sexta-feira, 27 de março de 2026

CONTO: FLOR DE MAIO - MARIA CRISTINA FURTADO (ADAPTAÇÃO) - COM GABARITO

 Conto: Flor de Maio

Maria Cristina Furtado ( Adaptação )

 

A borboleta nascera sem um pedaço das asas. Não podia andar, não podia voar. Ficou ali, na beira do caminho, desesperada e chorando muito, até aparecer uma formiga:

- Que aconteceu, linda borboleta? Por que você está chorando tanto?

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjfQxa1PzR_YphUQh4ZBRGkD3tuBaNIKll9_8c5Ac5vTDpNUsHHwhq3VHYHXHaXGiJyRBMG92LgkuqXpay9xjEU5FDPV8WgAuhoZSxVU42FDSl9bGgesL7-LtEQxf_3-wav793OKIGCJFKiGuFiuowVQslK-PMIZOzsg9dR5GaCwzE1pdj8-wsHkV9pb8/s320/BORBOLETA.jpg


- Jogaram inseticida em meu casulo. Não morri, mas minha asa cresceu defeituosa, por isso não consigo voar e muito menos andar, pois perco o equilíbrio e caio.

Antes que a formiga dissesse qualquer coisa, chegou junto delas uma cigarra tocando viola e cantando. A formiga narrou para a recém-chegada a trágica história da borboleta e a cigarra logo encontrou uma maneira de ajudar.

- Vamos procurar uma varinha e fazer dela uma muleta, para que nossa nova amiguinha possa andar. Depois nós a levaremos ao Doutor Grilo, a fim de que ele conserte sua asa.

Assim fizeram. Porém, o Doutor Grilo nada pôde fazer para a infeliz e recomendou-lhes que fossem à procura de um mágico que morava no alto da montanha.

- Talvez ele consiga sará-la, mas, para chegar até ele, vocês têm que superar o medo.

- O medo! – se espantaram. – Mas como?

- Ele tem um grande e esperto sapo que devora qualquer inseto que por lá aparece. O sapo sente cheiro de medo e, através de seu faro apuradíssimo, descobre o invasor e devora-o.

- Vamos desistir – disse a borboleta.

- De jeito nenhum, estamos tentando salvá-la e conseguiremos – disseram, por sua vez, a formiga e a cigarra.

Não quero arriscar a vida de vocês. Já fizeram muito por mim. Com essa muleta poderei andar e conseguir alimento.

- Nem pense nisso. A vida de uma borboleta é voar. Tentaremos até o fim-insistiu a cigarra.

E lá foram as três, tentando dominar o medo que os apavorava.

Já era tarde, quando chegaram ao alto da montanha. Logo viram o guardião dormindo a um canto do bosque. Pé ante pé, procuraram andar silenciosamente.

- Quem está aí? Sinto cheiro de medo. Acho que vou matar, agora, minha fome.

A formiga, muito esperta e matreira, foi logo respondendo.

- Não há ninguém aqui: É apenas o ronco de seu estômago que o acordou.

O sapo voltou a dormir e elas atravessaram aquela parte do bosque.

- Boa tarde, senhoritas. Que desejam?

- O senhor deve ser o mágico. Estamos aqui à procura de um tratamento para mim. Veja, falta-me uma parte de uma das minhas asas.

- Não sou mágico, apenas um grande estudioso, que se tornou apenas sábio e as pessoas confundem sabedoria com mágica.

- O doutor examinou a asa partida da infeliz e disse-lhe que em maio nasceria uma flor de pétalas finas e delicadas e então ele tentaria operá-la, costurando-lhe, na asa, a pétala dessa flor.

As três ficaram morando no alto da montanha até chegar o mês de maio.

Numa manhã de sol claro e céu azul, o doutor Coruja acordou com o grande alvoroço que vinha do bosque. Curioso, foi verificar o motivo daquela algazarra.

Os habitantes do bosque festejavam o nascimento da bela flor de maio.

O sábio chamou imediatamente a borboleta, colocou-a na mesa de operação e iniciou o trabalho.

Do lado de fora, a expectativa era geral.

Depois de algum tempo, a borboleta saiu amparada pelas duas fiéis amigas. Em seguida subiu numa pedra e tentou voar. Não conseguiu mas não desanimou. Tentou várias vezes, até que, ajudada por uma suave brisa, pairou no ar e saiu voando.

A formiga comentou:

- Coitadinha, vejam como voa torta!

Imediatamente, a borboleta cantou:

“Se você vir uma borboleta voando torta, não ria, não tenha pena. Sou eu, a superar a mim mesma...”

FONTE:https://professoraivaniferreira.blogspot.com/2011/03/texto-flor-de-maio.html

 

Entendendo o texto

 

01. Qual foi a causa do defeito na asa da borboleta, segundo o relato dela para a formiga?

a. Ela caiu do casulo antes do tempo.

b. Um pássaro a atacou enquanto ela dormia.

c. Jogaram inseticida em seu casulo.

d. Ela nasceu em uma época de muito frio.

02. Qual foi a primeira solução improvisada pela cigarra para ajudar a borboleta a se locomover?

a. Carregá-la nas costas até a montanha.

b. Usar uma varinha para fazer uma muleta.

c. Pedir para o sapo levá-la no colo.

d. Fabricar uma asa de papel e cola.

03. O Doutor Grilo afirmou que, para chegar ao sábio, os insetos precisariam superar um grande desafio. Que desafio era esse?

a. Atravessar um rio muito fundo.

b. Escalar a montanha sem descansar.

c. Enfrentar o medo de um sapo que comia insetos.

d. Encontrar uma flor que só nasce à noite.

04. Como a formiga conseguiu enganar o sapo guardião quando ele acordou sentindo o cheiro de medo?

a. Ela disse que o barulho era apenas o ronco do estômago do próprio sapo.

b. Ela ofereceu um banquete de folhas para ele.

c. Ela fingiu ser um animal muito maior e perigoso.

d. Ela cantou uma música de ninar para ele dormir profundamente.

05. O personagem que morava no alto da montanha faz uma correção sobre sua identidade. O que ele afirma ser?

a. Um mágico poderoso com varinha de condão.

b. Um médico especialista em cirurgias plásticas.

c. Um grande estudioso que se tornou sábio.

d. Um botânico que cultivava flores raras.

06. Que elemento da natureza foi utilizado pelo sábio para completar a asa da borboleta?

a. Uma folha de árvore bem verde.

b. Uma pétala de uma flor de maio.

c. Uma teia de aranha muito resistente.

d. Um pedaço da asa de outra borboleta.

07. No final da história, qual é a principal mensagem transmitida pelo canto da borboleta?

a. Que ela estava triste por voar de um jeito estranho.

b. Que ela precisava de novas amigas para ajudá-la.

c. Que o importante era a sua capacidade de superação, apesar das limitações.

d. Que o doutor não fez um bom trabalho na operação.

 

 

 

 

CORDEL: A FORÇA DO PROFESSOR - BRÁULIO BESSA - COM GABARITO

 CORDEL: A Força do Professor 

                 Bráulio Bessa

 

Um guerreiro sem espada

sem faca, foice ou facão

armado só de amor

segurando um giz na mão

o livro é seu escudo

que lhe protege de tudo

que possa lhe causar dor

por isso eu tenho dito

Tenho fé e acredito

na força do professor.

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEika8LuMRRhkrOykf4ppiabuKHurdwZ-SA3WdmLOEgbwR8ZCY6S3wK6vaDFWDzF_hH7UQBrkO1Pjyn9KnDCf6gN56wAujc-yIR1oNrQECH5j9u4rIx3mlHWKOd9i8DjwawQ53NIlgERPZ1bnnSfCSpnlWTeqaXUnJT_Fpw9VLqJMq8nMyRPfCZ_0go66Uc/s320/PROFESSOR.jpg

Ah... se um dia governantes

prestassem mais atenção

nos verdadeiros heróis 

que constroem a nação

ah... se fizessem justiça 

sem corpo mole ou preguiça

lhe dando o real valor 

eu daria um grande grito

Tenho fé e acredito

na força do professor.

 

Porém não sinta vergonha

não se sinta derrotado

se o nosso país vai mal

você não é o culpado

Nas potências mundiais

são sempre heróis nacionais

e por aqui sem valor

mesmo triste e muito aflito

Tenho fé e acredito

na força do professor.

 

Um arquiteto de sonhos

Engenheiro do futuro 

Um motorista da vida

dirigindo no escuro

Um plantador de esperança

plantando em cada criança 

um adulto sonhador

e esse cordel foi escrito

por que ainda acredito

na força do professor.

 FONTE:https://www.recantodasletras.com.br

 

Entendendo o texto

 

01.  No poema, o professor é chamado de 'guerreiro sem espada' e 'verdadeiro herói'. Qual figura de linguagem predomina nessas caracterizações para exaltar a importância do docente?

          a. Eufemismo

          b. Personificação

          c. Metáfora

          d. Hipérbole

02. Sobre a postura do eu lírico em relação aos professores, é correto afirmar que ele demonstra:

        a.  Admiração e solidariedade perante as dificuldades da profissão.

        b. Indiferença diante dos problemas educacionais do país.

        c. Pessimismo total quanto ao futuro da educação brasileira.

        d. Arrogância ao exigir que os professores façam mais pela nação.

 

03.O poema apresenta uma crítica social direcionada principalmente a qual setor?

       a. Aos próprios professores por sentirem vergonha da profissão.

       b. Às potências mundiais que roubam os heróis nacionais brasileiros.

       c. Aos governantes pela falta de valorização e atenção à classe docente.

       d. Às crianças que não desejam se tornar adultos sonhadores.

 04. Na última estrofe, o professor é chamado de 'motorista da vida / dirigindo no escuro'. O que essa expressão sugere sobre os desafios da profissão?

      a. O perigo físico que as estradas brasileiras oferecem aos educadores.

      b. A necessidade de os professores trabalharem no turno da noite.

     c. A facilidade de guiar alunos que já sabem o que querem.

     d. O ato de guiar vidas mesmo diante de incertezas e falta de recursos.

         05. O poema utiliza uma série de metáforas no campo semântico da "guerra" e da "construção" para definir a figura do professor. Analise como essas figuras de linguagem contribuem para a construção do sentido do texto e qual é a principal arma utilizada por esse "guerreiro", segundo o eu lírico.

        O eu lírico utiliza metáforas de guerra (como "guerreiro", "escudo", "armado") para enfatizar que o ensino, no contexto brasileiro, é uma forma de luta e resistência. Ao mesmo tempo, usa termos da construção civil ("arquiteto", "engenheiro") para mostrar que o professor é a base estrutural da sociedade. A principal "arma" mencionada não é um objeto de violência (faca ou facão), mas sim o amor, o giz e o livro, simbolizando que o conhecimento e o afeto são os instrumentos de transformação social do educador.

 

       06. Na terceira estrofe, o autor estabelece uma comparação entre o Brasil e as "potências mundiais". Explique qual é a crítica social presente nesse trecho e de que maneira o eu lírico tenta consolar o professor diante da realidade educacional do país.

        A crítica social reside na desvalorização do profissional da educação no Brasil em contraste com outros países desenvolvidos, onde os professores são tratados como "heróis nacionais". O eu lírico consola o professor ao afirmar que ele não deve sentir vergonha nem se sentir culpado pelo fracasso do país ("se o nosso país vai mal / você não é o culpado"), transferindo a responsabilidade da crise educacional para a falta de atenção e justiça por parte dos governantes, mencionada anteriormente no texto.

ROMANCE(FRAGMENTO): A CIDADE SITIADA - CLARICE LISPECTOR - COM GABARITO

 ROMANCE (FRAGMENTO): A CIDADE SITIADA

                     Clarice Lispector (1949)

 O subúrbio de S. Geraldo, no ano de 192..., já misturava ao cheiro de estrebaria algum progresso. Quanto mais fábricas se abriam nos arredores, mais o subúrbio se erguia em vida própria sem que os habitantes pudessem dizer que transformação os atingia. Os movimentos já se haviam congestionado e não se poderia atravessar uma rua sem desviar-se de uma carroça que os cavalos vagarosos puxavam, enquanto um automóvel impaciente buzinava atrás lançando fumaça. Mesmo os crepúsculos eram agora enfumaçados e sanguinolentos. 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjg7kb6-DS0TZLYgeB8eOgfq4Igcg7xILRMRSx22nfb4qnbbPgbZfJGhilnTKmSGKC7KEQ0SeEvGWTdPdNMo5UgnyYUarKynWZST1Wzgi1rwWLtrZLJimdnJBeKFLsFer2gqWZqspTDxRiAGIH3rs4Fzben5WnyDezM1y7PSFVRJh23XS0LxuU9TsF1E84/s1600/CIDADE.jpg


De manhã, entre os caminhões que pediam passagem para a nova usina, transportando madeira e ferro, as cestas de peixe se espalhavam pela calçada, vindas através da noite de centros maiores. Dos sobrados desciam mulheres despenteadas com panelas, os peixes eram pesados quase na mão, enquanto vendedores em manga de camisa gritavam os preços. E quando sobre o alegre movimento da manhã soprava o vento fresco e perturbador, dir-se-ia que a população inteira se preparava para um embarque.

Ao pôr-do-sol galos invisíveis ainda cocoricavam. E misturando-se ainda à poeira metálica das fábricas o cheiro das vacas nutria o entardecer. Mas de noite, com as ruas subitamente desertas, já se respirava o silêncio com desassossego, como numa cidade; e nos andares piscando de luz todos pareciam estar sentados. As noites cheiravam a estrume e eram frescas. Às vezes chovia.

(LISPECTOR, Clarice. A Cidade sitiada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.)

 

 Entendendo o texto

 01. O texto descreve o subúrbio de S. Geraldo em um momento de transição. Qual é a principal característica dessa mudança mencionada no primeiro parágrafo?

a. A substituição total da vida rural pela tecnologia moderna.

b. A coexistência de elementos rústicos (estrebarias, cavalos) com o progresso industrial (fábricas, automóveis).

c. O isolamento da população, que se recusa a aceitar a chegada das novas usinas.

d. A organização planejada do tráfego para comportar o aumento de veículos.

02. Como o narrador descreve a percepção dos habitantes em relação às transformações que ocorriam no local?

a. Eles estavam entusiasmados com as oportunidades de emprego nas fábricas.

b. Eles planejavam abandonar o subúrbio para viver em centros maiores.

c. Eles vivenciavam as mudanças sem conseguir definir exatamente que tipo de transformação os atingia.

d. Eles protestavam contra a poluição e o barulho dos automóveis impacientes.

03. A expressão "dir-se-ia que a população inteira se preparava para um embarque" sugere que o movimento da manhã em S. Geraldo era:

a. Silencioso e fúnebre.

b. Organizado e burocrático, como em uma estação de trem.

c. Agitado, dinâmico e carregado de uma sensação de expectativa ou partida.

d. Perigoso, devido ao excesso de caminhões transportando ferro.

04. No segundo parágrafo, o autor descreve a atmosfera noturna de S. Geraldo. Qual sensação a cidade passa a transmitir quando as ruas ficam desertas?

a. Uma sensação de paz absoluta e conexão com a natureza.

b. Um sentimento de desassossego típico de uma cidade urbana.

c. O medo de ataques de animais selvagens vindos das estrebarias.

d. A alegria de ver as luzes dos sobrados piscando.

05. Quais elementos sensoriais (olfato e visão) são utilizados para contrastar o antigo e o novo no subúrbio?

a. O cheiro de flores e a visão de prédios espelhados.

b. O cheiro de maresia e a visão de pescadores na praia.

c. O cheiro de estrebaria/estrume em contraste com a poeira metálica e o crepúsculo enfumaçado.

d. O cheiro de asfalto fresco e a visão de campos de trigo.

 

quinta-feira, 26 de março de 2026

NOTÍCIA: 2021 ESTARÁ ENTRE OS SEIS ANOS MAIS QUENTES DA HISTÓRIA - JORNAL JOCA - COM GABARITO

 NOTÍCA: 2021 estará entre os seis anos mais quentes da história

 

Apesar disso, o clima será mais fresco do que no ano passado (  ) Aquilo que No fim de dezembro, o centro de meteorologia do governo do Reino Unido divulgou uma nota prevendo que 2021 será um dos seis anos mais quentes da história, com cerca de 1,03°C (grau Celsius) a mais do que os anos 1850-1900. Isso deve acontecer por influência das mudanças climáticas provocadas pelo homem com a poluição e o desmatamento.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBTH-JYepsY66gGyb9UNruPDSGZKUVqyDfnII76ItuJFZrFl4bP6KvU-I_w7lTHT6YYysJuFFa5W5eornaQRP0iYUNaiGNmHj_pRxluUkBQL198cgXKzRq66do1veqxgBha52JRMYwdI_hdRVgUIyqdjyKNEtXEQ9apSYOAwxtc0zUBU9onDH3d-jCa0Q/s320/SOL.jpg


Por outro lado, o estudo também apontou que o ano será um pouco mais fresco do que 2020, que bateu recordes de calor em janeiro. “É improvável que a temperatura global para 2021 seja a de um ano recorde em razão da influência atual da La Niña, mas será muito mais quente do que outros anos anteriores que tiveram o fenômeno, como 2011 e 2000, por causa do aquecimento global”, disse Adam Scaife, chefe de previsão do centro de meteorologia do Reino Unido, em entrevista à BBC.

 A La Niña é um fenômeno natural que ocorre quando ventos fortes empurram as águas quentes da superfície do Oceano Pacífico próximas à América do Sul. Com isso, águas que estão submersas (ou seja, na parte de baixo, escondidas do sol) sobem à superfície e resfriam a atmosfera. [...]

Fonte: JORNAL JOCA https://www.jornaljoca.com.br/2021-estara-entre-os-seis-anos-mais-quentes-dahistoria/ 

Entendendo o texto


01. A palavra improvável significa:

a. Aquilo que se consegue provar. é esperado.

b. Aquilo que não se consegue provar.

c. Aquilo que é fácil.

02. Em qual parágrafo da notícia apresenta um resumo das informações que serão desenvolvidas no texto:

a. 1º parágrafo.

b. 2º parágrafo.

c. 3º parágrafo.

d. Nenhuma das opções.

03.De acordo com o texto qual o efeito do fenômeno La Niña?

a. Causa tempestades.

b. Resfria a atmosfera.

c. Diminui os ventos.

d. Empurram as águas frias do oceano.

04. De acordo com o centro de meteorologia do Reino Unido, qual é a previsão para o ano de 2021 em relação à temperatura histórica? a. Será o ano mais frio já registrado desde 1850.

b. Estará entre os seis anos mais quentes da história.

c. Terá exatamente a mesma temperatura que o ano de 2020.

d. Não sofrerá nenhuma influência das mudanças climáticas.

05. Quais são os principais fatores mencionados no texto como causas das mudanças climáticas provocadas pelo homem?

a. Apenas o fenômeno natural La Niña.

b. O resfriamento das águas do Oceano Pacífico.

c. A poluição e o desmatamento.

d. O aumento natural dos ventos na América do Sul.

06. Por que é improvável que 2021 bata recordes de calor, sendo um pouco mais fresco que 2020?

a. Devido à influência do fenômeno natural La Niña.

b. Porque o desmatamento parou de acontecer no mundo.

c. Devido ao fim do aquecimento global.

d. Porque não haverá mais ventos no Oceano Pacífico.

 

 

segunda-feira, 23 de março de 2026

REPORTAGEM: O IMPACTO DO CELULAR EM ALDEIAS INDÍGENAS - FRAGMENTO - SÉRGIO MATSUURA - COM GABARITO

 Reportagem: O impacto do celular em aldeias indígenas – Fragmento

        “Céu aberto para flutuar”: é assim que os índios batizaram a internet, que está mudando profundamente a rotina nessas comunidades      

Sérgio Matsuura

        Índios de iPhone e conectados à internet? Sim. E eles estão fazendo uso de novas tecnologias para promover e preservar sua língua e cultura. Mas, se a janela aberta pelos smartphones e pela internet serve para proteger manifestações culturais, o contato intenso com o mundo dos “brancos” está promovendo mudanças profundas no cotidiano. [...].

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKO34gjOx2eM_MZxVR1ki9r3vqwT6c3TC11dS673LCKwNPZa6gWGAVANWds69Hqbf5HXUJOhLQPLSSh9JHumuTxnhKPhyceavQr4KFQe94OAakOY6GEpY-oIJqv_i0CPI8hiZCGf3tQP-M-Eki8gTGP332AUXL6WG8fNVSSsM9t7o2pKvv6V1ukY0i4SY/s1600/INDIO.jpg

        “Cresci sem internet, a gente brincava com bola, ia para o mato caçar e pescar. Hoje, nossas crianças estão como os filhos dos brancos”, criticou Ashaua Kuikúro, do povo cuicuro, no Parque Indígena do Xingu. “Em vez de brincar, elas ficam no celular jogando.”

        Na aldeia Piyulaga, do povo uaurá, também no Xingu, a solução adotada para evitar que os jovens se distanciem da cultura local foi radical.

        “Quando tem algum ritual tradicional, a gente desliga a internet para que todos participem da festa”, contou Pyrathá Waurá. “Todos os grandes acontecimentos na aldeia são importantes para nós, porque nosso aprendizado é pela oralidade e pela prática.”

        Outra forma de adaptar as novas tecnologias à cultura local foi dar nomes a elas. Em uaurá, língua da família aruaque, internet virou enunakuwa — céu aberto para flutuar — e celular yuntagapi — aquele que transmite informações. Professor na escola de Piyulaga, Pyrathá é um dos responsáveis por passar o conhecimento tradicional, sobretudo a língua, para as novas gerações. E a enunakuwa e o yuntagapi são ferramentas poderosas nesse processo.

        Ao lado de pesquisadores do Museu do Índio, Pyrathá participa de um projeto para a construção de um dicionário eletrônico uaurá. No momento, já existem cerca de 200 verbetes catalogados, com a palavra escrita, exemplos de uso e a tradução para o português. Alguns possuem áudios, vídeos ou imagens.

        [...]

        Com mais de uma década de experiência na documentação da cultura ianomâmi, o linguista Helder Perri Ferreira, do Instituto Socioambiental, destacou que esses dicionários são importantes não apenas para o registro escrito, em nuvem, das línguas indígenas, mas para a valorização, entre os próprios índios, de suas tradições.

        [...]

        No projeto que Ferreira desenvolve com os ianomâmis, os indígenas recebem smartphones para a produção de conteúdo sobre eles, para eles. Como a região não possui cobertura de internet, o Instituto Socioambiental pretende instalar uma rede local, como uma intranet, para servir algumas aldeias.

        [...].

MATSUURA, Sérgio. O impacto do celular em aldeias indígenas. Época, 6 fev. 2019. Disponível em: https://epoca.globo.com/o-impacto-do-celular-em-aldeias-indigenas-23408432. Acesso em: 15 out. 2020.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 214.

Entendendo a reportagem:

01 – Como os indígenas do povo Uaurá batizaram a "internet" e o "celular" em sua língua nativa?

      Eles deram nomes poéticos e funcionais: a internet foi chamada de enunakuwa ("céu aberto para flutuar") e o celular de yuntagapi ("aquele que transmite informações").

02 – Qual é o lado positivo do uso de smartphones nas comunidades indígenas mencionado no início do texto?

      O texto destaca que os indígenas estão utilizando as novas tecnologias como ferramentas para promover e preservar sua língua e cultura, servindo como uma "janela aberta" para proteger suas manifestações culturais.

03 – Qual é a crítica feita por Ashaua Kuikúro em relação ao comportamento das crianças atuais?

      Ele critica o fato de que as crianças estão abandonando brincadeiras tradicionais, como caçar, pescar e brincar com bola, para ficarem no celular jogando, assemelhando-se ao comportamento dos "filhos dos brancos".

04 – Que medida radical a aldeia Piyulaga adotou para garantir a participação dos jovens nos rituais tradicionais?

      A comunidade decidiu desligar a internet durante os rituais tradicionais. Isso é feito para garantir que todos participem da festa, já que o aprendizado do povo depende da oralidade e da prática presencial.

05 – Como a tecnologia está sendo usada especificamente para o ensino da língua Uaurá?

      O professor Pyrathá Waurá utiliza a internet e o celular como ferramentas de ensino e participa de um projeto de construção de um dicionário eletrônico. Esse dicionário já possui cerca de 200 verbetes com escrita, áudio, vídeo e tradução para o português.

06 – De acordo com o linguista Helder Perri Ferreira, qual é a importância dos dicionários eletrônicos para os indígenas?

      Eles são importantes não apenas para o registro escrito e seguro (em nuvem) das línguas, mas principalmente para a valorização das tradições entre os próprios indígenas, fortalecendo sua identidade.

07 – Como o Instituto Socioambiental pretende resolver a falta de cobertura de internet na região dos Ianomâmis?

      O instituto pretende instalar uma rede local (intranet) para servir algumas aldeias, permitindo que os indígenas usem os smartphones para produzir e compartilhar conteúdo sobre sua própria cultura, mesmo sem acesso à rede mundial.

 

 

 

FILME(ATIVIDADES): CHUVA É CANTORIA NA ALDEIA DOS MORTOS - JOÃO SALAVIZA, RENÉE NADER MESSORA - COM GABARITO

 Filme (Atividades): Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsPVhfhQ7_rx22taBM_Xkw-tQjXsc0bF8psgZzGaXPWjx2ty0VFimdqlDidhEAKHARRR_mfotdE1A43z8Lni7hGpYshCnYB-VXRFePlSuwayBHK7yQ2r_t-cik3GZqEu-t1gYPCoVUltQqwkfxcIvO48nxJSyJhV0l2VrPe30TeIvwwvrpn8q4KdhVQ_I/s320/chuva.jpg

 

Lançamento: 18 de abril de 2019.

Tempo de duração: 1h54min.

Gênero: drama.

Direção: João SalavizaRenée Nader Messora.

Roteiro Renée Nader MessoraJoão Salaviza.

Elenco: Henrique Ihjãc KrahôKôtô Krahô.

Sinopse

Livre

        Ihjãc é um jovem do povo Krahô, aldeia indígena localizada em Pedra Branca, no interior do Brasil. Depois de ser surpreendido pela visita do espírito de seu falecido pai, ele se sente na obrigação de organizar uma festa de fim de luto, comemoração tradicional da comunidade.

Entendendo o filme:

01 – Quem é o protagonista do filme e a qual povo indígena ele pertence?

      O protagonista é Ihjãc (interpretado por Henrique Ihjãc Krahô), um jovem pertencente ao povo Krahô.

02 – Onde se localiza a aldeia em que a história se passa?

      A aldeia chama-se Pedra Branca, localizada no interior do Brasil (especificamente no estado do Tocantins, na Terra Indígena Krahô).

03 – Qual evento sobrenatural desencadeia o conflito principal da trama?

      O conflito começa quando Ihjãc é surpreendido pela visita do espírito de seu falecido pai, que fala com ele perto de uma cachoeira.

04 – Qual é a obrigação cultural que Ihjãc sente que deve realizar após o encontro com o espírito?

      Ele se sente na obrigação de organizar uma festa de fim de luto, que é uma comemoração tradicional da comunidade Krahô para encerrar o período de tristeza e liberar o espírito do morto.

05 – Quem são os diretores responsáveis pelo filme e qual é o seu gênero?

      O filme foi dirigido por João Salaviza e Renée Nader Messora. O gênero da obra é drama (com forte teor documental).

06 – Além do luto, o filme aborda o dilema de Ihjãc entre dois mundos. Quais são eles?

      O filme mostra o dilema de Ihjãc entre permanecer em sua aldeia e cumprir suas obrigações rituais ou fugir para a cidade (o mundo dos brancos), onde ele busca refúgio para tentar escapar de seu destino como pajé.

07 – Com base na sinopse e nos dados técnicos, o elenco do filme é composto por atores profissionais famosos?

      Não. O elenco é composto pelos próprios indígenas da comunidade, como Henrique Ihjãc Krahô e Kôtô Krahô, o que confere maior realismo e autenticidade à obra.

 

 

CARTA AO LEITOR: 221 VEZES POR DIA - FRAGMENTO - ALEXANDRE VERSIGNASSI - COM GABARITO

 Carta ao leitor: 221 vezes por dia – Fragmento

        Esse é o número de vezes que as pessoas tiram o celular do bolso, em média. Há algo de errado aí.

Por Alexandre Versignassi

        O século 21 começou no dia 9 de janeiro de 2007. Foi quando Steve Jobs apresentou o iPhone num evento da Apple. No momento em que o fundador da companhia abriu a homepage do New York Times no aparelhinho, começava uma nova era: a do computador realmente pessoal. A internet se libertava dos PCs, e chegava aos bolsos de todo mundo.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipOgOBodxAZYPROZzZKskps3qYolHoWEOJjOBEF2vX5HnK9rzYTIOY_6FzTYuOctOP3aex8_ZTtqi2v1PNV3joT9dE8iwKc_xcpGEGSZfpeyyCiH72qiEABoTyK452HVtZ0F4G3AztkxfSbQUXez_wiT9lcaTRuxLDES0x17Q8BzI1tfEd1U2c1nRwlDc/s320/2007.jpg


        Bom, não exatamente de todo mundo. O iPhone de 2007 era uma Lamborghini, algo feito para uma minoria endinheirada. Mas isso começaria a mudar no final de 2008, com a chegada do Android. Agora qualquer empresa que quisesse copiar a Apple e fabricar seu próprio smartphone podia usar o sistema operacional do Google, o que diminuía violentamente o custo de desenvolvimento. Isso permitiu a criação de smartphones que cabiam mesmo no bolso – agora, no sentido financeiro da expressão.

        Ainda era tudo mato: não existia WhatsApp nem Instagram. [...]. Mas a revolução já tinha começado. Em 2008, foram vendidos 139 milhões de smartphones no mundo. Em 2011, com mais dispositivos baratos à disposição, 472 milhões. De 2014 em diante, mais de um bilhão. Resultado: 4 bilhões de pessoas têm smartphone hoje. Isso dá 51,9% da população mundial – ou 80% da população adulta (entre 15 e 65 anos). Os aparelhos só não tendem mesmo à onipresença em bolsões de pobreza extrema – África subsaariana, Bangladesh, Paquistão.

        O normal, inclusive, é que boa parte dos países tenham tantos smartphones quanto habitantes. É o caso do Brasil. De acordo com a Anatel, há 183,5 milhões de linhas 3G e 4G ativas no Brasil. Mesmo descontando quem possui mais de um chip no aparelho, então, temos quase um smartphone por pessoa por aqui, mesmo amargando o 70o PIB per capita do planeta.

        Falar como o smartphone mudou o mundo é chover no molhado. Ele criou as empresas mais valiosas do planeta (Apple, Google, Facebook, Huawei), revolucionou o dia a dia (Uber, Rappi), e mudou a política (uma presença forte nas redes sociais vale mais do que toneladas de horário eleitoral na TV, como as eleições de 2018 provaram). Mas não é “só” isso.

        Os smartphones passaram a moldar a realidade não apenas pela eficiência absurda, mas também porque viciam. Não é à toa que cada pessoa tira o celular do bolso ou da bolsa 221 vezes por dia, em média. Como dizem o editor Bruno Garattoni e o repórter Eduardo Szklarz na reportagem principal desta edição: “Por trás dos ícones coloridos, as gigantes da tecnologia fazem um esforço consciente para nos manipular, usando recursos da psicologia, da neurologia e até dos cassinos”. É isso. Entenda melhor aqui, se o seu celular deixar.

VERSIGNASSI, Alexandre. Carta ao leitor: 221 vezes por dia. Superinteressante. Edição 408, out. 2019. Disponível em: https://super.abril.com.br/blog/alexandre-versignassi/carta-ao-leitor-221-vezes-por-dia/. Acesso em: 15 out. 2020. (Adaptado).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 206-207.

Entendendo a carta:

01 – Por que o autor afirma que o século 21 começou apenas em 9 de janeiro de 2007?

      O autor utiliza essa data como um marco simbólico porque foi o dia em que Steve Jobs apresentou o primeiro iPhone. Para ele, esse evento deu início à era do "computador realmente pessoal", quando a internet deixou de estar presa aos PCs e chegou aos bolsos das pessoas.

02 – Qual foi o papel do sistema operacional Android na popularização dos smartphones?

      O Android, lançado no final de 2008, permitiu que outras empresas fabricassem seus próprios aparelhos usando o sistema do Google. Isso reduziu drasticamente os custos de desenvolvimento, criando smartphones que "cabiam no bolso" no sentido financeiro, ou seja, tornaram-se acessíveis para a maioria das pessoas, não apenas para uma minoria rica.

03 – Como o texto descreve a evolução do mercado de smartphones em números entre 2008 e os dias atuais?

      O texto mostra um crescimento explosivo: em 2008 foram vendidos 139 milhões de aparelhos; em 2011, esse número saltou para 472 milhões; e de 2014 em diante, as vendas ultrapassaram 1 bilhão por ano. Hoje, cerca de 4 bilhões de pessoas possuem o aparelho, o que representa 80% da população adulta mundial.

04 – O que o autor destaca sobre a realidade do uso de smartphones no Brasil?

      O autor aponta uma contradição: embora o Brasil ocupe apenas a 70ª posição no ranking de PIB per capita (riqueza por pessoa), o país possui quase um smartphone por habitante, com cerca de 183,5 milhões de linhas ativas de 3G e 4G.

05 – Além da tecnologia, quais mudanças o smartphone provocou na sociedade de acordo com o fragmento?

      O smartphone criou as empresas mais valiosas do mundo (como Apple e Google), revolucionou o cotidiano com aplicativos de serviço (Uber, Rappi) e alterou a dinâmica política, tornando as redes sociais mais influentes do que o horário eleitoral gratuito na TV.

06 – Qual é a crítica central feita no final do texto sobre o comportamento dos usuários?

      A crítica é que os smartphones passaram a "moldar a realidade" através do vício. O autor menciona que as gigantes da tecnologia utilizam conscientemente recursos da psicologia, neurologia e até de cassinos para manipular os usuários, fazendo com que chequem o aparelho, em média, 221 vezes por dia.

07 – Qual o sentido da expressão "se o seu celular deixar" na última frase do texto?

      A frase é uma ironia que reforça a ideia de vício e falta de controle. O autor sugere que o leitor pode estar tão dependente do aparelho e das notificações que talvez nem consiga terminar de ler ou entender a reportagem sem ser interrompido pelo dispositivo.