sábado, 14 de agosto de 2021

CONTO(FRAGMENTO): A CARTEIRA - MACHADO DE ASSIS - COM GABARITO

 CONTO(Fragmento): “A carteira”        

     Machado de Assis

De repente, Honório olhou para o chão e viu uma carteira. Abaixar-se, apanhá-la e guardá-la foi obra de alguns instantes. Ninguém o viu, salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem o conhecer, lhe disse rindo:

– Olhe, se não dá por ela; perdia-a de uma vez.

– É verdade, concordou Honório envergonhado.

Para avaliar a oportunidade desta carteira, é preciso saber que Honório tem de pagar amanhã uma dívida, quatrocentos e tantos mil-réis, e a carteira trazia o bojo recheado. A dívida não parece grande para um homem da posição de Honório, que advoga; mas todas as quantias são grandes ou pequenas, segundo as circunstâncias, e as dele não podiam ser piores. Gastos de família excessivos, a princípio por servir a parentes, e depois por agradar à mulher, que vivia aborrecida da solidão; baile daqui, jantar dali, chapéus, leques, tanta cousa mais, que não havia remédio senão ir descontando o futuro. Endividou-se. Começou pelas contas de lojas e armazéns; passou aos empréstimos, duzentos a um, trezentos a outro, quinhentos a outro, e tudo a crescer [...] um turbilhão perpétuo, uma voragem.

– Tu agora vais bem, não? – dizia-lhe ultimamente o Gustavo C..., advogado e familiar da casa.

– Agora vou – mentiu o Honório.

A verdade é que ia mal. [...]

Machado de Assis. A carteira. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/

DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1877>. Acesso em: 21 mar 2015.

Fonte da imagem - https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.fkvcalcados.com.br%2Fcarteira-em-couro-legitimo-completa-marrom---porta-cheque-plastico-documentos-e-porta-moeda-130m%2Fp&psig=AOvVaw031hQIwGtp2_E-oVJRPwLW&ust=1629047036173000&source=images&cd=vfe&ved=0CAsQjRxqFwoTCPCr8KP_sPICFQAAAAAdAAAAABAD

Entendendo o texto

1) A quais nomes se referem os pronomes destacados no fragmento?

Os “-se”, os “o”, os “lhe” e o “tu” referem-se a Honório, os “-la”, o “ela” e o “-a” referem-se à carteira.

2) A quais pessoas do discurso os pronomes destacados se referem? Justifique a sua resposta.

Todos os pronomes à exceção de “tu” referem-se à terceira pessoa do discurso, pois indicam a quem o narrador se refere no excerto (“-se”, os “o” e o “lhe”) ou a que está se referindo (os “-la”, o “ela” e o “a”). O “tu” refere-se à segunda pessoa do discurso, pois corresponde a um pequeno excerto da narrativa em que outro personagem (Gustavo C) se dirige diretamente a Honório, ou seja, indica com quem se fala.

3) Reescreva o primeiro parágrafo do fragmento substituindo os pronomes “-se”, “o” e “lhe” por pronomes oblíquos correspondentes à primeira pessoa do singular. Para tanto, faça todas as alterações necessárias no fragmento para adequá-lo.

De repente, olhei para o chão e vi uma carteira. Abaixar-me, apanhá-la e guardá-la foi obra de alguns instantes. Ninguém me viu, salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem me conhecer, disse-me rindo/me disse rindo.

 

POEMA: O MENINO QUE CARREGAVA ÁGUA NA PENEIRA - MANOEL DE BARROS - COM GABARITO

 POEMA: O menino que carregava água na peneira

  Manoel de Barros

 

Tenho um livro sobre águas e meninos.

Gostei mais de um menino que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira

Era o mesmo que roubar um vento e sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo que catar espinhos na água

O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.

Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.

A mãe reparou que o menino gostava mais do vazio do que do cheio.

Manoel de Barros. Poesia completa. São Paulo: Leya Brasil, 2010. p. 460.

Entendendo o texto

1) Como a primeira pessoa do discurso pode ser identificada no poema? Justifique sua resposta.

A primeira pessoa do discurso no poema corresponde ao pronome pessoal do caso reto “eu” e pode ser identificada nos dois primeiros versos do poema pela terminação dos verbos “ter” e “gostar”, que indicam a quem pertence a voz manifestada na composição.

2) Considerando o contexto do poema, é possível afirmar que “a mãe” no 3o, 5o e último versos se refere:

( x ) a uma pessoa de quem o eu lírico fala.

( ) a uma pessoa com quem o eu lírico fala.

Por quê?

“A mãe” é uma pessoa de quem ou sobre quem o eu lírico do poema fala, pois o eu lírico não estabelece um diálogo direto com “a mãe” na composição, apenas registra a interação dela com “o menino”.

3) De acordo com o contexto do poema, reescreva o último verso substituindo “a mãe” e “o menino” pelos pronomes adequados.

Ela reparou que ele gostava mais do vazio do que do cheio.

4) Se retirássemos do poema o verso que você escreveu em sua resposta anterior e o apresentássemos sozinho ele teria sentido? Justifique sua resposta.

Não, pois nesse caso os pronomes pessoais foram utilizados para substituir nomes citados anteriormente no poema, isto é, em um determinado contexto. Sem a leitura dos versos anteriores seria impossível, no entanto, saber a quem se referem.

 

CONTO(FRAGMENTO): PEIXE PARA EULÁLIA - MIA COUTO - COM GABARITO

 CONTO(Fragmento): Peixe para Eulália         


              Mia Couto

Foi, nunca mais desceu. Ainda esperaram que Sinhorito tombasse, desamparado, mais sua embarcação. Como nada sucedesse, um por um, os aldeões regressaram a suas casas. Ficou Eulália, só e sozinha. E ali na praça ela montou espera de um acontecimento. A mulher olhava o céu, fosse sol, fosse estrelas. Mas Sinhorito não descia. Nem ele nem a chuva que se propôs buscar. E ainda menos um qualquer peixe.

Vieram buscá-la. Vieram familiares, veio o chefe dos Correios. Puxaram-na, força contra a vontade.

Eulália contrariou os intentos. Apontava, desapontada, o vasto céu.

– Há de vir, há de voltar...

Mia Couto. Peixe para Eulália. Em: O fio das missangas. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

Entendendo o texto

1) A que palavra se referem os termos “um” destacados na segunda linha do fragmento?

Se referem à palavra “aldeões”.

2) Em relação a esses termos, que função exercem nesse contexto?

Eles expressam o modo como os aldeões regressaram a suas casas, indicando a ideia de “ordenação” (um após o outro).

3) De acordo com essa função, podemos afirmar que pertencem a qual classe de palavras?

À classe de palavras dos numerais.

4) É possível afirmar que o termo “um” destacado na terceira e na quinta linha têm o mesmo funcionamento do que os termos “um”, na segunda? Justifique sua resposta.

Não, pois os termos “um” na terceira e na quinta linha funcionam de modo distinto, indicando apenas uma imprecisão ou indeterminação em relação ao substantivo aos quais se referem (“acontecimento” e “peixe”), isto é, funcionam como artigos indefinidos. Os termos “um” destacados na segunda linha transmitem ideia de “ordenação”, ou seja, funcionam como numerais.

 

LIVRO: PERDIDO NA AMAZÔNIA(FRAGMENTO) - TONI BRANDÃO - COM GABARITO

  LIVRO: Perdido na Amazônia(Fragmento)   

              Toni Brandão


Eu me atrapalhei e pisei no pé dele.

— Desculpa aí, meu.

[...]

De cara, eu saquei que o meu vizinho de poltrona era paraquedista. Não é bem que eu saquei.

Estava escrito na camiseta dele “Associação não sei o que de Paraquedismo”.

Antes de guardar a mochila debaixo do banco eu tirei meu discman e o gibi do Homem-Aranha.

Apertei o play e o rock do Sepultura começou a rolar.

Toni Brandão. Perdido na Amazônia. Vol. I. São Paulo: Edições SM, 2005. p. 15-16.

Entendendo o texto

1.) Pesquise no dicionário os significados e usos possíveis atribuídos ao termo “meu” e registre-os nas linhas a seguir:

Resposta pessoal

2) O que o uso do termo “meu” pode revelar a respeito do registro empregado pelo narrador--personagem do livro?

O emprego do termo “meu” pode revelar que o personagem do livro emprega o registro informal da língua.

3) No fragmento, é possível localizar outros exemplos que se referem ao tipo de registro empregado pelo narrador-personagem. Quais são eles?

Termos como “sacar” e a expressão “de cara” podem ser considerados exemplos do uso do registro informal. Professor, é possível que alguns alunos sinalizem como exemplo de informalidade o termo “rolar”; no entanto, de acordo com o dicionário Houaiss, um dos sentidos atribuídos ao termos na linguagem formal é o de “ressoar”, “ecoar”, como no contexto. Para o Houaiss, o significado informal atribuído ao termo está associado a “acontecer” no tempo ou no espaço ou, ainda, ao acontecimento de um fato.

4) Qual é o significado dos exemplos mencionados por você na questão d, no contexto, e qual seria o significado deles no registro formal da língua? Caso seja necessário, consulte um dicionário para responder a essa questão.

Resposta pessoal: È importante que o aluno perceba por meio do contexto que o termo “sacar” indica “entender” ou “perceber” e a expressão “de cara” significa “inicialmente”, “à primeira vista”. Tanto “sacar” como o significado da expressão poderiam ser substituídos por outros termos e expressões para designar a mesma ideia no registro formal.

5) O que o emprego desse registro pode revelar a respeito da situação comunicacional apresentada no contexto do fragmento?

O emprego do registro informal revela, nesse contexto, que a situação de comunicação da qual o narrador-personagem faz parte é de descontração, não exigindo o emprego de padrões de linguagem associados à modalidade formal do uso da língua.

 

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

ARTIGO DE OPINIÃO: ESSENCIAL E SUPÉRFLUO - MEU BOLSO FELIZ - COM GABARITO

 Artigo de opinião: Essencial e supérfluo

        Essencial: o que é necessário, indispensável.

        Supérfluo: que ultrapassa a necessidade, que é mais do que se necessita; desnecessário.

        Na definição do Dicionário Houaiss, é muito fácil compreender a diferença entre esses dois termos. Mas, na vida prática, a história é outra. E, em relação ao consumo, isso se torna ainda mais complexo. Na sociedade atual, o consumo passou a ditar padrões e comportamentos, estabelecendo uma valorização do TER em relação ao SER.

        Por isso mesmo, em algum momento da vida do adolescente, ter o último modelo de celular vai ser algo essencial. E você, como pai, tem o desafio de mostrar a ele que aquele celular NÃO é essencial à vida dele: essencial é ele ter afeto, poder ser acolhido, contar com a família, ter amigos, poder comer, beber, exercitar sua cidadania.

        A proposta não é que você tenha uma atitude de excluir o consumo da vida da família. A perspectiva que você deve mostrar ao seu filho é que o consumo é, sim, relevante – é legal comprar um celular, uma calça nova etc. – mas esses objetos não são essenciais à vida dele.

        Confissões de uma consumidora compulsiva

        Veja o que as pessoas pensam sobre comprar.



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        Fique atento ao desperdício, aos gastos exagerados, às compras desnecessárias, ao valor que se atribui a marcas e grifes, que são formas de usar mal o dinheiro que você ganha. 

DICA

“Educar para o consumo” – Cássia D’Aquino e Maria Tereza Maldonado

Neste livro, as duas autoras abordam o consumo crescente entre as crianças e o papel dos pais para frearem o consumismo.

                      ESSENCIAL e supérfluo. Meu bolso feliz. Disponível em: https://bit.ly/2OusShh. Acesso em: 28 set. 2018.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 7º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição – São Paulo, 2018, p.228-9.

Entendendo o adolescentes:

01 – Releia o primeiro parágrafo e responda:

a)   Qual é a tese apresentada sobre o consumo na sociedade atual?

Na sociedade atual, o consumo passou a ditar padrões e comportamentos, estabelecendo uma valorização do TER em relação ao SER.

b)   Que argumento de autoridade é utilizado para apresentar a tese?

As definições do dicionário Houaiss de “essencial” e “supérfluo”.

02 – Que posicionamento é explicitado quando se fala da educação financeira do adolescente? Para quem é direcionado o texto?

      Segundo o texto, o desafio é mostrar ao adolescente que ter objetos não é essencial à vida dele, mas, sim, ter afeto, acolhimento, contar com a família, ter amigos, poder comer, beber e exercitar sua cidadania. Esse texto é direcionado aos pais.

03 – Quais argumentos de exemplificação são usados ao longo do texto para sustentar o posicionamento apresentado?

      Que ter o último modelo de celular ou a calça da moda não é essencial à vida do adolescente.

04 – Em relação ao comportamento do consumidor, qual é a diferença entre a abordagem da reportagem e a do artigo de opinião?

      Na reportagem, o perfil do consumidor é traçado pelos objetos, pelas formas de pagamento, pelo número de compras parceladas. No artigo, há uma análise mais existencialista e comportamental do consumidor, especialmente o adolescente.

05 – Para estabelecer a relação entre a reportagem e esse artigo, releia os dois textos, tome nota das principais informações e argumentos e elabore um resumo de cada um deles.

      Resposta pessoal do aluno.

06 – Releia o infográfico que acompanha o artigo.

a)   Descreva o que você vê na imagem.

Uma mulher jovem, deitada num divã, com olhos fechados e a mão levada à cabeça. Ao seu lado, um homem mais velho, sentado numa cadeira e escrevendo num caderno. Ao lado, vários círculos com porcentagem de pessoas com comportamentos que expressam impulsividade nas compras.

b)   Qual é a relação entre os elementos visuais e verbais do infográfico?

No balãozinho de fala, a mulher confessa ao psicólogo ou psiquiatra que não consegue controlar o impulso de comprar. Os demais balõezinhos mostram dados relacionados ao comportamento compulsivo em comprar.

c)   Qual é a relação entre o infográfico, o artigo? Explique.

O artigo trata do fato de as pessoas não diferenciarem o ter do ser, usando as compras como forma de suprir questões existenciais. O infográfico mostra dados sobre o comportamento do consumidor que compra por impulso ou de forma compulsiva.

07 – Releia os dados que aparecem no infográfico e responda:

a)   Você ou alguém próximo já apresentaram algum desses comportamentos como consumidor? Comente.

Resposta pessoal do aluno.

b)   No infográfico, em que lugar a consumidora compulsiva procura ajuda? O que precisa ser feito, em sua opinião, para a mudança do comportamento do consumidor que compra por impulso? Explique.

No infográfico, a consumidora busca ajuda de um psicólogo ou psiquiatra. Resposta pessoal do aluno.

 

CHARGE: BLACK FRIDAY - DENNY - COM GABARITO

 Charge: Black Friday


Fonte da imagem - https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWXKGQmwuSTlDJnDDzlzWRjnuuAtR9_-Rmv8kyEQM9vhfaRNxTNXIwrdheIsp4zIuZ4zxhyphenhyphengNcjGm_SUmNysQ4qcjkrmQGqWSn2ENeGy43oNKZkfmfO2SVN4rO6R8Rl2QrRQ-qyO4jNOM/s306/bolsa.jpg
DENNY. Black Friday, 29 nov. 2013. Disponível em: https://bit.ly/2ASkxQZ. Acesso em: 28 set. 2018.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 7º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição – São Paulo, 2018, p. 223.

Entendendo a charge:

01 – O que você vê na imagem? Do que trata a charge?

      A charge mostra duas imagens sobre a mesma mercadoria (bolsa), com preços abusivamente diferentes antes e durante a Black Friday.

02 – Qual é a crítica realizada pelo cartunista?

      O cartunista afirma que há propaganda enganosa em relação aos descontos nesse evento.

03 – Black Friday é um evento de promoções de produtos e serviços que ocorre na última sexta-feira de novembro. Você concorda com a opinião apresentada pelo cartunista sobre esse evento? Explique.

      Resposta pessoal do aluno.

04 – Em sua opinião, o que deve ser feito pelo consumidor se ocorrer algo parecido com o que é apresentado na charge? Explique.

      Resposta pessoal do aluno.

05 – Como ocorre o processo de decisão de compra ou de contratação de um serviço? Explique.

      Resposta pessoal do aluno.

CHARGE: CONTROLAR GASTOS - THIAGO - JORNAL DO COMMERCIO - COM GABARITO

 Charge: Controlar gastos


Fonte de imagem - https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFndWHefqTFOJqgrrHXsqNyyfgWzWNeg18ifEMInrpkY0PVkXSMYPzdT5Y9ZoCyu1SzKvIQACO_7-zfCsE513Qmp4h_6hesYID7qs9HfMJGQ0fjyzWHkd5uz61N2ChOTg2D54xqmBcp-A/s256/gastos.jpg
                    THIAGO. Jornal do commercio, 28 jul. 2018. Disponível em: https://bit.ly/2zz0Yeu. Acesso em: 28 set. 2018.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 7º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição – São Paulo, 2018, p. 222.

Entendendo a charge:

01 – Você se preocupa em economizar água e luz em casa?

      Resposta pessoal do aluno.

02 – Em sua casa, há desperdício de comida ou de outros materiais e produtos? Explique.

      Resposta pessoal do aluno.

03 – Você já comprou algo que veio com defeito ou não foi entregue? Em caso afirmativo, o que fez?

      Resposta pessoal do aluno.

04 – O que você vê na imagem? Qual é a relação entre os elementos visuais e verbais na charge?

      Dois personagens masculinos estão em pé, um ao lado do outro. Um deles observa o céu pelo telescópio. O primeiro pergunta ao segundo se ele está vendo o eclipse; o homem afirma estar visualizando suas dívidas, que estão nas alturas.

05 – Do que trata a charge? O que pode provocar humor?

      Inicialmente, sem relação com o escrito, imagina-se que se trata de observação das estrelas ou dos planetas, mas a resposta dada pelo personagem que olha no telescópio deixa claro que a charge trata do envolvimento dos cidadãos. A distinção de objetivos entre os dois personagens e o motivo tão inusitado da observação ao céu podem causar humor.

06 – A frase “São as minhas dívidas que estão nas alturas” está em sentido literal ou figurado? Explique.

      A frase encontra-se em sentido figurado, pois as dívidas altas, em sentido literal, não poderiam ser vistas no céu com um telescópio.

07 – Em sua opinião, o que o personagem da charge deveria fazer para suas dívidas não chegarem “às alturas”? Explique.

      Resposta pessoal do aluno.