de Plutão.

Odes de Ricardo Reis. Fernando Pessoa. (Notas de João Gaspar Simões e
Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994). - 26.
Entendendo o poema:

01 – O poema apresenta um conteúdo filosófico, desenvolvendo reflexões acerca de como viver. De acordo com a concepção do eu lírico:
a)   De que forma deve ser o relacionamento com a pessoa amada? Retire do poema um trecho que comprove sua resposta.
Não deve ser um envolvimento profundo. “Seguremos quedas / As mãos brincando”; “E vivamos assim, / Buscando o mínimo de dor ou gozo”.

b)   O que se leva da vida? Retire do poema um trecho que comprove sua resposta.
Levam-se as boas lembranças: “Escolhermos do que fomos / O melhor pra lembrar”; “Levando apenas / As rosas breves, os sorrisos vagos”.

02 – Algumas das características da poesia clássica são: racionalismo, universalismo, linguagem culta, mitologia pagã, controle das emoções e rigor formal. Reconheça as presentes no texto.
·        Achar a vida fácil.
·        Buscando o mínimo de dor ou gozo.
·        Da vida pálida levamos apenas as rosas breves, os sorrisos vagos.
·        Quando acabados pelas Parcas.
·        Do barco escuro no soturno rio.
·        Horror estígio.

03 – As três últimas estrofes fazem referência à morte. Como o eu lírico se posiciona perante ela?
      Ricardo Reis se posiciona diante da morte como algo inevitável:
      -- Tudo o que cessa é a morte.
      -- A morte é nossa.
      -- Com tudo quanto vô, se passa, passo.

04 – Ao refletir sobre a avida, o eu lírico acaba por expressar também seu ponto de vista sobre a morte. Qual é o significado da morte para o eu lírico?
      A morte é vista como algo natural, como se fosse determinação do destino. Sua filosofia de “viver bem” pressupõe uma forma de “morrer bem”.

05 – O poema apresenta várias características que podem ser relacionadas com a tradição da cultura clássica greco-latina. Identifique, no poema, atitudes, trechos ou ideias que exemplifiquem as seguintes características da tradição clássica.
a)   Racionalismo.
O controle das emoções e dos impulsos: “Buscando o mínimo de dor ou gozo”.

b)   Universalismo.
Suas reflexões sobre vida e morte transcendem o plano individual; o eu lírico defende uma concepção de vida e morte que diz respeito a todos, que é universal.

c)   Mitologia pagã.
Referências à Estige, às Parcas e a Plutão.

06 – No plano das ideias, como se vê, o poema se filia à tradição clássica. Observe-o agora no plano da expressão: a estrofação, a métrica, o vocabulário e as construções sintáticas dos versos. Esses aspectos formais estão em sintonia com o plano das ideias? Por quê?
      Sim, formalmente o poema apresenta características da tradição clássica: estrofação rígida, versos brancos e metrificados (dísticos de 10 e de 6 sílabas poéticas se alternando), vocabulário e sintaxe cultos.

ROMANCE: O TEMPO E O VENTO - (FRAGMENTO) ÉRICO VERÍSSIMO - COM GABARITO

Romance: O tempo e o vento – (Fragmento)
                 Érico Veríssimo

        “Os Terras continuaram mudos. O índio ainda sorria quando murmurou:
        -- Louvado seja Nosso Senhor.
    Tinha uma voz que não se esperava daquele corpo tão vigoroso: macia e doce.
        Os outros não faziam o menor movimento, não pronunciavam a menor palavra. Mas o índio sorria sempre e agora repetia: amigo, amigo, amigo...
        Depois inclinou o busto para trás e recostou-se na parede de barro. De repente seu rosto se contorceu de dor e ele lançou um olhar oblíquo na direção do ombro ferido.
        Nesse instante Maneco Terra deu dois passos na direção do catre e perguntou:
        -- Como é o nome de vosmecê?
        O outro pareceu não entender. Maneco repetiu a pergunta e o índio respondeu:
        -- Meu nombre é Pedro.
        -- Pedro de quê?
        -- Me jamam Missioneiro.
        Maneco lançou-lhe um olhar desconfiado.
        -- Castelhano?
        -- No.
        -- Continentino?
        -- No.
        -- Donde é, então?
        -- De parte ninguna.
        Maneco Terra não gostou da resposta. Foi com voz irritada que insistiu:
        -- Mas onde foi que nasceu?
        -- Na mission de San Miguel.
        -- Qual é o seu ofício?
        -- Ofício?
        -- Que é que faz? Em que trabalha?
        -- Peleio.
        -- Isso não é ofício.
        Pedro sorriu. Tinha dentes fortes e alvos.
        -- Que anda fazendo por estas bandas? – insistiu.
        No seu português misturado com espanhol, Pedro contou que fugira da redução quando ainda muito menino e que depois crescera nos acampamentos militares dum lado e doutro do rio Uruguai; ultimamente acompanhara os soldados da Coroa de Portugal em suas andanças de guerra; também fizera parte das forças de Rafael Pinto Bandeira e fora dos primeiros a escalar o forte castelhano de San Martinho...”

                               Érico Veríssimo. O tempo e o vento.
                    Porto Alegre: Globo, 1985, v. 1, p. 41.
Entendendo o romance:

01 – No primeiro diálogo entre Maneco Terra, pai de Na Terra, e o índio percebem-se características do temperamento de ambos? Comente isso.
      Maneco Terra era um homem desconfiado, hostil, não gostava de estranhos; por isso irritou-se com a chegada de Pedro, que se mostrou gentil, de jeito manso e amigo. Pedro tinha espírito aventureiro, era um andarilho.

02 – Retire do texto as frases com pronomes interrogativos e passe-as para interrogativa indireta.
      -- Pedro de quê? – Quero saber que Pedro.
      -- Qual é o seu ofício? – Gostaria de saber qual é o seu ofício.
      -- Que é que faz? Em que trabalha? – Quero saber que é que faz, em que trabalha. 
      -- Que anda fazendo por estas bandas? – Desejo saber que anda fazendo por estas bandas.    

03 – Copie as frases do texto em que há advérbios interrogativos e classifique-os.
      -- Como é o nome de vosmecê? (Advérbio de modo).
      -- Donde é, então? (Advérbio de lugar).
      -- Mas onde foi que nasceu? (Advérbio de lugar).

04 – Transforme as duas orações numa única oração, empregando os pronomes relativos adequados (que, quem, qual, quanto ou onde).
a)   O juiz decretou recesso no tribunal. A audiência foi marcada para amanhã.
O juiz que decretou recesso no tribunal marcou a audiência para amanhã.

b)   No metrô havia tipos estranhos. Nós o utilizávamos várias vezes ao dia.
Várias vezes ao dia nós utilizávamos o metrô, onde havia tipos estranhos.

c)   Os participantes do show de rock chegaram ao Rio de Janeiro. Os fãs já comemoravam o grande evento.
Os participantes do show de rock chegaram ao Rio de Janeiro, onde os fás já comemoravam o grande evento.

d)   A imobiliária ampliou seus negócios. Meus pais adquiriram o apartamento através dela.
A imobiliária, através da qual meus pais adquiriram o apartamento, ampliou seus negócios.

e)   Os moradores chamaram os bombeiros. Eles atenderam rapidamente.
Os bombeiros a quem os moradores chamaram atenderam rapidamente.

f)    O antiquário avaliou várias peças. Nem tudo entrou no leilão.
Nem tudo quanto foi avaliado pelo antiquário entrou no leilão.


MENSAGEM ESPÍRITA: SEGURANÇA ÍNTIMA - JOANNA DE ÂNGELIS - PSICOGRAFIA DE DIVALDO FRANCO

Segurança Íntima

        Embora atingido pela maleivosa insinuação da inveja, não te deixes arrastar à inquietação.
        Não obstante a urdidura da maledicência tentando envolver-te em suas malhas, não te perturbes com a sua insídia.
        Mesmo que te percebas incompreendido, quando não caluniado pelos frívolos e despeitados, não te aflijas.
        Segurança interior deve ser a tua força de equilíbrio, a resistência dos teus propósitos.
        Quem é fiel a um ideal dignificante não consegue isentar-se da animosidade gratuita, que grassa soberana, ou sequer logra permanecer inatacável pela pertinácia da incúria...
        Somente os inúteis poderiam acreditar-se não agredidos.
        O bom operário, todavia, quando na desincumbência dos deveres, experimenta as agressões de todo porte com que os cômodos e insatisfeitos pretendem desanimá-lo.
        De forma alguma concedas acesso à irritação ou à informação malsã na tua esfera de atividades.
        Quando te sentires compreendido, laureado pelos sorrisos e beneplácitos humanos, quiçá estejas atendendo aos interesses do mundo, contudo não te encontrarás em conduta correta em relação aos compromissos com Jesus.
        Quem serve ao mundo e a ele se submete certamente não dispõe de tempo para os deveres relevantes, em relação ao espírito. 
        A recíproca, no caso, é verdadeira.
        Não te eximirás, portanto, à calúnia, à difamação, às artimanhas dos famanazes da irresponsabilidade, exceto se estiveres de acordo com eles.
        Não produzem e sentem-se atingidos por aqueles que realizam, assim desgastando-se e partindo para a agressividade, com as armas que lhes são afins.
        Compreende-os, malgrado não te concedas sintonizar com eles nas faixas psíquicas em que atuam.
        Não reajas, nem os aceites.
        Suas farpas não devem atingir-te.
        Eles estão contra tudo. Afinal estão contra eles mesmos, por padecerem de hipertrofia dos sentimentos e enregelamento da razão.
        Segurança íntima é fruto de uma consciência tranquila, que decorre do dever retamente cumprido, mediante um comportamento vazado nas lições que haures na Doutrina de Libertação espiritual, que é o Espiritismo.
        Assim, não te submetas ou te condiciones às injunções de homens ou Entidades, se pretendes servir ao Senhor...
        Toda sujeição aos transitórios impositivos das paixões humanas, em nome do Ideal de vida espiritual, se transforma em escravidão com lamentável desrespeito aos compromissos reais assumidos em relação ao Senhor.
        Recorda-te d’Ele, crucificado, desprezado, odiado por não se
submeter aos impositivos da mentira e das vacuidades humanas, todavia triunfante sempre pela Sua fidelidade ao Pai.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: As Leis Morais da Vida


DIÁRIO: CONFLITOS DE LUCAS -JÚLIO EMÍLIO BRAZ - COM GABARITO

DIÁRIO:(FRAGMENTO): CONFLITOS DE LUCAS
       
    Júlio Emílio Braz

        Dinheiro meu, problema seu.  A frase se encaixa como uma luva no meu relacionamento com a mesada que papai me dá.
        Não dá para dizer que ele seja injusto. Tanto eu quanto Serginho, meu irmão, recebemos exatamente a mesma quantia e na mesma data.  O meu dinheiro acaba bem antes e quase sempre peço emprestado a ele. Serginho empresta, mas cobra juros e ainda faz questão que meu pai saiba. Conclusão: acabo endividado e levando bronca.
        [...]
        Gosto de Gastar, qual o problema?
        Sou uma vítima da mídia, presa fácil dessa sociedade consumista, qualquer marketing mais esperto me leva no bico. O mundo enche meus olhos com coisas demais e eu gosto de ter, preciso ter. Todo mundo tem, quer ter. Afinal, são tantos apelos da mídia martelando nossa cabeça, criando necessidades...
        Será que é a fase?
        Há coisas que eu compro por comprar e outras, porque eu acho que vão ficar legais ou têm tudo a ver comigo. Muitas vezes nem preciso.
        É crime querer gastar?
        Já posso ouvir meu pai respondendo:
        “Ótimo! Então comece a gastar o seu!”
        Concordo. Tudo a ver. Falo em arranjar um emprego. Briga novamente.
        “Primeiro a escola!”
        Ele repete a mesma frase um montão de vezes, um disco quebrado, enquanto acrescenta mais alguns trocados na mesada. Um cala-boca financeiro.
        Estou ficando de saco cheio de mesada. Quero ganhar o meu. Dá para colocar as duas coisas no mesmo saco: trabalho e escola. Viver dependendo de mesada é como viver à mercê das broncas de meu pai e do agiota juvenil do meu irmão.

        Júlio Emílio Braz. Os papéis de Lucas: pequeno inventário de um adolescente comum. São Paulo: Ediouro, 2000. p. 51.
Entendendo o texto:

01 – Em sua opinião, o que teria motivado Lucas a escrever um diário?
      Resposta pessoal do aluno.

02 – O que você acha da postura de Lucas diante de seus gastos e sua relação com o consumo? Explique.
      Resposta pessoal do aluno.

03 – O autor do texto que você leu registra fatos e pontos de vista em 1ª pessoa. A escolha do foco narrativo está adequada ao gênero textual? Justifique sua resposta relacionando-a ao gênero em questão.
      O foco narrativo em 1ª pessoa está adequado ao gênero textual, porque se trata de uma página de diário. Nesse gênero, o autor escreve suas próprias experiências, sentimentos e fatos vividos de forma íntima e confidente.

04 – A linguagem utilizada pressupõe qual tipo de situação comunicativa: formal ou informal? Justifique sua resposta.
      Informal. Porque o produtor do texto registra fatos e sentimentos dele para ele mesmo.

05 – O que motivou Lucas a escrever essa página de diário?
      A relação dele com o consumo e a mesada que recebe do pai.

06 – O relato de Lucas apresenta continuidade ou é registrado livremente, sem a preocupação com a linearidade dos fatos?
      É registrado livremente, de acordo com o que vem à mente de Lucas.

07 – A que público textos como esse, geralmente, são destinados?
      Normalmente, textos como esse são destinados ao próprio autor, como registro de memória de fatos que acontecem consigo.

08 – No início do diário, Lucas afirma que a mesada dele acaba antes da de Serginho. Ao longo do texto, ele deixa claro por que isso ocorre? Justifique apontando as diferenças entre o comportamento de Lucas e o de seu irmão.
      Sim. Lucas tem hábitos consumistas, gasta em excesso e não consegue administrar sua mesada. Já seu irmão é mais contido, pois consegue administrar bem o dinheiro que recebe do pai.

09 – Diante da falta de dinheiro, Lucas atribui a culpa a quem? Por quê?
      Aos apelos da mídia, pois ela estimula aquisição de algo que nem sempre é realmente necessário.

10 – Para fechar o relato dessa página de diário, Lucas expõe sua opinião sobre mesada e consumo. O que ele conclui?
      Lucas conclui que ser dependente de mesada dada pelo pai não é bom. Assim, deseja ter seu próprio dinheiro, por meio de um emprego, conciliando-o com a escola.